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domingo, 29 de março de 2015

MARCAS DE UMA IGREJA MUITO DOENTE



O artigo abaixo foi publicado no site da Editora FIEL.

9 marcas de uma igreja doente

Por Kevin DeYoung

Graças ao Mark Dever, muitos de nós passamos a conhecer bem as Nove Marcas de uma Igreja Saudável. Embora elas nunca tenham tido a pretensão de ser a última palavra em tudo o que uma igreja deva ser ou fazer, as nove marcas têm sido úteis para lembrar os cristãos (e pastores em especial) de elementos necessários que sempre esquecemos em uma era concentrada no estilo.

Em certo sentido, as nove marcas de uma igreja doente poderiam ser simplesmente o oposto de tudo aquilo que compõe uma igreja saudável, de maneira que uma igreja doente ignora a membresia, a disciplina, a pregação expositiva e todo o resto. Mas os sinais de doença na igreja nem sempre são tão óbvios. É possível que a sua igreja ensine e entenda todas as coisas certas e, ainda assim, seja um lugar terrivelmente doente. Sem dúvida há dezenas de indicadores que uma igreja se tornou disfuncional e enferma, mas limitemo-nos à nove.

Aqui vão nove marcas de que a sua igreja — mesmo uma que creia na Bíblia, pregue o evangelho e abrace uma boa eclesiologia — possa estar doente.

1) Quanto mais periférico o tópico do sermão, mais entusiasmadas as pessoas ficam. Uma das coisas que sempre adorei na nossa igreja é que os sermões que as pessoas mais amam são aqueles que lidam com os temas mais centrais da Bíblia. Elas amam ouvir a respeito do pecado e da salvação, sobre a glória de Deus, sobre a providência, sobre Cristo e a cruz. Não é que eles nunca ouçam (ou tenham aversão a) sermões sobre o fim dos tempos ou questões sociais ou mordomia financeira ou casamento ou paternidade e maternidade, mas elas parecem mais apaixonadas pelas mensagens que se concentram mais em culpa, graça e gratidão. Eu fico preocupado quando uma congregação se cansa de ouvir sobre a Trindade, a expiação, o novo nascimento ou a ressurreição e quer ouvir outra longa série sobre como lidar com o estresse ou as 70 semanas em Daniel.
2) Os funcionários da igreja não tem prazer em trabalhar. Todo trabalho tem seus altos e baixos. Todo ofício terá tensão de vez em quando. Mas a liderança deve observar quando os funcionários parecem mal-humorados, infelizes e têm que se arrastar para a igreja a cada dia. Os funcionários da sua igreja desfrutam da presença uns dos outros? Eles conversam entre si como amigos no salão da comunhão? Você os vê rindo juntos? Se não, pode haver estresse em andamento, ou conflito, ou algo pior.

3) O pastor e a sua esposa não se dão bem. Não estou falando das desavenças corriqueiras e dos períodos difíceis pelos quais todo casal passa. Estou falando de um casamento que esfriou e perdeu o amor, um relacionamento superficial e carente de paixão. Toda igreja deveria ter algum mecanismo preparado para perguntar ao pastor e à sua esposa como vai (ou não) o casamento. Igrejas podem sobreviver a muitos conflitos, mas raramente serão lugares felizes e saudáveis se o pastor e a sua esposa estão secreta ou abertamente infelizes e doentes.

4) Quase ninguém sabe para onde vai o dinheiro. Igrejas lidam com suas finanças de diferentes maneiras. Conforme as igrejas crescem, pode ser mais difícil (ou até insensato) que todos tenham voz na alocação de cada centavo. Ainda assim, quando se trata de finanças, exagerar para o lado da transparência raramente é uma má ideia. No mínimo, deve haver mais do que um pequeno grupo de pessoas que saiba (e tenha voz sobre) para onde vai o dinheiro. Não faça do salário do pastor uma questão de segurança nacional.

