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terça-feira, 9 de agosto de 2016

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 008 — A RELAÇÃO ENTRE A SANTIDADE, A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9


Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados. 


Uma Exposição Bíblica, Literária e Teológica de Mateus 6:9—13


Introdução:

A. Quando pensamos no único Deus verdadeiro, o único Deus que se declara SANTO, nós devemos sempre levar em consideração as duas realidades seguintes:

1 João 4:16

E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.

1. O amor de Deus é o amor que busca o pecador perdido, é o amor que perdoa, é o amor que restaura à plena comunhão todos aqueles que um dia voltaram suas costas para Deus.

Salmos 7:11

Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

2. A santidade de Deus exige padrões de comportamento de nossa parte sem os quais estamos todos sujeitos aos julgamento divino.


B. A história do profeta Oséias e de uma mulher chamada Gômer ilustra bem nossa verdadeira condição diante de Deus e o amor que Deus nutre por nós.

C. A história de Oséias e Gômer pode ser encontrada nos primeiro capítulos de Oséias.

D. Quando Deus mandou que Oséias se casasse com Gômer ela era uma prostituta. O texto bíblico nos diz:

Oséias 1:2

Quando, pela primeira vez, falou o SENHOR por intermédio de Oséias, então, o SENHOR lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR.

E. Oséias teve três filhos com Gômer, mas descobriu que dois de seus três filhos não lhe pertenciam.

F. Depois disso, Gômer abandonou Oséias e foi em busca de seus amantes servido como prostituta cultual num templo dedicado ao Deus Baal.

G. Tempos depois, quando ela já não tinha mais beleza para atrair clientes para o templo, Gômer foi desprezada e colocada à venda como se fosse apenas um objeto.

H. Deus, então, ordena que Oséias vá ao mercado de escravos e compre a rejeitada Gômer e volte a se casar com ela, outra vez. O texto bíblico diz:

Oséias 3:1

Disse-me o SENHOR: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo e adúltera, como o SENHOR ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos de passas.

H. Vamos então tentar entender como o SENHOR precisa agir por amor de suas criaturas perdidas:

COMO O AMOR, A SANTIDADE E A JUTIÇA ANDAM JUNTAS

I. Oséias Renova Sua Aliança com Gômer

A. Deus precisa ensinar uma lição para Oséias e para todos nós: trata-se do grande fato que retidão de vida e justiça precisam prevalecer em todos os relacionamentos se os mesmos irão servir para alguma coisa. Essa é a realidade que Oséias entende como imprescindível para que o relacionamento dele com Gômer tenha verdadeiro significado. 

B. O passado de Gômer não pode nem deve ser repetido. Por outro lado, a justiça divina manifesta na Lei dada a Moisés exige que Gômer e seus amantes sejam apedrejados até a morte.

C. Mas Oséias não deseja denunciá-la pelos pecados do passado. Ele deseja viver com Gômer um relacionamento baseado em amor e misericórdia, onde o passado é deixado para trás, e uma nova vida pode ser iniciada.   

D. Oséias deixa isso bem claro nas seguintes afirmações:

Oséias 2:19

Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias.

1. Desposar-te-ei comigo para sempre.

2. Desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo.

3. Desposar-te-ei em benignidade, e em misericórdias.


II. De que Maneira o Dilema Entre Amor e Justiça Pode Ser Solucionado?

A. Essa é uma questão importante, especialmente, diante dos atos praticados por Gômer.

B. O que Oséias deve enfatizar: retidão e justiça ou amor e misericórdia?

C. O profeta Oséias nos conta sua própria e trágica história, porque na mesma ele encontra uma metáfora apropriada para descrever o relacionamento entre Deus e Seu povo

D. Oséias sofre a dor da rejeição do verdadeiro amor e da traição, ao mesmo tempo em que consegue entender algo da “agonia” divina à medida que o Senhor tem que lidar com um povo continuamente pecaminoso.

E. No livro de Oséias a ideia de SANTIDADE assume em si mesma a plenitude daquilo que o amor representa para o Deus verdadeiro. Essa é uma verdade nunca antes manifestada no Antigo Testamento.

F. Da mesma forma que Oséias em sua mais profunda tristeza descobre que o AMOR é a única força indestrutível capaz de salvar até mesmo sua esposa perdida, assim também a SANTIDADE de Deus como a essência do seu ser, precisa manifestar o amor criativo que é capaz de ferir, mas que também é capaz de sarar, conforme lemos em

Oséias 6:1

Vinde, e tornemos para o SENHOR, porque ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e a ligará.

G. Deus é o amor santo que precisa confrontar uma “natureza pecaminosa”.

H. Nós podemos então concluir dizendo o seguinte: a antítese entre o Deus SANTO, SANTO, SANTO e o homem pecador consiste no próprio amor que é a única força capaz de vencer e destruir tal antítese.

