Mostrando postagens com marcador Missa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Missa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

HALLOWEEN: ENTENDA AS ORIGENS DESTA FESTA PAGÃ


O material abaixo foi publicado em forma de folheto por Literatura Monte Sião do Brasil - www.LMSdobrasil.com.br - e é de autoria de Roger Berry


Crianças sorridentes fantasiadas de bruxas, duendes, caveiras, vampiros e outras criaturas assustadoras se espalham pela vizinhança. Elas batem à porta, repetindo: “doces ou travessuras!”, e carregam sacolas para colocarem o dinheiro, doces, chicletes e outras guloseimas.

“O Halloween é para as crianças”, dizem as pessoas. Os adolescentes penduram papel higiênico nas árvores no quintal dos vizinhos. Outros derramam tinta sobre os carros e fazem diversos tipos de “travessuras” destrutivas. “O Halloween é para animar as crianças”, afirmam.

Um grupo de adoradores de Satanás, vestidos com roupas esquisitas e que afirmam serem druidas se encontra em um parque da cidade para celebrar seu principal feriado: o Halloween. Um bando de bruxas se reúne em uma floresta próxima à cidade. O Halloween é seu principal feriado; uma noite de feitiçaria e súplicas às forças malignas.

Estas são algumas das diversas faces do Halloween. Esta é realmente uma brincadeira inocente? Onde se originou este feriado? Por que as pessoas ainda o comemoram nos dias de hoje?

Origens do Halloween

Os historiadores traçam a origem do Halloween e de muitos de seus costumes às sociedades celtas pré-cristãs da Grã-Bretanha, Irlanda e França. Os líderes religiosos celtas, chamados druidas, buscavam sabedoria por meio de sinais e adivinhações. Os celtas adoravam a natureza e ao deus Samhain, o senhor da morte e o príncipe das trevas. Eles acreditavam que Samhain controlava o frio e a escuridão durante todo o inverno.
O ano novo celta começava no primeiro dia de novembro e era celebrado em homenagem a Samhain. Os druidas acreditavam que o espírito de todos que haviam morrido no ano anterior perambulavam pela terra durante a festa de Samhain. Eles lhe ofereciam sacrifícios, faziam fogueiras para espantar os espíritos maus e consultavam os poderes das trevas para prever o futuro.

Às vezes os druidas ofereciam sacrifícios humanos na tentativa de agradar aos seus deuses. Muitos dos costumes do Halloween envolvem fogo, adivinhações e fantasmas. A boa sorte também está relacionada às crenças celtas.

Outro costume antigo do Halloween é fazer o jack-o’-lantern. Diz a lenda irlandesa que certo homem chamado Jack era extremamente ganancioso para entrar no céu e não poderia ir para o inferno porque tinha enganado o diabo, o qual jogou uma brasa no nabo que Jack estava comendo. O nabo incandescente iluminou o caminho de Jack enquanto caminhava, sem rumo, pela terra em busca de um cemitério para descansar até o dia do juízo.

As pessoas começaram a colocar velas dentro de nabos para relembrar o pobre Jack. Nos Estados Unidos, a abóbora nativa substituiu o legume original.

No Halloween, os antigos celtas ofereciam alimentos para apaziguar os espíritos dos mortos. Tempos depois, os irlandeses deram início ao costume de ir de casa em casa pedindo alimento e aprontar uma travessura para quem não lhes atendesse.

Os druidas acreditavam que os gatos eram sagrados. Durante a Idade Média, as pessoas associavam gatos pretos a bruxas, que os tinham como mascotes. Elas consultavam os espíritos de feitiçaria que, supostamente, viviam nesses animais. As bruxas consideravam o Halloween como o dia especial delas, por isso bruxas e gatos pretos são os símbolos dessa festa.
No fim do século 8, a Igreja Católica Romana  tentou converter a Europa ao cristianismo, chegando a exigir, em alguns casos, que as pessoas se tornassem “cristãs”. No entanto, muitas delas não abandonaram as práticas antigas. A igreja estabeleceu o dia primeiro de novembro como sendo o Dia de Todos os Santos, com o intuito de recordar todos os santos. Os descendentes celtas comemoravam o Dia de Todos os Santos, mas, na noite anterior praticavam muitos de seus costumes pagãos. A missa que os padres celebravam nesse dia chamava-se Allhallowmas.

