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sábado, 2 de abril de 2016

AVIVAMENTO, TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E CRESCIMENTO DA IGREJA


Charles Finney, defensor da ideia que a salvação depende do próprio ser humano e não de Deus

Ansiando por Avivamento

Michael Horton

Muito do que distingue a cultura norte americana - o culto da celebridade, da juventude e da inovação - nasceu na trilha de serragem dos avivalistas. O culto da Próxima Grande Coisa - quer fosse uma nova banda de rock, modismo de dieta, movimento político ou explosão espiritual ou cruzada religiosa - não é resultado simplesmente de nosso cativeiro à cultura; o fenômeno cultural mais amplo talvez nunca tivesse surgido não fossem os avivamentos. Numa sociedade anterior à televisão, os avivamentos não eram apenas influenciados pela cultura popular. Eram a cultura popular.

Há duas maneiras de entender os avivamentos. A primeira é ver o avivamento como uma “surpreendente obra de Deus”, uma “bênção extraordinária de Deus sobre seus meios ordinários de graça”. Foi assim que Jonathan Edwards via, conforme Ian Murray sumariza.[1] Deus é totalmente livre para impedir ou enviar o avivamento conforme ele deseja.

A segunda abordagem vê o avivamento como algo dentro de nosso controle - algo que pode ser encenado e gerenciado com resultados previsíveis. Se seguir os passos certos, você consegue os resultados certos. Basicamente, esta é uma abordagem tecnológica à religião. Como um gênio da garrafa, até Deus está sujeito às leis de causa e efeito. Nas palavras do evangelista do século Dezenove, Charles Finney (principal promotor desse segundo ponto de vista): “Um avivamento não é milagre nem depende em qualquer sentido de um milagre. É simplesmente o resultado filosófico do uso correto dos meios como qualquer outro efeito”. O impulso radical protestante por evidências extraordinárias e métodos extraordinários tornou-se especialmente marcante com Charles Finney. Finney definiu suas “novas medidas” como “induções suficientes para converter os pecadores”.[2]

Ironicamente, sob o verniz do derramamento do Espírito, essa espécie de avivamento era mais como o deísmo: Deus estabeleceu estas leis e agora depende de nós. Sinto a mesma espécie de coisa quando me deparo com evangelistas da prosperidade. Por mais que se fale em milagres, essas maravilhas acabam sendo totalmente naturais. Siga os passos que mando e você conseguirá o seu milagre. Será que Deus realmente é necessário nesse esquema, exceto como arquiteto original que estabeleceu tudo desse jeito?

Era feita constante pressão sobre a engenhosidade do evangelista para manter a temperatura emocional. Não era necessário somente a experiência inicial de conversão, mas uma perpétua experiência de tremedeira e abalos. “O avivamento pode diminuir ou acabar”, advertia Finney, “a não ser que os cristãos sejam frequentemente reconvertidos”.[3] Um avivamento podia ser planejado, encenado e manejado. A Grande Comissão dizia apenas “Ide”, de acordo com Finney.

Ela não prescrevia fórmulas. Não as admitia... e o objetivo dos discípulos era tornar conhecido o evangelho da maneira mais efetiva... a fim de obter a atenção do maior número possível. Ninguém pode encontrar qualquer forma de fazer isso estabelecida na Bíblia.[4]

Assim como o novo nascimento está inteiramente nas mãos do indivíduo, por meio de quaisquer “excitamentos” propensos a “induzir o arrependimento”, a igreja é concebida principalmente como uma sociedade de reformadores da moral. Em uma carta sobre avivamento, Finney escreveu o seguinte: “Ora, a grande empreitada da igreja é reformar o mundo - acabar com toda espécie de pecado. A igreja de Cristo foi originalmente organizada como corpo de reformadores… para reformar as pessoas individuais, comunidades e governos”. Se as igrejas não querem seguir isso, elas terão simplesmente de ser deixadas para trás.[5] Noutras palavras, têm de pensar como um movimento e não uma igreja.

John Williamson Nevin, contemporâneo reformado de Finney, contrastou o que chamou de “sistema do banco” (precursor do chamado ao altar) e o “sistema do catecismo”:

A antiga fé presbiteriana em que eu nasci, foi baseada na ideia de uma religião familiar do pacto, ser membro da igreja por meio do ato santo de Deus no batismo, e seguir a isso num treinamento catequético regular dos jovens, com referência direta a eles virem à mesa do Senhor. Numa palavra, tudo procedia sobre a teoria de religião sacramental e educativa.[6]

Esses dois sistemas, concluiu Nevin, “no fundo envolvem duas teorias da religião diferentes”.

A conclusão de Nevin tem sido provada pela história subsequente. Perto do final de seu ministério, ao considerar a condição de muitos que haviam experimentado os seus avivamentos, o próprio Finney indagava se esse anseio infindo por experiências cada vez maiores poderia conduzir à exaustão espiritual.[7] De fato, sua preocupação era justificada. A região onde os avivamentos de Finney eram especialmente dominantes hoje é referida por historiadores como “distrito queimado e apagado”, um berço de desilusão e proliferação de seitas esotéricas.[8]

Eventualmente, o ideal de uma experiência de conversão mensurável não apenas aumentou, como também era posta em oposição ao crescimento constante e real, o qual não se podia fazer uma fórmula padronizada de medidas. Havia passos e sinais óbvios que eram marcas verificáveis do fato de uma pessoa realmente estar “por dentro”. A rotina dos procedimentos de conversão acabaram sendo - como os das fábricas na Revolução Industrial - calculada, medida e reproduzida. Foi isto que aconteceu ao avivamentismo anglo-americano.

