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domingo, 30 de abril de 2017

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE — PARTE 003


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ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE

Os versículos que vimos na parte anterior enfatizavam a conexão orgânica entre a ressurreição de Jesus e a ressurreição futura, corporal, dos crentes. Mas concluir que o significado salvífico se resume à ressurreição futura dos crentes, é apreciar apenas parte da verdade ensinada pelo Novo Testamento. Para resolver isso, é necessário apreciarmos as referências, nas quais o apóstolo Paulo menciona o fato que os crentes já foram ressuscitados com Cristo, agora no tempo presente. Essa verdade é apresentada de forma mais incisiva nas seguintes passagens:
Romanos 6:3—5

3  Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

4  Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.

5  Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição,

Essa é uma passagem bem conhecida e muito discutida em praticamente todos os seguimentos cristãos. Nossa intenção ao participar dessa discussão é trabalhar com a ideia de que a ressurreição de Cristo é um fato histórico e, ao mesmo tempo, uma realidade experimental. Nesse sentido a passagem de Romanos acima se utiliza das mesmas ideias relacionadas ao batismo que encontramos em Colossenses 2:11—13 que foi objeto do nosso estudo anterior e que poderá ser visto por meio do link abaixo:


Com relação às ideias de alguns envolvendo uma pretensa liberdade para pecar sob a alegação quye estamos debaixo da graça, Paulo apresenta a seguinte pergunta retórica para continuar a discussão iniciada em Romanos 5:12—21 —

Romanos 6:1

Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?

Sua resposta contundente encontra-se no verso 2 —

Romanos 6:2

De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

Note a ênfase em nós os que para ele morremos. Esse é o argumento básico que deverá nortear a longa discussão que encontramos em Romanos 6:1 — 7:6. A preocupação de Paulo nessa passagem tem a ver com a materialidade do pecado existencial, uma forma de vida pecaminosa e a morte do crente para esses dois elementos: pecado e vida pecaminosa. A morte para o pecado mencionada aqui é algo que já aconteceu na vida de todo crente verdadeiro. Aqui, como nas discussões anteriores — ver lista completa de artigos mais abaixo — não se trata de nenhuma questão do tipo: isso ou aquilo. Quanto ao pecado o crente está morto e assim devem se considerar.

Começando com Romanos 6:3 Paulo procede para expandir e validar seu argumento que o crente morreu para o pecado lançando mão do significado da analogia representada pelo batismo conforme seu entendimento acerca do mesmo que é diferente da posição adotada pela maioria dos imersionistas. Para Paulo o Batismo é em Cristo:

Gálatas 3:27

Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.

Em outras palavras, o batismo deve ser entendido como a nossa união com Cristo. Ver atentamente as passagens abaixo:

Colossenses 3:1—14

26  Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus;

27  porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.

1 Coríntios 12:13, 27

13 Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

27 Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo.

Romanos 12:4—5

4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,

5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.

Nossa união com Cristo é entendida por Paulo em termos muito concretos. Trata-se da nossa união com Cristo em todos os aspectos de sua obra salvadora. Para aprofundar essa questão sugerimos que o, leitor conheça nossa série EM CRISTO, cujo primeiro estudo poderá ser acessado por meio do link abaixo:


Continuando... O batismo em Cristo significa:

1. União com ele em sua morte — Romanos 6:3—5; nós morremos com Cristo conforme

Romanos 6:8

Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos,

2 Timóteo 2:11

Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele.

2. Nosso velho homem foi crucificado com Ele — Romanos 6:6 e —

Gálatas 2:19

Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo.

3. Fomos sepultados com Cristo — Romanos 6:4 e —

Colossenses 2:12

Tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos.

Podemos então resumir a tese central de Paulo com os seguintes termos: Os crentes estão unidos com Cristo em Sua morte. A morte de Cristo é uma morte específica com relação ao pecado: Cristo morreu para o pecado — ver Romanos 6:10. Portanto, os crentes também morreram para o pecado.

CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA SOTERIOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ENTENDENDO A INSTITUIÇÃO DA CHAMADA SANTA CEIA OU CEIA DO SENHOR — PARTE 002


Mateus 26:29—30

Introdução

A. Na mensagem anterior nós começamos a falar acerca da Ceia do Senhor. Vimos que mesma tem dois aspectos fundamentais:

B. Primeiro temos os aspecto memorial da mesma que se subdivide em duas partes:

1. Temos o aspecto do sofrimento que Cristo sofreu em seu próprio corpo como uma forma de nossos pecados serem castigados. Esse sofrimento que Jesus experimentou em seu corpo é representado pelo pão durante a celebração da Santa Ceia.  

