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terça-feira, 28 de março de 2017

A VIDA DO APÓSTOLO PAULO — ESTUDO 002 — JUDEU DE JUDEUS


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Maquete da antiga cidade de Jerusalém


Essa é uma série de artigos acerca da vida do apóstolo Paulo em ordem cronológica. Convidamos todos os nossos leitores a acompanharem a mesma à medida que for sendo publicada. Boa leitura.

A vida do Apóstolo Paulo é única. Tendo iniciado sua vida pública como fariseu e aluno de Gamaliel, quando ainda era chamado Saulo, tornou-se num feroz perseguidor da Igreja do Senhor Jesus. Após um encontro pessoal com Jesus no caminho para Damasco, para onde se dirigia com a intenção de prender e arrastar de volta para Jerusalém crentes em Cristo, ele teve seu nome mudado para Paulo e tornou-se no maior pregador do evangelho da graça de Deus. Seus escritos, parte integral do Novo Testamento, continuam influentes até nossos dias. Vale a pena conhecer um pouco melhor sua trajetória, em ordem cronológica:

II. Judeu de Judeus.

Não podemos entender o apóstolo Paulo à parte de suas experiências no judaísmo dos seus dias. Suas atividades e sua experiência religiosa com a religião dos seus ancestrais são da maior importância para dissipar muitas das compreensões erradas que existem acerca do apóstolo dos gentios.

Segundo suas próprias palavras ele era um judeu que havia sido treinado nas mais dignas tradições da religião de seus pais e suas qualificações como fariseus não podiam ser superadas por nenhum de seus pares:

Atos 22:3

Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje.

Atos 26:4—5

Quanto à minha vida, desde a mocidade, como decorreu desde o princípio entre o meu povo e em Jerusalém, todos os judeus a conhecem; pois, na verdade, eu era conhecido deles desde o princípio, se assim o quiserem testemunhar, porque vivi fariseu conforme a seita mais severa da nossa religião.

2 Coríntios 11:22
São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São da descendência de Abraão? Também eu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

Filipenses 3:4—5

Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu.

Gálatas 1:14

E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.

É esta realidade, a origem profundamente judaica do apóstolo Paulo, que serve como um pano de fundo perfeito para entendermos sua visão de como é na Igreja que encontramos o cumprimento das esperanças mais caras ao judaísmo —

Efésios 3:8—12

8 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo

9 e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas,

10 para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais,

11 segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor,

12 pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele.

Outro aspecto que podemos apontar aqui é sua capacidade como polemista utilizando as escrituras do Antigo Testamento para provar ser Jesus o Messias esperado —
Atos 17:1—3

1 Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.

2 Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras,

3 expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio.

Além disso, a visão pessimista que Paulo demonstra possuir concernente à capacidade do homem de guardar a Lei de Deus e da supremacia da misericórdia e da graça divina, em muito se assemelham às tradições produzidas pelos mais afamados rabinos do judaísmo. Seu profundo conhecimento da religião de seus pais, bem como dos escritos sagradas do judaísmo, lhe permitiam se dar ao luxo de:

1. Empregar linguagem religiosa, muito comum nos seus dias, para expor verdades cristãs —

Colossenses 1:15—20

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

2. Citar autores que haviam escrito qualquer coisa que tivesse cunho religioso e pudesse ser aproveitada —

Atos 17:28
Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.


1 Coríntios 15:33

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

Tito 1:12

Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta, que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos.

3. Argumentar a favor de Deus independente da revelação escrita —

Romanos 1:19—20

19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.

20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis.

Romanos 2:14—15

14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos.

15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se.

4. Lançar mão de diatribes para arrasar seus opositores —

Romanos 2:1—3

1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.

2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.

3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?

Romanos 9:1—11

1 Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência:

2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração;

3 porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.

4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;

5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas;

7  nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.

8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.

9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.

10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.

11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama).

Esta capacidade de lidar com todos estes aspectos que acabamos de citar indicam que Paulo havia mesmo sido treinado em uma fina escola rabínica, que naqueles dias costumava incluir o estudo do pensamento do mundo gentílico. Mas não podemos deixar de afirmar que suas muitas viagens também lhe ofereceram muitas oportunidades para aprender.

CONTINUA...


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

PARÁBOLAS DE JESUS - MATEUS 18:12—14 E LUCAS 15:4—7 — A PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA — PARTE 006 — SERMÃO 037F


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Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Ovelha perdida

A EXPLICAÇÃO DA PARÁBOLA

4. O que a parábola nos ensina acerca do arrependimento? Algumas pessoas não precisam de arrependimento?

A primeira coisa que devemos registrar quando tentamos responder as perguntas acima é que a posição de Jesus no que diz respeito ao arrependimento é frontalmente contrária à posição sustentada pelo judaísmo e pelo nacionalismo judaico da época, que viam o arrependimento como mérito da parte dos judeus[1].