I. A história de Jesus na Cruz de Calvário nos oferece a solução perfeita que buscamos para essa agonia: ali a justiça de Deus foi servida e satisfeita em toda sua plenitude, ao mesmo que um amor que não poder ser explicado nem qualificado em termos humanos, foi demonstrado.


Conclusão

A. Acerca da Santidade de Deus, podemos então concluir o seguinte: a oração de Jesus foi: “SANTIFICADO SEJA O TEU NOME”.

B. Conforme já mencionamos diversas vezes, Jesus quebrou os paradigmas ou modelos das orações judaicas tradicionais que continuam a ser proferidas até o dia de hoje.

C. Mas na oração de Jesus devemos notar o seguinte:

1. Não existe nenhuma invocação a Abrão, Isaque ou Jacó.

2. Nenhum pedido a favor da terra de Israel, ou a favor do templo, nem imprecações — pedidos para que Deus amaldiçoe os inimigos — são mencionados.

3. O Salvador sofredor não deseja ver seus discípulos sofrendo, mas a presença do mal no mundo não é ignorada.

D. A SANTIDADE de Deus é a essência daquilo que Deus é, e seu NOME — SANTO — nos informa que ele é um Deus pessoal e que deseja ser conhecido por nós dessa maneira.  

E. A SANTIDADE do nome de Deus pode ser profanada pela desobediência dos crentes. Temos que prestar muita atenção como andamos:

Efésios 5:15

Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios.

F. Somente Deus pode santificar seu nome e Ele faz isso através de grandes atos de salvação a favor de seu povo – ver Ezequiel 36.

G. A demonstração de SANTIDADE como presenciada por Isaías — ver Isaías 6:1—10 — inclui os seguintes elementos: confissão, limpeza, desafio missionário e uma resposta apropriada. Todos os que dizem: “SANTIFICADO SEJA TEU NOME” anseiam por uma experiência semelhante a de Isaías.  

H. A SANTIDADE de Deus exige pureza e justiça. Quando Deus olha para esse mundo e não vê essas coisas sendo praticadas, ele não pode ignorar as mesmas. Por outro lado, Deus é amor e seu amor é afirmado na oração do Pai Nosso pelo uso da expressão aramaica “ABBA”, que significa pai. Essas duas realidades estão em conflito no coração de Deus diante da realidade da vida como vivida pelas pessoas que pertencem ao Seu povo. O profeta Oséias entendeu bem esse dilema. A CRUZ DE CRISTO É A ÚNICA SOLUÇÃO DEFINITIVA PARA ESSE PROBLEMA.


OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO 
001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15
002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9
003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9
004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9
005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS
006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO — Mateus 6:9—13
007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9
008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9
009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 26 de abril de 2016

OS PROTESTANTES E A ALEMANHA SOB O NAZISMO



Um seminário teológico REFORMADO na Alemanha nazista

Stephen Nichols

Quando a igreja luterana alemã apoiou os nazistas em 1933, um seleto grupo de líderes dentro da igreja formou um movimento de resistência eclesiástica, o qual veio a se chamar de Igreja Confessante. Eles logo fundaram cinco novos seminários para treinar a próxima geração de ministros. Aproveitaram um jovem professor de teologia da Universidade de Berlim para dirigir o seminário recém criado em Zingst e posteriormente em Finkenwalde.

O modelo predominante para a educação teológica na Alemanha era amplamente acadêmico e as universidades dominaram a educação ministerial. Desde o Iluminismo (Aufklarung em alemão) os pastores alemães tinham digladiado pela respeitabilidade ao lado de médicos e advogados – profissionais das disciplinas mais “respeitáveis”. Eruditos no estudo bíblico e teólogos tinham de fazer o mesmo em contraposição aos seus colegas na academia. Após um punhado de palestras para futuros ministros e teólogos na Friedrich Wilhelm University, em Berlin, Dietrich Bonhoeffer sentiu que este tipo de ethos educacional estava errado – e era, por fim, danoso – para a igreja em geral.

Então, o novo seminário em Finkenwalde deu a Bonhoeffer uma oportunidade para traçar um curso diferente para a educação ministerial. Ele focaria sua escola na Escritura, oração e confissão teológica, e como Herr Direktor, Bonhoeffer poderia sustentar estes três pilares como achasse por bem. Mas nem todos concordaram. O altaneiro Karl Barth, por exemplo, protestou, dentre outros líderes na Igreja Confessante. Muitos estudantes seguiram o exemplo, contrariando as inovações de Bonhoeffer. Formidável demais para ser demitido, ele se manteve firme, e acabou ganhando tanto seus alunos como seus críticos.

Infelizmente, a história de Finkenwalde não acaba com sucesso – pelo menos não como a palavra “sucesso” é frequentemente definida, com os requisitos métricos de números e proezas. A maioria dos alunos de Bonhoeffer nunca chegou ao ministério pastoral. Vinte e sete foram presos. O seminário, como um todo, teve uma vida curta, fechado pela Gestapo após dois anos apenas.