Cada despertamento sucessivo ou novo avivamento dizia ser radical, dispensando a bagagem do passado que pesa em sobrecarga à missão. Em relação à história da igreja, esses movimentos são, na verdade, radicais. Contudo, não tem sido nada contraculturais, especialmente no contexto americano. Os valores da democracia e da livre empresa - fundamentados na escolha individual - tornaram-se o próprio evangelho no Segundo Grande Despertamento.

O movimento de crescimento da igreja era tão culturalmente (e até mesmo politicamente) atado quanto seus críticos têm argumentado. No entanto, um dos mais alardeados críticos do movimento - o movimento emergente - não parece menos preso aos modismos culturais. Mais uma vez ouvimos as mensagens usuais de “entre nessa ou seja deixado para trás”. Temos de começar tudo de novo, dizem, com igrejas de ministérios comuns comparados a telefones públicos: ainda existem, mas ninguém os utiliza. Como na maioria das rebeliões, isso reflete reações sem discernimento para com o que identifica, quem sabe legitimamente, como sendo consumismo impensado. É fácil simplesmente mudar de partido político. Não requer esforço determinar nossas convicções doutrinárias, simpatias culturais e morais, e práticas eclesiais simplesmente por antíteses. “Tudo tem de mudar!” Acabem com os pastores que pregam sermões; vamos fazer um diálogo com a Bíblia como um dos parceiros da conversa. Compartilhamos nossa jornada. Em qualquer caso, não se trata de frequentar a igreja e sim de ser igreja, não sobre ouvir o evangelho, mas ser o evangelho. O discernimento informado é algo de que o evangelicalismo, através de todas as suas “tribos”, agora parece carecer desesperadamente.

Há muitos hoje que pensam como Edwards, mas agem como Finney. Em Head and Heart (Cabeça e Coração), o historiador católico Garry Wills observa:

A reunião no acampamento marcou o modelo para o credenciamento dos ministros evangélicos. Eram validados pela reação da multidão. O credenciamento organizacional, a pureza doutrinária e a educação pessoal eram inúteis aqui - de fato, alguns ministros mais cultos tinham até de fingir ignorância. O pastor era ordenado pelo seu inferior, pelos convertidos que ele conseguia. Isso era um procedimento ainda mais democrático do que a política eleitoral, onde um candidato representava um ofício e gastava algum tempo fazendo campanha. Esta era uma proclamação espontânea e instantânea realizada pelo Espírito. Essa religião faça você mesmo pedia um ministério “realize por você mesmo”.[9]

Wills repete a conclusão de Richard Hofstadter de que “o sistema de estrelas não nasceu em Hollywood, mas na trilha de serragem dos avivalistas”.[10]

Existem numerosas instruções no Novo Testamento sobre ofícios da igreja e as qualificações dos oficias, pregação, os sacramentos, oração pública e disciplina. Em marcante contraste, não há instruções sobre avivamentos - nem mesmo exemplos. Encontramos no livro de Atos o relato da obra extraordinária do Espírito por meio dos apóstolos. Por todo o relato de Lucas, encontramos a expressão, “E se espalhava a Palavra de Deus”. Era assim que o jardim de Deus crescia. O ministério deles, junto com os sinais e maravilhas que o certificavam, permanecem como as marcas indeléveis da verdade da sua mensagem para nós hoje. Como a Sexta-feira Santa e a Páscoa, Pentecostes foi um evento não repetível na história da redenção, e é um presente que continua frutificando, por meio do ministério corriqueiro.

Muitas das razões que damos para a necessidade de avivamento (letargia no evangelismo e missões, falta de uma experiência genuína da graça de Deus, frieza na oração, aumento dos vícios e da infidelidade, dos males sociais, etc.) são problemas que o ministério comum precisa tratar a cada semana. O anseio por avivamento não somente pode levar-nos a tratar esse ministério como inócuo; pode sutilmente justificar um estado inaceitável no ínterim. Outra questão é a extensão à qual um anseio por avivamento tem sido entretecido na religião civil. O antídoto ao nervo moral decaído e ao fervor patriótico é o avivamento. Entre outros problemas, isso transforma o evangelho em meio para se atingir um fim. A missão da igreja não é mais entregar a Cristo com todos os seus benefícios salvíficos aos pecadores; é principalmente agir como “alma da nação”, conduzi-la adiante e para cima até seu destino excepcional.

Este tem sido o ciclo vicioso do avivalismo evangélico desde então: um pêndulo que oscila entre entusiasmo e desilusão, ao invés de manter firme maturidade em Cristo mediante a participação na vida ordinária da comunidade do pacto. A pregação regular de Cristo a partir de toda a Escritura, Batismo, Santa Ceia, orações de confissão e louvor, e todos os demais aspectos da comunhão cristã ordinária são vistos como comuns demais. Se concordamos com isso depende em grande parte se cremos que é Deus que salva os pecadores ou se achamos que salvamos a nós mesmos com a ajuda de Deus.

Impelidos para lá e para cá com todo vento de doutrina e muitas vezes nenhuma doutrina, aqueles que foram criados no evangelicalismo se acostumaram ao super e a eventos cataclísmicos de intensa experiência espiritual que, no entanto, se desgastam. Quando as experiências acabam, frequentemente existe muito pouco para impedi-los de tentar formas diferentes de terapias espirituais ou de caírem totalmente fora da corrida religiosa.

Não será surpresa que eu prefira a primeira abordagem: avivamento como uma bênção extraordinária de Deus sobre seus meios ordinários de graça. Olhando em retrospectiva para a história da igreja, vemos alguns momentos notáveis em que - contra todas as condições humanas - o Espírito abençoou o ministério de sua Palavra de maneiras extraordinárias. Se o Senhor for enviar outra bênção dessa espécie, devemos nos deleitar em sua surpreendente graça.

