Mostrando postagens com marcador Dez mandamentos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dez mandamentos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de abril de 2016

ESTUDO PARA CASAIS - 036 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 005 — OS MALES QUE O ADULTÉRIO TRAZ



1. Sempre quando falamos do “pecado de Davi”, geralmente estamos nos referindo ao seu adultério com Bate-Seba. Mas como vimos no estudo anterior, quando Deus mandou o profeta Natã confrontar a Davi, a confrontação centrou-se não sobre o adultério e sim sobre a perversidade terrível que Davi havia imposto a Urias, o marido de Bate-Seba.

Ver estudo anterior por meio do link abaixo:


2. O que essa repreensão de Davi nos ensina? Ela nos ensina que nós precisamos nos arrepender, profundamente, especialmente nesses casos, do mal que causamos a outras pessoas. Mal esse que vai muito além do pecado de adultério em si.

3. Quando Deus deu o mandamento contra o adultério — ver Êxodo 20:14 — esse mandamento não foi colocado na primeira parte dos dez mandamentos, junto com os mandamentos que se referem à nossa responsabilidade para com Deus. Pelo contrário, o mesmo foi colocado na segunda parte, entre os mandamentos que tratam dos nossos relacionamentos com outros seres humanos.

4. Os dez mandamentos estão divididos em duas partes: 1) mandamentos 1—4 tratam do nosso relacionamento com Deus; e 2) mandamentos 5—10 tratam do nosso relacionamento uns com os outros. Esse é o motivo porque todos os dez mandamentos podem ser resumidos assim, conforme as palavras do Senhor Jesus, quando disse:

Mateus 22:37—40

37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.

38 Este é o grande e primeiro mandamento.

39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

40 Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.

5. O adultério é, portanto, uma transgressão da lei do amor que devemos nutrir uns pelos outros.

6. Em meu ministério encontrei muitos homens adúlteros, mas um deles se destaca, pela argumentação de que, mesmo admitindo que tinha adulterado — e muito — ele alegava que estava genuinamente apaixonado por todas aquelas mulheres. Ou seja, ele me disse: eu amava aquelas mulheres de verdade, então não posso ser acusado de ter transgredido contra o amor que devemos uns aos outros. Mas, o que ele não entendia é que o “amor” que ele sentia pelas mulheres, não era equivalente ao amor que devia aos maridos das mesmas!  

7. Por todos esses motivos o adultério é o pecado mais insensível, que é possível cometermos contra outra pessoa, seus direitos, interesses e sentimentos. E geralmente, as circunstâncias em meio das quais o adultério é cometido ou praticado não são isoladas e sim como um verdadeiro trem, cheio de segmentos. Isso serve apenas para tornar o mesmo ainda mais detestável e culpável.

8. Mas não é apenas o fato do mandamento contra o adultério aparecer na segunda parte dos dez mandamentos que é importante. Mais importante ainda é sua posição na segunda parte. O mesmo está colocado entre: 1) Não matarás; e 2) Não furtarás. Isso é uma clara indicação da seriedade com que Deus vê a prática do adultério. Em certo sentido, trata-se de um verdadeiro furto, que acontece quando algo é subtraído de alguém sem que a pessoa saiba. Assim o adultério subtrai de outra pessoa — seja homem ou mulher — sua alegria mais íntima, além da possível destruição do lar da outra pessoa. 

9. Não deve nos surpreender que Deus tenha um interesse tão ativo nesse aspecto da vida dos seres humanos, sentindo-Se pessoalmente envolvido na violação dos direitos sexuais de outro homem ou outra mulher.

10. Deus, de forma específica, se considera o verdadeiro vingador pessoal de todos esses casos, conforme podemos ler em —

1 Tessalonicenses 4:4—7

4 Que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra,

5 não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus;

6 e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador,

7 porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.

8. E ainda outra vez, lemos o seguinte em —

Hebreus 13:4

Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.      

10. Para finalizar nosso estudo de hoje, devemos dizer que muitas vezes, quando uma pessoa alcança a satisfação de seus desejos num novo casamento é fácil esquecer o preço que teve que ser pago por isso. Não pelo adultero ou adúltera, mas por outras pessoas. Alguém teve que pagar o preço de perder sua companheira ou companheiro de uma vida inteira. Alguém certamente derramou muitas lágrimas durante longas noites de abandono. Alguém teve sua alegria roubada. Alguém teve seu lar despedaçado. Alguém foi deixado só, tendo que batalhar só. E o pior: crianças foram deixadas sem seu pai ou mãe.

Que Deus tenha misericórdia dos adúlteros e das adúlteras.