Dito isto, o que foi realizado ali durante aqueles dois anos merece nota. Então, vamos considerar os três pilares de Bonhoeffer para a educação no seminário: Escritura, oração e confissão teológica.

Construa sobre a Palavra

Depois de alguns meses em operação, Bonhoeffer escreveu uma carta para as igrejas mantenedoras explicando a missão do seminário:
O caráter especial de um seminário da Igreja Confessante deriva da difícil situação na qual temos sido colocados devido ao conflito na igreja. A Bíblia constitui o ponto focal de nosso trabalho. Ela tem se tornado para nós uma vez mais o ponto de partida e o centro de nosso labor teológico e de toda a nossa ação cristã.1

Que esse foco bíblico era “especial” mostra porque a igreja luterana alemã murchou sob o governo nazista. A igreja como um todo há muito havia se afastado de suas amarras bíblicas. Sem um sólido fundamento bíblico, a igreja simplesmente não possuía os recursos necessários para se envolver nas questões éticas da década de 1930, a qual, em seguida, levou tragicamente às atrocidades na década de 1940 e da Segunda Guerra Mundial.

As palavras de Bonhoeffer também revelam sua convicção de que a Bíblia deve permanecer como o ponto central na educação ministerial e na igreja. A Escritura como o ponto focal em Finkenwalde implicava que os estudantes seriam treinados em hebraico e grego. Eles receberiam instrução no conteúdo bíblico. “A congregação”, Bonhoeffer disse uma vez, “é construída unicamente sobre a Palavra de Deus”2. Bonhoeffer exigia que os alunos praticassem a lectio divina, lendo um Salmo e capítulos do Antigo e do Novo Testamento a cada dia. Os alunos também tinham de meditar numa passagem selecionada a cada semana. Ele tinha a intenção de ajudá-los a formar os hábitos corretos.

Os alunos de Finkenwalde e o futuro biógrafo de Bonhoeffer, Eberhard Bethge, entenderam a mensagem. Anos depois, Bethge testificou: “Porque eu sou um pregador da Palavra, não posso expor as Escrituras a menos que as deixe falar para mim todos os dias. Usarei indevidamente a Palavra no meu serviço se não me mantiver meditando sobre ela em oração”.3

A oração faz um pastor

Os cursos de Bonhoeffer sobre oração usavam a Oração do Senhor [o Pai Nosso] e o Catecismo de Lutero para instrução. Ele também exigia que os estudantes orassem, como um tipo de dever de casa. Os críticos o acusaram de que estava sendo legalista; alguém até mesmo chegou a dizer a ele que o tempo era muito urgente para oração e meditação. Bonhoeffer respondeu a estas críticas vigorosamente: “Isso ou mostra uma total falta de compreensão por parte dos jovens teólogos de hoje, ou uma ignorância blasfema de como a pregação e o ensino vêm à existência”.4  Como Bonhoeffer disse uma vez à sua congregação em Londres: “Uma congregação que não ora pelo ministério do seu pastor, não é mais uma congregação. Um pastor que não ora diariamente por sua congregação, não é mais um pastor”.5

Confissão como currículo

Por fim, há o terceiro pilar: a confissão teológica. Como um luterano alemão, o padrão confessional de Bonhoeffer era a Confissão de Augsburg (1530), contida no Livro de Concórdia (1580). Da mesma maneira que a Escritura e a oração foram eclipsadas na igreja luterana, assim também acontecia com a confissão. Como tantas outras denominações no século 20, a igreja luterana alemã professava sua confissão teológica da boca para fora, e não mais do que isso.

Não era assim no seminário de Bonhoeffer. Bethge comenta sobre como a cópia do Livro de Concórdia de Bonhoeffer estava sublinhada, marcada com notas nas laterais, pontos de exclamação e interrogações. É evidente que Bonhoeffer lutou com sua confissão e a levou a sério6. De fato, para Bonhoeffer, a confissão era o currículo da teologia.

Mas ele não estava apenas interessado em que seus alunos conhecessem e lutassem com a teologia, pois também queria que eles a vivessem. A confissão moldaria suas vidas, sua ética, sua pregação e suas igrejas. “Teologia é a submissão ao conhecimento coerente e bem ordenado da palavra de Deus”, ele escreveu. “Ela serve à pura proclamação da palavra na congregação e à edificação da congregação de acordo com a palavra de Deus”.7

Seminários são para a igreja

Então, os seminários existem pra quê? Assim como a teologia que ensinam, eles existem para a igreja. E acerca do que eles deveriam tratar? Assim como a igreja para quem eles existem, eles deveriam tratar sobre a Escritura, a oração e a confissão teológica. Além do mais, estas são as marcas de todos os cristãos em todos os tempos, pois são os hábitos da vida cristã.