Os pregadores de avivamento do passado, mais notavelmente Edwards e Whitefield - e em grande extensão João Wesley - ainda acreditavam que o avivamento era uma bênção extraordinária sobre os meios ordinários da graça de Deus. No livro de Atos encontramos muitos exemplos de experiências óbvias de conversão - frequentemente associadas a fenômenos extraordinários. Porém, é sempre mediante o ministério da Palavra. Mesmo quando um anjo apareceu ao centurião romano, Cornélio, em Atos 10, a mensagem era mandar chamar a Pedro para que ele viesse pregar o evangelho a ele, à sua casa e aos seus soldados. Ouvindo a mensagem, Cornélio e muitos outros creram e foram batizados. Assim, mesmo na era do extraordinário ministério dos apóstolos, os meios ordinários da graça estão na frente e no centro.

Porém, mesmo que seja visto como obra gratuita de Deus e que não tenhamos o direito de exigir nem o poder para controlar, será que o foco no avivamento não contribui para nossa insatisfação com as bênçãos ordinárias de Deus em seus meios ordinários? Estou inclinado a pensar que este é - e tem sido o caso. Observamos esse perigo até mesmo no primeiro Grande Despertamento. Tem sido dito que George Whitefield foi a primeira celebridade dos Estados Unidos. Isso não denigre o seu caráter. De muitas formas, Whitefield demonstrou notável humildade. Para cima e para baixo pela costa Atlântica, porém, os seus eventos de avivamento dividiam as igrejas. Questionar os métodos inovadores que estavam sendo empregados seria apagar o Espírito. Denúncias de diversos pastores como sendo não convertidos, simplesmente por eles terem questionado o avivamento, dividiam até os calvinistas coloniais.

Assim, enquanto temos toda razão ao destacar avivamentos como entendiam Edwards e Whitefield, em contraste ao avivalismo que veio a ser identificado com Finney e o Segundo Grande Despertamento, quero insistir na questão mais profunda: Será que o anseio intenso por avivamento é, em si mesmo, parte do problema, alimentando a expectação febril pelo Próximo Grande Evento? Já não é suficientemente notável que o próprio Jesus Cristo fale conosco sempre que a sua Palavra é pregada a cada semana? Não é milagre bastante que um jardim viçoso esteja florescendo no deserto dessa presente época do mal? Não basta a maravilha de que o Espírito ainda esteja ressuscitando aqueles que estão espiritualmente mortos para a vida, mediante essa pregação do evangelho? Será o batismo de água um compromisso externo, o qual fazemos em resposta a uma decisão que nós fizemos de nascer de novo? Ou não seria um meio da graça milagrosa de Deus? Não é suficiente que os que pertencem a Cristo estejam crescendo na graça e no conhecimento de sua Palavra, fortalecidos na fé pela administração regular da Ceia, comunhão na doutrina, oração e louvor, dirigidos por presbíteros e servidos por diáconos? Não tende esse anseio por avivamento a dar a impressão de que entre os avivamentos há calmarias em que o Espírito não está ativo, pelo menos no mesmo poder ou grau de poder através desses meios que Cristo designou?

Da perspectiva do Novo Testamento, o que acontece todo dia nas igrejas através da América e por todo o mundo é o que realmente importa em termos de arrependimento e fé. O problema é que muitas igrejas que anseiam o avivamento querem isso para consertar nossos males espirituais como nação, mas, sem saber, são propagadores da secularização das pessoas nos bancos das igrejas a cada semana. Não é apenas este ou aquele avivamento, a meu ver, mas o próprio anseio por avivamento que trabalha contra o meio paciente, difícil, frequentemente entediante, no entanto, maravilhosamente efetivo que Deus ordenou para a expansão de seu reino.  O pragmatismo passa a ser a norma. Passado e presente têm de ser esquecidos. Deus está fazendo algo completamente novo entre nós, que não pode ser limitado a vasos antigos. É este modo de pensar que nos tira da pregação fiel, da administração dos sacramentos, e da responsabilidade mútua pela vida e doutrina na comunhão dos santos.

Notas:

[1] Ian Murray, Revival and Revivalism: The Making and Marring of American Evangelicalism, 1750 – 1850 (Edinburgh: Banner of Truth, 1994). Acho persuasiva e útil sua distinção entre avivamento e avivamentismo. No entanto, fica aberta e pergunta se a ênfase anterior também não prejudicou o ministério ordinário.

[2] Ironicamente, Finney tinha ponto de vista ex opere operato das próprias novas medidas que jamais permitiram o batismo e Ceia. Quanto à carga pelagiana, a Systematic Theology (Minneapolis: Bethany, 1976) de Finney nega explicitamente o pecado original e insiste em que o poder da regeneração está nas mãos do próprio pecador, rejeitando qualquer noção substitutiva da expiação em favor das teorias de influência moral e governo moral, considerando a doutrina da justificação por justiça de outrem como sendo “impossível e absurda”. Na verdade, Roger Olson, em sua defesa do Arminianismo, vê a teologia de Finney como estando muito além do âmbito arminiano (Arminian Theology [Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 2006], 27). É assim ainda mais notável que Finney tenha ocupado lugar tão distinto entre os evangélicos, como ilustra o tributo a ele no Centro Billy Graham (em Wheaton, Illinois). Não nos admira que a religião norte-americana pareceu a Bonhoeffer como sendo “Protestantismo sem a Reforma”.

[3] Charles G. Finney, Revivals of Religion (Old Tappan, NJ: Revell, n.d.), 321.

