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terça-feira, 7 de abril de 2015

PAPA É VISTO COMO UM VERDADEIRO REVOLUCIONÁRIO


Papa
Papa: Na Catedral de Nápoles, dia 21 de março, Francisco sofre o ataque das freiras de clausura liberadas para a ocasião

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista Carta Capital

Internacional

Entrevista - Dom Matteo Zuppi

"A mensagem de Francisco é absolutamente subversiva"

Bispo auxiliar comenta a ação do papa para a renovação da Igreja, na qual enfrenta a resistência dos tradicionalistas.

Por Claudio Bernabucci, de Roma

Segundo o direito canônico, o papa adquire a potestade universal sobre a Igreja Católica ao ser eleito bispo de Roma e sucessor de São Pedro. O cuidado cotidiano da diocese romana, todavia, é delegado ao cardeal vigário e aos bispos auxiliares. Dentre eles dom Matteo Zuppi, ordenado por Bento XVI em 2012, tem a responsabilidade de supervisionar paróquias e igrejas do centro da cidade. Atento ao diálogo com a cultura laica e companheiro de importantes batalhas comuns, dom Matteo, 59 anos, tem um passado marcado pelo compromisso ao lado dos pobres e dos marginais, em que se destacam as experiências como pároco da Igreja de Santa Maria, em Trastevere, e como negociador internacional no processo de paz em Moçambique.

CartaCapital: Graças à sua experiência pastoral e a seu atual cargo, muito próximo dos vértices vaticanos, o senhor é a pessoa ideal para interpretar o significado da reforma da Cúria que Francisco está promovendo. Qual é a sua visão desse processo?

Matteo Zuppi: Seria um erro considerar a reforma como mera questão administrativa, visando redimensionar e agilizar a Cúria. Eu acredito na aposta em uma mudança espiritual. Francisco incita a Cúria, em primeiro lugar, a liberar-se de algumas distorções, definidas como doenças espirituais, que são provocadas pelo isolamento. Quando a Igreja se fecha, ele afirma, adoece. A esse propósito, o discurso mais claro e, por alguns aspectos, mais intransigente do papa foi aquele dirigido à Cúria na véspera do Natal, no qual ele listou 15 doenças espirituais. Ele afirma que a Cúria deve ser uma casa de espiritualidade e misericórdia, um corpo que aplica as escolhas evangélicas. Se nós viramos uma corte, caindo naquelas deformações que o papa indica (indiferença, vaidade, exibicionismo, dupla vida, maledicências etc.), juntamente com a perda de qualquer credibilidade, não teremos mais nada a dizer ao mundo. A reforma que o papa Francisco visa, portanto, é um processo profundo de mudança estrutural. Não só de pessoas nos diferentes cargos, mas de estilo e perspectiva. 

CC: Em recente entrevista, o papa falou da Cúria como a última corte da Europa. Uma afirmação muito forte, que transmitiu ao mundo inteiro a ideia de um corpo em profundo isolamento aristocrático em relação aos fiéis. Como o senhor acha, então, que Francisco, ao ser eleito, encontrou a Cúria Romana?

MZ: O estado da Cúria está refletido naquela descrição das 15 doenças espirituais, que foram explicitadas de maneira muito franca, não para castigar alguém em particular, mas para exercer espírito construtivo em relação a uma corporação humana, como a Cúria é, que precisa reencontrar o caminho certo. Evidentemente, Francisco está muito preocupado com essas degenerações, mas, com o espírito positivo que o caracteriza, está também esperançoso numa possível renovação.

CC: É evidente, para quem acompanha a evolução deste pontificado, que Francisco é muito amado pelas pessoas comuns, que são tocadas pela sua radical proximidade e se identificam com seu estilo simples e franco. Pelas mesmas razões, ele parece muito menos amado por alguns setores da Igreja. Eu conheço paróquias aqui em Roma que aplicam com muito entusiasmo o ensino do papa e outras que parecem fechadas nas próprias antigas e imóveis certezas. Com base em sua experiência, de onde nascem tais resistências?

