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terça-feira, 26 de agosto de 2014

A BAGUNÇA CRIADA PELOS CHAMADOS EVANGÉLICOS E ETC.



A religiosidade é traço forte de presidiários, que pedem proteção divina antes de praticar crimes e até nas fugas carregam a bíblia. Mais de 50 foragidos foram recapturados com elas nas mãos, após fuga em massa de quase 200 detentos do Ipat, em Manaus

O material abaixo foi publicado pelo site A Crítica de Manaus. A notícia é uma verdadeira tragicomédia, bastante representativa, da grande confusão que o movimento chamado evangélico tem criado por todas as partes do Brasil

Detentos usam a Bíblia como 'proteção' durante fugas

Manaus (AM)

Por Joana Queiroz

Boa parte dos presos que fugiram do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no km 8 da BR-174, durante a rebelião do dia 9, deixou tudo pra trás na hora da fuga: roupa, sandálias e até dinheiro. Mas levou as bíblias que guardavam nas celas.

O fato chamou a atenção de policiais militares que trabalham na recaptura dos detentos e do tenente-coronel da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Renan Carvalho, que contou que, dos mais de 50 foragidos que ele ajudou a recapturar na mata no entorno do Ipat, a maioria estava carregando uma bíblia.
O tenente-coronel disse que outros fugitivos foram recapturados fora das matas, também carregando uma bíblia debaixo do braço. Alguns estavam nas paradas de ônibus e foram identificados pelos arranhões que tinham no corpo. O tenente disse que eles não tinham uma explicação para levar a bíblia na fuga. “Acredito que eles carregam a bíblia como forma de proteção”, disse Renan.

A fé também é o tema de mensagens de texto trocadas entre os detentos, segundo constatou a polícia por meio da análise de telefones celulares apreendidos durante as operações policias. Nas mensagens, presos invocam o nome de Deus como proteção para cometer crimes, como assaltos, homicídios e até mesmo fugas de presídios. “Vá lá mano. Vai dá (sic) tudo certo, Deus está contigo e ele vai cegar esses vermes pra não te enxergarem dentro da mata. Vc (sic) vai conseguir”, dizia uma das mensagens flagradas na caixa de entrada de um dos foragidos do Ipat recapturados.

E foi por meio de um celular que, no dia 5 de junho, a detenta da cadeia pública Raimundo Vidal Pessoa, Aline Fontoura Silva, 22, que cumpre pena por tráfico de drogas, postou, na rede social Facebook, mensagens de fé, de dentro da cadeia. “Obrigada senhor por tudo perdoa meus erros e abençoa minha família e o meu amor, boa madrugada a todos(sic)”, dizia a mensagem.

Em outra postagem, Aline demonstra fé ao se declarar para o namorado, o traficante Rubens Rodrigues, o “Rubão” - um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Ipat. “O nosso amor e abençoado por Deus. Eu profetiso em nome de Jesus(sic)”, dizia a postagem.

Justificativa

Quem faz trabalhos religiosos dentro dos presídios acredita que criminosos costumam recorrer a argumentos religiosos para justificar os maus atos, em uma tentativa de se livrar do sentimento de culpa. É o que afirma a voluntária da Pastoral Carcerária, Marlúcia da Costa Souza.

A religiosidade expressada pelos detentos e os conflitos com as práticas criminosas foram comparados pelo ex-arcebispo de Manaus, Dom Luiz Soares Vieira, à vida do cangaceiro Lampião, que era um cristão fervoroso que, segundo relatos históricos, costumava rezar o ofício de Nossa Senhora aos sábados e, depois, saía para assaltar, estuprar e matar. “Não seria uma espécie de esquizofrenia ou dualidade diante de Deus?”, questionou Dom Luiz.

Alternativa para deixar a criminalidade

Mas nem sempre a religião é usada como “ponto de equilíbrio” por quem vive no mundo do crime. Para muitos, a fé é o que dá forças para deixar a criminalidade.

Duas vezes por semana, voluntários da Pastoral Carcerária vão aos presídios evangelizar. Segundo uma das voluntárias, Marlúcia da Costa Souza, 57, grande parte dos internos participa das reuniões.

Eles cantam os louvores, leem o evangelho e oram fervorosamente. Alguns choram e fazem pedidos a Deus, a maioria ligados à liberdade e à família. Durante as celebrações, muitos pedem perdão e se dizem arrependidos dos crimes que cometeram, contou ela.

Uma vez por ano, na época da Páscoa, a pastoral leva um confessionário e um padre para as cadeias, e muitos presos aproveitam para se confessarem. Para Marlúcia, apesar de os frutos desse trabalho não serem visíveis, muitos acabam mudando de vida após o “encontro com Deus” na cadeia.