ESTUDOS ANTERIORES SOBRE O RELACIONAMENTO A DOIS

000 – NÃO DEIXE SEU CASAMENTO NAUFRAGAR

001 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 1

002 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 2

003 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 1

004 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 2

005 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 1

006 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 2
007 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 3

008 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 4

009 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 5

010 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 6

011 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 7 — Final

012 — O HOMEM COM GUARDADOR E CULTIVADOR DO CASAMENTO

013 — ENTENDENDO A SUBMISSÃO DO PONTO DE VISTA BÍBLICO

014 — ENTENDENDO QUE HOMENS E MULHERES SÃO IGUAIS, MAS DIFERENTES

015 — SEGREDOS, SEGREDOS, SEGREDOS: O MAIOR DE TODOS ELES

016 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 1

017 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 2

018 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 1

019 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 2

020 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 1

021 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 2

022 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 3

023 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 001 — O CIÚME

024 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 002 – AS MULHERES E O RELACIONAMENTO COM SEUS PAIS

025 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 003 – ELEVANDO NOSSO GRAU DE TOLERÂNCIA

026 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 004 – CUIDANDO DAS NECESSIDADES DO OUTRO PARA EVITAR O DIVÓRCIO

027 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 001 — LIDANDO COM O CIÚME

028 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 002

029 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 003

030 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 004

031 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 005

032 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 001

033 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 002
034 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 003

035 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 004

036 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 005 — OS MALES QUE O ADULTÉRIO TRAZ

037 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 006 — A NECESSIDADE DE VERDADEIRO ARREPENDIMENTO EM CASOS DE ADULTÉRIO

038 — DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS ENTRE AS NECESSIDADES DOS HOMENS E DAS MULHERES

039 — A IMPORTÂNCIA DA AUTOIMAGEM NO CASAMENTO — PARTE 001 — COMO VOCÊ SE VÊ?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/estudo-040-importancia-da-autoimagem-no.html

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

Desde já agradecemos a todos         

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Salmos 119:129—136 — O SALMISTA RECONHECE EXCELÊNCIA DA PALAVRA DE DEUS, AO MESMO TEMPO EM QUE DEPLORA O FATO DE QUE “OS HOMENS NÃO GUARDAM A TUA LEI” — Estudo 018



Esse artigo é parte da série "Exposição do Salmo 119" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

Exposição do Salmo 119 – A Excelência da Palavra de Deus - 018

Q. Exposição do Salmo 119:129 – 136 – O Salmista reconhece excelência da Palavra de Deus, ao mesmo tempo em que deplora o fato de que “os homens não guardam a Tua Lei”.

1. Introdução

A décima sétima divisão de oito versículos do Salmo 119 inicia com a letra פ — pe que significa “boca”. Era usada para indicar o numeral 80. Esta letra é transliterada em português pelas letras “p” = פּ ou פ “f”, dependendo do caso. Note que a diferença no som é causada pela presença ou ausência do ponto dentro da palavra.

2. O Salmista sabe que a Palavra de Deus é admirável e, por este motivo, pede para que Deus se manifeste a ele para ajudá-lo a guardar ou obedecer a Palavra de Deus. No final desta porção, o Salmista deplora, com lágrimas, o fato dos homens não guardarem a Palavra de Deus.

A. O Salmista e a excelência da Palavra de Deus — versos 129 — 131.

Verso 129 – O Salmista declara que obedece ou guarda os mandamentos de Deus porque os mesmos são admiráveis. A expressão hebraica  פְּלְּא pelle — quer dizer maravilhoso ou prodigioso. Assim é a Palavra de Deus. Este é o motivo porque o apóstolo Paulo diz que:

Romanos 7:12

Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
Verso 130 — Nesse versículo o Salmista faz, literalmente, uma afirmativa acerca dos benefícios da exposição ou explicação da Palavra de Deus. A Palavra de Deus, quando exposta de maneira apropriada, esclarece e dá entendimento até as pessoas mais simples. Este foi o motivo porque os Reformadores deram tanta ênfase ao conceito de “Sola Scriptura” — somente as Escrituras — e se dedicaram à Sua exposição de forma sistemática. João Calvino, por exemplo, deixou por escrito um sermão em cada uma das passagens de toda a Bíblia, com exceção do livro do Apocalipse. Os benefícios diretos da meditação na Palavra de Deus já foram discutidos nos versos 97 a 100 deste salmo.

Verso 131 — O Salmista expressa seu profundo desejo ou anelo pelos mandamentos da Palavra de Deus. Para ele a Palavra de Deus era tão importante quanto o ar que respirava.