5) A equipe de liderança nunca muda ou sempre muda. Ambas as situações são sinais alarmantes. Por um lado, a igreja fica com um olhar muito limitado para si mesma quando nunca há sangue novo entre os líderes. Se os seus presbíteros, diáconos, líderes de comissão, líderes de pequenos grupos, professores de EBD, coordenadores e membros do grupo de louvor são os mesmos agora desde quando José Sarney foi Presidente da República, você tem um problema. Talvez os antigos líderes gostem do poder, talvez ninguém mais esteja sendo treinado, talvez sua igreja não tenha recebido ninguém novo em vinte anos. Todos esses são grandes problemas. Por outro lado, se os presbíteros nunca estão interessados em servir mais um termo e os funcionários nunca ficam por mais do que dois anos, a cultura da sua igreja pode ser muito confinada, muito cheia de conflito ou muito impiedosa para com erros honestos.

6) Ninguém jamais é levantado da igreja para o ministério pastoral ou é enviado da igreja ao serviço missionário. Boa pregação inspira homens jovens a pregar. Clareza sobre o evangelho empolga homens e mulheres a compartilhar o evangelho com aqueles que não o ouviram. Igrejas menores podem não enviar obreiros todo ano, mas a congregação que quase nunca produz pastores e missionários quase nunca é uma igreja saudável.

7) Existe uma lentidão exacerbada na tomada de decisões. Isso pode ser culpa da congregação. Alguns membros insistem em aprovar cada decisão, desde contratação de funcionários, a duração do culto e a cor do carpete. Se todos têm que votar em cada decisão, a sua igreja nunca será maior que o número de pessoas informadas que podem votar em cada decisão (que é um número bem pequeno). Essa lentidão pode ser culpa do pastor. Em algumas igrejas nada acontece sem a aprovação pessoal do pastor e sua direta supervisão — uma receita certeira para guerras territoriais, crescimento atrofiado, e afastamento de líderes talentosos.

8) A pregação se torna errática. Isso pode ter muitas formas. Talvez o pastor não compartilhe mais o púlpito com outros membros e o ocasional convidado de fora. Talvez o oposto esteja acontecendo, e o pastor pareça estar chamando substitutos mais frequentemente do que o contrário. Talvez a pregação tenha se tornado mais virulenta, ou sempre martele no mesmo tema, ou mostre sinais de pouca preparação. Talvez você tenha notado que o pregador está contando mais com vídeos ou esboços que não são de sua autoria, ou constantemente reutiliza material de poucos anos atrás. Ninguém quer que a pregação seja enfadonha. Alguma variação deve ser esperada e bem vinda. Mas preste atenção se o pregador parece doutrinariamente instável, irritável ou exausto.

9) Há problemas que todos conhecem, mas ninguém conversa abertamente a respeito. Igrejas doentes muitas vezes têm uma grande regra tácita: a pessoa que menciona os nossos problemas é que tem problema. Pode ser um pastor que não sabe pregar, um organista que nunca fica para ouvir o sermão, um presbítero que dizem que está em um relacionamento ilícito, um diretor de juventude que não tem jeito para falar com crianças, um funcionário que não se dá com ninguém, um líder  que lidera por ordens e intimidação. O melhor é que muitos problemas sejam tratados em secreto e discretamente, mas isso não é desculpa para fazer vista grossa para o que todos podem ver claramente. Falar sobre aquilo que todos conhecem é, muitas vezes, o primeiro passo para tirar do problema o seu poder incapacitante.

Kevin DeYoung é o pastor principal da University Reformed Church, em East Lansing (Michigan). Obteve sua graduação pelo Hope College e seu mestrado em teologia pelo Gordon-Conwell Teological Seminary. É preletor em conferências teológicas e mantém um blog na página do ministério ­ The Gospel Coalition.

O artigo original do site da Editora FIEL poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM CIENTOLOGIA?


 

A cientologia é uma religião inventada pelo estadunidense L. Ron Hubbard  em 1954, mas é uma religião voltada, exclusivamente para pessoas que têm muito dinheiro. Esse talvez seja o principal motivo porque a mesma nunca emplacou no Brasil. Mesmo assim vale à pena conhecer um pouco da história da mesma, uma vez que ela reflete a incansável e insaciável vontade humana de resolver as suas mais profundas necessidades por meio da invenção de religiões.

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista VEJA.

