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quarta-feira, 18 de maio de 2016

GÊNESIS - ESTUDO 039 - A ALIANÇA DE DEUS COM NOÉ — PARTE 002


Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 
O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
      Eretz ha  ve-et  Hashamaim  et  Elohim    Bará   Bereshit
      Terra  a  e    céus       os  Deus     criou   princípio No
                                                                                         Gênesis 1:1
IX. A História de Noé — Continuação.



5. A Aliança de Deus com Noé – Gênesis 9 — Continuação.


O derramamento do sangue humano é estritamente proibido —

Gênesis 9:5

Certamente, requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; de todo animal o requererei, como também da mão do homem, sim, da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem.

Nesse mandamento Deus diz que ele mesmo será o vingador do sangue humano derramado, seja por outro ser humano, seja por algum animal. Na Lei concedida ao povo de Israel, séculos depois, também existia um mandamento ordenando a execução de um animal que matasse um ser humano —

Êxodo 21:28

Se algum boi chifrar homem ou mulher, que morra, o boi será apedrejado, e não lhe comerão a carne; mas o dono do boi será absolvido.

Certamente Deus odeia todos os tipos de assassinatos e isto deveria nos fazer odiar essas práticas também. As comunidades cristãs precisam se envolver bem mais do que estão fazendo em atividade que ajudem a prevenir os crimes de morte. Temos feito muito pouco ou quase nada. Preferimos, seguindo nossa sociedade, desenvolver meios punitivos cada vez mais severos em vez de ajudarmos a desenvolver meios preventivos. Certamente Deus irá requerer de nossas próprias mãos um bocado deste sangue derramado por nossa falta de envolvimento nestes processos preventivos.

O próximo mandamento tem a ver com assassinatos voluntários. Ou seja, trata daqueles casos em que um ser humano se levanta para matar outro ser humano. Esse é o tipo de pecado que deve ser restringido pelo terror do castigo representado pela pena de morte. O problema que existe com essa forma de punição está representado em todos os tipos de manipulação que podem existir nesses processos. Inocentes são, muitas vezes, executados. Somente nos Estados Unidos da América existem registros da execução de mais de 140 pessoas nos últimos 100 anos que foram provadas inocentes após terem sido executadas. Outras vezes, notórios culpados são deixados em liberdade por causa de pistolões — empenho ou recomendação de pessoa importante. No país chamado Brasil nós vemos um monte de pessoas clamando pela pena de morte e, entre estes, estão muitos cristãos. Mas, será que realmente precisamos da pena de morte em um país onde entre 2004 a 2014 cerca de 600 mil brasileiros — 577.561 segundo o IBGE[1] — foram assassinados? Em 2014 o Brasil registrou 29,1 assassinatos por 100 mil habitantes[2]. Apenas no ano 2014 58.559 brasileiros perderam suas vidas vítimas de assassinatos, ou seja, 160 brasileiros foram mortos por hora em 2014[3]! Estes números são tão absurdos que excedem, em muito, os números de verdadeiras guerras civis. Nesse contexto, clamar pela pena de morte chega a ser realmente imoral. Precisamos insistir no desenvolvimento de formas alternativas de prevenção e não nos concentrar nos meios punitivos somente. A história nos ensina que os meios punitivos não levam a nada, senão ao aumento destes mesmos crimes que buscam desestimular. Somente com mais educação, saúde melhor, mais lazer e mais formação religiosa, moral e cívica poderemos diminuir o excesso de sangue derramado. O mandamento de Deus dado a Noé continua, na opinião do autor, em plena força: “da mão do próximo de cada um requererei a vida do homem”. Além do mais o Senhor Jesus ampliou bastante esta relação com suas palavras como registradas em —

Mateus 5:21—22

21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento.

22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo.

