quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Qualidades dos Presbíteros, Bispos ou Pastores

Introdução

Muitas denominações adotam o modelo Neo Testamentário de eleição de Presbíteros ou Bispos. O propósito desse estudo é suprir certas orientações bíblicas para esse processo visando o maior benefício possível para a Igreja.

• Presbíteros, Bispos e pastores são três palavras diferentes para indicar ênfases diferentes, mas descrevem uma mesma função.

• Presbítero palavra transliterada do grego πρεσβύτερος – presbúteros, cuja tradução significa ancião ou homem experiente.

• Bispo palavra transliterada do grego ἐπίσκόπος – epískopos, cuja tradução significa supervisor.

• O termo grego ποιμένας – poiménas – que descreve o ato de apascentar, cuidar do rebanho, tomar conta das ovelhas.

• Assim temos que os presbíteros, bispos ou pastores devem ser homens experientes, maduros e que tenham o dom de supervisionar o trabalho de Deus, além de saberem cuidar do rebanho de Deus.

• A bíblia procura nos ajudar a encontrar os homens certos para esta função. Na primeira epístola de Paulo a Timóteo no capítulo 3 e na epístola de Paulo a Tito no capítulo 1 encontramos duas listas similares, não idênticas, não exaustivas e que se complementam na descrição de qualidades mínimas dos presbíteros, bispos e que incluem também, indiretamente, os pastores.

• É importante estarmos familiarizados com estas listas, pois é da compreensão das mesmas que nos virá a luz que nos conduzirá na direção certa no que diz respeito às eleições desses homens.

Para efeito da instrução neste estudo nós vamos usar o texto de 1 Timóteo 3 como base.

I – Das qualidades pessoais dos presbíteros, bispos ou pastores.

Porque esta posição é crucial para o bom andamento da obra de Deus, é necessário, portanto, que o presbítero-bispo seja:

A – Irrepreensível – ἀνεπίλημπτον – anepílempton - Não quer indicar que os presbíteros, bispos ou pastores não cometem erros, pois isto é humanamente impossível, mas indica que tais homens não permitem situações pendentes a partir das quais eles possam ser atacados. Sempre que tomam ciência de uma situação que lhes pode ser prejudicial na execução deste mister procuram, o quanto depender deles, consertar as coisas. Em outras palavras o presbítero, bispo ou pastor deve estar acima de qualquer crítica justificada.

B – Esposo de uma só mulher - μιᾶς γυναικὸς ἄνδρα – mias gunaikòs ándra. A primeira coisa que temos que frisar é que não é necessário que o presbítero, bispo ou pastor seja necessariamente casado. Ele pode ser solteiro, mas se for casado deve respeitar este mandamento. Mas o que esta frase quer dizer? Durante os séculos, a igreja tem aceitado três definições básicas dessa expressão:

• Não é necessário que seja casado.

• Se for casado e a esposa vier a falecer, que não se case novamente. A igreja Ortodoxa Grega permite aos padres ordinários casarem-se, mas insiste em que os que almejam ao presbiterato-episcopado não se casem para poderem atender melhor a obra de Deus. Mas não é isto que a palavra de Deus diz. A igreja Romana proíbe terminantemente, via celibato, o casamento tanto dos ordinários quanto dos bispos. Mas a bíblia também não aprova tal posição.

• Que seja esposo de uma só mulher, de cada vez. Ou seja, que não seja nem bígamo, nem polígamo. Esta me parece uma posição mais natural diante das necessidades humanas.

C – Temperante - νηφάλιος – nefálios - sóbrio, de mente limpa, equilibrado. Tal homem não pode, em hipótese nenhuma, permitir-se a prazeres e indulgências que diminuam sua vigilância cristã ou que manchem seu testemunho.

D – Sóbrio - σώφρον – sófron, auto-controlado, moderado. Eurípides considerava este o melhor dom que Deus poderia conceder a um homem mortal. Tem a ver com a capacidade de não causar escândalos de nenhuma ordem.

E – Modesto - κόσμιος – kósmios, ordeiro. Essa expressão implica a disposição de manter em ordem tanto o mundo interior quanto o exterior.

F – Hospitaleiro -φιλόξενος – filóxenos. Os gregos chamam os hotéis de “Filoxenio”, pois esta é exatamente a função deles: hospedar pessoas totalmente estranhas. O presbítero, bispo ou pastor deve manter sua casa sempre aberta para receber aqueles que estejam precisando tanto de apoio material quanto espiritual.

G – Apto para ensinar - διδακτικός – didaktikós. Uma palavra que indica que alguém é tanto capaz de ensinar quanto que tem a disposição certa para ser ensinado. Só pode ensinar aquele que está disposto a aprender.

H – Não dado ao vinho - μὴ πάροινος- mè pároinos. Alguém que se prolonga bebendo por horas e horas. Naqueles dias, devido à contaminação da água, era comum misturar-se de 3 a 5 medidas de água a uma de vinho, mas o que Paulo estava se referindo é ao hábito de freqüentar por muitas horas banquetes e festas onde, normalmente, as conversações não são edificantes. Como disse um dos nossos poetas “porque hoje é Sábado, os bares estão todos cheios de homens vazios” .

I – Não violento - μὴ πλήκτης – me pléktes. Os cânones apostólicos, escritos do segundo século d.C. que visavam normatizar certos procedimentos nas igrejas cristãs declaram: “um presbítero, bispo ou diácono, que castiga os fiéis quando erram ou aos irmãos quando cometem uma ofensa, e querem aterroriza-los usando tais métodos, devem ser depostos. Infelizmente não são poucos os que abusam da violência verbal ou política para punir pessoas decentes. Tais homens estão muito longe do exemplo de Cristo, o qual deveriam seguir, pois quando Cristo era ultrajado não revidava com ultraje; quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente – ver 1 Pedro 2:23. A congregação deve sempre ter em mente que o verdadeiro poder em uma igreja local está centrado no corpo total dos fieis e não em nenhum grupo de homens apontado por este mesmo corpo de fiéis. Tais homens são merecedores da nossa consideração e respeito somente enquanto honrarem o espírito do mandato que, mediante o voto, lhes foi concedido pela comunidade. Fora desse espírito a liderança é espúria e nós fazemos muito mal em tolera-la.

J – Cordato - ἐπιεικῆς – epiekês. Equânime, paciente, gentil. Aristóteles nos deu a melhor definição desta palavra “Aquele que perdoa os erros humanos, que contempla o legislador e não a lei, a intenção e não a ação, a totalidade e não a parte; aquele que se recorda do bem e não do mal, do bem que havia recebido e não do bem que havia realizado; aquele que deseja solucionar um assunto com palavras e não com atos. É a qualidade que nos refreia de pisar os direitos de outra pessoa e nos torna condescendentes, longânimes e adversários não agressivos.

L – Inimigos de Contendas - ἄμαχος – ámachos. As conseqüências das guerras são bem conhecidas. O incentivo Divino é que “se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens” - Romanos 12:18. Ver também Tiago 3:18

M – Não avarento - ἀφιλάργυρονς – afilárgurous. Não amante do dinheiro. A primeira preocupação dos presbíteros, bispos ou pastores, com relação a dinheiro, deve ser a pregação do evangelho e o socorro aos necessitados. Por séculos, as igrejas tem cometido, através dos seus líderes, verdadeiros crimes, erigindo templos supostamente para a glória de Deus em detrimento daquelas coisas que realmente contam. Em 1972 um terrível furacão se abateu contra a Guatemala. Naqueles dias, o conselho de uma igreja presbiteriana no Estado da Philadelphia, estava se reunindo para tomar a decisão final da construção do novo templo avaliado em 2,5 milhões de dólares. Um dos presbíteros-bispos pediu a palavra e comentou que enquanto eles estavam resolvendo comprar uma nova BMW os irmãos da Guatemala haviam perdido seu fusca. Tal comentário gerou uma revisão dos planos. A nova igreja foi redesenhada para um padrão mais econômico e com a diferença foram reconstruídas 37 igrejas e 40 casas pastorais na Guatemala.

