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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ENCONTROS DE PODER — 041 — UMA EXPOSIÇÃO DE COLOSSENSES 2:9—10



Atenção esse artigo é parte de uma série onde pretendemos tratar dos alegados encontros de poder e de curas maravilhosas que nos são apresentadas todos os dias pelos pastores midiáticos. No final de cada estudo você encontrará links para outros estudos.

COLOSSENSES 2:9—10

9 Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade.

10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Se a expressão grega στοιχεῖα τοῦ κόσμουstoicheîa toû kósmou — traduzida por “os rudimentos do mundo” em Colossenses 2:8, se refere aos primeiros princípios ou elementos constituintes do mundo criado e, se a mesma for sinônima da expressão ἀρχῆ arché — principado e, se a ênfase estiver sobre Cristo como o princípio de todas as coisas, então as afirmações que temos nos versos acima são idênticas àquelas que já apontamos quando falamos de

Colossenses 1:15—20

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.

18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude

20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus.

Ver o estudo anterior por meio desse link aqui:


Para Paulo não havia a menor possibilidade que o princípio fundamental da criação de todas as coisas, não estivesse diretamente atrelado, com exclusividade, ao Senhor Jesus Cristo.
Já a expressão ἐξουσίας exousías — potestades faz apenas uma alusão às mesmas como são citadas em

Colossenses 1:16

Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.

Cristo não é apenas o cabeça de todo princípio fundamental envolvido na Criação, mas Ele é também o cabeça de toda e qualquer autoridade, incluindo-se aí, todas as tradições humanas e filosofias. Por tradições humanas e filosofias estamos nos referindo a todo e qualquer tipo de tradição que é passada de geração em geração, incluindo as várias partes do judaísmo, como a totalidade do próprio judaísmo. Além disso, em função das condições da época, nós também estamos incluindo todas as filosofias e religiões de mistérios dos gregos. Ao usar o termo autoridade, Paulo deseja demonstrar que a verdadeira autoridade reside apenas na pessoa de Jesus e não em qualquer mestre ou ensino que venha se apresentar com alternativa viável a Jesus e à fé cristã. Para Paulo isso era uma questão tão relevante que ele não hesitava em se opor até mesmo a representantes de alto coturno dentro da Igreja Cristã Primitiva, conforme podemos ver em —

Gálatas 1:6—9

6 Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho,

7 o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo.

8 Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.

9 Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.

2 Coríntios 11:1—6

1 Quisera eu me suportásseis um pouco mais na minha loucura. Suportai-me, pois.

2 Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo.

3 Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo.

4 Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais.

5 Porque suponho em nada ter sido inferior a esses tais apóstolos.

6 E, embora seja falto no falar, não o sou no conhecimento; mas, em tudo e por todos os modos, vos temos feito conhecer isto.

Os ensinos aos quais Paulo se refere nas passagens acima, podem ser agrupados da seguinte, a partir da menção de cada um deles em Colossenses 2 —

1. Rituais Religiosos

Circuncisão — verso 11.

Festivais, Lua Nova, Sábados — verso 16.

Falsa humildade — versos 18 e 21—23.

Adoração de Anjos — verso 18.

2. Regras Religiosas

Exigências Legais — verso 14.

Leis Judaicas Acerca de Alimentos — verso 16.

Ordenanças — verso 20.

Proibições — verso 21.

3. Sistemas Religiosos e Crenças

Filosofias — verso 8.

Tradições Humanas — verso 8.

Preceitos e Doutrinas dos Homens — verso 22.

4. Poderes

Elementos do mundo criado — versos 8 e 20.

Todo principado e todas as potestades — versos 10 e 15.

Anjos — verso 18.

Carne — verso 23.

Contra tudo isso Paulo reafirma a Pessoa de Cristo como:

Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

Sim, Jesus é superior e mesmo soberano sobre qualquer sistema religioso ou filosófico e também sobre as forças que dominam e incentivam os mesmos nesse mundo. Isso inclui não apenas as forças espirituais do mal, mas também as tradições e os ensinamentos religiosos afirmados por meio de expressões, tais como:

1. A Lei diz.

2. Moisés diz.

3. Nossa Constituição diz.

4. Nossa Confissão de Fé diz.

5. E até mesmo a indefectível: Deus ordenou isso.

CONTINUA...