Mas, independente do que dissemos acima, ainda precisamos tentar entender o propósito de Deus ao dar esse mandamento para Noé e seus filhos. Em Gênesis 9:5—6 nós temos uma proibição categórica contra derramar sangue humano. O sangue humano é o representante, por excelência, da nossa vida. A vida se esvai junto com o sangue derramado porque a falta de sangue paralisa o funcionamento dos nossos órgãos internos. Aqui não existe nada que se pareça com a crença das “Testemunhas de Jeová” que alegam que a vida está, literalmente, no sangue, como se o sangue fosse nossa própria alma. Por este motivo eles são contrários às transfusões de sangue, pois alegam que isto acaba por misturar “almas” de várias pessoas — mas quantas bobagens. Esta crença não passa de pura falta de bom senso, de excesso de literalismo na leitura de passagens como —

Levítico 17:11—14

11 Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.

12 Portanto, tenho dito aos filhos de Israel: nenhuma alma de entre vós comerá sangue, nem o estrangeiro que peregrina entre vós o comerá.

13 Qualquer homem dos filhos de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam entre vós que caçar animal ou ave que se come derramará o seu sangue e o cobrirá com pó.

14 Portanto, a vida de toda carne é o seu sangue; por isso, tenho dito aos filhos de Israel: não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado.    

Deus promete vingar pessoalmente todo sangue humano derramado. Seja nessa vida, seja na eternidade, Deus irá encontrar o assassino e administrar a pena que seu crime merece. As próprias bestas que matarem um ser humano enfrentarão juízo. A penalidade para os homicidas é proclamada nesses versículos de forma inequívoca: morte, morte! É uma instância de retaliação absoluta porque não existe volta para o ato de assassinar alguém. É uma questão axiomática de equidade moral: aquele que causa um dano deve reparar o dano feito ou sofrer dano equivalente.

Esses versículos nos mostram o verdadeiro início do governo humano sobre a terra, onde temos os seres humanos recebendo um comissionamento executivo da parte de Deus. De agora em diante a “espada” da justiça está entregue aos seres humanos. O julgamento dos assassinatos é solenemente delegado ao homem, para que ele se torne o vindicador da vida humana. Note que esse mandamento é oferecido em termos genéricos, pois o texto diz apenas: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu”. O Senhor Soberano não determina o tipo de poder nem determina um jogo de leis que deveriam ser seguidas. Todas as considerações práticas são deixadas em aberto!

O “homem” — criado à imagem e semelhança de Deus — é o objeto central deste mandamento. A ele compete a obrigação de desenvolver instituições civis que sejam compatíveis com seu presente estado de ser humano caído. Os homens unidos como uma nação de indivíduos precisam se organizar, da perspectiva civil, de tal maneira que possam garantir o funcionamento social de uma forma que seja justa e equânime. A revelação de Deus, seja através da natureza criada, seja através de palavras reveladas, como estas aqui, precisa ser levada em consideração na hora de desenvolver os meios de governo civil.

O Motivo central porque a retribuição da pena de morte deve ser aplicada aos assassinos é claramente informada: “Deus fez o homem segundo a sua imagem”. Esta frase, neste contexto, indica que o ser humano, tal como o seu Criador, é um ser moral que tem a capacidade de distinguir entre o bem e o mal — ver Gênesis 3:22 — e, como possui tanto vontade como capacidade de raciocinar é capaz de julgar e de fazer valer direitos e obrigações. A capacidade humana de governar sobre seus semelhantes é aqui também reconhecida. Os seres humanos são livres para fixarem seus próprios mecanismos de governo e autodeterminação. Mas tanto aqueles que governam quanto os que são governados precisam fazê-lo à luz da verdade de que todos vivem suas vidas na presença de Deus. E todos precisam ser lembrados, de maneira constante, de que somos pó —

Salmos 103:14

Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó.

Nesse aspecto, a Bíblia não ensina nem a “ditadura do proletariado” como no comunismo, nem a “ditadura dos cartéis” como temos nas sociedades capitalistas. Os seres humanos são diferentes e possuem certos direitos atrelados a essas diferenças que precisam ser respeitados.