MZ: Alguns padres têm dificuldade de acolher o recado de Francisco, por serem prisioneiros de uma concepção de Igreja fechada, tomados por aquelas deformações eclesiásticas de que falamos. Outros se contrapõem sem se contraporem, ativando uma espécie de greve branca. Para superar essas atitudes, nasce o estímulo do papa à clareza e ao falar franco. O método que ele propõe é o do comprometimento: implica o diálogo aberto, a procura constante da comunhão fraterna, que põe de lado as certezas dogmáticas para crescermos mutuamente e nos mantermos sempre vigilantes. Uma confrontação permanente para evitar a esclerose das consciências.

Matteo Zuppi
Matteo Zuppi, bispo auxiliar de Roma

CC: No estilo ou no conteúdo da ação papal, o que mais incomoda a quem resiste?

MZ: A procura, sua inquietação espiritual. Para aqueles que acham tudo já claro, esse é exercício inútil. A doutrina está clara, eles afirmam; trata-se apenas de vivê-la. Mas é exatamente através da vida que constatamos que as pessoas estão distantes da nossa doutrina tradicional e por isso temos de nos interrogar. Há certos padres que preferem a regra, para depois fazer o que lhes agrada. Eles acham que a atitude do papa nos torna inseguros e vulneráveis. Ou submissos à mentalidade corrente. Estão errados: o desafio é como apresentar as verdades de sempre aos homens de hoje, que as consideram distantes.

CC: Em outros termos, o senhor está dizendo que a Cúria, ou seja, o governo da Igreja, tornou-se, com o tempo, doente de todos aqueles males humanos de autorreferência e conservadorismo, minando assim sua natureza de instrumento a serviço da missão da Igreja...

MZ: Sim, certamente.
CC: O papa chegado “do fim do mundo” introduziu como nunca a questão da pobreza na reflexão da Igreja, redescobrindo a mensagem evangélica por excelência. Qual é a sua visão em relação a essa escolha?

MZ: Duas questões, a da teologia do povo e a das pobrezas (ou das periferias, incluindo as periferias existenciais), são cruciais para Francisco. Tocar os pobres e chorar com eles são posturas em que o papa insiste muito. Não se trata de uma questão pastoral, mas de mudar o nosso espírito para encontrar essa atitude nova. Para evitarmos virar funcionários da caridade, e sim para ser peregrinos cheios de compaixão por uma humanidade desesperada, que os pobres representam fisicamente. Além disso, com o nome Francisco escolhido por ele, não é possível esquecer os pobres.

CC: Podemos afirmar, então, que a Igreja, historicamente eurocêntrica, fez uma escolha clarividente e irreversível com a eleição de um papa do Sul do mundo?

MZ: A Igreja tem sido eurocêntrica sobretudo na gestão pastoral e na elaboração teológica, mas hoje não é mais assim. Penso no papel da Ásia, da África, da América Latina. Finalmente, nos demos conta disso. Buscamos agora uma Igreja com articulação diferente. Não devemos nutrir temores, porque isso representa o futuro.

CC: Cada vez que Francisco fala dos males da sua Igreja, parece que fala dos males do mundo. Observo uma fortíssima sincronicidade. Pelas suas declarações, não parece que o papa gosta da ordem das coisas existentes, e o manifesta com muita força...

MZ: Ele não gosta de jeito algum. Entre suas reflexões prioritárias, que Francisco repete incansavelmente nos discursos (como a globalização da indiferença, a divinização do dinheiro como manifestação do demônio, a cultura do descarte), a escolha dos pobres e para os pobres é fundamental. Essa me parece uma verdadeira revolução. Trata-se de recolocar os pobres no centro e defendê-los com compaixão e misericórdia. Essa é uma inversão de perspectiva muito corajosa que muda nossa relação com o mundo.

