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sábado, 12 de setembro de 2015

A DIFERENÇA ENTRE A FÉ CRISTÃ E A FALSA FÉ PRECONCEITUOSA



O material Abaixo foi publicado no site da revista Carta Capital e é de autoria de sua excelência o Deputado Federal  Jean Wyllys.

Uma decisão exemplar da justiça em caso de calúnias e ódio homofóbico

2ª Vara Federal de Natal condenou Márcio Damasceno a prestar serviços comunitários numa instituição que ajuda pessoas homossexuais após ele ter feito post com ameaças de morte e homofobia

por Jean Wyllys


Matéria humorística do site Sensacionalista compartilhada como verdadeira deu origem à ofensa e à ameaça de morte
                                                                                                               
“Eu falei do deputado federal endemoniado Jean. Se Deus não matar esse infeliz, eu mesmo vou matá-lo pessoalmente. Querem respeito desrespeitando as leis de Deus e os princípios da Bíblia Sagrada. Mas rapaz, quem vai virar homofóbico agora sou eu.”

Márcio Damasceno achou que poderia publicar no seu perfil pessoal do Facebook uma ameaça de morte contra mim — ou contra quem quer que fosse — e nada aconteceria. Nesse país, veado é morto todo dia e nada acontece, não é? Na sua imaginação doentia, Deus, a Bíblia e seus “princípios” estavam do lado dele e o habilitavam para ameaçar de morte outra pessoa sem que houvesse consequências.

Contudo, a Polícia Federal não concordou com Márcio. E nem o Ministério Público que atua junto à 2ª Vara Federal de Natal.

De acordo com a ata da audiência conciliatória realizada no dia de hoje na sala do tribunal, Márcio Damasceno deverá prestar serviços comunitários por oito meses, a razão de sete horas por semana, na Sociedade Viva, que cuida de homossexuais em situação de risco no município de São José de Mipibu, a 45 km de Natal.

A proposta de transação penal do MP foi, por vários motivos, exemplar, e eu quero contar a história completa, para que sirva de exemplo.

Tudo começou com uma matéria publicada pelo Sensacionalista, um excelente site de humor que publica notícias falsas sem enganar ninguém, já que avisa aos leitores que tudo o que publica é fictício. O objetivo do Sensacionalista, do qual sou leitor assíduo, é provocar a reflexão dos internautas sobre temas de interesse político e social, valendo-se para isso do humor e da ironia.

“Bancada gay lança projeto de lei para proibir o casamento de evangélicos”, dizia a manchete da matéria, segundo a qual a inexistente bancada homossexual do Congresso, liderada por mim, tinha apresentado um projeto de lei para alterar o Código Civil e proibir aos evangélicos o direito a se casar.

Vejam a ironia: a notícia, obviamente falsa, brinca com outra, infelizmente verdadeira: a bancada “evangélica” (que, diferentemente da falsa bancada gay, existe sim) está tentando aprovar no Congresso um projeto de lei, cinicamente chamado de “Estatuto da Família”, que tem por objetivo discriminar milhares de famílias, negando aos homossexuais o direito a se casarem (direito já conquistado por decisão do Conselho Nacional da Justiça após uma representação promovida por meu mandato) e desconhecendo, para todos os efeitos legais, a existência das famílias formadas por casais do mesmo sexo.

Ou seja, o Sensacionalista apresentava uma notícia falsa que espelhava, ironicamente, outra verdadeira, para mostrar quão absurda é a pretensão autoritária da bancada homofóbica, mal chamada “evangélica” (os evangélicos de verdade não merecem ser confundidos com esses pilantras que exploram a fé alheia e espalham ódio na sociedade), que quer negar a gays e lésbicas direitos civis básicos garantidos pela Constituição Federal.