Se você deseja conhecer mais sobre a vida de Dietrich Bonhoeffer recomendamos os dois links abaixo:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/voce-sabe-quem-foi-dietrich-bonhoeffer.html

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/04/voce-sabe-quem-foi-dietrich-bonhoeffer_10.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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______________________________
* Texto original disponível em: http://thegospelcoalition.org/blogs/tgc/2013/08/08/seminary-in-nazi-germany/. Tradução de Nelson Ávila, bacharelando em teologia pela Escola Teológica Charles Spurgeon, em Fortaleza-CE.

1  Dietrich Bonhoeffer, "A Greeting from the Finkenwalde Seminary," Oct. 1935, The Way to Freedom (New York: Harper & Row, 1966), 35.

2  Dietrich Bonhoeffer, "Theology and the Congregation," Dietrich Bonhoeffer Works, Vol 16: 1940-1945 (Minneapolis: Fortress Press, 2006), 494.

3  Ibid., 57.

4  Cited in Eberhard Bethge, Dietrich Bonhoeffer: A Biography (Minneapolis: Fortress Press, 2000), 465.

5  Dietrich Bonhoeffer, Oct. 22, 1933, in Dietrich Bonhoeffer Works, Vol 13: London, 1933-1935 (Minneapolis: Fortress Press, 2007), 325.

6  Bethge, Dietrich Bonhoeffer, 449.

7  Bonhoffer, DBW, Vol. 16, 494.         

domingo, 27 de dezembro de 2015

ESTUDOS NO LIVRO DE PROVÉRBIOS — ESTUDO 005



Nesse estudo iremos abordar o Livro de Provérbios, mas iremos fazer isso de maneira diferente do que apenas apresentar uma exposição, versículo por versículo. Nossa intenção é apresentar os grandes temas que encontramos no livro e dar andamento no mesmo a partir daí.

ESTUDO 005

CONTINUAÇÃO...

VII. ALGUNS ASSUNTOS PRINCIPAIS DO LIVRO DOS PROVÉRBIOS

A. O HOMEM E DEUS

Conforme já falamos o Livro dos Provérbios não está tão preocupado com a relação aliancista entre Deus e o Seu povo. De fato, essa é uma característica completamente ausente no mesmo, o que nos deixa a impressão que a intenção dos compiladores finais foi a de produzir um livro de ensinamentos genéricos, mas teremos a oportunidade de ver que as coisas não são 100% assim.

Apesar do Livro não dar ênfase ao aspecto da aliança entre Deus e Seu povo, a quantidade de versículos que já vimos e que mencionam o “Temor do Senhor” servem como um excelente substituto a esse fator. Quando o Livro de Provérbios fala de Temor do Senhor, não está se referindo apenas à pessoa de Deus, mas está se referindo, principalmente, à obediência reverente aos mandamentos de Deus, como explicitados na Lei de Moisés.

Um exemplo típico do que estamos dizendo pode ser encontrado em versos tais como:

Provérbios 18:16

O presente מַתָּן mattan — que o homem faz alarga-lhe o caminho e leva-o perante os grandes.

Mas esse presente não irá transformar um grande ou poderoso em amigo de quem deu o presente. Agora, por outro lado —

Provérbios 17:23 —

O perverso aceita שֹׁחַד — shochad — suborno secretamente, para perverter as veredas da justiça.

Esses dois versos deixam bem claro que a justiça e não o sucesso — ser bem sucedido em qualquer coisa por meio de uma tramóia — deve ser nossa preocupação apropriada. Quanto aos inescrupulosos não receberão nenhum louvor por seus atos. O fato que permanece é: Nós precisamos ser pessoas boas para demonstrarmos que somos pessoas sábias. Bondade e sabedoria são duas realidades que não podem ser separadas, porque as duas completam uma única realidade.

Tudo isso tem uma profunda lógica no livro de Provérbios: a bondade precisa complementar a sabedoria e vice-versa, porque elas foram assim ordenadas pelo próprio Deus.

Essa realidade está, claramente, apresentada, em Provérbios 8. A existência da sabedoria e consequentemente da bondade é para os autores do Livro de Provérbios, uma prova definitiva da existência de Deus. A isso eles agregam a consciência que possuem de que são — somos — de fato pecadores diante de um Deus puro e Santo. Diante dessa realidade, note como o conteúdo de

Provérbios 20:9

Quem pode dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou do meu pecado?
faz perfeito sentido.

Ninguém pode alegar em nenhum momento que seja ignorante quanto a essas realidades, porque as mesmas são autoevidentes para todos os seres humanos.

Provérbios 24:12

Se disseres: Não o soubemos, não o perceberá aquele que pesa os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? E não pagará ele ao homem segundo as suas obras?