2. Depois temos o aspecto do sangue de Jesus ter sido derramando como uma forma de expiar ou perdoar todos os nossos pecados. O derramamento do sangue de Cristo é representado pelo cálice durante a celebração da Santa Ceia.

C. Vimos também que é necessário participar dos dois elementos — do pão e do cálice — e que nada acontece com esses elementos em forma de alguma mudança em sua composição. Eles continuam sendo apenas pão e suco e não alguma outra coisa qualquer.

D. Hoje queremos abordar o aspecto em que Jesus trata da esperança que está dentro da celebração memorial. Essa esperança pode ser encontrada, especificamente em Mateus 26:29. E é para esse verso que voltamos toda nossa atenção.

A INSTITUIÇÃO E A CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR OU DA SANTA CEIA — PARTE 002

I. A QUESTÃO DO VINHO UTILIZADO NA SANTA CEIA

A. Nosso Texto diz:

Mateus 26:29

E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.

A. O fruto da videira aqui mencionado, não é o suco de uva como muitos desejam fazê-lo, mas também não é o vinho fermentado em toda sua força — com teor alcoólico entre 8 a 11%. Devemos nos lembrar dos seguintes fatos:

1. Como mencionamos na mensagem anterior, Jesus e seus discípulos estavam reunidos para celebrar a Páscoa Judaica. Como naquele ano a Páscoa Judaica deveria ser celebrada após as 18 horas da tarde da sexta-feira, o que representava de forma equivocada para os judeus, já o dia do sábado, os judeus então pediram a Pilatos que tomasse providências para que os corpos dos três homens crucificados fossem retirados das respectivas cruzes antes das 18:00 da sexta-feira conforme podemos ler em —

João 19:31

Então, os judeus, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação, pois era grande o dia daquele sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados.

2. Isso quer dizer que Jesus celebrou a Páscoa Judaica junto com Seus discípulos duas noites antes da noite oficial — na quinta à noite em vez de no sexta/sábado à noite. Jesus desejava muito celebrar aquela que seria a última celebração válida da Páscoa Judaica. Nós lemos acerca disso em —

Lucas 22:15

E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento.

3. Ora, se Cristo estava celebrando a Páscoa Judaica junto com seus discípulos, a história e a tradição dos dizem que o vinho usado nessas ocasiões não era vinho puro e sim vinho diluído com água para permitir que até mesmo os adolescentes pudessem participar dos vários cálices utilizados naquela celebração.

B. Portanto os que alegam e tendem a acusar outros irmãos que não usam vinho puro na celebração da Santa Ceia, demonstram não conhecer todos os fatos.

II. A Promessa de Um Novo Reencontro com Cristo e Uma Nova Celebração

A. Quando Jesus disse —

Mateus 26:29

E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.

B. Essas palavras tinham um sentido de confortar nossos corações até que ele cumpra o que havia prometido poucas horas antes, quando disse:

João 14:2—3

2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar.

3 E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.

C. Um pouco mais adiante, ainda naquela noite no cenáculo, onde celebrou a última ceia com seus discípulos, Jesus fez uma oração a nosso favor, como nosso sumo-sacerdote e ele pediu o seguinte para o seu Pai —

João 17:24

Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.

D. Jesus promete para todos aqueles que creem nele que existe uma certeza absoluta de que todos nós iremos entrar e participar de uma comunhão festiva e eterna com Ele.

E. Desse modo, nós podemos ter a certeza que a comunhão com o Senhor não apenas se renova a cada celebração memorial da Ceia, mas que existe uma promessa que nos garante que tal comunhão será estendida por toda a eternidade.

Conclusão

A. Jesus não fez nenhuma afirmação acerca da qualidade do vinho usado para instituir a Ceia. Portanto, devemos aprender a exercer a liberdade nesse quesito, respeitando aqueles que preferem usar suco de uva, ou vinho diluído em água ou vinho puro! Se agirmos assim não corremos o risco de cair em contradição nem de sermos condenados pela adoção de algum tipo de padrão duplo ou hipócrita.