B. O Salmista e suas orações a Deus – versos 132—135.

Verso 132 — O Salmista inicia uma série de petições a Deus. A primeira é: “Volta-te para mim”. Ele deseja a atenção de Deus. A expressão “tem piedade” significa “ser gracioso, mostrar favor, ser misericordioso”. É isto que o Salmista espera de Deus como ele tem podido observar na vida de outras pessoas que amam o SENHOR. O apóstolo Paulo reconhece esta mesma verdade ao dizer:

Romanos 8:28

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Verso 133 – O Salmista pede para Deus firmar seus passos. Aqui, certamente encontramos ecos do Salmos 40:2 que diz: Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. O Salmista deseja que cada passo, cada decisão da sua parte, sejam guiados pelas palavras de Deus. Ele pede para fazer tudo o que é certo e para não fazer nada que seja errado. Este deve ser o desejo sincero de cada crente verdadeiro. Não há espaço na vida do crente sincero para “pecados de estimação”. Nosso desejo deve ser de nos livrar cada vez mais e mais dos pecados:

Romanos 6:14

Porque o pecado não terá domínio sobre vós.

Verso 134 — O Salmista pede para se ver livre do homem opressor. Esta frase é tão mais significativa se o autor do Salmo 119 for mesmo o rei Davi. Ele havia experimentado o que é ser oprimido, ter que fugir se escondendo de caverna em caverna, ter que ficar distante do templo do SENHOR. Uma vez livre destas opressões, o Salmista, como prova de gratidão, promete guardar os preceitos de Deus.

Verso 135 – O Salmista termina sua lista de petições dizendo:

Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo — Os opressores podem fazer “caras feias”, mas o Salmista não está preocupado com isto. Contanto que Deus esteja “sorrindo” tudo o mais é irrelevante. Quando Deus instruiu Moisés acerca da bênção com que seu irmão Aarão, deveria abençoar o povo de Israel ele disse o seguinte:

Números 6:24—26

O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

Em contrapartida:

Salmos 34:16

O rosto do SENHOR está contra os que praticam o mal, para lhes extirpar da terra a memória.

Ensina-me os Teus decretos — Este é o maior desejo do Salmista. Seja Deus gracioso e me ensine Seus mandamentos, pois os mesmos são admiráveis — Verso 129 — os mesmos esclarecem e dão entendimento aos símplices – verso 130 – e para o Salmista eles são tão importantes quanto o ar que ele respira – verso 131. O Salmista não deseja viver em pecado. Ele anseia por verdadeira santidade.  

C. O Salmista deplora o fato dos homens não estarem guardando a Lei do SENHOR – verso 136.

Conforme já falamos acima a Lei do SENHOR é santa e o Mandamento do SENHOR é santo, justo e bom. Isto é um fato verdadeiro? Vamos analisar apenas, os assim chamados “Dez Mandamentos”:

1 - Não terás outros deuses diante de mim.

2 - Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto.

3 - Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão.
4 - Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.

5 - Honra teu pai e tua mãe.

6 - Não matarás.

7 - Não adulterarás.

8 - Não furtarás.

9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.

Agora sejamos sinceros, existe alguma coisa nesses mandamentos que não seja boa para os seres humanos? Então por que só o que vemos é uma aberta e completa desobediência a esses mandamentos? Não teria razão a Bíblia ao ensinar que somos uma raça caída? Não seria precisa a descrição bíblica acerca da raça humana quando diz: néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros – Tito 3:3. Somente quando somos ensinados por Deus podemos reconhecer nossa precária situação e nos voltarmos, em arrependimento, para Deus que é rico em perdoar.

Conclusão:

1. Precisamos, como o Salmista, reconhecer a excelência da Palavra de Deus e nos dedicar honestamente ao estudo e prática diária da mesma. A Palavra de Deus deve ser, para nós, tão importante quanto o ar que respiramos.

2. Como o Salmista, temos que orar para que Deus nos ajude ensinando-nos e fortalecendo-nos a colocar em prática os mandamentos do SENHOR. É bobagem pensar que posso ser crente e viver em desobediência. O verdadeiro crente busca viver em santidade.

3. Quando pessoas que se dizem cristãs transgridem abertamente os mandamentos de Deus elas sinalizam para o mundo que Deus não é relevante, que a Palavra de Deus não é importante. Em vez de condenarem, praticam as obras das trevas. Desta maneira demonstram, na prática, que não são filhos de Deus e sim filhos do diabo:

João 8:44

Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
Efésios 5:11

E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as.