LISTAS DOS ESTUDOS DE ENCONTROS DE PODER

001 — Introdução =

002 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Expressões Diversas

003 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀρχῆ — arché e ἄρχων — árchon.

004 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἐξουσίαις – exousías – potestades, autoridades.

005 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δυνάμεις — dunámeis — poderes.

006 – A linguagem de “Poder” no Novo Testamento = Θρόνοι— thrónoi — tronos.

007 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = κυριοτῆς — kuriotês — domínio.

008 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ὀνόματι — onómati — nome.

009 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἄγγελοs — ággelos — anjo.

010 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = δαιμονίον — daimoníon — demônioπνεῦμα τὸ πονηρὸν — pneûma tò poniròn — espírito malignoἀγγέλους τε τοὺς μὴ τηρήσαντας τὴν ἑαυτῶν ἀρχὴν— angélous te toùs me terèsantas tèn eautôn archèn — anjos, os que não guardaram o seu estado original ou anjos caídos.

011 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações.

012 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 2.

013 — A Linguagem de “Poder” no Novo Testamento = ἀγγέλους  τῶν ἐθνῶν — angélous tôn ethnôn — anjos das nações — Parte 3 — Final.

014 — A Evidência do Novo Testamento – Parte 1 — Introdução

015 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 2 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 1

016 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 2:6—8 — Parte 2

017 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 3 — As Passagens Disputadas — Romanos 13:1—3

018 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 4 — As Passagens Disputadas — Romanos 8:31—39

019 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 5 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 1

020 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 6 — As Passagens Disputadas — 1 Coríntios 15:24—27a — PARTE 2

021 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 7 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 1

022 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 8 — As Passagens Disputadas — Colossenses 3:13—15 — PARTE 2

023 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 9 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 1

024 — A Evidência do Novo Testamento — Parte 10 — As Passagens Disputadas — Efésios 1:20—23 — AS REGIÕES CELESTIAIS — PARTE 2

025 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 11 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 3

026 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 12 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 4

027 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 13 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 5

028 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 14 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 6

029 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 15 — As Passagens Disputadas — EFÉSIOS 1:20—23 — PARTE 7 — A DESTRUIÇÃO DA MORTE E DE SEUS ALIADOS

030 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — A CRIAÇÃO DE TODAS AS COISAS POR MEIO DE E PARA O PRÓPRIO CRISTO

031 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES

032 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 16 — As Passagens Disputadas — COLOSSENSES 1:16 — TENTANDO DEFINIR OS PODERES —PARTE 002

033 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 17 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 001

034 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 18 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 002

035 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 19 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 003

036 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 20 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 004

037 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 21 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 005

038 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 22 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 006

039 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 23 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 007

040 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 24 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 008

041 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 25 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 009

042 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 26 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 010

043 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 27 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 011 — O PRÍNCIPE DA POTESTADE DO AR
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/encontros-de-poder-043-evidencia-do.html



044 — A Evidência do Novo Testamento — PARTE 28 — As Passagens Disputadas — OS ELEMENTOS DO UNIVERSO — PARTE 012 — AS FORÇAS ESPIRITUAIS DO MAL — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis.

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.     

terça-feira, 28 de julho de 2015

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 005 – JESUS E A MULHER SAMARITANA - PARTE 002


Palavra grega "Kenosis" cujo significado é autoesvaziamento

Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: João 4:1—6
Introdução.

A. Nos dias de Jesus e até os dias de hoje, as mulheres das vilas que precisam retirar água de poços evitam o forte calor do dia, preferindo ir ao poço cedo pela manhã ou no fim da tarde.

