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quinta-feira, 2 de abril de 2015

BEATOS CATÓLICOS VOLTAM A CHAMAR A ATENÇÃO


O material abaixo foi publicado pelo site da Revista ISTOÉ.

Os beatos que atraem multidões

Quem são os videntes católicos que afirmam ver e conversar com Maria e reúnem milhares de pessoas pelo País

Helena Borges (helenaborges@istoe.com.br)

Aos 43 anos, o advogado carioca Pedro Siqueira tem, à primeira vista, um cotidiano comum. Casado, pai de um menino de 3 anos, ele trabalha na Advocacia-Geral da União (AGU), é fã de esportes e enfrenta diariamente os problemas de quem vive em uma grande cidade. A diferença é que Siqueira afirma ver e falar com Nossa Senhora. O advogado chega a reunir dez mil pessoas em celebrações nas quais reza o terço e profere mensagens que são atribuídas a Maria. E ele não é o único. No interior do Espírito Santo, a pacata cidade de Serra, com pouco mais de 400 mil habitantes, também virou ponto de peregrinação porque no jardim de uma casa são recolhidas folhas com desenhos e mensagens feitos por formigas a pedido de Nossa Senhora, segundo Maria Aparecida D’Ávilla, 56 anos, que cuida do santuário. Dona de casa, ela diz que vê e fala com a Virgem nas situações mais corriqueiras, como durante as compras no supermercado. Na Bahia, Pedro Regis, 45 anos, é seguido por multidões de até 50 mil pessoas quando narra, em tempo real, palavras que afirma receber da mãe de Jesus. Casado e pai de duas filhas, ele já deu palestras sobre o fenômeno na França, em Portugal e Israel. Juntos, esses três videntes lideram, ao ano, peregrinações de mais de um milhão de fiéis pelo Brasil.

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Além da particularidade do contato direto com a mãe de Jesus, eles têm em comum o fato de serem católicos “leigos”, que não fazem parte da hierarquia da Igreja. Isso não quer dizer que entrem em conflito com padres ou bispos. Ao contrário, costumam contar com a compreensão dos representantes oficiais. O papa João Paulo II (1920-2005), por exemplo, era devoto de Nossa Senhora de Fátima, à qual se referia como “Senhora da Mensagem”. O pontífice chegou a se encontrar com Irmã Lúcia (1907-2005), uma dos três jovens que dizem ter visto Maria na Cova da Iria, em Portugal, em 1917. Já o papa Francisco não se diz contra, mas adota uma postura mais cautelosa em relação aos videntes. “Eventos extrassensoriais acontecem. Há inúmeros relatos de pessoas que os sentem ou presenciam. Ninguém os pressupõem”, afirma dom Aldo di Cillo Pagotto, arcebispo da Paraíba.

O carioca Siqueira diz ver Nossa Senhora desde criança. Segundo o advogado, ela surge de uma janela espiritual que se abre no teto, veste bata e véu em tons claros, tem os pés descalços, os cabelos escuros e mantém o olhar muito sereno. Em volta dela, anjos e uma aura colorida descem até o plano terreno, sem tocar o chão. Essas experiências já renderam três livros sobre fé católica e suas vivências espirituais.

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Para não confundir a intenção de ajudar o próximo com a pretensão de ser considerado um clérigo ou santo, o baiano Pedro Regis faz questão de ter um padre ao seu lado sempre que organiza suas orações. Regis conta que muitas pessoas relatam curas de doenças ou resolução de problemas após irem aos encontros promovidos por ele. “Mas se teve algum milagre, foi de Nossa Senhora. Sou apenas um instrumento. Sou pecador, como todas as pessoas”, diz. Nesses eventos, uma cruz é carregada pela multidão e, após as orações, ele repete o que afirma ouvir de Maria. As aparições começaram aos 18 anos, quando Regis passou mal na rua e uma jovem o ajudou a voltar para casa – ela seria Maria. Desde então, ele contabiliza ter recebido mais de quatro mil mensagens da mãe de Jesus.

Na região metropolitana de Vitória (ES), Serra também virou local de peregrinação. Lá, em um jardim, que já ganhou fama de santuário, as folhas caem na grama e são atacadas por formigas, que formam com suas pequenas mordidas desenhos do perfil de Nossa Senhora ou mensagens creditadas a ela. O acontecimento já levou zoólogos da Universidade Federal do Espírito Santo a realizarem testes nos rastros deixados – eles concluíram que o tipo de marca não é característica de uma mordida de formiga, mas sim de perfurações por objetos pontiagudos. A dona de casa capixaba Maria Aparecida, destinatária das mensagens deixadas nas folhas, afirma ver Maria em diferentes situações. “Ela é de poucas palavras, mas é brava. De vez em quando fico até sem graça, porque bem no dia em que as folhas são lidas na missa ela me manda uma mensagem de correção”, diz, referindo-se às celebrações realizadas na igreja ao lado do jardim. Duas vezes por mês algumas folhas são lidas por um padre.

