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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

SALMO 130 - SERMÃO 004 – PERDÃO E TEMOR – SALMOS 130:4


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O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De Profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.

“DE PROFUNDIS”

Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130


Introdução

A. O Salmista que escreveu o Salmo 130 estava no “abismo” de sua própria pecaminosidade. Ele havia se distanciado de Deus e agora clama por socorro, desejando voltar à comunhão com o SENHOR.

B. Ainda bem que Deus é capaz de ouvir nosso clamor, independente de onde estejamos.

1. Das profundezas da sua pecaminosidade o Salmista Clama a Deus reconhecendo, que é pecador e que muitos são os seus pecados.

C. O Salmista sabe que não merece nada de Deus e clama amparado apenas na bondade e misericórdia de Deus.

D. De acordo com Salmos 130:4 ele teme a Deus e por esse motivo se aproxima do SENHOR buscando perdão e reconciliação.

E. O Salmista tem plena consciência de que as palavras de Isaías são verdadeiras em todas as circunstâncias, quando diz:

Isaías 59:2

Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.

Isso acontece quando não existe arrependimento. Mas Davi reconheceu o seguinte:

Salmos 51:17

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.

F. Daí o Salmista clamar para que Deus, pelo menos ouça seu clamor. Uma vez sabedor de que Deus ouve seu clamor, o Salmista confessa seu profundo temor a Deus e busca pelo perdão do Todo Poderoso.

G. Como sabemos, temer a Deus é o princípio da sabedoria. Aqueles que temem a Deus farão de tudo para evitar o pecado. Mas se pecarem sabem que podem encontrar pleno perdão em Deus, pois como nos diz

Isaías 55:7

Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar.

F. É sobre isso que queremos falar hoje:

O MARAVILHOSO PERDÃO DE DEUS

O Salmista diz: Contigo, porém, está o perdão, para que te temam.
Vejamos então aquilo que a Bíblia tem para nos ensinar acerca do perdão de Deus
Nós vamos fazer isso, organizando uma série de versículos bíblicos em quatro categorias e uma conclusão. Nesse processo nós iremos levar em conta o fato de que é prerrogativa de Deus perdoar e ele Se deleita em poder exercer essa prerrogativa.

I. Os Pedidos do Povo de Deus

Salmos 25:7 — Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR.

Salmos 51:9 — Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades.

Salmos 79:9 — Assiste-nos, ó Deus e Salvador nosso, pela glória do teu nome; livra-nos e perdoa-nos os pecados, por amor do teu nome.

A natureza de Deus é ser misericordioso, por isso ele tem todo interesse em perdoar todos os que dEle se aproximam confessando seus pecados.

II. Como Deus Reage Diante dos Pedidos do Seu Povo

Salmos 85:2 — Perdoaste a iniquidade de teu povo, encobriste os seus pecados todos.

Salmos 103:10 — Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades.

Colossenses 2:13 — E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos.

A. Quando somos perdoados por Deus nós aprendemos realmente a temer o SENHOR por causa da Sua bondade para conosco.

B. É o fato de Deus ser gracioso que nos conduz a uma atitude de santo respeito pelo SENHOR e um santo temor de ofendermos um Deus que é tão generoso. QUANTO MAIS TEMEMOS A DEUS, MAIS O AMAMOS, POIS MAIS NOS EMPENHAMOS EM GUARDAR SEUS MANDAMENTOS. Jesus disse o seguinte em

João 14:15

Se me amais, guardareis os meus mandamentos.

III. O Que Deus Tem Prometido Fazer — Note bem os superlativos utilizados!

Isaías 1:18 — Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.

Isaías 38:17 — Eis que foi para minha paz que tive eu grande amargura; tu, porém, amaste a minha alma e a livraste da cova da corrupção, porque lançaste para trás de ti todos os meus pecados.

Isaías 43:25 — Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.

Isaías 44:22 — Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi.

Jeremias 31:34 — Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Miqueias 7:19 — Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.

Hebreus 8:12 — Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei.

Hebreus 10:17 — Acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre.

O profeta da Daniel reconhece essa realidade ao dizer: Daniel 9:9 — Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o perdão, pois nos temos rebelado contra ele.

IV. Uma Última Palavra

1 João 2:12 — Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome, i.e., O NOME DE JESUS CRISTO.

Obras humanas e todo e qualquer tipo de mérito humanos estão completamente excluídos do processo de salvação.

Conclusão

A. Todos concordamos que aquilo que atraiu o filho pródigo de volta para o Pai foi sua certeza de que o Pai o amava — ver Lucas 15. Também temos essa mesma realidade na história da prostituta que lavou os pés de Jesus com suas próprias lágrimas, porque sabia que Ele era capaz de perdoá-la — ver Lucas 7:40—50. O mesmo é verdadeiro com relação ao paralítico na narrativa de Mateus 9:1—8.

