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domingo, 22 de maio de 2016

SERMÃO EM ÁUDIO — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001


Colunada de Acesso ao Estádio em Éfeso, ao fundo.

Você poderá ouvir o sermão de domingo pregado na Igreja Presbiteriana Boas Novas que deu continuidade à nossa exposição de Apocalipse 1—3. Para isso basta escolher e clicar no link abaixo para ser direcionado para a página do sermão em áudio. Se desejar você também poderá fazer o download do mesmo.

Clique no link abaixo para ter acesso ao site do sermão em áudio:

Para ouvir no YouTube



Você poderá ouvir outras mensagens dessa série seguindo os links abaixo —
SÉRIE: INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — APOCALIPSE 1 A 3

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — INTRODUÇÃO — UMA VISÃO DO SENHOR JESUS — PARTE 001

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — INTRODUÇÃO — PARTE 002 — UMA VISÃO DO SENHOR JESUS — PARTE 002

SERMÃO 003 — INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE E AS CARTAS PARA AS SETE IGREJAS DA ÁSIA — SERMÃO 003 — UMA REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 003

SERMÃO 004 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

SERMÃO 005 — CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

SERMÃO 006 — CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

SERMÃO 007 — CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

SERMÃO 008 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

SERMÃO 009 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

SERMÃO 011 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

SERMÃO 012 — CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005

SERMÃO 013 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

SERMÃO 014 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

SERMÃO 015 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

SERMÃO 016 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

SERMÃO 017 — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

SERMÃO 018A — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A

SERMÃO 018B — CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006B

SERMÃO 019 — CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001

SERMÃO 020 — CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 002

SERMÃO 021 — CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 003

SERMÃO 023 — CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 005

SERMÃO 024 — CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001

SERMÃO 025 — CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002

ESBOÇOS DAS MENSAGENS NO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA  — PARTE 006A/B

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 002

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 003

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 004

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 005

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 024 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002



OUTRAS SÉRIES DE SERMÕES EM ÁUDIO:

SERMÕES NA SÉRIE: “O PAI NOSSO” — MATEUS 6:9—13

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO PAI NOSSO

SERMÃO 002 — O TERMO “PAI” — PARTE 1

SERMÃO 003 — O TERMO “PAI” — PARTE 2

SERMÃO 004 — DEUS COMO PAI E MÃE

SERMÃO 005 — PAI NOSSO QUE ESTÁ NOS CÉUS
SERMÃO 006 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA  DO PAI NOSSO

SERMÃO 007 — SANTIFICADO SEJA O TEU NOME

SERMÃO 008 — SANTIFICADO SEJA O TEU NOME — Parte 2

SERMÃO 009 — VENHA O TEU REINO — Parte 1

SERMÃO 010 — VENHA O TEU REINO — Parte 2

SERMÃO 011 — FAÇA-SE A TUA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

SERMÃO 012 — O PÃO NOSSO DE CADA DIA DÁ-NOS HOJE

SERMÃO 013 — PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS AOS NOSSOS DEVEDORES.

SERMÃO 014 — e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal, pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 002


Concepção Artística

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

Algumas Citações deste Estudo — PARTE 002

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”
– Lucas 22:44 –
Citações deste Sermão

“Quando o cálice terrível estava diante dEle, Ele não disse em Seu interior: “Por que eu, que sou tão grandiosa e gloriosa Pessoa, infinitamente mais honrado do que todos os anjos do céu, por que eu deveria ir mergulhar-me em tão terríveis e incríveis tormentos por vermes inúteis miseráveis que não podem ser proveitosos a Deus, ou a mim, e que merecem ser odiados por mim, e não ser amados? Por que eu, que tenho vivido desde toda a eternidade no gozo do amor do Pai, lançar-me-ei em tal fornalha por aqueles que nunca podem me recompensar por isso? Por que eu deveria me render a ser, assim, esmagado pelo peso da Ira Divina, por aqueles que não têm amor por mim, e são meus inimigos? Eles não merecem qualquer união comigo, e nunca fizeram e nunca farão, qualquer coisa para recomendarem-se a mim. Em que serei mais rico por salvar um número de inimigos miseráveis de Deus e meus, que merecem ter a Justiça Divina glorificada em Sua destruição?” Tal, porém, não era a linguagem do coração de Cristo, nessas circunstâncias; mas, pelo contrário, o Seu amor permaneceu firme, e Ele resolveu, mesmo assim, em meio a Sua agonia, entregar a Si mesmo à vontade de Deus, e tomar o cálice e o beber. Ele não fugiria para sair do caminho de Judas e daqueles que estavam com ele, mas Ele sabia que eles estavam vindo, mas na mesma hora entregou-se voluntariamente em Suas mãos.”