CC: Então, quando Francisco é hostilizado por certos ambientes, as chamadas elites conservadoras, que o definem como “comunista” para demonizá-lo, podemos observar que, de certa maneira, esse combate tem sentido, porque a mensagem que Francisco está dirigindo ao mundo é subversiva...

MZ: Efetivamente, a mensagem de Francisco é absolutamente subversiva. Por exemplo, na redefinição da função e do significado da riqueza material.

CC: Qual é sua interpretação da escolha do papa de convocar para os próximos meses um Jubileu extraordinário, apenas 15 anos após o anterior?

MZ: A decisão de convocar o Ano Santo no mesmo dia (8 de dezembro) em que foi fechado o Concílio Vaticano II, 50 anos atrás, e dedicá-lo à misericórdia indica com clareza o convite a dar continuidade àquele evento. A verdadeira escolha do Concílio e hoje, de novo, de Francisco é a misericórdia: não julgar, não cobrar o próximo, construir uma Igreja mãe e não madrasta. Será um Jubileu de meditação.

O artigo original do site da Carta Capital poderá ser visto por meio do seguinte link:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA





























































Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 4 de março de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 11:5—8 — A PARÁBOLA DO AMIGO IMPORTUNO — SERMÃO 029



Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

Sermão 029

A PARÁBOLA DO AMIGO IMPORTUNO

LUCAS 11:5—8

5 Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,

6 pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer.

7 E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar;

8 digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade.

Introdução

A. Essa parábola está colocada no Evangelho de Lucas na sequência da chamada “Oração do Pai Nosso”.

B. Mas no caso de Lucas, em vez de continuar com uma exortação para que os homens se amem uns aos outros como fez Mateus, ele introduz uma parábola que tem a intenção de nos ensinar a sermos perseverantes em oração, na mesma linha da parábola do Juiz Iníquo de Lucas 18:1—8.

C. Lucas é o único dos evangelistas a apresentar essa parábola.


I. O Princípio Básico — Orai Sem Cessar

A. O apóstolo Paulo encapsulou o conteúdo dessa parábola ao exortar os crentes em Tessalônica com as seguintes palavras:

1 Tessalonicenses 5:17

Orai sem cessar.

II. O Contexto

A. De forma breve, porém muito objetiva, Lucas descreve de forma empolgante uma delicada situação: um homem que já estava recolhido para dormir é subitamente acordado por um amigo batendo à sua porta à meia-noite! E o que ele queria? Eles estavam precisando, desesperadamente, de alguns pães para alimentar um terceiro que havia chegado a sua casa para ali hospedar-se. Levando em conta o fato de que já era muito tarde e que se tratava de uma cidade pequena, não era possível encontrar nenhum lugar onde um pão poderia ser comprado. Então o homem decide bater à porta do amigo.

B. Todavia, o amigo já estava recolhido junto com sua família por aquela noite. Mas o amigo do lado de fora de sua casa não está preocupado com isso. Ele está preocupado com seu amigo que chegou de viagem cansado. Ele não deseja, em nenhuma hipótese, faltar com as normas culturais da hospitalidade, mas também não deveria estar sentindo-se muito bem, em ter que procurar um amigo àquela hora para lhe pedir uns pães emprestados. Independentemente de tudo isso, ele se levanta e vai procurar o outro amigo que possa lhe emprestar uns três pães com os quais possa satisfazer a necessidade de seu hóspede.

C. O horário mencionado por Jesus — meia-noite — é emblemático. Ele pode significar que o homem tivesse acabado de chegar de uma longa viagem, cansado e muito faminto.

D. A história de Jesus é apenas muito humana. Todos os seus ouvintes podiam se identificar com a mesma, pois ela refletia uma situação verossímil. E sim, todos estavam como que nas pontas dos pés querendo saber como tal história iria terminar.

III. A Circunstância Imediata

A. Naqueles dias as casas eram pequenas e, geralmente, um único cômodo servia de sala durante o dia, e de quarto que acomodava a todos na hora de dormir.

