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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ALINE BARROS COBRA CACHÊ DE R$ 180 MIL PARA SE APRESENTAR EM SHOW


A notícia abaixo foi publicada pelo site Gnotícias e é da autoria de Raquel Elana.

Contrato de Show de Aline Barros por 180 mil reais vaza na internet e provoca indignação

Por Raquel Elana

O assunto Gospel x Show x Mercado da Fé nunca para de nos surpreender. Até mesmo em tempos de crise financeira, os valores de cachês e a movimentação dos promoters de “eventos marchas santas”, já deixou de escandalizar muita gente. Afinal, o “Show não pode parar”.

É só usar o nome de Deus que pagamos sem pensar entre 60,00 a 1.800,00 (por ingresso camarote vip) para adorarmos a déos (e as nossas celebridades). Gostamos das profetadas e aguardamos ansiosamente pelo fim da corrupção no Brasil enquanto botas de píton, brincos gotas douradas, camisetas de “evangelização” e perfumes com cheiro de gézuis, caracterizam a nossa própria corrupção.

Estamos cegos e como cegos caminhamos defendendo o indefensável: “Não toqueis nos mungidos; está com inveja da irmã; ela leva a palavra etc., etc., etc”. Imagino o Senhor sentado, só observando o paganismo rolando solto.

A verdade é que a igreja está a cada dia mais corrupta. Não tem lava jato que de jeito nisso.

Nas redes sociais, alguém conseguiu tirar a foto da proposta de contrato do Show da virada de Ano de Aline Barros, na cidade de Porto Velho, Rondônia. Lá estão descritos os serviços prestados, o valor do cachê e o que ele deve cobrir. O valor a ser pago pela prefeitura é de R$ 180 mil reais.
Pela internet, não faltaram críticas a prefeitura e a cantora. Algumas delas diziam: “Dinheiro para creche não tem, mas para isso…”.

O site “Rondônia ao Vivo” (onde se pode visualizar as propostas financeiras para o show) publicou que o que vazou na internet foi apenas uma dentre outras cotações de artistas e que Aline seria a cantora evangélica mais cara do Brasil. (Posso ouvir um amém?)

Seja como for, não vai fazer diferença, pois o mercado gospel já está enraizado em nosso meio e na nossa política. E você concorda que a prefeitura de Porto Velho deva desembolsar tanto dinheiro para patrocinar o show da Aline?

O artigo original poderá ser lido por meio desse link aqui:


Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 4 de outubro de 2015

EDUCAÇÃO CRISTÃ -ESTUDO 009 - A Igreja Cristã no Brasil no Século XXI — PARTE 004



Ministérios da Igreja


CONTINUAÇÃO

IV – Consumismo e o Culto de Celebridades (Celebritismo)

O último, porém não menos importante que os três anteriores, é o consumismo e o culto de celebridades que se instalou em nossas igrejas como fruto da nossa perene dependência cultural, principalmente à forma do cristianismo como praticado nos Estados Unidos da América. Uma rápida folheada em nossas revistas evangélicas mais representativas (Defesa da Fé, Eclésia, Enfoque Gospel, Ultimato e Cristianismo Hoje) nos mostra o uso abusivo de celebridades evangélicas —pastores, professores, missionários, líderes denominacionais, autores, músicos e etc. — sendo usados para vender de tudo que se possa imaginar: livros, cadeiras e bancospara igrejas; seminários e conferências inclusive no exterior; cartões de crédito, cds, Dvds, softwares para computadores e jogos; cursos de teologia para qualquer nível de educação que os candidatos tenham; bíblias, livrarias, revistas, materiais educacionais para escola dominical e materiais para discipulado; candidatos a cargos eletivos, lojas e shoppings evangélicos, feiras e exposições; serviços de duplicação de Cds e Dvds e material escolar; hotéis, acampamentos e estâncias para realização de conferências, encontros e etc.; aparelhos de som e instrumentos; viagens para Israel, Disney e até lua de mel no Havaí; sítios da Internet e hospedagem de sítios, portais e provedores de Internet; agendas, papéis de carta e marcadores; tanques batismais e um curso de teologia Judaico Messiânico (seja lá o que isto quer dizer); mensagens de pastores que são celebridades em forma de DVD, cds e entrevistas; editoras, brinquedos e cirurgia plástica; filmes de média e longa metragem, desenhos animados, animadores e apresentadores de programas; perfumarias, cosméticos e medicamentos; camisetas e bonés, adesivos e stickers; louças manuscritas, quadros e fotos; emissoras de rádio e televisão, clinicas pastorais, jornais e festivais de musica; diversas organizações são vendidas sob o título “MINISTÉRIO”; preletores, dramatizações em áudio, treinamento missionário e faculdades; serviços bancários, vitrais e mosaicos decorativos; planos de saúde e serviços médicos; projetores e retroprojetores, serviços gráficos, móveis, devocionais diários e cruzeiros marítimos. Ah, e não se esqueça: “aceitamos dinheiro, cheque, VISA, Mastercard, American Express e Diners”! Acredite, nada do que foi listado acima é fruto de invenção. Está tudo anunciado nas revistas chamadas evangélicas.  Entre o que se vende gostaria de destacar três itens porque os mesmos possuem características especiais e servem como fetiches ou elementos de mistificação. Eles são:

A - Viagens para Israel – Começando com Caio Fábio na década de 80 e ainda bastante forte neste dias, salvo por uma ou outra “intifada” que mata milhares de pessoas, a maioria esmagadora de palestinos, apesar de a mídia insistir em mostrar Israel como sendo a vítima, este é um dos produtos mais vendáveis e mais rentáveis. Funciona mais ou menos assim: primeiro você descobre alguém que tenha um público, alguma celebridade e a convida para ministrar um curso em Israel. Depois você inventa um título pomposo —“Amigos de Sião” ou “Caravana Teológica” servem perfeitamente. Depois é só negociar com uma agência de viagens e pronto.  Todas as propagandas que promovem tais viagens deixam transparecer inúmeras mentiras tais como: “Deus vai ficar muito contente com você se você for visitar a terra santa” ou “Você atingirá um nível de espiritualidade incomparável ao visitar a terra santa” ou ainda “A Bíblia terá outro sabor se você visitar a terra santa” ou “Você será completamente mudado se você for batizado no rio Jordão, igualzinho a Jesus”. Tais mentiras, inferem claramente, que aqueles que não dispõe dos recursos para fazer tais viagens não agradam a Deus, que são inferiores espiritualmente, que não conseguem aproveitar a Bíblia como deveriam e que receberam um batismo de terceira comparado com o batismo no rio Jordão. Não, ir a Israel não faz de ninguém um cristão melhor. Pelo contrário, a ida a Israel, no esquema citado acima, normalmente transforma os viajantes em pessoas esnobes e arrogantes que passam a tratar os outros com desprezo. Se você não viajou e conhece alguém que viajou sabe muito bem do que estou falando.