N – Que governe bem a própria casa - ἰδίου οἴκου καλῶς προϊστάμενος – idíou oíkou kalôs proïstámenos. O caráter de um presbítero, bispo ou pastor é melhor revelado através da sua família. Por isso se requer que os mesmos “Criem seus filhos sob disciplina com todo o respeito” - τέκνα ἔχοντα ἐν ὑποταγῇ, μετὰ πάσης σεμνότητος – tékna échonta em upotagê, metá páses semnótetos. Esta semana mesmo alguém me disse, observando meus filhos, que eu deveria ser um bom homem, pois ele estava notando o comportamento dos meus filhos e tirando conclusões a meu respeito. Se alguém não governa bem um grupo pequeno – família - como poderá governar de maneira apropriada a casa de Deus? Nisto está implicado a criação dos filhos com disciplina e com respeito. Filhos rebeldes e não respeitosos indicam que o presbítero, bispo ou pastor é incompetente no seu ofício. Com a graça de Deus, nossos três filhos são todos crentes e envolvidos com a obra do Senhor. A conclusão de Paulo é óbvia: pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?

O – Não seja neófito - μὴ νεόφυτος – mè neófitos - literalmente a expressão neófito é composta pelas palavras Neo+Fitos = Planta nova, recém plantada. Para assumir a posição de superintendente na casa de Deus é necessário que a pessoa seja experiente, caso contrário corre-se o risco de se arruinar a vida desta pessoa por meio do orgulho. Este foi o pecado maior de Satanás. Queria ser como Deus nas alturas e acabou precipitado no mais profundo abismo. É apenas natural que homens imaturos se deixem levar pelas honras e pela posição.

P – Que tenha bom testemunho dos de fora – δεῖ δὲ καὶ μαρτυρίαν καλὴν ἔχειν ἀπὸ τῶν ἔξωθεν – deî dè kaì marturían kalèn échein apò tôn éxothen - i.e. dos incrédulos. Não confundir com louvor do mundo. Diz respeito ao reconhecimento que os incrédulos devem ter pela vida correta do presbítero, bispo ou pastor.

II – Quem habilita tais homens?

Deus é quem habilita tais homens. O que vimos acima, muito além de qualidades pessoais são realmente dons de Deus para o presbítero, bispo ou pastor.

III – Nossa responsabilidade.

O corpo local de cristãos deve estar ciente e atento a estas qualidades-dons e pronto para reconhecer tais homens e conceder aos mesmos o privilégio de se tornarem superintendentes na obra de Deus.

Conclusão

Tenhamos os olhos abertos para escolher homens que realmente se encaixem no perfil de Deus. Como é Deus mesmo quem ordenou a constituição de presbíteros, bispos ou pastores, Ele certamente tem alguns preparados para este serviço dentro de cada congregação – ver Atos 20:17, 28.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Separação Prática Daqueles que Ensinam Falsas Doutrinas.

Recentemente chegou em minhas mãos uma cópia de uma carta escrita por um pastor para um missionário em um campo em outro país. A carta dizia o seguinte: “Eu gostaria de abrir meu coração para você. A verdade que Deus tem me ensinado é que separação é algo muito difícil, algo que nos deixa dom os corações quebrados e um teste verdadeiro para as nossas convicções cristãs. Como você sabe, em nossa geração nós temos falado muito pouco sobre isso, enfrentamos poucas batalhas e preferimos, para nosso próprio prejuízo, sempre contemporizar. Mesmo que alguns ainda falem e insistam nessa questão, a prática que podemos observar é muito limitada. Meu temor é que a grande maioria dos cristãos modernos não chegarão sequer saber do que estamos falando e com isso perderão as bênçãos do Salvador e o sorriso dele no dia final que terá feito com que tudo tenha valido à pena”.

“A verdade é que estamos no meio de uma gigantesca confusão que afeta todos os cristãos, inclusive pessoas que nós amamos e respeitamos. Por esse motivo algumas amizades estão sendo fortalecidas enquanto outras acabam se despedaçando. A história se repete desde os dias de Abraão e Ló passando pelo relacionamento entre Paulo e a Igreja em Corinto. A verdade é que nunca sabemos se somos mesmo separatistas por convicção até sermos testados. É o teste que r5evela a verdade. É o fogo que revela a sujeira e a escória. É como a provação que testa a nossa fé. Dessa provação nós saímos crentes melhores ou crentes amargurados. Nosso amor pela verdade é evidenciado apenas quando ‘detestamos todo tipo de falsidade’. Essa foi uma das mais duras lições que todo verdadeiro cristão teve que aprender através da história da Igreja. Muitos deram suas vidas pela verdade do Evangelho e eu oro para que possa ser encontrado com a mesma lealdade que eles tivera com respeito à verdade”.

Apesar de não citar nenhuma referência, não é difícil encontramos inúmeros versos nas escrituras que nos advertem para não nos associarmos com aqueles que estão pregando outro evangelho. Entre essas passagens nós podemos citar:
Salmos 119:128 – Por isso, tenho por, em tudo, retos os teus preceitos todos e aborreço todo caminho de falsidade.

Provérbios 6:23 – Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida.

Isaías 58:1 – Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão e à casa de Jacó, os seus pecados.

Jeremias 23:1-6 –

1 Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! —diz o SENHOR.

2 Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR.

3 Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão.

4 Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e elas jamais temerão, nem se espantarão; nem uma delas faltará, diz o SENHOR.

5 Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra.

6 Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.

Jeremias 23:9-17

9 Acerca dos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como homem embriagado e como homem vencido pelo vinho, por causa do SENHOR e por causa das suas santas palavras.

10 Porque a terra está cheia de adúlteros e chora por causa da maldição divina; os pastos do deserto se secam; pois a carreira dos adúlteros é má, e a sua força não é reta.

11 Pois estão contaminados, tanto o profeta como o sacerdote; até na minha casa achei a sua maldade, diz o SENHOR.

12 Portanto, o caminho deles será como lugares escorregadios na escuridão; serão empurrados e cairão nele; porque trarei sobre eles calamidade, o ano mesmo em que os castigarei, diz o SENHOR.

13 Nos profetas de Samaria bem vi eu loucura; profetizavam da parte de Baal e faziam errar o meu povo de Israel.

14 Mas nos profetas de Jerusalém vejo coisa horrenda; cometem adultérios, andam com falsidade e fortalecem as mãos dos malfeitores, para que não se convertam cada um da sua maldade; todos eles se tornaram para mim como Sodoma, e os moradores de
Jerusalém, como Gomorra.

15 Portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos acerca dos profetas: Eis que os alimentarei com absinto e lhes darei a beber água venenosa; porque dos profetas de Jerusalém se derramou a impiedade sobre toda a terra.

16 Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam e vos enchem de vãs esperanças; falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do SENHOR.

17 Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração dizem: Não virá mal sobre vós.