A matéria humorística do Sensacionalista, porém, foi reproduzida como se fosse verdadeira por um site “evangélico” (uso aqui novamente as aspas por respeito aos evangélicos de verdade), a “Rede Promessa”, com o intuito de convencer seus leitores de que o falso projeto realmente existia. O recurso é o mesmo que quando dizem que eu me referi à Bíblia como “uma palhaçada” e aos cristãos como “doentes”, o que obviamente jamais disse e nem penso: os pastores pilantras tentam me colocar como inimigo dos cristãos.

Contudo, dessa vez, não inventaram uma notícia falsa, mas reproduziram como verdadeira uma matéria humorística. O pastor “evangélico” Davi Morgado compartilhou o post calunioso da “Rede Promessa” em diversas oportunidades, provocando dezenas de comentários ofensivos e xingamentos contra mim. A mentira começou a se espalhar, recebendo milhares de compartilhamentos.

Um deles foi o de Márcio Damasceno, quem além de reproduzir a notícia falsa como se fosse verdadeira, declarou publicamente em seu perfil que estava disposto a me assassinar, caso o próprio Deus não me matasse (vejam a ideia distorcida que esses falsos “evangélicos” têm sobre a personalidade do seu deus, que imaginam como um psicopata homicida).

A difamação e a calúnia são crimes graves, mas a ameaça de morte é ainda mais grave. Contudo, eu não acredito que Damasceno realmente tenha pensado em me matar. Ele foi muito estúpido e irresponsável e, em depoimento à Polícia Federal, reconheceu seu crime e se mostrou arrependido. Por isso, meus advogados não pediram para ele uma pena de prisão.

Eu tenho dito e repito aqui que não acredito que a gente vá erradicar o preconceito mandando pessoas para a cadeia. Claro que quem comete um crime violento (quem mata, estupra, espanca, agride fisicamente ou coloca em perigo a saúde, a integridade ou a vida de outrem) deve ser preso (e deveríamos ter um sistema prisional humanizado e eficaz para a reabilitação dos infratores), porque essa conduta constitui uma ameaça para a sociedade.

Contudo, quem ofende, xinga, reproduz preconceitos ou comete outro tipo de formas de discriminação que não incluam violência física — ou, como aconteceu neste caso, faz ameaças numa rede social que não passam de um ato de idiotice do qual logo se arrependem — podem receber penas alternativas que, em vez de trancafiá-los num presídio e embrutecê-los ainda mais (porque nosso sistema prisional dista de ser humanizado, infelizmente), os ajudem a aprender, a entender, a melhorar. Afinal, ele também é uma vítima. Embora ele tenha agido com burrice e irresponsabilidade, quem colocou essas ideias na cabeça dele foram os pastores pilantras, os vendilhões do templo, os exploradores da fé.

Eles são os verdadeiros vilões dessa história.

Por isso, eu fiquei muito satisfeito com a proposta do Ministério Público, aceita pelo juiz e pelo próprio Damasceno. Ele deverá prestar serviços comunitários numa instituição que ajuda pessoas homossexuais em situação de vulnerabilidade social.

Eu acredito que a experiência vai servir para que ele mude, para que ele aprenda a ver pessoas como a gente com outros olhos, sem a distorção criada pelo preconceito e a ignorância motivada pelos discursos de ódio dos pastores pilantras. Ele vai conhecer muitas pessoas homossexuais e vai poder vê-las como seres humanos tão valiosos como qualquer um.

Eu espero que isso mude a vida dele. E eu espero que sirva, também, como exemplo para outros. Precisamos desterrar o ódio e o preconceito da nossa sociedade. Precisamos construir, através da educação, do acesso à cultura e da garantia da laicidade do Estado, uma sociedade mais informada, menos preconceituosa, mais solidária e mais empática.

O artigo original poderá ser lido por meio do link abaixo:


NOSSA OPINIÃO

Temos publicado inúmeros artigos discutindo as práticas adotadas pela homossexualidade e também os ensinamentos bíblicos acerca dessas mesmas práticas.