B. Todos concordam que o ideal mesmo seria se todo mundo fosse obediente aos mandamentos do Senhor. Certo?

C. . Então que tal começarmos por mim e por cada um de vocês. Façamos nossas as palavras do Salmista que diz no —

Salmo 119:8

Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais, e vejamos a diferença que este tipo de oração pode fazer em todas nossas vidas.

D. Ainda no Salmo 119 o Salmista pede que Deus o proteja da única coisa que ele realmente teme e que é ser desobediente aos mandamentos do Senhor, e à vergonha proveniente de tal desobediência. O Salmista via a desobediência aos mandamentos de Deus, aos quais ele se refere como “sendo bons”, como um verdadeiro opróbrio, ou seja, como algo do que se envergonhar. Veja o que ele diz em:

Salmos 119:31

Aos teus testemunhos me apego; não permitas, SENHOR, seja eu envergonhado.

Salmo 119:39

Afasta de mim o opróbrio, que temo, porque os teus juízos são bons.

E. O Salmista suspirava pelos mandamentos do Senhor. De vez em quando aparecem pessoas assim. Pessoas que se deixam consumir pelo desejo de ver a palavra de Deus sendo praticada. Jesus disse que:

Mateus 5:6

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Nada poderia descrever melhor nossos desejos por algo do que as expressões ter fome e ter sede!

F. Que Deus nos ajude a sermos sempre obedientes aos seus mandamentos e, quando formos desobedientes, que nos apropriemos de todas as verdades que aprendemos hoje acerca do MARAVILHOSO PERDÃO DE DEUS. Deus nos perdoa porque como Pai ele se compadece de Seus filhos —

Salmos 103:13

Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O DISCIPULADO CRISTÃO - ESTUDO 001 - O CUSTO DO DISCIPULADO


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Nossa série acerca do Discipulado Cristão irá apresentar os elementos fundamentais para uma vida cristã que agrada a Deus e que realmente vale a pena ser vivida. Infelizmente, o discipulado cristão tem sido esquecido e completamente abandonado pela vasta maioria do povo chamado cristão, que prefere trocar o seguir a Cristo por frequentar cultos de cura, de libertação e de prosperidade e também cultos que não passam de verdadeiro entretenimento puro e simples. Precisamos retornar, com urgência, ao verdadeiro chamado do que significa ser um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo. Que Deus abençoe a todos à medida que acompanham e compartilham esses estudos uns com os outros.

Texto: Marcos 8:34—35
Introdução.

A. No início do seu ministério, logo depois do seu batismo e tentação, Jesus começou a chamar pessoas para segui-lo. Entre essas nós vamos encontrar: 
1. Pedro e seu irmão André – ver Marcos 1:16—18. 
2. Tiago e seu irmão João – ver Marcos 1:19—20. 
B. No final de seu ministério, antes de subir ao céu, Jesus enviou seu apóstolos para que fossem e fizessem μαθητς mathetès –— discípulos de todas as nações — 
Mateus 28:19 
Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo  
C. O trabalho de discipulado incluía o ensino e a obediência a tudo o que Jesus ensinou — 
Mateus 28:20 
Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século. 
D. O contexto do nosso texto principal nos mostra Jesus falando acerca de sua própria dedicação a Deus e também de uma surpreendente repreensão feita ao apóstolo Pedro —
Marcos 8:31—33
31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. 
32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo. 
33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. 
E. As palavras faladas a Pedro envolviam a questão de onde reside a lealdade suprema do indivíduo: se em Deus ou em alguma outra coisa ou ser? 
F. Note bem que, na sequência, Jesus chama não apenas seus discípulos, mas também toda a multidão que os acompanhava para lhes falar acerca do 

