terça-feira, 11 de outubro de 2011

RICK WARREN - O SENHOR DOS PROPÓSITOS - APOSTATA DE VEZ

Já temos tido o privilégio de denunciar Rick Warren e seu falso evangelho em alguns posts anteriores. Aqueles que tiverem interesse em ler o que já escrevemos poderão acessar os mesmo nos seguintes links:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/01/enganados-de-proposito.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/01/rick-warren-se-une-catedratico-catolico.html

Todavia, as atitudes mais recentes de Rick Warren demonstram que o mesmo, além de escolher muito mal suas companhias, já apostatou completamente da fé, a qual ele acredita ser apenas um excelente fonte de lucro, contrário ao ensinamento das Escrituras que dizem:1 Timóteo 6:3—5

3 Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade,

4 é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas,

5 altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro.

Certamente ele está de olho em se aproveitar do mais de 1 bilhão de católicos romanos que existem ao redor do mundo, como consumidores dos seus livros, seminários, etc.

Além disso, Rick Warren tem repetido muitas vezes que Deus não irá nos fazer perguntas acerca das nossas posições teológicas no dia do juízo. Esses são os principais motivos, assim cremos, porque ele não se cansa de citar universalistas católicos como Madre Teresa de Calcutá, Henri Nowen e Thomas Merton. Esse também deve ser o motivo porque procura agradar os mais de 1,5 bilhão de mulçumanos igualando os fundamentalistas cristãos aos fundamentalistas mulçumanos.

Rick Warren tem assumido uma posição de convocar uma união, sem fronteiras, entre batistas, católico romanos, anglicanos e etc., através da Aliança Batista Mundial, que em suas últimas reuniões teve como convidados homens como o Dr. Mehmet Oz, aquele médico que pratica e ensina técnicas de Reiki em seu programa de televisão “Dr. Oz” – programa esse copiado pelo Canal do bispo Macedo – além de Daniel Amen, que promove a enganosa Tantra Yoga mundo afora.

Como se tudo isso não fosse bastante, Rick Warren agraciou o ex primeiro ministro britânico, Tony Blair, com o Prêmio da Paz da Saddleback Church – a igreja do próprio Rick Warren. Esse é o mesmo Tony Blair que funcionou por anos como boneco de ventríloquo – alguns jornalistas o chamavam de poodle adestrado - para os presidentes estadunidenses Bill Clinton e George W. Bush. Um homem perverso e mentiroso contumaz e que, independente de quantos prêmios de paz possa ganhar, continuam pesando sobre sua cabeça as sóbrias palavras do profeta Isaías, que dizem:

Isaías 48:22 - Para os perversos, todavia, não há paz, diz o SENHOR.

Isaías 57:20—21 Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo. Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz.

Vejam no que se transformou a igreja do século XXI em sua vasta maioria. Não passa de uma terrível estrutura mundana que mistura dentro de si mesma uma verdadeira multidão de: “evangélicos”, carismáticos, modernistas, maçons, teístas evolucionistas, adoradores da Nova Era, etc.

O que mais choca é que ninguém levanta uma voz contra esse estado de coisas, especialmente vindas de um homem que, a cada dia, precisa usar camisas com estampas havaianas cada vez maiores.

Que Deus abençoe e ajude a todos a reconhecerem esses falsos mestres e profetas dos nossos dias. Por favor, parem de consumir os materiais produzidos por Rick Warren. Eles irão, no longo prazo, apenas destruir a igreja pela qual Jesus derramou seu precioso sangue.

Não se deixe enganar, pois o jogo do lobo em pele de cordeiro é esse mesmo: roubar, matar e destruir.

Você poderá ler outro artigo acerca de Rick Warren nesse link:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/01/enganados-de-proposito.html

Fraternalmente,

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

sábado, 8 de outubro de 2011

Um Estudo Sobre a Mentira



A Verdade é uma só, todo mundo mente! - Leon Eliachar

Em vários dos nossos últimos posts tratamos da mentira e dos mentirosos, especialmente, do problema da mentira entre os evangélicos. Para aqueles que quiserem ler o que já escrevemos antes seguem os links para os referidos posts:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/07/quem-mente-mais-evangelicos-ou-gays.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/09/resumo-das-principais-ideias-acerca-da.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/10/pastores-evangelicos-mentem-as-provas.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/08/cai-por-completo-mascara-do-silas.html

Agora queremos compartilhar com todos nossos leitores, um estudo bíblico e teológico acerca da mentira. Boa leitura e bom estudo.

A mentira é um verdadeiro flagelo social. Infelizmente a mesma está arraigada em nossa cultura, porque as maiores autoridades políticas e religiosas estão, em sua grande maioria, completamente atoladas em mentiras. Nossa intenção nesse estudo é apresentar uma análise de como a Bíblia define e entende a mentira tanto no Antigo como no Novo Testamento. Certamente o maior prejuízo que a mentira causa está ligado à perda da verdade. Sem verdade não temos nada em que nos segurar. Estamos sozinhos, abandonados e completamente no escuro. Esse, talvez, tenha sido um dos motivos porque Jesus fez questão de afirmar que ele era, em sua própria pessoa, a personificação da verdade – ver João 14:6. Mas, nosso interesse, nesse momento, não é lidarmos com a verdade e sim com a mentira.

I. Termos usados nas línguas originais para expressar o conceito de “mentira”.

A. Termos em Hebraico.

בַּד – bad – traduzido por jactância pela ARA em Isaías 16:6. O Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento – doravante chamado de DITAT – define essa palavra como: gabarolices, palavreado mentiroso e mentira. O sentido básico é de conversa vazia ou vã. Por esse motivo a mesma está intimamente ligada, à idéia de orgulho e soberba da parte de Moabe, como acontece nesse verso. O profeta Jeremias, por sua vez, usa essa mesma expressão para se referir aos falsos profetas – ver Jeremias 50:36 – aos quais qualifica como gabarolas insensatos. As falsas profecias que os falsos profetas anunciam e acerca das quais se orgulham não passam, na realidade, de um discurso vazio – ver Isaías 44:24—25. Já em Oséias 11:6 a mentira funciona como um ferrolho, algo que causa algum tipo de impedimento. Pelos versos que lemos as implicações que podemos derivar acerca da mentira são as seguintes: a mentira está relacionada à soberba, à arrogância, ao orgulho, à jactância e à insensatez. Além disso, Deus promete desfazer as mesmas e, de alguma forma, a mentira funciona como algo que impede a passagem de algo. Como podemos ver a mentira não é “café pequeno”, e devemos buscar a ajuda de Deus para vencer esse pecado em nossas vidas.

אַכזָב – `akzab – traduzido como ilusório em Jeremias 15:18 e por engano em Miquéias 1:14 a palavra é definida pelo DITAT como: enganoso, traiçoeiro, decepção, mentira, decepcionante, desapontador. Essa raiz e seus derivados aparecem 49 vezes em todo o Antigo Testamento. Seu sentido mais básico está relacionado com algo pronunciado que é inverídico e que nada tem a ver com a realidade dos fatos. Uma invenção, portanto. Nesses contextos a mesma tem forte intenção de enganar. A palavra hebraica é aquela que expressa, por excelência, o ato de mentir. Quando lemos o Antigo Testamento e pensamos nos conceitos de falsidade e de verdade é da maior importância entender que o Deus Verdadeiro, que se revela ao homem é um Deus que não mente – ver Números 23:19 e Salmos 89:35—37.

Deus é fiel em tudo o que fala e espera que Seus filhos – ver Zacarias 8:16 - o Seu povo – ver Êxodo 19:5—6 – imite Seu exemplo. Esse é o motivo porque o “falso testemunho” é um delito tão sério, a ponto de constar nos próprios “Dez Mandamentos” – ver Êxodo 20:16 e comparar com Provérbios 6:16—19; 19:5. Toda vez que alguém profere uma mentira ele não está apenas mentindo, mas está também invocando o Deus da verdade para ser testemunha do pecado que está cometendo. A mentira é semelhante a um pronunciamento de uma falsa profecia dita em nome de Deus, como temos em Ezequiel 13:6—9, 19; Miquéias 2:11. Além de mentirosas, essas profecias eram consideradas como verdadeiras vaidades – vazias, vãs - porque estavam despojadas de qualquer verdade. Eram, portanto, ocas ou sem conteúdo real.

A mentira tornou-se uma parte tão integral da nossa sociedade moderna, que muitos defendem a idéia que seria impossível viver socialmente, sem a contínua prática da mentira proferida aos borbotões. De fato, essas mesmas pessoas dizem que nossa vida social existe apenas por causa das mentiras que proferimos. São elas que tornam a vida mais tolerável ou aceitável. Mas a verdade, biblicamente falando, é que a mentira nos aliena ou afasta de Deus e tornou-se uma verdadeira endemia entre todos os habitantes do planeta – ver Gênesis 3:8—12; Salmos 4:2.

Uma vez que mentimos para nós mesmos, como fez Adão, acerca da verdadeira condição do nosso relacionamento com Deus – lembre-se que não estamos falando de religião nem de práticas religiosas e sim de relacionamento com Deus e uns com os outros – e de termos perdido a segurança de que podemos confiar no Senhor, somos então forçados a produzir mentiras cada vez maiores acerca das nossas vidas – ver Isaías 57:11. A essência da nossa pecaminosidade transforma-se, através da mentira, em uma negação da fidelidade que devemos às pessoas – incluindo Deus – e aos fatos ao nosso redor – ver Salmos 62:4. De repente, nos vemos tão enredados em nossas próprias mentiras, que a única saída que vemos é nos manter fiéis e dedicados às mesmas. Mas não conseguimos enganar a Deus – ver Isaías 28:17. Por outro lado, aquele que considerado fiel fugirá de proferir mentiras – ver Provérbios 14:5.

A confiança do ser humano em Deus precisa ser completa e absoluta. A confiança em qualquer coisa ou pessoa é considerada com vã e inútil pela Bíblia, e consequentemente trata-se de uma mentira – ver Jó 41:9-11; Provérbios 30:6. Isso é tanto verdade, que a expressão אַכזָב – `akzab é utilizada em Isaías como sinônima da expressão “ídolo”, no sentido de que, quem mente é semelhante a alguém que procura ajuda ou socorro de algum ídolo – ver Isaías 28:15, 17 e conferir com Salmos 40:4 e Amós 2:4. Da mesma maneira que os ídolos corrompem e destroem as pessoas que os adoram – ver Salmos 115:5—8 – a mentira engana e faz fracassar aqueles que a proferem – ver Isaías 44:14—20. Essa era a verdade que Deus estava tentando ensinar ao Povo de Israel através dos profetas. A esperança do povo de que teria suas necessidades atendidas sem uma dedicação honesta a Deus, não passava de uma mentira. Quanto mais o povo insistiu nesse caminho mais árido e estéril o mesmo se tornou – ver Oséias 4:1—2. A salvação estava em retornar à realidade, abandonando a mentira – ver Isaías 1:16—17 e Oséias 7:13. Agindo dessa maneira Israel poderia descobrir a verdadeira liberdade e uma vida frutuosa – ver Isaías 58:11 e Sofonias 3:13. É exatamente isso que o Deus da Verdade espera ver acontecer sempre em nossas vidas – ver Salmos 25:10—13; 40.4.

Uma terceira expressão que deve merecer nossa atenção é כֵחַשׁ – kehash – que traduz o conceito de “mentiroso”. Essa palavra e todos os seus derivados aparecem 29 vezes no Antigo Testamento. Ela possui uma gama incrivelmente ampla de significados possíveis. Ao que parece, o uso hebraico dessa palavra procura enfatizar o aspecto relacional, pois ressalta a natureza não confiável de uma pessoa ou coisa num determinado relacionamento.

