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segunda-feira, 27 de julho de 2015

COMO ESCAPAREMOS NÓS – PARTE 5


 

CONTINUAÇÃO

Hebreus 2:3b—4

A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

No conhecimento e na experiência daqueles para quem essa carta foi escrita, a autenticidade da salvação cristã está atestada pelos seguintes fatos, indisputáveis:

1. Sua origem dominical.

2. A dinâmica manifestação da mesma no meio deles.

O autor faz questão de lembrá-los que tal salvação foi “anunciada inicialmente pelo Senhor”, ou melhor, de acordo com o texto original, “foi primeiro anunciada por Deus por meio do Senhor Jesus”, o qual é o mediador e aquele que é a personificação da mesma. Em aposição a essa afirmação temos o fato de que a mensagem falada no monte Sião foi intermediada por anjos — verso 2 — mas o Evangelho ou Boas Novas nos veio do próprio Deus, por meio de Jesus Cristo, Seu Filho e nosso Senhor e também, Deus. Essa afirmação talvez se tornou necessária porque é possível que entre os destinatários da carta existissem pessoas equivocadas, que pensavam da seguinte maneira: nossos pais receberam uma revelação por intermédio de anjos, mas nós recebemos uma revelação por meio de meros homens. Com isso, essas pessoas imaginavam que lei dada no Sinai era superior aos Evangelhos salvador da graça de Deus. Isso nos faz lembrar uma seita que cresceu no deserto do mar Morto, que imaginava que os anjos ocupavam a mais alta posição possível, por terem sido instrumentos na outorga da lei no Sinai. Todas essas concepções erradas são corrigidas pelas afirmações do nosso autor, que apesar de reconhecer que evangelistas humanos levaram a palavra até eles, o verdadeiro mediador da mensagem é o próprio Filho de Deus, o qual ele já demonstrou — ver Hebreus 1 — como sendo infinitamente superior aos anjos.


A afirmação “foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” indica com clareza que nem o autor nem seus destinatários receberam os ensinamentos acerca da salvação diretamente da pessoa do Senhor Jesus. E sim, dos lábios daqueles que foram instruídos diretamente por Ele. Essa informação, remove por completo, qualquer possibilidade que seja, que algum apóstolo ou discípulo de Jesus de primeira mão tenha escrito a Epístola aos Hebreus. Ao mesmo tempo essa afirmação, como já havia sito notada por Lutero, Calvino e muitos outros, também exclui qualquer possibilidade de autoria da parte do apóstolo Paulo — algo aceito universalmente nos dias da idade média e com menor intensidade, até mesmos nos dias de hoje. Isso dizemos, porque Paulo afirma claramente que não recebeu seu Evangelho de nenhum ser humano, como é o caso do autor da Epístola aos Hebreus, mas diretamente do próprio Deus, conforme podemos ler em —

Gálatas 1:1

Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos.

Gálatas 1:11—13

11 Faço -vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem,

12 porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.

13 Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava.  

Se a expressão “foi-nos” inclui o autor no mesmo grupo para o qual ele escreve e que o mesmo recebeu a mensagem do Evangelho, juntamente com eles é algo difícil de ser determinado, senão impossível mesmo. O versículo de Hebreus 13:7 — Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram, parece ir contra nossa última afirmação, a menos que o autor tivesse abandonado aquela congregação para tornar-se um pregador itinerante, logo depois do Evangelho ter sido pregado a eles.

O fato importante, entretanto, é que, quando a mensagem de salvação foi levada a esses hebreus, pelo testemunho dos homens mencionados acima, a fonte pura de onde a verdade fluía era o próprio Senhor Jesus Cristo, que é superior a qualquer anjo. O conceito de mediação — no qual o Senhor Jesus é contrastado com anjos — é muito importante no contexto global da Epístola aos Hebreus. Nos dois momentos é o próprio Deus que fala — ou declara — mas mediado por anjos na primeira Aliança e pelo Seu próprio Filho na segunda e definitiva Aliança. Todavia alguém pode perguntar: mas o Filho não é o próprio Deus? De que maneira a mediação pode ser realizada por Cristo? A resposta não é muito difícil: Jesus é, de fato, o Filho divino de Deus, mas ele é também o Filho Encarnado de Deus. Ele é tanto homem, como o próprio Deus. E a mediação do Filho de Deus depende de sua encarnação, que o transforma num verdadeiro homem. Um anjo não é nem Deus nem ser humano. A função deles é servir o povo de Deus — 

Hebreus 1:14

14 Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Mas os anjos não são qualificados para realizarem a redenção dos seres humanos. As qualificações como mediador do Filho são infinitamente superiores àquela dos anjos, pois como Deus e homem ele está exclusivamente qualificado para realizar a completa reconciliação entre Deus e os seres humanos. Como o próprio Deus, o Filho encarnado tem a plena capacidade de se identificar com o ser humano, de modo especial no que diz respeito a ocupar o lugar do ser humano e suportar o castigo que nossos pecados mereciam sobre a cruz do Calvário. Com isso Cristo consegue assegurar paras os seres humanos uma plena redenção — libertação tanto da condenação como do poder do pecado sobre nossas vidas.

À medida que a obra de mediação de Cristo é elevada a uma categoria eterna ela verdadeiramente consegue cruzar o abismo que existe entre o céu e a terra. Abismo esse causado pela pecaminosidade humana em rebelião contra a soberania do Deus Criador.


CONTINUA...



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 

domingo, 13 de abril de 2014

PÁSCOA OU RESSURREIÇÃO DE CRISTO




Em uma semana o Brasil estará celebrando a chamada “páscoa”. Muitos cristãos também estarão celebrando a páscoa, alguns à moda brasileira — apenas como uma festa popular — mas o ramo judaizante da cristandade brasileira irá celebrar a páscoa judaica como se fossem judeus. Por motivos que a eles parecem óbvio não irão celebrar a “Ressurreição de Cristo” considerada por muitos uma festa “pagâ.

Por esses dias o Jornal “Brasil Presbiteriano” publicou um artigo muito interessante da autoria do irmão Augustus Nicodemus Lopes que reproduzimos abaixo, porque consideramos que o mesmo aborda, de forma concisa, essa questão:

Verdades e Mitos sobre a Páscoa

Por Augustus Nicodemus Lopes

Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.

Eu opto por esta última.

O artigo original do irmão Augustus foi primeiramente publicado em seu blog e pode ser visto por meio desse link aqui:

http://tempora-mores.blogspot.com.br/2012/04/verdades-e-mitos-sobre-pascoa.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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