OUTROS ESTUDOS NA SÉRIE DO SALMO 119

001 — Estudo Introdutório — A Excelência da Palavra de Deus =

002 — Salmos 119:1—8 — Os Bem Aventurados =

003 — Salmos 119:9—16 — A Importância da Palavra de Deus para os Jovens

004 — Salmos 119:17—24 — A Importância da Palavra de Deus para os Seus Servos

005 — Salmos 119:25—32 — A Confiança do Salmista em Deus e em Sua Palavra

006 — Salmos 119:33—40 — Completa Dependência de Deus e Sua palavra

007 — Salmos 119:41—48 — Servindo Deus Nos Termos de Deus

008 — Salmos 119:49—56 — Encontrando Conforto na Palavra de Deus de Deus

009 — Salmos 119:57—64 — Encontrando Plena Satisfação Apenas em Deus

010 — Salmos 119:65—72 — A Bondade de Deus

011 — Salmos 119:73—80 — A Experiência Pessoal do Salmista com a Palavra de Deus

012 — Salmos 119:81—88 — A esperança baseada em Deus e na Palavra de Deus, nas horas de maior angústia

013 — Salmos 119:89—96 — A Fidelidade de Deus Manifestada em Sua Palavra e Por Meio da Criação

014 — Salmos 119:97—104 — Os inúmeros benefícios derivados da leitura e do estudo da Palavra de Deus.

015 — Salmos 119:105—112 — O apego do Salmista a Deus e à Sua Palavra diante das dificuldades da vida.

016 — Salmos 119:113—120 — O Salmista e a Vida íntegra Diante de Deus.

017 — Salmos 119:121—128 — O Salmista e sua Luta por Justiça com o reconhecimento implícito de que Deus é o único, verdadeiro e definitivo Juiz dos seres humanos.

018 — Salmos 119:129—136 — O Salmista reconhece excelência da Palavra de Deus, ao mesmo tempo em que deplora o fato de que “os homens não guardam a Tua Lei”

019 — Salmos 119:137—144 — Deus, Sua Justiça, Sua Palavra e o Salmista

020 — Salmos 119:145—153 — Uma Lição Objetiva Acerca do Ato de Orar

021 — Salmos 119:153—160 — O contraste entre o Salmista que busca a Deus com intensidade cada vez maior e os ímpios que desprezam a Deus

022 — Salmos 119:161—168 — VERDADEIRA PAZ E SEGURANÇA SÓ EXISTEM EM DEUS

023 — Salmos 119:169—176 — A NECESSIDADE DEFINITIVA QUE TEMOS DE CONFIAR EXCLUSIVAMENTE EM DEUS

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

domingo, 25 de novembro de 2012

INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO – PARTE 3


Resultado de imagem para alianças entre deus e o homens

Este estudo é parte de uma breve introdução ao Antigo Testamento. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da Antiga Aliança. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo 

Capítulo 4 – Introdução ao Pentateuco – Parte 3

O Nascimento do Povo de Deus

שְׁמַע יִשְׂרָאֵל יְהוָה אֱלֹהֵינוּ יְהוָה אֶחָד
                    Ehad   Adonai  Eloheinu   Adonai   Israel     Shemá
              
                   Um é  O SENHOR Nosso Deus O SENHOR Israel Ouve

Deuteronômio 6:4

III. Quais são os principais temas do Pentateuco? - Continuação

G. Aliança.


Aliança de Deus com Noé

Para a maioria de nós a palavra aliança está mais relacionada ou ao objeto circular que colocamos nos dedos ou a acordos e tratados entre empresas e países. Mas para os judeus do Antigo Testamento a expressão בְרִיתberit – aliança englobava todos os tipos de relações humanas. As alianças eram o elemento que unia as pessoas em obrigações comuns, fossem essas a de um casamento, comerciais ou mesmo a simples palavra empenhada. Dessa maneira é apenas natural que o relacionamento com Deus fosse visto como o estabelecimento de uma aliança entre Deus e os seres humanos.

No Pentateuco nós encontramos claramente o estabelecimento de três destas alianças:

·       A aliança feita a Noé de que Deus nunca mais iria destruir a terra por meio de um dilúvio — Gênesis 9:9.


·       A aliança feita por Deus a Abraão — Gênesis 15:18 e 17:4.


·       A aliança estabelecida no Monte Sinai com Moisés e o os Israelitas e que está registrada no assim chamado “livro da aliança” — Êxodo 24:7.


Apesar de alianças serem estabelecidas entre “iguais” de forma geral, quando falamos de alianças no contexto religioso existe sempre a implicação de que se trata de uma relação entre alguém maior e outro menor. A forma de aliança utilizada entre Deus e o povo de Israel como descrita nos livros do Êxodo e do Deuteronômio foi grandemente iluminada pela arqueologia moderna ao descobrir como funcionavam as alianças de suseranidade que existiam entre os reis e seus vassalos no meio dos Hititas. Estas alianças possuíam os seguintes elementos:

·       Uma introdução Histórica.


