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domingo, 18 de setembro de 2016

GÊNESIS - Estudo 041 — A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA


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Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 
O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
      Eretz ha  ve-et  Hashamaim et    Elohim     Bará     Bereshit
      Terra  a  e       céus      os     Deus      criou   princípio No                                                                                         Gênesis 1:1
IX. A História de Noé — Continuação.



5. A Aliança de Deus com Noé – Gênesis 9 — Continuação.


2. Deus Estabelece uma Aliança com Noé e Seus Filhos – Gênesis 9:8 —18.

Depois que Noé e sua família saíram da arca, Deus estabeleceu uma aliança com eles. Esta aliança havia sido prometida em Gênesis 6:18 e agora havia chegado a hora de ser concretizada. O conceito de “aliança” — também chamado de “acordo, compromisso, concerto ou testamento” — é um dos mais importantes e fundamentais de todos os conceitos que encontramos na Bíblia, porque o Deus da Bíblia é um Deus de alianças.

a. O Conceito Representado pela Expressão בְּרִית beriyth pode ser traduzido por acordo, aliança e compromisso ou testamento. Como tal ele faz referência a acordos, alianças, compromissos ou testamentos que podem ser estabelecidos, tanto entre homens e homens como entre o Deus Criador e os homens. Dessa maneira, quando lemos a expressão hebraica בְּרִית beriyth — nós podemos estar diante de três situações a saber:

1. Alianças onde as duas partes, que se consideram iguais, concordam em conceder ou concedem de fato, direitos e deveres que são aceitos de comum acordo, pelos envolvidos, sem nenhum tipo de imposição. Exemplos deste tipo de alianças podem ser vistos em 1 Samuel 18:3—4 — entre Jônatas e Davi; e Josué 9:15 — entre Josué e os Gibeonitas. O casamento entre um homem e uma mulher é também uma aliança dessa mesma forma —

Malaquias 2:14

E perguntais: Por quê? Porque o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança.

Essas alianças duravam o tempo estabelecido entre as partes. O casamento era uma exceção nesse aspecto, porque as partes envolvidas não eram mais duas e sim uma só. Outras alianças permanentes eram chamadas de “aliança de sal” —

Números 18:19

Todas as ofertas sagradas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, dei-as a ti, e a teus filhos, e a tuas filhas contigo, por direito perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é esta, para ti e para tua descendência contigo.

2. A “Aliança de Sal” recebia esse nome pelo seguinte:

a. O sal, como sabemos, além do uso como tempero, possui também propriedades terapêuticas, além de impressionantes propriedades como conservante. Por esses motivos, naqueles dias era comum as pessoas portarem uma pequena bolsa contendo sal.

b. Quando duas pessoas queriam fazer uma aliança sem muita burocracia e com validade perene agiam da seguinte maneira:

i. Cada um tomava uma pequena porção do sal da sua própria bolsa e o colocavam na bolsa um do outro. O sal era então misturado.

ii. Depois as partes faziam uma afirmação semelhante a esta: Como é impossível separar o teu sal do meu assim também que seja impossível a quebra do acordo feito entre nós.

iii. Como o sal era também um conservante poderoso, da mesma maneira se desejava a “conservação” da aliança feita. 

Essas alianças podiam ser sacramentadas das seguintes formas:

Simples aperto de mãos — ver Ezequiel 17:18.

Sacrifício de animais que eram partidos ao meio. Depois as partes envolvidas caminhavam entre as partes dos animais sacrificados e declaravam desejar que “fosse partido pelo meio, como os animais, aquela parte que fosse infiel e rompesse a aliança” — ver Jeremias 34:18 – 20.

Nessas alianças entre seres humanos, Deus podia ser invocado como testemunha, mas não era parte da aliança em si — ver, por exemplo, 2 Reis 11:4; 2 Crônicas 23:3 e Jeremias 34:15. Esse é o principal motivo porque os casamentos são solenizados em templos religiosos: as pessoas desejam invocar o testemunho de Deus sobre suas uniões.

Os homens também podiam fazer alianças entre si para prestar algum tipo de serviço a Deus, que inclui obediência aos mandamentos do Senhor — ver 2 Reis 23:3 e Jeremias 34:810.

3. Outro tipo de aliança mencionado no Antigo Testamento é aquele que acontece entre duas partes que não se consideram iguais e onde a parte superior pode impor sua vontade — ver Ezequiel 17:11—14. Nos contextos dessas alianças é comum encontramos as palavras “estabelecer”, “ordenar”, “obedecer”, ou “dar ouvidos” e “transgredir” — ver Jeremias 23:16.