“Assim poderoso, constante e corajoso foi o amor de Cristo; e a provação especial do Seu amor acima de todas as outras em toda a Sua vida parece ter sido no momento da Sua agonia. Pois, embora Seus sofrimentos fossem maiores depois, quando Ele estava na cruz, ainda assim Ele viu claramente o que esses sofrimentos seriam, no momento de Sua agonia; e esta parece ter sido a primeira vez que Jesus Cristo teve uma visão clara do que eram estes sofrimentos; e depois disso a provação não foi tão grande, porque o conflito terminara. A Sua natureza humana estava em uma luta com o Seu amor pelos pecadores, mas o Seu amor havia conseguido a vitória. A coisa, mediante uma visão plena dos Seus sofrimentos, havia sido resolvida e concluída; e, portanto, quando o momento chegou, Ele realmente passou por esses sofrimentos.”

“Há duas coisas que tornam o amor de Cristo maravilhoso: 1. Que Ele esteve disposto a suportar sofrimentos que eram tão grandiosos e 2. Que Ele esteve disposto a suportá-los para fazer expiação por impiedade que era tão grande. “

“A maravilha do amor de Cristo ao morrer, aparece em parte em que Ele morreu por aqueles que eram tão indignos em si mesmos, como todos os homens têm o mesmo tipo de corrupção em Seus corações, e em parte porque Ele morreu por aqueles que não eram apenas tão ímpios, mas cuja iniquidade consistia em serem Seus inimigos; assim, Ele não apenas morreu pelos ímpios, mas pelos Seus próprios inimigos.”

“E ainda agora, quando Ele teve o terrível cálice colocado diante dEle, que Ele beberia por eles, e estava em tal agonia diante da visão disto, Ele não viu nenhum retorno por parte deles, senão a indiferença e ingratidão. Quando Ele só desejava que o assistissem, para que Ele fosse consolado com Sua companhia, agora, neste momento, triste eles adormeceram; e mostraram que não havia preocupação suficiente sobre isso para induzi-los a manterem-se acordados com Ele nem mesmo por uma hora, embora Ele desejasse isso, uma vez e outra vez. Mas ainda assim, este tratamento ingrato deles, por quem Ele devia beber o cálice da Ira que Deus havia posto diante dEle, não O desencorajou a de tomá-lo, e bebê-lo por eles. Seu amor resistiu a eles; tendo amado os seus, amou-os até o fim. Ele não disse dentro de Si mesmo quando o cálice trêmulo estava diante dEle: “Por que devo suportar tanto por aqueles que são tão ingratos; por que eu deveria lutar aqui com a expectativa da terrível Ira de Deus a ser suportada por mim amanhã, por aqueles que nesse meio tempo não têm tanta preocupação por mim, como para manterem-se acordados comigo nem por uma hora quando eu desejo isso da parte deles?” Mas, ao contrário, com compaixões ternas e paternais Ele desculpa esta ingratidão de Seus discípulos, e diz em Mateus 26:41: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. E, seguiu, e foi apreendido, e escarnecido e açoitado e crucificado, e derramou a Sua alma na morte, sob o peso da terrível Ira de Deus na cruz por eles.”