Em treze passagens a ênfase recai sobre a idéia de “agir falsamente com alguém em detrimento desse mesmo outro”. Em todos esses casos a expressão encontra-se associada com os conceitos de traição e roubo. Em Levítico 6:2 o ato de enganar alguém sobre um depósito, penhor ou ato de extorsão é considerado um grave delito e ofensa contra o próprio SENHOR. O mesmo é verdadeiro acerca do ato de mentir acerca de algo que alguém encontrou – ver Levítico 6:3. Os profetas em geral, mas especialmente Oséias previram que o clima reinante de engano e infidelidade que existia no meio do povo de Deus do Antigo Testamento conduziria esse mesmo povo a sofrer as mais trágicas consequências – ver Oséias 4:2; 7:3; 10:13 e 12:1

Em alguns casos o mentiroso é aquele que procura contradizer os fatos com vemos em Gênesis 18:15. A mentira também serve para caracterizar a rebeldia contra Deus – ver Isaías 30:9.

Mas o pior pecado que alguém pode cometer relacionado à mentira é negar a Deus. Esse ato não é apena alguma coisa que o indivíduo faz. Negar a Deus é viver uma mentira. As maneiras mais comuns de se negar a Deus são:

• Esquecer-se daquilo que Deus tem feito – ver Josué 24:26—27.

• Não tendo esperança na bondade de Deus ou esquecendo-se das próprias necessidades e vivendo sem depender de Deus – ver Provérbios 30:7—9.

• Tendo uma vida falsa e corrupta – ver Jó 31:24—28; Isaías 59:12—13.

• Quando duvidamos que a justiça derradeira pertence a Deus e ninguém escapará do Juízo divino – ver Jeremias 5:12.

Outra expressão cognata com a anterior é כַחַשׁ – kahash – que é traduzida por “mentiras” em Salmos 59:12; Oséias 7:3; 10:13; 11:12 e Naum 3:1. Todos esses versos servem para nos admoestar a não confiar em nós mesmos – o que não passa de uma grande mentira – mas a confiarmos em Deus.

Outra expressão hebraica que traduz o conceito de “mentira”, de forma incisiva é שַׁקַּר – shaqar - agir ou tratar com falsidade, ser falso, trapacear, enganar. Esse verbo é usado, principalmente, para indicar a quebra de uma promessa, o ato de ser infiel a um acordo ou tratado ou não cumprir um compromisso assumido. Assim, o mesmo soa como uma promessa vazia – uma mentira. O salmista tinha uma enorme preocupação em não ser infiel – ou mentir contra – à aliança feita com Deus – ver Salmos 44:17. A resposta de Deus à lealdade do salmista pode ser vista em Salmos 89:33. No verso seguinte – ver Salmos 89:34 – a mesma verdade é enfatizada – ver ainda Gênesis 21:23; Levítico 19:11; 1 Samuel 15:29; Isaías 63:8.

Expressão cognata a שַׁקַּר – shaqar, que acabamos de estudar, é שֵׁקֵּר – sheqer – que é traduzida por mentira, falsidade ou engano. Esse substantivo representa qualquer palavra ou atividade falsas, no sentido de não estarem baseadas em fatos ou na realidade. É dessa forma que Davi se queixa em Salmos 38:19, onde a expressão שֵׁקֵּר – sheqer é traduzida por “sem causa”, i. e. sem uma causa que seja verdadeira. De modo semelhante a testemunha falsa mencionada em Êxodo 20:16 e Deuteronômio 19:16—20 é assim caracterizada, porque apresenta uma acusação infundada e não baseada nos fatos.

A passagem de Jeremias 23:32, o profeta, fala daqueles que “profetizam sonhos mentirosos”. Esses são sonhos que se baseiam, de forma exclusiva, na imaginação daquele que os profere. De modo semelhante, Jeremias denuncia aqueles que proferem falsas profecias – ver Jeremias 27:10 e comparar com Zacarias 10:2; 13:3. Pouco importa quão persuasivas, ou até mesmo lógicas sejam as palavras proferidas por um profeta. Elas são falsas e infundadas a menos que estejam completamente baseadas na auto revelação de Deus. A confissão de todo verdadeiro crente deve encarar a realidade de que somos mentirosos – ver Isaías 59:12—13. Não que temos sido mentirosos, nem que fomos mentirosos, mas que somos mentirosos. Somente quando admitimos essa realidade, Deus pode nos ajudar a nos libertar da tirania e da escravidão representadas pelo ato de proferir mentiras.

Nos dias do profeta Miquéias, já perto do fechamento do cânon do Antigo Testamento, o profeta acusa o povo de Israel de dar ouvidos aos mentirosos. De fato, ele diz que o povo prefere um mentiroso como profeta a um profeta verdadeiro – ver Miquéias 2:11.

Jó acusa seus amigos de “besuntarem a verdade com mentiras” – ver Jó 13:4. Já o profeta Jeremias, em um contexto diferente, acusa tanto os sacerdotes quanto os profetas de buscarem apenas o lucro, agindo com שֵׁקֵּר – sheqer – engano, curando de forma superficial, a ferida do povo de Deus com mentiras – ver Jeremias 8:10—11. Era realmente uma grande surpresa que eles acolhessem tamanhos canalhas como profetas.

Em outras passagens do Antigo Testamento os ídolos são também chamados de שֵׁקֵּר – sheqer – ver Isaías 44:18—20; Jeremias 51:17. O profeta Jeremias diz, explicitamente, que os ídolos não passam de uma mentira ou enganação, exatamente porque “neles não há fôlego, vaidade são, obra ridícula” – ver Jeremias 10:14—15.
O profeta Habacuque se refere às imagens de fundição de modo semelhante. Ele pergunta acerca do valor das mesmas já que não passam de “mestras de mentiras”. Com isso o profeta acusa as imagens de fazerem promessas vazias que despertam esperanças vãs.

שֵׁקֵּר – sheqer – também é usado em Provérbios 12:22 e 26:18—19 para designar lábios e línguas mentirosa. Já em Zacarias 5:4 e 8:17 essa mesma expressão é usada para fazer referência a juramentos falsos e em Provérbios 20:17 a mesma indica o ato de se obter alimento por meio da mentira e do engano. Independente do contexto ou da circunstância, Deus não tolera nem a mentira nem o engano, pois Ele é o Deus da verdade, da fidelidade e da realidade e essas devem ser também as características do Seu povo eleito.

B. Termos em Grego.

1. Uso no Grego Profano

A etimologia da palavra ψεύδους – pseúdous – mentira, em grego, é incerta. O significado primário mais abrangente é de algo que é: falso, de quebra de acordo, de afirmação falsa e erro e de uma declaração deliberadamente falsa. Como verbo a expressão básica significa “enganar”, “ser enganado” ou enganar-se a si mesmo”. Além disso, a mesma pode representar o ato de “estar errado quanto a uma opinião” ou “falar falsamente”. Nesse último caso, apenas o contexto pode deixar claro se o ato é ou não intencional.

A mesma expressão pode também ser traduzida por “mentira”, ou mentir para outra pessoa com o objetivo específico de enganar. De modo exclusivo também pode ser usada para designar o ato de “fingir”. Em outras palavras, qualquer coisa que possa ser considerada como não verdadeira, enganadora, falsa ou mentirosa está incluída dentro dos conceitos de ψεύδους – pseúdous.

2. Significado no Grego Profano.

Na língua grega, o ato de mentir não pode ser entendido meramente como algo que se opõe à verdade. Nesse idioma o conceito é bem mais amplo, pois pode ser dividido em duas partes:

• De forma objetiva: como mentira, engano etc.

• De forma subjetiva: como algo não verdadeiro, como algo que não existe de verdade – uma ilusão – e, finalmente, como um erro que é fruto de um falso julgamento da realidade.

A mentira, como tal, se opõe tanto à verdade quanto a justiça. A mentira é incapaz de produzir a justiça. Esse é o motivo porque os gregos consideravam o perjúrio1 , o pior tipo de mentira. O homem justo era considerado aquele que não proferia mentiras – calúnias ou mentiras, falsidades ou invenções – contra seu próximo. A calúnia era considerada um verdadeiro assalto à dignidade da outra pessoa. Era totalmente reprovável entre a aristocracia, especialmente quando se originava entre o povo comum com a intenção de enganar a elite. O grande problema que existia entre os gregos com respeito às mentiras e ao ato de mentir é que os deuses mitológicos estavam muito habituados à mentira. Alguns deuses consideravam a capacidade de enganar ou iludir outros, como verdadeiro sinal de esperteza. Mas, de modo geral, as pessoas na Grécia Antiga tinham a posição de desacreditar qualquer indivíduo que fosse flagrado mentindo ou tentando induzir ao erro seu próximo. Todavia, mentiras sociais – esconder a verdade do público – ou políticas – promessas vazias – eram toleradas, quando proferidas por algum motivo que pudesse ser justificado. Historiadores eram considerados como verdadeiros, ao passo que os poetas eram considerados mentirosos por definição.

C. Termos no Novo Testamento.

1. Termos nos Evangelhos Sinóticos e no Livro dos Atos.

A expressão ψεύδους – pseúdous, cujo significado é qualquer coisa que possa ser considerada como não verdadeira, enganadora, falsa ou mentirosa não aparece nem como substantivo nem como adjetivo nos evangelhos sinóticos. A única exceção aparece em Atos 6:13 onde encontramos uma referências a “falsas testemunhas”. Em sua forma verbal ψευδόμαι – pseudómai aparece apenas em Mateus 5:11 e Atos 5:3—4 e os dois contextos são bastante distintos, mas revelam quão insidioso é o ato de mentir contra seres humanos e, especialmente, contra Deus.

No texto de Mateus, a referência encontra-se dentro no bloco das “Bem Aventuranças”, mas se distingue de todas as anteriores por causa da sua natureza composta – injuriarem2 , perseguirem e mentindo – e pelo uso da segunda pessoa – ver Lucas 6:22—23. Note que a citação de Lucas não apresenta a expressão “mentindo”. Como Lucas usou uma tradição diferente da de Mateus, é possível que a de Mateus incluísse a expressão ψευδόμαι – pseudómai – mentindo que não está presente em Lucas. O fato é que nenhum dos dois foi testemunha ocular do chamado Sermão da Montanha. Outra possibilidade é que Jesus costumava pregar o mesmo sermão para audiências diversas, e não seria incomum que não usasse, rigorosamente, as mesmas palavras. A forma verbal usada por Mateus e Lucas em Atos, nos ensinam que as mentiras proferidas contra o povo de Deus são tão ofensivas a Deus quanto mentiras proferidas contra a Igreja que é o Corpo de Cristo.

2. Termos nos Escritos Paulinos.

Em Romanos 9:1 Paulo usa a expressão ψεύδομαι – pseúdomai – (não) minto, como uma maneira formal de protesto – ver uso semelhante em 2 Coríntios 11:31; Gálatas 1:20; Filipenses 1:8; 1 Tessalonicenses 2:5; 1 Timóteo 2:7. Ao envolver o nome de Deus ou Cristo, Paulo procura enfatizar sua credibilidade como testemunha. Referências ao Espírito Santo, bem como à sua própria consciência tem o mesmo objetivo.

Quando Paulo usa a palavra ψεύδει – pseúdei – mentira em Romanos 1:25, ele está caracterizando toda a humanidade como pecadora pelo ato mentiroso de alterar a verdade divina que nos ensina que Deus apenas é digno de adoração, e nada que foi criado por Deus deve ocupar esse lugar. Essa mudança causada pelos seres humanos é uma gigantesca mentira. Essa talvez seja a mais pervasiva, maior, mais intensa e a mais duradoura de todas as mentiras. O Novo Testamento confirma a relação da mentira com a idolatria. Essa relação com a idolatria é que deve conduzir Paulo a fazer a afirmação que encontramos em Romanos 3:4. Quando a verdade de Deus é revelada os homens são desmascarados e se manifestam como de fato são: mentirosos – ver Salmos 116:11 e comparar com Hebreus 4:12—13.