Jeremias 9:21-33

21 Não mandei esses profetas; todavia, eles foram correndo; não lhes falei a eles; contudo, profetizaram.

22 Mas, se tivessem estado no meu conselho, então, teriam feito ouvir as minhas palavras ao meu povo e o teriam feito voltar do seu mau caminho e da maldade das suas ações.

23 Acaso, sou Deus apenas de perto, diz o SENHOR, e não também de longe?

24 Ocultar-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? —diz o SENHOR;
porventura, não encho eu os céus e a terra? —diz o SENHOR.

25 Tenho ouvido o que dizem aqueles profetas, proclamando mentiras em meu nome, dizendo: Sonhei, sonhei.

26 Até quando sucederá isso no coração dos profetas que proclamam mentiras, que proclamam só o engano do próprio coração?

27 Os quais cuidam em fazer que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu companheiro, assim como seus pais se esqueceram do meu nome, por causa de Baal.

28 O profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? —diz o SENHOR.

29 Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?

30 Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro.

31 Eis que eu sou contra esses profetas, diz o SENHOR, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse.

32 Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e com as suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e também proveito nenhum trouxeram a este povo, diz
o SENHOR.

33 Quando, pois, este povo te perguntar, ou qualquer profeta, ou sacerdote, dizendo: Qual é a sentença pesada do SENHOR? Então, lhe dirás: Vós sois o peso, e eu vos arrojarei, diz o SENHOR.

Mateus 7:15 – Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados
em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.

Atos 20:27—31 –

26 Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos;

27 porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus.

28 Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos
constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.

29 Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho.

30 E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.

31 Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.

Romanos 16:17 – Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles.

Efésios 4:11—15 –

11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para
evangelistas e outros para pastores e mestres,

12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,

13 Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,

14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.

15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

Filipenses 3:17 – Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós.

Colossenses 1:27b-28 – Cristo em vós, a esperança da glória;
28 o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo;

Colossenses 2:8 – Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo.

1 Tessalonicenses 5:14 – Exortamos-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.

2 Tessalonicenses 3:6 – Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes.

1 Timóteo 1:3 - Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina,

1 Timóteo 4:6 - Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.

1 Timóteo 6:20-21 – 20 E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam,

21 pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco.

2 Timóteo 3:16 – Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.
2 Timóteo 4:2 – Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.

Tito 1:9—11 –

9 Apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.

10 Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão.

11 É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância.

Tito 2:15 – Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade. Ninguém te despreze.

1 Pedro 4:11 – Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!

1 John 4:1 - Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.

Jude 3 - Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.

Diante de todos esses versos gostaria que o leitor considera-se a entrevista concedida por Ricardo Gondim ao canal Futura e veja como um pregador poder trair e apunhalar o Senhor Jesus pelas costas ao mesmo tempo em que diz que acredita nEle. O link pode ser acessado aqui:

http://www.pavablog.com/2011/12/27/ricardo-gondim-temos-medo-da-liberdade-nossa-e-do-outro/

Outro excelente exemplo é esse aqui do Silas Malafaia e famigerado trízimo da casa própria. Ver o Link aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=wdnxGyT82iU&feature=related

Ou o Apóstolo Santiago e o trízimo do final do ano. O link pode ser visto aqui:

http://www.dailymotion.com/video/xkt6j6_valdomiro-santiago-e-o-trizimo_news

Temos aimda o bispo Samuel Ferreira da Assembléia de Deus do Belém em São Paulo, completamente possuído por um poder desconhecido, mas que não glorifica a Cristo em um transe super estranho conforme pode ser visto nesse link aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=nvzb-BU5oaI

Ao fundo do link acima ouve-se claramente o grito de "adore!", "adore", "adore" e compete ao leitor tirar suas próprias conclusões acerca de que entidade se pede essa adoração naquele contexto expecífico.

E quero também deixar bem claro que Deus não terá por inocentes os que se associam a homens falsos como esses e muitos outros – Bispo Macedo, Missionário RR Soares, Apóstolo Valdomiro Santiago, Pastor Silas Malafaia e seus amiguinhos estadunidenses Morris Cerullo e Mike Murdock, Pastor Jabes Alencar, Apóstolo Rina, Patriarca René Terranova, bispo Samuel Ferreira e muitos outros.

O Senhor é bem claro, quando diz: 2 Coríntios 6:17 - Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei.

Mas enquanto não dermos ouvidos ao Senhor as coisas irão de mal a pior como diz o apóstolos Paulo em 2 Timóteo 3:13 –

Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.

Portanto, considere-se avisado e arrepende-te, pois ainda há esperança. Mas se
continuares a desobedecer a Deus mesmo depois de tantas palavras de advertência, nada mais resta para você senão as palavras de Hebreus 10:16—31:

26 Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados;

27 pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários.

28 Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés.

29 De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?

30 Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.

31 Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Significado da Aliança Feita com Abraão no Que Diz Respeito à Terra de Canaã.

O conceito de “terra santa” não se inicia em Gênesis 12 com a ordem de Deus dada a Abrão para ir para uma terra que lhe seria mostrada – ver Gênesis 12:1 – e sim, em Gênesis 2 onde a Bíblia nos fala que Deus plantou um jardim onde colocou o homem recém criado – ver Gênesis 2:8. Era neste jardim, que chamamos de paraíso, que os seres humanos deveriam receber todas as bênçãos de Deus e manter comunhão com o Senhor. Mas, por causa do pecado, o homem perdeu a prerrogativa de habitar naquele jardim e a história de nossa raça segue seu curso, andando cada vez mais, para longe de Deus.

Mas Deus não desiste de Suas criaturas e, de acordo com Seu próprio plano, escolhe um homem, Abrão, para através de um dos seus descendentes – Jesus – ajudar aos seres humanos a retornarem à plena comunhão com Deus, não somente neste mundo, mas por toda a eternidade. De acordo com este plano, Deus conduz Abrão para outra terra, diferente daquelas que ele conhecia. Em Gênesis 15:18, Deus revela a Abrão a extensão da terra prometida dizendo o seguinte: “Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates”.

Em Gênesis 17:1—8 a promessa anterior é ampliada, pois Deus disse o seguinte a Abrão:

Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente. Prostrou-se Abrão, rosto em terra, e Deus lhe falou: Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações. Abrão – pai exaltado - já não será o teu nome, e sim Abraão – pai de muitas nações; porque por pai de numerosas nações te constituí. Far-te-ei fecundo extraordinariamente, de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência. Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus.

Esta promessa, por sua vez, foi reiterada a Moisés, com o acréscimo de que a terra era tão maravilhosa, que dela manavam “leite e mel”.

Disse ainda o SENHOR: Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu – Êxodo 3:7 - 8.

É claro que estas palavras eram metafóricas, pois na Terra de Canaã jamais existiram mananciais nem de leite nem de mel. Aquela terra é, certamente, uma bela terra, como belas são as muitas outras terras espalhadas pelo nosso planeta. Mas a palavra de Deus não fazia referência à Terra de Canaã e sim ao Jardim do Éden restaurado do futuro. Como já temos visto, as promessas feitas a Abraão, terão que aguardar o advento da Nova Aliança para serem cumpridas de modo apropriado.

Este foi o motivo porque, por exemplo, Deus deu aos antigos hebreus o Seu tabernáculo, o qual não deveria ser fixado em um lugar definitivo e sim se mover entre o povo de Deus, como uma poderosa ilustração do Filho de Deus, que se fez carne e “tabernaculou” ou habitou entre nós na Sua encarnação – ver João 1:14 – e, continua entre nós – e todo o povo de Deus – mediante a presença consoladora do Espírito Santo.