“Cristo, sendo uma Pessoa Divina, era o Soberano absoluto do céu e da terra, mas ainda assim Ele foi o mais maravilhoso exemplo de submissão à soberania de Deus que alguma vez já houve. Quando Ele teve tal visão de quão terríveis seriam Seus últimos sofrimentos, e orou, se fosse possível que esse cálice passasse dEle, ou seja, se não houvesse uma necessidade absoluta disto para a salvação dos pecadores, ainda assim isto foi uma perfeita submissão à vontade de Deus. Ele acrescenta: “todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. Ele preferiu que a inclinação de Sua natureza humana, que tanto temia tais tormentos intensos, fosse crucificada, ao invés de que a vontade de Deus não fosse realizada. Ele se deleitava com o pensamento da vontade de Deus que estava sendo feita; e quando Ele foi e orou pela segunda vez, Ele não tinha mais nada a dizer, senão: “Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”; e assim na terceira vez.”

“Se Deus apenas em Sua providência indica que issa seja a Sua vontade para que participemos como um filho, quão dificilmente somos levados a ceder a ela, quão prontos para sermos insubmissos e perversos!”

“O Pai, quando O enviou ao mundo, enviou-O com os comandos sobre o que Ele deveria fazer no mundo; e Sua maior ordenança dentre todas foi sobre isso, que foi a incumbência para a qual Ele foi principalmente enviado, que foi para entregar a Sua vida. E, portanto, esta ordenança foi a principal prova da Sua obediência.”

“Cristo, no momento de Sua agonia, deu uma prova inconcebível e maior de obediência do que qualquer homem ou anjo já deu. Quanto mais além foi esta prova de obediência do segundo Adão do que a provação de obediência do primeiro Adão! Quão leve foi a tentação de nosso primeiro pai, em comparação a esta! E, no entanto o nosso primeiro fiador falhou, e nosso segundo não falhou, mas obteve uma vitória gloriosa, e seguiu, e tornou-se obediente até à morte e morte de cruz. Assim maravilhosa e gloriosa foi a obediência de Cristo, pela qual Ele operou a justiça para os crentes, e cuja obediência é imputada a eles. Não deve nos surpreender que essa seja uma doce punição semeada, e que Deus permaneça disposto a dar o céu como a Sua recompensa a todos os que creem nEle.”

“O que foi dito mostra-nos a insensatez da segurança dos pecadores em serem tão destemidos diante da Ira de Deus. Se a Ira de Deus era tão terrível, que, quando Cristo somente a esperava, Sua natureza humana foi quase sobrecarregada com o temor dela, e Sua alma ficou assombrada, e Seu corpo todo em um suor sangrento; então quão insensatos são os pecadores, que estão sob a ameaça da mesma Ira de Deus, e são condenados a ela, e estão a cada momento expostos a isso; e, no entanto, em vez de manifestar intensa apreensão, estão calmos, leves e indiferentes; em vez de estarem tristes e mui pesados, andam com um coração tranquilo e descuidado; em vez de chorar em amarga agonia, muitas vezes estão felizes e contentes, e comem e bebem, e dormem tranquilamente, e prosseguem no pecado, provocando a Ira de Deus mais e mais, sem qualquer motivo de preocupação! Quão estúpidas e insensatas são essas pessoas!”

“Os sofrimentos de Cristo duraram apenas algumas horas, e não havia um fim eterno a eles, e a glória eterna sucedeu. Mas você que é, um pecador seguro, insensível, está todos os dias exposto a ser lançado na miséria eterna, um fogo que nunca se apaga. Se, então, o Filho de Deus esteve em tal assombro, na expectativa de que Ele devia sofrer por algumas horas, quão insensato é você que está continuamente exposto a sofrimentos imensamente mais terríveis em natureza e grau, e que devem sem qualquer fim, mas que serão suportados sem descanso dia e noite para todo o sempre! Se você tivesse um sentido pleno da grandeza daquela miséria a que você está exposto, e quão terrível é a Sua condição atual por conta disso, seria neste momento colocado tão terrível agonia como a que Cristo sofreu; sim, se a sua natureza puder suportá-la, uma muito mais terrível. Agora veríamos você cair em um suor sangrento, chafurdando em Sua dor e gritando de terrível espanto.”