Não, não queremos nem desejamos machucar ninguém e muito menos matar quem quer que seja por sua opção sexual. Ofensores sexuais sim, sejam do tipo que forem, devem ser tratados com todo o rigor da lei.

Não, não queremos impedir ninguém de conduzir sua vida conforme imaginar, sem ultrapassar os limites dos direitos das outras pessoas.

Não, desejamos que sejam passadas leis injustas, nem para condenar nem para proteger, de forma discriminatória, quem quer que seja.

Sim, continuamos insistindo que as práticas da homossexualidade, assim como os adultérios e a prostituição — e existem bem mais adúlteros e adeptos da prostituição no meio chamado evangélico, do que homossexuais na população geral — são igualmente condenadas pelas escrituras sagradas em passagens como —

1 Coríntios 6:9—10

9 Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas,

10 nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.  

Quanto aos adeptos da homossexualidade, não é necessário nem inventar leis nem partir para a agressão de fato, pois a Bíblia ensina que eles, de alguma forma, já estão recebendo o castigo que seu pecado merece, conforme —

Romanos 1:26—27

26 Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;

27 semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE PRÁTICAS DE IMORALIDADES SEXUAIS















































Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 001




HÁ POUCOS DIAS INICIAMOS DUAS NOVAS SÉRIES:

1) A PRIMEIRA TRATA DE “COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS?”. ESSE ESTUDO ESTÁ RELACIONADO AO QUE É CHAMADO DE “BAIXA CRÍTICA” DO NOVO TESTAMENTO PORQUE LIDA COM OS DOCUMENTOS, OS MANUSCRITOS DO QUAL NÓS COMPILAMOS O NOVO TESTAMENTO QUE USAMOS HOJE NO SÉCULO XXI.

O primeiro estudo dessa série poderá ser visto por meio desse link aqui:


2. A SEGUNDA TRATA DE UMA “INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO”. ESSE ESTUDO ESTÁ RELACIONADO AO QUE É CHAMADO DE “ALTA CRÍTICA” DO NOVO TESTAMENTO E LIDA COM QUESTÕES COMO CONTEÚDO, FORMA, INTERPRETAÇÃO E ETC.

O primeiro estudo dessa série poderá ser visto por meio desse link aqui:


Diante dessas duas séries sentimos uma profunda convicção de que deveríamos completar as mesmas iniciando uma terceira série que pudesse discutir a TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO. E é exatamente isso que estamos iniciando agora com esse primeiro estudo acerca da TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO.

Esse é um estudo especial que irá abordar temas de grande interesse, tais como: 1. Deus 2. Os seres humanos e o mundo criado 3. Jesus e Sua missão como o CRISTO. 4. O Espírito Santo. 5. A vida cristã. 6. A Igreja. 7. O futuro e etc. Esperamos que a mesma possa ajudar todos os nossos leitores a conhecerem melhor o que o Novo Testamento ensina acerca de tudo o que nos é importante.

Essas e outras questões têm sido discutidas, repaginadas e discutidas muitas outras vezes desde o século XVIII. No fundo, nada mudou na essência, é apenas a forma como se aborda o assunto que sofre modificações. Mesmo quando novas “descobertas” arqueológicas acontecem, elas não servem para alterar o rumo das discussões, mas servem apenas para pegar velhos argumentos, embaralhá-los e dar início a uma nova rodada de discussões. Todos os ataques que a fé cristã tem sofrido desde os meados do século XVIII receberam um resposta à altura como pretendemos mostrar. Também pretendemos mostrar que muitos críticos da fé cristã, por falta de conhecimento adequado de todos os fatos envolvidos nessas discussões são, muitas vezes, inconsistentes em suas afirmações.