[4] Citado por Michael Pasquarello III, Christian Preaching: Trinitarian Theology of Proclamation (Grand Rapids: Baker Academic, 2007), 24.

[5] Charles Finney, Lectures on Revival (2nd ed.; New York: Leavitt, Lord, 1835), 184 – 204. “Lei, recompensas e castigos - essas coisas e afins estão no coração e alma da persuasão moral... Meus irmãos, se os corpos eclesiásticos, faculdades, e seminários apenas avançassem - quem não lhes desejaria a bênção de Deus? Mas se eles não progridem - se nós não ouvimos deles nada senão queixas, denúncias, repreensões com respeito a quase todos os ramos de reforma, o que poderá ser feito?”

[6] John Williamson Nevin, The Anxious Bench (London: Taylor & Francis, 1987), 2 – 5.

[7] Veja Keith J. Hardman, Charles Grandison Finney: Revivalist and Reformer (Grand Rapids, Baker, 1990), 380 – 94

[8] Veja, por exemplo, Whitney R. Cross, The Burned-Over District: The Social and Intellectual History of Enthusiastic Religion in Western New York, 1800 – 1850 (Ithaca, NY: Cornell University Press, 1982).

[9] Garry Wills, Head and Heart: American Christianities (New York: Penguin, 2007), 294.

[10] Ibid., 302.

Este artigo é um trecho do livro Simplesmente Crente, lançamento de Março/2016 da Editora Fiel.

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Michael Horton

Michael Horton é professor de Apologética e Teologia Sistemática na Westminster Seminary California (EUA).

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.      

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

THOMAS WATSON: A ÚNICA COISA NECESSÁRIA – UM SERMÃO – PARTE 001


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O material abaixo é parte de um sermão pregado por Thomas Watson que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: GraceGems.org

OEstandarteDeCristo.com

Tradução: Camila Rebeca Almeida

Revisão: William Teixeira

A Única Coisa Necessária

Thomas Watson

“Operai a vossa salvação com temor e tremor.”

— Filipenses 2:12 —
Algumas citações deste Sermão

“Deveria ser grande o trabalho de um cristão o estar operando a sua salvação. O grande Deus nos colocou no mundo como em uma vinha, e aqui é a obra que Ele nos tem colocado sobre: o trabalho da salvação.”

“A preguiça é um travesseiro sobre o qual muitos têm dormido o sono da morte.”

“Temos que trabalhar a nossa salvação por causa: Da dificuldade deste trabalho; Da raridade do mesmo; Da possibilidade disto.”

“O coração é o próprio berçário do pecado. É o depósito onde estão todas as armas da injustiça. É um inferno menor. O coração está cheio de antipatia contra Deus, ele está irritado com a conversão por graça. Ora, a inclinação do coração deve ser mudada, que trabalho é esse! Como deveríamos implorar de Cristo, que Aquele que transformou a água em vinho transforme a água, ou melhor, o veneno da natureza, no vinho da graça!”

“Quando estamos trabalhando a salvação por meio da oração, jejum, meditação, e deixamos este trabalho por algum tempo, não devemos encontrar o nosso trabalho como deixamos; uma grande quantidade de nosso trabalho terá se perdido novamente.”

“O caminho para o inferno é um caminho largo, a estrada elevada dele é pavimentada com riquezas e prazer; ele tem uma estrada pavimentada de ouro, portanto, há diariamente muitos viajantes nele.”

“Aqueles que defendem a graça universal dizem que Cristo morreu intencionalmente por todos, mas então por que não são todos salvos? Pode Cristo ser frustrado em Sua intenção? Alguns são tão grosseiros para comprovar que todos devem realmente ser salvos, mas não tem Cristo nosso Senhor nos dito: Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem — Mateus 7:14? Como todos podem entrar nessa porta, e ainda poucos a encontrarem [?], isso me parece uma contradição.”

“A impossibilidade mata todo o esforço. Quem se importará com aquilo que ele acha que não há nenhuma esperança de algum dia obter? Mas “há esperança em Israel a respeito disso”. A salvação é uma coisa viável, que pode ser obtida. Ó cristãos, embora o portão do paraíso seja estreito, a porta está aberta! Ela está fechada contra os demônios, mas ainda está aberta para você. Quem não gostaria de se contorcer arduamente para entrar?”

“Cristãos, vão ao trabalho; façam isto mais cedo, sinceramente, incessantemente. Busquem a salvação como em uma perseguição santa; outras coisas não passam de questões de conveniência, mas a salvação é uma questão de necessidade. Vocês devem fazer o trabalho que os Cristãos estão fazendo, ou vocês farão o trabalho que os demônios estão fazendo. Ó, vocês que ainda nunca tiveram um ponto nessa obra de salvação, comecem agora. A religião é um bom empreendimento, se for bem seguido. Tenha a certeza de que não há salvação sem labor. Mas aqui eu tenho que estabelecer um cuidado para evitar erros.”

“Embora nós não sejamos salvos sem trabalhar, ainda não [seremos salvos] por nosso trabalho. Nós não trabalhamos a salvação por meio de mérito.”

“Devemos arar e semear o solo, mas nenhuma colheita pode ser esperada sem a influência do sol, por assim haveria trabalho, sem nenhuma colheita da salvação, se esperarmos [fazer isto] sem a luz do sol da graça: É agradou ao Pai dar-vos o Reino — Lucas 12:32. Dar? Por que, talvez alguns dizem, temos trabalhado duro para isso? Ai, mas o céu é um dádiva, embora você trabalhe por ele, mas é o beneplácito de Deus que o concede. Ainda assim olhe para o mérito de Cristo, não é o seu suor, mas o Seu sangue que salva.”