Este tipo de uso da expressão בְּרִית beriyth — é usado para descrever, em alguns casos, o relacionamento de Deus com os seres humanos. Nesse sentido a “aliança” descreve o Senhor como soberano relacionando-se com o ser humano como aquele que é subserviente ou servo. Obrigações impostas por Deus sem a possibilidade de revisão prévia por parte dos seres humanos são características, por exemplo, dos:

a. Mandamentos ordenados por Deus a Adão e Eva.

b. As afirmativas do tipo “Assim diz o Senhor”.

c. Atos de Deus como descritos em Daniel 4:35.

Quando Deus age da maneira como acabamos de descrever, Ele escolheu o termo בְּרִית beriyth — que era a expressão disponível naquele tempo, para explicitar sua vontade soberana.

4. A terceira forma, e esta é a que nos interessa neste contexto, descreve a aliança feita entre Deus, agindo mediante Sua graça soberana e o homem em sua condição de pecador caído. Nestes casos Deus age a favor do ser humano e sua ação é caracterizada como uma aliança soberana e impositiva para a salvação dos pecadores. Se Deus não agisse assim, ser humano nenhum, em nenhum tempo poderia ser salvo. Quando Deus implementa uma aliança dessa maneira, a mesma se torna em um instrumento de “herança” que torna efetivo o amor eletivo de Deus —

Deuteronômio 7:6—8

6 Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra.

7 Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos,

8 mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito. 

Salmos 89:3— 4

3 Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo:

4 Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração. 

Atos 2:39

Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 

É através deste tipo de aliança que Deus cumpre suas palavras — do Gênesis ao Apocalipse — “Eu serei vosso Deus e vós me sereis povo”.

Todavia, antes que venhamos a cair em grave erro, temos que ressaltar que a reconciliação entre Deus e os seres humanos não se trata de uma questão de herança automática. Filhos de pais crentes não estão automaticamente salvos. Mesmo sendo a salvação produto de monergismo — Deus age sozinho para efetuar a salvação — contra a ideia de sinergismo — Deus e o homem agem em conjunto para efetuar a salvação — ainda assim, para que a aliança funcione é requerido do homem que ele se qualifique. Aqui também devemos evitar colocar o carro adiante dos bois. Vamos entender como o ser humano se qualifica:

a. A Santidade de Deus demanda a remoção dos pecados.

b. A remoção dos pecados é alcançada mediante um sacrifício expiatório e vicário — em substituição ou no lugar do pecador — e a culpa do pecado é “coberta” mediante a propiciação oferecida a Deus.

c. Para que a substituição e a propiciação possam acontecer um sacrifício, com sangue derramado, precisa acontecer — vida por vida conforme Levítico 17:11.

d. Somente Deus mesmo ou seu representante possuem o poder para oferecer tal ato vicário, ou em substituição — ver Êxodo 15:13.

e. Quando Deus fez Sua aliança com Abrão animais foram sacrificados — ver Gênesis 15:7—11.

f. Em seguida, enquanto Abrão caia em profundo sono, o próprio Senhor passou sozinho, pelo meio daqueles pedaços de animais partidos ao meio — ver Gênesis 15:12—21.

g. Isto constitui uma bela ilustração de como Deus assume sozinho, a responsabilidade da nossa salvação.

h. É obvio que devido às limitações culturais daqueles dias, uma revelação tão abrangente como a que temos no Novo Testamento, teria provavelmente, se perdido. A verdade acerca de Jesus como o perfeito sacrifício vicário — ver João 1:29 e 36; a revelação acerca da Trindade e a extensão do reino de Deus a pessoas de todas as tribos, línguas, raças e nações eram por demais grandiosas para serem aprendidas e até mesmo aceitas pelos judeus do Antigo Testamento. De fato os judeus em geral continuam a rejeitar essas verdades. Sendo assim, somente quando chegamos aos dias do Novo Testamento é que podemos entender toda a dimensão e toda extensão do que significa o Deus Eterno fazer ou entrar em aliança, em uma aliança eterna com pecadores caídos como nós.

b. A Aliança com Noé e Seus Filhos – Gênesis 9:8—17.

Em Gênesis 9:1—7 nós vimos que Deus concedeu a Noé e a seus filhos uma série de bênçãos, em forma de mandamentos, cujo objetivo específico era reforçar os aspectos básicos do pacto da criação — crescei e multiplicai-vos — que deveriam continuariam — ver Gênesis 9:1 e 7. A esses princípios básicos Deus acrescentou os elementos de preservação da vida. Nos versos de Gênesis 9:8—17 nós vamos encontrar Deus explicando outros aspectos da aliança que estava fazendo com Noé e seus filhos.