B - Seminários, Convenções e Encontros — Esta é a versão mais barata do turismo evangélico. Existem hoje no Brasil tantos seminários e conferências e encontros oferecidos que a impressão que se tem é que toda semana tem um evento desses acontecendo em algum lugar do pais. As propagandas são sempre muito parecidas. Além de promoverem o evento, dão destaque para os preletores — alguns são verdadeiros arroz de festa—, para as acomodações, e fazem apelos singelos a favor do louvor e da comunhão. Muitos não escondem suas verdadeiras intenções e oferecem preços especiais para pastores que liderarem grupos para o evento. Um desses seminários comandados por um pastor estadunidense (a colonização continua firme), oferecia um regalo especial para o que eles chamavam de “pastor nota 10”. Na minha ingenuidade achei que pastor nota 10 fosse aquele homem que realmente servia a Deus e ao próximo seguindo o exemplo de Jesus Cristo. Eu estava enganado. O pastor nota 10 a que a propaganda se referia era o pastor que conseguisse inscrever pelo menos 10 pessoas para ouvirem o pastor estadunidense falar. E qual era o presente? Um workshop — a palavra oficina não servia? — com o próprio pastor estadunidense. Lembre-se, para participar deste encontro oferecido para um seleto grupo com a celebridade era necessário inscrever 10 pessoas no seminário. A pobreza do que se é apresentado em muitos destes seminários é tão absurda que ao retornar de um destes encontros as pessoas só falam das acomodações, do lazer, da alimentação e claro, do turismo local que tiveram oportunidade de fazer. Não lembram muita coisa do que foi falado, mas o louvor foi muito bom! Rever os amigos também foi ótimo. Existem verdadeiras confrarias de irmãos que se encontram todos os anos nos mesmos seminários. Frequentam os seminários para encontrar os amigos e para por as notícias em dia! Como não poderia ser diferente, nestes encontros se vende de tudo que foi alistado acima.

C – Bíblias – Este é um fenômeno novo. Até bem pouco tempo a única diferença que existia entre as Bíblias disponíveis no Brasil era o tamanho físico e a versão de Almeida, corrigida ou atualizada. De repente, aconteceu uma verdadeira inundação de bíblias de todos os tipos e para todos os gostos. Esse processo é chamado de segmentação e nas palavras de Russel Shedd: “esta segmentação veio para ficar”. Lembrando tudo que falamos até agora não será difícil imaginar de onde nós importamos a grande maioria das Bíblias que agora ilustram de maneira tão clara, até onde vai a ganância humana. Se você está pensando que nós importamos essas Bíblias dos Estados Unidos da América, você está absolutamente certo! A dominação que comentamos no início se mantém e agora da maneira mais perversa que é a representada por esta mercantilização descarada da palavra de Deus. Esta questão é da maior importância, pois é neste campo que uma enorme manipulação está acontecendo. Responda depressa: Você acha que é possível menos de 20 tupiniquins e estrangeiros, produzirem uma tradução completa da Bíblia (Antigo e Novo Testamentos), partindo do zero e utilizando somente os manuscritos originais, em 10 anos, sabendo que uma mesma tradução para a língua inglesa ocupou mais de 100 tradutores e demorou 25 anos para ser terminada? Desculpe-me, mas eu não acho possível. Todavia isto é o que os editores da Nova Versão Internacional (NVI) querem nos fazer acreditar. Aliás, diga-se de passagem, quem publica a NVI é uma organização estadunidense chamada de International Bible Society. Os problemas com esta tradução em português são vários.

Em primeiro lugar ela não é uma tradução completa do Antigo e do Novo Testamento baseada exclusivamente nos originais hebraico, aramaico e grego, por mais que os editores insistam em dizer que é. O diagrama de tempo apontado acima não permite tal proeza no prazo e com os recursos disponíveis. Ela é, quando muito, uma tradução do inglês com eventuais referências aos manuscritos originais. Uma leitura, mesmo superficial do capítulo 1 do livro de Gênesis em inglês e português da NVI, não deixa dúvidas acerca da afirmação anterior. A equivalência — palavra/idéia em um idioma que corresponde a uma outra palavra/idéia em outro idioma) — e, especialmente a sequência das palavras, como encontradas em português e inglês são inaceitáveis para uma tradução alegadamente independente e feita diretamente dos manuscritos originais. Basta ler qualquer outra tradução seja a Almeida Revista e Atualizada ou mesmo a Bíblia de Jerusalém e compará-las com a NVI para ficar bem evidente o que estamos falando.

Em segundo lugar esta tradução está sendo alardeada como a bíblia do século XXI e a propaganda deixa claro que outras traduções estão velhas e ultrapassadas.

Em terceiro lugar, é óbvio que, excluídos os interesses financeiros —porque os negócios envolvendo a produção e venda de bíblias são multimilionários —, não existe nenhuma necessidade da produção de uma nova tradução da bíblia em português já que a tricentenária tradução de João Ferreira de Almeida, iniciando com a chamada Tradução Brasileira de 1902 e através de suas revisões —revista, corrigida, atualizada, contemporânea, segunda edição e etc. — tem servido muito bem ao povo brasileiro. Além do mais, a própria Sociedade Bíblica do Brasil já tem produzido uma nova tradução visando atualizar a linguagem que é a Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH)[1]. É inaceitável a promoção de uma tradução à custa de outras. As políticas mercadológicas de produção e venda de bíblias, especialmente dessas novas que estão surgindo, são tão descaradas que deveriam nos fazer corar de vergonha. A imposição da NVI, com as práticas mercadológicas condenáveis que a promovem, é mais um elemento na longa lista do que temos que engolir como resultado do abuso do poder econômico que estadunidenses, em nome do Senhor, tem utilizado para nos explorar. Não bastasse este embuste chamado NVI em português, temos sido brindados com algumas jóias da invencionice estadunidense tais como “A Bíblia de Estudo em Cores”, “A Bíblia Devocional da Mulher” — que existe também na sua versão para homens —, “A Bíblia Apologética” e uma multidão de bíblias “anotadas” começando com a de C. I. Scofield, passando pela de C. Ryrie e terminando com a indefectível Bíblia Shedd. Isso para não falar de Bíblias positivamente heréticas como a “A Bíblia do Expositor”” do imoral Jimmy Swaggart, a “Bíblia Apostólica” do contrabandista de divisas confesso, Estevam Hernandes, cujas notas são as mesmas utilizadas na “Bíblia do Thalles”, etc.  Quem poderia querer mais? A grande verdade é que apesar desta multiplicidade de bíblias, a palavra de Deus continua sendo ignorada e pessoas usam tais volumes como fetiches para indicarem algum tipo de superioridade por estarem apenas portando tais volumes. É lógico que os editores não estão preocupados se o povo está lendo tais bíblias. A preocupação deles está concentrada no volume das vendas. Visitando uma livraria evangélica nos Estados Unidos, é possível contar mais de 100 “segmentações” da bíblia. Então já dá para saber a quantidade de “segmentação” que estará vindo por aí e nos será imposta pelos nossos dominadores.

Depois da versão bíblica chamada “A Rocha”, que foi a primeira bíblia de estudos utilizando o texto da NVI, agora temos a Life Application Study Bible, que usa a versão do texto de Almeida Revista e Corrigida e que está sendo promovida com os seguinte dizeres: “Agora em Português, a Bíblia de Estudo número 1 em vendas. Mais de 40 milhões — imagine o lucro! — de Bíblias impressas no mundo”. A própria NVI tem uma versão com notas lançada no Brasil e como não poderia deixar de ser é alardeada com as seguintes palavras: “A Bíblia NVI é reconhecidamente a maior e mais completa do gênero em todo o mundo”. Ou seja, cada uma é melhor e maior que a outra. Isto além de constituir uma aberração é uma deslavada mentira, já que as duas não podem ser a “melhor” nem a “maior”!