“Cristo, antes de Sua segunda oração, teve uma intimação da parte do Pai, que não era a Sua vontade de que o cálice passasse dele. A vinda do anjo do céu para fortalecê-lo deve ser assim entendida. Cristo em primeiro lugar, ora para que, se fosse a vontade do Pai, o cálice pudesse passar; mas isso não foi a Sua vontade; e então Deus imediatamente após isto envia um anjo para fortalecê-lo e encorajá-Lo a tomar o cálice, o que era uma indicação clara a Cristo que era a vontade do Pai que Ele deveria tomá-lo, e que Ele não passasse dele. E assim Cristo o recebeu; como é evidenciado a partir do relato que Mateus oferece sobre esta segunda oração. Mateus 26:42: “E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”. E Lucas nos diz como, a saber, por ter Deus enviado um anjo. Mateus nos informa, como Lucas o faz, que em Sua primeira oração, Ele orou para que, se fosse possível o cálice passasse dEle; mas então Deus envia um anjo para significar que não era a Sua vontade, e para encorajá-Lo a tomá-lo. E então, Cristo tendo recebido essa indicação clara que não era a vontade de Deus que o cálice passasse dEle, rende-se à mensagem que recebeu, e diz: ó, Meu Pai, se é assim como Tu agora indicas, seja feita a Tua vontade. Portanto, podemos seguramente concluir que pelo que Cristo orava mais intensamente depois disso, não era para que o cálice passasse dEle, mas por outra coisa; pois Ele não iria orar mais fervorosamente, do que Ele fez antes, para que o cálice passasse dEle, depois de Deus ter sinalizado que não era Sua vontade que isso passasse dEle; supor isso seria uma blasfêmia.”

“Foi da vontade preceptiva de Deus que Ele tomasse esse cálice e bebesse; foi a ordem do Pai para Ele. O Pai lhe deu o cálice, e como que foi estabelecido diante dEle com a ordem que Ele deveria beber. Este foi o maior ato de obediência que Cristo devia executar. Ele ora por força e auxílio, para que a Sua pobre natureza humana fraca fosse apoiada, para que Ele não falhasse nesta grande prova, para que Ele não afundasse e fosse engolido, e que Sua força superasse em muito que Ele não aguentasse, e terminasse a obediência indicada. Esta foi a única coisa que Ele temia, do qual o apóstolo fala no capítulo 5 de Hebreus, quando Ele diz, “ele foi ouvido quanto ao que temia”. Quando Ele teve um senso tão extraordinário do horror dos Seus sofrimentos impressos em Sua mente, o medo disso O assombrava. Ele estava com medo de que Sua pobre fraca força fosse superada, e que Ele falhasse em uma tão grande provação, que Ele fosse engolido por aquela morte que Ele estava para morrer, e assim, não fosse salvo da morte; e, portanto, Ele se ofereceu com grande clamor e lágrimas, Àquele que era capaz de fortalecê-Lo, e apoiá-lo, e salvá-Lo da morte, para que a morte que devia sofrer não pudesse superar o Seu amor e obediência, mas que Ele pudesse vencer a morte, e ser salvo dela.”

“Se a coragem de Cristo falhasse no teste, e Ele não resistisse sob Seus sofrimentos de morte, Ele nunca teria sido salvo da morte, mas Ele teria afundado no lamaçal profundo; Ele nunca teria ressuscitado dentre os mortos, pois a Sua ressurreição dos mortos foi uma recompensa por Sua vitória. Se Sua coragem houvesse falhado, e Ele tivesse desistido, Ele teria permanecido debaixo do poder da morte, e por isso todos nós teríamos perecido, teríamos ainda permanecido em nossos pecados. Se Ele tivesse falhado, tudo teria falhado. Se Ele não tivesse superado esse conflito doloroso, nem Ele nem nós poderíamos ter sido libertados da morte, todos nós teríamos morrido juntos. Portanto, essa foi a preservação da morte que o apóstolo fala, que Cristo temia e orava, com grande clamor e lágrimas. Seu Ser superado pela morte era a única coisa que Ele temia, e por isso Ele foi ouvido quanto ao que temia.”