Bem, vamos começar:

INTRODUÇÃO

A questão mais importante que iremos discutir nessa série de estudos irá tratar da “Busca Pelo Jesus Histórico” que é como a mesma tem sido chamada desde o início da discussão moderna em meados do século XVIII. Essa questão reflete a profunda crise que se estabeleceu na relação entre a Palavra de Deus e o Cristo apresentado na mesma, no período imediatamente posterior ao nascimento do chamado “Iluminismo Filosófico”. Nosso interesse é demonstrar de todos os modos que nos forem possíveis, que a fé na ressurreição está firmemente arraigada naquilo que o Filho de Deus encarnado — Jesus — realizou, como diz a Epístola aos Hebreus, “ de uma vez por todas” por meio de sua vida, morte e ressurreição histórica —

Romanos 4:25

O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.

É nossa obrigação confessar com fé genuína o Evangelho autêntico que está plenamente arraigado na história, como nos afirma o apóstolo Paulo —

1 Timóteo 3:16

Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.

A. Uma Breve Introdução os Desenvolvimento do Estudo da Teologia do Novo Testamento

Antes da Reforma Protestante do século XVI havia pouco ou quase nenhum interesse envolvendo o assunto da teologia bíblica. Todo o interesse estava concentrado na dogmática, que é a parte da Teologia que estuda os dogmas, especialmente, os dogmas da Igreja Católica Apostólica Romana naqueles dias. As tradições da Igreja Romana eram consideradas, de longe, como bem mais importantes do que as evidências bíblicas, mesmo que essas últimas eram constantemente utilizadas para impulsionar os dogmas tradicionais.

Naqueles dias não existia liberdade para se interpretar as Escrituras e assim matérias como hermenêutica e exegese não existiam e os ensinamentos com a chancela eclesiástica nunca podiam ser questionados.  Tudo isso se tornou verdadeiro dogma com as promulgações do Concílio de Trento — também chamado de o Concílio da Contra Reforma aconteceu durante um longo período que foi de 1545 até 1563, espalhado por vários encontros. Esse concílio decidiu que as tradições da Igreja tinham peso e valor equivalente àquele que encontramos nas próprias Escrituras Sagradas. Tal ambiente, como podemos perceber, era pouco propício para o desenvolvimento de novas ideias relacionadas à teologia bíblica de modo geral e à teologia do Novo Testamento de modo particular.

Quando estudamos a Reforma Protestante uma de suas características mais marcantes foi a firme decisão de romper em definitivo com o todo da tradição eclesiástica, fazendo surgir, desse modo, um enorme interesse pela teologia bíblica. Os reformadores então substituíram a autoridade da Igreja Católica Romana pela autoridade das Escrituras. Como eles acreditavam que as Escrituras Sagradas eram inspiradas por Deus, então todo seu ensinamento passou a receber uma e mesma atenção. Mas naqueles dias, a abordagem protestante não tinha ainda o caráter científico que possui nos dias de hoje. Naqueles dias toda a interpretação estava baseada em questões subjetivas. Hoje toda interpretação que se preze, estará baseada em uma pesquisa histórica que envolve as mais diversas áreas do conhecimento humano.

Os reformadores substituíram a exegese forçada e obrigatória e o escolasticismo por uma busca pelo significado puro e simples das Escrituras. Com isso, o caminho para um entendimento das mesmas foi aberto para todas as pessoas de forma independente das decisões dos concílios da Igreja Romana e seus muitos credos. A forma de se fazer teologia durante a Reforma era muito diferente daquela estrutura filosófica utilizada pelos dogmatistas que os precederam. Durante esse tempo nenhuma distinção era feita entre teologia do Antigo Testamento e teologia do Novo Testamento. As Escrituras como um todo eram utilizadas como base de sustentação das doutrinas e não temos qualquer evidência que existia qualquer desenvolvimento, por mais incipiente que fosse, de uma teologia do Novo Testamento.

CONTINUA...


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO

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TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 002

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TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011

TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012


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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 2 de março de 2015

TIAGO 5:16 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034 — ORAI UNS PELOS OUTROS



Esse artigo é parte da série "Amai-vos Uns aos Outros" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos dos mandamentos nos quais o Senhor nos ordena demonstrarmos amor uns pelos outros. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

VIVENDO A VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS


Introdução.