Os seguintes pontos desta explicação precisam ser notados com bastante cuidado:

1. Em primeiro lugar devemos observar que a explicação dada por Deus foi dirigida a Noé e aos seus filhos — Gênesis 9:8. O próximo versículo — Gênesis 9:9 — é bastante enfático quanto à realidade de que aquela aliança estava sendo estabelecida com Noé, seus filhos e com todos os descendentes deles. Isso quer dizer que, essa aliança feita aqui engloba todos os seres humanos, já que todos nós descendemos diretamente dos três filhos de Noé. Quer os seres humanos gostem ou não, quer tenham consciência ou não disso, estão sob uma aliança com o Deus Criador. Mas esta aliança é ainda mais uma vez estendida para incluir todos os animais que saíram da arca — ver Gênesis 9:10.

2. Em segundo lugar devemos observar as palavras: “Eis que estabeleço a minha aliança”. Aqui devemos notar que Deus se declara como a fonte unilateral da aliança e que não existe nenhum tipo de condição estipulada para ser cumprida pelos seres humanos. A expressão hebraica מֵקִים meqîm — que é traduzida por “estabeleço” em Gênesis 9:9, enfatiza a decisão soberana e impositiva para a salvação dos pecadores por parte de Deus. Não pode passar despercebido o fato de que esse mesmo verbo, “estabelecer”, é repetido em Gênesis 9:11 e 17. A aliança aqui estabelecida é entre o Deus Criador e os seres humanos, que são os portadores da imagem desse mesmo Deus. Como tal, toda a vida animada é colocada sob o domínio dos seres humanos, como vice-regentes, e que se tornam, eles mesmos, em benfeitores e participantes diretos como abençoados e abençoadores da vida animal.

3. Em terceiro lugar devemos observar que, de maneira distinta da aliança feita com Adão e Eva no paraíso, essa aliança acrescenta duas garantias adicionais:

a. A primeira diz respeito ao fato de que como Noé e seus familiares haviam realmente sido salvos através das águas do dilúvio deveriam sempre se lembrar desta verdade e viver de acordo com essa realidade. Eles não poderiam esquecer jamais que foram salvos através da atividade redentora de Deus que providenciou um meio seguro — a arca — para eles e para todos os animais que estavam com eles — ver Gênesis 9:8 e 10 onde encontramos o seguinte: “Disse também Deus a Noé e a seus filhos... todos os seres viventes que estão convosco... que saíram da arca”.

b. A segunda é a promessa expressa de que esta aliança de criação da vida iria permanecer. Nunca mais, Deus promete, irá existir uma destruição completa de todos os seres viventes, sejam animais, sejam humanos — ver Gênesis 9:11. Na frase: “não será mais destruída toda a carne” existe uma garantia de que os seres humanos poderiam crescer e se multiplicar em segurança. Deus já havia sinalizado anteriormente que haveria alimento suficiente — ver Gênesis 8:22 e 9:3.
   
4. Em quarto lugar nós devemos notar que, de maneira mais graciosa possível, Deus acrescenta um  אוֹת־הַבְּרִית ot-haberit — sinal da minha aliança — Gênesis 9:12. Este sinal chamado simplesmente de קֶּשֶׁתqesheth — arco, como sabemos, está completamente relacionado à água e nós o chamamos de arco-íris.

Como sinal da aliança ele deveria servir como uma lembrança permanente de que Deus havia salvado a raça humana através das águas do dilúvio e que nunca mais haveria águas em dilúvio — ver Gênesis 9:13—15. O arco-íris serviria como uma garantia da aliança feita pelo Deus Criador com suas criaturas acerca da permanência e da continuidade da aliança feita. Note que o arco serve como um sinal realmente para Deus. Suas próprias palavras são: “O arco estará nas nuvens; vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres viventes de toda carne que há sobre a terra”. Mas será que Deus precisa ser lembrado de alguma coisa? Estará Deus sujeito a lapsos de memória? Não, essas palavras estão registradas para que saibamos que as promessas feitas por Deus são absolutamente críveis. Suas Palavras são completamente confiáveis. Para fortalecer nossa fé e eliminar nossa descrença é que Deus menciona o sinal do arco como uma garantia adicional, para nós, de que Ele jamais se “esquecerá” das promessas feitas. A linguagem expressada pelo arco é universal. Todos os seres humanos, em todos os lugares, todas as vezes que nuvens se ajuntam, podem ver o sinal da aliança de Deus e saber, apenas pela visualização do arco, que Deus será sempre fiel à palavra empenhada.

c. A Natureza da Aliança de Deus com Noé e Seus Filhos.