“Que Cristo em Sua agonia orou tão fervorosamente, para que a vontade de Deus fosse feita, ou seja, que Ele tivesse força para cumprir a Sua vontade, e não afundasse e falhasse em tais grandes sofrimentos, é confirmado pelas Escrituras do Antigo Testamento, particularmente a partir do Salmo 69. O salmista representa a Cristo neste salmo, como é evidente pelo fato de que as palavras do salmo são representadas como as palavras de Cristo em muitos lugares do Novo Testamento. Esse salmo é representado como a oração de Cristo a Deus quando Sua alma estava profundamente triste e assombrada, como foi em Sua agonia; como você pode ver no 1º e 2º versículos: “Livra-me, ó Deus, pois as águas entraram até à minha alma. Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva”. Mas, então, a única coisa que é representada como sendo o que Ele temia, estava falhando, e sendo oprimido, nesta grande provação: Versículos 14 e 15: “Tira-me do lamaçal, e não me deixes atolar; seja eu livre dos que me odeiam, e das profundezas das águas. Não me leve a corrente das águas, e não me absorva ao profundo, nem o poço cerre a Sua boca sobre mim”. Então, novamente no Salmo 22, que também é representado como a oração de Cristo sob Suas terríveis dores e sofrimentos, nos versículos 19, 20 e 21: ‘Mas tu, Senhor, não te alongues de mim. Força minha, apressa-te em socorrer-me. Livra a minha alma da espada, e a minha predileta da força do cão. Salva-me da boca do leão’.”

“Cristo, quando prestes a se envolver em terrível conflito, buscou, assim, sinceramente a ajuda de Deus para capacitá-lo a fazer a Sua vontade; pois Ele precisava da ajuda de Deus – a força de Sua natureza humana, sem a ajuda Divina, não era suficiente para sustentá-Lo completamente. Isto foi, sem dúvida, no que o primeiro Adão falhou em Sua primeira provação, de forma que quando a provação chegou, Ele não estava consciente de Sua própria fraqueza e dependência. Se Ele tivesse se inclinado para Deus, e clamado por Ele, por Sua ajuda e força contra a tentação, muito provavelmente teríamos permanecido criaturas inocentes e felizes até hoje.”

“Cristo ofereceu aqueles fortes clamores com a Sua carne, da mesma maneira que os sacerdotes de antigamente tinham o costume de oferecer orações com os Seus sacrifícios. Cristo misturou grande clamor e lágrimas, com Seu sangue, e por isso ofereceu o Seu sangue e Suas orações em conjunto, para que o efeito e o sucesso de Seu sangue fossem obtidos. Tais intensas orações agonizantes foram oferecidos com o Seu sangue, e Seu sangue infinitamente precioso e meritório foi oferecido com as Suas orações.”

“Cristo teve um extraordinário senso de Sua dependência de Deus, e de Sua necessidade de Sua ajuda para capacitá-Lo a fazer a vontade de Deus nesta grande provação. Embora Ele fosse inocente, ainda assim Ele precisava de ajuda Divina. Ele era dependente de Deus, como homem, e, portanto, lemos que Ele confiava em Deus. Mateus 27:43: “Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus”. E quando Ele teve uma visão extraordinária do pavor daquela Ira que Ele devia sofrer, Ele viu o quanto isso estava além da força apenas de Sua natureza humana.”