A. Esta é a última mensagem acerca dos mandamentos de reciprocidade. Essa série de mensagens representou uma longa travessia, muitas vezes bastante adversa, mas que nos ensinou e nos fez lembrar, repetidas vezes, que a vida cristã é uma vida de relacionamentos com Deus e uns com os outros. 
B. Foi através dessa série que nós aprendemos que somos todos importantes, com igual importância, uns para os outros. Que estamos juntos aqui nessa congregação, porque essa é a vontade de Deus para nós e que precisamos, desesperadamente, uns dos outros. 
C. Além do mais, nós aprendemos que os cuidados mútuos que as Escrituras Sagradas nos ensinam, são realmente revolucionários e fazem com que nossa fé cristã seja completamente distinta de tudo o que chamamos ou podemos chamar de religião. 
1. Religião é constituída de obrigações o que, de modo geral, acaba degenerando na mais violenta escravidão. Isso faz com que as pessoas envolvidas em práticas religiosas se sintam presas a uma série de obrigações que precisam ser cumpridas. 
2. Já nossa fé cristã está pautada em relacionamentos governados não pela obrigação e sim pelo amor. Como cristãos verdadeiros, nós não fazemos nada por obrigação. Fazemos tudo por amor. E, quando não agimos assim, seja por comissão ou omissão, nós sabemos que estamos pecando. 
D. Diante de tudo isso nós temos que reconhecer que um dos elementos mais essenciais da vida cristã é a oração. 
E. Como crentes no Senhor Jesus nós temos tanto o privilégio quanto a responsabilidade de: 
1. Louvar a Deus mediante o uso de palavras. 
2. Agradecer a Deus por Sua fidelidade passada. 
3. Pedir a Deus direção, proteção e provisão. 
F. Mas como cristãos, nós não podemos confinar nossas orações a nossos próprios interesses. A Bíblia diz que nós somos parte de um sacerdócio real — 
1 Pedro 2:9 
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. 
Isso quer dizer que, parte da nossa função no Corpo de Cristo é oferecer intercessão — via oração — a favor uns dos outros e por todas as outras pessoas também. 
G. Como cristãos somos chamados a orar uns pelos outros com a mesma intensidade e interesse com que oramos por nós mesmos, porque somos membros uns dos outros — 
Romanos 12:5 
Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros. 
H. Como tal, a oração é fundamental para o bem estar da Igreja como um todo, bem como para cada membro individualmente. Por todos esses motivos a Bíblia nos ensina que devemos...    
ORAR UNS PELOS OUTROS