A noite anterior ficou conhecida como All Hallow E’en, isto é, Halloween. Decretar um feriado religioso não alterou a natureza dos costumes pagãos celtas. Diferente de muitos outros feriados, como o de Ações de Graça e o Natal, o Halloween não teve sua origem no cristianismo. Sem dúvida nenhuma, o Halloween é pagão na origem, nos símbolos e na forma como as pessoas o comemoram.

O que a Bíblia diz?

Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento proíbe explicitamente, o povo de Deus de se envolver com bruxaria, espiritismo e demônios. Preste atenção às proibições do Antigo Testamento:

Deuteronômio 18:9—13

• Não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações [os gentios].

• Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha [sacrifício do filho, expondo as crianças à adoração dos gentios, ao demônio e ao oculto].

• Nem adivinhador [quem aprofunda-se na adivinhação ou previsão do futuro].

• Nem prognosticador [quem interpreta as adivinhações ou prevê o futuro pela
astrologia].

• Nem agoureiro [aquele que faz encantos ou pratica artes mágicas].

• Nem feiticeiro [quem pratica bruxaria].

• Nem encantador [quem faz encantamentos].

• Nem quem consulte a um espírito adivinhador [médium, pessoa que consulta os demônios ou espíritos malignos em busca de orientação].

• Nem mágico [aquele que busca conhecimento do mundo oculto].

• Nem quem consulte os mortos [aquele que invoca e consulta os mortos buscando
orientação e conhecimento secreto]. 

A comemoração do Halloween focada nos mortos, bruxas, sorte e previsão do futuro acaba sendo a prática de tudo aquilo que as Escrituras proíbem. Na melhor das hipóteses, as “inocentes” práticas do Halloween enfraquecem as pessoas frente ao oculto e, na pior das hipóteses, elas invocam o demônio abertamente.

O Novo Testamento condena a bruxaria como sendo uma das obras da carne que Deus julgará.

Gálatas 5:19—21

Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

No Livro de Atos, a conversão dos gentios trouxe convicção sobre eles e as práticas ocultas. Os novos cristãos não queriam ter qualquer relação com as práticas das quais Deus já os libertou.

Atos 19:18—20

E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos. Também muitos dos que seguiam artes mágicas rouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinquenta mil peças de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.

Como Deus pode abençoar os cristãos que continuam praticando os costumes pagãos da sociedade?

A resposta do cristão

Sem dúvida, os cristãos que acreditam na Bíblia não querem se envolver com práticas ocultas nem adorar a Satanás. Contudo, muitos cristãos, inconscientemente, fantasiam seus filhos de bruxas, fantasmas, ou até mesmo de diabinhos, e os levam para a “brincadeira” do “doces ou travessuras”. Como tantas igrejas fazem festas de Halloween? Como costumes cristãos e pagãos podem se misturar deste jeito?

Há quem diga: “Mas, não adoramos a Samhain ou aos demônios no Haloween; não acreditamos mais em bruxas. Essas coisas não têm o mesmo significado de antigamente. Agora, o Halloween é apenas uma brincadeira inocente para as crianças”.

Por outro lado, algum cristão zeloso é capaz de apresentar nas Escrituras um motivo apenas para se comemorar um feriado tão arraigado no paganismo e na bruxaria? Com o ressurgimento atual da bruxaria e da adoração a Satanás, as quais declaram explicitamente o Halloween como sendo o feriado deles, como os cristãos podem comemorá-lo ainda que por simples diversão?

Efésios 5:8–11

Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade); aprovando o que é agradável ao Senhor. E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.

Roger Berry

Impresso no Brasil com permissão de Christian Light Publications, Inc.

Que Deus ilumine a todos e nos afaste de tais práticas pagãs.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.      

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

PADRE MARCELO ESTEVE SOB INVESTIGAÇÃO DO VATICANO POR QUASE 10 ANOS



31.out.2004 - Padre Marcelo Rossi joga balde de água benta em fiéis durante cerimônia em São Paulo  - João Wainer

O artigo abaixo foi escrito pelo jornalista Ricardo Feltrin e publicado no site do UOL.