B. Para evitar mal entendidos elas, normalmente, vão acompanhadas de outras mulheres. 
C. Além do mais, os jarros de água são pesadas e é sempre bom ter pessoas para auxiliarem a levantar os mesmos. 
D. Mas a mulher, personagem central dessa história, vem ao poço por volta do meio dia. Como ficará evidente mais adiante, ela era uma mulher de má reputação e, portanto, considerada como uma pária, daquela sociedade.
 E. Além do mais, sendo uma mulher de hábitos sexuais duvidosos, ela poderia escolher àquela hora com o objetivo de encontrar algum viajante ou viajantes a quem pudesse servir algo mais, do que água, apenas. 
F. Os poços do Oriente Médio não possuem baldes atrelados aos mesmos. Na realidade não estamos falando de baldes com os que conhecemos feitos de latão ou de plásticos. Os baldes daqueles dias eram feitos de couro. Um “X” feito de madeira era fixado na boca do mesmo para mantê-lo aberto. O mesmo era muito prático e portátil, porque podia ser facilmente dobrado. É possível que Jesus e seus discípulos tivessem um balde desses, mas Jesus não quis ficar com ele, porque tinha outros planos.  
G. Conforme terminamos falando em nossa última mensagem, ao sentar-se ao lado do poço, de forma deliberada e sem um balde, Jesus se colocou, estrategicamente, em uma posição de necessitar da ajuda de alguém que tivesse o equipamento adequado.    

A SURPRESA DO AUTO-ESVAZIAMENTO INTENCIONAL

I. A Mulher Samaritana Chega ao Tanque.

A. Ao perceber a aproximação da mulher, Jesus deveria, de forma educada, levantar-se e se afastar pelo menos 5 a 6 metros do poço, para não criar nenhum tipo de constrangimento para a mulher. Essa era atitude “politicamente correta” naqueles dias. 
B. Mas Jesus não se mexeu. Sendo a samaritana uma mulher acostumada a lidar com homens, ela não se intimida e se aproxima do poço mesmo com Jesus sentado ali. 
C. De repente, Jesus decide, por uma ação surpreendente: Jesus pede que a mulher lhe dê um pouco de água para beber.

II. A Ação de Jesus ao Pedir a Água Tem Quatro Consequências que Queremos Destacar.

A. Jesus Rompe um Tabu.

1. Que tabu era esse? O tabu de que um homem não deveria conversar com uma mulher, especialmente naquelas condições: local deserto e os dois ali sozinhos e sem nenhuma outra testemunha. 
2. Ao agir desse modo Jesus nos ensina que a salvação de uma pessoa é mais importante do que qualquer tradição humana.

B. Jesus Ignorou 500 anos de hostilidade entre Judeus e Samaritanos.

1. Como vimos na mensagem anterior os judeus odiavam os samaritanos e consideravam os mesmos endemoninhados. 
2. Algumas das ofensas eram mais recentes: 
a. Se aproveitando que os gregos haviam escolhido a Região de Samaria para estabelecer seu quartel general durante a ocupação da Palestina, os judeus que lutavam pela libertação da sua nação, aproveitaram um ataque contra os gregos e subiram ao monte Gerezim e destruíram o templo samaritano que existia naquele local. O mesmo nunca mais foi reconstruído. Isso foi no ano 128 a.C. 
b. Algum tempo depois, um grupo de samaritanos entrou na área do templo em Jerusalém e espalharam ossos de pessoas mortas, tornando o local impuro e inapropriado para a celebração da páscoa que deveria acontecer no final daquele dia. A purificação de tal profanação durava sete dias e os judeus não puderam celebrar a páscoa na data certa. 
c. Jesus deixa de lado toda essa amargura, que já durava 500 anos, e pede que a mulher samaritana lhe dê um pouco de água.  