“O apóstolo diz: “Ele foi ouvido quanto ao que temia”; em tudo o que Ele temia. Ele obteve a força e a ajuda de Deus, tudo o que Ele precisava, e foi realizado. Ele foi capaz de cumprir e de sofrer toda a vontade de Deus; e obteve todo o fim de Seus sofrimentos – uma plena expiação pelos pecados de todo o mundo, e para a salvação completa para cada um daqueles que foram dados a Ele na promessa da Redenção, e tudo o que glorifica o nome de Deus, que em Sua mediação foi projetado para realizar, nem um jota ou um til falhou. Aqui Cristo em Sua agonia foi, acima de todos os outros, antítipo de Jacó, em Sua luta com Deus por uma bênção; em que Jacó o fez, não como uma pessoa particular, mas como chefe de Sua posteridade, a nação de Israel, e pelo que Ele obteve aquele louvor de Deus: “como príncipe lutaste com Deus” [Gênesis 32:28], e disso, foi um tipo daquele que era o Príncipe dos príncipes.”

CONTINUA...


OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 11 de outubro de 2014

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA -- SERMÃO 004 - APOCALIPSE 2:1-7 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001


Mapa da Antiga Cidade de Éfeso em seus dias de maior esplendor

O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

Introdução.

A. Jesus Cristo se apresentou a João em Apocalipse 1:8 como sendo o Deus Todo Poderoso ou ὁ παντοκράτωρ — o pantokrátor.   
B. Sendo Jesus o Todo Poderoso ele é também o ὁ ἄρχων τῶν βασιλέων τῆς γῆς o árchon tôn Basiléon tês gês — o soberano do reis da terra. 
C. Como Senhor Soberano Jesus sabe tudo e conhece tudo o que se passa com Sua Igreja o tempo todo, estejam os crentes em Jesus onde estiverem. Ele sabe, agora mesmo, tudo a nosso respeito.
D. Assim também nos dias de João quando Jesus lhe deu essa revelação. Jesus conhecia muito bem aquelas igrejas para as quais orientou João a enviar a revelação recebida.   
E. O conteúdo das cartas que Jesus irá ditar a João e que estão registradas em Apocalipse capítulos 2 e 3 nos apresentam o que o Senhor pensa da Igreja, como Ele a vê. Você gostaria de saber como Jesus nos vê como Igreja, como ele enxerga cada um de nós reunidos aqui? Se você tem verdadeiro interesse nisso, então você é nosso convidado para acompanhar toda essa breve série de mensagens.     
F. Como já falamos antes, a Igreja pertence ao Senhor. Ele a comprou com Seu próprio sangue. Ele a está edificando sobre a Rocha que é uma representação de sua própria pessoa. Ele tem reservado um futuro glorioso para a igreja: 
Efésios 5:27 
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 
G. Jesus tem prometido que nem mesmo a morte — as portas do inferno — conseguirá parar a Igreja. 
H. Além disso, Jesus é o Cabeça da Igreja. Aquele que cuida e nutre a mesma.   
I. À medida que avançarmos na leitura dessas cartas nós iremos observar que o Soberano Senhor afirma que “conhece” ou “sei” tudo o que está se passando. E se Ele sabe, então Ele pode ajudar. Aleluia! 
J. O Apocalipse nos diz que João viu a Jesus e sete candelabros. Os candelabros representavam as igrejas locais. Jesus é nosso supervisor, nosso amado, cuidadoso e bom pastor. Quanta consolação temos nessas palavras e ainda nem começamos a ler as cartas! 
K. Cada carta segue um formato pré estabelecido que inclui os seguintes itens:
 1. As cartas são dirigidas ao Anjo ou mensageiro da Igreja que são as sete estrelas que Jesus segura em sua mão direita. Como estrelas sempre foram usadas como elementos de direção, então podemos dizer que os Anjos ou mensageiros são aqueles responsáveis por guiar o povo local como o pastor conduz seu rebanho. 
2. Em seguida o autor da carta se identifica usando uma imagem emprestada da descrição contida no capítulo 1. 
3. No corpo das cartas nós encontramos uma descrição das condições enfrentadas pelas igrejas, palavras de aprovação ou de reprovação e orientação para prosseguir fazendo o que é certo e corrigir o que está errado. 
4. As cartas terminam com um apelo para que se ouça o que foi lido. 
L. O conjunto composto por essas sete cartas nos apresenta as características de uma igreja verdadeira e ativa. Cristo sabe como a igreja está ou como se encontra e como ela deveria ser! 
M. Bem vamos começar falando da primeira carta...    
PRIMEIRA CARTA DESTINADA À IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001 


Ruínas de Éfeso

I. Éfeso 
A. O porto da cidade de Éfeso distava apenas 100 quilômetros da Ilha de Patmos e se encontrava na foz do Rio Caister.