Outro aspecto que temos que destacar também é o surgimento de bíblias voltadas para uma ou outra denominação como a “Bíblia de Estudos Pentecostal” que foi produzida para atender, de forma específica, aos conceitos teológicos das Assembleias de Deus. Os presbiterianos também já podem ser vistos portando garbosas “Bíblias de Genebra”, que é uma versão, sob encomenda, contendo a interpretação calvinista das escrituras. Será que não se percebe que a chamada segmentação zomba e menospreza da Bíblia como a palavra inspirada do soberano Deus? Precisamos de uma Bíblia só. Podemos até discordar em como interpretá-la em um ou outro ponto — cada um dará conta de si mesmo a Deus —, mas daí a criarmos e nos submetermos a esta miríade de versões é inaceitável. E promovermos uma versão em detrimento de outras, além de deixar bem claro a intenção mercantilista, é imoral para dizer o mínimo. [2] É importante destacar aqui, como não poderia deixar de ser, que a grande maioria dos missionários estadunidenses, trabalhando atualmente no Brasil, endossam e fomentam de forma entusiástica a NVI, e isto não é mera coincidência. Ele preferem uma tradução mais próxima da versão inglesa da NVI contra as versões de Almeida produzidas pela Sociedade Bíblica do Brasil.

Mas seriam esses problemas típicos somente da igreja brasileira? Conhecendo a história da igreja chamada cristã espalhada ao redor do mundo, temos profunda convicção de que esses problemas não são exclusivos da igreja brasileira. De fato a igreja chamada cristã no Brasil está inserida no contexto mundial e faz parte dum problema que transcende nossas fronteiras. A igreja chamada cristã no Brasil faz parte de uma civilização chamada cristã que é em muitos, senão em todos os aspectos, a negação completa daquilo que é o ensino claro das Escrituras.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001

002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002

003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003

004 — A IMPORTÂNCIA DA ALIANÇA COM DEUS

005 — OS ALVOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ

006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS

007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS

008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA

009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO

010 — O PROPÓSITO SINGULAR DE DEUS PARA OS NOSSOS DIAS

011 — A PALAVRA IGREJA NO NOVO TESTAMENTO

012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ

013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002

015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/educacao-crista-estudo-015-o-que-o-novo.html
016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/educacao-crista-estudo-016-o-que-o-novo.html
017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-017-o-que-o-novo.html
018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-018-o-que-o-novo.html
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/educacao-crista-estudo-019-o-que-o-novo.html
020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html
021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-021-o-que-o-novo.html
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis

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[1] Existem ainda outras traduções como a promovida por um ministério que se autodenomina “educacional cristão” e responde pelo nome de Alfalit, bem como a tradução denominada TEB que quer dizer Tradução Ecumênica da Bíblia.

[2] Gostaria de ilustrar o mercantilismo corrente com o seguinte. A revista Vidamix, que é parte da nova mentalidade mercadológica que procura dissimular a propaganda em outras formas, editada pela Editora Vida para promover seus produtos, traz na capa da sua edição de número 7 do ano 4 a seguinte chamada: “Doce como mel – Texto fiel e claro da Bíblia NVI conquista leitores de Norte a Sul do pais, abrindo espaços inusitados para a evangelização”. A Editora Vida é parceira da International Bible Society na publicação e distribuição da Nova Versão Internacional da Bíblia no Brasil. No corpo da “matéria”, dentro da revista, a título de reportagem — mas que não passa de propaganda pura e simples — nós temos inúmeras citações de apoio ao produto: 1. “Com a NVI, a intenção é desconstruir impressões equivocadas sobre a Bíblia, mostrando que esta é a palavra de Deus hoje” (Robson Ramos, Diretor Executivo da Sociedade Bíblica Internacional). Aqui se infere que outras traduções causam impressões equivocadas e que não podem ser a palavra de Deus para hoje; 2. “O texto bíblico na Nova Versão Internacional foi escolhido oficialmente pela Associação Evangelística Billy Graham para a evangelização no Brasil” (Idem). A associação Evangelística Billy Graham teve inúmeras de suas campanhas financiadas pelos Rockfellers e fez parte do grande esquema de relações inconfessáveis citadas na primeira parte dessa introdução. E o próprio Billy Graham endossou — pelo seu silêncio e conivência — o genocídio de povos latino americanos e do sudeste asiático na década de 60,— ver obra citada: Thy Will Be Done – The Conquest of the Amazon: Nelson Rockfeller and Evangelism in the Age of Oil —,  bem como o genocídio, de mais de um milhão — 1.000.000 — de Iraquianos, a maioria crianças abaixo de 10 anos de idade — ver documentário produzido pelo jornalista australiano John Pilger para a BBC de Londres intitulado “Killing the Children of Iraq” — Matando as Crianças do Iraque —; 3. “Com a linguagem da NVI é mais fácil de entender a bíblia” — suposto presidiário encarcerado no complexo desativado do Carandiru na cidade de São Paulo —. Teria este presidiário tido a oportunidade de ler outra tradução e podido compará-las?; 4. “O texto da NVI é mais adequado tanto para evangelizar quanto para o uso nas igrejas, entre os crentes” — José Bernardo, Diretor da Associação de Missionários Mantenedores da Evangelização. É claro, as outras traduções são menos adequadas. 5. “A NVI é muito mais fácil de ser entendida pela garotada do que as versões mais tradicionais da bíblia” — Secretária de Educação da cidade de Custódia no interior do Pernambuco. A inferência é óbvia; 6. Temos que reconhecer que existem “muitas tribos indígenas no Brasil que nunca terão as Escrituras completas em sua língua. A melhor tradução da palavra que eles poderão ter acesso será a NVI, que é a melhor do mundo” — Jaime Carlos dos Santos, estadunidense radicado no Brasil a serviço da Missão Cristã Evangélica. Se é tão boa assim vamos levar a tradução em português para o mundo inteiro; 7. “A NVI é um ponto de referência para tirar dúvidas entre todas as versões que possuo. Ela garante uma interpretação melhor, pois sua tradução é mais clara e direta” — Alexandre Fonseca da Igreja Batista de Lauzane Paulista. As implicações são óbvias, as outras traduções não são claras e diretas e não servem como ponto de referência.  8. “Leio a NVI do púlpito e vejo que as pessoas compreendem melhor a mensagem” — Alexandre Ferreira Casimiro, vice-presidente da Igreja Batista Bíblica Nacional. A NVI é melhor compreendida, o pastor vê isto do púlpito, não se trata de estudo científico; 9. “Tenho várias Bíblias, mas a que mais me toca é a NVI” — Erwiton Edgar Briljants de São Paulo. Essa é uma opinião pessoal e totalmente irrelevante. Diante de tanta propaganda, perguntamos como o editor da revista não se envergonha de apresentar a matéria como reportagem? Não tem nada de reportagem. Uma “reportagem” que endossa 100% um determinado produto é como um conto da carochinha. No começo da pretensa reportagem ainda é contada a estória duma tal de “Edna” visando indicar a superioridade de NVI. Na estória de Edna, se colocam as seguintes palavras na boca de um marginal “devidamente maquinado”: “Minha mulher também é estudante de direito. Ganhou duas Bíblias na Nova Versão Internacional. E a minha?” Seria realmente cômico se não fosse trágica a pretensão embusteira. Até poderíamos aceitar que o ladrão pedisse uma Bíblia para a Edna. Mas daí a dizer “eu quero uma Bíblia, mas tem que ser na versão NVI” já é demais. Temos que ter muita santa paciência para lidar com estes manipuladores inescrupulosos! 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

COMO VIVEM AS MEGA ESTRELAS DA CRISTANDADE NO BRASIL


A rotina dos popstars  da fé
O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista ISTOÉ é eé de autoria de João Loes e Rodrigo Cardoso.