Qual era a natureza dessa aliança estabelecida entre Deus e Noé e seus descendentes bem como com todos os animais? Em Gênesis 9:16 nós encontramos a expressão hebraica  עוֹלָם owlam — que é traduzida por “eterna”. Entre vários outros significados que encontramos no dicionário hebraico, nós podemos destacar estes como sendo aqueles que melhor expressam a intenção de Deus ao estabelecer esta aliança eterna com Noé, seus filhos e todos os animais: para sempre, sempre, eternamente, para todos os tempos, algo perpétuo.

Além de ser uma aliança eterna, a mesma continha elementos tanto da graça comum — ver Mateus 5:44—45 – bem como da graça redentora  ver João 1:1 e 14—16. Por meio da preservação da raça humana, Deus manteve a possibilidade da nossa redenção eterna através de Jesus que seria, conforme a promessa, descendente da mulher — ver Gênesis 3:15.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DO LIVRO DE GÊNESIS

001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2

014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ

046 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 002 — OS DESCENDENTES DE CAM: NEGROS, AMARELOS E VERMELHOS

047 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 003 — OS DESCENDENTES DE SEM E A ORIGEM DOS HEBREUS
Que Deus abençoe a todos.
Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

EFÉSIOS - SERMÃO 025 – A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM - EFÉSIOS 4:4—6 -



Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS


Introdução.

A. Na última mensagem nós lidamos com o fato de que a verdadeira Igreja do Senhor é somente uma e esta Igreja, como já temos afirmado reiteradas vezes através desta série de mensagens, não pode ser confundida nem identificada com nenhuma denominação existente.

B. A Igreja é uma porque ela é constituída por pessoas que foram regeneradas pela ação do Espírito Santo, independentemente, da denominação a que estejam vinculadas. Fomos todos batizados em um só corpo por um mesmo Espírito e a todos nos foi dado beber de um mesmo Espírito —

1 Coríntios 12:13

Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

C. Por causa dessas verdades nós afirmamos e insistimos em afirmar que: A primeira e mais importante implicação para a vida de qualquer comunidade é a manutenção da Unidade que o Espírito Santo nos proporciona — Efésios 4:3.

D. Mas para podermos manter a unidade com que Deus nos abençoa é necessário desenvolvermos certas qualidades espirituais:

1. Humildade — Tem tudo a ver com questões de mérito. Não temos nenhum mérito diante de Deus e por este motivo devemos manter uma postura constante de humildade. O conceito de meritocracia tão do agrado de certas pessoas não tem espaço dentro da Igreja do Senhor. Jesus disse:

Mateus 5:3

Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.

2. Mansidão — Tem tudo a ver com questões de direito. Nossos direitos são protegidos por Deus, não precisamos exigir nossos direitos quando os mesmos forrem ignorados ou violados por ninguém. Jesus disse:

Mateus 5:5

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.

3. Longanimidade — Tem tudo a ver com paciência. A grande maioria de nós desiste rapidamente em vez de exercitar a mesma longanimidade que percebemos em Deus —

Números 14:18

O SENHOR é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações.

4. Suportando uns aos outros — Na comunhão cristã não somos nem melhores nem piores do que ninguém. Por este motivo, nós devemos manter uma posição equilibrada, pensando com moderação acerca de nós mesmos e nos dispondo, às vezes a ajudar e, outras vezes, a nos deixar ajudar.

Romanos 12:3

Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

E. E tudo isto, nos diz o Apóstolo Paulo, deve ser embalado pelo AMOR — ver 1 Coríntios 13:1—8.

F. Hoje queremos expandir esses conceitos um pouco mais dizendo que:

A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

I. Um Só Deus Manifesto em Três Pessoas: Deus Pai, o Senhor Jesus e o Espírito Santo.

A. Por sete vezes, em Efésios 4:4—6, Paulo usa as expressões gregas ἓν en — um, numa e, εἷς eis — um.

B. E através do uso desse numeral cardinal — UM — Paulo nos diz que existe:

1. UM Espírito Santo — Efésios 4:4.

2. UM Senhor Jesus Cristo — Efésios 4:5.

3. UM Deus e Pai — Efésios 4:6.

C. As outras 4 instâncias em que Paulo usa o cardinal UM, dizem respeito à nossa relação com o Deus Trino.

II. Nossa Relação com o Espírito Santo.

A. Nossa relação com o Espírito Santo é manifestada da seguinte forma:

Efésios 4:4

Há somente um corpo e um Espírito.