Tal verdade não deixa ninguém escapar desse encontro crucial com o próprio Deus. Não existe espaço aqui, como podemos notar, para nenhum tipo de desculpa ou evasiva que sejam aceitáveis. Todos nós cometemos transgressões e, portanto, somos transgressores. O que podemos dizer a Deus para justificar um comportamento tão ofensivo à sua eterna santidade? E mais, nenhum tipo de exercícios ou práticas religiosas podem adquirir para nós qualquer favor com Deus. Pense um pouco nisso enquanto você reflete na quantidade de pessoas que frequentam alguma religião, qualquer religião, exatamente com esse propósito: alcançar alguma espécie de favor ou crédito diante de Deus.   

Agora compare com essas palavras do Livro de Provérbios —

Provérbios 28:9

O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será
abominável.

Abominável quer dizer “detestável a Deus”.

O mesmo será também verdadeiro com relação ao seu sacrifício — ver Provérbios 15:8 e 21:27.

Na nossa relação com Deus, todo pecado deve ser abandonado através da prática constante do arrependimento —

Provérbios 16:6

Pela misericórdia e pela verdade, se expia a culpa; e pelo temor do SENHOR os homens evitam o mal.

Junto com o arrependimento é necessário uma confissão verdadeira, não apenas do pecado que cometemos, mas também daquilo que nós somos em nossa essência: pecadores. Quem agir desse modo alcançará a verdadeira libertação da prática do pecado —

Provérbios 28:13

O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 26 de dezembro de 2015

FRAUDES PARANORMAIS: AINDA TEM GENTE QUE ACREDITA NELAS



O material abaixo foi publicado pelo site da revista superinteressante.

Fraudes: Me engana que eu gosto
Alguns casos célebres de suposta paranormalidade não passaram de truques de ilusionismo. O pior é que muita gente ainda acredita na farsa

por Redação Super

Maurício Oliveira

A suspeita de fraude sempre rondou os fenômenos ditos paranormais. Algumas histórias causaram comoção em suas épocas, antes de serem desmascaradas. Um dos episódios mais célebres foi um verdadeiro – ou melhor, um fictício – conto de fadas e envolveu duas meninas inglesas, Elsie Wright, de 16 anos, e sua prima Frances Griffiths, de 10. Em 1917, elas garantiram ter visto pequenas fadas, com 10 centímetros de altura, em um lugarejo chamado Cottingley Glen, pequeno pântano cercado de árvores, onde costumavam brincar. Contaram a história ao pai de Elsie, que não acreditou. As meninas resolveram, então, pegar emprestada a câmera fotográfica dele e provar”com fotografias.

Elas obtiveram duas imagens. A primeira mostrava um grupo de pequenas mulheres com asas de borboleta dançando à frente de Frances. Na outra, era Elsie quem brincava com um gnomo. A história correu o país e ganhou um defensor famoso: o escritor Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes. Espiritualista fanático, ele não hesitou em tratar as aparições das fadas como autênticas, ignorando falhas evidentes nas imagens. A primeira foto, por exemplo, mostra quatro fadas dançando e tocando flautas. No fundo aparece uma cachoeira borrada, indício de que a foto foi feita com uma velocidade lenta do obturador. Se estivessem em movimento, as fadas também deveriam aparecer borradas na foto, certo?

Ao longo das décadas seguintes, as protagonistas da história deram explicações evasivas sobre as curiosas imagens. Até que Elsie, já idosa, admitiu ter desenhado as fadas inspirada nas ilustrações de um livro infantil. Assim como a prima, no entanto, ela continuou afirmando que ambas realmente viram fadas, só não tinham como provar daí a idéia de forjar as imagens.

Ruídos do outro mundo

Em 1848, duas irmãs que viviam em um lugarejo próximo a Nova York – Kate, de 11 anos, e Margareth, de 13 – começaram a relatar a ocorrência de barulhos estranhos no quarto delas. E o mais incrível é que ambas conseguiam se comunicar com os ruídos, atribuídos ao fantasma de um comerciante que vivera na mesma casa, para a qual a família Fox havia se mudado no ano anterior. Era assim: as meninas batiam palmas e o espírito respondia”com estalos. A história se espalhou rapidamente e logo atraiu todo tipo de curiosos. O caso foi investigado sem que ninguém pudesse classificá-lo como fraude: os ruídos pareciam mesmo vir do além.

Quatro décadas se passaram até que Margareth decidiu confessar a fraude e o fez em uma demonstração pública, presenciada por dezenas de espectadores, em 1888. Ela revelou que os ruídos eram resultado de uma estranha habilidade das irmãs: estalar as juntas dos dedões dos pés, que se mexiam quase imperceptivelmente.

Truques do homem do rá!”