Mas, independente, de intensidade e da dimensão do pecado humano da mentira, a graça de Deus é sempre maior e Deus está sempre disposto a perdoar – ver Romanos 5:20; e comparar com Salmos 65:2—3 e Miquéias 7:18.

O Deus da verdade – ver Salmo 31:5 – não pode mentir – ver Tito 1:2; Hebreus 6:18. Mas Deus permite que Σατανάς – Satanás - lance mão da mentira para enganar aqueles que desejam serem enganados – ver 2 Tessalonicenses 2:9—12. A παρουσία – parousía – vinda, chegada, advento ou aparecimento do anticristo virá acompanhada de muitos σημείοις καὶ τέρασιν ψεύδους – semeíois kaì térasin pseúdous – sinais e prodígios da mentira. Esse é o motivo principal porque Paulo exorta os crentes em Colossos a: Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos – Colossenses 3:9 e comparar com Efésios 4:25 – conforme Zacarias 8:16. Note também 1 Timóteo 1:8—11 onde a mentira aparece numa lista de pecados sérios e particularmente ofensivos.

A pior mentira que podemos proferir é aquela contra a verdade – ver Tiago 3:14. Jesus nos advertiu com as mais duras palavras quanto a negarmos o Senhor – que é o mesmo que mentir, alegando que não o conhecemos – ver Mateus 10:32—33.

3. Termos nos Escritos Joaninos.

Deveríamos esperar um confronto entre a verdade e a mentira, como temos entre a luz e as trevas, desde o princípio do Evangelho de João. Mas, pela vontade do Espírito Santo não é esse o caso. Esse confronto entre a verdade e mentira só acontece no capítulo 8 do Evangelho de João – ver João 8:44—47. Para Jesus tanto a verdade quanto a mentira possuem “personalidades” e têm seus próprios filhos. Nesse contexto a mentira não é apenas algo errado, e sim, algo ativamente envolvido em contestar o que verdadeiro, i.e., a mentira é comparável com a falta de fé. De um lado nós temos vida e verdade e do outro nós temos a mentira e o homicídio. Veja como Jesus definiu o mal e a si próprio em João 10:10. Além disso, Jesus disse acerca de si mesmo as seguintes palavras: Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim – João 14:6.

Já nas Epístolas de João o uso das expressões verdade e mentira assumem uma condição mais exortatória, onde se exige de nós que pratiquemos a verdade e não a mentira. O motivo? É porque Deus é luz. A prática da verdade deve caracterizar nossa vida em comunidade – ver 1 João 1:6; 2:4; 4:20. Quando leio esses versículos e observo algumas coisas que acontecem dentro das comunidades chamadas cristãs eu acho que estou delirando. Que tais palavras não podem ser verdadeiras, tamanha a contradição que percebo. A prática da mentira corresponde a negação da confissão cristã – ver 1 João 2:21—22. O mentiroso é, nesse sentido, a manifestação histórica e local do próprio anticristo. O Espírito Santo é aquele que, habitando em nós, nos conduz à toda verdade – ver 1 João 2:27 e comparar com João 16:13. Assim o - χρῖσμα – Chrîsma – unção de 1 João corresponde ao παράκλητος – parácletos – Consolador, do Evangelho de João. Diante dessa realidade fica evidente a mentira desses pregadores modernos que falam da “unção” divina como algo, uma coisa etc. A unção que Deus tem concedido a todos seus filhos é o Espírito Santo – ver 2 Coríntios 1:21—22.

A confissão de que temos recebido o Espírito Santo em nossas vidas, implica de modo direto, uma admissão de que temos pecados em nossas vidas. O Espírito Santo é tão necessário para os pecadores com um médico é para aqueles que estão enfermos – ver Lucas 5:31. Se não admitirmos que temos pecado nós nos opomos à verdade de Deus e fazemos Deus passar por mentiroso – ver 1João 1:10; 5:10.

4. Termos Usados no Apocalipse.

Uma das características do livro do Apocalipse é a polêmica que encontramos no mesmo contra os judeus que adotam esse nome sem, todavia, serem judeus verdadeiros – ver Apocalipse 3:9. O background usado por Jesus nesse contexto inicial tem a ver, especialmente com os falsos apóstolos – ver Apocalipse 2:2. A mentira é algo que está destinada, do ponto de vista escatológico — i.e. do ponto de vista das últimas coisas — a desaparecer por completo – ver Apocalipse 14:5. A mentira estará definitivamente banida do estado eterno de pureza e santidade – ver Apocalipse 21:27. Quanto aos mentirosos, o destino dos mesmos é ficarem de fora do estado de bem aventurança eterna, em grande tormento e angústia – ver Apocalipse 21:8; 22:14—15.

5. Conceitos Advindos da Igreja Primitiva.

Curiosamente, não existe nenhum fato novo no período imediato ao dos apóstolos, bem como no período que veio logo em seguida – pós-pós apostólico. Na obra conhecida como “O Pastor de Hermas”, que é um trabalho literário cristão do século II d.C., a verdade é considerada como um dom de Deus, enquanto que mentira é considerada como um verdadeiro “assalto” contra a verdade. Durante esse período o conceito de verdade ligou-se profundamente ao representado pela expressão “fidelidade”, enquanto que o da mentira passou a ser visto como prova de infidelidade. Para os cristãos dos séculos II e III d. C. ser verdadeiro era o mesmo que ser fiel a Deus, às Escrituras e aos irmãos na comunidade dos cristãos. O mentiroso, por sua vez, era considerado infiel tanto a Deus, quanto às Escrituras, bem como à comunidade dos irmãos. Desse modo, a mentira funcionava como uma espécie de traição da pior espécie contra Deus, Sua Palavra e o próximo.

6. Implicações Teológicas.

O ato de mentir, como vimos, é condenado em toda extensão da Escrituras Sagradas – Antigo e Novo Testamento. Satanás é designado como o “pai da mentira” – ver João 8:44. E os emissários de Satanás são em sua maioria seres humanos que promovem e ensinam mentiras – ver 1 Timóteo 4:2. Toda mentira é, em última análise, uma mentira proferida contra o próprio Deus – ver Atos 5:4.

O verbo grego ψεύδω – pseúdo – só aparece no Novo Testamento na “voz-média”. A voz média no grego expressa uma ação que o sujeito realiza em si mesmo, para si mesmo ou de si mesmo. Nesse sentido, a voz média no grego tem alguma semelhança com a voz reflexiva em português. Isso quer dizer que, ao mentir, o indivíduo está enganando a si mesmo achando que está levando alguma vantagem, quando está, de fato, imitando o Diabo e indo para o inferno – ver Mateus 25:41.

No Antigo Testamento a mentira é condenada nos chamados Dez Mandamentos – ver Êxodo 20:16; Levítico19:11—12. Em tempos posteriores a mentira é identificada com a idolatria – ver Isaías 44:20, Jeremias 10:14. De forma especial a mentira é apresentada na Bíblia como muito bem relacionada com a adoração praticada pelas religiões pagãs – ver Romanos 1:25. Não temos dúvidas de que a maior mentira que é confrontada pelos ensinamentos da Escrituras, especialmente no Antigo Testamento, é a idolatria. De modo semelhante, a mensagem dos falsos profetas e dos adivinhadores é tão enganosa quanto a própria mentira – Isaías 9:15; Jeremias 14:14; Ezequiel 13:6—7. Já no Novo Testamento a mentira monumental é negar que Jesus é o Cristo – ver 1 João 2:22. Honestidade pura e simples é a virtude cardeal do seguidor de Jesus e o ato de mentir é o pecado mais básico que se opõe a esse tipo de vida – ver Colossenses 3:9.

7. Dificuldades Representadas Pela Mentira.

Em primeiro lugar, nós precisamos reafirmar que não existe nenhuma dúvida de que, do ponto de vista das Escrituras, o ato de mentir é condenado de forma absoluta. Não existe desculpa aceitável para tal prática e a verdade nunca é relativa, nem pode ser relativizada através de frase, tais como: “cada pessoa tem sua própria verdade”. Todavia, mesmo dentro da Escrituras Sagradas nós vamos encontrar situações desconfortáveis envolvendo o ato de mentir. Algumas vezes nós nos deparamos com personagens bíblicos – verdadeiros heróis da fé – envolvidos no pecado da mentira. É o caso, por exemplo, de Abraão em Gênesis 20:2; de Davi em 1 Samuel 21:1—2 e de Pedro em Mateus 26:72. Essas atitudes não são mais aceitáveis nessas vidas do que em quaisquer outras vidas. Mas devemos notar que a mesma se constituía em algo esporádico e não caracterizava o padrão de vida desses personagens.

Por outro lado nós podemos notar que nenhum tipo de condenação é feita contra Raabe, a prostituta de Jericó, que escondeu e protegeu os espiões de Israel. Não apenas isso, mas ela veio se tornar tataravó do rei Davi – ver Josué 2:3—6, conferir com Mateus 1:5—6; Hebreus 11:31; Tiago 2:25. A única explicação possível que podemos oferecer aqui é aquilo que os teólogos têm chamado de hierarquia das leis. De acordo com essa hierarquia, a maior lei que existe e que precisa ser respeitada a todo custo é: a lei da preservação da vida. Essa é a lei mais importante que existe e qualquer atitude, até mesmo a mentira, pode ser justificada se o propósito de qualquer ato da nossa parte for o de preservar a vida de uma pessoa. Esse é o caso delicado em que um cirurgião se encontra diante de uma situação onde ele precisa tomar a decisão entre salvar a vida da futura mãe ou do futuro bebê. A norma, geralmente adotada nesses casos é:

• Se a mãe pode sobreviver ao procedimento, então ela tem a prioridade no processo de preservação, enquanto a criança é sacrificada.

• Se a mãe não pode sobreviver ao procedimento, então ela é sacrificada a favor da preservação da vida do bebê.

Mas no Antigo Testamento também encontramos situações cuja explicação não é tão fácil, como quando Micaías diz para o rei Acabe que o próprio Deus enviou um espírito mentiroso para falar através da boca dos falsos profetas – ver 1 Reis 22:23.

No Novo Testamento Paulo diz que Deus mesmo envia uma operação do erro para que os seres humanos dêem crédito à mentira – ver 2 Tessalonicenses 2:9—11. Nesse contexto devemos notar os seguintes fatos:

• Mesmo sabendo que Deus não mente, Ele permite que outros façam uso de mentiras e, algumas vezes, o próprio Deus usa essas mentiras para fazer avançar Seus planos.

• Todos esses que são “usados” por Deus desse modo, são pessoas que já se comprometeram a cumprir esse papel em suas próprias vidas.

Esses exemplos, entretanto, levantam questões éticas relevantes ao nosso comportamento nos dias de hoje. É possível lançarmos mão do ato de mentir como um expediente onde os fins justificam os meios? É possível que existam situações em que o estigma da mentira, como pecado, pode ser removido? É lícito um médico confortar alguém dando uma “falsa” esperança para um paciente terminal, dizendo que ele vai se recuperar? É lícito um marido mentir acerca do paradeiro de seus entes queridos para um assaltante? É certo um governo mentir para sua própria população, como fez o governo de George Walker Bush, alegando que o Iraque possuía Armas de Destruição em Massa visando justificar invadir aquele país?

