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sábado, 3 de janeiro de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO - PARTE 001



Reprodução de Paulo em uma de suas pregações

ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

ATENÇÃO: O material contido nesses estudos foi, em grande parte, adaptado da notas de aula e da apostila fornecida pelo professor Dr. Richard B. Gaffin em sua aula de teologia que explorou a importância da ressurreição de Jesus para a Teologia Paulina. Todas as vezes que o material mostrou-se insuficiente devido os anos que já se passaram, os lapsos foram preenchidos pelo editor do Grande Diálogo. O Dr. Gaffin, além de professor tornou-se um amigo a quem tivemos a oportunidade de receber em nossa casa, acompanhado de sua esposa, quando morávamos na cidade da Filadélfia nos EUA.

INTRODUÇÃO

Ao contrário do que muitos imaginam e praticam, especialmente no meio chamado evangélico, e até mesmo no meio de muitas igreja históricas e inclusive reformadas, com pastores formados em instituições periféricas e em cursos de 1 ano ou 1 ano e meio de duração, com aulas somente aos sábados, ou aulas exclusivamente à distância, a interpretação das Sagradas Escrituras nunca acontece em uma espécie de vácuo. Existe de fato um conjunto de variáveis de todas as ordens que fazem sentir seu peso apropriado, todas as vezes que nos dedicamos com respeito ao trabalho da hermenêutica e exegese.

De tudo o que podemos mencionar, existem dois fatores fundamentais e muito importantes nesse processo todo.

1. A teologia Reformada sempre foi encarada como sendo distintivamente paulina em sua essência. Como isso, queremos dizer que, no que diz respeito à teologia Reformada e sua relação com os ensinamentos paulinos a mesma é sempre mais sensível ao que o apóstolo Paulo produziu do que outras tradições. Isso é espacialmente verdadeiro quando falamos da profundidade dos motivos e das tendências dos ensinamentos de Paulo bem como de uma maior consistência da expressão desses mesmos ensinamentos.

Um dos aspectos mais profundos do que estamos falando tem a ver com a teologia da ressurreição, cujas principais obras, até o dia de hoje foram e continuam sendo produzidas por indivíduos de fé solidamente reformada. Entre esses nomes podemos citar:  Herman Bavink, Rudolf Bultmann, Kurt Deissner,  N. Q.Hamilton, Johann Wilhelm Hermann, Charles Hodge, Werner Kramer, Abraham Kuyper, John Murray, Herman Ridderbos, Enrich Schäder, Albert Schweitzer, Geerhardus Vos e Benjamin  Warfield.

Talvez alguém se pergunte, por que no meio de tantos teólogos, de tantas denominações, tão pouco está escrito acerca da “Ressurreição de Cristo”? Um dos principais motivos é que a ressurreição de Cristo, quase sempre foi entendida como parte do todo do processo soteriológico — processo de salvação. Ou seja, como parte daquilo se aplica ao indivíduo para sua salvação pessoal. Aspectos forenses, especialmente a doutrina da justificação pela fé, têm sido considerados como centrais em todo o processo envolvendo a ressurreição de Jesus.

Por outro lado, o foco da Cristologia — o ensino acerca da vida e obra da pessoa do Senhor Jesus Cristo — foi sendo entendido, quase que exclusivamente, como fazendo apenas referências ao seu sofrimento e morte como expiação pelos nossos pecados. O interesse acerca da ressurreição de Jesus, em sua maior parte, só pode ser encontrado atrelado a idéias apologéticas — ensinamentos relativos à defesa da fé — e como um estímulo para a fé. Uma vez tendo recebido tão pouco interesse em si mesma, não foi difícil para a ressurreição de Jesus ser vista apenas como um selo que permite aplicar, com maior facilidade, a redenção produzida pela morte de Cristo.

O segundo aspecto tem a ver com o fato que nas últimas décadas a abordagem bíblico-teológica no meio dos círculos Reformados foi marcada por uma negação da validade da inspiração e da unidade das Escrituras. Isso também aconteceu com a teologia pentecostal, de modo geral, e assim criou-se o vácuo que mencionamos no início do artigo, mas que não passa apenas de uma grande ilusão. Um engano mortal e destruidor que aos poucos vai se revelando devastador tanto para a teologia pentecostal quanto para a teologia reformada.

São bem poucos os estudiosos ortodoxos que têm reconhecido que a revelação bíblica tem chagado até nós por meio de um processo de desenvolvimento orgânico, como verdadeira história em seus fatos e acompanhada da palavra de revelação de Deus que explica os fatos históricos. O êxodo dos judeus deixando o Egito, talvez seja um dos momentos mais emblemáticos do que estamos afirmando. Temos o evento histórico – o êxodo — e temos a revelação divina que explica o mesmo! Isso nos obriga a tratar tanto os autores bíblicos como o material escrito na Bíblia com a mais profunda reverência, totalmente isenta de afirmações absurdas — geralmente vindas do meio reformado — bem como do besteirol sem fim produzido pelo meio pentecostal e evangélico.