ENTENDA A CIENTOLOGIA

1. Autodefinição


 A cientologia se define como uma religião que prega o uso do poder da mente para driblar sofrimentos da vida moderna, como o estresse, a ansiedade, a agressividade e o pessimismo. A prática é baseada na teoria Dianética, criada pelo fundador da cientologia, o escritor de ficção científica L. Ron Hubbard, em 1954. A seita acredita que o homem é um ser imortal que passa por diversas experiências até atingir a iluminação. Críticos da cientologia a definem como uma organização que vende serviços de autoajuda e livros sob a fachada de religião.

2. Criação do Universo


A principal crença da cientologia une devaneios de ficção científica à teoria sobre a origem do universo. De acordo com a seita, os seres humanos são extraterrestres que chegaram à Terra há 75 milhões de anos. O vilão das galáxias, lorde Xenu, comandava 76 planetas e sofria com a superpopulação. Então, teve a ideia de mandar alguns bilhões de extraterrestres para um planeta desabitado, a Terra. Para enganar a população, Xenu convocou os cidadãos-alienígenas para inspeções tributárias. Quem comparecesse ao chamado era surpreendido com uma injeção de substância paralisante para ser congelado e colocado em naves espaciais rumo à Terra. 

3. Fundador


Fundada em 1954 pelo ex-militar e autor de ficção científica L. Ron Hubbard, morto em 1986, a religião tem 10.000 igrejas em 167 países e reúne 15 milhões de seguidores. Os dogmas e princípios são ensinados exclusivamente através dos livros escritos por Hubbard. De acordo com a igreja, o livro Dianética: O Poder da Mente,  lançado em 1950, vendeu 22 milhões de cópias e figurou na lista de best-sellers nos Estados Unidos por quatro décadas. Há indícios, porém, de que a própria igreja comprava a obra em grandes quantidades para mantê-la nas listas dos mais vendidos. Hubbard, conhecido pelas iniciais LRH, é descrito em biografias oficiais como físico nuclear e oficial da Marinha americana, mas, na realidade, ele fez um curso de quatro meses de administração militar na Escola de Treinamento Naval, em Princeton, e apenas dois anos da faculdade de Engenharia de George Washington e foi reprovado nas aulas de física molecular e atômica.  

4. Política


Livre de orações, símbolos ou cultos, a cientologia é praticada no dia a dia através de ações. A iniciação se dá pelo ritual de purificação, em que os adeptos se livram dos traumas e pensamentos negativos do passado. Dessa forma, a pessoa adquire os mesmos poderes dos deuses mitológicos e torna-se capaz de manipular o espaço e o tempo. Essa capacidade, porém, só é possível atingir ao ler todos os livros de Hubbard, feito alcançado apenas por apenas 10% dos cientologistas, de acordo com estimativas da organização. Para atrair seguidores, membros da igreja fazem plantão em estações de metrô e outros locais públicos para oferecer medição do estresse.

5. Bizarrices


A seita não permite a seus seguidores uma série de coisas, entre elas tomar remédios como analgésicos e antidepressivos, que, teoricamente, atrapalham a conexão do indivíduo com o ser supremo. A cientologia persegue os fundamentos da psicologia e da psiquiatria e taxa os pensamentos de Freud e Jung como nazistas, apesar de Freud ter sido judeu e obrigado a fugir da Áustria por causa do nazismo. Ainda segundo a doutrina cientológica, as mulheres devem dar à luz em casa, sem anestesia e em absoluto silêncio. Gritos de dor traumatizariam a criança. 

6. Escândalos


Em 1977, líderes e integrantes da cientologia foram investigados pelo FBI e acusados de terem invadido 136 órgãos governamentais americanos para violar documentos que provariam contravenções da seita, como débitos na Receita Federal. Sete cientólogos foram presos, entre eles Mary Sue, a segunda mulher de L. Ron Hubbard. O escândalo foi deflagrado após denúncia de Michael Meisner, cientólogo mantido refém por outros membros da igreja antes de fugir e relatar suas atividades criminais à polícia. As ações criminosas praticadas por membros da igreja e outras críticas pesadas à organização foram detalhadas no livro O Escândalo da Cientologia, de Paulette Cooper, lançado em 1971 e até hoje combatido fortemente pelos seguidores da religião.

O artigo original do site da VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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