   
B. A cidade de Éfeso era a capital da província romana da Ásia. Era, portanto, uma cidade importante. Historiadores dizem que Éfeso era a quarta maior cidade do Império Romano, atrás apenas de Roma, de Alexandria no Egito e de Antioquia na Síria e que tinha uma população aproximada de 250.000 habitantes.
 C. A cidade era importante centro comercial entre Roma e o Oriente e também muito famosa por seu magnífico templo em honra à deusa Ártemis ou Diana, que era considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. 
II. Paulo e Éfeso 
A. A primeira tentativa de Paulo de pregar em Éfeso, durante sua segunda viagem missionária, foi frustrada pelo Espírito Santo: 
Atos 16:6 
E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia. 
B. Deus sempre sabe o que é melhor para nós e se ele impediu o apóstolo de pregar na Ásia naquela ocasião é porque isso era o melhor para Paulo e seus companheiros. 
C. Todavia quando Paulo estava voltando de sua segunda viagem missionária ele fez uma breve parada em Éfeso e logo reconheceu a importância estratégica da mesma. Isso o levou a incluir Éfeso em sua terceira viagem missionária e ele ficou em Éfeso por três anos. Paulo alugou uma escola em Éfeso e ali pregou o Evangelho para os cidadãos locais e para milhares de viajantes que passavam pela mesma — Efésios 19:9. 
D. Depois que Paulo decidiu partir de Éfeso ele resolveu deixar Timóteo como pastor da igreja local. Mais tarde, quando o apóstolo já estava preso em Roma ele escreveu a Epístola aos Efésios, bem como suas duas cartas dirigidas a Timóteo. 
E. Segundo a tradição cristã, depois de Timóteo a igreja foi pastoreada pelo próprio apóstolo João. É possível que a primeira Epístola de João tenha sido dirigida a Igreja em Éfeso. Agora João estava banido em Patmos e recebe uma revelação especial que deveria encaminhar para aquela mesma igreja. 
F. O Tema Geral da epístola enviada à Igreja em Éfeso é o AMOR 
III. Jesus se Apresenta e Faz um Elogio 
A. A apresentação: 
Apocalipse 2:1 
Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: 
B. O Elogio 
Apocalipse 2:2—3 
2 Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos; 
3 e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer. 
C. A Igreja em Éfeso Tinha Três Virtudes que o Senhor podia Louvar: 
1. As Obras da Igreja. 
a. “Conheço as tuas obras” diz Jesus, para logo em seguida acrescentar “tanto o teu trabalho árduo como a tua perseverança”. O que essas palavras nos dizem. Elas afirmam que a Igreja em Éfeso trabalhava de forma dura e perseverante na obra do Evangelho. Eles estavam firmes na adoração e no cuidado das pessoas, pois sabiam bem o significado das palavras de Paulo quando disse: 
1 Coríntios 15:58 
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão. 
b. As palavras de Jesus nos dão a impressão que a Igreja em Éfeso se parecia com uma colmeia: incansável e laboriosa, sempre produzindo coisas boas. 
2. A persistência da Igreja 
a. A Igreja em Éfeso precisava ser persistente, pois enfrentava inúmeros ataques do ponto de vista espiritual:


Imperador Romano
 i. Primeiro Éfeso era um grande centro do culto ao imperador romano. 
ii. Segundo, muito habitantes da cidade era praticantes de artes mágicas — Atos 19:12. 