Os mandamentos em forma de bênçãos que acabamos de ver são bastante breves. Por esse motivo precisamos lançar mão do todo da revelação divina para entendermos melhor suas implicações. A Bíblia tem muito a dizer acerca da ordem social que deve existir entre os seres humanos, respeitadas as diferenças culturais e a quase inacreditável diversidade de costumes.

Uma das belezas referentes à Bíblia é o fato de que o conteúdo da mesma não pode ser relegado nem reduzido a meras generalidades. Quando lemos a Bíblia, como um todo, podemos perceber que a mesma nos habilita tanto a entender a nós mesmos quanto o mundo em que vivemos. Além do mais, a Bíblia nos oferece uma visão completa acerca de como devemos viver neste mundo, se quisermos ter a mínima chance de sermos realmente felizes. Por este motivo a Bíblia tem muito a dizer acerca de como devemos nos comportar em nossas vidas privadas bem como acerca da ordem que deve existir na nossa sociedade.

A Bíblia começa nos falando acerca de como nos fomos criados. Todo o Antigo Testamento faz referências diretas ao fato de que nós somos um resultado do poder criativo do Deus Eterno. O mesmo é verdade com relação ao Senhor Jesus que afirmou, acima de qualquer dúvida, que nossos primeiros pais foram criados diretamente por Deus, no princípio —

Mateus 19:4

Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher

Por semelhante modo o Novo Testamento também reconhece essa verdade. Até no último livro da Bíblia nós podemos ler o seguinte:

Apocalipse 4:11

Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.

CONTINUA...


OUTROS ARTIGOS ACERCA DO LIVRO DE GÊNESIS

001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2

014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ

046 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 002 — OS DESCENDENTES DE CAM: NEGROS, AMARELOS E VERMELHOS

047 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 003 — OS DESCENDENTES DE SEM E A ORIGEM DOS HEBREUS
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

COMO A IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS DESEJA CONTROLAR A PRÁTICA ESPORTIVA NO BRASIL

Ministro dos Esportes vinculado ao PRB que é controlado pela IURD

O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias e é de autoria de Johnny Bernardo

A IURD e o Esporte como estratégia de crescimento

Por Johnny Bernardo

Com pouco mais de 2 milhões de membros – oito milhões, segundo a IURD – a Igreja Universal do Reino de Deus elegeu o esporte como uma de suas várias estratégias de crescimento. Articulada pela Força Jovem Universal, a iniciativa ganhou contornos federais com a indicação de George Hinton (PRB-MG) como o novo ministro do Esporte, no lugar de Aldo Rebelo (PCB-SP). Além do governo federal, o PRB assume quatro secretarias de esporte: São Paulo, com Jean Madeira; Minas Gerais, com Carlos Henrique; Ceará, com David Durand; e Distrito Federal, com Leila Barros. Além de Brasília e Estados o PRB ampliou sua presença em diversos municípios a pouco menos de um ano para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Existente desde a fundação da IURD, em 1977, mas com crescimento expressivo apenas na última década, a Força Jovem Universal (FJU) é uma das apostas do crescimento da Igreja em um seguimento pouco explorado pela Igreja Católica. Grande parte do quadro eclesiástico da IURD advém de jovens alcançados e formados pela FJU – o que inclui ex-detentos. Edir Macedo foi sagaz ao perceber a baixa presença de jovens em seminários católicos e a sua capacidade de produção, quando direcionada. De fato, os jovens constituem hoje uma das maiores forças da IURD e com tendência de crescimento. A guinada Universal se dá em um momento de efervescência juvenil, com as Jornadas de Junho, os movimentos de inclusão da juventude brasileira. Uma estratégia!