O fato é que todos aqueles que mantêm que a verdade é relativa, e que pode ser alterada de acordo com as necessidades, o tempo e o lugar, estão naturalmente inclinados a negar qualquer coisa que se pareça com uma condenação absoluta do ato de mentir. Para esses, cada situação exige uma decisão distinta, pois possui seus próprios méritos. A ética está baseada na situação e não na revelação. Dessa maneira, nenhuma situação pode ser condenada ou aprovada “a priori”. Já vimos que a lei do amor e da auto defesa podem justificar a mentira, em certas situações específicas – quando existe o risco da morte de alguma pessoa. Em alguns livros de ética lidos por esse autor – ver lista abaixo3 – uma situação ficou bastante evidente: todos os autores, sem exceção, tentam assumir o lugar de Deus julgando as intenções e os princípios envolvidos em cada situação. Mas as Escrituras Sagradas nos ensinam a existência de valores absolutos. Todavia, diante de circunstâncias extenuantes ou extremas, Deus permite um “meio termo” entre o absolutamente certo – falar a verdade - e o absolutamente errado – falar uma mentira. Mas nesses casos, apenas Deus poderá dar a última palavra quanto ao erro ou acerto da decisão tomada. Quando pensamos dessa maneira – talvez a mais honesta de todas – devemos considerar que Deus irá levar em conta:

• É a afirmativa mentirosa deliberada?

• É a afirmativa mentirosa feita com a clara intenção de enganar?

• Qual é o propósito da afirmação mentirosa: 1. Causar um engano malicioso e prejudicial para a outra pessoa? 2. Provocar uma situação onde o mentiroso possa se aproveitar das circunstâncias para seu próprio benefício?

• O caráter e as intenções daquele a quem a mentira ou mentiras são dirigidas, são justificativas suficiente para serem usadas como uma forma de defesa?

• É possível separarmos a falta polida de mentir, por uma questão de “educação”, daquela mentira que não pode ser moralmente justificável?

Temos que admitir que nunca podemos dizer que o ato de mentir é algo correto, mas é certo que, algumas vezes, o ato de mentir poderá ser considerado “menos” errado, em algumas situações, do que em outras.

8. O Paradoxo do Mentiroso.

Esse paradoxo, atribuído a Epimênides de Creta, foi depois repetido por Eubulides. O paradoxo existe ao redor da afirmação que diz: “Todo cretense é mentiroso”. Se essa frase foi proferida por um cretense, então temos que nos perguntar: são mesmo todos os cretenses mentirosos ou não? O próprio apóstolo Paulo citou essa frase em Tito 1:12 dizendo que a mesma foi pronunciada por um profeta. Então, se esse profeta era um cretense podemos ou não acreditar em suas palavras?
Outro paradoxo é de cunho filosófico, onde uma afirmação está correta, do ponto de vista gramatical, mas está completamente destituída de lógica em sua formulação. Isso acontece quando alguém afirma: “Eu estou mentindo”. Tal afirmação só pode ser verdadeira se for falsa, e será falsa apenas em caso de ser verdadeira. Tal afirmação não faz nenhum sentido, mas serve para provar que uma frase gramaticalmente correta pode ser tornar em uma afirmação completamente absurda.

9. Consequências do Ato de Mentir.

Biblicamente falando as penas impostas sobre as mentiras e os mentirosos são bastante severas. Algumas vezes, a consequência é fazer o mentiroso sofrer o mal que ele mesmo inventou ao proferir palavras mentirosas – ver Deuteronômio 19:18—19. Outras vezes o castigo vem em forma do mentiroso receber, em si mesmo, algo do que outra pessoa foi libertada – ver 2 Reis 5:19b—27.
Além disso, o mentiroso se desqualifica a si mesmo de poder adorar a Deus como convém – ver Salmos 24:3—4; João 4:23—24. Por fim, o mentiroso contumaz, que mente sempre por causa da sua natureza corrompida e não regenerada, acaba desperdiçando qualquer possibilidade de herdar as promessas referentes à vida eterna – ver Apocalipse 21:27; 22:15.

A consequência mais terrível da mentira é que ela destrói nosso relacionamento com Deus e uns com os outros de um modo tal, que muitas vezes, a reconciliação se torna impossível.

“Temos que expor aqueles que prestam falso testemunho como falsas testemunhas que são. E temos que fazê-lo de maneira direta e franca. Vamos chamá-los pelo que são: mentirosos. Grandes mentirosos”4.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


NOTAS:

1. Perjúrio - Juramento falso. O ato de falar falsamente quando sob juramento. O Cristão não precisa jurar, pois sua palavra dever ser suficiente – ver Tiago 5:12.

2. Ofender por ação ou dito infamante; dirigir injúria ou insulto a; difamar, insultar, desonrar, infamar.

3. 1 – What Does It Mean to Tell The Truth por Dietrich Bohhoeffer no livro Ethics. 2 – Ethics in a Christian Context por Paul L. Lehmann. 3 – On a Supposed Right to Lie from Altruistic Motives por Immanuel Kant em Kant´s Ethical Writtings.

4. Franken, Al. Mentiras e os Grandes Mentirosos que as Contam. W11 Editora Ltda, São Paulo, 2004.

Bibliografia

Chanplin, R. N. Enciclopédia da Bíblia, Teologia e Filosofia – Volume 4. Editora Hagnos, São Paulo, 6ª Edição, 2002.

Eliachar, Leon. O Homem ao Cubo. Editora Globo, Porto Alegre, 1966.

Harris, R. Laird, Jr, Gleason L. Archer, Waltke, Bruce K. Theological Wordbook of the Old Testament Volumes 1-2. Moody Press, Chicago, 1980.

Kittel, Gerhard, e Friedrich, Gerhard. Theological Dictionary of the New Testament Volume IX. Traduzido do alemão por Geoffrey W. Bromiley, W. B. Eerdmans, Grand Rapids, 1974.

Tenney, Merrril C. Editor Geral. The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible in Five Volumes. Zondervan Puvlishing House, Grand Rapids, Terceira Edição 1978.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PASTORES EVANGÉLICOS MENTEM: AS PROVAS




Já temos denunciado quase todos os pastores midiáticos – aqueles se estão na mídia – como falsos mestres e lobos vestidos com peles de cordeiros. O apóstolo Pedro, inspirado pelo Espírito Santo já nos advertia há dois mil anos:

- 2 Pedro 2:1—3 –

1 Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição.

2 E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade;

3 também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.

No imbróglio envolvendo o horário das madrugadas da TV Bandeirantes, esses senhores fizeram palhaços de si próprios ao revelarem como são mentirosos. Mentira, mentiras e mais mentiras da parte de todos eles.

Essas mentiras todas podem ser claramente percebidas no conteúdo dos links a seguir:

http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=15448

http://www.youtube.com/watch?v=x29SINE9rc8&feature=related

Note como as práticas mentirosas que podemos observar acima são uma descrição perfeita das palavras de Paulo em 2 Timóteo 3:13, onde lemos:

Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.

Depois de ler e assistir aos clipes nos mesmos, eu volto a pedir encarecidamente a todos vocês que contribuem com esses falsos ministérios, e que, por esse motivo, se tornam juntamente culpados com eles -

Efésios 5:11

E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as 


– que parem de contribuir imediatamente. Tanto dinheiro sendo desperdiçando que poderia, de fato, estar sendo usado para sustentar verdadeiros missionários e outros ministérios que alcançam e transformam vidas de verdade pelo poder de Deus através da salvação em Jesus Cristo.

Apenas para que vocês tenham uma ideia do que realmente acontece com esses pedidos de dinheiro, via televisão, o próprio Silas Malafaia confessou para a jornalista Daniela Pinheiro da Revista Piaui o seguinte; Em menos de 10 dias da última apresentação do Morris Cerullo no programa dele, o resultado colhido era de:

• 145 pessoas haviam doado R$ 10.011,00 cada.

• 2.000 pessoas haviam doado R$ 911,00 cada.

Não precisa ser nenhum gênio na matemática para entender, que apenas as ofertas acima renderem R$ 3.500.00,00 (três milhões e quinhentos mil reais). Além disso, como estava sendo entrevistado por uma revista que ele entendia era secular, Silas não se preocupou em usar um linguajar vulgar e falou como faz o verdadeiro falso profeta: usou e abusou dos palavrões e de palavras impublicáveis, mas que a revista Piaui não removeu e está tudo publicado lá. Quem quiser conferir a longa entrevista basta seguir esse link aqui:

http://www.genizahvirtual.com/2011/09/vitoria-em-cristo-de-silas-malafaia.html

Jesus nos advertiu dizendo: Mateus 7:16—21 –

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17 Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.

18 Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.

19 Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

20 Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

E os frutos que esses senhores apresentam são podres, podres, podres.

Não se deixe enganar mais, está tudo muito bem documentado no material acima. São homens mentirosos, gananciosos, e lobos que estão destruindo a vida das pessoas enganando-as com suas mentiras suaves. Pare de ajudá-los antes que o castigo que lhes está reservado venha sobre a cabeça deles e sobre a sua também.

Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SANTOS CATÓLICOS PODEM INTERCEDER PELOS VIVOS AQUI NATERRA?



Padre Paulo está se tornando frequente em nosso site por dois motivos:

• Os evangélicos gostam dele porque ele fala contra o aborto, a lei da homofobia e outros assuntos de interesse comum.

• Ele, definitivamente, foi incluído por mim, na lista das pessoas que produzem o besteirol que não tem fim.

Quem quiser acompanhar o que temos publicado acerca dele poderá ver os links abaixo:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/09/discurso-de-padre-catolico-expoe.html

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/09/padre-diz-que-protestantes-tem.html

Em outra apresentação que trata da intercessão dos santos a nosso favor, o besteirol do Padre Paulo continua. Ele cita 1 Timóteo 2:5 onde Paulo afirma que existe apenas um único mediador entre Deus e os homens. Querendo justificar seu erro, ele diz que esse problema não é apenas da Igreja Católica, mas também é um erro dos protestantes. Ora é bem evidente que um erro nunca vai justificar outro erro. Por esse motivo o padre está duplamente errado.

O verso que ele usa para dizer que católicos e protestantes têm um sério problema com a afirmação de Paulo em 1 Timóteo 2:5 é Tiago 5:16, que ele não cita, mas faz questão de dizer que: se não existe intercessão a nosso favor feita pelos santos católicos, então nossa intercessão aqui na terra também não tem nenhum valor. Ou pior, que a mesma vai contra os ensinamentos das Escrituras.

Senhor padre, vossa reverendíssima é uma vergonha à classe dos pensadores. Meu conterrâneo Sócrates, se estivesse vivo, sentiria verdadeira repulsa por sua falta de lógica e desrespeito aos seus ouvintes ao usar uma espécie de lógica tacanha que só funciona com pessoas que não pensam. Sua comparação esdrúxula tenta dizer que uma coisa é a mesma que a outra, quando se tratam de duas coisas completamente diferentes. Desculpe, mas a sua lógica é falha. Pena que o senhor tenha estudado tantos anos de filosofia e de teologia e não entenda nada nem de uma nem de outra. O apóstolo Paulo tinha plena razão ao advertir Timóteo contra pessoas que agem como o Senhor quando disse:

1 Timóteo1:7 Pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações.

Aliás, diga-se de passagem, todos os exemplos que o senhor deu em sua fala e que foram retirados das Escrituras aconteceram entre pessoas vivas na terra. Uma delas chegou a ser hilária. Trata-se da passagem em que Pedro e João curam um paralítico de nascença numa das portas que dava acesso ao templo em Jerusalém. A passagem se encontra em Atos 3 e gostaria de destacar os seguintes versículos da mesma: Atos 3:4—6 –

4 Pedro, Olha para nós.

5 Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa.

6 Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!