Por semelhante modo, o sistema sacrificial dado aos judeus na Antiga Aliança, jamais poderia remover os pecados, mas cumpria seu propósito em apontar para o sacrifício perfeito do Senhor Jesus – ver Hebreus 10:4 e comparar com Hebreus 9:11—12 e 23—28.

O patriarca Abrão recebeu a promessa da terra, mas ele mesmo nunca chegou a possuí-la! Com isto não estamos querendo “espiritualizar” a promessa feita. O que estamos querendo dizer é que: a promessa se cumprirá de modo pleno e absoluto no Paraíso de Deus – ver Apocalipse 2:7. Este sempre foi o intento das promessas de Deus desenvolvidas em forma de alianças. Deus nunca teve a intenção que Abraão ou seus descendentes herdassem e ocupassem a Terra de Canaã para sempre. Como podemos fazer este tipo de afirmação diante dos textos que acabamos de ler? Trata-se, na realidade, de algo simples. Como já dissemos antes, todas estas promessas-alianças precisam ser interpretadas à luz daquilo que é ensinado nos textos da Nova Aliança, que compõe aquilo que chamamos de Novo Testamento. Quando lemos o capítulo 11 da Epístola aos Hebreus, tomamos conhecimento que Abraão, exatamente por não tomar posse da Terra de Canaã, aprendeu a olhar para frente, para uma “uma cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e o edificador” – ver Hebreus 11:10. Esta, ao contrário de qualquer outra interpretação que possamos dar para a promessa-aliança feita com Abraão, é a única interpretação legítima e válida, porque nos vem diretamente das páginas de Bíblia Sagrada e não de algum livro de teologia ou dos escritos de qualquer homem. Vejamos todo o texto pertinente em Hebreus 11 que diz:

Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador. Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar. Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade – Hebreus 11:9 - 16.

É importante destacar aqui, que a pátria superior ou celestial aspirada pelos patriarcas, não é algo que deve ser aceito como se fosse alegórico ou espiritual, no sentido de algo não literal. Muito pelo contrário, a pátria superior ou celestial é a única pátria verdadeira. É nela que encontramos a última realidade e vemos consumadas as promessas-alianças feitas por Deus com Seu povo durante todas as eras. A Jerusalém celestial não é algo etéreo ou vago. É, na realidade, o destino final de todos os crentes. É nesta cidade, Jerusalém Celestial, chamada de cidade do Deus vivo, que encontramos o seguinte: incontáveis hostes de anjos, a universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, Deus, o Juiz de todos, Jesus, o Mediador da nova aliança e o sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel – ver Hebreus 12:22—24.

O papel representado pela Jerusalém terrestre em apontar para a Jerusalém celestial é muito significativo na vida de Abraão. A cidade, naqueles dias, era conhecida apenas como Salém e foi desta cidade que surgiu o personagem chamado מַלְכִּי־צֶדֶק – Malkiytsedeq – Melquisedeque, a quem Abraão pagou o dízimo e por quem foi abençoado – ver Gênesis 14:19—20. Note os elementos trazidos por Melquisedeque para celebrar a vitória de Abraão naquela ocasião – ver Gênesis 14:18. Também foi naqueles arredores – אֶרֶץ הַמֹּרִיָּה – eretz haMowriyyah - terra de Moriá – que Abraão se dispôs a oferecer Isaque, seu filho – ver Gênesis 22:2. Foi no monte chamado Moriá que Salomão construiu o Templo do Senhor em Jerusalém seguindo as instruções que recebera de Davi, seu pai – ver 2 Crônicas 3:1. A fé de Abraão salta aos olhos de qualquer leitor, que preste um mínimo de atenção na passagem de Gênesis 22, onde lemos o seguinte:

· Quando inquirido por Isaque com respeito ao holocausto que deveria ser oferecido, a resposta de Abraão foi: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o Holocausto – ver Gênesis 22:6—8.

· Ao final daquela dramática história, Abraão chama, de modo profético, aquele lugar de יהוה יִרְאֶה – YVHY JIREH – o ETERNO Proverá – ver Gênesis 22:14. Mas, ainda mais dramático mesmo, que o proposto sacrifício de Isaque, é a profecia de que, naqueles arredores, o SENHOR, o ETERNO, iria prover o sacrifício perfeito para a nossa salvação. Como poderia Abraão saber estas coisas? Não podia, a menos que tenha recebido uma revelação divina e tivesse acreditado na mesma!

Estes dois eventos da vida de Abraão, seu encontro com Melquisedeque e o proposto sacrifício de Isaque, apontavam, definitivamente, para as realidades maiores que encontramos na Nova Aliança. Melquisedeque representava o sacerdócio celestial e eterno, superior ao sacerdócio levítico, que era terreno e temporário. Não podemos ignorar a relevância das palavras contidas em Hebreus 6:17 até 8:2 e, por este motivo, vamos destacá-las, para não restar nenhuma dúvida acerca do que estamos dizendo:

Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque.

Porque este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão, quando voltava da matança dos reis, e o abençoou, para o qual também Abraão separou o dízimo de tudo (primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias, nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus), permanece sacerdote perpetuamente. Considerai, pois, como era grande esse a quem Abraão, o patriarca, pagou o dízimo tirado dos melhores despojos. Ora, os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm mandamento de recolher, de acordo com a lei, os dízimos do povo, ou seja, dos seus irmãos, embora tenham estes descendido de Abraão; entretanto, aquele cuja genealogia não se inclui entre eles recebeu dízimos de Abraão e abençoou o que tinha as promessas.

Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior. Aliás, aqui são homens mortais os que recebem dízimos, porém ali, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, também Levi, que recebe dízimos, pagou-os na pessoa de Abraão. Porque aquele ainda não tinha sido gerado por seu pai, quando Melquisedeque saiu ao encontro deste. Se, portanto, a perfeição houvera sido mediante o sacerdócio levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei), que necessidade haveria ainda de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei. Porque aquele de quem são ditas estas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém prestou serviço ao altar; pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes. E isto é ainda muito mais evidente, quando, à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote, constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel. Porquanto se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque – ver Salmo 110:4. Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus. E, visto que não é sem prestar juramento (porque aqueles, sem juramento, são feitos sacerdotes, mas este, com juramento, por aquele que lhe disse: O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre); por isso mesmo, Jesus se tem tornado fiador de superior aliança. Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar;
este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável.

Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre. Ora, o essencial das coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem – Hebreus 6:17 – 8:2.

Sendo o Senhor Jesus sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, Ele estabelece Sua Aliança, exatamente, com os mesmos dois elementos usados por aquele, quando se encontrou com Abraão – ver Marcos 14:22 – 25 e comparar com Gênesis 14:18.

O sacrifício proposto de Isaque e a conseqüente profecia feita por Abraão - de que no monte do SENHOR se proverá - também apontavam para o mais elevado e perfeito sacrifício do Senhor Jesus. Foi em um dos montes da região de Moriá – o monte chamado Calvário – que o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, se ofereceu como o sacrifício perfeito que, de uma vez por todas, resolveu o problema que nossos pecados causam no nosso relacionamento com Deus – ver Isaías 59 e Jeremias 5. A leitura destes dois capítulos de Isaías e de Jeremias, nos mostra os motivos porque Deus considerou a Antiga Aliança rompida e, definitivamente, abolida. O motivo porque Jesus não foi crucificado no monte Sião – na área onde ficava o Templo e que era apenas um dos montes da região de Moriá– ver Gênesis 22:2 - é explicada, pelo autor de Hebreus, com as seguintes palavras:

Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam. Possuímos um altar do qual não têm direito de comer os que ministram no tabernáculo. Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir – Hebreus 13:9—14.