“O homem antes da conversão está puramente passivo, pelo que a Escritura o chama de um coração de pedra (Ezequiel 36:26). Um homem, por natureza, não pode se preparar mais para a sua própria conversão do que a pedra pode preparar-se para o seu próprio amolecimento. Mas ainda assim, quando Deus começa a atrair, podemos segui-Lo. Aqueles ossos secos em Ezequiel não tinham vida em si mesmos, mas quando o espírito entrou neles, então eles viveram, e se puseram em pé — Ezequiel 37:10.

“Deus não está ausente conosco quando fazemos o que somos capazes. Urge a promessa: Buscai e achareis — Mateus 7:7. Coloque este vínculo no pedido por meio da oração; você diz que não tem poder, mas você não tem uma promessa? Aja tanto quanto puder. Embora eu não me atreva a dizer como o Arminiano, quando exercemos e impulsionamos a natureza, Deus é obrigado a dar Graça; mas digo isto, Deus não nega a Sua Graça aos que procuram. Não, eu vou dizer mais, Ele não nega Sua graça para ninguém, mas [somente] aos que voluntariamente a recusam (João 5:40).”

“Alguém deu um conselho ao seu amigo doente para não ir para o médico, porque, disse ele, é designado pelo destino se tu deverás te recuperar ou não. Se é o teu destino se recuperar, então não precisas do médico e, se isto não for o teu destino, então, o médico não irá fazer-te nenhum bem. A semelhante falácia é usada pelo Diabo com os homens, ele os convida a não trabalhar, se Deus decretou que eles serão salvos, eles serão salvos, e não há necessidade de trabalhar; se Ele não tem decretado a sua salvação, então o seu trabalho não lhes fará bem nenhum, este é um argumento tomado dos tópicos do Diabo.”

“Quão altamente valiosa Cristo fez a alma quando ele Se entregou para comprá-la? Ó, então, é digno de piedade que esta excelente alma (esta alma para a qual Deus convocou um conselho no céu, quando Ele a fez) deverá fracassar e ser desfeita por toda a eternidade? Quem não prefere trabalhar noite e dia do que perder uma alma? A jóia é de valor inestimável, sua perda irreparável.”

 “Operar a salvação é o que fará com que a morte e o céu sejam doces para nós. Isto adoçará a morte. Aquele que tem estado a trabalhar arduamente durante todo o dia, quão tranquilamente ele dorme à noite? Vocês, que vêm trabalhando pela vossa salvação durante todas as suas vidas, quão confortavelmente vocês podem colocar sua cabeça durante a noite na sepultura, em cima de um travesseiro de poeira, na esperança de uma ressurreição gloriosa? Este será um leito de morte cordial.”

“É agradável para um homem olhar para seu trabalho e considerar seu fruto. Quando ele tem estado plantando árvores em seu pomar, ou a cultivar flores, é agradável se ver e rever seus trabalhos. Assim no céu, quando veremos o fruto do nosso trabalho, o fim da vossa fé, a salvação — 1 Pedro 1:9 —, isso fará com que o céu seja mais doce. Quanto maiores as dores que sofremos rumando para o céu, mais bem-vindos seremos; quanto mais suor, mais doçura. Quando um homem pecou, o prazer se foi, e continua a ser ferroado, mas quando ele tem se arrependido, o labor se foi, e a alegria permanece.”

“É noite para os demônios, é ainda dia para você. Trabalhe enquanto é dia (João 9:4). Se vocês perderem o seu dia, vocês perdem as vossas almas. Este é o tempo para as vossas almas. Agora Deus ordena, agora o Espírito sopra, agora os ministros suplicam, e como os muitos sonidos de Arão, devem tocar em suas almas para Cristo. Oh!, melhore seu tempo! Esse é o seu tempo de semeadura, agora semeie as sementes da fé e do arrependimento.”

“[...] a nossa vida desfaz-se rapidamente. Gregório compara nossa vida com o marinheiro em um navio que ia à plena vela, estamos todos os dias navegando em ritmo acelerado para a eternidade.”

“[...] a perda das oportunidades do Evangelho será o inferno do inferno. Quando um pecador deverá pensar no último dia consigo mesmo: „Oh!, o que eu poderia ter sido! Eu poderia ter sido tão rico quanto os anjos, tão rico como o céu poderia me fazer. Tive uma estação para trabalhar, mas eu a perdi. Isso, isso será como um abutre corroendo sobre ele, o que irá reforçar e acentuar a sua miséria. E que isto persuada você rapidamente para operar a vossa salvação.”

“[...] considere, o que é que estamos a operar. Ninguém terá dores por uma ninharia, estamos trabalhando por uma coroa, por um trono, por um paraíso, e tudo isso é compreendido em que uma palavra: “Salvação”, aqui está uma pedra de afiar para a diligência. Todos os homens desejam a salvação. É a coroa da nossa esperança, não devemos pensar que qualquer trabalho seja demasiado por isso. Pois os homens sofrem dores por coroas e cetros terrenos! E suponha que todos os reinos do mundo fossem mais ilustres do que são — suas fundações de ouro, suas paredes de pérola, as janelas de safira — que seria tudo isso em relação ao Reino pelo qual estamos trabalhando?”

“A salvação é uma coisa bela, está bem acima de nossos pensamentos, uma vez que está além dos nossos desertos. Oh!, como isso deve adicionar asas aos nossos esforços! O comerciante se apressará através das zonas de intemperança de calor e frio por um pequeno prêmio. O soldado, por um espólio vultuoso, enfrentará a bala e espada, ele terá prazer em passar por uma primavera sangrenta por uma colheita dourada. Então, quanto mais devemos gastar nosso santo suor por este prêmio abençoado da salvação!”