Mas a parábola trata do tema do arrependimento? Temos que admitir que, a parábola em si mesma, não trata da questão do arrependimento. A parábola não nos apresenta uma definição de arrependimento e nem culpa a ovelha por ter se extraviado. O que a parábola faz é nos apresentar uma analogia do modo como Deus age, ou reage, com respeito às atitudes dos que estão perdidos. A ideia do arrependimento é mencionada apenas no texto de Lucas e a mesma está ausente do texto de Mateus. Nesse último a ênfase está colocada na alegria experimentada no céu pela restauração dos perdidos. Já para Lucas, a restauração do perdido está relacionada ao arrependimento. De qualquer forma que seja, a ideia do arrependimento não pode ser minimizada, independentemente do que falamos na abertura desse parágrafo.

Ainda nessa questão envolvendo o arrependimento, a pergunta mais intrigante diz respeito aos noventa e nove justos que não necessitam do mesmo, conforme Lucas 15:7. Uma vez que, da perspectiva teológica, assume-se que tais pessoas justas não existem e que os evangelhos entendem que os próprios fariseus precisavam de arrependimento, então a afirmação de Jesus é vista como sendo: irônica, exagerada ou, até mesmo, sarcástica. Mas analisando bem o texto não creio que essa seja a solução mais viável para a dificuldade apresentada pelo mesmo. É fato que o judaísmo atribuía uma ausência absoluta de pecado a certos personagens. Por outro lado, a expressão justo não indicava a ausência absoluta de pecado na vida duma pessoa descrita dessa maneira. Ela se refere a todas as pessoas que, de alguma maneira, acertaram sua condição diante de Deus. O arrependimento era algo tão central no pensamento judaico que é difícil de imaginar que os judeus pensassem que eles ou até mesmo a maioria das pessoas não necessitavam de arrependimento. A ideia que poderiam existir, entre eles, 99 pessoas que não necessitavam de arrependimento era incabível no pensamento judaico. Todavia, uma ideia semelhante é apresentada em —

Lucas 5:31—31

31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.

E em Lucas 15, na parábola dos dois filhos perdidos, o mais velho alega nunca ter transgredido nem mesmo um mínimo mandamento de seu pai. Era, portanto, junto nesse sentido — Lucas 15:29.

Por outro lado, temos as palavras de Jesus que ensinam, com clareza, que todos precisam se arrepender ou perecerão.

Lucas 13:3

Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.

Os pais da Igreja procuraram evitar a dificuldade alegando que o número noventa e nove fazia referência aos anjos.

Já o renomado autor I. Howard Marshall[2] sugere que falta no texto uma palavra que precisa ser suprida. Para ele, então, a leitura em vez de ser:

“do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”

Deveria ser:

“Mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”

Com isso, os noventa e nove justos são relativizados e é como se os mesmos fossem citados apenas como uma ilustração e não algo real. Todavia, nesse caso devemos ponderar dois importantes aspectos:

1. Modificações no texto original não devem ser bem-vindas, independentemente de onde tenham se originado.

2. Nossa necessidade é centrarmos o foco na função exercida pelas palavras utilizadas pelo Senhor Jesus. A intenção primordial de Jesus é valorizar os perdidos e os desprezados pela sociedade daqueles dias, especialmente pelos fariseus, e não devemos centrar nosso foco nos noventa e nove chamados justos. A importância de entendermos as palavras de Jesus de modo adequado em Lucas 15:7 é perceptível pelo fato das últimas palavras serem a consequência natural duma escalada que se inicia com a expressão digo-vos utilizada por Jesus, para enfatizar a verdade de sua afirmação.

Lucas 15:7

Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Leituras parafraseadas do verso acima, tentando entender a intenção de Jesus — algo muito subjetivo — apresentam as seguintes possibilidades:

1. Um pecador arrependido traz mais alegria para Deus, que noventa e nove pessoas que já estão reconciliadas com Deus.

Ou,

2. Um pecador arrependido traz mais alegria para Deus do que noventa e nove pessoas que estão reconciliadas com Deus.
Que a ênfase de Jesus está no valor colocado sobre os perdidos fica mais evidente na passagem paralela de Mateus onde lemos o seguinte, já no início da passagem:

Mateus 18:10

Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste.

As palavras de Jesus acima são uma forma metafórica de indicar a grande importância dos chamados pequeninos. Desse modo, a ênfase de Jesus está na importância dos perdidos que precisam de salvação e não tanto na ideia de arrependimento. Esse último é crucial para a salvação, mas não é o elemento principal da parábola da ovelha perdida.  