Templo de Diana em Éfeso - Concepção Artística

iii. Terceiro havia ali o grande Templo da Deusa Diana considerada a mãe da Ásia e cujo culto e beleza de seu templo atraía milhares de visitantes todos os anos — Atos 19:28. 


Concepção artística do ídolo de Diana de Éfeso
b. Diante disso tudo, não era fácil ser crente em Éfeso naqueles dias. Exigia mesmo muita persistência. Havia muita perseguição contra os crentes apesar da igreja já existir na cidade há mais de 40 anos! Mas a pregação da verdade sempre irá desagradar os adeptos da mentira. Mas os cristãos em Éfeso mesmo diante de tantas dificuldades e perseguições não negavam o Senhor Jesus. O testemunho deles era mesmo perseverante. 
3. A Ortodoxia da Igreja
a. A terceira qualidade pela qual Cristo podia elogiar a Igreja em Éfeso era por sua ortodoxia. Ou seja, por manter uma fé correta na Revelação Divina — Apocalipse 2:2—3 citados acima. 
b. Naqueles dias, ainda no início da Igreja Cristã, já começavam a surgir inúmeros movimentos que distorciam a Palavra de Deus. Um desses grupos eram os chamados nicolaítas — mencionados em Apocalipse 2:6.

Sobre os nicolaítas ver nosso artigo específico sobre os mesmos por meio desse link aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2011/08/os-nicolaitas.html

c. Não temos maiores informações sobre essas pessoas, mas sabemos que as mesmas estavam destruindo as igreja — daí talvez tenham recebido esse nome de Nicolaítas que, literalmente, significa: “Aquele que Derrota o Povo” ou “Destruidor do Povo”. 
d. Paulo já havia advertido a liderança da igreja em Éfeso que isso iria acontecer: 
Atos 20:29—30 
29 Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. 
30 E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. 
e. Tendo sido advertidos de antemão, os membros da Igreja em Éfeso não aceitavam qualquer tipo de ensino. O texto do apocalipse nos diz que eles pegaram esses falsos mestres, puseram os mesmos às prova e os acharam mentirosos. Isso é o mesmo que se espera de nós diante de tantos apóstolos, bispos e pastores que não passam de lobos devoradores que querem apenas destruir o rebanho de Deus, como Jesus nos advertiu: 
Mateus 7:15 
Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. 

f. Jesus nos ensina que o verdadeiro amor não mantém comunhão com o erro nem com o mal! Mas é isso que muitos desejam fazer hoje em dia. 
Conclusão:

A. Jesus como o Deus Todo Poderoso e Soberano sabe todas as coisas o tempo todo. E essa é uma verdade bendita! Se Jesus já sabe de tudo, então posso confiar minha vida a ele para receber dele a ajuda, a força e o conforto que preciso.

B. Deus sabe sempre o que é melhor para nós. Deve ser uma fonte de grande conforto pensar que temos a própria Palavra de Deus a nosso dispor para nos dirigir.

C. Mas existe algo ainda maior do que isso. Se a Bíblia é a Palavra Escrita de Deus, nós também conhecemos a Jesus que é a Palavra Viva de Deus. E por meio do Espírito Santo, o Senhor Jesus habita na vida de cada crente. Quanta consolação!

D. Meu desejo como pastor é ver a nossa igreja como uma verdadeira colméia: sempre ocupada em adorar o Senhor, estudar a Bíblia e cuidar uns dos outros.

E. Vivemos dias de muita confusão, de muitas mentiras. Então se assumirmos uma posição a favor da verdade temos que aprender a ser perseverantes. Não é fácil, mas não temos escolha.

F. Temos que tomar muito cuidado com esses falsos mestres que se apresentam na televisão. Não podemos ajudá-los de nenhuma forma: nem com ofertas nem comprando seus produtos, porque eles ensinam um falso evangelho e se nos envolvermos com eles seremos condenados com eles.



OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTORDUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001
APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL
APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006 — FINAL

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001


Que Deus abençoe a todos.

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