B. As casas tinham uma porta que, geralmente ficava aberta o dia inteiro, mas ao anoitecer era costume do dono da casa trancar a porta, usando um tranca de madeira que impedia a porta de ser aberta. Depois do jantar, esteiras eram estendidas pelo chão onde todos se acomodavam para dormir. Dormia-se cedo e açodava-se mais cedo ainda. Portanto, à meia-noite quando o amigo importuno chegou, a família já devia estar dormindo a algumas horas e era extremamente complicado se levantar na escuridão para procurar qualquer coisa que fosse.

C. Foi nessas condições que o hospedeiro do viajante foi procurar seu amigo, despertando-lhe do sono e lhe fazendo o pedido:

Amigo, empresta-me três pães, pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer.

D. O uso da expressão “amigo” usada pelo importunador tinha como objetivo desarmar qualquer atitude de má vontade da parte do importunado, apesar dele não ter se mostrado muito solícito no primeiro momento, e com razão. Amigos verdadeiros não importunam seus amigos tão tarde da noite. Então a questão que fica no ar é: quem é o verdadeiro amigo: o que importuna para satisfazer as necessidades do seu hóspede ou o que é importunado?

E. Os pães solicitados, naqueles dias, não era maiores do que um pãozinho de 50 gramas que estamos acostumados a comprar em nossas padarias. Não era tão comprido, era geralmente arredondado e de acordo com o material usado podia ser mais pesado. Esse é o motivo porque Jesus compara um pão com uma pedra em

Mateus 7:9

Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra?

F. Três pães como esses eram uma refeição satisfatória para um adulto, por mais faminto que estivesse.

G. A demorada explicação era outra tentativa de mover o amigo para que agisse com compaixão. De fato o importuno não tinha nenhuma alternativa para oferecer algo ao amigo faminto e cansado.

H. Os empréstimos de pães era algo comum naqueles dias entre vizinhos e conhecidos. O que era incomum era a hora em que o pedido foi feito. Pães tomados emprestados num dia eram devolvidos logo cedo na manhã seguinte que era a hora em que se assavam os pães que seriam usados pela família durante aquele dia.

I. A resposta do vizinho importunado é bem clara. Ele diz:

Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar

J. O vizinho importunado não demonstra falta de condições e sim uma brutal falta de vontade em ajudar. Para atender pedido ele teria que se levantar, incomodar a esposa e os filhos, acender uma lâmpada, procurar os pães, destrancar a por e, só então, servir o amigo. Seria bem mais fácil se o amigo apenas fosse embora e desaparecesse na escuridão.   

IV. A Persistência

A. O vizinho necessitado, todavia, não lhe deu descanso. Continuou insistindo até que o processo mencionado acima aconteceu, e a porta finalmente foi aberta e os pães entregues ao vizinho importuno.  

B. É importante destacarmos que o vizinho importunado não atendeu ao pedido que lhe estava sendo feito por amizade ou qualquer outro motivo positivo. Ele cedeu por causa do grande incômodo que o outro estava lhe impondo. A persistência do vizinho foi o motivo verdadeiro porque o vizinho incomodado acabou cedendo.

C. A palavra “persistência”, apesar de não aparecer no texto é fundamental para o perfeito entendimento da conclusão da parábola.

Conclusão: os ouvintes originais desse diálogo são desafiados a considerar as seguintes verdades:

A. Jesus conta uma história em que a atitude de um determinado homem é colocada diante dos olhos e do ouvidos de todos que se encontravam ao redor de Jesus.

B: Esse homem se vê obrigado a mostrar hospitalidade para um amigo que o procurou muito tarde da noite. No meio dessa situação e sem ter o que oferecer para alimentar seu amigo, ele se levanta – era meia-noite — e vai em busca de uma solução.

C. Ele busca satisfazer a necessidade de seu hóspede com tanto empenho que se arrisca a perder a amizade do seu próprio vizinho a quem decide importunar naquela hora da noite. Ele insiste, porque no fundo, acredita que terá seu pedido atendido apesar das condições mais adversas possíveis.  