“Enquanto o pé está em uma armadilha, um homem não pode correr. O mundo é uma armadilha; enquanto os nossos pés estão nele, não podemos participar da corrida diante de nós (Hebreus 12:1). Se um homem subir uma rocha íngreme, e tendo pesos amarrados às pernas, eles dificultariam sua subida; muitos pesos dourados vão nos impedir de subir esta rocha íngreme que leva à salvação. Enquanto a fábrica de um comércio está funcionando, faz tanto barulho que mal podemos ouvir o ministro “levantando a sua voz como a trombeta”. O mundo sufoca nosso zelo e apetite pelas coisas celestiais, a terra apaga o fogo, a música dos encantos do mundo nos adormece, e então não podemos trabalhar. Nas minas de ouro, existem sufocamentos mortais. Quantas almas foram destruídas com um sufocamento proveniente da terra!”

“Sob medos e desânimos nós agimos fracamente na religião. Davi trabalha para repreender a si mesmo a sair dessa melancolia espiritual: Por que estás abatida ó minha alma? — Salmo 42:5. A alegria vivifica [...] A alegria é como música para a alma, que excita ao dever, ela é óleo para as rodas dos afetos. A alegria faz o serviço ser feito com prazer, e nós nunca os realizamos de forma rápida na religião como quando sobre as asas do prazer. A melancolia tira as rodas dos nossos carros, e então nós dirigimos pesadamente.”

“Não existem milhões em nosso meio que prefeririam ir dormindo para o Inferno, do que suando para o céu? [...] Tal estupidez pecaminosa e preguiça está sobre a maioria, que, apesar de Cristo estar perto deles, embora a salvação seja oferecida no Evangelho, contudo eles não trabalharão pela sua salvação. A preguiça faz cair em um sono profundo — Provérbios 19:15. Adão perdeu sua costela quando ele estava dormindo, muitos homens perdem sua alma neste sono profundo.”

“Deus é misericordioso, é verdade, mas, além disso, Ele é justo, Ele não deverá corromper Sua justiça ao demonstrar misericórdia, portanto, observe esta cláusula na proclamação, Ele não inocenta o culpado — Êxodo 34:7. Se um rei proclama que somente devem ser perdoados aqueles que vieram submetidos ao seu cetro, poderia alguém, ainda persistindo na rebelião, reivindicar o benefício daquele perdão? Ó pecador, tu gostarias de obter misericórdia, e não queres desfazer-se da arma da injustiça?”

“Diga-me, Ó pecador, é fácil para um homem morto viver e andar? Tu és espiritualmente morto, e enrolado na tua mortalha (Efésios 2:2). A regeneração é fácil? Será que não existem dores no novo nascimento? É a abnegação fácil, tu sabes o que a religião deve custar-lhe, e o que isso pode custar? Deve custar-lhe a separação dos seus desejos, pode custar-lhe a separação de sua vida, guardem desta obstrução. A salvação não é conseguida com ânimo leve, milhares foram para o Inferno mediante este erro. Os grandes espetáculos da presunção fizeram a porta estreita parecer mais larga do que é.”

“[...] temor e tremor. Este não é um temor de duvidar, mas o temor de diligência. Este temor é necessário no trabalho de salvação. Temamos até que entremos (Hebreus 4:1). O temor é um remédio contra a presunção.”

“O temor é aquela espada flamejante que gira em todos os sentidos para impedir o pecado de entrar. O temor vivifica, é um antídoto contra a preguiça. Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca — Hebreus 11:7. O viajante, para que a noite não deva alcançá-lo antes que ele chegue ao fim de sua jornada, usa mais frequentemente as esporas. O temor causa circunspecção, aquele que anda com temor pisa cautelosamente. O temor é um conservante contra a apostasia: Porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim — Jeremias 32:40. O temor de cair nos impede de cair: O temor é a insígnia e farda de um Cristão. Os santos do passado eram homens tementes a Deus (Malaquias 3:16). É relatado sobre santo Anselmo, que ele gastava a maior parte de seus pensamentos sobre o Dia do Julgamento. Feliz o homem que teme sempre — Provérbios 28:14.”

“O amor faz o trabalho prosseguir com alegria; sete anos de trabalho pareciam nada a Jacó por causa do amor que ele tinha por Raquel. O amor facilita tudo. É como asas para o pássaro, como rodas para o carro, como velas para o navio, que transporta a alma rápida e alegremente ao dever. O amor nunca se cansa. Esta é uma excelente frase de Gregório: ‘Deixe um homem ter o amor do mundo em seu coração, e ele rapidamente será rico’. Então nada faça, senão ter o amor à religião em seu coração, e você será rapidamente rico de Graça. O amor é uma Graça ativa, vigorosa. Ele despreza os perigos, ele espezinha as dificuldades, como uma poderosa torrente carrega tudo à sua frente. Essa é a Graça que ‘toma o céu por violência’. Tenham seus corações bem aquecidos com esta Graça, e vocês serão habilitados para este trabalho.”

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece — Filipenses 4:13. Nunca vá para o trabalho sozinho. A força de Sansão estava em seu cabelo. E a força do Cristão está em Cristo [...] Faça como Sansão, ele clamou ao Céu primeiro por ajuda e depois de ter se apoderado dos pilares, ele derrubou a casa sobre os chefes dos filisteus. Quando nós envolvemos Cristo no trabalho, e assim nos apoderamos dos pilares de uma ordenança, em seguida, nós derrubamos a casa sobre a cabeça de nossas concupiscências.”