A rotina dos popstars da fé

Divididos entre religião e carreira, família e viagens, missas e shows, esses campeões de vendas se desdobram para equilibrar o divino e o mundano no dia a dia

Por João Loes e Rodrigo Cardoso

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Eles detestam ser chamados de estrelas. Repetem, insistentemente, que são, na melhor das hipóteses, um mero canal para a graça de Deus. A humildade do discurso, porém, contrasta com a postura de celebridade desses ídolos cristãos e com os números que compõem este que já é o mais expressivo segmento do mercado fonográfico do País. Estima-se que, só em 2011, a produção de discos e DVDs religiosos no Brasil rendeu R$ 1,5 bilhão. Como não poderia deixar de ser, no mesmo ano, os discos e os DVDs mais vendidos, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (Abpd), foram dos astros da fé padre Marcelo Rossi e padre Fábio de Melo, respectivamente.

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AMIGOS - Padre Marcelo e padre Fábio na gravação do DVD “Ágape”, em São Paulo

O domínio não é só católico. Estrelas do mundo gospel têm tido cada vez mais espaço para brilhar. Pudera, hoje o Brasil tem pelo menos 42 milhões de evangélicos, segundo dados do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV). Nomes como Aline Barros, Ana Paula Valadão e Regis Danese são verdadeiras potências capazes de arrastar centenas de milhares de pessoas a shows, cruzar barreiras religiosas e vender milhões de discos e DVDs. “E tem uma outra coisa – para os evangélicos, pirataria é roubo e roubo é pecado”, afirma o evangélico Danese. Como consequência, as perdas para a pirataria de gravadoras especializadas nesse mercado não passam de 15% do faturamento, enquanto para as outras o percentual pode chegar a até 60%.

Mas como vivem essas pessoas, divididas entre a pureza da mensagem divina e a lógica violenta do mercado? Como administram fé, carreira artística, vida religiosa, família, viagens, fãs, sucesso e dinheiro? ISTOÉ ouviu cinco dos mais importantes representantes do gênero na atualidade, além de gente do seu círculo social, para a seguir mostrar as alegrias, tristezas, paixões e dúvidas dos astros da fé.

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"Gosto de roça, de bicho. Em casa tenho pouquíssimos ruídos" Padre Fábio de Melo

Um mês atrás, padre Fábio de Melo desabafou em seu Twitter que, cansado da cidade grande, qualquer dia venderia seu iPhone e compraria um casal de gansos. Aos 42 anos, o sacerdote que nasceu em Formiga, interior de Minas Gerais, e atravessou fronteiras graças aos cerca de 30 produtos que lançou no mercado – entre CDs, DVDs e livros –, mora sozinho em um sítio numa região rural de Taubaté, interior de São Paulo. É lá, ao lado dos dois cachorros, o mastiff inglês Nathan e o bulldog francês Lucca, que ele relaxa. “Gosto de roça, de bicho. Em casa tenho pouquíssimos ruídos urbanos por perto”, afirma o sexto maior vendedor de CDs do Brasil no ano passado. No momento, o sacerdote cantor que já vendeu dois milhões de CDs e 700 mil DVDs afirma: “Estou cada vez menos urbano.”

Apesar do discurso desapegado, padre Fábio ainda não se livrou de seu smartphone. Também não abre mão de dirigir o próprio carro na ida ao supermercado. Até já arriscou uma volta em um modelo stock car, como mostra a foto acima, em 2010, um desejo antigo. Mas cavalgar, cuidar pessoalmente dos cachorros e ajudar na limpeza da casa e do jardim são seus principais passatempos quando encontra uma folga na agenda tomada – entre celebrações e um programa de rádio – por 100 shows anuais e pelo menos um lançamento de CD ou DVD por ano. “Com essa rotina, ficar em casa é sempre um luxo”, diz o sacerdote. Vestindo batina, o caçula de oito filhos explodiu como um fenômeno da música gospel no início dos anos 2000. “A vocação espiritual do Fábio era a de um padre, mas a vocação natural era a de um artista. Sendo assim, que se tornasse um padre artista”, afirma o padre João Carlos Almeida, diretor da Faculdade Dehoniana e formador espiritual, musical e universitário do sacerdote mineiro.

Padre Fábio aprendeu direitinho com seu mentor. A timidez e a melancolia do início da carreira saíram de cena e o mineiro boa-pinta de olhar triste conquistou o público se valendo de uma linguagem comum ao ambiente acadêmico – própria de quem se formou em teologia e filosofia, fez pós-graduação e lecionou em faculdades. “Fábio não é padre que faz sermão em igreja. Em qualquer lugar que ele vá seu discurso é estudado”, afirma padre Almeida. “Ele é um poeta do evangelho”, diz o pré-candidato a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita, que publicou dois livros em parceria com o amigo religioso. Um poeta que, além da articulação das palavras, zela pela aparência. Ela, afinal, também tem o dom de cativar fãs fiéis. “Vou regularmente ao dermatologista. Já tive câncer de pele e uma paralisia facial na juventude. E procuro controlar o peso”, afirma ele. “Eu me cuido, sim. Estar bem-vestido faz parte do meu trabalho. É uma hipocrisia achar que o padre precisa andar mal-arrumado e desleixado.”

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"Trocaria meu corpo por três de 18 anos" Padre Marcelo Rossi

Padre Marcelo Rossi, 45 anos, estava pronto. Na tarde do domingo 20, de batina branca, ele rumou para a cripta que fica embaixo do enorme palco do Santuário Theotókos Mãe de Deus, em construção há oito anos. Ali, seu corpo repousará em sono eterno quando sua missão na terra acabar. O momento era de oração. Todos estavam em corrente vibrando para que a gravação do DVD “Ágape”, que começaria alguns lances de escada acima e dali a pouco mais de uma hora, se tudo corresse bem. “Dava pra sentir a energia no ar”, diz um membro da equipe musical. E que energia! Uma multidão de 45 mil fiéis já se aglomerava diante do palco do santuário para acompanhar a gravação e se fazia ouvir, através do concreto da cripta, com poderosos gritos de Jesus.

Seria ingênuo pensar que padre Marcelo já se acostumou com eventos como esse. E, mesmo que tivesse se acostumado, este certamente teria sabor diferente. O DVD “Ágape” é um desdobramento do sucesso inédito e retumbante do religioso no mercado editorial com o livro de mesmo nome lançado em 2010, que já vendeu oito milhões de cópias. “Minha vida está uma loucura, uma correria, mas uma bênção”, diz ele. Até agosto, de segunda a quarta, sua agenda está tomada por sessões de autógrafo em 12 cidades brasileiras. Em meio a esse estresse, ele faz o que pode para manter a rotina. Acorda sempre entre as três e quatro da manhã, faz uma breve oração, não toma café e mergulha nos afazeres diários, que incluem uma entrada ao vivo em rádio, obrigações com a obra no santuário e cuidados com a saúde. “Procuro fazer esteira e fisioterapia quatro vezes por semana”, diz.