Note que o local, em si – este ou aquele monte - não é relevante porque buscamos a cidade que há de vir.

A provisão referida por Abraão se concretiza com o advento do Senhor, pois o texto da Nova Aliança nos diz:

Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção – Hebreus 9:11—12.

Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados – Hebreus 9:15.

Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação – Hebreus 9:24—28.

Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem – Hebreus 10:1.

Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado. Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade... Remove o primeiro para estabelecer o segundo. – Hebreus 10:4—7 e 9b.

Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. E disto nos dá testemunho também o Espírito Santo; porquanto, após ter dito: Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades, para sempre. Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado. Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura – Hebreus 10:10—22.

Existe mais um fato acerca da terra de Canaã que precisamos mencionar aqui. No Pentateuco – os cinco primeiros livros da Bíblia escritos por Moisés – a terra de Canaã nunca pertence ao povo de Israel. A terra pertencia ao SENHOR e, por este motivo, não podia nem ser comprada nem ser vendida, de modo permanente. Também não podia ser doada, nem tomada e nem confiscada, de modo definitivo. A terra de Canaã nunca esteve à disposição da nação de Israel para satisfazer propósitos nacionalistas – este é um erro fundamental cometido pelos sionistas do século XXI. Mas enquanto a terra não estava disponível para o povo de Israel, ela estava, completamente, disponível para ser utilizado nos propósitos de Deus. Os judeus de outrora, bem como os nossos contemporâneos, continuam como meros inqüilinos da terra de Canaã, mas não são proprietários da mesma. Levítico 25:23 não deixa nenhuma dúvida a este respeito porque diz: “Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois para mim estrangeiros e peregrinos”.

Ora, as promessas feitas a Abraão quando ele foi chamado pelo ETERNO, diziam respeito a como Deus iria:

· Abençoar pessoas de todas as nações.

· Atrair estas pessoas para um relacionamento pessoal com Ele mesmo.

· Estabelecer um relacionamento onde não existiria nenhum tipo de distinção entre judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher. Mas existiria somente um povo: “porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. – ver Gálatas 3:28.

Diante disso, nós temos o seguinte: se cremos que estes aspectos das promessas-alianças feitas por Deus a Abraão se cumpriram, literalmente, na pessoa e obra do Senhor Jesus então, porque insistir que as promessas feitas com relação à terra de Canaã sejam colocadas em uma categoria diferente? Este tipo de raciocínio não faz o menor sentido. Mas, alguém ainda poderia argumentar da seguinte maneira: o que vamos fazer com as expressões “para sempre” – Gênesis 13:12 e “possessão perpétua” – Gênesis 17:8 – que parecem indicar que Deus deu mesmo a terra de Canaã, para sempre, como uma possessão perpétua, a Abraão e seus descendentes? A resposta a este tipo de argumento não é difícil. Primeiro, nós temos que nos lembrar que os verdadeiros descendentes de Abraão não são os judeus e sim os crentes que manifestam o mesmo tipo de fé qua havia em Abraão e que é chamado de Pai de Fé.

Em segundo lugar não se deixe enganar por estas afirmações, tão categóricas e feitas por Deus mesmo, porque elas estão sujeitas a certos constrangimentos culturais. A insistência em literalismo absoluto, pode tornar-se uma espada de dois gumes. Vejamos alguns exemplos:

· 1 Crônicas 15:2 – “Então, disse Davi: Ninguém pode levar a arca de Deus, senão os levitas; porque o SENHOR os elegeu, para levarem a arca de Deus e o servirem para sempre”. Estas palavras estão se cumprindo literalmente nos dias de hoje ou se cumpriram, de forma figurada, em Jesus?

· 1 Crônicas 23:13 – “Arão e Moisés; Arão foi separado para servir no Santo dos Santos, ele e seus filhos, perpetuamente, e para queimar incenso diante do SENHOR, para o servir e para dar a bênção em seu nome, eternamente”. Nem deveríamos nos incomodar em fazer a pergunta neste caso, mas vamos fazê-la do mesmo jeito: Estas palavras estão se cumprindo literalmente nos dias de hoje – Aarão e seus filhos estão queimando incenso diante do Senhor – ou esta promessa se cumpre em Jesus?

· 2 Crônicas 33:7 - 8 – “Nesta casa – o Templo - e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre e não removerei mais o pé de Israel da terra que destinei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que lhes tenho mandado, toda a lei, os estatutos e os juízos dados por intermédio de Moisés”. Ora, sabemos que o Templo e todo o ritual atrelado a ele foi abolido. Um novo sacerdócio, segundo a ordem de Melquisedeque, foi instituído e um novo povo de Deus, a Igreja, está hoje em formação. Por todos estes motivos as expressões acima precisam ser entendidas dentro do seu próprio contexto cultural.

· 1 Crônicas 23:25 – “Porque disse Davi: O SENHOR, Deus de Israel, deu paz ao seu povo e habitará em Jerusalém para sempre”. Estas palavras estão sendo cumpridas literalmente nos dias de hoje? – Deus mora mesmo em Jerusalém? – ou elas se cumprem em Cristo e na Igreja?

· 2 Samuel 7:12 – 16 – “Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre”. A quem estas palavras se referem? A algum rei terreno e estão sendo cumpridas literalmente nos dias de hoje? Ou elas se referem ao Senhor Jesus?

Todos estes versículos nos mostram que as afirmações do tipo – “perpetuamente, eternamente, para sempre, etc. – não são interpretadas, de forma literal, pela revelação da Nova Aliança. Elas encontram seu verdadeiro e, definitivo cumprimento, na pessoa do Senhor Jesus e na Igreja, que é o Seu Corpo.

Mas os que defendem o cumprimento literal das profecias e das promessas feitas por Deus, se apegam a mais um fiapo de esperança alegando que: como promessa de que o povo de Israel iria ocupar toda a terra “desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” – ver Gênesis 15:18b – não se cumpriu, literalmente, então, precisamos, pelo menos, aguardar o cumprimento desta promessa. Ora tudo isto não passa de um argumento falacioso por dois motivos:

· Primeiro porque nos dias de Salomão, a extensão territorial física do Reino de Israel é descrita como sendo a seguinte: “Dominava Salomão sobre todos os reinos desde o Eufrates até à terra dos filisteus e até à fronteira do Egito; os quais pagavam tributo e serviram a Salomão todos os dias da sua vida -1 Reis 4:21”.

· Em segundo lugar e, muito mais importante, é a compreensão teológica desta conquista. Senão vejamos:

Ø Em Josué 1:6, Deus faz a seguinte promessa a Josué: “Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento, prometi dar a seus pais”. Esta é, sem sombra de dúvida, uma referência às promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó que inclui aquela que mencionamos acima e que se encontra em Gênesis 15:18b. Note que, nesta ocasião, ao falar com Josué, Deus não está preocupado em dimensionar a terra, mas em fazer cumprir a promessa. Cumpriu Deus sua promessa para aquela geração, como disse que o faria? O que nos diz o Livro de Josué? Vejamos duas passagens significativas:

Assim, tomou Josué toda esta terra, segundo tudo o que o SENHOR tinha dito a Moisés; e Josué a deu em herança aos filhos de Israel, conforme as suas divisões e tribos; e a terra repousou da guerra – Josué 11:23.