Atuando em cinco frentes, a FJU diz ter “beneficiado mais de dois milhões de jovens em todo o país”. Além dos projetos Arcanjo, VPR (Visão, Planejamento e Realização), Uniforça e o Força Jovem Universitários (FJUni), a FJU possui o projeto Esportes. Segundo a organização, “quem faz parte do grupo Força Jovem Universal tem a oportunidade de praticar diversas atividades esportivas”. As atividades incluem exercícios físicos, futebol, basquete, vôlei, boxe, judô entre outras modalidades esportivas. Nas eleições 2014, a Igreja Universal – por meio de seu braço político, o PRB – promoveu uma expressiva articulação com a finalidade de uma possível participação no ministério e secretarias do esporte, respectivamente. O objetivo é colar a imagem da Igreja Universal nos Jogos Olímpicos e expandir sua presença entre os jovens, em uma tentativa de consolidação internacional.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

Por Johnny Bernardo
Johnny Bernardo é jornalista, pesquisador da religiosidade brasileira e das relações entre religião e sociedade, autor de dois livros (dentre os quais a Enciclopédia Temática de Religião), colunista do Gnotícias e do Núcleo Apologético de Pesquisas e Ensino Cristão (NAPEC), e está em fase de conclusão do licenciamento em Ciências Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP).

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


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Alexandros Meimaridis

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sábado, 20 de junho de 2015

HOMOSSEXUAIS CONTINUAM BUSCANDO PRIVILÉGIOS



A entrevista abaixo foi publicada no site da revista Cristianismo Hoje,

Entrevista com o jurista Uziel Santana

Governo e movimento homossexual tentam aprovar medidas aumentando conceito de homofobia

Escrito por  Por Carlos Fernandes

Muitos evangélicos comemoraram o anúncio de que o Projeto de Lei (PL) 122/06 – a famigerada lei anti-homofobia – foi arquivado no Senado Federal. Mera questão regimental, que obriga ao arquivamento toda matéria em tramitação há mais de duas legislaturas, a medida não encerra a delicada questão sobre até que ponto a discriminação aos homossexuais pode ser considerada crime. Muito pelo contrário. Já estão em andamento duas outras propostas – uma no próprio Congresso, e outra, no Supremo Tribunal Federal – que retomam a discussão da matéria. Em ambas, o risco ao direito de opinião sobre a homossexualidade continua presente, de acordo com o advogado Uziel Santana, presidente da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). A entidade, que promove a defesa das liberdades civis fundamentais, como a religiosa e a de expressão, tem atuado na linha de frente no enfrentamento do que considera riscos à livre expressão da fé e à defesa dos valores cristãos, perante a sociedade e nas esferas jurídica e política.
Crente batista, Uziel acredita que o sentimento anticristão que cresce na sociedade brasileira tem como um de seus protagonistas a militância gay. “O movimento homossexual tem sido atuante junto ao governo”, acredita. Segundo ele, há uma predisposição para aprovar a criminalização da homofobia, e o perigo é a ausência de salvaguardas à livre expressão religiosa e à objeção de consciência, previstos constitucionalmente. “O movimento gay ganhou a cultura. Juridicamente, a família brasileira, do ponto de vista como a conhecemos, já foi desconstruída. Hoje, é a homofobia. Amanhã, o que será tipificado? O crime de opinião?”, questiona.

CRISTIANISMO HOJE – Com o arquivamento do PL 122/06, no começo de janeiro, o assunto está encerrado?

UZIEL SANTANA – Não. Este é um tema muito importante de ser esclarecido. O arquivamento é previsto no regimento do Congresso Nacional toda vez que começa uma Legislatura. A ameaça ainda existe. Há uma grande pressão dos movimentos sociais – e, particularmente, do movimento gay, que tem uma visão anticristã – para que o tema da homofobia volte a ser discutido.
Mas ele seria discutido nos mesmos termos do projeto?
A primeira versão do PL 122/06 era horripilante, draconiana mesmo, e foi completamente inspirada pela militância. O movimento homossexual, naquela época, já estava presente em ministérios do governo federal e atuante desde que o então presidente Lula implementou a política pública Brasil sem Homofobia. Foi tudo muito bem tramado, tanto que a iniciativa do projeto partiu de uma então deputada petista, a Iara Berrnardi.