C. A Atitude de Jesus Demonstra Sua Teologia de Missão

1. Quando Jesus desceu do céu, ele se humilhou tanto, a ponto de precisar da ajuda de seres humanos. Essa é a melhor descrição que podemos encontrar para a verdadeira humildade. 
2. Ao pedir água para a mulher Jesus está, em outras palavras, dizendo o seguinte: Eu sou fraco e preciso de ajuda. Será que você pode me ajudar? 
3. O verdadeiro serviço cristão só pode ser oferecido de uma posição de fraqueza. Serviço feito de uma posição de força e poder não é verdadeiro serviço, mas apenas beneficência.
4. As missões modernas partem desse pressuposto errado: nós devemos fazer missões porque temos os recursos. Mas esse não é nem o método do próprio Jesus nem o método que ele ensinou seus discípulos conforme podemos ver em - 
Marcos 6:7—13 
Chamou Jesus os doze e passou a enviá-los de dois a dois, dando-lhes autoridade sobre os espíritos imundos. Ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro; que fossem calçados de sandálias e não usassem duas túnicas. E recomendou-lhes: Quando entrardes nalguma casa, permanecei aí até vos retirardes do lugar. Se nalgum lugar não vos receberem nem vos ouvirem, ao sairdes dali, sacudi o pó dos pés, em testemunho contra eles. Então, saindo eles, pregavam ao povo que se arrependesse; expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo-os com óleo. 
5. Os apóstolos deveriam ir como pessoas necessitadas àqueles que deveriam levar a mensagem do evangelho e não como pessoas distintas, ricas ou poderosas. 
6. Por esse motivo o pedido de Jesus feito à mulher samaritana é genuíno e verdadeiro. Jesus está com sede e não tem um balde para usar. Ele precisava ser ajudado. 
7. Jesus entendia muito bem a necessidade de ser ajudado. Outra ocasião que podemos citar está em — 
Lucas 5:1—3 
Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões.

D. Jesus Eleva a Mulher à Sua Dignidade Apropriada

1. A dignidade da mulher é reafirmada pelo pedido de ajuda feito por Jesus, para que ela o ajudasse com seus próprios meios. 
2. Em tudo isso, certamente a mulher estava surpresa e admirada que um homem judeu estivesse falando com ela, uma mulher samaritana. 
3. A ideia de que ele desejava beber do balde considerado imundo pelos judeus, foi outro choque e outra surpresa. Mas estamos falando de Jesus, o maior quebrador de tabus e o homem que mais desmascarou hipócritas. 
4. Mas, como ela descobriria mais adiante, tanto o pedido por água como o desejo de beber do balde dela eram verdadeiros e sinceros. 
5. Isso explica a resposta da mulher cheia de surpresa e até com certa dose de provocação — verso 9.  
6. As palavras da mulher estão centradas na sua feminilidade. Sua intenção? Difícil de dizer, mas Jesus entendeu muito bem como veremos mais adiante. 
7. Jesus não embarca na canoa da mulher samaritana, ele se recusa a responder a pergunta dela, mas prossegue com sua própria agenda, uma vez que, agora, ele tinha toda a atenção dela.
Conclusão:

A.. Como já tivemos oportunidade de notar, Jesus não apenas falava com mulheres, mas:

1. Ele tinha mulheres discípulas.

2. Algumas mulheres viajavam junto com Jesus e os doze, de vila em vila e de cidade em cidade.

3. Algumas mulheres ajudavam a sustentar a obra de Jesus, bancando as despesas do grupo com suas próprias economias.

B. Uma pergunta muito séria que temos que nos fazer é: nossos métodos missionários são nossos mesmos ou são os de Jesus? Fazemos missões porque temos recursos ou porque amamos as pessoas, independente de termos ou não recursos? São perguntas muito sérias, que todos nós devemos fazer e todas as igrejas e agências missionárias precisam fazer e repensar o modo como fazemos missões no século XXI.


C.. Nos dias de hoje as missões fluem do Ocidente rico para os países mais pobres. Os países mais necessitados de missões estão dentro da chamada janela 10-40. Quando fazemos missões dessa maneira, nós nos mostramos humildade e sim orgulho, enquanto humilhamos aqueles que recebem nossos favores.

D. Jesus é o salvador. O único salvador. Se as pessoas não derem ouvidos a nossa pregação acerca de Jesus, elas não darão ouvido a nada mais. Não podemos confundir frequentadores de igrejas com verdadeiros seguidores — discípulos — de Jesus. Como iremos ver a mulher samaritana apesar da vida desregrada que levava, era uma mulher religiosa. Mas ela precisava se converter. E isso faz toda a diferença no tempo e na eternidade.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SERMÃO PARA O DIA DA REFORMA DE 2012 - MARCOS 7:1-13


RELEMBRANDO A REFORMA PROTESTANTE DO SÉCULO XVI



A REFORMA PROTESTANTE SOB A PERSPECTIVA DO TRADICIONALISMO

Marcos 7:1—13

Introdução –

• Quando Jesus andou entre nós:

 Ele mesmo escolheu doze homens para acompanhá-lo de perto. Esses homens foram designados pelo próprio Senhor como ἀπόστολος – apóstolos. Esta expressão possui os seguintes significados.