D. Jesus lança mão de algo que era bastante familiar aos seus ouvintes daquela época: a regra judaica dos contrastes. Essa regra era aplicada pelos mestres quando desejavam destacar algo maior, por meio do ensino de algo menor. Nesse contexto o homem decide importunar seu amigo porque sabe que será, finalmente, atendido. Assim Jesus nos ensina que podemos procurar a Deus em oração, porque ele não apenas ouve nossas orações, mas responde sempre de modo satisfatório para o nosso bem. Jesus deixa isso bem claro ao dizer:

Digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade.

E. Ora, se um vizinho importunado à meia-noite se levanta para atender à necessidade de um amigo, mesmo a contragosto, quanto mais Deus, que é Pai, irá atender aos seus filhos que clamam a Ele de noite e de dia?

F. O ensinamento central da parábola é a “persistência”, mesmo que, como já dissemos tal palavra não é diretamente mencionada no texto. Mas podemos ver evidências da mesma por todos os lados.

G. A promessa de Deus não se limita a atender nossos pedidos. De fato, deus promete fazer o seguinte:

Efésios 3:20—21

20 Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós,

21 a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!

H. Deus sempre atende nossas orações como a única resposta apropriada para cada uma delas. Além do mais, Jesus nos manda orar em seu próprio nome, algo que equivale dizer que é o próprio Senhor Jesus quem está fazendo aquela oração!

I. Por fim, somos ensinado a terminar nossas orações com a palavra  amém  cujo significado é: assim seja — conforme as palavras da nossa oração.


OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.  

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – ESTUDO 032 - 1 PEDRO 4:7-10 — SEDE MUTUAMENTE HOSPITALEIROS


Ilustração da hospitalidade de Marta e Maria

Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS


Introdução.