Fico imaginando a mesma cena hoje com o Papa Bento XVI, alegado sucessor de Pedro e o Padre Paulo, no papel de João, tendo que curar um coxo de nascença às portas do Vaticano. O diálogo seria mais ou menos assim:

Papa e o padre: o Papa Bento XVI, fitando-o, juntamente com o padre Paulo, disse: Olha para nós.

O coxo: Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa.

O Papa e o padre: temos muito ouro e muita prata, mais do que você pode imaginar, mas não vamos te dar nada. Por outro lado, infelizmente, não temos nenhum poder para te curar. Bye, bye.

Ou seja, nos dias de hoje, o alegado sucessor de Pedro não poderia dizer nem uma coisa nem outra que Pedro disse ao coxo naquele dia.

Padre Paulo em seu discurso admite que não faz idéia como os protestantes resolvem o tipo de problema que ele mesmo inventou. Nós, os protestantes, não precisamos resolver esse problema, porque para nós ele simplesmente não existe.

Sim, nós cremos que existe no céu um único mediador como diz Paulo, ao contrário do Senhor que acredita que além de Jesus, existe uma medianeira e muitos outros mediadores menores intercedendo a nosso favor diante do Pai.

Todavia, o fato de termos esse único mediador diante do Pai, não muda em absolutamente nada, nossa obrigação de intercedermos uns pelos outros enquanto estamos aqui peregrinando, pelos seguintes motivos:

1 – Em primeiro lugar devemos orar uns pelos outros porque esse é o mandamento do Senhor, de acordo com Tiago 5:16 que diz:

Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.

Como podemos notar, a súplica de um crente, aqui chamado de “justo” pode muito por sua eficácia. A exortação é clara: devemos orar uns pelos outros. Sei que o senhor gostaria de estender esse mandamento a todos os santos, que o senhor alega estarem no céu, aos anjos – ops!, não existe nenhum mandamento para intercedermos a favor dos anjos – às almas que estão no purgatório – outra estupidez que não vale sequer à pena perder tempo com ela. Mas o fato é que os mandamentos que costumo chamar de “reciprocidade” – de uns para os outros, de uns para com os outros, mutuamente e etc. – só se aplicam enquanto estamos sobre a terra. Eles nos foram deixados para melhorar o relacionamento que deve existir entre cristãos, enquanto habitamos nesse mundo caído e ainda temos dentro de nós nossa velha natureza pecaminosa, que luta continuamente contra o Espírito Santo que também habita em nós, conforme bem nos lembra o apóstolo Paulo em Gálatas:

Gálatas 5:17 - Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.

No céu esses mandamentos não serão necessários, porque já teremos sido aperfeiçoados – ver Hebreus 12:33. O único mandamento que irá permanecer será aquele que nos diz que devemos amar uns aos outros.

2. O segundo motivo porque não precisamos de nenhum intercessor além de Cristo no céu é exatamente isso mesmo. Cristo está no céu intercedendo por nós continuamente. Veja se consegue aprender essas três realidades espirituais:

A. Romanos 8:26—27 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.

Isso quer dizer que todas as vezes que oramos, nem sabemos orar direito, mas o Espírito Santo nos ampara e ele mesmo intercede a nosso favor. Prá que eu preciso da intercessão de Maria e de outros seres humanos já mortos para intercederem por mim, se tenho um batalhão de irmãos e irmãs aqui mesmo, amparadas pelo próprio Deus – o Espírito Santo – intercedendo por mim?

B. Hebreus 9:24—25 - Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio.
Cristo está, agora mesmo diante de Deus, no santuário celestial, intercedendo por nós. Quando Jesus nos ordenou orar em Seu nome ele queria dizer que essa oração seria proferida por Ele mesmo diante do Pai – ver João 14:14—15; 15:16; 16:23.

Além disso, vamos aproveitar o embalo e denunciar seu falso sacrifício da missa como a verdadeira abominação que é aos olhos de Deus. Jesus se ofereceu uma única vez. Seus atos diários de sacrifício incruento – como vocês costumam chamar – não têm nenhum valor diante de Deus, já que são completamente desnecessários.

C. 1 João 2:1—2 - Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.

Espero que o senhor entenda que nossa intercessão aqui na terra uns pelos outros só tem valor:

• Porque oramos em nome de Jesus, i.e., é como se Ele mesmo estivesse fazendo a oração a nosso favor.

• Em nossas orações somos amparados pelo Espírito Santo de Deus.

• Jesus está diante de Deus intercedendo e renovando os benefícios de sua obra redentora de forma permanente a nosso favor.

Deu para entender a diferença entre as bobagens que o senhor fala e aquilo que a Bíblia ensina de modo claro e não contraditório. O senhor quer dar a impressão que a Bíblia é um livro contraditório, e então oferece os falsos ensinamentos da sua tradição que negam a obra de Cristo e entronizam o homem no lugar de Deus. O senhor devia ter vergonha de ensinar essas coisas. Seu pífio argumento de que Jesus é único mediador, mas ele não é sozinho não passa de pura blasfêmia. Me admira que o senhor enfatize a exclusividade da mediação de Cristo, enquanto sua igreja crê e ensina – como o senhor também faz – que Maria é “Medianeira de Todas as Graças”. Ou, como disse o doutor da Igreja Romana Afonso de Ligório: nenhuma bênção de Deus pode ser dispensada aos cristãos senão pela mediação de Maria”. Fala sério. Tenha vergonha na cara. Jesus é o único, mas ele não é sozinho! Isso é mero sofisma apenas para continuar negando a Jesus o direito que ele alcançou por causa das coisas que teve que suportar - ver Hebreus 12:1—4. E hoje tem que suportar, com muita paciência, suas mentiras proferidas com um sorriso nos lábios. Mas vem o dia e não demora, em que todo esse riso irá se transforma em pranto, pode ter certeza. Arrepende-te enquanto é tempo.

Depois o senhor cita o sacerdócio do crente com a cara mais deslavada. Se todo crente é um sacerdote, então porque precisamos de uma casta sacerdotal como essa a que o senhor pertence, cuja história está entre as mais infames que temos notícia. Seu cínico. Se você acreditasse no sacerdócio real de todos os cristãos largava esse sacerdócio meramente humano. Por favor, pare de pregar uma coisa e fazer outra. Você é o perfeito fariseu do nosso século.

Outra de suas afirmações – mentirosa para variar – dizendo que é da igreja católica que vem a Bíblia foi algo que o senhor pensou por si mesmo ou... Ah! Agora me lembro foi um velho professor seu no Vaticano quem lhe ensinou que: “A Bíblia foi escrita pelos católicos e para os católicos”. Eu diria que seu mestre além de velho, já estava caducando. Quanta mentira e estupidez em uma mesma frase.
Qualquer crente verdadeiro sabe que a Bíblia é a Palavra de Deus. Ela nunca é chamada de Palavra da Igreja Católica Romana. Aliás, vocês têm feito mais coisas para achincalhar e destruir com a Bíblia que, não fosse a mesma um Livro verdadeiramente divino, ela já teria desaparecido da face da Terra. Apenas para relembrar:

João 17:17 - Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

Veja bem. TUA, i.e., de Deus, PALAVRA È A VERDADE.

Já as suas palavras senhor padre se não são verdade, não passam mesmo de mentiras. Por falar em mentiras o senhor sabe quem é o pai da mentira? E mais, o senhor sabe que quando mente, se parece um bocado com seu verdadeiro pai? Pois é.

O senhor fala de modo tão seguro, tão eloquente, chamando os crentes de otários, mas quero que você saiba que consigo enxergar através da suas mentiras da mesma maneira que enxergo a água que escorre pela minha privada. Como o senhor mesmo costuma dizer ao seu próprio público: “Já entendeu, ne?”.

Espero que todo verdadeiro cristão, trate o senhor como merece. Não lhe dando um pingo de atenção, mas orando ao Pai celestial para que se compadeça e lhe conceda a iluminação que tanto você precisa.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

A VERDADEIRA IGREJA - PARTE 2



II – A Igreja como “Corpo de Cristo”.

Existem na Bíblia inúmeras metáforas aplicadas ao povo de Deus. No Novo Testamento o povo de Deus foi chamado de: família, noiva, vinha, edifício, reino e rebanho de ovelhas. Mas a metáfora mais importante é aquela que compara a Igreja - ἡ ἐκκλησία – ekklissía - com o Corpo de Cristo. Todas as metáforas anteriores possuem um termo relativo correspondente no Antigo Testamento. A metáfora do Corpo, todavia, é introduzida no Novo Testamento, e é exclusiva da Nova Aliança.

A. A Implicação número 1 da ἐκκλησία – ekklissía - igreja, como corpo de Cristo, é: UNIDADE.

Existem no Novo Testamento inúmeras passagens que nos ensinam acerca da unidade fundamental que existe na ἐκκλησία - ekklissía. Esta unidade é tanto dos crentes individualmente com o Senhor, como uns com os outros.

• 1 Coríntios 12:12 – “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo”. O corpo é corpo somente quando reconhece esta unidade!

• Efésios 5:23 – “Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”. Apesar desta verdade, alguns irmãos acham que eles é que são a cabeça da igreja!

• Como é que alguém se torna parte da igreja que é o corpo de Cristo? 1 Coríntios 12:13 tem a resposta: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito”. Os cristãos constituem uma unidade, porque a salvação através de Jesus Cristo é o ponto inicial da unidade. Nós devemos nos esforçar por preservar essa unidade e nunca devemos fazer nada para tentar “criá-la” – ver Efésios 4:3 - Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

• O que é o Batismo com o Espírito Santo? É sermos colocados pelo Espírito Santo no Corpo de Cristo que é a igreja. O Batismo com o Espírito Santo não é e nunca foi uma “segunda experiência” como ensinada pelas denominações pré pentecostais e pentecostais, de todos os matizes, nos últimos 120.

• Mas não fomos somente colocados pelo Espírito Santo no corpo de Cristo. A cada um de nós, que cremos em Jesus, também nos foi concedido “beber de um só Espírito”. Isto é uma metáfora para indicar que o Espírito Santo veio habitar dentro de cada um de nós que cremos em Jesus. Cada crente e todo crente é habitado pelo Espírito de Deus e é parte da unidade que o Espírito Santo forma no corpo de Cristo que é a igreja - ver Romanos 8:9 e Efésios 4:3. Além disto, todo e cada crente foi ungido por Deus com o Espírito Santo e recebeu o Espírito Santo como selo e penhor - garantia – ver 2 Coríntios 1:21—22. Não existem super crentes! Não existe nenhuma unção especial. Cada crente precisa se consagrar completamente a Jesus Cristo e se deixar absorver integralmente pelo Espírito Santo.

• A unidade da igreja não está baseada, portanto, em relacionamentos artificiais nem organizacionais. Apesar destas verdades, ainda assim existem pessoas que preferem se separar, “formar panelas” com outras pessoas que pensam e agem da mesma maneira. A dicotomia que existe, de forma tão evidente, entre o “povão”, no dizer de um pastor presbiteriano da nossa cidade e os “ministros”, entre o “nós e o eles” é tão escandalosa que deveria nos fazer corar de vergonha só pensarmos em promover tamanha iniquidade. Somos um no Senhor e nenhum crente possui absolutamente nada em que ele possa se gloriar ou usar para se mostrar arrogante com relação a outros crentes!

• Dessa forma, o organograma da igreja corpo de Cristo é bem simples:

Jesus Cristo é o Cabeça do Corpo que é a Igreja
/
/
O Corpo composto por cada um e todos os crentes. Todos Estão em Cristo

Nada poderia sem mais simples e distante das hierarquias clericais que vemos por aí.

1. A ἐκκλησία - ekklissía - igreja é uma noiva com um só esposo; um rebanho com um só pastor; um jogo de ramos pertencentes a uma só vinha; um reino com um só rei; uma família com um só pai; um edifício com um só fundamento e um corpo com uma só cabeça que é Jesus Cristo!