“[...] seja humilde, não pense que o mérito vem pelo seu trabalho. Satanás quer nos impedir de trabalhar, ou então ele gostaria de fazer-nos orgulhosos do nosso trabalho. Deus deve perdoar nossas obras antes que Ele as coroe. Se pudéssemos orar como anjos, derramar rios de lágrimas, construir igrejas, erigir hospitais e tivéssemos um conceito que teríamos mérito por isso, seria como uma mosca morta no vaso de unguento, que iria manchar e eclipsar a glória deste trabalho.”

“Não deixe o orgulho envenenar nossas coisas santas; quando estamos trabalhando pelo Céu, devemos dizer como o bom Neemias: Nisto também, Deus meu, lembra-te de mim e perdoa-me segundo a abundância da tua benignidade — Neemias 13:22.

 “[...] trabalhe sobre os seus joelhos; passe muito tempo em oração. Implore ao Espírito de Deus para ajudá-lo no trabalho, faça essa oração: Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim — Cânticos 4:16. Temos necessidade deste soprar do Espírito sobre nós; existem tantos ventos contrários soprando contra nós, e considerando o quão rapidamente santas afeições estão prontas a murchar. O jardim não tem mais necessidade de vento para fazer seu fruto fluir para fora do que nós do Espírito para fazer nossas Graças florescerem. Filipe chegou-se a carruagem do eunuco — Atos 8:29. O Espírito de Deus deve juntar-se à nossa carruagem; como o marinheiro que tem a mão no leme e tem seu olhar voltado para as estrelas. Enquanto nós estamos trabalhando, temos de olhar para o Espírito. O que é a nossa preparação sem a operação do Espírito?”

“O que é todo o nosso remar sem um vento forte do céu? O Espírito me levantou — Ezequiel 3:14. O Espírito de Deus deve tanto infundir quanto exercitar a Graça. Lemos sobre uma roda no meio de outra roda — Ezequiel 1:16. O Espírito de Deus é essa roda interna que deve mover a roda de nossos esforços.”

“Para concluir tudo, ore a Deus para abençoá-lo em seu trabalho. Não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha — Eclesiastes 9:11, nada prospera sem uma bênção, e qual a maneira de obtê-la senão pela oração? Esta é uma frase de um dos antigos: Os santos levam as chaves do céu em seu cinto. A oração conquista a arma da mão do inimigo, e recebe a bênção das mãos de Deus.”

A esperança é a âncora da alma — Hebreus 6:19. Lance essa âncora na promessa e você nunca deverá afundar. Nada mais nos impede em nosso trabalho do que a incredulidade. Certamente, diz um Cristão, eu posso labutar todos os dias para a salvação e não obter nada. Porventura não há bálsamos em Gileade? — Jeremias 8:22. Será que não há propiciatório? Oh!, borrife fé em cada dever! Olhe para a Livre Graça; fixe o seu olhar no sangue de Cristo. Quer ser salvo? Faça o seu trabalho unindo-o a crença.”

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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

VALDEMIRO SANTIAGO NEGA A DIVINDADE DE JESUS



O auto proclamado apóstolo Valdemiro Santiago tem um deus particular. Ele costuma se referir a esse deus como:

• O meu deus.

• O meu deus me disse.

• O meu Deus fez isso ou aquilo por mim.

• O meu deus me prometeu.

• Eu pedi isso para o meu deus.

• O meu deus me deu tal coisa.

Quando fala desse seu deus a quem ele ama de verdade, muitas vezes, Valdemiro costuma chorar, a ponto de ir derramando lágrimas enquanto pronuncia sua expressão favorita “Oh!” Meu deus!”

Valdemiro atribui todos os milagres e o dinheiro arrecadado à rodo por todo Brasil, a esse seu deus particular.

Quem é o deus de Valdemiro Santiago? Como iremos provar pelas palavras do próprio Valdomiro seu deus particular não é o Deus da Bíblia nem o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. E isso independente dele usar a Bíblia. Aliás o próprio Jesus nos advertiu com as seguintes palavras que encontramos em

Mateus 24:23-24:

23 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;

24 porque surgirão falsos cristos e falsos profetas OPERANDO GRANDES SINAIS E PRODÍGIOS PARA ENGANAR, SE POSSÍVEL, OS PRÓPRIOS ELEITOS.

Jesus deixa bem claro que surgirão falsos cristos – e Valdemiro é adorado como se fosse um verdadeiro messias por seus seguidores mais fanáticos, apesar dele negar que é o Cristo – e falsos profetas OPERANDO GRANDES SINAIS E PRODÍGIOS PARA ENGANAR, SE POSSÍVEL, OS PRÓPRIOS ELEITOS.

Esse é exatamente o caso de Valdemiro Santiago: ele é um falso profeta que está OPERANDO GRANDES SINAIS E PRODÍGIOS PARA ENGANAR, SE POSSÍVEL, OS PRÓPRIOS ELEITOS.

Como sabemos que Valdemiro é um falso profeta? A resposta é bem simples. Falando de profetas e daqueles que fazem grandes prodígios, Deus instruiu o povo de Israel a não se deixar enganar por esses falsos pregadores com as seguintes palavras que encontramos em Deuteronômio 13:1—5. Esses ensinamentos, apesar de antigos e voltados para os judeus valem para todo o povo de Deus de todas as épocas por causa do conteúdo de advertência que contém:

1 Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio,

2 e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: VAMOS APÓS OUTROS DEUSES, que não conheceste, e sirvamo-los,

3 não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma.

4 Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis.