·       Uma lista de estipulações.


·       Bênçãos e Maldições invocadas sobre as partes.


·       Um juramento solene.


·       Uma cerimônia religiosa destinada a selar a aliança.


A grande maioria desses elementos que acabamos de alistar podem ser vistas nas alianças que encontramos no Pentateuco e por extensão em todo o Antigo Testamento. Mas, para nós, muito mais importante do que a “forma” é o significado teológico das alianças. Entre as alianças que encontramos no Pentateuco nós podemos notar as seguintes características:

1. Todas elas foram ou estão baseadas em uma iniciativa da parte de Deus.


Arco-Íris Wallpaper
O arco da aliança entre Deus e Noé


Deus decidiu agir de forma misericordiosa e soberana. No caso da aliança com Noé, Deus fez uma promessa incondicional de nunca mais julgar a humanidade mediante um dilúvio — ver Gênesis 9:11. Deus também escolheu soberanamente a Abraão e aos seus descendentes para serem o meio através do qual a misericórdia de Deus poderia alcançar toda a raça humana decaída. Esta eleição do povo de Israel foi como que cimentada através do que Deus disse em Êxodo 6:7.

2. Todas elas implicavam em uma revelação especial da parte de Deus.


Moisés vê a Glória de Deus

Deus se apresentou a Abraão dizendo para ele não temer, pois o próprio Deus era seu מָגֵן magen - escudo – ver Gênesis 15:1. Deus também se apresentou a Abraão em Gênesis 17:1 como sendo o אֵל שַׁדַּי El Shadday – o Deus Todo-Poderoso – ver também Gênesis 28:3; 35:11; 48:3. Para Moisés, em um primeiro momento, Deus se apresentou, em Êxodo 3:14 como אֶהְיֶה אֲשֶׁר אֶהְיֶה - eheyeh asher eheyeh – EU SOU O QUE EU SOU. Mais adiante, em Êxodo 6:3 Deus se revelou como sendo o SENHOR que é representado no texto hebraico por יְהוָה. Este nome é composto por quatro consoantes em hebraico que correspondem às seguintes letras em português YHVH. As vogais que combinavam com estas consoantes, como sabemos[1] não são conhecidas. As marcas vogais vistas em associação às consoantes acima pertencem realmente à palavra hebraica אֲדֹנָי Adonay – Deus[2]. Mais adiante ainda, Deus diz a Moisés: “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão – Êxodo 20:2[3]”. Este versículo resume de maneira perfeita o sentido da revelação especial de Deus acerca dos eventos que haviam culminado com a saída do povo de Israel do Egito. E daí em diante, esse seria um dos nomes mais utilizados por Deus mesmo para lembrar o povo de Israel o tipo de relacionamento — via Aliança — que eles tinham com Deus. Mais adiante, em outro capítulo, faremos um estudo acerca dos Nomes de Deus no Antigo Testamento.

3. Todas as Alianças apresentavam exigências religiosas — rituais — e morais ao povo de Deus.


Leis rituais da Antiga Aliança

O estabelecimento das alianças como encontradas no Pentateuco apresentam estas duas características: exigências religiosas e morais são feitas ao povo de Deus. As exigências rituais ou religiosas podem ser vistas na prática da circuncisão — ver Gênesis 17:10; na guarda do Sábado — ver Êxodo 20:8—11; e por todas as detalhadas exigências acerca da adoração e dos sacrifícios devidos.

H. A Lei.
 
A lei de Deus representada pelos 10 Mandamentos

A idéia da Lei de Deus é central no Pentateuco e como vimos os próprios judeus chamaram os escritos de Moisés de תּוֹרָה toráhinstrução, ensino ou lei. Na sua forma mais simples a Lei de Deus encontra-se, de forma resumida, em Êxodo 20 e Deuteronômio 5. Mas existem várias outras coleções associadas aos 10 mandamentos. Entre estas coleções podemos citar:

·       O Livro da Aliança – Êxodo 21 — 23.


·       O Código de Santidade – Levítico 17 — 26.


·       As leis de Deuteronômio – Deuteronômio 12 — 26.