CONTINUA...



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/parabolas-de-jesus-mateus-181214-e.html

037H — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 008 — Conclusão.
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/parabolas-de-jesus-sermao-037h-parabola.html

037 — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Completa
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/parabolas-de-jesus-sermao-037-parabola.html



038A — PARÁBOLAS DE JESUS — A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA — LUCAS 15:8—10 —— PARTE 001
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Para maiores detalhes a esse respeito ver as seguintes obras de Kenneth Bailey: Finding the Lost: Cultural Keys to Luke 15. Concordia Publishing, St. Loius, 1992; Jacob & the Prodigal: How Jesus Retold Israel´s Story. IVP Academics, Downers Grove, 2003.

[2] Marshall, I. Howard. The Gospel of Luke: A Commentary on the Greek Text. William B. Eerdmans, Grand Rapids, 1978.


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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ENCONTROS DE PODER — 041 — UMA EXPOSIÇÃO DE COLOSSENSES 2:9—10



Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

COLOSSENSES 2:9—10

9 Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Se a expressão grega στοιχεῖα τοῦ κόσμουstoicheîa toû kósmou — traduzida por “os rudimentos do mundo” em Colossenses 2:8, se refere aos primeiros princípios ou elementos constituintes do mundo criado e, se a mesma for sinônima da expressão ἀρχῆ arché — principado e, se a ênfase estiver sobre Cristo como o princípio de todas as coisas, então as afirmações que temos nos versos acima são idênticas àquelas que já apontamos quando falamos de

Colossenses 1:15—20

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

Ver o estudo anterior por meio desse link aqui:


Para Paulo não havia a menor possibilidade que o princípio fundamental da criação de todas as coisas, não estivesse diretamente atrelado, com exclusividade, ao Senhor Jesus Cristo.
Já a expressão ἐξουσίας exousías — potestades faz apenas uma alusão às mesmas como são citadas em

Colossenses 1:16

Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

Cristo não é apenas o cabeça de todo princípio fundamental envolvido na Criação, mas Ele é também o cabeça de toda e qualquer autoridade, incluindo-se aí, todas as tradições humanas e filosofias. Por tradições humanas e filosofias estamos nos referindo a todo e qualquer tipo de tradição que é passada de geração em geração, incluindo as várias partes do judaísmo, como a totalidade do próprio judaísmo. Além disso, em função das condições da época, nós também estamos incluindo todas as filosofias e religiões de mistérios dos gregos. Ao usar o termo autoridade, Paulo deseja demonstrar que a verdadeira autoridade reside apenas na pessoa de Jesus e não em qualquer mestre ou ensino que venha se apresentar com alternativa viável a Jesus e à fé cristã. Para Paulo isso era uma questão tão relevante que ele não hesitava em se opor até mesmo a representantes de alto coturno dentro da Igreja Cristã Primitiva, conforme podemos ver em —

Gálatas 1:6—9

6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho,

7 o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.

8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.

9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.

2 Coríntios 11:1—6

1 Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois.

2 Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.

3 Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.

4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.

5 Porque suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos.

6 E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto.

Os ensinos aos quais Paulo se refere nas passagens acima, podem ser agrupados da seguinte, a partir da menção de cada um deles em Colossenses 2 —

1. Rituais Religiosos

Circuncisão — verso 11.

Festivais, Lua Nova, Sábados — verso 16.

Falsa humildade — versos 18 e 21—23.

Adoração de Anjos — verso 18.

2. Regras Religiosas

Exigências Legais — verso 14.

Leis Judaicas Acerca de Alimentos — verso 16.

Ordenanças — verso 20.

Proibições — verso 21.

3. Sistemas Religiosos e Crenças

Filosofias — verso 8.

Tradições Humanas — verso 8.

Preceitos e Doutrinas dos Homens — verso 22.

4. Poderes

Elementos do mundo criado — versos 8 e 20.

Todo principado e todas as potestades — versos 10 e 15.

Anjos — verso 18.

Carne — verso 23.

Contra tudo isso Paulo reafirma a Pessoa de Cristo como:

Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Sim, Jesus é superior e mesmo soberano sobre qualquer sistema religioso ou filosófico e também sobre as forças que dominam e incentivam os mesmos nesse mundo. Isso inclui não apenas as forças espirituais do mal, mas também as tradições e os ensinamentos religiosos afirmados por meio de expressões, tais como:

1. A Lei diz.

2. Moisés diz.

3. Nossa Constituição diz.

4. Nossa Confissão de Fé diz.

5. E até mesmo a indefectível: Deus ordenou isso.

CONTINUA...

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônioπνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito malignoἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html



044 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 28 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 012 — AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

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Desde já agradecemos a todos.

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