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A igreja tem uma postura cautelosa em relação aos videntes. Quando aparecem relatos de fiéis que viram e ouviram santos e anjos ou receberam revelações da Virgem Maria, o bispo da região designa uma comissão para analisar o caso, composta por padres, psicólogos e médicos. Observam-se, então, as condições psicológicas e de saúde da pessoa e se o tipo de mensagem que ela está passando vai ao encontro dos princípios cristãos. Só após esse processo, que leva anos, o Vaticano se posiciona a favor ou contra a “credencial”. O coordenador do curso de pós-graduação em ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, Emerson Silveira, afirma que não é possível falar de um católico brasileiro com um perfil único. “Há aqueles ligados à Teologia da Libertação e às Comunidades Eclesiais de Base, que colocam em segundo plano ou não prezam a crença em milagres e intervenções de santos, anjos ou Virgem Maria”, diz. Se as mensagens são reais ou não, afirma Silveira, quem julga é a multidão que os segue. O teólogo Afonso Murad, doutor pela Pontíficia Universidade Gregoriana, em Roma (ITA), conta que esse tipo de contato com o divino é aceito com maior facilidade no País pela influência do movimento carismático forte. Mas essa abertura não é necessariamente 100% positiva, já que é preciso ter crivo para aceitar ou refutar algum evento como milagre. “Quando aparecem videntes fanáticos, com mensagens apocalípticas e moralistas que não estão em sintonia com o evangelho e a caminhada da Igreja, não devem ser aceitos como legítimos.”

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Foto: Pedro Dias/Ag. Istoé, Airam Asil; Gabriel Lordello/Mosaico Imagem; PAULO NOVAIS/EFE; Manuel Romano/NurPhoto; Jeremy Horner/Getty Images

O artigo original do site da ISTOÉ poderá ser visto por meio desse link aqui:


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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 5 de março de 2014

PAPA FRANCISCO I IRÁ DECLARAR “SANTO” O PADRE ANCHIETA


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De acordo com notícia veiculada pelo site do jornal “O Estado de São Paulo”, o papa Francisco I pretende canonizar via decreto e sem processo formal o padre José de Anchieta, acusado de tiranizar os índios e até de mandar matar um deles pelo ex-padre Dr. Aníbal Pereira Reis em sua obra: “Anchieta: Santo ou Carrasco?”.[1] Esse ato parece mais um conluio entre jesuítas já que tanto Anchieta quando Francisco I pertencem à essa ordem.

Segue a notícia do Estadão

Padre José de Anchieta será declarado santo por decreto do papa Francisco.

José Maria Mayrink - O Estado de S. Paulo


Assinatura do documento ocorrerá antes da canonização dos papas João XXIII e João Paulo II

O padre José de Anchieta será declarado santo, por decreto do papa Francisco, no início do mês de abril, anunciou nesta quinta-feira, 27, o arcebispo de Aparecida, cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, em entrevista ao repórter Silvonei José, na Rádio Vaticano. A notícia é surpreendente, porque não se esperava que a cerimônia de canonização fugisse às regras da Congregação para as Causas dos Santos, que vinha trabalhando para acelerar o processo de Anchieta.

Tela de Benedito Calixto, de 1893, retrata Padre José de Anchieta - Pinacoteca do Estado/Reprodução
Tela de Benedito Calixto, de 1893, retrata Padre José de Anchieta - Pinacoteca do Estado/Reprodução

Segundo d. Damasceno, a canonização por decreto, em vez de uma celebração solene na Praça de São Pedro, foi decisão pessoal do papa, que na mesma data, a ser ainda fixada, vai declarar santos dois missionários canadenses. A assinatura do decreto ocorrerá antes da canonização dos papas João XXIII e João Paulo II, marcada para o dia 27 de abril, que deverá atrair mais de dois milhões de pessoas.
"Vamos comemorar de uma maneira simples a canonização do Padre Anchieta a partir da assinatura do decreto, que corresponde a uma forma equivalente à proclamação solene de um santo", anunciou d. Damasceno. Em seguida, haverá outras comemorações, a começar por uma missa celebrada em conjunto com os canadenses em uma paróquia romana e por outra missa, a ser presidida por Francisco no Colégio Pio Brasileiro, em Roma. A data depende da agenda do papa.

Pio Brasileiro

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Pio Brasileiro: local onde são preparados os bispos brasileiros.

Dirigido até agora pelos jesuítas, o Pio Brasileiro está comemorando 80 anos de existência e passará a ser administrado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Essa instituição abriga os padres brasileiros enviados a Roma para fazer mestrado e doutorado em Teologia. Seu novo diretor será, provavelmente, padre Lauro Versiani, reitor do Seminário São José, em Mariana (MG).

D. Damasceno, que é também presidente da CNBB, adiantou que haverá celebrações pela canonização de Anchieta durante a assembleia geral do episcopado em Aparecida, na primeira quinzena de maio, e nas cidades em que ele atuou como missionário: São Paulo, Rio, Vitória e Salvador. O cardeal prevê que haja comemorações também nas Ilhas Canárias, onde José de Anchieta nasceu em 1534, e em Portugal, onde ele se tornou jesuíta e estudou. Morreu em 1597, no Espírito Santo.

Anchieta foi beatificado em 1980 pelo papa João Paulo II. A canonização estava dependendo da aprovação de um milagre, que Francisco dispensou. "O beato Anchieta, Apóstolo do Brasil, é venerado em todas as regiões do País e centenas de graças são atribuídas à sua intercessão", observou padre César Augusto dos Santos, vice-postulador da causa de canonização.

O artigo original do Estadão poderá ser visto por meio desse link aqui:

Nossas considerações:

A Igreja Católica Apostólica Romana mente ao declarar que ”centenas de graças são atribuídas à sua intercessão”, isto é, à intercessão do padre morto José de Anchieta.

Sugerimos a leitura do nosso artigo que trata dessa questão acerca do fato se os santos católicos romanos podem mesmo interceder a favor dos vivos sobre a terra por meio do link abaixo:

A bíblia é bem clara quanto a toda essa questão ao afirmar o seguinte:

Hebreus 9:27—28

27 E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,

28 assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Reis, Aníbal Pereira. Anchieta: Santo ou Carrasco? Edições “Caminho de Damasco” Ltda, São Paulo, 1981.