B. A eternidade será um tempo maravilhoso de plena comunhão com nosso Deus e um tempo de festividade que nunca terá fim —

Isaías 25:6

O SENHOR dos Exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem clarificados.

Apocalipse 19:9

Então, me falou o anjo: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.

D. Que a Palavra de Deus apenas nos ensine a verdade sempre e que a mesma nos sirva de plena consolação e encha nossos corações da verdadeira esperança que devemos ter acerca da eternidade com Deus.

E. Assim, aproximemo-nos da mesa do Senhor, atendendo a Seu próprio convite e que encontremos refrigério para as nossas almas por meio de Sua Graça, e a maravilhosa promessa acerca da vida eterna.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 17 de março de 2015

JOÃO 17 - ESTUDO 005 - O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE - PARTE 003



Essa é série de estudos baseada em João capítulo 17 que é conhecido como: “A ORAÇÃO SACERDOTAL DE CRISTO” a favor de todos os seus discípulos de todas as épocas. É um estudo bastante aprofundado de João 17 e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.  

CONTINUA...

III. As Características que o Senhor Jesus dá aos que lhe Pertencem.

1. O verdadeiro crente conhece tanto Deus o Pai quanto o Filho Jesus Cristo

João 17:3

E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

Observação: Este conhecimento é fruto da salvação. Cada crente tem sido trazido a um relacionamento vivo com Deus e uma das evidências desta verdade é sua quase que intuitiva compreensão das doutrinas básicas da fé cristã. Todavia o conhecimento mencionado aqui diz respeito a um conhecimento que é pessoal — experimental — e plenamente satisfatório. Somente quando crescemos nesta íntima relação com Deus e Jesus é que todos os outros aspectos da vida cristã tornam-se possíveis. 

2. O Crente Verdadeiro Guarda a Palavra de Deus.

João 17:6

Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.

Observação: Essa característica é tão forte que geralmente é utilizada como evidência se a pessoa é ou não um crente de verdade.

Mateus 7:21

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

1 João 3:2

Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos.

Essas palavras não implicam em nenhum momento uma vida sem pecado ou perfeita. O que estes versículos ensinam, é que o verdadeiro crente estará interessado e comprometido em fazer a vontade de Deus e que a característica fundamental da sua vida será a de ser obediente a Deus.

3. O Verdadeiro Crente Entende o Relacionamento que Existe entre o Pai e o Filho.

João 17:7

Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti.

João 17:8

Porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste.

João 17:25

Pai justo, o mundo não te conheceu; eu, porém, te conheci, e também estes compreenderam que tu me enviaste.

Observação: Essa terceira característica é muito importante. Ele nos ensina que o verdadeiro crente reconhece o lugar do Senhor Jesus nos planos do Pai e que o Senhor Jesus é o representante do Pai. O centurião romano que pediu para o Senhor Jesus curar seu servo entendia essa verdade e recebeu do Senhor o seguinte elogio:

Mateus 8:10

Ouvindo isto, admirou-se Jesus e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.

Também foi essa verdade que Pedro reconheceu ao confessar:

Mateus 16:16

Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.

Nossa disposição deve ser a mesma. Precisamos nos unir aos primeiros crentes no Senhor — ver — e entendermos que em Jesus nós temos a PLENITUDE da revelação e da provisão de Deus —

João 1:16—18

16 Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.

17 Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.

18 Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.

2 Coríntios 1:20

Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio.

4. O Verdadeiro Crente Produz ou Traz Glória ao Senhor Jesus.

João 17:10

Ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. 

Observação: Porque o crente é nascido de novo — ver João 3:3 e 5 — mediante a graça provinda do Senhor Jesus — ver Efésios 2:8—10 — o selo de Deus esta sobre ele. Quando o crente anda em comunhão com o Senhor ele reflete as prioridades, os alvos, o amor, a verdade e a santidade do próprio Senhor Jesus. À medida que procuramos fazer todas as coisas para a glória de Deus no nosso dia a dia, deve ficar bem claro, que esse progresso será fruto da transformação interior que é fruto da salvação. Aqui devemos meditar nas palavras de Jesus quando disse:

Mateus 5:16

Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.