O mineiro Thomaz Green Morton, o homem do “rá!” (seu grito energizante), ficou famoso nos anos 80 como um paranormal capaz de produzir luzes, entortar talheres e fazer perfume brotar das mãos, poderes que teria desenvolvido aos 12 anos, depois de ser atingido por um raio enquanto pescava. Aclamado por alguns como o maior paranormal do mundo”, ele atraiu uma legião de personalidades para o seu sítio em Pouso Alegre (MG). Gal Costa, Elba Ramalho, Ivo Pitanguy, Baby Consuelo e Sérgio Reis estavam entre os que não hesitavam em testemunhar sobre as façanhas do guru. No auge da fama, consta que ele chegou a cobrar 20 mil dólares por cinco dias no seu sítio para tratamento de energização.
Hoje, estudiosos de fenômenos paranormais não têm dúvida de que Morton não passa de um ilusionista e nem é dos melhores. Ele é uma farsa”, afirma o psicólogo Wellington Zangari, coordenador do Inter Psi (Grupo de Estudo de Semiótica, Interconectividade e Consciência), ligado à PUC de São Paulo. Morton diz ter todos esse poderes, mas jamais conseguiu demonstrá-los a pesquisadores com conhecimento de ilusionismo e prestidigitação”, diz Zangari.

Morton já foi flagrado diversas vezes, inclusive em frente às câmeras. Uma das imagens o mostrou em volta de uma mesa com amigos, segurando um garfo quebrado. Enquanto pedia aos presentes que dissessem um número de 0 a 100, ele buscou embaixo da mesa um talher já colado – em câmera lenta, o movimento era claro. De repente, gritou o famoso rá!” e deu o garfo colado a quem supostamente teria acertado o número.

Em outra ocasião, um flash de máquina fotográfica escondido embaixo da mesa disparou antes da hora, revelando o truque usado para produzir os fenômenos luminosos. Morton ficou visivelmente desconcertado e tentou atrair a atenção dos presentes para outro ponto, afirmando que a luz havia vindo de lá. Houve também a cena em que ele passou um punhado de moedas de uma mão para a outra e exibiu, ao final, uma das moedas dobradas – o problema é que na mão de origem havia oito moedas e na mão de destino apareceram nove.

Apesar das evidências, ainda há quem consiga encontrar fatos inexplicáveis relacionados aos supostos poderes de Morton, como, por exemplo, a protuberância na testa que parece se inchar de vez em quando. Isso pode ser feito com um sistema simples de sucção, como aquelas bombas usadas para extrair leite materno, ou pela utilização de alguma substância química que produza reação alérgica”, diz Zangari. Para dar uma última oportunidade a Thomaz Green Morton – que anda um tanto recluso já faz algum tempo –, Zangari lança um desafio público: que ele se submeta a testes na sede do Inter Psi, com a presença de jornalistas e de equipes de TV.

Dois nomes, duas fraudes

A francesa Marthe Béraud iniciou sua carreira” de médium em 1906, aos 19 anos. Após a morte do noivo, filho de um influente general, ela foi viver com os ex-futuros sogros na Argélia. Lá começou a se dizer capaz de materializar um fantasma. Nas apresentações, que atraíam representantes da alta sociedade, a figura de um homem com uma densa barba negra – e ostentando um turbante – surgia entre as cortinas que separavam Marthe da platéia. A aparição dizia se chamar Bien Boa, um hindu que teria vivido mais de 300 anos antes. Apesar dos detalhes quase cômicos (certa ocasião, a longa salva de palmas acompanhada de gritos de bravo!” fez Bien Boa reaparecer de trás das cortinas para reverenciar o público), a credibilidade das apresentações só ruiu quando um cocheiro árabe chamado Areski revelou que era ele quem fazia o papel do hindu. Um alçapão oculto seria o truque para entrar em cena. Os defensores de Marthe alegaram que Areski estava mentindo para se vingar por ter sido demitido. De qualquer forma, a denúncia obrigou Marthe a sair temporariamente de cena.

Alguns anos depois, Marthe reapareceu em Paris, ostentando então o nome Eva Carrière – ou, como gostava de ser chamada, Eva C. As aparições de Bien Boa deram lugar a uma nova habilidade: materializar imagens de rostos humanos. Em processos novamente realizados em ambientes escondidos por cortinas, as imagens surgiam grudadas no pescoço ou no cabelo de Marthe. As fotografias das sessões de Eva C. causaram sensação no período entre 1909 e 1913. Aos olhos de hoje, contudo, soam até ingênuas as materializações” eram visivelmente feitas de papel amassado.

A fraude de Eva C. começou a ser desmascarada quando alguém notou que os rostos eram muito parecidos com os de fotos publicadas na revista Le Miroir, grosseiramente retocadas. Mesmo com todas as evidências, seus defensores ensaiaram uma explicação: ela era leitora assídua da revista e isso teria influenciado o seu dom paranormal.