Se havia todo esse panorama favorável, por que o PL 122/06 não foi aprovado?

A reação a isso começou antes mesmo que pastores como [Silas] Malafaia aparecessem gritando na mídia. Primeiramente, foi uma ação técnica, e mais tarde, de pressão mesmo, depois que o assunto ferveu. Só que a reação da igreja foi desproporcional, e acabou fazendo com que o nosso discurso se tornasse intolerante. Assim, a ação da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) foi facilmente enquadrado como um discurso de ódio, de preconceito homofóbico, e alguns deputados acabaram caindo nisso. Muitos evangélicos comemoraram o arquivamento do PL 122, mas já existe outro projeto, o de nº 7583/14, da deputada Maria do Rosário [PT/RS], que visa a tornar crime os atos de intolerância contra LGBT e outros grupos vulneráveis. Uma das reivindicações é a inserção dos termos “orientação sexual e identidade de gênero” na lei antirracismo em vigor. Essa vai ser a versão que o governo vai defender no Congresso na atual Legislatura.

O governo tem interesse na aprovação?

Como o governo atual foi reeleito sem o apoio maciço dos evangélicos, ele não será light no tratamento da questão, como aconteceu no mandato passado. Entre 2010 e 2014, houve concessões, como na questão do kit-gay [N. da Redação: o chamado kit-gay era um conjunto de apostilas e materiais de estudo destinado às escolas de ensino fundamental sobre diversidade sexual e tolerância à homoafetividade, interpretado por muitos como apologia ao comportamento homossexual. Por pressão política e precisando de apoio da base parlamentar para manter a governabilidade, o governo recuou na intenção de distribuí-lo aos estudantes da rede pública]. Agora, não haveria mais freios, e o governo está disposto a aprovar o projeto como está. Mas isso não é tudo. Lá atrás, houve uma manobra da Frente Parlamentar Evangélica para que o PL 122 entrasse na reforma do Código Penal, como uma estratégia para enfraquecê-lo. A Anajure entende que não foi uma boa manobra, porque, caso a matéria venha a ser aprovada no novo Código Penal, isso dará mais força à questão do que será considerado crime de homofobia. Uma coisa é uma lei penal qualquer; outra é o próprio Código Penal tipificando esse crime.

O projeto que vai para o Congresso restaura os principais – e mais preocupantes, para os evangélicos – pontos do PL 122?

Sim, quase todos os pontos, inclusive com uma técnica legislativa bem sutil e sofisticada, de maneira que um leigo, ao lê-lo, não entenda exatamente o que está ali proposto. Um deles é a questão das escolas e seminários teológicos. Pela proposta original, se um desses estabelecimentos não admitirem um aluno pelo fato de ele se declarar homossexual, seria crime: o reitor poderia ser penalizado e a instituição, fechada por até três meses. Isso é algo que voltou na nova versão de Maria do Rosário. Outro aspecto muito comentado na época também está incluído, o que trata da chamada discriminação no trabalho. Se uma dona de casa dispensar a babá por ela ser lésbica e a mãe entender que isso não é uma boa influência para seus filhos, isso também seria crime, com pena de prisão e estabelecimento de multa – o que fere um direito garantido na Constituição, que é a questão da objeção de consciência.

Mas o Congresso não aprovou o PL 122. A tendência não é a mesma em relação à outra proposta?