O artigo original do site do A Crítica poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos e nos dê discernimento na hora de votar.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 1 de março de 2014

Pastor comanda Máfia dos Camelôs no Centro de Manaus




De acordo com o Blog do Pavulo o comando da máfia dos camelôs no centro da Cidade de Manaus-AM está nas mãos de um “pastor evangélico”.

Segue a notícia original:

BLOB DO PAVULO

Pastor comanda Máfia dos Camelôs no Centro de Manaus

AMAZONAS, POLÍTICA

Uma verdadeira bomba acaba de explodir sob solo manauara com a denúncia da existência de uma verdadeira máfia atuando na capital do estado do Amazonas.

Um grupo de pessoas denunciam crimes envolvendo coação, extorsão, cobrança de aluguel pelo uso de espaço público, tráfico de influência, falsificação de documentos, sonegação de impostos, contrabando, suborno é até mesmo tráfico de drogas e armas no centro da cidade de Manaus.


Osmani Abreu Lima, 52 anos, conhecido como "Pastor", é Presidente da Igreja Pentecostal Aliança com Deus, Presidente da Cooperativa dos Camelôs, réu em pelo menos 7 processos na justiça do Amazonas e Roraima, e diretamente acusado pelos próprios camelôs de pertencer à um grupo organizado que pratica o terrorismo contra ambulantes. Na manifestação de um pequeno grupo nesta terça-feira, ele aparece vestido com camisa de marca, anel de ouro e chave de uma Hilux Preta, a qual chama de "meu carro importado".
Segundo as informações apuradas, "Pastor" é camelô há mais de 30 anos e detém sob seu comando mais de 10 barracas instaladas pelas vias públicas do centro da cidade e costuma coagir trabalhadores para que adquiram seus produtos para que não sejam retirados das ruas, pois o mesmo é dono de uma cozinha industrial que produz salgados (coxinhas, risoles, pastéis e afins) que abastecem a maioria das bancas localizadas no centro da cidade. Por diversas vezes seus produtos foram considerados impróprios para consumo humano devido à situação precária de higiene em sua linha de produção e aos resultados de exames laboratoriais que apresentaram grande concentração de coliformes fecais e até mesmo metais pesados de alta capacidade de intoxicação. 



Em 2012, "Pastor" foi denunciado pela invasão e transformação de um espaço interno da Santa Casa de Misericórdia em uma cozinha industrial para produção dos referidos produtos, como pode ser constatada nesta matéria veiculada pela TV Amazonas, filiada da Rede Globo de Televisão.

As denúncias dão conta de que o "Pastor" tem ligação direta com os "DONOS DO CENTRO", grupo organizado que possui blindagem de políticos, policiais militares e civis corruptos que fazem a coação dos trabalhadores para que adquiram produtos apenas de determinados fornecedores, nisto incluem-se produtos de furto e contrabando. E a situação piora quando uma das pessoas afirma que este mesmo grupo é responsável por um mercado oculto que comercializa drogas, armas, produtos pirateados, documentos falsos, carros roubados e até mesmo cafetinagem.

A gota d'água para que as denúncias explodissem se deu por conta da resistência de "Pastor" ao projeto de desocupação e revitalização do Centro Histórico de Manaus que prevê o remanejamento de ambulantes e camelôs para áreas específicas da cidade, bem como a cessão de espaços físicos em espaços chamados de shoppings populares.

Cerca de 98% dos camelôs e ambulantes aprovam as medidas e propostas oferecidas pelos órgãos públicos envolvidos nesta ação, porém, prevendo que isso atrapalhará os "seus negócios" e do grupo ao qual pertence, ele decidiu criar um movimento contra o projeto, porém, a adesão à sua empreitada até o presente momento conta apenas com 19 ambulantes e camelôs, provavelmente seus empregados.

As pessoas que fizeram estas denúncias pediram para seus nomes não fossem divulgadas temendo represálias que poderiam custar até suas vidas e de seus familiares.

Hoje, estas mesmas pessoas afirmam que o clima no centro de Manaus é de esperança misturada com medo, pois várias ameaças são feitas para que os mesmos não desocupem as vias ou façam adesão ao projeto.

As denúncias são muito graves e cabe ao Ministério Público Estadual e Federal, à Polícia Militar e Civil, bem como todos os outros órgãos responsáveis, que façam uma grande investigação para identificar e prender todos os envolvidos nesta verdadeira máfia baré.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


É realmente uma pena a dura realidade que temos de constatar que cada dia, mais e mais homens e mulheres que se autointitulam pastores e pastoras ou outros títulos do gosto de cada um estejam sendo pilhados em grossas falcatruas arrastando o Santo nome de Deus para os mais nojentos lamaçais.

Que Deus tenha misericórdia deles e de nós também que somo obrigados a conviver com essas denúncias sem fim.

Alexandros Meimaridis

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