Vaticano investigou padre Marcelo Rossi por quase 10 anos

Por Ricardo Feltrin

O padre Marcelo Rossi teve seus passos, CDs, livros, missas e aparições na TV seguidos de perto pelo Vaticano do final dos anos 90 até cerca de quatro anos atrás.

A investigação, que durou quase 10 anos, foi provocada por uma denúncia feita por um religioso brasileiro, que acusou o padre de culto ao personalismo, exibicionismo por ir demais às TVs, de desvirtuar as práticas católicas e de transformar a missa em uma espécie de "circo".

A investigação foi comandada pela Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo cardeal Joseph Ratzinger, que mais tarde se tornaria o papa Bento 16.  A Congregatio pro Doctrina Fidei é o novo nome que o Vaticano dá para a assassina Inquisição.

O UOL apurou com exclusividade que, entre o final dos anos 90 e a década de 2000, a Congregação recebia regularmente vídeos com as participações do padre Marcelo em programas como o de Gugu Liberato no SBT e de Fausto Silva, na Globo.

A Cogregatio matou na fogueira, por asfixia ou afogamento centenas de milhares de pessoas no mínimo entre os séculos 12 e século 19 (mas há relatos de incipientes matanças já no século 10).
A Inquisição também calou, excomungou ou proibiu de ensinar milhares de padres e freiras ao redor do mundo até o presente.

Procurada, a assessoria do padre Marcelo e do bispo dom Fernando, da Mitra de Santo Amaro, superior direto do padre, disseram desconhecer a investigação. A assessoria do padre afirma que, "se isso realmente ocorreu, trata-se de um fato do passado."

O Vaticano, por meio de sua embaixada no Brasil, se recusou a se manifestar a respeito.

Procurada por telefone e por e-mail durante vários dias, a CNBB também se calou sobre o fato.

A investigação foi feita no Vaticano ao mesmo tempo em que ocorriam outras centenas de investigações a respeito de outros padres, freiras e bispos ao redor do mundo.

A Congregação costuma se reunir aos sábados, no Vaticano.

PERTO DA SUSPENSÃO

A reportagem do UOL levantou junto a fontes da Santa Sé que o padre Marcelo Rossi e o bispo dom Fernando estiveram a ponto de serem chamados ao Vaticano para prestar contas, no final de 2004 e início de 2005.

 
Padre Marcelo Rossi e dom Fernando rezam missa em abril de 2004 — José Patrício/Folhapress

O padre esteve próximo de ter suas atividades suspensas, bem como a publicação de livros e CDs por pressão do denunciante, cuja identidade o Vaticano mantém oculta sob sete chaves. Ele não poderia mais celebrar missas, ouvir confissões e dar a hóstia.

Curiosamente, o que acabou por livrar padre Marcelo da punição foi a morte do papa João Paulo 2º, em abril de 2005, quando praticamente toda a atividade da Congregação para a Doutrina da Fé foi interrompida com a eleição de Ratzinger para o posto de novo papa. Ele era o "prefeito" da congregação.

BARRADO NO BAILE

Em 2007, padre Marcelo tentou se reunir com papa Bento 16 durante a visita deste ao Brasil.

No entanto, o padre foi impedido de se encontrar com Bento 16. Segundo dados obtidos pelo UOL, quem impediu o papa de aceitar o encontro foram funcionários da Congregação que estavam presentes na comitiva de Bento 16.

Segundo eles, não cairia bem ao papa receber um religioso que estava "sob investigação". Bento 16 concordou e se recusou a receber Marcelo Rossi no mosteiro de São Bento. O padre o aguardara desde as 5h e mal havia dormido, de tão ansioso que estava pelo encontro.

Na ocasião, o UOL publicou reportagem contando o ocorrido, sobre o impedimento do padre, com exclusividade. Padre Marcelo então negou veementemente que isso tivesse acontecido.

Dois anos atrás, porém, em entrevista à revista "Veja", o padre se retratou e confirmou que a reportagem estava correta e que, sim, fora barrado pela comitiva de Bento 16.

O que o padre não sabia era que o veto se devia à investigação a que ele estava sendo submetido pelo Vaticano.