Introdução 
A. Nosso verso tema — Tiago 5:16 — nos ensina a necessidade que temos de orar uns pelos outros dentro do contexto da confissão mútua de pecados, e será considerada por nós, dentro desse próprio contexto. 
B. Por outro lado, existem outros mandamentos na Bíblia que nos instruem com respeito à necessidade que temos de orar uns pelos outros acerca das mais diversas necessidades — 
Efésios 6:18 
Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos. 
Colossenses 4:2 
Perseverai na oração, vigiando com ações de graças. 
1 Tessalonicenses 5:25. 
Irmãos, orai por nós. 
Esse aspecto também será considerado nessa mensagem. 
I. O Mandamento. 
Tiago 5:16
Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo. 
II. Definição do Termo: 
εὔχομαι eúchomai — Orar a Deus. Falar com Deus sem empolação, sem pompa e sem circunstância. Bater papo com Deus. 
Orar uns pelos outros é o mesmo que falar com Deus acerca dos pecados, necessidades ou cuidados de outros cristãos, pedindo que o Senhor aja a favor deles de tal maneira que a vontade do próprio Deus seja realizada na vida deles. 
III. Exemplos Bíblicos 
Atos 12:5 
Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele. 
2 Coríntios 1:9—11 
Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos, ajudando-nos também vós, com as vossas orações a nosso favor, para que, por muitos, sejam dadas graças a nosso respeito, pelo benefício que nos foi concedido por meio de muitos.
Colossenses 4:12 
Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. 
IV. Situações que Exigem que Orações Sejam Feitas. 
A. Em Tiago 5:16 a oração está diretamente relacionada à confissão mútua de pecados. Quando alguém confessa seus pecados é necessário que façamos orações urgentes para que o mesmo seja restaurado tanto em sua espiritualidade, quanto no que diz respeito à comunhão com os outros cristãos. 
B. Tiago 5:16 também infere que devemos orar para o restabelecimento físico dos outros. Muitos dos males que nos acometem são fruto de nossas práticas pecaminosas: egoísmo, maldade em nossos corações, hipocrisia e duplo padrão de comportamento são alguns dos pecados que tornam nossa vida miserável. Muitas enfermidade físicas que afligem as pessoas em geral e até mesmo os crentes em particular são reflexos dessas doenças da alma. 
C. O mandamento geral que nos ensina a orar uns pelos outros requer que apresentemos diante de Deus as necessidades particulares de indivíduos ou de igrejas para a Sua consideração. Temos que orar... 
1. Para pessoas que estão enfrentando problemas e dificuldades — 
Atos 12:5 — ver citação acima. 
2. Para que o ministério seja efetivo e frutífero — 
Efésios 6:18—19 
18 com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos 
19 e também por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho. 
3. Para Deus nos mostrar Sua vontade e direção — 
Colossenses 1:9 
Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual. 
4. Para que outros manifestem aspectos de vida que sejam semelhantes aos do próprio Senhor Jesus — 
Colossenses 4:12 
Saúda-vos Epafras, que é dentre vós, servo de Cristo Jesus, o qual se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus. 
5. Para que a haja alívio para algum fardo particular que algum cristão esteja carregando. 
V. Implicações Contidas Neste Mandamento. 
O mandamento que nos ensina a orar uns pelos outros, possui as seguintes implicações. 
A. Como crentes precisamos reconhecer nossa necessidade de orar uns pelos outros. 
B. Crentes estão obrigados a orar uns pelos, especialmente quando alguém, reconhecendo uma necessidade, pede orações. 
C. Precisamos deixar as pessoas saberem que estamos orando por elas, pois isso encoraja as pessoas a confiar em Deus. A confiar que Deus ira intervir em suas vidas. 
D. As orações que fazemos precisam ser específicas, tanto quanto possível, com atenção sendo dada a cada detalhe particular. 
E. Nossas orações devem ser feitas em fé, com a confiança de que Deus irá honrar nossa obediência ao mandamento que Ele mesmo nos deus de orar uns pelos outros. Deus tem prometido cuidar de nós e ele ouve e responde às nossas orações. 
F. Orar uns pelos outros, como serviço cristão, requer tanto tempo quanto esforço. Apesar de ser, muitas vezes silencioso e secreto, o ato de orar uns pelos outros é, provavelmente, o mais valioso serviço que podemos prestar uns aos outros.
Conclusão:

A. A oração é fundamental para a vida cristã. Nós oramos...

1. Porque o Senhor Jesus nos disse que devemos orar: “Portanto vós orareis assim...” – ver Mateus 6:9.

2. Nós oramos porque Deus ouve nossas orações.

3. Jesus contou uma parábola aos discípulos “sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer” – ver Lucas 18:1—8.

4. Jesus termina a parábola acima com as seguintes palavras: “Quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” Ou seja: será que alguém ainda estará orando quando Jesus voltar? A resposta depende de você e de mim!   

B. Na questão que trata da oração a nosso favor, quanto à provisão para a vida, existe muita confusão nos dias de hoje.

1. Muitos pastores e igrejas, denominações inteiras até, ensinam que Deus, sendo o dono de toda a riqueza, não deseja que seus filhos não apenas não passem por nenhum tipo de necessidade, mas que sejam ricos até. É um canto de sereia que tem atraído a muitos.