Desta maneira, deu o SENHOR a Israel toda a terra que jurara dar a seus pais; e a possuíram e habitaram nela. O SENHOR lhes deu repouso em redor, segundo tudo quanto jurara a seus pais; nenhum de todos os seus inimigos resistiu diante deles; a todos eles o SENHOR lhes entregou nas mãos. Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel; tudo se cumpriu – Josué 21:43—45.

As palavras de Josué quando diz: “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o SENHOR falara à casa de Israel; tudo se cumpriu”; servem mesmo, como uma verdadeira “pá de cal”, nas pretensões de todos aqueles que, lendo apenas o Antigo Testamento, esperam uma verdadeira “ressurreição” do povo de Israel, em condições de receber um cumprimento literal das promessas feitas durante os dias da Antiga Aliança.

Mesmo Neemias, após o retorno do cativeiro babilônico, olha para o primeiro êxodo e testifica, com gratidão e louvor a Deus, dizendo as seguintes palavras:

Também lhes deste reinos e povos, que lhes repartiste em porções; assim, possuíram a terra de Seom, a saber, a terra do rei de Hesbom e a terra de Ogue, rei de Basã. Multiplicaste os seus filhos como as estrelas do céu e trouxeste-os à terra de que tinhas dito a seus pais que nela entrariam para a possuírem – Neemias 9:22—23.

Esta passagem de Neemias nos fala da primeira vez que o povo de Israel ocupou a “Terra Prometida”. Ele fala inclusive do cumprimento da promessa feita, de modo metafórico, de que os israelitas seriam tão numerosos quanto as estrelas dos céus – ver Gênesis 22:17.

Em conclusão, podemos dizer que: uma vez que a promessa dada a Abraão, referente à terra, deve ser entendida como algo que está relacionado, de maneira bem próxima, às promessas relativas à Aliança, o que inclui a extensão da bênção de Deus a todos os povo da Terra então, insistir em uma interpretação que concede ao povo de origem judaica uma escritura de propriedade da terra da Palestina e isto, em caráter de perpetuidade, pode ser considerada como uma verdadeira ofensa, tanto à promessa feita por Deus, durante os dias da Antiga Aliança, como ao cumprimento desta mesma promessa, como a encontramos nos dias do Novo Testamento. Todos os elementos contidos na promessa feita a Abraão estão interligados e não podem ser desmembrados. O cumprimento final e completo de todas as promessas de Deus feitas durante os dias da Antiga Aliança é alcançado na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio - 2 Coríntios 1:20.

Outro artigo sobre Israel pode ser encontrado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2009/08/o-significado-da-alianca-feita-com.html

Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Homossexualismo e Práticas de Pedofilia entre Sacerdotes Católicos Romanos.

O material a seguir está baseado no depoimento de posse desse autor, feito pelo Rev. Padre James Haley que pertencia à Diocese de Arlington, na Vigínia, onde fica o famoso cemitério de Arlington, que guarda os restos mortais do presidente John Fitzgerald Kennedy, assassinado no dia 22 de Novembro de 1963, em Dallas, no Texas, no mais bem sucedido Coup D´état que temos notícias nos tempos modernos.

De acordo com o padre Haley no final do ano de 2004 a Igreja Católica Romana nos Estados Unidos estava envolvida na denúncia de 10.667 casos de abuso sexuais cometidos por 4.392 padres, nos cinquenta anos anteriores. Apesar das figuras gigantescas que temos diante de nós, a Igreja Católica Romana considerava a crise completamente sob controle.

A fonte de uma crise de imoralidade e desfaçatez dessa proporção é, de acordo com o padre Haley, um sacerdócio repleto de clérigos homossexuais. Sua própria diocese estava cheia de homens assim.

Todas as tentativas feitas pelo padre Haley de tentar persuadir o bispo local não deram absolutamente em nada. Depois de ouvir inúmeras denúncias vindas do padre Haley, o bispo diocesano, Paulo Loverde, além de não tomar nenhuma atitude para coibir esses crimes, ainda ordenou que o denunciante se cala-se de acordo com os preceitos da própria Igreja Católica Romana. O problema é que esse tipo de silêncio imposto é usado apenas em casos que estão sob investigação e nunca são usados para silenciar alguém que está denunciando mal feitos.

Para complicar ainda mais o caso, o próprio padre Haley está sendo acusado de conduta sexual imprópria pela sua própria diocese. O padre já esteve na presença de uma corte eclesiástica no Vaticano por duas vezes e outra vez nos Estados Unidos da América. Sua última aparição diante de uma corte eclesiástica nos Estados Unidos, na qual também deveria comparecer o Bispo Loverde foi cancelada sem nenhum aviso prévio.

De acordo com o padre Haley, seu único crime é sua insistência de que padres homossexuais, não necessariamente apenas pedófilos, encontram-se na raiz dessa crise de abuso sexual. O sacerdócio católico está completamente desmoralizado, diz o padre Haley, por causa dos grupos de clérigos homossexuais que controlam quem será admitido nos seminários, quais indivíduos serão nominados bispos e que padres irão receber as melhores igrejas.

De acordo com suas estimativas, baseadas exclusivamente nos 127 padres da diocese de Arlington, cerca de 60% desses são homossexuais. Esse número é muito elevado quando comparado por outros números médios – de 30% a 50% - conforme a própria Igreja Católica Romana está disposta a admitir.

Como não consegue mais ver nenhuma perspectiva em retornar para uma paróquia, o padre Haley tem se dedicado a juntar pilhas de fitas de áudio e vídeo, fotografias, mensagens de e-mail e 1200 páginas de documentos. Todo esse material ele pretende usar em um livro em que pretende contar o relacionamento, realmente promíscuo, entre o sacerdócio católico romano e as práticas homossexuais.
Toda a história do padre Haley aconteceu durante os anos em que Joseph Cardeal Ratzinger era o supervisor da Congregação para a Doutrina e Fé do Vaticano. Esse cardeal é o atual Papa Bento XVI. Hoje sabemos que durante décadas ele sabia desses problemas de escândalos sexuais dentro da Igreja Católica, mas manteve sempre a política de colocar uma tampa sobre tudo e deixar cozinhar no maior silêncio possível, até que a pressão foi grande demais e a panela acabou explodindo.

O próprio caso do padre Haley, depois de receber o selo de “sigiloso” foi enviado para o Vaticano para ser julgado.

Outro bispo, Thomas G. Doran, disse ao padre Haley que, infelizmente, não podem discutir o problema do homossexualismo dentro do sacerdócio católico romano, apenas porque gente alta na hierarquia da Igreja Romana, não considera isso um problema de verdade.

De acordo com outro padre, o Rev. Donald Cozzens, autor de mais de 2000 livros, em seu último livro intitulado “The Changing Face of the Priesthood” – A Face Mutante do Sacerdócio – afirma que suas estimativas são que, pelos menos, 50% de todos os sacerdotes católicos romanos são homossexuais. E o psicoterapeuta Richard Sipe, que já foi sacerdote católico romano, afirma que cerca de 15% dos padres são ativos sexualmente.

O padre Haley afirma que o homossexualismo encontra-se na raiz desse gigantesco escândalo sexual envolvendo padres católicos romanos. E mais, 81% dos casos envolvem vítimas adolescentes do sexo masculino, de acordo como uma investigação feita pela própria Conferência Nacional dos Bispos estadunidenses.