 

Código de Hamurabi

Muitas comparações têm sido feitas entre a Lei de Deus e outros códigos legais que existiam no Antigo Oriente Próximo. Entre estes códigos o mais notório é o código conhecido como “Código de Hamurabi”[4]. Existem diversas similaridades entre o Código de Hamurabi e a Lei dada por Deus a Moisés. Estas similaridades têm levado muitos críticos a duvidarem da inspiração da revelação concedida a Moisés. Mas será mesmo que as similaridades provam que Deus não se revelou a Moisés? Ou será que tais similaridades provam apenas que o povo de Israel era um povo inserido no contexto global do Antigo Oriente Próximo? Israel não era um povo constituído de seres alienígenas, como extraterrestres. Era um povo inserido na cultura e na experiência comum de todos os habitantes daquela região. Isto, por si só, explica as similaridades. Os críticos que são tão rápidos em apontar as similaridades procuram ignorar por completo as diferenças que são realmente cruciais nesta questão. O que torna a Lei concedida ao povo de Israel através do legislador Moisés distinta de outros códigos legais da época pode ser resumido como segue:

·       Um monoteísmo (crença em um único Deus) absoluto — Deuteronômio 6:4. 

·       A preocupação absoluta pelos menos privilegiados — escravos, órfãos, viúvas, estrangeiros, mulheres, pobres etc. 

·       O espírito comunitário que existia baseado no בְרִיתberit – aliança e que devia governar todas as relações entre o povo e Deus e uns com os outros. Os Dez Mandamentos, por exemplo, podem ser divididos entre as obrigações para com Deus — os quatro primeiros mandamentos — e as obrigações para com o próximo — os seis últimos mandamentos. Era a aliança com Deus que vinculava os judeus uns aos outros e todos eles com Deus. Este fato não existe em nenhuma outra cultura e se repete somente na igreja cristã mediante a Nova Aliança em Cristo Jesus. 

Outra distinção característica da Lei de Deus quando comparada a outras leis do Antigo Oriente Próximo pode ser vista no fato de que muitos mandamentos são ordenados em uma forma que é chamada de apodíctica[5], que consiste na afirmação do tipo “Amarás o SENHOR teu Deus” ou na negação do tipo “Não terás outros deuses diante de mim”. Todas as outras leis do Antigo Oriente Próximo estão baseadas em cláusulas chamadas casuístas do tipo “Quando um homem.... então...”. A forma apodíctica é então peculiar aos Israelitas e os Dez Mandamentos são considerados um exemplo único!

Alguns cristãos têm visto as palavras de Jesus no Sermão da Montanha — ver Mateus 5 — 7 — como sendo uma rejeição da Lei de Deus a favor da Sua nova lei baseada no amor. Mas esta interpretação é equivocada. Jesus não estava criticando a Lei de Deus e sim a forma como os rabinos judeus estavam interpretando esta mesma Lei. A fórmula “ouvistes o que foi dito aos antigos” não é uma referência à Lei do Antigo Testamento. É antes uma referência aos rabinos que iniciavam suas próprias interpretações do que a Lei queria dizer com algo que dizia respeito ao que havia sido dito aos antigos, seguida da sua própria interpretação. Jesus usa a mesma fórmula dos rabinos, que o povo já estava acostumado a ouvir, para descortinar a motivação que existia por trás dos mandamentos dados por Deus, motivação esta, que havia passado de toda despercebida pelos intérpretes da Sua época.

Outros há que têm criticado os Dez Mandamentos alegando que os mesmos são negativos demais. Mas estes críticos se esquecem que os mandamentos alistados em Êxodo 20 são precedidos pelas muito positivas palavras que dizem: “Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão – Êxodo 20:1—2”. O motivo negativo dos mandamentos está plenamente explicado pelo aspecto positivo de Quem o SENHOR era e do que Ele esperava do Seu povo. Todos aqueles que foram beneficiários da grandiosa libertação representada pela saída do Egito — ver Deuteronômio 4:20 — e que estavam agora vivendo sob a soberana vontade do Eterno — ver Êxodo 19:4 —  tinham a obrigação de demonstrar um comportamento que fosse completamente distinto de todos os outros povos. Este é o motivo porque os Dez Mandamentos são introduzidos pelas majestosas palavras de “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão – Êxodo 20:2”.

Os Dez Mandamentos são constituídos de ordens relativas a situações específicas que envolvem: adoração, trabalho, vida familiar, casamento, respeito pela vida e pela propriedade e uma justiça elementar. Para todas estas áreas da vida humana Deus tem uma palavra que é tanto explícita como inescapável. Jesus não se opôs a estas verdades. Pelo contrário Ele cumpriu os mandamentos e ao mesmo tempo os expandiu!