 Geral: Um delegado, mensageiro, alguém enviado com ordens.

 Exclusivo, como nesse caso: alguém enviado com as mesmas prerrogativas daquele que o enviou – ver Lucas 6:13.

 Além desses doze o SENHOR também tinha outros setenta discípulos, também designados por ele, mas não como apóstolos – ver Lucas 10:1.

 Os doze tiveram a oportunidade de conviver com Jesus, de acompanhá-lo, ouvir seus ensinamentos, e foram testemunhas dos seus milagres e da sua poderosa ressurreição. E essas eram as condições “sine qua non” ninguém poderia assumir o lugar deixado vago por Judas – ver Atos 1:20—22.

 Jesus não teve tempo para ensinar tudo que precisava aos seus apóstolos, mas prometeu que lhes enviaria outro παράκλητος – paráckletos – Consolador – ver João 14:16. “Outro” aqui significa outro do mesmo tipo, da mesma qualidade. Alguém que poderia substituí-lo com perfeição.

 Jesus prometeu aos apóstolos o seguinte com relação a esse outro consolador, que também é chamado de ἅγιον πνεῦμα – Ágion Pneuma – Santo Espírito, quando ele viesse: esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito – ver João 14:26.

• E assim foi. O Senhor ascendeu ao céu de onde o aguardamos – ver Atos 1:11; Filipenses 3:20—21 – e seus apóstolos seguiram suas instruções e receberam o Espírito Santo como prometido – ver João 20:22. Mais tarde o Espírito Santo foi derramado sobre todos os crentes, criando a Igreja, conforme a promessa de Deus feita através do profeta Joel – ver Joel 2:28—29 e comparar com Atos 2:16—20. O Espírito Santo nos une com Cristo em Seu Corpo que é a Igreja e também nos une uns aos outros – ver 1 Coríntios 12:13.

• O Espírito Santo então, foi instruindo aos apóstolos não apenas na propagação do Evangelho, mas também inspirou vários deles para que escrevessem um corpo variado de literatura – Evangelhos, Livro de História, Cartas endereçadas a igrejas locais e a indivíduos, e um livro profético que foi chamado de Apocalipse.

• Nesse material encontra-se compilado o que chamamos de Novo Testamento. Jesus ensinou sua Igreja tudo o que ela precisava para crescer forte e fiel à sua vontade.

• Mas, como o próprio Senhor nos ensinou a Igreja visível seria sempre uma mistura de crentes verdadeiros e pessoas incrédulas – ver a parábola do “Joio e do Trigo” em Mateus 13:24—30 e 36—43.

• Essa mistura causou e tem causado muitas dificuldades dentro da igreja, especialmente quando homens incrédulos passaram a assumir posições de liderança dentro de estruturas humanas, que foram se tornando cada vez mais sofisticadas e longe da simplicidade do Evangelho. Uma dessas dificuldades tem a ver com o problema causado pelas tradições – ou invenções – humanas, que foi um dos fatores que levou nossos irmãos do passado a promover aquilo que chamamos de Reforma Protestante do Século XVI que teve início no dia 31 de Outubro de 1517 na cidade de Wittenberg. Naquele dia um monge agostiniano pregou nas portas da catedral da cidade uma série de 95 teses disputando certas práticas tradicionais da religião católica romana. Esse é o motivo porque queremos falar hoje da

REFORMA PROTESTANTE SOBRE A PERSPECTIVA DO TRADICIONALISMO

I. A Igreja se Institucionaliza e Inventa Tradições

• O primeiro grande erro e distanciamento dos ensinamentos de Jesus veio através da institucionalização da igreja. Em vez de se manter como um organismo vivo, a igreja foi transformada em uma instituição, geralmente confundida com edifícios que passaram a ser chamados de “igreja”, algo que é completamente estranho aos ensinamentos do novo testamento.