2. Mas o genuíno ensinamento Bíblico não tem nada a ver com estas coisas.

a. Em primeiro lugar Jesus deixou bem claro que é impossível servir – agradar – Deus e as riquezas —

Mateus 6:24

Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

b. Então, quanta riqueza é o bastante? Quando é que devemos estar satisfeitos? Veja o que o apóstolo Paulo diz:

1 Timóteo 6:7—10

Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores –.

C. Quando compartilhamos nossas necessidades uns com os outros e pedimos e fazemos orações uns pelos outros, nosso senso de dependência de Deus é ampliado.

D. Abrir o coração e pedir orações é um ato de honestidade e coragem da nossa parte que fortalece outros com a certeza de que pertencem a uma comunidade amorosa onde uns cuidam dos outros. 

E. Que o Deus que nos ordena orar sem nunca esmorecer, nos sustente, Ele mesmo, para que possamos desempenhar bem este serviço. Amém

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA VIDA COMUM DOS SANTOS DE DEUS.

001 — O Custo do Discipulado =

002 — Uma Proposta de Vida =

003 e 004 — Comunhão e Interdependência =

005 — Os Dons espirituais e a Vida Comum =

006 — Discipulado =

007 — O Amor ao Próximo =

008 — Amai-vos uns aos outros — Parte 1 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

009 — Amai-vos uns aos outros — Parte 2 — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

010 — Romanos 15:1—7 — Acolhei-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 3

011 — Romanos 16:16 — Saudai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 04

012 — 1 Coríntios 12:24—25 — Tande o Mesmo Cuidado Uns Para Com os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 05

013 — Efésios 5:18-21 — Sujeitai-vos ou Submetei-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 06

014 — Efésios 4:1—3 — Suportai-vos Uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 07

015 — Tiago 5:16 — Confessai Vossos Pecados uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 08

016 — Colossenses 3:12—13 — Perdoai uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 09

017 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte A — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10A

018 — Romanos 14:13 — Não Julgueis Uns Aos Outros — Parte B — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 10B

019 — Tiago 4:11 — Não faleis Mal uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS AOS OUTROS — Parte 11

020 — Tiago 5:9 — Não Vos Queixeis uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 12

021 — Gálatas 5:14—15 — Não Vos Mordais nem Devoreis uns Aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 13

022 — Gálatas 5:25—26 — Não Provoqueis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 14

023 — Gálatas 5:25—26 — Não Invejeis Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 15

024 — Colossenses 3:9—10 — Não Mintais uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — Parte 16

025 — Romanos 14:29 e 1 Tessalonicenses 5:11  — Edificar uns aos outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 17

026 — Colossenses 3:16  — Instruí-vos Mutuamente — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 18

027 — 1 Tessalonicense 5:1 e Hebreus 3:12—13  — Consolai-vos e Exortai-vos Uns aos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS — PARTE 19

028 — Romanos 15:14 e Colossenses 3:16 — Admoestai-vos ou Aconselhai-vos uns aos outros —  AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 20 — SERMÃO 028

029 — Efésios 5:18—20 e Colossenses 3:16 — Falando entre vós com... — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 21 — SERMÃO 029

030 — Gálatas 5:13—14 — Sede Servos Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 22 — SERMÃO 030

031 — Gálatas 6:2 — Levai as Cargas Uns dos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 23 — SERMÃO 031

032 — 1 Pedro 4:7—10 — Sede Mutuamente Hospitaleiros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 24 — SERMÃO 032

033 — Efésios 4:31—32 — Sede Benignos Uns Para Com Os Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 25 — SERMÃO 033

034 — Tiago 5:16 — Orai Uns Pelos Outros — AMAI-VOS UNS AOS OUTROS – Parte 26 — SERMÃO 034

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.