O fantasma de Columbus

Em 1984, alguns fenômenos estranhos – ruídos inexplicáveis, objetos que caíam sozinhos, móveis que se arrastavam pelo chão – começaram a ocorrer na casa de Tina Resch, uma adolescente de 14 anos de Columbus, no estado americano de Ohio. A imprensa passou a cobrir o caso, logo chamado de O poltergeist de Columbus, em alusão ao filme Poltergeist, que fizera sucesso dois anos antes. Com a casa dos Resch cercada por jornalistas, a câmera de uma equipe de TV captou por acaso uma cena em que Tina gritava com horror ao ver um abajur se espatifar no chão. Parecia que o objeto tinha caído sozinho, mas a imagem mostrava que, na realidade, a garota havia discretamente puxado o fio do abajur.

A descoberta da fraude revelou um drama familiar. Tina era adotada pelo casal John e Joan Resch e quis chamar a atenção da mídia para encontrar seus pais verdadeiros. A história teve um final triste. Os verdadeiros pais de Tina nunca apareceram. Antes de fazer 20 anos, ela se envolveu com um rapaz e engravidou. Em 1992, a pequena Amber, de 3 anos, foi encontrada morta com vários ferimentos na cabeça. As investigações incriminaram Tina e, em 1994, ela foi condenada à prisão perpétua.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos e nos livre de tais enganos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

ESTUDOS PARA CASAIS - ESTUDO 034 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 003



1. Porque Deus considera tão ofensivos todos os tipos de práticas imorais? Antes de responder a essa pergunta é importante fazermos a seguinte afirmação: Os fatores que constituem o verdadeiro erro do mau comportamento sexual têm sido grandemente esquecidos ou deixados de lado em nossos dias.

2. Em termos de pecados cometidos na área sexual, quando homens e mulheres passando por algum tipo de crise em suas vidas tentam se arrepender de seus pecados nessa linha que estamos tratando, eles raramente vão além de confessar a cobiça e a impureza envolvidos nos mesmos. Ou seja, geralmente estamos falando de uma confissão superficial.

3. Deus, entretanto, deseja alcançar uma profundidade maior. Isso se deve ao fato das pessoas que mencionamos acima serem muito mais culpáveis, pois seus atos envolvem coisas como:

A. O mal que uma pessoa causa a outra por meio dum comportamento sexual inadequado.

B. As múltiplas duplicidades — hipocrisias — que estão, invariavelmente, relacionadas com essas verdadeiras aventuras.

C. A desonra que a pessoa causa ao seu próprio corpo por meio do abuso do poder que tem sobre o mesmo.

D. E, por fim, todas as coisas erradas que são feitas contra um Deus que verdadeiramente nos ama.

4. Esses são alguns dos fatores esquecidos e abandonados, que tão raramente ouvimos serem confessados. Aqueles que alegam que se arrependeram, podem descobrir ao fazer uma análise mais profunda, que eles, realmente, nunca tiveram a coragem de olhar de frente para os aspectos mais culpáveis de seus atos e, por esse motivo, ainda não tiveram a oportunidade de experimentar a plenitude da graça de Deus nessas questões. Não importa o que tenhamos feito Deus nos ama e deseja nos perdoar profundamente. Nosso problema não está em Deus, mas em nós mesmos, que não temos a coragem suficiente para sermos sinceros conosco mesmos e admitir toda a extensão do mal que praticamos e suas consequências devastadoras.      

5. Muitas vezes um homem que veio até Cristo e O aceitou como Salvador continua, obviamente, com uma experiência incompleta, no que diz respeito à graça de Deus.  Seu testemunho, de alguma forma, não é o testemunho de um pecador, e ele parece não possuir a alegria genuína que alcança todo pecador que recebe o perdão de todos os seus pecados por meio da graça do Senhor. É possível que ele não tenha se arrependido no nível desejado por Deus. É possível que ele ainda não tenha visto os fatores mais culpáveis ele ainda nus. no nar na fde Deus e, como conseque me abençoar.. em seu coraçenslpossas vidas espirituais. Vejamos o qu de seus pecados, ou se viu, talvez tenha deixado os mesmo para lá, ou até mesmo, se esquecido dos mesmos, de modo conveniente. Por esse motivo, vamos considerar esses fatores esquecidos e abandonados, relativos ao mau comportamento sexual da nossa parte e, por extensão a todo mau comportamento.

FATORES ESQUECIDOS OU DEIXADOS DE LADO NOS CASOS DE ADULTÉRIO

1. Não existe nenhuma passagem da Bíblia em que os fatores mais fundamentais do mau comportamento sexual estejam tão evidentes, quanto na história envolvendo o rei Davi e Bate-Seba, a mulher de um dos seus soldados. Urias, o marido de Bate-Seba era heteu e não israelense. Isso é uma indicação que mais do que apenas um soldado, ele era parte da guarda pessoal do Rei, que naqueles dias era geralmente composta, por mercenários estrangeiros.  