Em 2010, depois que sofreu um grave acidente na mesma esteira que usa hoje, padre Marcelo chegou a celebrar missas em cadeira de rodas. A queda lhe rendeu um pé quebrado, tendões rompidos e um insistente problema no joelho que ainda teimam em incomodá-lo. Para amenizar as dores, o religioso tem alternado quatro pares de tênis do tipo esportivo, desenhado para amortecer impactos. Membros da equipe de filmagem da Rede Vida, que transmite suas missas há anos, e voluntários mais antigos que trabalham organizando a multidão nas celebrações em São Paulo dão como certa a ingestão de remédios pelo padre, tanto para dor quanto para inflamação. Isso poderia explicar, em parte, a dificuldade que ele tem tido em se mexer com agilidade e o visível inchaço de seu rosto. “Só com muita fé para fazer o que ele faz com as dores que deve sentir”, disse uma pessoa próxima, que revelou ainda que o popstar católico não pisa num supermercado, restaurante ou cinema há anos. “Não tem jeito, junta uma multidão pra ver, tocar, tirar foto e pedir bênção.”

Sobre o fervor dos fiéis, Marcelo lembra de uma história divertida. “Uma vez, uma senhora me viu dirigindo e começou a me fechar até que eu tive que subir, literalmente, na calçada e parar o carro”, diz ele. “Ela desceu, se ajoelhou e pediu uma bênção”, conta. Desde então ele não dirige mais e conta com o fiel Chicão, motorista e faz-tudo, para ajudá-lo a se deslocar. Quando questionado sobre o que espera do futuro, dá sinais de que o cansaço físico já começou a pesar. “Nos próximos cinco anos me vejo com mais experiência”, diz. “Mas trocaria meu corpo por três de 18 anos.”

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"Acompanho o dever de casa do Nicolas, o levo para a escola, alimento e dou banho na Maria Catherine" Pastora Aline Brarros

Nicolas sobe as escadas de casa chorando. No andar de cima, sua mãe, a pastora, cantora e escritora Aline Barros, interrompe a conversa telefônica para acalmar o primogênito de 8 anos, que está usando aparelho nos dentes. “Deixa a mamãe ver. Onde está doendo?”, diz. Aos 35 anos, a maior expoente feminina da música gospel brasileira tem hoje os filhos mais perto de si do que os microfones com os quais se tornou fenômeno da indústria fonográfica. Sete meses atrás, Aline deu à luz Maria Catherine e, desde então, a maternidade sobrepujou a sua rotina artística. Foi só em março, após seis meses dedicados exclusivamente à filha, que a cantora retomou os compromissos no show biz. “Minhas manhãs ainda são para os meus filhos. Acompanho o dever de casa do Nicolas, o levo para a escola, alimento e dou banho na Maria Catherine”, diz a pastora da Igreja Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no Rio de Janeiro, frequentada por ela toda quarta e domingo.

Desde 1995, quando lançou o primeiro de 27 álbuns, a evangélica já vendeu cerca de seis milhões de cópias e ganhou quatro Grammys latinos (o último no ano passado). Aline foi a primeira cantora gospel do País a conquistar um Grammy, em 2004. A gravação do álbum premiado, “Fruto de Amor”, foi cercada de muita tensão. Na época, um problema nas cordas vocais provocava rouquidão na pastora e só lhe permitia gravar depois de uma longa pausa de recuperação. “Procurei uma fonoaudióloga, que me disse que eu estava com apenas 5% da voz em perfeitas condições”, lembra.

Com a voz recuperada, a pastora iria cantar para cerca de dez mil pessoas no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Onipresente em programas de tevê fora do segmento cristão e amparada por números de uma estrela, com músicas gravadas em espanhol, a carioca que cresceu no subúrbio da Vila da Penha e hoje vive no confortável bairro da Barra da Tijuca não se veste com o manto comum às celebridades. “Se deixar, a Aline passa o dia de jeans e tênis”, revela a sua mãe, Sandra Barros. “Ela é despojadona.” De fato, a pastora cantora já esteve em três programas de tevê diferentes, em uma mesma semana, calçando o mesmo sapato.

A evangélica se policia para não fazer a vida girar em torno da carreira. Seu marido, o ex-jogador de futebol Gilmar dos Santos, com quem está há 12 anos, revela um pacto feito pelo casal. “Desde que nos casamos, acertamos que não permitiríamos que a nossa vida ficasse refém de uma agenda.” Hoje, quando tem de viajar de avião para alguns dos 110 shows que faz por ano, ela carrega a filha no colo e procura embarcar em voos próximos ao horário dos shows. Inspirada pela fase materna, Aline planeja montar uma loja de roupas infantis. “Eu visto a Maria Catherine três vezes por dia, só para ficar namorando suas roupinhas”, diz.

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"Hoje, meu foco é minha filha" Regis Danese

A rotina de shows já foi mais puxada para Regis Danese, nascido João Geraldo Danese Silveira em 2 de abril de 1972, na cidade de Passos, interior de Minas Gerais. Até 2010, quando vivia o auge do sucesso da música “Faz um Milagre em Mim”, que o consagrou no mercado gospel, o pacato mineiro se desdobrava para cumprir uma agenda de shows que chegava a ter 40 apresentações em um mês. A música, de 2008, é tida pela indústria fonográfica evangélica como a responsável por romper importantes barreiras. Foi das primeiras a ser tocada livremente em rádios FM laicas, a ser gravada por padres católicos e a ganhar dezenas de versões. Foram 50 mil discos vendidos no primeiro mês de lançamento e um milhão em menos de um ano. “Graças a ela, fazíamos três shows em uma noite só”, diz Danese, que vive em Belo Horizonte.

Hoje, o ritmo de shows diminuiu, mas ainda está longe de ser tranquilo. São cerca de oito apresentações por mês. E, onde quer que esteja, Danese, como bom evangélico, está sempre com sua “Bíblia” – a mesma, aliás, desde sua conversão, em 2000. Durante os voos para os locais de show, muitas vezes em pequenos aviões particulares, ela é lida com mais fervor. O artista admite que tem um medo saudável do aparelho. “Uma vez pegamos uma tempestade em um aviãozinho de duas hélices que chacoalhava tanto que nem a Bíblia eu consegui ler, então comecei a cantar”, lembra ele.

A voz, instrumento de trabalho e de fé, é cuidada com esmero. Só não recebe mais atenção que o cabelo, sempre espetado. São pelo menos 30 minutos de preparo, com sprays e produtos para garantir o efeito conhecido pelos fãs. “Às vezes, quando não tem cabeleireiro, eu ajudo, mas não fica lá essas coisas”, brinca Evander Domingues, o Vandinho, violonista da banda de Danese e amigo dos tempos em que ambos ainda eram membros do grupo de pagode Só Pra Contrariar.