B. Existe somente um Corpo de Cristo — a Igreja — porque existe somente um Espírito. A Igreja é chamada de “Corpo de Cristo — ver Efésios 1:23 — e é composta tanto de judeus como de gentios — ver Efésios 2:14—17 — e deve sua unidade básica à ação do Espírito Santo de Deus que habita e anima os crentes individualmente e coletivamente.

C. Como já vimos antes fomos batizados por um só Espírito e a todos nos foi dado beber de um mesmo Espírito — ver 1 Coríntios 12:13. Por causa desses atos do Espírito é que existe somente um corpo de Cristo.

D. Outros versos que devemos considerar nesse contexto são

Gálatas 3:26—27

26 Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;

27 porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.

Nesses versos a expressão “batizados em Cristo” não diz respeito ao batismo cristão em ou com água e sim ao Batismo com o Espírito Santo que nos coloca “em Cristo”.

III. Nossa Relação com o Senhor Jesus.

A. Nossa relação com o Senhor Jesus Cristo é manifestada da seguinte forma:

Efésios 4:4—5

... como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo –.

B. Porque existe a penas um único Senhor Jesus Cristo, então existe somente uma única esperança.

C. Esperar alcançar a salvação através de outros senhores e senhoras é pura perda de tempo além das graves consequências da perdição eterna.

D. A única fé que pode salvar é a fé em Cristo. O único batismo que realmente importa é o batismo com o Espírito Santo que foi ministrado uma única vez pelo próprio Senhor Jesus.

E. O Batismo com o Espírito Santo ministrado pelo Senhor Jesus não é algo que experimentamos. O Batismo com o Espírito Santo não é algo experimental. É sim, um ato de Deus na história, semelhante à vida, morte, ressurreição e ascensão do Senhor Jesus. O Batismo com o Espírito Santo é semelhante a estes aspectos da pessoa de Cristo e, como tal, é também algo único e que não pode ser repetido.

F. Como só existe um Batismo que realmente importa e, este é com o Espírito Santo, fica bastante evidente como são tolas nossas discussões acerca de:

1. Se podemos ou não batizar crianças.

2. Se devemos batizar por imersão, por efusão ou por aspersão.

3. Se o batismo por imersão pode ser no “tanquinho”, chamado batistério, ou precisa ser em um rio.

4. Se podemos ou não batizar alguém no mar.

5. E muitas outras questões tolas como estas.

IV. Nossa Relação com Deus, o Pai.

A. A nossa relação com Deus, o Pai, é manifestada da seguinte forma:

Efésios 4:6

... um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.

B. Deus é Pai de todos os que pelo batismo com o Espírito Santo pertencem ao Corpo de Cristo. De todos os que foram chamados para exercitar fé em Cristo. De todos cuja esperança se encontra exclusivamente em Jesus.

C. Pensar que Deus é Pai do todas as pessoas, indistintamente, é pura ilusão e grave engano com terríveis consequências por toda a eternidade. 

Conclusão:

A. Existe apenas um Espírito Santo e ele é o instrumento usado pelo Senhor Jesus para nos:

1. Batizar para dentro do Corpo de Cristo nos unindo, de modo absoluto, como Senhor Jesus.

2. Uma vez no Corpo de Cristo nós também estamos unidos, de modo absoluto, uns aos outros.

B. Existe apenas um único Salvador: o Senhor Jesus. Se quisermos ter verdadeira esperança de vida eterna, nossa esperança e fé precisam estar centradas em Jesus somente.

C. Existe somente um Deus verdadeiro, mas ele não é Pai de todos os seres humanos. Somente aqueles que creem em Cristo é que pertencem à verdadeira família de Deus.

D. Assim temos:

1. Um Deus Pai que cria uma família.

2. Um Senhor Jesus que nos oferece uma só fé, uma mesma esperança e um só batismo.

3. Um Espírito que cria um único Corpo de Cristo — uma única Igreja.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS
EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 028 — OS DOM DE PASTORES E MESTRES
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/efesios-sermao-028-o-dom-de-pastores-e_6.html

EFÉSIOS 4:12—16 — SERMÃO 029 — O PROPÓSITO DOS DONS ESPIRITUAIS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/07/efesios-sermao-029-o-proposito-dos-dons.html

Que Deus Abençoe a Todos

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.