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sábado, 28 de outubro de 2017

INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 019 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — CARACTERÍSTICAS — 002


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Essa série pretende disponibilizar as informações mais importantes acerca de cada um dos 27 livros que compõem o Novo Testamento. Desde que lançamos nossa série de Introdução ao Antigo Testamento, muitos leitores têm nos questionando acerca de algum material semelhante com respeito ao Novo Testamento. Então, aproveitando que iniciamos uma série de estudos acerca dos manuscritos do Novo Testamento — tecnicamente chamada de “baixa crítica” — estamos usando essa oportunidade para lançar uma série que trate também do texto do Novo Testamento em si, e da interpretação geral do mesmo — “alta crítica”.

A. CARACTERÍSTICAS — CONTINUAÇÃO

II. UM EVANGELHO ESCRITO PARA OS GENTIOS

O Evangelho de Marcos atravessou os séculos praticamente ignorado, até tronar-se central nas discussões levantadas pela chamada crítica textual do século XIX. Comentários antigos em Marcos são raros, o que indica claramente que o mesmo tinha um apelo muito pequeno. Mateus era considerado bem mais importante e, como Marcos era visto apenas como uma reprodução menor de Mateus, não é à toa que o mesmo era ignorado. Todavia, essa abordagem não era parte da postura da igreja primitiva acerca de Marcos já que o mesmo era considerado como sendo o registro feito por Marcos das reminiscências do apóstolo Pedro. Marcos alcançou uma posição de destaque nas discussões acerca dos evangelhos ao ser colocado no centro do chamado Problema Sinótico — falaremos acerca desse problema mais adiante.

Não é difícil notarmos no Evangelho de Marcos a ausência  marcante de traços judeu-cristãos tão comuns no Evangelho de Mateus. Um exemplo disso pode ser visto quando Jesus orienta seus discípulos a fugirem de Jerusalém. Ele diz o seguinte em:
Mateus 24:20

Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado.

Mas em Marcos 13:18 a expressão sábado é omitida por completo —

Orai para que isso não suceda no inverno.

Já na história da mulher siro-fenícia não existe qualquer menção acerca da missão de Jesus para as ovelhas perdidas da casa de Isael —

Marcos 7:2—26

24 Levantando-se, partiu dali para as terras de Tiro [e Sidom]. Tendo entrado numa casa, queria que ninguém o soubesse; no entanto, não pôde ocultar-se,

25 porque uma mulher, cuja filhinha estava possessa de espírito imundo, tendo ouvido a respeito dele, veio e prostrou-se-lhe aos pés.

26 Esta mulher era grega, de origem siro-fenícia, e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio.

Em Marcos não encontramos nenhuma palavra acerca da validade da Lei até seus mínimos detalhes, conforme afirmado no Evangelho de

Mateus 5.18

Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra

De fato, podemos afirmar que não encontramos em Marcos nenhuma discussão fundamental acerca da Lei de Moisés como temos no Evangelho de Mateus.

Além do mais, não encontramos no evangelho de Marcos nenhuma proibição quando aos discípulos se dirigirem aos gentios e aos samaritanos, como temos no Evangelho de Mateus, e no seu discurso escatológico Jesus deixa bem claro que todas as pessoas, sem exceção, precisam ouvir o evangelho ante que o fim chegue.

Marcos 10:1

Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judéia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume.

Não devemos ter nenhuma dúvida de que, quando Marcos escreve seu Evangelho ele tem os gentios em sua mente.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO GERAL AOS EVANGELHOS — ESTUDO 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 002 — A FORMA LITARÁRIA DOS EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 003 — MOTIVOS PORQUE OS EVANGELHOS FORAM ESCRITOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 004 — O LUGAR OCUPADO PELOS QUATRO EVANGELHOS NO NOVO TESTAMENTO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — PARTE 005 —  A MELHOR FORMA DE ABORDAR OS QUATRO EVANGELHOS
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 006 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 001
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 007 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 008 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 003
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 009 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 004
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 010 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 005
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 011 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 006
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 012 – INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 007
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 013 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 008
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 014 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — INTRODUÇÃO AO EVANGELHO DE MATEUS — PARTE 009
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 015 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 010 — AUTOR — PARTE 002
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 016 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 011 — DATA DA COMPOSIÇÃO
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 017 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MATEUS — PARTE 012 — IDIOMA ORIGINAL
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 018 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 001 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 001.
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 019 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 002 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 002.
INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO — ESTUDO 019 — INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS — MARCOS — PARTE 002 — CARACTERÍSTICAS — PARTE 002.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/10/introducao-ao-novo-testamento-estudo.html


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 25 de janeiro de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013A — PECADO E CASTIGO — PARTE A



Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13A. Pecado e Castigo — PARTE A

I. O pecado exige uma satisfação, um castigo. Como uma afronta à infinita majestade de Deus, o pecado demanda um castigo também infinito e sem limites. É por esse motivo que a Bíblia fala de que o salário do pecado é a morte e de punição eterna no inferno. Este castigo é o reflexo da santidade de Deus onde Ele se mantém a Si mesmo em oposição aos pecados do homem. Em resposta ao pecado, a santidade de Deus assume a forma de justiça expressa em ira infinita e julgamento ilimitado —

Salmos 7:11—17

11 Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias.

12 Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem-no pronto;

13 para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas.

14 Eis que o ímpio está com dores de iniquidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira.

15 Abre, e aprofunda uma cova, e cai nesse mesmo poço que faz.

16 A sua malícia lhe recai sobre a cabeça, e sobre a própria mioleira desce a sua violência.

17 Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.