É de Vandinho, da fé inabalável e da família que Regis tem tirado forças para encarar o mais recente desafio que a vida lhe jogou: a leucemia da filha mais nova, Brenda, 3 anos. Em viagem para a Disney, nos Estados Unidos, no mês de janeiro, a menina começou a passar mal, estava anêmica, muito branca e cheia de manchas roxas pelo corpo. Em visita a um hospital de Orlando, foi internada imediatamente e teve de receber uma transfusão de emergência. “Ela estava praticamente sem sangue”, diz Kelly Danese, mulher de Regis. Hoje, o tratamento quimioterápico pelo qual a menina passa em Belo Horizonte mudou a rotina da família.

O astro gospel já não joga mais seu futebolzinho semanal e pouco se diverte. “Todo o tempo livre que ele tem passa em casa olhando para a Brenda e orando”, diz Kelly. Um DVD, que seria gravado no mês que vem pelo astro, foi cancelado. Os shows, porém, continuam. Quando está fora, ele liga mais de cinco vezes por dia para saber notícias. “Hoje, meu foco é minha filha”, diz Danese.

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"Nem o sucesso da missão justifica o fracasso da família" Ana Paula Valadão

“Vai com Deus, porque quando você cantar o ladrão não vai mais ser ladrão.” A frase dita pelo precoce Isaque Valadão, 6 anos, é o que move Ana Paula Valadão, mãe do garoto e vocalista da banda Diante do Trono, um fenômeno da música gospel que existe há mais de 15 anos e já vendeu mais de dez milhões de discos. Quando as obrigações da carreira musical atropelam a rotina dessa mineira de Belo Horizonte, é na frase de Isaque que ela pensa. “É a garantia que tenho de que estou no caminho que Deus quer pra mim”, diz Ana, 36 anos, integrante, ao lado da família, da Igreja Batista da Lagoinha. “Ela encara a carreira e os sacrifícios exigidos como missão divina”, diz a irmã, Mariana Valadão. E espera seriedade, compromisso e abdicação semelhantes de todos de sua equipe. Atualmente, por exemplo, os 16 membros do Diante do Trono estão no que ela chama de “jejum de delícias” em preparo para a gravação do 15o disco da banda. Durante os 40 dias que antecedem a apresentação, cada um deve cortar do cardápio três ou quatro alimentos que come por puro prazer. “O rigor é tanto que ela chega a proibir, nos hotéis, que a equipe assista à televisão ou use a piscina antes de fazer uma apresentação”, diz o irmão, André Valadão, outra estrela do mundo gospel.

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FERVOR - Dezenas de milhares de pessoas acompanham as celebrações de padre Marcelo

Comunicar-se com familiares, porém, está liberado. Ela está sempre em contato com os dois filhos e o marido pelo iPhone. Usando um aplicativo que permite a troca gratuita de mensagens de texto e imagens, manda e recebe notícias constantes. Na última viagem, por exemplo, o companheiro mandou fotos de Isaque e do irmão, Benjamin, 3 anos, depois do banho, vestidos com o uniforme da escola e na hora de dormir, aconchegados no canto dela da cama de casal. Já ela fotografou o quarto do hotel e a roupa que escolheu para se apresentar. “Para eles verem como a mamãe está”, diz ela. Quando volta, ela lê e assina todos os recados mandados pelas professoras sobre seus meninos e faz questão de levá-los ao colégio sempre que está em Belo Horizonte. “Nem o sucesso da missão justifica o fracasso da família”, afirma.

Paciente com os fãs, Ana Paula encara a rotina de autógrafos, fotos e conversas como parte de sua missão. “Gosto da troca com eles”, afirma. A coisa só complica quando invadem seu espaço. Certa vez, enquanto estava hospedada em um hotel-fazenda de férias, um dos camareiros a acordou de um preguiçoso sono da tarde em seu quarto, enquanto os filhos e o marido estavam na piscina. Ele queria tirar uma foto. “Achei um pouco demais”, diz ela, rindo. No fim a foto foi tirada e o rapaz ainda reclamou da imagem. Faz parte.

Íntegra da entrevista com o Padre Fábio de Melo

ISTOÉ – Como a música passou a fazer parte da vida do senhor? Em quais ocasiões, seja na infância, adolescência, ou mesmo agora, surpreende-se cantarolando?
Padre Fábio de Melo – Já nasci com trilha sonora. Enquanto eu vinha ao mundo, o médico cantava “Jesus Cristo”, canção de Roberto e Erasmo. Minha mãe conta essa história para justificar o meu gosto pela música, mas também para ressaltar a minha opção pelas questões religiosas. Eu sempre tenho uma música na cabeça, ainda que não a cante. É um movimento natural que me leva ao centro da vida. A música é o meio de transporte por onde eu chego aos sentimentos do mundo.

ISTOÉ – Qual é o ritual do senhor antes de alguma apresentação?
Fábio de Melo – Não considero um ritual. Apenas gosto de ficar um tempo, ainda que breve, em silêncio antes de começar. Geralmente faço um aquecimento vocal antes do show, abençôo o palco e só.

ISTOÉ – A equipe de músicos viaja com o senhor no mesmo ônibus ou avião, para apresentações que necessitam de viagens?
Fábio de Melo – A equipe é grande. Saímos de diversos lugares do Brasil. Nem sempre vamos nos mesmos vôos, mas vez em quando a gente embarca no mesmo ônibus. São as melhores viagens. É o momento da convivência.

ISTOÉ – Aos músicos é indicado algum tipo de conduta, durante as viagens, ou nos dias que antecedem uma apresentação? Quantas pessoas fazem parte do staff musical do senhor?
Fábio de Melo – Uma conduta? Que sejam bons pais, bons maridos, bons amigos. A retidão de caráter é o resultado mais aprimorado que podemos esperar da religião. Eu tenho a graça de estar rodeado de gente assim. A unidade que experimentamos no palco é um desdobramento natural da vida que vivemos fora dele. Viajamos em 16 pessoas.

ISTOÉ – Como o senhor compõe? Com violão, sentado em um sofá de casa, na sala...? Há uma frequência?
Fábio de Melo – Eu componho toda vez que a criatividade se hospeda em mim. Nem sempre ela vem. Mas também não corro atrás. Aprendi que inspiração é bicho sem doma, não se deixa aprisionar. Mas quando ela me visita, não me faço de rogado. Paro de fazer o que estou fazendo e cuido do que ela me trouxe. Os lugares são inusitados. Ela não tem lugar para acontecer. Componho e escrevo muito durante os deslocamentos.

ISTOÉ – O sr. ensaia com a banda com que freqüência? Faz exercício para as pregas vocais?
Fábio de Melo – Só ensaio quando temos um projeto novo, como quando fizemos o show com o Milton Nascimento, ou quando temos uma música nova no repertório. O dia a dia da estrada nós já conhecemos bem. Eu não faço exercício para a voz. Só procuro usá-la corretamente.

ISTOÉ – O senhor e/ou a gravadora possuem metas, como lançar um CD por ano ou DVD por ano?
Fábio de Melo – Geralmente é um produto por ano.

ISTOÉ – Quantas missas o senhor celebra por semana e, geralmente, onde elas ocorrem?
Fábio de Melo – Procuro celebrar todo dia, mas nem sempre consigo. Como tenho muitas viagens, celebro sempre onde estou. Tenho uma capela na minha casa. Isso facilita muito.

ISTOÉ – O dia do senhor começa e termina que horas? O senhor tem sono tranquilo?
Fábio de Melo – Acordo cedo, mesmo que tenha ido dormir muito tarde. Meu sono é tranquilo. Se posso, durmo por volta de 23hs. Sonho mais acordado que dormindo.