O mesmo não pode ser dito da Lei Cerimonial com seus elaborados rituais e que ocupa a maior parte do Livro do Levítico e de outras partes do Pentateuco. A diferença entre a Lei Moral e a Lei Cerimonial pode ser vista no propósito que existia para cada uma delas. A Lei Cerimonial tinha o propósito de ensinar tanto a forma como os judeus deveriam se comportar i.e. como um povo santo, quanto à forma como deveria adorar a um Deus que era também santo – ver Levítico 19:2 e Números 15:40. Por estes motivos além de fornecer detalhada instrução acerca de como adorar a Deus — sistema sacrificial, de purificação, os festivais, etc. Deus também supriu Seu povo com formas específicas de como manter a pureza dos rituais, para não contaminar os rituais, o que tornaria os mesmos inúteis, os judeus deveriam se manter livres de qualquer contaminação advinda de fontes externas, especialmente aquelas originárias das religiões que existiam em Canaã nos dias do Êxodo e da conquista sob Josué.


A Cruz de Cristo como o fim da Lei do Antigo Testamento

Estas normas e regulamentos não se aplicam mais à igreja cristã, apesar de terem muitos princípios a nos ensinar, porque em Cristo toda a Lei Cerimonial foi cumprida e abolida — ver Hebreus 9:1—12. De forma semelhante todo o sistema sacrificial foi abolido pelo sacrifício oferecido pelo Senhor Jesus — ver Hebreus 10:1—18. O mesmo também é verdade para todo o restante da Lei, uma vez que depois de cumprida em Cristo a mesma foi definitivamente abolida conforme Romanos 10:4 — Porque o τέλος télos — fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê. τέλος télos — fim, aqui significa: término, o limite no qual algo deixa de ser (sempre do fim de um ato ou estado, mas não do fim de um período de tempo)[6]

I. O Êxodo.


O Êxodo

O Êxodo, descrito no Pentateuco nos primeiros 12 capítulos do livro do Êxodo é um destes eventos mais marcantes e recorrentes da Bíblia. Foi através deste acontecimento que numa só noite Deus forjou a nação de Israel. Para os judeus este foi o maior ato salvífico de Deus para o qual todos os judeus de todas as épocas olham com reverência e gratidão. O Êxodo foi uma intervenção direta de Deus na História da Humanidade visando livrar o povo de Israel da situação de opressão em que se encontrava sob o jugo do Faraó no Egito — ver Êxodo 3:7. O Êxodo foi realmente um ato onde o poder de Deus se manifestou de uma maneira verdadeiramente inusitada — ver Êxodo 6:6. Foi uma demonstração de poder sobre os falsos deuses egípcios, uma demonstração de supremacia.

 
A celebração da Páscoa

Deus ordenou que o Êxodo fosse relembrado anualmente através da פֶּסַח pesachFesta da Páscoa ou do “passar por ciam” — ver Êxodo 12:1—14; 26—27. Todas as gerações posteriores ao Êxodo deveriam se lembrar que eles pertenciam a um povo que havia sido redimido de forma misericordiosa pelo SENHOR de uma perversa escravidão. Eles foram encorajados a se lembrarem do passado e advertidos dos perigos acerca de esquecerem o que Deus havia feito por eles — ver Deuteronômio 6:10—12.

Como evento histórico o Êxodo foi único e definitivo. Mas o fato de que Deus fez tal ato uma vez é prova bastante de que Ele pode fazê-lo novamente. Quando o povo de Israel encontrava-se exilado na terra da Babilônia muitos ansiavam por um segundo êxodo — ver Isaías 51:9—12. Por modo semelhante quando o Senhor Jesus veio a este mundo Sua obra redentora foi descrita em termos do Êxodo — ver Lucas 9:31 onde encontramos literalmente a expressão ἔξοδον - êxodon – partida.

Esses são os principais temas do Pentateuco e estão presentes, de uma maneira ou de outra, em praticamente toda sua extensão. Existe, todavia, outro tema que também ocorre com tão grande regularidade, que chega a ser até deprimente — ver Deuteronômio 31:26—27 — que é a pecaminosidade e a dureza de coração do povo de Israel. Entre suas atitudes mais perturbadoras podemos destacar as seguintes:

Sua dureza e lerdeza em aceitar Moisés como o libertador enviado da parte de Deus. 

Estavam sempre reclamando das dificuldades da viagem. 

Chegaram ao ponto de desejar retornar ao Egito — aquela fornalha ardente — o qual glamourizaram com palavras – ver Números 11:4—6. 

Recusaram-se terminantemente a entrar na terra prometida — ver Números 14:1— 4.