• O segundo grande erro veio através da criação de uma casta sacerdotal que criou um terrível abismo entre essa casta e o resto dos irmãos. Criou-se e foi perpetuada uma divisão, verdadeiramente diabólica, entre “o nós e o eles”. Mas o Novo Testamento é claro: Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia – 1 Pedro 1:9—10. A casta sacerdotal, como não poderia deixar de ser, veio rigidamente verticalizada, como se fosse um exército e não uma comunidade de irmãos.

• A Institucionalização e a hierarquização da igreja facilitaram, na maior parte das vezes, que a igreja visível fosse controlada por homens incrédulos cujas práticas nos enchem de vergonha e nem é apropriado mencionar muitas das mesmas em um sermão.

• Um dos pecados mais sérios inventados pelos homens incrédulos no seio da santa igreja do Senhor tem a ver com aquilo que chamamos de tradições humanas.

• O nosso propósito é responder, com essa mensagem, às seguintes questões:

 1. O que são tradições?

 2. As tradições são sempre erradas?

 3. Se não, quando uma tradição se torna errada?

 4. Olhando para nossas próprias vidas, de que forma nós podemos nos tornar culpados de praticar o pecado do tradicionalismo?

• Bem vamos começar:

I. O Significado das Tradições.

• As tradições humanas surgiram cedo na história da igreja e quando a Igreja Católica Apostólica Romana se estabeleceu – entre os séculos V e VI d.C. inúmeras tradições já estavam em voga entre os cristãos espalhados pelo Oriente, pelo norte da África e pela Europa.

• Mas nem todos os grupos cristãos aceitavam essas tradições de forma pacífica. Havia forte resistência tanto no Oriente, quanto na África e na Europa.

• Na Europa, de modo especial, surgiram nos vales dos Alpes franceses, italianos e suíços diversos grupos que não aceitavam muitas das tradições humanas patrocinadas pelo Catolicismo. Entre esses grupos vamos encontrar os Valdenses e os Albigenses.

• Entre as tradições contra as quais esses grupos se insurgiam podemos citar:

 A doutrina do purgatório. Doutrina que ensina que depois de morto um cristão precisa, antes de ser admitido no céu, purgar pelos seus pecados. Na prática essa doutrina nega a eficácia do sacrifício de Jesus sobre a cruz do Calvário a nosso favor.

 A venda de perdão para vivos e mortos, com o propósito de libertar as almas do purgatório através das chamadas indulgências.

 O desprezo da igreja pela revelação de Deus através de Jesus e da Bíblia para se apegarem cada vez mais às suas próprias invencionices e tradições humanas.

 O chamado sacrifício da Missa.

• Muitas das tradições cristãs foram derivadas das tradições judaicas. O próprio apóstolo Paulo era, antes da sua conversão, um aficionado das traduções judaicas – ver Gálatas 1:13—14.

• Quem conhece a história do judaísmo e olha para dentro da ICAR não tem como não perceber que muitas das suas tradições e invenções foram mesmo copiadas das tradições judaicas.

• Existe inclusive uma “Teoria Conspiratória” que alega que um bando de judeus, pretendendo ser cristãos, se infiltrou na Igreja Católica Romana, tomou o poder e assim voltou a ter uma espécie de controle sobre a vida das pessoas muito semelhante àquela que eles tinham quando controlavam a religião de Israel em Jerusalém.

II. A Tradição no Novo Testamento

• No grego a expressão παράδοσις – parádosis – literalmente refere-se a uma dádiva. Por esse motivo, deveria ser sempre ser algo muito positivo.

• Essa palavra aparece 13 vezes no Novo Testamento:

 Três vezes a mesma se refere aos “ensinamentos dos apóstolos” – ver 1 Coríntios 11:2; 2 Tessalonicenses 2:15; 3:6.

 As outras dez vezes a expressão é usada para se referir à “tradição dos anciãos” ou a tradições de homens de uma maneira perigosa – ver Mc 7:3—13; Mateus 15:2—6; Colossenses 2:8; 1 Pedro 1:18 e Gálatas 1:14.