Outro dado chocante foi publicado pelo jornal Kansas City Star que afirma que o número de padres que estão morrendo vitimados pelo vírus da AIDS é quatro vezes superior àqueles registrados entre a população geral.

O problema, de acordo com o padre Haley vai até o topo do Vaticano.

Essa é uma constatação muito triste, mas não existe escapatória para uma igreja que optou por acreditar em sua própria santidade, independente do padrão de vida levado pelos seus sacerdotes. Quando a Igreja Católica Romana chama a si própria de Santa Madre Igreja, está apenas criando uma ilusão para enganar os tolos. A verdade, deixada pelo rastro de sangue e podridão, nesses dois mil últimos anos é inequívoca. O material acima foi todo produzido com base nas informações oferecidas pelo padre Haley. Nada foi acrescentado pelo autor. Que isso sirva de um claro aviso a todos aqueles que estão, de alguma maneira, unidos a essa igreja, já que são cúmplices – querendo ou não – de todos seus crimes. Por esse motivo devemos dar ouvidos ao apóstolo Paulo quando diz: 2 Coríntios 6:14—7:1 -

14 Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

15 Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?

16 Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.

17 Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei,

18 serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso.

1 Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

– NÃO FALEIS MAL UNS DOS OUTROS - AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 11 - SERMÃO 019

Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS

Texto: Tiago 4:11.

Introdução.

• Um dos pecados mais comuns entre os cristãos é falar mal uns dos outros.

• Normalmente, nestes casos, nós falamos sem pensar e sem nos preocupar em como a pessoa mencionada se sentiria se ouvisse o que estamos dizendo.

 Às vezes, nós zombamos de alguma dificuldade que a pessoas tem ou rimos de algum erro que ela tenha cometido.

 Outras vezes, nós passamos adiante a última fofoca acerca de alguém.

• Mas, algumas vezes, existe um lado mais sombrio quanto a esta prática. Estas são as vezes em que nós, de modo deliberado, desejamos machucar ou até mesmo tentar destruir a reputação de um irmão ou irmã, porque estamos irados, porque não gostamos daquela pessoa ou porque somos invejosos.

• Este tipo de pecado é, realmente, indesculpável, mas é, muitas vezes, ignorado ou não recebe a devida importância.

• Mas, falar mal de outras pessoas, tem sido um sério problema na igreja desde o princípio e, por este motivo, os apóstolos incluíram entre os mandamentos de reciprocidade negativos – i.e. aqueles mandamentos que nos ensinam o que nós não devemos fazer uns com os outros – o seguinte...

Não Faleis Mal uns dos Outros

I. O Perigo que o Novo Testamento quer Combater.

• Em Tiago 4:11—12 encontramos uma discussão que envolve a delicada questão de julgamento entre irmãos de fé, com relação a assuntos que não são essenciais para a vida cristã.

• Em Tiago 3:1—12 encontramos uma longa discussão acerca do uso das nossas línguas, como instrumentos do nosso falar.

• No texto que temos diante de nós – Tiago 4:11—12 - Tiago coloca, no mesmo pé de igualdade: julgar os irmãos e falar mal dos irmãos.

II. O Mandamento e Suas Implicações.

Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz – Tiago 4:11.

Falar mal uns dos outros é o mesmo que falar de outro irmão de um modo tal que o mesmo venha a ser desacreditado, desonrado, depreciado ou diminuído em seu caráter ou ações.

A. Exemplos Bíblicos de Julgamentos Indevidos.

• Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja – 3 João 9 – 10.

B. Implicações deste Mandamento.

• Este mandamento que nos exorta a não falar mal uns dos outros possui as seguintes implicações:

 Quando falamos mal de alguém, nós estamos assumindo, na prática, que somos superiores àquele a quem estamos nos referindo. Falar mal de outro irmão é uma prova indisputável que nos consideramos melhores que o outro, pois nos colocamos na posição de juiz!

 Falar mal dos outros demonstra que desprezamos a Deus, que é o criador do nosso irmão ou irmã à Sua própria imagem e semelhança e para quem, O Senhor tem um plano específico – ver Tiago 3:9.

 Mesmo quando um irmão comete um erro ou um pecado, isto não deve ser usado como desculpa para outro irmão criticar aquele que errou. E muito menos, isto pode ser usado como desculpa para desprezar ou humilhar o irmão em erro.

 Nestes casos, o que devemos fazer é: procurar instruir, admoestar ou exortar nossos irmãos visando a edificação e não a destruição do mesmo.

 Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado – Gálatas 6:1.

 Meus irmãos, se algum entre vós se desviar da verdade, e alguém o converter, sabei que aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados – Tiago 5:19—20.

Como crentes, nós precisamos manter constante atenção sobre nosso falar, exercendo especial cuidado acerca das coisas que falamos uns dos outros.

Conclusão:

1. Não falar mal uns dos outros é mais um mandamento essencial na manutenção do amor mútuo, que devemos uns aos outros e, da unidade cristã que precisamos refletir a cada momento.

2. Todas as vezes que um irmão ou irmã é diminuído ou rebaixado, todo o corpo é afetado de modo negativo.

3. Quando falamos mal uns dos outros, então:

• Os membros do corpo demonstram favoritismo o que vai contra o mandamento que diz: Tende igual cuidado de uns para com os outros.

• O interesse geral está concentrado no indivíduo, em vez de estar centrado em Cristo.

• Sementes de amargura e desentendimento são plantadas e o Corpo de Cristo não consegue nem adorar nem louvar a Deus como deve – ver Romanos 15:6.

4. Mas, quando evitamos esta prática então, todos se sentem motivados e animados a cuidar uns dos outros e a edificar uns aos outros.

5. Da próxima vez, em vez de falar mal de alguém, procure falar a alguém acerca de Jesus e, tenha bom proveito do seu tempo.

Que Deus nos ajude a lembrar cada um dos mandamentos recíprocos, mediante os quais nós estamos atrelados uns aos outros e que, com a graça que o Senhor mesmo supre, nós possamos nos tornar em praticantes da palavra em vez de sermos meros ouvintes – ver Tiago 1:22.

O artigo 018 dessa série poderá ser encontrado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/12/nao-julgueis-uns-aos-outros-amaii-vos.html

O primeiro artigo - 001 - dessa série poderá ser encontrado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/05/o-custo-do-discipulado.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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sábado, 7 de janeiro de 2012

Seres Humanos são Abortados Todos os Anos aos Milhões.

A informação a seguir nos chegou através da agência de notícias REUTERS:
“Até doze milhões de meninas foram abortadas na Índia por vontade dos próprios pais durante as três últimas décadas.” O que mais chama atenção nessa informação é que a vasta maioria dessas meninas foram abortadas por ordem de pais mais abastados e melhor educados que a maioria dos indianos. Pesquisadores e cientistas indianos chamam a atenção para o fato de que esses números poderão tornarem-se ainda mais dramáticos, com a queda de fertilidade já detectada naquele país.

As meninas escolhidas para serem abortadas normalmente vêm de famílias cujo filho primogênito já é do sexo feminino. A sociedade indiana é extremamente machista e todos aqueles que possuem recursos para realizar um exame de ultra som, para determinar o sexo da criança, lançam mão desse recurso e a ordem é abortar o feto do sexo feminino caso a família já tenha uma filha. De acordo com as estimativas que mencionamos acima, estima-se que 12 milhões de fetos do sexo feminino foram abortados nas três últimas décadas na Índia.