2. A ἐκκλησία - ekklissía - igreja em Corinto estava dividida em vários grupos. Uns diziam que eram de Paulo, outros diziam que eram de Apolo e outros ainda diziam que eram de Cefas ou Pedro. Mas havia um grupo, “mais espiritual”, que dizia que era de Cristo – ver 1 Coríntios 1:12. O apóstolo Paulo cheio de indignação pergunta: “Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo? – 1 Coríntios 1:13”. E mais adiante conclui dizendo: “Portanto, ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso: seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus – 1 Coríntios 3:21—23".

3. Tudo o que foi dito acima demonstra quão equivocada e abusiva é a tentativa contemporânea de unir, visivelmente, a igreja sob o tacão dos modernos autodenominados Apóstolos e Profetas. Não compreendendo que a unidade fundamental da igreja é algo que já existe, esses senhores insistem em buscar uma unidade alienígena, baseada no que existe de pior, que é a distinção já mencionada entre o “nós” e o “eles” – ver item 5 acima.

Assim sendo, devemos andar de forma prática, de acordo com o chamado que recebemos e com a posição de plena unidade que temos “em Cristo” – ver Efésios 4:1. Este andar deve levar em conta as seguintes verdades:

• Todos os crentes estão “em Cristo” e isto quer dizer que além de sermos um, temos todos, rigorosamente, a mesma posição. Assim sendo, ninguém é superior nem inferior a outrem. Este fato é um impulso que Deus nos dá visando nos ajudar a preservar a unidade que temos pela ação do Espírito Santo. O surgimento de castas sacerdotais, seja na forma de Apóstolos e Profetas, seja na forma de Reverendos e Doutores e outras formas similares no seio da ἐκκλησία – ekklissía - igreja, é o fator número um do porque as comunidades encontram-se tão fragmentadas. O personalismo e o individualismo de algumas dessas pessoas chega a ser imoral.

• Jesus aboliu todas as barreiras de nacionalidade, raça, classe social e sexo para com isto poder criar uma nova humanidade genuinamente unida – ver Romanos 10:12; Gálatas 3:28; Efésios 2:11—22 e Colossenses 3:11.

• Apesar de tudo isso, a maioria daqueles que se chamam cristãos não aceitam e nem permitem serem controlados por estas verdades. Estes não entendem que em Cristo toda a discriminação termina. Na ἐκκλησία – ekklissía - igreja que Jesus criou e da qual Ele, Jesus, é a cabeça, distinções não podem ser toleradas!

• Note como todos os crentes, indistintamente, são chamados de:

 Concidadãos – Efésios 2:19.

 Co herdeiros – Efésios 3:6.

 Co participantes – Efésios 3:6.

 Membros uns dos outros – Romanos 12:5.

• Esta questão da unidade é tão crucial que o Senhor Jesus orou especificamente acerca deste assunto – ver João 17:20—21. Note a implicação: quando formos supersensíveis às necessidades uns dos outros – unidade - o mundo irá crer que Jesus é o enviado de Deus.

• Para nos ajudar nesta missão de unidade o Senhor Jesus nos deu a mesma glória que recebeu do Pai – ver João 17:22—23. E o que é esta glória que Ele nos deu? A resposta não é o que é esta glória, e sim, quem é “esta glória”! A glória que o Senhor Jesus nos deu é o Espírito Santo – ver 1 Pedro 4:14.

B – Como a unidade funciona na prática?

• Existem dois elementos fundamentais para que a unidade funcione: humildade e amor.

• Como Jesus, o apóstolo Paulo também desejava a unidade entre os cristãos – ver Filipenses 2:1—5 - humildade enfatizada especialmente nos versos 3 e 4.

• O resumo dos versículos citados acima está em Filipenses 2:5: “tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” - literalmente uma mente como a de Cristo. E no que consistia a mente de Cristo?

• Filipenses 2:6—8 - note especialmente as palavras: “subsistindo em forma Deus... a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo... a si mesmo se humilhou tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. Essa era a mente de Cristo: humildade e desejo de servir o Pai de forma incondicional.

• Nós precisamos ser como Cristo e dizer: “eu não estou preocupado comigo, tudo o que me interessa é o teu bem estar irmã(o)”. A unidade brota espontaneamente quando pensamos nos outros em vez de pensarmos em nós mesmos – ver a atitude de Paulo em Filipenses 2:17. Quando agimos assim, não há espaço para “egos feridos”. De fato, não há espaço para o próprio ego - palavra transliterada do grego Ἐγὼ - ‘Egò – EU. Temos que começar a aprender a estender nossas mãos e tocar a vida das outras pessoas ao nosso redor. Somos um – unidade - e o ponto de contato, onde nos encontramos, é a humildade. Temos que ter disposição para sofrer até danos pessoas - lembre-se de Cristo e de Paulo - se isto contribuir para a manutenção da unidade! – ver 1 Coríntios 6:7.

• A segunda qualidade que se compõe com a humildade é o amor. Jesus disse: ”Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” – João 13:37.

• No que consiste a novidade do mandamento que Jesus nos deixou? Consiste exatamente nisto: Jesus não ordenou apenas que nos amássemos uns aos outros, isto seria meramente a repetição do mandamento dado por Deus em Levítico 19:18. Jesus nos ordena que devemos amar uns aos outros, assim como Ele mesmo nos amou.

• E como foi que Jesus nos amou? João nos diz em seu evangelho que: “Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” - João 13:1. Jesus amou os discípulos até ao fim. Em outras palavras isto quer dizer que Jesus amou de forma perseverante e incondicional.

• Quando dizemos para um irmão “eu te amo em Cristo” é o mesmo que dizer: “irmão eu te odeio”! O “eu te amo em Cristo” não existe, não é Bíblico. Ou nós amamos de verdade ou não estamos amando de jeito nenhum. E mais, amar os irmãos não é uma opção e sim um mandamento.

• Este amor perseverante e incondicional não existe naturalmente em nós. Ele só é possível porque:

 Somos nascidos de Deus – 1 João 4:7 – 8.

 É Deus quem derrama Seu amor em nossos corações – Romanos 5:5.

 Nós podemos amar somente porque Deus nos amou primeiro – João 4:19.

 Jesus nos deu o mandamento de amar uns aos outros como ele mesmo amou e nos capacitou. Veja as implicações graves desta falta de amor como ordenado em 1 João 4:20—21.

• Quando amamos uns aos outros de forma perseverante e incondicional - Pedro chama isto de amar “ardentemente” e de “amor intenso” – ver 1 Pedro 1:22; 4:8 - as conseqüências são logo percebidas pelas pessoas que não crêem – ver João 13:34—35!

• Paulo orou para que os Tessalonicenses pudessem crescer e aumentar no amor – ver 1 Tessalonicenses 3:12. E João nos diz que esta tem sido a mensagem cristã desde o início: que devemos nos amar uns aos outros – ver 1 João 3:11.

C – Como o amor funciona na prática

Quando olhamos ao nosso redor - na nossa comunidade em particular e nas comunidades em geral - será que estamos vendo aqueles que se dizem cristãos amar como Jesus nos amou? Ou o que temos visto são cristãos tão protetores de seus egos que assim que se percebe que algo não vai bem ou que algo está errado reagem de forma vingativa e amargurada? O que fazem os cristãos quando as coisas não andam do jeito que eles acham que deveriam andar? Quando o irmão beltrano ou a irmã fulana fazem algo que os irrita e incomoda? Tornam-se raivosos e amargurados? Ou procuram ser carinhosos e amorosos não se importando com as circunstâncias?

O verdadeiro amor entre os crentes deve nos conduzir a procurar uns aos outros e dizer: “Irmã(o), eu tenho guardado uma bronca ou aborrecimento ou mágoa contra você e por este motivo gostaria que você me perdoasse. Eu quero começar a te amar de verdade”. O verdadeiro amor reage a este tipo de atitude dizendo: “Irmã(o) eu te perdôo”. O verdadeiro amor sabe dizer: “Irmã(o) me desculpe, eu estava errado”. O verdadeiro amor não critica os outros visando parecer ser melhor do que eles. Se o que temos no coração por outro crente for menos do que o amor perseverante e incondicional de Deus então precisamos, de forma urgente, orar, nos arrepender na presença de Deus e confessar nosso pecado. Em seguida precisamos procurar nosso irmão e acertarmos a situação. Somente quando agirmos desta maneira, o corpo de Cristo será saudável. Caso contrário, a descrição que Isaías fez da nação de Israel pode muito bem ser aplicada às nossas comunidades – ver Isaías 1:5—6. Em vez do povo de Deus representar um corpo sadio, tudo o que se via eram feridas do topo da cabeça até à planta dos pés. Qual é a aparência das nossas comunidades hoje?

D. – Unidade em Meio à Variedade.

• Nossa unidade é um fato consumado, pois está garantida pela ação do Espírito Santo em nossas vidas. Mas nem sempre, na prática, experimentamos esta unidade, a qual, diga-se de passagem, precisamos nos esforçar - ver Efésios 4:3 - para manter. Um dos motivos pelo qual não experimentamos está unidade é o fato de não entendermos que cada um de nós é diferente dos outros. Os cristãos são diferentes uns dos outros.

• Um dos erros mais graves que cometemos como cristãos é desejar que as outras pessoas sejam “como nós somos”. É este nosso desejo, muitas vezes inconsciente, que nos leva a inventar tantas regras e modismos. A imposição da vontade de um irmão ou irmãos sobre o resto da comunidade demonstra falta de compreensão daquilo que somos como cristãos - um corpo com muitos membros - e é a causa de muitas, senão todas, as divisões que existem na ἐκκλησία - ekklissía – Igreja ou Comunidade daqueles chamados por Deus – ou igreja do Senhor.

• Como a graça de Deus funciona na ἐκκλησία - ekklissía – Igreja do Senhor:

 1 Pedro 4:10 – A graça de Deus é multiforme, multifacetada ou multicolorida. Deus derrama sua χάρις - cháris – graça, sobre sua ἐκκλησία - ekklissia – Igreja, e esta graça se manifesta na forma de muitos e variados χαρίσματα - charísmata – dons. Podemos dizer que o efeito da graça de Deus derramada sobre o povo de Deus é semelhante àquele da luz ao passar por um prisma! A luz é uma só, mas se decompõe em muitas e variadas cores, que vão desde o vermelho até o violeta!

 Romanos 12:4—6 – Somos um só σῶμά - sômá – corpo e como tal somos membros uns dos outros e temos diferentes χαρίσματα - charísmata – dom(dons) de acordo com a χάρις - cháris – graça que nos foi dada. De que maneira podemos enfatizar o suficiente o que estes versos querem dizer? Nós precisamos uns dos outros. Nós dependemos uns dos outros. Quando qualquer um de nós não funciona de maneira apropriada, isto é, quando qualquer um de nós não faz aquilo que a graça de Deus nos habilitou a fazer em benefício do σῶμά - sômá – corpo, então esse mesmo corpo é traído, não funciona como deve funcionar e sofre!

 1 Coríntios 12:4 - χαρίσματα – charísmata – dom(dons) são diferentes, mas o πνεῦμα - pneûma – espírito é um só. Esta diversidade de– χαρίσματα – dom ou dons existe porque o σῶμά - sômá – corpo do Senhor precisa de todos e de cada um deles. Como crentes, nós existimos para complementar uns aos outros. Nenhum de nós pode ser nem fazer todas as coisas sozinho! Eu tenho um dom e você tem um dom e cada um de nós tem um dom e nós precisamos ministrar nossos dons ἀλλήλον - allélon – uns aos outros.