CUSTO DO DISCIPULADO

I. A Necessidade de Negar a Si Mesmo 
A. Somos seres caídos, que a graça de Deus tem restaurado para que possamos viver para Deus. Pela graça de Deus nós: 
1. Fomos libertos da culpa dos pecados, porque os mesmos foram redimidos ou perdoados através da morte de Jesus sobre a cruz e a nosso favor — 
Efésios 1:7
No qual temos a redenção — libertação da condenação e do poder do pecado —, pelo seu sangue, a remissão — o perdão —dos pecados, segundo a riqueza da sua graça. 
2. Quando Jesus ressuscitou dentre os mortos, nós também fomos libertos do poder do pecado, que foi quebrado de sobre nossas vidas de tal maneira, que não somos mais escravos do pecado — 
Romanos 6:1—4, 11—14 
1 Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? 
2 De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? 
3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 
4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. 
11 Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. 
12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; 
13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. 
14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. 
B. Mas, apesar de tudo isso, ainda somos pecadores e temos uma natureza “velha, pecaminosa e terrena”, que é viciada no pecado. Essa natureza é muitas vezes chamada de “carne” para ser melhor contrastada com o Espírito Santo de Deus — 
Gálatas 5:16—26
15 Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos. 
16 Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. 
17 Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. 
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. 
19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, 
20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, 
21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. 
22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. 
24 E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. 
25 Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. 
26 Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros. 
Precisamos aprender fazer morrer ou despir essa velha natureza como se fosse um conjunto de roupas velhas e maltrapilhas — 
Colossenses 3:5—11 
5 Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; 
6 por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 
7 Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. 
8 Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. 
9 Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos 
10 e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; 
11 no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos.  
C. Fazer Morrer a natureza terrena ou despir-se do velho homem é um processo que envolve uma tomada de decisão a cada dia, a cada hora e a cada minuto. Quando entendemos os privilégios que a graça de Deus nos estende, então não temos dificuldade nenhuma para entender algumas das mais intrigantes e difíceis palavras proferidas por Jesus. 
D. Negar a si mesmo tem dois aspectos: 
A. Negar os Prazeres Pecaminosos. 
A. Em primeiro lugar existe o aspecto de negar a nós mesmos os prazeres pecaminosos. Veja o que Jesus disse a esse respeito: 
Mateus 18:8—9 
Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo. 
B. O que Jesus está dizendo aqui é exatamente a mesma coisa que Paulo diz em Romanos 6:2 — ver acima. Como viveremos para o pecado se estamos mortos para ele? Como posso pecar com minhas mãos se não tenho mãos para pecar? Como meus pés podem me conduzir no caminho do pecado, se sequer tenho pés para isso? De que maneira meus olhos podem contemplar o pecado se meus olhos não servem para enxergar essas coisas? 
C. Veja bem: se não tenho mãos, pés nem olhos para o pecado, como posso cortá-los fora ou arrancá-los? Em outras palavras, Jesus está dizendo aquilo que é repetido por Paulo quando disse em Colossenses 3:5: fazei, pois morrer a vossa natureza terrena. 
B. Negar Qualquer Tentativa de Autojustiça ou Mérito Diante de Deus. 
A. Nossa consciência culpada nos conduz sempre a procurar meios de tentar agradar a Deus pelo exercício das nossas próprias forças, o que logo de cara, nos torna inaceitáveis diante do Senhor. 
1. Nossos primeiro pais — Adão e Eva — tentaram agradar a Deus cosendo folhas de figueiras que lhes servissem de cintas e lhes cobrissem a nudez — 
Gênesis 3:7 
Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. 
2. Nos dias de Isaías a religiosidade do povo de Israel foi comparada pelo profeta com “absorventes higiênicos” e o próprio povo com o sangue da menstruação — 
Isaías 64:6 
Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam. 
B. Dessa maneira, durante a história da humanidade, centenas de milhares de religiões têm sido inventadas. O que une todas elas é a tentativa de fazer algo que possa agradar a Deus, qualquer deus, que possa, de alguma maneira, contar pontos a favor do indivíduo. Disso resultam a cegueira e o orgulho espiritual. 
C. As piores formas de orgulho e cegueira espiritual se manifestam entre aqueles que se julgam filhos ou povo do Deus verdadeiro. Quando aqueles que alegam serem crentes em Jesus acreditam que são “melhores” do que outros, porque fazem ou deixam de fazer determinadas coisas, então estamos diante de pessoas que se encontram nas mais espessas trevas, conforme —– 
Lucas 11:27—28, 34—35 
27 Ora, aconteceu que, ao dizer Jesus estas palavras, uma mulher, que estava entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! 
28 Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam! 
34 São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. 
35 Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. 
D. Nós obedecemos a Deus porque o amamos, e não porque queremos ganhar créditos com ele. Não somos nem melhores nem piores que ninguém, pois somos todos pecadores. 
E. Temos que negar a nós mesmos nessa questão, de apresentar nossas próprias obras de justiça, como uma maneira de conseguirmos méritos ou pontos com Deus. Como disse Jonas, quando estava dentro da barriga do grande peixe: Ao SENHOR pertence a salvação! – ver Jonas 2:9. 
C. Necessidade de Tomar a Própria Cruz. 
A. Aqueles ouvintes sabiam muito bem o que a expressão “tome a sua cruz” significava. 
B. Todas as vezes que eles viam alguém carregando uma cruz eles sabiam que ali estava um condenado à morte. Era um caminho sem volta. 
C. Qual era o significado metafórico do que Jesus estava querendo dizer? Digo que Jesus falou de forma metafórica, porque nesse caso, a cruz é para ser tomada dia a dia — 
Lucas 9:23 
Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. 
Isso quer dizer que precisamos: 
1. Aceitar de forma voluntária a dor, a vergonha e as perseguições que virão, com certeza, sobre aqueles que amam a Jesus de verdade. Esses são os que estão comprometidos com Jesus e consideram todo o resto como verdadeira perda, conforme — 
Filipenses 3:8 
Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo. 
Mateus 10:24—25 
24 O discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo, acima do seu senhor. 
25 Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo, como o seu senhor. Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos? 
2 Timóteo 3:12 
Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. 
2. Tomar a decisão de fazer morrer sobre a cruz a velha natureza pecaminosa, não dando a ela a menor chance de se manifestar. 
II. Aspectos Práticos de Negar a Si Mesmo e Tomar a Própria Cruz. 
A. Negar a si mesmo. 
1. Abster-se das paixões carnais — 
1 Pedro 2:11—12 
11 Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, 
12 mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação. 
2. Abandonar o tipo de vida que é vivido pelos incrédulos — 
1 Pedro 4:1—4 
1 Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, 
2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. 
3 Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. 
4 Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão. 
3. Largar mão de qualquer tipo de orgulho religioso do tipo “sou melhor do que você” — 
1 Coríntios 12:18—25 
18 Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. 
19 Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? 
20 O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. 
21 Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. 
22 Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários; 
23 e os que nos parecem menos dignos no corpo, a estes damos muito maior honra; também os que em nós não são decorosos revestimos de especial honra. 
24 Mas os nossos membros nobres não têm necessidade disso. Contudo, Deus coordenou o corpo, concedendo muito mais honra àquilo que menos tinha, 
25 para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros. 
B. Tomar dia a dia a própria cruz. Isso está bem representado nas Escrituras em passagens como: 
1. O que os apóstolos tiveram que enfrentar — 
1 Coríntios 4:9—13 
9 Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. 
10 Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. 
11 Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, 
12 e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; 
13 quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos. 
2. O que Paulo teve que enfrentar — 
2 Coríntios 11:23—28 
23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. 
24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; 
25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; 
26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 
27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. 
28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. 
3. Sofrer por causa de Cristo é realmente parte da graça de Deus para o desenvolvimento apropriado de nossas vidas — 
Filipenses 1:29 
Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele. 
III. Seguir a Cristo 
A. Seguir a Cristo significa renunciar à nossa própria vida para que o Espírito Santo manifeste a vida do próprio Cristo através de nós. Esse é um processo diário, através do qual o Espírito Santo nos toma e nos transforma, um dia e um pouco de cada vez, em pessoas que se parecem cada vez mais e mais com Jesus Cristo — 
2 Coríntios 3:17—18 
17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. 
18 E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. 
2 Coríntios 4:16—18 
16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 
17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, 
18 não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.