A. Nesta série, nós temos falado acerca daquilo que estamos chamando de “mandamentos de reciprocidade”. 
B. Estes mandamentos são muito importantes, porque são eles que nos mostram...  
1. O quanto a fé cristã está baseada em relacionamentos, com Deus e com o próximo. 
2, O quão diferente e única é nossa fé. A única fé, divinamente, revelada. 
C. A revelação da nossa fé cristã nos veio através da palavra escrita de Deus — a Bíblia — e por meio da palavra viva de Deus — o Senhor Jesus Cristo. 
D. Entre as coisas que a Bíblia nos revela, elas nos diz que, naqueles primeiro dias, quando nossa fé dava seus passos iniciais, existiam muitos cristãos que estavam enfrentando diversos tipos de dificuldades: 
1. Alguns eram vítimas de perseguições e prisões. 
2. Outros haviam ficado órfãos. 
3. Muitas mulheres estavam ficando viúvas por causa das perseguições. 
E. Por todos estes motivos, o Novo Testamento registra várias instâncias em que alguns cristãos eram recebidos em casas de outros e cuidados como se fossem membros da própria família. 
F. Naqueles dias havia uma grande necessidade de os cristãos serem...  
Mutuamente Hospitaleiros
Introdução 
A. O serviço de hospitalidade não deve ser considerado como algo menor ou até mesmo inconsequente. Que as palavras de Jesus, a seguir, possam nos impressionar na medida certa: 
Mateus 25:31—46 
Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna. 
B. Como podemos ver, Jesus considerou este serviço da maior importância. O verdadeiro cristão fará bem em aprender com o Senhor, o valor destes, muitas vezes, pequenos gestos. 
I. O Mandamento. 
1 Pedro 4:7—10 
Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações. Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 
II. Definição dos Termos: 
A. φιλόξενος — Filóxenos — Literalmente a expressão que dizer: “amigo de estranhos”. No Novo Testamento é usada no sentido de: 1. Hospitaleiro; 2. Generoso para com as visitas.  
B. Ser mutuamente hospitaleiro corresponde a receber em nossas casas outros cristãos, de modo especial aqueles que não são parte do nosso círculo de amizade ou, que estejam enfrentando problemas e dificuldades, com o intuito de suprir suas necessidades. 
II. Exemplos Bíblicos 
3 João 5—8 
Amado, procedes fielmente naquilo que praticas para com os irmãos, e isto fazes mesmo quando são estrangeiros, os quais, perante a igreja, deram testemunho do teu amor. Bem farás encaminhando-os em sua jornada por modo digno de Deus; pois por causa do Nome foi que saíram, nada recebendo dos gentios. Portanto, devemos acolher esses irmãos, para nos tornarmos cooperadores da verdade. 
Atos 16:14—15 
Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso. 
Atos 16:32—34 
E lhe pregaram a palavra de Deus e a todos os de sua casa. Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus. Então, levando-os para a sua própria casa, lhes pôs a mesa; e, com todos os seus, manifestava grande alegria, por terem crido em Deus. 
III. Em Que Ocasiões Nós Podemos Praticar a Hospitalidade? 
A. A lista a seguir é apenas uma sugestão. Certamente os irmãos poderão descobrir muitas outras maneiras de aplicar este mandamento. 
1. Oferecer acomodações a amigos, evangelistas, missionários ou outros trabalhadores cristãos que estejam visitando nossa comunidade ou passando pela nossa área. 
2. Hospedar famílias que tenham perdido seus lares por desastres naturais, tais como inundações, incêndios e etc. 
3. Hospedar órfãos e viúvas que estejam passando necessidades. 
4. Ajudar irmãos cristãos que não estão conseguindo cuidar de si mesmos. 
5. Acolher novas famílias em nossas vizinhanças ou na Comunidade Boas Novas, que precisam de amizade ou de testemunho cristão. 
IV. Implicações Contidas Neste Mandamento 
Este mandamento que nos instrui acerca da prática da hospitalidade, possui as seguintes implicações: 
A. Nossos bens materiais são dons da graça de Deus e devem ser usados no serviço do Senhor. Não devem ser usados para agradar a nós mesmos, e sim, para servir os irmãos. 
B. Como cristão devemos nos empenhar em oferecer hospitalidade uns aos outros, sem esperar nada em troca. Devemos praticar a hospitalidade mútua com alegria e sem murmurações. 
C. A hospitalidade deve ser uma expressão do amor cristão. Devemos tratar o irmão como se estivéssemos recebendo o próprio Senhor. 
D. Todos os cristãos são chamados a praticar a hospitalidade, e não apenas os irmãos que estão melhor de vida. Lembrem-se que a nossa confiança está no Senhor e não nas coisas que temos na dispensa.
Conclusão:

A prática da hospitalidade é um dos serviços mais importantes dentro da comunidade cristã.

1. Quando oferecemos hospitalidade uns aos outros, podemos todos nos sentir encorajados para trabalhar na comunidade sem distrações.

2. Quando todos nos envolvemos nos trabalhos da comunidade, ela cresce e se desenvolve de maneira sadia.

3. Além disso, esta demonstração de amor fraternal e cuidado de uns para com os outros fortalece os membros, o que, por extensão, fortalece a comunidade.

4. Como acontece com a prática de todos os mandamentos de reciprocidade, quando obedecemos a instrução do Senhor quanto à hospitalidade nós damos evidências, ao mundo ao nosso redor, tanto do amor cristão quanto da veracidade do Evangelho.

5. Que o Senhor que foi nos preparar lugar na casa do Seu Pai, nos inspire a praticar a hospitalidade à qual nós mesmos estamos destinados por toda a eternidade.

Que Deus abençoe a todos nós.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOS OUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

031 — Gálatas 6:2 — Levai as Cargas Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 23 — SERMÃO 031

032 — 1 Pedro 4:7—10 — Sede Mutuamente Hospitaleiros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 24 — SERMÃO 032

033 — Efésios 4:31—32 — Sede Benignos Uns Para Com Os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 25 — SERMÃO 033

034 — Tiago 5:16 — Orai Uns Pelos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.