• A falta de compreensão das verdades apresentadas acima tem causado os seguintes males à ἐκκλησία - ekklissía – Igreja do Senhor:

 Divisões de todas as espécies. Irmãos que se consideram melhores que outros irmãos. Irmãs que pensam que podem agradar mais a Deus do que outras irmãs. Essas atitudes, por sua vez, demonstram...

 Falta de humildade e amor fraternais que causam o surgimento de panelas e atitudes de favoritismo, que acabam por aleijar o funcionamento normal do σῶμά - sômá – corpo do Senhor.

 Outro elemento da maior gravidade é o surgimento de castas sacerdotais, sejam eles sacerdotes, ou anciãos, ou pastores, ou reverendos, pouco importa. Estas castas além de criar uma separação perversa entre “nós e eles”, alimentam intermináveis lutas pelo poder. Essas lutas pelo poder, que não podem ser vencidas em caráter definitivo por ninguém, escandalizam, aleijam e destroem as pessoas pelas quais Jesus derramou Seu precioso sangue.

 A cegueira e arrogância das lideranças no meio da ἐκκλησία - ekklissía – Igreja do Senhor são o maior empecilho ao desenvolvimento sadio do σῶμά - sômá – corpo. Nossa cegueira se manifesta no próprio fato de transformarmos nossos irmãos, aos quais estamos irremediavelmente unidos pelo Espírito Santo, em nossos inimigos. Não existe nada pior nem mais destrutivo.

E – Unidade na Variedade, mas com Harmonia.

• O Espírito de Deus nos une em um só σῶμά - sômá – corpo do Senhor, distribui a cada um de nós seus χαρίσματα - charísmata – dom ou dons mediante Sua - cháris – graça e harmoniza tudo isto de tal maneira que a ἐκκλησία - ekklissía – igreja, pode manifestar e compartilhar a vida que recebe diretamente de Deus.

• Para funcionar como deve, a ἐκκλησία - ekklissía – Igreja, precisa que cada membro seja atuante. Precisamos que cada membro funcione de modo correto e apropriado. A última coisa de que precisamos é de mais estrutura e de mais organização.

• A unidade cristã é aquela do πνεῦμα - pneûma – Espírito e não da denominação ou da organização.

III – A Igreja Como “Mistério” de Deus.

• Em todo Novo Testamento não existe nenhum outro livro que trate da ἐκκλησία - ekklissía – Igreja, seja em seus aspectos teológicos, ou em seus aspectos de vida prática, como o livro de Efésios.

• Em Efésios Paulo se refere à ἐκκλησία - ekklissía – Igreja, como um μυστήριον - mistérion – mistério. Esta palavra grega usada no Novo Testamento tem o sentido de “uma verdade ordenada por Deus na eternidade passada, para ser revelada em um determinado tempo específico ”. Paulo usa a palavra μυστήριον - mistérion – mistério em Efésios 6 vezes:

 Efésios 1:9 – “... mistério da sua vontade...”

 Efésios 3:3 – “... me foi dado conhecer o mistério...”

 Efésios 3:4 – “... o meu discernimento do mistério...”

 Efésios 3:9 – “... a dispensação do mistério...”

 Efésios 5:32 – “Grande é este mistério...”

 Efésios 6:19 – “...fazer conhecido o mistério do Evangelho...”

• É acerca deste grande μυστήριον - mistérion – mistério, chamado por Paulo de ἐκκλησία - ekklissía – Igreja, que iremos nos ocupar em outro estudo envolvendo uma exposição de Efésios 1:3—14. A verdade central deste mistério é que em Cristo, tanto judeus como gentios são unidos em um só corpo!

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.

sábado, 24 de setembro de 2011

A VERDADEIRA IGREJA - PARTE 1



Doutrina da igreja

A Igreja

I. A Igreja – ἡ ἐκκλησία - ekklissía – Igreja. 

A. Introdução – “... à igreja, a qual é o seu corpo”- Efésios 1:22 – 23.

• Nosso conceito mental da igreja: prédio, edifício, local de reuniões, instituição, denominação etc...

• Problemas causados pelas traduções.

 Nossa Bíblia não foi escrita em português.

 O Antigo Testamento foi escrito em hebraico com umas pequenas porções escritas em aramaico.

 O Novo Testamento foi inteiramente escrito em grego.

 A palavra grega usada pelos autores do Novo Testamento para se referir à igreja foi ἐκκλησία - ekklissía – lê-se eclissía.

 Nossa tradução de Almeida Revista e Atualizada em português traduz a expressão grega ἐκκλησία - ekklissía da seguinte maneira: a palavra ocorre 114 vezes no texto grego editado por Westcott e Hort, Tischendorf e os revisores ingleses.

 Igreja

Igrejas

 Assembléia

 Congregação

• Por causa da tradução e dos conceitos dominantes a grande maioria das pessoas em nossos dias têm a tendência de pensar que a palavra igreja se refere um prédio na rua tal ou a uma instituição decadente e à beira da morte.

B - Definição do Termo

• O Dicionário Aurélio 2000 define a palavra igreja da seguinte maneira: Do grego ekklesía, 'assembléia de cidadãos', 'assembléia de fiéis', pelo latim ecclesia.

• Substantivo feminino.

a.Templo cristão.

b. Autoridade eclesiástica.

c. A comunidade dos cristãos.

d. O conjunto dos fiéis ligados pela mesma fé e sujeitos a uma mesma liderança.

• O Dicionário de grego clássico de Liddell-Scott define assim:

a. Assembléia devidamente convocada, menos geral que - súllogos.

b. Na Septuaginta a definição corresponde a: congregação dos filhos de Israel - traduz o termo hebraico קְהַל - QeHaL.

c. No Novo Testamento: igreja como corpo de cristãos.

• Os dicionários do Novo testamento, geralmente, definem como:

a. Igreja como comunidade universal.

b. Congregação como comunidade particular, i.e., de um determinado local, bem como uma comunidade familiar.

Conclusão: a palavra que usamos irá, inevitavelmente, afetar a maneira como pensamos e nosso conceito de igreja será influenciado de forma concomitante.

C. O Significado da palavra grega ἐκκλησία – ekklissía.

A expressão grega ἐκκλησία – ekklissía – é comumente traduzida pelo termo “igreja” no Novo Testamento em português.

• A expressão grega ἐκκλησίαν τοῦ θεοῦ - ekklissían toû Theoû – Igreja de Deus, foi usada pelos primeiros cristãos para identificar a “sociedade” a que pertenciam como uma associação que era comum – familiar - a todas as pessoas. Não havia nada de extraordinário no uso deste termo. A reunião dos cristãos era apenas mais uma, no meio de uma multidão de associações não oficiais.

• O que diferenciava a associação dos cristãos das outras associações tão comuns dos seus dias era o fato de que essa associação ou assembléia havia sido convocada pelo próprio Deus mesmo! Foi Deus quem os convocou. Da mesma maneira é Deus quem nos convoca nos dias de hoje.

• A relação que existe entre ἐκκλησία - ekklissía – Igreja, e o chamado a viver a vida cristã acaba se perdendo completamente quando traduzimos a palavra grega ἐκκλησία pela expressão igreja. Vejamos como Paulo relacionou estes dois conceitos em Efésios 3:21 e 4:1:

“A ele – Deus - seja a glória, na igreja - derivada do verbo καλέω - kaléo – chamar - e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém! ... Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da κλήσεως - klésseos - vocação a que fostes ἐκλήθητε - ekléthete - chamados.

• Assim temos que Deus deve ser glorificado na vida da igreja. Como? Pelos cristãos andando de um modo que seja digno do chamado que receberam.

• O chamado que recebemos de Deus implica no seguinte:

 Somos chamados para fora do mundo e para dentro da igreja de Deus = libertação.

 Somos chamados para manter um relacionamento com Deus através do estabelecimento de uma aliança com Ele – ver 1 Coríntios 1:9.

 Somos chamados para herdarmos uma herança futura. O que para Israel era a terra de Canaã, para nós será o céu – ver Hebreus 3:1, Filipenses 3:14 e 1 Timóteo 6:12.

 Somos chamados para formar um povo especial que pertence ao único e verdadeiro Deus – ver Deuteronômio 7:6 e 1 Pedro 2:9—10.

D. Uma Definição mais abrangente da palavra grega ἐκκλησία – ekklissía – Igreja.

O termo grego ἐκκλησία – ekklissía – Igreja, como usado no Novo Testamento, representa a totalidade - universalidade ou catolicidade - daqueles que pertencem à comunidade dos redimidos. Nessa condição a comunidade dos redimidos forma a igreja como “corpo de Cristo”. Como redimidos que formam o corpo de Cristo, os indivíduos desta comunidade estão íntima e completamente ligados e dependentes uns aos outros e todos, sem exceção, estão ligados, de modo absoluto, ao Senhor Jesus Cristo. Esses redimidos estão ainda em íntima ligação com a comunidade representada por todo o povo de Israel do Antigo Testamento, já que o mesmo é também designado ἐκκλησία – ekklissía – Igreja ou Congregação na Septuaginta. No Novo Testamento o termo é também usado para fazer referências a uma comunidade local de redimidos - igreja local. O termo nunca é usado para referir-se a uma construção nem a uma instituição. Tais conceitos não existiam nos dias da igreja primitiva - ate o ano 100 d.C. - nem nos dias dos pais da igreja - até o ano 200 d.C. Mas, acima de tudo somos um povo chamado por Deus. Ver intens abaixo com as referências bíblicas:

Igreja como corpo de Cristo e Cristo como cabeça da igreja: Efésios 1:22 -23
Colossenses 1:18, 24; 2:18 - 19

Os redimidos como membros do Corpo de Cristo: 1 Coríntios 12:27, Efésios 4:4; 5:30 e Colossenses 3:15

Os redimidos como membros uns dos outros: Romanos 12:5, 1 Coríntios 12:13; 24 - 26

Assim temos que:

• O verdadeiro caráter da Igreja é determinado pelo fato de ser Deus mesmo aquele que a convoca para se reunir. A igreja não é um prédio ou uma construção de qualquer tipo, e sim um ajuntamento de crentes convocados por Deus mesmo.

• No Novo Testamento encontramos poucas evidências de que existisse algum tipo de organização que fosse muito além da igreja local - comunidade de cristãos localizada em uma determinada cidade ou em um lar, etc.

• De acordo com o irmão Edwin Hatch: “Apesar de ser indisputável que o Senhor fundou a Igreja ἐκκλησία – ekklissía – assumimos de forma improvável que a igreja seja uma agregação de sociedades organizadas. Cada comunidade cristã era uma comunidade completa em si mesma”. Com a passagem do tempo esse formato foi alterado. Tal alteração não pode ser definida, a priori, como algo bom ou mau para a Igreja.

• Nós precisamos começar a entender que cada comunidade local possui certa primazia real entre os vários tipos de unidade que poderiam existir.

• Infelizmente, nos dias de hoje, a igreja institucional tem se tornado tão desfigurada e as pessoas, de um modo geral, estão muito desencantadas com ela. Hoje em dia as igrejas, independente da denominação a que pertençam, são algo muito difícil de reconhecermos como uma comunidade, na qual exista qualquer relação entre o que ai está e o ensino das Sagradas Escrituras – ver Efésios 5:25—27 e Efésios 2:19—22.

• A igreja não é uma denominação, nem uma convenção, nem uma associação e sim um corpo espiritual.

• A igreja não é uma organização e sim uma comunhão, ou como diz o Novo Testamento, uma κοινωνίᾳ – koinonía - Comunhão.

CONTINUA NO PRÓXIMO POST

Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Padre Diz que Protestantes têm “cabecinhas”.