B. Além disso, seguir a Cristo, significa aceitá-lo de fato como Senhor das nossas vidas. Não podemos nos enganar nesse quesito. Não podemos chamá-lo Senhor e desobedecer a seus mandamentos. O próprio Jesus chamou a atenção dos discípulos para essa contradição na vida deles — 
Lucas 6:46 
Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?  
C. Significa também seguir nos passos do próprio Jesus, como Pedro nos exorta em — 
1 Pedro 2:21—25 
21 Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos,
22 o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; 
23 pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, 
24 carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. 
25 Porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma.
Conclusão:
A. Falamos de verdades graves e muito, muito importantes com sérias consequências sobre nossas vidas se ignorarmos as mesmas.  

B. . Diante de nós, estão colocadas duas possibilidades ou dois caminhos —

Mateus 7:13—14

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),

14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

Um caminho conduz à vida eterna, outro para a danação eterna.

C. Não podemos deixar nos enganar por aqueles que dizem que nada disso que ouvimos é prá valer. Que não é necessário viver uma vida de pureza e santidade. Temos que vencer essas tentações e exercitar fé na Palavra de Deus que diz:

1 Coríntios 6:9—11

Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

D. Claro que sempre existe a possibilidade de você também tentar se salvar sozinho, na base do mérito. Mas o que é que Jesus diz em Marcos 8:35? Ele diz: Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Só existe uma única alternativa: salvação pela graça e de graça em Jesus Cristo.

E. Frente à eternidade que se descortina diante dos nossos olhos, temos apenas uma única opção: escolher e suportar o alto preço do discipulado e, por fim, colher a vida eterna. A alternativa é simplesmente insuportável.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA SÉRIE “O DISCIPULADO CRISTÃO”

ESTUDO 001 — O CUSTO DO DISCIPULADO

ESTUDO 002 — UMA PROPOSTA DE VIDA
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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