ISTOÉ – Detalhe, por favor, o dia a dia do senhor em uma semana.
Fábio de Melo – Por conta das muitas viagens, quase não tenho rotina, mas gosto de levar minha rotina para onde estou. Quando estou em casa, acordo por volta de 7hs, faço minha oração e vou ver as notícias. Depois tomo café, respondo emails e vou trabalhar. Na parte da manhã eu me dedico aos estudos. Fiz faculdades de Filosofia e Teologia. Gosto de me atualizar. Alterno os temas. Almoço por volta de 13hs e depois vou fazer o que faz todo cidadão. Pagar contas, mercado, médico, dentista, cuidar dos cachorros, tudo depende da necessidade do dia. À tarde faço alguma atividade física (aeróbico ou musculação). Tomo banho e volto a estudar. Depois janto, celebro missa, vejo mais notícias, leio e vou dormir. A leitura é a última coisa que sempre faço.

ISTOÉ – O senhor segue alguma dieta? Como são balanceadas as refeições do senhor? Faz exercícios com que frequência?
Fábio de Melo – Sou bastante disciplinado com a alimentação e a atividade física. Tenho consciência de que o cuidado com o corpo é também regra religiosa, pois através dele eu me disciplino para a conquista de virtudes espirituais. Cuidar da saúde é uma responsabilidade que não negligencio. Sempre arrumo um jeito de fazer uma atividade física, ainda que seja só uma caminhada.

ISTOÉ – Quando começa o processo para escrever um livro, o que muda em sua rotina? Em quais momentos o senhor rende mais para escrever? Escreve todos os dias? Por quantas horas? O senhor conta com o auxílio de alguém para a confecção de seus livros, alguém com quem troque idéias?
Fábio de Melo – Quando estou escrevendo fico bastante absorvido pelo texto. Escrevo e reescrevo inúmeras vezes. Não gosto de produzir com prazo estabelecido. A literatura tem ritmo próprio. Obedece ao movimento das palavras. Meu fazer literário é muito solitário, mas sempre nasce da vida que vivi ou que vi ser vivida ao meu lado. Minhas melhores ideias nascem da observação que faço do mundo. Só partilho o que realmente estou seguro de que vale a pena ser levado adiante. É aí que procuro os amigos para mostrar, trocar ideias.

ISTOÉ – Em quais momentos o senhor costuma ler a Bíblia? O senhor a lê todos os dias, impreterivelmente?
Fábio de Melo – Há duas formas de ler a Bíblia. Como estudo, respeitando métodos hermenêuticos, e como fonte de espiritualidade. A leitura estudiosa eu não faço todo dia. Já a leitura espiritual, esta faço diariamente. A vida oracional de um padre é toda ela baseada em textos bíblicos. A vida litúrgica nos favorece este contato com a Sagrada Escritura. É a oportunidade que tenho de estar em comunhão com toda a Igreja presente no mundo inteiro. O evangelho que proclamo, na missa que celebro em minha casa, é o mesmo que está sendo proclamado no Japão.

ISTOÉ – Lê a Bíblia pelo celular? O que pensa desse recurso?
Fábio de Melo – Já me utilizei para localizar uma passagem. É muito eficaz. Mas no dia a dia eu prefiro o livro mesmo.

ISTOÉ – Qual o ritual que o faz relaxar quando chega em casa depois de um dia de compromissos?
Fábio de Melo – Eu não bebo. Gosto de roça, bichos. É o que encontro quando chego em casa. Tenho pouquíssimos ruídos urbanos por perto. É assim que descanso. Cuidando e sendo cuidado a partir de uma simplicidade que me reporta aos tempos da minha infância. Estou cada vez menos urbano.

ISTOÉ – O senhor dirige, costuma ir ao banco, padaria, pegar fila em supermercado para pagar compras?
Fábio de Melo – Dirijo, vou ao mercado fazer compras. Gosto desta rotina. O que acontece sempre é que entre um afazer e outro sou abordado por alguém que se identifica com o trabalho que realizo. É o carinho das pessoas. Faço questão de cuidar bem de cada um que se aproxima.

ISTOÉ – Costuma visitar seus parentes ou reuni-los em sua casa?
Fábio de Melo – Minha família está esparramada pelo Brasil. Somos muitos. Eu os encontro mais durante os eventos. Meu contato maior é com minha mãe. Vez em quando ela passa um tempo na minha casa.

ISTOÉ – O senhor gosta de sair para jantar? Costuma fazer programas com amigos e amigas, como sair para ver filmes, exposições, correr em parques?
Fábio de Melo – Quase não saio. Sou caseiro por natureza. Gosto muito de teatro e música. Quando posso, vou ver alguma coisa. Nos meus dias de folga, gosto de andar a cavalo, cuidar pessoalmente dos meus cachorros, ajudar na limpeza da casa, do jardim. Para quem viaja muito, ficar em casa é sempre um luxo.

ISTOÉ – Até onde o senhor enxerga que vai a sua vaidade? Como o senhor procura cuidar da sua aparência? Usa cremes, protetor solar, tem predileção por um figurino ou sapato específico?
Fábio de Melo – Minha mãe fala que desde pequeno eu já escolhia o que iria vestir. Eu me cuido, sim. Vou regularmente ao dermatologista, pois já tive uma paralisia facial e câncer de pele, uso protetor solar e procuro controlar o peso. Meu figurino é sempre o mesmo. Estar bem vestido faz parte de meu trabalho. Sou um comunicador. Acho uma hipocrisia achar que o padre precisa andar mal arrumado, desleixado. Só que isso não é tudo. O que verdadeiramente conta é a elegância com que devo tratar as pessoas. Zelo muito para que todos, independente da vida que levam, se sintam respeitados por mim. Eu não sou melhor que ninguém. Apenas tenho uma missão que me diferencia.

ISTOÉ – Padre, poderia relatar um episódio que viveu recentemente ao lado de um fiel que o emocionou?
Fábio de Melo – Certa vez, esperando as malas na esteira do aeroporto de Guarulhos, encontrei uma senhora. Ela se aproximou e me disse, mais ou menos assim: “Padre Fábio, há dois anos atrás, eu havia programado o meu suicídio. Estava tudo pronto. Programei os mínimos detalhes. Na manhã escolhida, peguei o meu carro e me dirigia ao sítio onde eu daria fim à minha vida. Durante o trajeto, liguei o rádio e comecei a procurar alguma coisa pra ouvir. De repente, caiu numa estação onde alguém falava sobre a urgência que todo mundo tem de livrar-se dos fardos do passado. Era o senhor falando. Comecei a ouvir aquela pregação e senti que Deus falava comigo. Fui sendo envolvida a ponto de precisar parar o carro. Chorei muito. Senti que aquelas lágrimas me purificaram de tudo o que me oprimia. Decidi jogar fora os pesos do passado e resolvi me dar uma chance. Deu certo. Obrigado por ter me devolvido a vida.”

ISTOÉ – O senhor é uma pessoa que chora com frequência? O que o faz chorar? Lembra-se da última vez que chorou?
Fábio de Melo – Eu choro sempre. Não consigo me distinguir das dores do mundo. Minha alma não tem cercas.