Com essa cara padre Paulo diz que "protestantes têm cabecinhas"

O cidadão Padre Paulo Ricardo de Figueiredo já foi objeto de outro post por seus ensinamentos mentirosos e idólatras acerca de Maria. Ver post aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/09/discurso-de-padre-catolico-expoe.html

Ao fazer a pesquisa para o post anterior, eu tive a oportunidade de descobrir que Padre Paulo está bastante presente na internet com suas muitas mentiras, falsos ensinamentos e muita, mas muita mesmo, conversas para “boi dormir”. Ele é a cópia exata da descrição feita por Diderot de um personagem em sua sátira “o Sobrinho de Rameu”. Padre Paulo se encaixa perfeitamente na descrição que diz: “Misto de altivez e de baixeza, de bom senso e desatino. Certamente, as noções de honesto e desonesto devem estar estranhamente embaralhadas em sua cabeça, pois mostra sem ostentação as boas qualidades que a natureza lhe deu, e as más, sem pudor”. Essa é uma perfeita decsriçao desse indivíduo que atende pelo nome de Padre Paulo.

Em um desses momentos, ele aparece num programa da rede da TV Canção Nova onde responde a um longo questionamento feito por um telespectador. Como dissemos antes, o besteirol que não tem fim não é algo exclusivo dos evangélicos. O senhor padre faz questão de participar ativamente do mesmo.

1. Para começar ele afirma que os protestantes acreditam que a Bíblia caiu do céu com zíper e tudo! A platéia ignorante que assistia ao programa achou engraçado e aplaudiu. Bem, não sei de onde o padre tirou essa idéia esdrúxula, mas me disponho a ensiná-lo como aconteceu todo o processo de formação tanto do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento. É uma pena que a formação que os padres católicos romanos recebem se dedique mais a ensinar filosofia do que Bíblia.

2. Dando continuidade à sua ignorância, Padre Paulo perguntou ao telespectador se ele sabia que devia a posse de sua própria Bíblia Protestante aos bispos da Igreja Católica Romana que, em sua opinião nos legaram a mesma. E mais, absurdo dos absurdos, que primeiro veio a Igreja Católica Romana e depois a Bíblia. Nas palavras do padre, a Bíblia foi uma criação da Igreja Católica Romana. Novamente devo me oferecer para ajudar o patético padre porque não entende que o Antigo e o Novo Testamento sofreram processos de formação distintos e que os bispos da Igreja Católica Romana – estabelecida lá pelo século V d.C. – herdaram o Antigo Testamento já pronto da versão conhecida como Septuaginta, produzida no século III a.C., que é uma tradução das escrituras hebraicas para o grego, com a adição de vários livros já escritos em grego, e que foram produzidos no período entre os dois testamentos. Os protestantes, por sua vez, optaram por aceitar o cânon do Antigo Testamento conforme decidido pelos estudiosos judeus no Concílio realizado na cidade de Jâmnia entre os anos 90-100 d.C. Quanto ao Novo Testamento, a ICAR apenas reconheceu os livros que a maioria dos cristãos já aceitavam como inspirados. O próprio padre admite em sua fala que a disputa para decidir quais livros seriam aceitos durou 300 anos. Ou seja, quando a ICAR se firmou como tal, essa verdadeira abominação que ela é, a questão já havia sido resolvida pelos membros da verdadeira e universal igreja de Cristo. Por volta do século V d.C., quando a ICAR se consolidou, já existiam centenas de cópias manuscritas dos documentos originais. Caso o senhor padre tenha interesse em realmente se ilustrar nessas questões segue a sugestão de um excelente site:

http://www.skypoint.com/members/waltzmn/

Esse site, verdadeira enciclopédia, tem a vantagem de ser periodicamente atualizada, à medida que a ciência chamada de “baixa crítica” ou de análise dos textos bíblicos antigos – paleografia - avança com novas descobertas. A afirmação do padre de que se temos uma Bíblia hoje devemos a mesma à Igreja Católica é uma afirmação das mais mentirosas que já tive oportunidade de ouvir. O contrário talvez estivesse mais perto da verdade: nós quase ficamos sem a Bíblia por causa das ações sistemáticas de perseguição, assassinatos dos verdadeiros pregadores do evangelho e da destruição de milhares e milhares de cópias manuscritas e impressas da preciosa Palavra de Deus praticadas sob a direção dos bispos da Igreja Católica Romana. O bom mocismo do padre não engana ninguém. Qualquer católico com mais de 50 anos sabe que os padres não recomendavam a leitura da Bíblia até perceberem que o negócio era multimilionário. Quem tiver interesse em conhecer melhor o tamanho desse negócio pode ler o que escrevemos em um post anterior aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2010/10/nossa-heranca-amarga.html

3. Em seguida o Padre Paulo diz que a Igreja Romana sobreviveu graças à tradição e não aos ensinamentos da Palavra de Deus. Nisso ele falou a verdade. A tradição continua até hoje, e com a infalibilidade papal assumiu ares de importância superiores, até mesmo à palavra revelada pelo próprio Deus. Hoje a ICAR respeita as encíclicas papais e outros documentos oficiais, como o Código de Direito Canônico, com autoridade superior àquela concedida à própria Bíblia. Daí o absurdo dos seus ensinamentos acerca dos santos – idolatria – do purgatório – pura estupidez – e das indulgências que é a maneira mais malandra de se arrancar dinheiro das pessoas simples e crédulas. Essa última funciona tão bem que os evangélicos têm suas próprias versões da mesma. O padre chega ao absurdo de afirmar que foi a Igreja Católica Romana quem criou a Bíblia. Quanta estupidez e falta de conhecimento!

4. Como o telespectador chamou a ICAR de “antro de pedofilia”, o Padre Paulo, de modo completamente desequilibrado, fez a seguinte acusação: “estatisticamente existem muito mais pastores acusados de pedofilia do que padres”. Como sabemos muito bem, as estatísticas normalmente, não provam nada. Fatos apenas podem ser usados como elementos de prova. O ex primeiro ministro da Inglaterra, Benjamim Disraeli, assim que as estatísticas começaram a ser utilizadas em larga escala, disse o seguinte, lá pela segunda metade do século XIX: “Existem três tipos de mentiras: 1) temos aquela mentirinha chamada “branca”, quase inocente; 2) depois temos aquelas mentiras feias e bem cabeludas; 3) por último temos a maior mentira de todas que são as estatísticas”.

O padre fez a acusação mencionando estatísticas, mas precisa responder: 1) essas estatísticas existem mesmo? Gostaria de saber onde posso encontrá-las. 2) de quem são essas estatísticas, ou seja, quem as produziu? 3) qual é o período coberto pelas mesmas? 4) quantos processos foram ajuizados contra os pastores e quantos contra padres em um mesmo período? 5) quantos bilhões de dólares as igrejas desses pastores tiveram que pagar em indenizações e em quanto já está o montante desembolsado pela ICAR, até aqui, para resolver os casos de pedofilia fora das cortes? 6) Para onde os pastores acusados de pedofilia podem fugir e encontrar abrigo como acontece com os padres estrangeiros que podem fugir para o Vaticano, de onde não podem ser extraditados? 7) Existe algum líder, de alguma denominação protestante sendo acusado no tribunal internacional de Haia, como acontece com o atual papa Bento XVI? Mais notícias sobre esse último ponto podem ser encontradas aqui:

http://defesadotrabalhador.blogspot.com/2011/09/bento-xvi-acusado-de-crimes-contra.html

ou aqui:

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=45970

O leitor interessado deve ler pelo menos esse artigo introdutório produzido pela Wikipidia, com frases realmente reveladoras da liderança católica, especialmente de Sua Santidade o Papa Bento XVI, que afirma: Deus guiará "no caminho da coragem que precisamos para não nos deixarmos intimidar pelas fofoquinhas da opinião dominante e nos dar coragem e paciência para apoiar os outros". É isso mesmo. Seu filho ou filha que foi estuprado diversas vezes e, em alguns casos, por anos a fio, é apenas algo considerado como um “fofoquinha”, pelo santo padre. Julgue o leitor por si mesmo o post inteiro aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Abuso_sexual_de_menores_por_membros_da_Igreja_Cat%C3%B3lica

Ao final de sua acusação, sem oferecer a mínima prova, o padre foi aplaudido de forma veemente pelos ignorantes presentes que não estão acostumados a pensar por si mesmos, porque há séculos lhes é ensinado que a Igreja Romana pensa por eles. E infelizmente, eles acreditam também nessa mentira como fica evidente no vídeo que pode se acessado aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=y3pTw2sySUk

Em seguida, o professor Aquino, apresentador do programa, resolveu meter a colher e veio com a alegação de sempre, de que Jesus fundou Sua igreja sobre Pedro.

Quanta bobagem. O telespectador tinha toda razão quando sugeriu que estudassem mais. Peço ao leitor que leia nosso post que trata das afirmações feitas por Jesus encontradas em Mateus 16:18, que foram mencionadas pelo professor Aquino. O Post pode ser acessado aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com/2011/06/o-proposito-distinto-e-singular-de-deus.html

Depois, o padre Paulo continua esculhambando com os protestantes dizendo que eles têm uma “cabeçinha” bem pequena e faz uma zombaria alegando que nós desejamos que a ICAR nos “mostre que Jesus foi num cartório registrar a Igreja”. A platéia ignorante deu risadas. Em primeiro lugar não existem protestantes que pensem desse modo. Cremos que Cristo fundou a Igreja como Paulo a descreve – Efésios 5:25—27.

25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,

27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

Essa sim é a verdadeira Igreja que Cristo fundou. Não essa denominação à qual esse senhor pertence. Aliás, por ser celibatário, Padre Paulo jamais poderá entender o amor que Cristo nutre pela verdadeira Igreja.

Melhor vossa reverendíssima se recolher à sua insignificância e liberar o espaço para outros, tenho certeza, que são bem mais competentes que o senhor e que estão abertos ao diálogo, sem os desequilíbrios mentais com o senhor manifesta.

Que os verdadeiros cristãos tomem nota e não percam seu tempo ouvindo e muito menos se associando com um idólatra confesso e patético como esse.

Quem quiser ouvir e ver o Padre Paulo agir de forma desequilibrada basta acessar o link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=haOaQmewcu4&feature=related

Em outra mensagem, que tem o curioso título de: “Protestantes não ficarão impunes por perseguirem a Igreja”, Padre Paulo continua com seu destempero verbal e desequilíbrio emocional e chama os protestantes de “otários”. Sem apologias. Quem quiser ver e ouvir é só acessar:

http://www.youtube.com/watch?v=WjAslMXioo4&feature=related

Não tenho a menor dúvida em meu coração que, se algum dia essa igreja voltar a deter poder político ou influência sobre o poder político, nós os protestantes seremos perseguidos, esmagados e mortos, como aconteceu durante séculos, porque os danos que causamos às suas hostes da mentira foram de uma magnitude intolerável. É curioso que o perseguidor se diga perseguido. Essa é uma tática já antiga muito utilizada por políticos, e agora por esse senhor: acuse seus inimigos de estarem fazendo o que você está fazendo. Como ele consegue ter uma exposição na mídia muito maior do que a nossa, é fácil fazer sua mentira soar como se fosse verdadeira.

É por essas e por outras que voltamos a advertir a todos os cristãos verdadeiros a não se associarem e nunca promoverem nada que seja produzido por homens como esses. Quem faz isso merece o título tão distinto com o qual o padre se refere aos protestantes acima. Nosso propósito ao escrever esse artigo é chamar a atenção do Padre Paulo para as palavras do apóstolo Paulo em 1 Timóteo 1:5—7 que dizem:

5 Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia.

6 Desviando-se algumas pessoas destas coisas, perderam-se em loquacidade frívola,

7 pretendendo passar por mestres da lei, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.