2. O que faz essa história instrutiva para nós, não é apenas a narrativa dos atos sórdidos de um homem, mas o fato de Deus agir com relação a tais atos, mostrando-se um Deus de verdade e julgamento por um lado e, por outro, de graça e misericórdia. Não se trata apenas da história do pecado de um devotado rei, mas de como Deus, de forma gloriosa, recuperou plenamente aquele pecador.        

3. A história do rei Davi tornou-se mundialmente famosa por causa dos vários detalhes sórdidos contidos na mesma, mas esse não é o verdadeiro motivo porque a mesma foi registrada na Bíblia. A mesma está registrada para revelar a glória de Deus na restauração de um pecador, como foi o rei Davi — adúltero e assassino, o que não é pouca coisa — e em resolver até mesmo, a triste situação que Davi havia criado para si mesmo. Além disso, a narrativa nos fala da disciplina e dos castigos divinos como forma de direcionar os passos de Davi no caminho da santidade e da comunhão com Deus.

4. Assim, apesar do interesse doentio do mundo por essa história, é o crente verdadeiro que dispõe dos recursos para entender a mesma de modo apropriado e completo. Vamos, então, recontar brevemente, a primeira parte dessa história:

A. Enquanto seus exércitos estavam longe, guerreando contra vários inimigos, Davi tinha ficado em Jerusalém. Um dia, depois de levantar-se de seu descanso da tarde, ele decidiu caminhar pelo terraço, para sentir o frescor do final do dia. Daquele ponto, Davi viu uma bela mulher tomando banho, naquilo que ela pensava ser a privacidade seu próprio jardim. As paixões de Davi foram imediatamente incendiadas. Ele voltou para dentro do seu palácio e começou a perguntar acerca de quem era aquela mulher. Logo Davi soube que a mulher que morava naquela casa era a esposa de um de seus soldados que, naquele momento estava na frente de batalha, defendendo os interesses do rei de Israel. Davi fez com que a mulher fosse visitá-lo e já naquele primeiro encontro, um comportamento impróprio aconteceu.

ESTUDOS ANTERIORES SOBRE O RELACIONAMENTO A DOIS

000 – NÃO DEIXE SEU CASAMENTO NAUFRAGAR

001 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 1

002 – DIFERENÇAS ENTRE O HOMEM E A MULHER – PARTE 2

003 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 1

004 – NECESSIDADES E PROBLEMAS DA MULHER – PARTE 2

005 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 1

006 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 2
007 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 3

008 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 4

009 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 5

010 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 6

011 — NECESSIDADES E PROBLEMAS DO HOMEM — Parte 7 — Final

012 — O HOMEM COM GUARDADOR E CULTIVADOR DO CASAMENTO

013 — ENTENDENDO A SUBMISSÃO DO PONTO DE VISTA BÍBLICO

014 — ENTENDENDO QUE HOMENS E MULHERES SÃO IGUAIS, MAS DIFERENTES

015 — SEGREDOS, SEGREDOS, SEGREDOS: O MAIOR DE TODOS ELES

016 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 1

017 — COMO OS MARIDOS MAGOAM AS ESPOSAS – PARTE 2

018 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 1

019 — COMO SER A MULHER QUE DEUS DESEJA QUE VOCÊ SEJA — PARTE 2

020 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 1

021 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 2

022 — COMO AMAR SUA MULHER DO JEITO QUE ELA GOSTARIA DE SER AMADA — Parte 3

023 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 001 — O CIÚME

024 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 002 – AS MULHERES E O RELACIONAMENTO COM SEUS PAIS

025 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 003 – ELEVANDO NOSSO GRAU DE TOLERÂNCIA

026 — CONFLITOS QUE PREJUDICAM O CASAMENTO — PARTE 004 – CUIDANDO DAS NECESSIDADES DO OUTRO PARA EVITAR O DIVÓRCIO

027 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 001 — LIDANDO COM O CIÚME

028 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 002

029 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 003

030 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 004

031 — A INCOMPATIBILIDADE NO CASAMENTO PARTE 005

032 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 001

033 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 002
034 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 003

035 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 004

036 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 005 — OS MALES QUE O ADULTÉRIO TRAZ

037 — SEXUALIDADE HUMANA: FATORES QUE NÃO PODEMOS ESQUECER — PARTE 006 — A NECESSIDADE DE VERDADEIRO ARREPENDIMENTO EM CASOS DE ADULTÉRIO

038 — DIFERENÇAS FUNDAMENTAIS ENTRE AS NECESSIDADES DOS HOMENS E DAS MULHERES

039 — A IMPORTÂNCIA DA AUTOIMAGEM NO CASAMENTO — PARTE 001 — COMO VOCÊ SE VÊ?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/10/estudo-040-importancia-da-autoimagem-no.html

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