No final de 2009, a Congregação decidiu encerrar as investigações sobre padre Marcelo. Ele foi inocentado de todas as falsas "acusações".

O padre Marcelo Rossi foi recebido por Bento 16, no Vaticano, em 2010 — Arquivo pessoal

Em 2010, o padre finalmente foi recebido por Bento 16, no Vaticano, e este lhe outorgou um prêmio de Evangelizador Moderno, concedido pela Fundação São Mateus.

Foi o final feliz para quase dez anos de suspeitas sobre o trabalho do padre, que chamou a atenção desde que um de seus CDs vendeu quase 3,5 milhões de cópias e se tornou um fenômeno social e midiático.

O artigo original de Ricardo Feltrin poderá ser visto por meio desse link aqui:


RICARDO FELTRIN

Ricardo Feltrin, 50, é colunista do UOL, onde apresenta o programa Ooops! às segundas, e também colunista do F5, site de entretenimento da Folha. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA




















































Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

domingo, 27 de outubro de 2013

REFORMA PROTESTANTE DO SÉCULO XVI — ANO 496 — PARTE 2



Se você chegou diretamente nessa página, recomendamos que antes de ler essa parte 2, que leia a parte 1 desse artigo que pode ser acessada por meio desse link aqui:


Hoje — 27 de Outubro de 2013 — estamos a 4 dias de comemorar o 496º aniversário da Reforma Protestante do Século XVI.

Continuação

Anticlericalismo

Os abusos que mencionamos na primeira parte desse artigo clamavam por diversas respostas por parte de todos os envolvidos. Por um lado podemos notar que naqueles dias havia uma forte tendência anticlerical. Com isso estamos querendo dizer que existia uma desconfiança e desagrado, bastante notável, voltado contra o clero em geral. Vários grupos começavam a propagar ideias que as pessoas leigas podiam ser tão boas quanto os sacerdotes. Aliás, esse tipo de ideia, já era parte das pregações dos Valdenses iniciadas ainda no século XII. Por outro lado havia muitos clamores para uma reforma completa da Igreja Católica Apostólica Romana. Tais circunstâncias criaram um solo fértil para todos os tipos de conflitos pessoais e sociais.

Os Valdenses

Todavia, a necessidade mais profunda de todas as pessoas era o imenso vazio espiritual que podia ser sentido em todos os cantos da Europa. A Igreja Católica Apostólica Romana, em 12 séculos de domínio sobre a cristandade, havia se tornado em uma monstruosidade em termos de organização, algo que não deve nos surpreender, pelo longo período que já desfrutava dum domínio absoluto sobre os povos da Europa e que estava se expandido, também para outros continentes. A Igreja Romana percebeu desde cedo que sua estrutura, planejada por homens incrédulos, não poderia sobreviver se mantivesse as Escrituras Sagradas como sua única regra de fé e prática. Por esse motivo, aqueles homens perversos adotaram a “tradição” com uma força e valor superior ao das próprias Escrituras Sagradas, e com isso, sentiram-se livres para inventar toda sorte de falsas doutrinas e bizarras heresias. Essa falsa igreja também desenvolveu, com o passar dos séculos, uma complexa lei canônica, bem como uma teologia dogmática repleta de influências do Neo Platonismo e muito distanciada da revelação bíblica. O exato momento em que essas coisas se tornaram concretas foi durante o Quarto Concílio de Latrão realizado em 1215. Foi esse mesmo concílio que também estabeleceu a importância dos sacramentos para a salvação e o superimportante papel dos sacerdotes como os únicos capazes de administrar, de modo válido, os tais sacramentos inventados pelas cabeças pervertidas dos conciliares. Mas o ano 1215 também foi marcado pela invenção de uma das maiores mentiras, com o objetivo de transformar em cativos todos os indivíduos, não apenas durante suas vidas, mas também após a morte dos mesmos. Estamos nos referindo, é claro, à desgraçada e mal formada doutrina acerca do tal PURGATÓRIO. Mas se você acha que tudo isso era muito mal, devemos dizer que as coisas sempre podem ficar piores. Dizemos isso porque foi também nesse terrível ano de 1215 que o Quarto Concílio de Latrão estabeleceu a doutrina exclusiva do romanismo, de que a salvação só poderia ser alcançada pela prática escravizante das seguintes “boas obras”: jejum, castidade, abstinência geral das coisas agradáveis e asceticismo.