5 Esse profeta ou sonhador será morto, pois pregou rebeldia contra o SENHOR, vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR, vosso Deus, para andardes nele. Assim, eliminarás o mal do meio de ti.

Note que o profeta ou sonhador que surgir fazendo grandes prodígios no meio do povo, deve insistir nos ensinamentos corretos da Bíblia, caso contrário, o mesmo não passa de um hábil enganador, como nos adverte o apóstolo Paulo, que está apenas lançando mão de todo vento de doutrina, e de muitas artimanhas dos homens, que pela astúcia induzem ao erro – ver Efésios 4:14.

Esse é exatamente o caso de Valdemiro Santiago ao falar do seu deus particular ele nega o Deus verdadeiro que é Pai do Senhor Jesus Cristo e juntamente com o Espírito Santo são um Deus manifesto em três pessoas, sem nenhuma prioridade de uma das pessoas sobre as outras.

Mas Valdemiro nos ensina que seu deus particular não é o Pai do Senhor Jesus Cristo, pois alega que o Senhor Jesus foi criado por Deus, não sendo, portanto, nem co-eterno nem co-existente com Deus o Pai, mas um mero ser criado. Mas deixemos que Valdemiro fale por si mesmo, ele diz:

“Jesus já existia muito antes de tudo. Ele é a imagem do Deus invisível, a encarnação do verbo. MAS ELE – JESUS – NÃO É SEMPITERNO, É ETERNO. O PAI QUE É DEUS É SEMPITERNO, AQUELE QUE ANTES DELE NUNCA EXISTIU COMO ELE, NEM EXISTIRÁ DEPOIS DELE, SEMPRE EXISTIU, SEMPRE EXISTIRÁ. A PRIMEIRA OBRA DELE FOI JESUS CRISTO”.

Fica evidente que Valdemiro Santiago crê em outro deus que não é o Deus da Bíblia, pois alega que esse deus criou o Senhor Jesus Cristo como seu primeiro ato de criação. Ora isso é uma grande e desavergonhada mentira que a Igreja verdadeira já condenou desde os dias do bispo Ário de Alexandria, que foi o primeiro a inventar essa mentira – de que Jesus é muito elevado, mas não passa de uma reles criatura, ainda que tenha sido a primeira criada por Deus.

Todos os que desejarem ler o artigo do falso mestre Vademiro Santiago, poderão fazê-lo diretamente do site de sua igreja mundial do pode de deus através desse link:

http://www.impd.org.br/portal/mensagens_impd.php?id=49

Para evitar controvérsias e mudanças no conteúdo do site da igreja do curandeiro falastrão, esse autor tem uma cópia do que ele escreveu tanto em seu computador pessoal como impressa em papel e arquivada.

A Bíblia, todavia, não endossa tal ensinamento falso – de que Jesus é um ser criado por Deus - e é óbvio que Valdemiro procura conduzir o povo incauto para adorarem um deus falso apesar de usar a Bíblia e falar de deus e de Jesus Cristo. Mas pelo que podemos ver seu jesus é apenas um ser criado pelo se deus particular. Não se trata do Jesus apresentado nas Escrituras com os seguintes termos:

João 1:1-3

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o VERBO ERA DEUS.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.

João 1:18 - Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.

João 5:18 - Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus.

João 8:57-59 - Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão? Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo.

João 10:27-33 - 27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem.

28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.

29 Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.

30 Eu e o Pai somos um.

31 Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.

32 Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?

33 Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, SENDO TU HOMEM, TE FAZES DEUS A TI MESMO.

João 20:28 - Respondeu-lhe Tomé: SENHOR MEU E DEUS MEU!

Romanos 9:5 - Deles – i.e. dos judeus - são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

Atos 20:28 - Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.

Tito 2:13 - Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus

2 Pedro 1:1 - Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.

Cremos que essas evidências acima são suficientes para provar:

• Que o deus – o meu deus como ele costuma chamar – do falso mestre Valdemiro Santiago não é o Deus verdadeiro e o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, apresentado na Bíblia, apesar de Valdemiro usar a Bíblia.

• Que o jesus cristo citado por Valdemiro Santiago como sendo apenas um ser criado por Deus não é o SENHOR JESUS CRISTO mostrado nas Escrituras Sagradas apesar de Valdemiro lhe atribuir poder salvífico, mas negar-lhe as prerrogativas de ser Deus mesmo. Ora, um Jesus assim é incapaz de salvar quem quer que seja.

Agora o leitor sabe que o falso mestre Valdemiro Santiago fala acerca de um deus falso e está conduzindo as pessoas, realmente, para a perdição eterna. Que ele fala de um jesus cristo que não é Deus e que, portanto, é incapaz de salvar. Então você precisa, urgentemente, fazer o seguinte:

• Abandonar imediatamente a igreja mundial do poder de deus e se filiar a uma igreja onde se pregue a verdade e onde se anuncie com todas as letras que JESUS CRISTO É DEUS. Quem permanece nessa igreja, pode pensar que está indo para o céu, mas está realmente indo para as profundezas do inferno.

• Parar imediatamente de fazer qualquer tipo de contribuição financeira para manter esse falso mestre em condição de continuar seus ensinos mentirosos. Quem age assim, apoiando financeiramente a igreja mundial do poder de deus torna-se culpado dos mesmos pecados de Valdemiro.

• Falar com franqueza e amor, dando ciência desse material a todos seus conhecidos que estejam enredados nessa maracutaia para que possam, o mais breve possível, verem-se livre da escravidão em que se encontram.

Quanto a você, Valdemiro Santiago, ainda há tempo para que você abandone seu falso deus e se volte para o Deus verdadeiro e seja salvo pelo Senhor de Toda Glória que é Jesus Cristo.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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