A lógica indiana tão poderosa na área de informática costuma raciocinar assim em termos das vidas humanas não nascidas: “A natureza já nos deu um menino como primogênito, então não precisamos de mais nenhum outro filho. Mas se a natureza nos der uma filha como primogênita, então podemos usar o sistema de ultra som para fazer uma escolha seletiva se queremos ou não ter essa outra criança. Se for uma menina ela será, definitivamente, abortada. Se for menino poderá ter uma boa chance de vir ao mundo.

A preferência por meninos é algo muito bem arraigado na cultura indiana. E o motivo porque os abortos de fetos do sexo feminino acontecem com maior frequência é porque as famílias mais abastadas podem pagar pelo mesmo.

A preferência pelos meninos é igual entre ricos e pobres. Mas a capacidade de garantir a vinda de um menino é maior entre aqueles que são mais abastados.
Jesus disse o seguinte:

Marcos 10:14 - Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus.
A palavra escolhida por Jesus “pequeninos” é παιδία – paidía – e a mesma pode fazer referência tanto a um menino quanto a uma menina. Portanto, Jesus ama todas as crianças, independente do sexo das mesmas. Nossa hipocrisia cristã serve de grande incentivo para os indianos.

Nos Estados Unidos o povo que se diz cristão e faz campanhas pró-vida e anti aborto é o mesmo que manda bilhões de dólares todos os anos para o Estado de Israel. Além de comprar armamentos que estão sendo usados para cometer um verdadeiro genocídio contra o povo Palestino, parte desse dinheiro também é usado para abortar pequenos judeus – meninos e meninas – não nascidos. Estima-se que o governo Israelense, através da prática criminosa do aborto sob demanda, já tenha matado mais dos seus próprios cidadãos do que todos aqueles que foram mortos em atentados causados pelos palestinos. Devemos refletir bem nessas realidades, porque o Deus Todo Poderoso tudo vê e nada pode ser feito fora da vista dEle. Vamos refletir na grandeza de Deus no texto de Isaías 40:12—31:

12 Quem na concha de sua mão mediu as águas e tomou a medida dos céus a palmos? Quem recolheu na terça parte de um efa o pó da terra e pesou os montes em romana e os outeiros em balança de precisão?

13 Quem guiou o Espírito do SENHOR? Ou, como seu conselheiro, o ensinou?

14 Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?

15 Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são como pó fino que se levanta.

16 Nem todo o Líbano basta para queimar, nem os seus animais, para um holocausto.

17 Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo.

18 Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?

19 O artífice funde a imagem, e o ourives a cobre de ouro e cadeias de prata forja para ela.

20 O sacerdote idólatra escolhe madeira que não se corrompe e busca um artífice perito para assentar uma imagem esculpida que não oscile.

21 Acaso, não sabeis? Porventura, não ouvis? Não vos tem sido anunciado desde o princípio? Ou não atentastes para os fundamentos da terra?

22 Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar;

23 é ele quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra.

24 Mal foram plantados e semeados, mal se arraigou na terra o seu tronco, já se secam, quando um sopro passa por eles, e uma tempestade os leva como palha.

25 A quem, pois, me comparareis para que eu lhe seja igual? —diz o Santo.

26 Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar.

27 Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao SENHOR, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus?

28 Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.

29 Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.

30 Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem,

31 mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.

Aquilo que o homem semear ele também terá que ceifar – Gálatas 6:7.

Portanto, devemos tomar posições cada vez mais claras com todas as tentativas que estão sendo feitas em nosso país para aprovar e tornar o aborto legal. Se permitirmos que isso aconteça, sem lutarmos com todas as nossas forças, o próprio
Deus será nosso Juiz.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O Incrível Beija Flor



Poucas pessoas sabem disso, mas existem cerca de 300 espécies de Beija flores. Por exemplo:

• Existe o beija flor gigante cujo comprimento atinge quase 20 centímetros.

• Em comparação, também existe o beija flor abelha cujo comprimento não vai além de 5 centímetros.

As assas de um beija flor batem num formato que os cientistas chamam de padrão de “8”. É esse batimento de asas que permite aos mesmos ficarem parados no ar ou voar para trás, para o lado – quando batem as asas sobre suas próprias cabeças – e até mesmo voar totalmente de cabeça para baixo.

Um beija flor pode bater suas asas até 200 vezes por segundo e consegue atingir velocidades de até 80 kilometros por hora. Os músculos das asas chegam a representar até 40% do peso total do animal. Seu fino e longo bico lhe permite coletar o néctar das flores na parte interior das mesmas. O beija flor possui em sua língua dois sulcos que lhe permitem armazenar o néctar das flores. A língua é extremamente veloz e pode se projetar até treze vezes por segundo para coletar o alimento. A mesma fica enrolada na parta de trás da cabeça do pássaro onde fica como que “estocada”. A língua também é pontiaguda e isso permite ao mesmo “cutucar” e espantar insetos que estejam dentro da flor.

Ao contrário do que se imagina o beija flor não vive exclusivamente de néctar. Ele também tem necessidade de proteínas que consegue devorando pequenos insetos. Se não tivesse a língua que tem, jamais seria capaz de catar esses insetos.
Existe um tipo de beija flor que é o pássaro com o mergulho mais veloz que existe. O chamado “falcão peregrino” quando mergulha em direção à uma presa é capaz de se deslocar a uma velocidade que é equivalente a 200 vezes o comprimento do seu próprio corpo por segundo.Essa velocidade é muito próxima daquela alcançada, pelos hoje aposentados, ônibus espaciais, que atingiam uma velocidade equivalente a 207 seu próprio comprimento ao reentrarem na atmosfera da terra.

Por muito tempo o falcão peregrino foi considerado o pássaro mais veloz que existia na terra. Agora, todavia, um grupo de cientistas informa que descobriram um beija flor rosa macho que é curiosamente, chamado de beija flor da Ana é, de fato, o pássaro mais veloz. Todos os dias pela manhã esse macho irá tentar impressionar uma fêmea com sua velocidade e acrobacias. Para alcançar seu propósito ele sobe até trinta metros de altura. Então, faz um poderoso mergulho em direção ao solo na direção da fêmea. Quando se aproxima dela, ele dá meia volta e torna a subir. Durante seu mergulho ele chega a experimentar uma força 9 vezes o equivalente à força normal da gravidade.

A velocidade relativa alcançada por esse beija flor equivale a 385 o cumprimento do seu próprio corpo por segundo. Isso corresponde quase ao dobro da velocidade alcançada pelo falcão peregrino.
Uma última curiosidade acerca desses delicados pássaros criados pelo nosso sábio Criador: existe uma espécie deles que pode voar por 800 kilometros sem parar sobre as águas do golfo do México.

Como disse Jó: - Jó 9:10 -

Deus é quem faz grandes coisas, que se não podem esquadrinhar, e maravilhas tais, que se não podem contar.

As maravilhas de Deus na criação continuam sendo descobertas. E é o grande prazer desse blogueiro compartilhar essas simples, mas poderosas verdades acerca da criação e do Deus da Criação. Mas não podemos nos esquecer nem por um momento sequer que a mior das maravilhas de Deus é Seu amor pelos seres humanos perdidos. Amor esse que ele demonstrou, de forma escancarada, na morte de seu filho Jesus sobre a Cruz do Calvário por causa dos nossos pecados - João 3:16 –

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

E ainda Romanos 5:8 –

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

Outros artigos falando acerca das maravilhas do Criador poder ser encontrados nos links abaixo:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/12/o-milagre-representado-pelo-milho.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/12/um-fossil-vivo-e-surpreendente.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/11/apreciando-as-maravilhas-do-criador.html

Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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