Purgatório

Enquanto isso, as pessoas comuns estavam procurando e até mesmo ansiando por uma religião mais imediata, pessoal e, acima de tudo, mais espiritual. Essas pessoas buscavam algo que pudesse lhes falar diretamente ao coração e tocá-las profundamente. Por esse motivo os rituais da velha igreja Católica Romana já não representavam, absolutamente nada, para aquelas pessoas. Elas precisavam de algum tipo de certeza ou garantia que estavam fazendo as coisas certas. Ou seja, elas queriam ter a certeza de que seriam, realmente, salvas. Enquanto isso a Igreja Romana e o Papado, como instituições, não tinham nenhum interesse nem em buscar satisfazer tais necessidades e muito menos em se submeterem a uma reforma. As pessoas queriam algo mais, mas a Igreja Romana não estava disposta a conceder nada. Muitos, nesse contexto, reconheciam a tremenda necessidade de uma completa Reforma na Cristandade em geral. Somente uma reforma de grandes proporções seria capaz de produzir uma satisfação para os anseios profundos das pessoas daqueles dias.

Durante os séculos XIV e XV a Igreja Católica Apostólica Romana, a Senhora do Mundo, teve que enfrentar diversos desafios. Entre esses nós podemos citar:

1. A maioria do povo comum sentia-se abandonada pela Igreja Romana que havia resumido sua missão a proferir missas em latim, geralmente por sacerdotes analfabetos que havia decorado o enredo, e com as costas voltadas para o povo, e arrecadar muito dinheiro com a promessa de livrar as almas de sua maligna invenção: o purgatório.

2. A busca desesperada das pessoas por uma religião que pudesse satisfazer — apesar de nenhuma religião poder satisfazer ninguém, pois apenas um RELACIONAMENTO com Deus pode, de fato satisfazer os mais profundos anseios humanos — e a forte influência do Neo Platonismo, fizeram surgir bandos de “místicos” que buscavam uma iluminação emocional direta vinda da própria divindade, que certamente, não tinha nada a ver com o Deus da Bíblia. Muitos desses eram pessoas muito perturbadas da perspectiva psicológica e costumavam alegar que haviam recebido uma iluminação divina, que lhes garantia a salvação eterna.

3. Por esse tempo também surgiu um movimento filosófico chamado “Nominalismo” o qual enfatizava a realidade de qualquer coisa, desde que fosse concreta e, com isso, lançava a fé numa condição de dúvida.

4. O renascimento humanista acabou rejeitando a fé cristã e passou a adotar o Neo Platonismo e a cultura clássica como parâmetro da verdadeira fonte da virtude e da sabedoria. Ou seja, os seres humanos expulsaram Deus do horizonte e entronizaram a si próprios como guias. Eram, como Jesus disse:

Mateus 15:14

Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.

Cego guiando cegos

5. O desmantelamento do sistema feudal, com sua ordem “divina” e os descobrimentos de novas terras, introduziram as possibilidades dum comércio intenso, bem como uma tendência crescente de entender a vida aqui e agora, como algo essencialmente bom.

6. Comerciantes e trabalhadores especializados, especialmente pedreiros, vieram morar nas cidades onde enriqueceram e tornaram-se influentes, à medida que prestavam serviços cada vez mais necessários e produziam produtos que deram início à espiral consumista que constinua até os dias de hoje.

7. Os reis da Europa conseguiram consolidar o poder quetinham sobre seus respectivos nobres.

8. Muitos entendiam, como resultado direto das descobertas marítimas, que existia um mundo pagão fora da Europa, que precisava ser conquistado e “domesticado”. Crimes inomináveis, apoiados pela Igreja Católica Romana foram praticados em nome dessas conquistas e “domesticações”.

9. A igreja Católica Romana também estava enfrentando sérios problemas por causa do crescimento da consicência da origem étnica dos povos da Europa que conduzia, inevitavelmente, a um nacionalismo exagerado. Um belo exemplo disso é a chamada guerra dos 100 anos, com destaque para a francesinha Joana d´Arc.

Joana d`Arc


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.