Outros artigos acerca da Introdução ao Antigo Testamento

A. O Texto do Antigo Testamento

001 – O CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

002 – A INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA

003 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 1 = Os Escribas e O Texto Massorético — TM

004 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 2 = O Texto Protomassorético e o Pentateuco Samaritano

005 – A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 3 = Os Manuscritos do Mar Morto e os Fragmentos da Guenizá do Cairo

006 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 4 = A Septuaginta ou LXX

007 - A TRANSMISSÃO TEXTUAL DA BÍBLIA — Parte 5 = Os Targuns e Como Interpretar a Bíblia

B. A Geografia do Antigo Testamento

001 – INTRODUÇÃO E MESOPOTÂMIA

002 – O EGITO

003 – A SÍRIA—PALESTINA

C. A História do Antigo Testamento

001 — OS PATRIARCAS DA NAÇÃO DE ISRAEL

002 — NASCE A NAÇÃO DE ISRAEL

003 — A NAÇÃO DE ISRAEL: O REINO UNIDO

004 — O REINO DIVIDIDO E O CATIVEIRO BABILÔNICO

D. A Introdução ao Pentateuco

001 — O PENTATEUCO — O QUE É E DO QUE TRATA O PENTATEUCO


002 — O PENTATEUCO — PARTE 2 — OS TEMAS PRINCIPAIS DO PENTATEUCO — PARTE 1


003 — O PENTATEUCO — PARTE 2 — OS TEMAS PRINCIPAIS DO PENTATEUCO — PARTE 2

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

O material contido neste estudo foi, em parte, adaptado e editado das seguintes obras, que o autor recomenda para todos os interessados em aprofundar os conhecimentos acerca do Antigo Testamento:

Bibliografia


Arnold, Bill T. e Beyer, Bryan E. Descobrindo o Antigo Testamento. Editora Cultura Cristã, São Paulo, 2001.

Archer, Gleason L. Jr. A Survey of the Old Testament. The Zondervan Corporation, Grand Rapids, 1980.

Champlin, Russel Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia, e Filosofia. Editora Hagnos, São Paulo, 6ª Edição, 2002.

Francisco, Edson de Faria. Manual da Bíblia Hebraica – Introdução ao Texto Massorético. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 1ª Edição, 2003.

Harrison, Roland Kenneth. Introduction to the Old Testament. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1979.

The Fundamentals. Edição Eletrônica disponível na Internet, 2006.

Walton, John H. Chronological Charts of The Old Testament. The Zondervan Corporation, Grand Rapids, 1978.

Würthwein, Ernst. The Text of the Old Testament. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Reprinted, 1992.

Enciclopédias e Softwares

__________Biblioteca Digital da Bíblia. Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, 2006.

__________The Lion Handbook to the Bible. Lion Publishing, Herts, 1978.

__________The New Encyclopaedia Brtannica. Encyclopaedia Britannica Inc., Chicago, 15th Edition, 1995.


[1] Ver a primeira parte série “O TEXTO DO ANTIGO TESTAMENTO” onde discutimos os detalhes acerca de como a língua hebraica foi vocalizada.

[2] Ver nosso artigo separado que explica como o tetragrama hwhy – YHVH virou o curioso nome Jeová. O mesmo pode ser acessado através do seguinte link: http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2012/11/como-o-tetragrama-yhvh-virou-o-curioso.html

[3] אָנֹכִי יְהוָה אֱלֹהֶיךָ אֲשֶׁר הוֹצֵאתִיךָ מֵ‍אֶרֶץ מִצְרַיִם מִ‍בֵּית עֲבָדִים

[4] O Código de Hamurabi — Amu é grande — é a mais completa coleção de leis da antiga Babilônia e foi compilado durante o reino de Hamurabi entre os anos de 1792—1750 a.C. — com uma margem de erro de 60 anos para mais ou para menos. O reino de Hamurabi foi o sexto reino da primeira dinastia babilônica. Esse código é composto de decisões legais tomadas durante o reinado de Hamurabi. Essa compilação foi por sua vez gravada, em escrita cuneiforme acádica, em uma estela — pedra — de diorito negro medindo cerca de 2,10m de altura. Essa pedra foi colocada no templo do deus Marduk na cidade de Babilônia. Marduk era o único deus verdadeiramente nacional de todo o império Babilônico. O Código de Hamurabi compreende 282 decisões envolvendo questões relacionadas a provisões econômicas — preços, tarifas, comércio local e internacional; leis relativas à família — casamento e divórcio; leis criminais — assaltos, roubos — e leis civis — débitos, escravatura, etc. As penas fixadas, curiosamente, variavam de acordo com a posição social dos ofensores além das circunstâncias envolvidas. A pedra contendo o Código de Hamurabi foi roubada do povo iraniano pelos franceses em 1902 e encontra-se atualmente em exposição no Museu do Louve em Paris.

[5] Diz-se do que é demonstrável ou do que é evidente, valendo, pois, de modo necessário.

[6]Strong, J., & Sociedade Bíblica do Brasil. (2002; 2005). Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (H8679). Sociedade Bíblica do Brasil.