II. A resposta de Deus ao pecado, entretanto, acontece do modo como descrito acima na história, apenas na cruz de Cristo, onde o próprio filho se torna o objeto tanto do julgamento quanto da ira de Deus. Como o salário do pecado é a morte, Jesus morre. Como a consequência de se ofender a infinita majestade de Deus é receber infinito castigo, Jesus experimenta exatamente este tipo de castigo a nosso favor. Em todas as outras instâncias, com exceção da Cruz, a ira de Deus e Sua justiça punitiva são sempre corretivas, uma forma de ira em benefício da graça de Deus bem como uma forma de julgamento que pode ser mudado ou evitado se o homem se arrepender e responder de maneira apropriada à graça de Deus. O exemplo bíblico mostrado no livro de Jonas contém todos estes elementos: AQUI RECOMENDA-SE QUE O LEITOR ABRE SUA BÍBLIA NO LIVRO DE JONAS E ACOMPANHE, PORÇÃO POR PORÇÃO, NAS PRÓPRIAS PAGINAS DAS ESCRITURAS SAGRADAS A NARRATIVA A SEGUIR PARA UMA MELHOR APRECIAÇÃO DAQUILO QUE ESTAMOS DIZENDO:

A. Deus chama Jonas e o manda ir a Nínive clamar contra ela a mensagem do Senhor — Jonas 1:1—2.

B. Jonas decide desobedecer a Deus, pois quer evitar que a graça de Deus alcance os Ninivitas — Jonas 1:2—3. Ver Jonas 4:2 onde Jonas explica os motivos porque fugiu em vez de ir a Nínive como Deus lhe havia ordenado.

C. Deus vai atrás de Jonas e o alcança em julgamento visando o benefício da Sua graça. Deus não queria castigar Jonas, queria conduzi-lo ao arrependimento — Jonas 1:4, 11, 13.

D. Jonas sugere que os marinheiros o lancem para fora do barco — Jonas 1:12.

E. Os marinheiros em desespero, eles não eram assassinos, clamam pela misericórdia e perdão Divinos pelo que irão fazer e ato contínuo lançam Jonas ao mar — Jonas 1:14—15.

F. Deus torna uma situação ruim em um testemunho positivo e seu terrível julgamento, a serviço da Sua graça, faz com que os marinheiros temam a Deus — Jonas 1:16.

G. Deus resgata graciosamente a Jonas da tormenta do mar — Jonas 1:17.

H. Jonas se arrepende e se lembra que Deus é um Deus misericordioso e que a salvação pertence a Deus — único lugar em toda a Bíblia onde aparece a frase “Ao SENHOR pertence a salvação!”. Deus ouve sua oração de arrependimento e lhe restitui a vida na terra — Jonas 2:1—10.

I. Novamente a justiça de Deus em benefício da sua graça, ordena a Jonas que vá e proclame a mensagem do Senhor em Nínive. Jonas vai e prega em Nínive. Sua má vontade é bem evidente. Seu sermão contém somente 7 palavras: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida”. Jonas 3:1—4.

J. Jonas sabia que com aquele tipo de mensagem pregada, a reação mais provável dos ninivitas, seria de incredulidade e zombaria. Por esse motivo ele sai da cidade mais não vai embora. Fica ali perto. Ele queria ver a destruição anunciada! — Jonas 4:5.

K. Enquanto isso, dentro da cidade os ninivitas se arrependeram e clamaram pela misericórdia de Deus. Jonas 3:5—9.

M. Deus se arrepende e não leva a cabo o mal anunciado. Sua graça triunfa sobre Seu julgamento anunciado — Jonas 3:10. O “arrependimento de Deus” reflete, na literatura bíblica, apenas que Deus mudou a forma de tratar determinada situação. Não é como o arrependimento humano que envolve atitudes ou pensamento errados.

N. Jonas fica desgostoso com o perdão que Deus concedeu aos ninivitas e Deus o questiona acerca desta ira. Jonas 4:1 e 4. Note a diferença da ira de Deus a serviço da graça de Deus e a ira de Jonas a serviço da vingança.

O. Deus ensina uma lição objetiva a Jonas acerca de como a ira e o julgamento de Deus estão a serviço da graça de Deus. Enquanto Jonas sente compaixão de uma planta que nunca fez nenhum mal, Deus sente compaixão pelos pecadores perdidos — Jonas 4:6—11.

III. O único julgamento Divino que Deus não pode evitar nem se arrepender é aquele que ocorreu na cruz do Calvário. Que todas as outras manifestações de julgamento da parte de Deus sobre o pecado, são sempre contingentes — que podem ou não suceder; eventuais, incertas — e não absolutos; corretivos e não definitivos devem ser um indicativo claro de que toda a justiça administrada pelas sociedades humanas deve visar sempre remediar e corrigir e nunca ser meramente punitiva nem, em nenhuma hipótese, final — como a aplicação da pena de morte.

IV. Voltemos agora ao julgamento de Deus, que Ele levou a cabo na cruz do Calvário que foi, como dissemos o único julgamento definitivo na história da humanidade. O que se passou nos momentos que se referem às últimas horas da vida do nosso Senhor sobre esta terra e até que Ele clamou “está consumado”, não pode se descrito em palavras e muito menos mostrado em película cinematográfica. Todavia, dentro do possível, Deus nos concede através de Sua palavra, uma visão suficiente — suficiente dentro daquilo que Deus mesmo intencionava para nós — do que se passou. Os evangelhos sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — descrevem os acontecimentos passados no jardim do Getsêmani em mais detalhes que João, que se ocupa, por sua vez, muito mais com as horas passadas no Cenáculo — João 13 a 17. Para este estudo vamos nos valer da versão de Marcos — considerada a mais antiga — e fazer referências a Mateus e Lucas quando necessárias.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013A — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

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Alexandros Meimaridis

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