ISTOÉ – O senhor possui alguma mania ou coleciona algum objeto?
Fábio de Melo – Manias? Acho que não tenho. Coleciono camisas de futebol, tenho cerca de trinta. Torço para o Cruzeiro.

ISTOÉ – Como o senhor se vê daqui a 5 anos?
Fábio de Melo – Feliz. Por estar mais próximo da aposentadoria. Eu não vejo a hora de adquirir os direitos dos idosos (risos).

Íntegra da entrevista com o Padre Marcelo Rossi

ISTOÉ - Com gravação de DVD, sessões de autógrafo e viagens, como está a sua vida?
Padre Marcelo Rossi - Uma loucura, uma correria, mas uma benção.

ISTOÉ - O senhor tem hábito que repete todos os dias?
Padre Marcelo - Orar, todos os dias.

ISTOÉ - Que horas o senhor acorda?
Padre Marcelo - É relativo, porque estou viajando toda semana por conta dos autógrafos. Tem sido complicada a rotina. Tenho viajado toda segunda e voltado na quarta. Mas normalmente acordo 3h ou 4h da manhã.

ISTOÉ - A primeira oração ainda é na cama?
Padre Marcelo - Não, a oração é na capela. Na cama eu acordo e agradeço a Deus.

ISTOÉ - O que come de café da manhã?
Padre Marcelo - Não gosto de tomar nada de café da manha, apesar de saber que e errado. Geralmente almoço mais cedo, antes do meio dia.

ISTOÉ - Qual é a primeira atividade do dia?
Padre Marcelo - Oração.

ISTOÉ - O senhor ainda tem os cachorros?
Padre Marcelo - Sim, ainda tenho. Cuido todos os dias. Quando não posso, tem uma pessoa que cuida quando estou viajando. Na Cúria são dois cachorros. Um fila gigante e um dog alemão.

ISTOÉ - Que horas costuma almoçar?
Padre Marcelo - Antes do meio dia.

ISTOÉ - O que gosta de comer?
Padre Marcelo - Descobri que tenho intolerância a glúten, me faz mal. Gosto de variar os pratos, não tem um em especial.

ISTOÉ - Como gosta de passar o tempo livre?
Padre Marcelo - Descansando.

ISTOÉ - Ainda tem uma hora para se exercitar?
Padre Marcelo - Agora com essa correria tem sido mais complicado, mas procuro quatro vezes por semana fazer esteira e fisioterapia. Estou ainda com a perna em recuperação.

ISTOÉ - O senhor ensaia todos os dias?
Padre Marcelo - Não, nunca ensaio nem faço exercícios, não dá tempo. Gostaria de fazer um curso de inglês, mas não tenho tempo.

ISTOÉ - Quando precisa se deslocar, o senhor ainda dirige?
Padre Marcelo - Tenho um Fiat Doblô. Parei de dirigir aos 40 anos. Prefiro não dirigir, apesar de adorar. É mais pratico, tenho um motorista, não preciso estacionar o carro.

ISTOÉ - O que te dá mais prazer atualmente? Cantar? Escrever?
Padre Marcelo - O que me da mais prazer e evangelizar, seja qual for o meio: internet, celebrando a Santa Missa.

ISTOÉ - O senhor ainda administra o sacramento da confissão? Dá tempo?
Padre Marcelo - Para a minha equipe sim. Lembrando que quando falo de minha equipe são mil pessoas.

ISTOÉ - Quando o senhor vai fazer um show, costuma se reunir com a banda antes
Padre Marcelo - Não faço shows, eu classifico como eventos e dentro do Santuário, são missas celebradas, são missas com participação do povo. Sou reitor do Santuário. Não faço shows. Tenho uma base, que é o Santuário. Sempre reúno e rezo com eles. O restante vai fluindo. Cada missa é uma missa. Nada é muito combinado. A banda já me conhece pelo olhar. Dou o tom e eles vão junto.

ISTOÉ - O senhor está sempre de tênis. Por que?
Padre Marcelo - Estou usando tênis por conta do impacto, ordens médicas por conta do joelho. E não sapato, que não é apropriado agora. Não escolho, tenho três ou quatro e vamos fazendo revezamento.

ISTOÉ - Além de Deus e Jesus, tem alguém que está sempre com o senhor?
Padre Marcelo - Tenho, o Chicão, meu motorista que sempre está comigo. Me ajuda a conectar o programa da Rádio Globo quando estou fora de casa, com o aparelho matrix. E em tudo mais que for necessário.

ISTOÉ - O senhor usa celular? Usa o computador?
Padre Marcelo - Tenho celular, Nextel e um iPhone, que não uso tanto. Mas tenho um iPad e um notebook, sou conectado na medida que dá tempo. Hoje a internet é um meio muito importante para a evangelização.

ISTOÉ - Como a música passou a fazer parte da sua vida?
Padre Marcelo - Desde criança. Eu me pego cantarolando desde o Seminario, onde formei uma banda e era vocalista.

ISTOÉ - Qual é o seu ritual antes das apresentações?
Padre Marcelo - Apresentação não, missa. Tomo cuidado com a roupa litúrgica que vou colocar, que esteja de acordo com o momento.

ISTOÉ - Aos músicos é indicado algum tipo de conduta durante as viagens ou nos dias de apresentação?
Padre Marcelo - Eles raramente, muito raramente viajam. Nas tardes de autógrafo sou só eu e uma equipe pequena do Santuário que ajuda na organização.

ISTOÉ - O senhor tem sono tranquilo, sonha bastante?
Padre Marcelo - Tenho sono tranquilo. Só tenho pesadelo quando como pizza de noite.

ISTOÉ - Quando começa a escrever um livro, como muda sua rotina?
Padre Marcelo - Na verdade só consigo escrever parando tudo. Agapinho fiz nas minhas férias e o Ágape foi quando quebrei o pé. Desconecto de tudo, menos do programa da Rádio Globo. Tenho que estar focado para escrever.

ISTOÉ - Qual o ritual que o faz relaxar quando chega em casa depois de um dia de compromissos?
Padre Marcelo - Assistir um filme. Já assisti todos da locadora ao lado.

ISTOÉ - Poderia citar um episódio marcante de um encontro inesperado com um fiel?
Padre Marcelo - Uma vez marcante foi uma senhora que me viu quando eu ainda dirigia. Estava na rua e ela começou a me fechar e eu subi literalmente em cima da calçada. Ela parou, se ajoelhou e pediu uma benção, foi aí que comecei a me preocupar e achei que era melhor parar de dirigir.

ISTOÉ - Com que frequência visita seus pais e vê suas irmãs?
Padre Marcelo - No mínimo três vezes por semana, eles vem até mim no Santuário.

ISTOÉ - O senhor gosta de sair para jantar? Costuma fazer programas com amigos e amigas, como sair para ver filmes, exposições, correr em parques?
Padre Marcelo - Não da para sair, ir em supermercado, restaurante.

ISTOÉ - O senhor chora com frequência?
Padre Marcelo - Eu sou muito emotivo. Qualquer coisa eu me emociono. Muitas vezes no programa da rádio ouvindo um testemunho. Não chorar, mas emoção, das lágrimas escorrerem dos olhos.

ISTOÉ - Como é que o senhor se enxerga daqui a alguns anos?
Padre Marcelo - Com mais experiência. Mas trocaria por 3 corpos de 18 anos.

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Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.