No meio Reformado nós só podemos encontrar dois livros que tratam a obra de Paulo de forma compreensiva. Por favor, não confunda a tradição Reformada com outras tradições que também produziram obras nessa mesma linha. Mas da perspectiva Reformada nós só podemos citar as seguintes obras:

1. The Pauline Eschatology – Twin Brooks Series. Geerhardus Vos, Baker Book House, Grand Rapids, 1979.

2. Paulus: Ontwerp van zinj theologie. Norman Ridderbos, J. H. Kok, Kampen, 1966.

Outras obras produzidas por outras tradições incluem:

1. The Theology of Paul. James d. Dunn, William B. Eerdmans Publishing Company. Grand Rapids, 1998.

2. Life and the Epistles of St. Paul. W. J. Conybeare e J. S. Howson,William B. Eerdmans Publishing Company. Grand Rapids, 1953.

3. Paul: Apostle of the Herat Set Free. F. F. Bruce, William B. Eerdmans Publishing Company. Grand Rapids, 1977.

4. Paulo: Vida e Pensamento. Udo Schnelle, PAULUS e Editora Academia Cristã, São Paulo e Santo André, 2010.

Voltando a Vos e Ridderbos, é importante notarmos que, de forma independente, os dois chegaram a uma mesma conclusão. É óbvio que Ridderbos tinha conhecimento da obra de Vos cuja primeira edição foi publicada em 1930, mas sua dependência do material produzido décadas antes é mínima. A conclusão que eles alcançaram marcou profundamente o entendimento Reformado desde então no que diz respeito ao todo da Teologia Paulina. De acordo com Vos e Ridderbos o centro da mensagem paulina não pode ser encontrado na doutrina da justificação pela fé, nem em qualquer outro aspecto soteriológico que envolva o ser humano. Pelo contrário: o interesse primário de Paulo revolve ao redor da realização escatológica da vida de Cristo, especialmente no que diz respeito à sua morte e, principalmente, à sua ressurreição.

Com Vos essa mudança não é tão evidente, apesar de sua obra chamar-se: Escatologia Paulina. Esse título pode enganar facilmente o leitor, especialmente no Brasil, que está muito acostumado a relacionar o termo “escatologia” com as inúmeras interpretações alucinadas acerca do fim dos tempos. Isso é uma prova de quão estreita é nossa visão acerca da dogmática, de modo geral. Nossa visão da escatologia se resume à segunda vinda de Cristo e todos os eventos que tal acontecimento irá desencadear. Mas para Vos, só podemos entender a “escatologia” de Paulo de entendermos o todo de seu pensamento teológico.

Ridderbos também mantém que é a história da redenção ou a orientação escatológica que dirige Paulo em seus pensamentos. Essa ideia é repetida inúmeras vezes em seu livro. De fato Ridderbos nos dá a impressão que está apresentando uma nova ênfase com respeito à tradição — Reformada — à qual pertence. Ele usa, de forma deliberada, a expressão heilshistorisch em uma variedade de contextos para sublinhar que o interesse do apóstolo Paulo está no processo de redenção histórica e não na salvação do indivíduo.

Dessa forma, tanto Vos quanto Ridderbos nos oferecem uma apresentação aprofundada da Ressurreição de Cristo como o objeto central da teologia Paulina. Para Ridderbos a ressurreição de Cristo não é apenas o evento central na teologia paulina, mas é o evento central de toda a história da redenção. Sem a ressurreição de Cristo nada que ficou para trás teria qualquer valor, assim como não teríamos nenhuma esperança para o futuro. Esse é o motivo porque Paulo transforma a ressurreição de Cristo no elemento central de sua pregação — ver como ilustração típica sua pregação em Atenas em Atos 17. Para Vos, o todo da teologia de Paulo está sublinhado pela idéia da ressurreição do Senhor.

Diante desses fatos nós só iremos falar de coisas importantes, tais como: a natureza da ressurreição do corpo, o túmulo vazio e do debate acerca do alegado desenvolvimento de seus — Paulo — ensinamentos acerca da ressurreição, apenas na medida em que essas questões tiverem alguma importância para o nosso tema central.

Como afirmamos desde o início nosso interesse estará focado na interpretação Reformada da ressurreição, mas atenção também será dada a outras tradições à medida do possível. Mas como já mencionamos a literatura acerca desse assunto continua escassa. Uma única exceção, que gostaríamos de destacar é o longo estudo escrito pelo estudioso católico romano D. M. Stanley e publicado na revista “Anacleta Bíblica # 13” em Roma pelo Instituto Bíblico Pontifício.
Em nosso próximo estudo daremos início à discussão de como devemos abordar esse assunto que é tão importante para nós.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA SOTERIOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002



A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 13 de abril de 2014

PÁSCOA OU RESSURREIÇÃO DE CRISTO




Em uma semana o Brasil estará celebrando a chamada “páscoa”. Muitos cristãos também estarão celebrando a páscoa, alguns à moda brasileira — apenas como uma festa popular — mas o ramo judaizante da cristandade brasileira irá celebrar a páscoa judaica como se fossem judeus. Por motivos que a eles parecem óbvio não irão celebrar a “Ressurreição de Cristo” considerada por muitos uma festa “pagâ.

Por esses dias o Jornal “Brasil Presbiteriano” publicou um artigo muito interessante da autoria do irmão Augustus Nicodemus Lopes que reproduzimos abaixo, porque consideramos que o mesmo aborda, de forma concisa, essa questão:

Verdades e Mitos sobre a Páscoa

Por Augustus Nicodemus Lopes

Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa.

Eu opto por esta última.

O artigo original do irmão Augustus foi primeiramente publicado em seu blog e pode ser visto por meio desse link aqui:

http://tempora-mores.blogspot.com.br/2012/04/verdades-e-mitos-sobre-pascoa.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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