Há outro caminho aí. No Supremo Tribunal Federal [STF], tramita a Ação Declaratória de Inconstitucionalidade por Omissão [ADO] 26, proposta ano passado pelo PPS. Ela pede para o Supremo julgar, lá em cima, se o Congresso está sendo omisso ao legislar sobre a matéria da homofobia. Então, diante da urgência da questão social, a Corte assume a função do Congresso e pode passar a considerar que existe o crime de homofobia em determinadas situações. Isso já aconteceu em 2011, quando o SFT reconheceu a união civil homossexual. Como o Congresso não legislou sobre o matrimônio gay, o Supremo avocou para si o papel, e o resultado foi uma grande conquista do movimento homossexual. Agora, a estratégia é a mesma, e até a Procuradoria Geral da República se manifestou a favor. A Anajure já fez um parecer mostrando aos líderes o grande perigo disso.

Qual é o perigo?

Se isso passar, vai se criar uma enorme insegurança jurídica. É ponto pacífico na academia que um tribunal não pode legislar em matéria penal. Além disso, o que a sociedade precisa entender é que o tema não afeta apenas a liberdade dos religiosos, que podem ser tolhidos de manifestar sua opinião sobre a homossexualidade de acordo com seus princípios de fé. O que vier a se tipificar como discriminação contra gays pode afetar também o trabalho e a independência de opinião de professores, pesquisadores, historiadores, jornalistas… Hoje, é o crime de homofobia. Amanhã, o que será tipificado? O crime de opinião?

Na sua opinião, o STF é simpático à proposta?

Totalmente. O advogado que defendeu a causa da união homossexual, Luis Roberto Barroso, é hoje ministro do Supremo. Ele está lá dentro, e há outros que podem defender a tese. Essa briga jurídica tende a crescer. O que nós vamos defender, além da impossibilidade de o STF legislar sobre matéria penal, é que, ainda no caso de a proposta passar, que se exclua o discurso religioso do que vier a se considerar crime de homofobia. Vamos pedir que, na mesma decisão, seja estabelecido que não se pode interpretar como crime de homofobia a simples pregação de um religioso, no espaço público ou privado, de que a homossexualidade é pecado.

Essa ideia tem recebido apoio do segmento evangélico?

Já temos mobilizado convenções denominacionais, como a Convenção Batista Brasileira e a Convenção Batista Nacional, além da Aliança Cristã Evangélica, para subscrever uma petição a fim de que também possamos participar desse julgamento na condição de interessados na causa.

O senhor acha que a chamada heterofobia está crescendo?

O movimento gay já ganhou a cultura. Na época da II Guerra Mundial, a Alemanha nazista criou o termo Jüdische Schuld, para culpar os judeus por tudo. Existe no país, hoje, uma noção de que tudo é culpa dos cristãos. E isso não é só por conta do movimento gay, claro. Existem outros inimigos aí – o secularismo, o feminismo, o laicismo entendido como a ausência total de religião. Juridicamente, a família brasileira, do ponto de vista como a conhecemos, já foi desconstruída com a possibilidade do divórcio instantâneo, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção de crianças por casais gays. Agora, o foco está nas crianças e nos adolescentes, predispondo-os ao comportamento gay. Como jurista cristão, entendo que todas as pessoas devem ter direitos e liberdades individuais na opção sexual. Isso está dentro do espectro de liberdade constitucional, assim como a questão dos direitos patrimoniais. O problema é que, no Brasil, a militância homossexual quer ir além. Em nenhum lugar do mundo, o movimento LGBT tentou fazer algo parecido. A ênfase dos projetos de lei é mais na possibilidade de prisão do que na educação da sociedade. A equação tem de ser bem feita. De um lado, a gente não pode impor a nossa moral cristã a ninguém; por outro lado, não podemos aceitar que a nossa liberdade religiosa e de expressão venha a ser atacada por qualquer que seja a militância, minoria ou maioria.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:

http://www.cristianismohoje.com.br/entrevistas/entrevistas-nacionais/entrevista-uziel-ch45

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE PRÁTICAS DE IMORALIDADES SEXUAIS









































Que Deus dê discernimento aos evangélicos para lutarem pela justiça e não tentarem colocar a culpa de tudo nos homossexuais.

Alexandros Meimaridis

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