5. O Verdadeiro Crente não faz Parte do Sistema que Controla este Mundo.

a. Nós fomos dados ao Senhor Jesus como que “para fora” deste mundo — nosso passado.

João 17:6

Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.

Observação: Somente quando entendemos o significado da expressão “do mundo”, nós podemos entender a profundidade a que se refere este versículo. Nós, como todos os outros seres humanos, estávamos completamente escravizados e sujeitos a um estilo de vida egoísta, a um reino sujeito a Satanás e sob o julgamento de Deus —

Efésios 2:1—3

1 Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,

2 nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência;

3 entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

1 João 2:16—17

16 Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.

17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

2 Coríntios 4:18

Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

Hebreus 11:27

Pela fé, ele abandonou o Egito, não ficando amedrontado com a cólera do rei; antes, permaneceu firme como quem vê aquele que é invisível.

O crente tem sido libertado de todas estas coisas. Todos os relacionamentos que existiam foram quebrados. É a própria cruz de Jesus que está entre nós e a escravidão, o julgamento e a morte —

Gálatas 6:14

Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.

b. Nós somos guardados enquanto habitamos este mundo — nossa segurança.

João 17:11

Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.

João 17:15

Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal..

Observação: Apesar de estarmos vivendo neste mundo não somos mais parte do esquema perverso que o controla. Enquanto vivemos aqui, nosso Pai celestial está nos guardando pelo seu poder —

1 Pedro 1:5

Que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.

O verdadeiro crente pode passar por provações tremendas mas ele nunca se perderá! Nós podemos nos sentir fracos e desprotegidos, mas a oração de Jesus deixa claro que Deus tem prometido seu poder e segurança para nós.

c. Nós não pertencemos ao sistema que domina o mundo – nosso caráter.

João 17:14

Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou.

João 17:16

Eles não são do mundo, como também eu não sou.

Observação: Uma vez nós pertencíamos ao reino Satânico desse mundo, mas isto não é mais verdade. O poder da crucificação — morte — e da ressurreição — vida — foram introduzidos em nossas vidas e nós fomos transformados — ver Colossenses 1:13  e 1 Pedro 2:9.  Nós somos novas criaturas em Jesus Cristo — ver 2 Coríntios 5:17. Através do novo nascimento, uma transformação radical ocorreu em nós por meio da graça de Deus. Neste exato momento nós estamos assentados nas regiões celestiais — ver Efésios 2:5 – 6.

d. Nós fomos enviados para o mundo — nossa responsabilidade.

João 17:18

Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

Observação: Esse versículo define tanto nosso ministério e os recursos disponíveis, bem como nosso privilégio e obrigação. Nós devemos ser testemunhas de Jesus para todas as pessoas do mundo. Nossas vidas devem ter propósito pela missão que o Senhor nos deu. Nossa vida deve testemunhar nossa fé e nossas palavras devem explicar nosso modo de vida. Assim, o evangelho e a vida cristã serão entendidos de maneira clara —

1 Pedro 3:15

Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós

Conclusão:
Muitas destas descrições e características precisam ter uma definição melhor na nossa vida diária, manifestas através da nossa fé e obediência à palavra de Deus. Nós precisamos escolher viver a realidade do que significa ser cristão.

OUTROS ESTUDOS EM JOÃO 17

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 001 — O SENHOR JESUS — O GRANDE SUMO SACERDOTE — PARTE 002

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JOÃO 17 — ESTUDO 003 — O SENHOR JESUS E A VIDA ETERNA — PARTE 002
JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 004 — O SENHOR JESUS E SUA OBRA TERMINADA — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 005 — O SENHOR JESUS E AQUELES QUE CREEM NELE — PARTE 003 – FINAL

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 006 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 002


JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 003

JOÃO 17 — ESTUDO 007 — O SENHOR JESUS E SUA ORAÇÃO PELOS QUE SÃO SEUS — PARTE 004

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O SENHOR JESUS E O MUNDO — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 008 — O CRENTE E O MUNDO — PARTE 002

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 001

JOÃO 17 — ESTUDO 009 — O SENHOR JESUS E SEU SERVIÇO A DEUS — PARTE 002 — SOMOS EMBAIXADORES JUNTO COM CRISTO

JOÃO 17 — ESTUDO 010 — O SENHOR JESUS E A REVELAÇÃO DE DEUS — PARTE 001— 

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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