• Jesus jamais se sentiu obrigado a seguir a “tradição dos anciãos”. E isso pelo seguinte motivo:

 Segundo os sábios judeus, Deus revelou a Lei contida no Pentateuco a Moisés, mas além disso, Deus lhe revelou uma quantidade 20 ou 30 vezes maior que o Pentateuco como revelação oral. Essa era para os falsos judeus dos dias de Cristo a verdadeira tradição transmitida a Moisés. Mas Cristo não aceitava essa bobagem.

 Por fim a tradição oral dos anciãos foi colocada por escrito através dos chamados Talmudes de Jerusalém e da Babilônia. Os talmudes ensinam o que se deve fazer para não obedecer aos mandamentos ordenados por Deus no Pentateuco. O produzido em na Palestina – chamado de Talmud de Jerusalém foi escrito por volta do século III e IV d.C. Já o Talmude Babilônico, mais extenso e mais respeitado foi finalizado na Babilônia por volta do ano 500 d.C. Em dias modernos existem versões do Talmude escritas para serem vendidas especificamente para cristãos. Dessas versões foram, removidas todas as passagens ofensivas a Cristo, Maria e aos cristãos em geral.

• Jesus não tinha problemas com certas tradições:

 Ele frequentava festas de casamento – ver João 2:1—2.

 Ele estava em Jerusalém para a celebração da Festa da Dedicação – ver João 10:22—23 - uma festa inventada pela tradição humana durante o período dos Macabeus entre os dois testamentos – 164 a.C – para celebrar a renovação do Templo em Jerusalém após o mesmo ter sido profanado por Antíoco Epifanes que sacrificou uma porca sobre o altar do templo em Jerusalém.

• Por outro lado Jesus não dava a mínima importância para outras tradições orais ou dos anciões:

 Colher espigas no dia do sábado – Marcos 2:23—28.

 Comer sem lavar as mãos – Marcos 7:1—5.

• Cristo não aprovava nem aceitava as tradições orais:

 Ele nunca apelou para a tradição dos anciãos.

 Ele sempre apelou para a autoridade da Palavra de Deus – Antigo Testamento – e para Sua própria autoridade.

III. Os Perigos das Tradições Humanas

A. Elas Podem nos Conduzir a uma Adoração Hipócrita.

• Tradições humanas acabam sempre nos conduzido para práticas ritualistas às quais começamos a atribuir valor.

• Esses ritualismos tornam-se fins em si mesmos e nos afastam da verdadeira adoração.

• É muito fácil atravessar esses rituais com a mente e o coração em outras coisas.

• Adorar a Deus sem estar concentrado na pessoa do Senhor não passa da mais grossa hipocrisia – ver Marcos 7:6.

B. Elas Podem nos Conduzir a uma Adoração Vazia de Significado.

• Quando tradições humanas são colocadas no mesmo nível da Palavra de Deus nossa adoração torna-se vazia de significado – ver Marcos 7:7.

• Tal adoração pode ser muito pomposa e impressionante, mas ela é, de fato vazia e totalmente sem valor.

 Primeiro devemos nos lembrar que Deus não ordenou nada dessas coisas.

 Depois, nós sabemos que essas práticas não satisfazem as verdadeiras necessidades que temos – ver Colossenses 2:18—23.

C. Elas Podem Tornar a Palavra de Deus Inútil.

• O Exemplo que Jesus deu para provar esse ponto está relacionado com o mandamento de honrar pai e mãe – ver Marcos 7:10—12.

 Conforme dissemos acima a lei oral tinha o propósito de abolir os verdadeiros mandamentos de Deus. Sendo assim ela ensinava que os bens de uma pessoa podiam, por um preço, serem consagradas a Deus, ficando assim indisponíveis para socorrer os pais de alguém que estivessem em necessidade.

 Com isso, o mandamento de Deus de Êxodo 20:12, tornava-se inútil para todos os propósitos.

• Existem tradições semelhantes nos dias de hoje.

 Jesus ordenou que todos os cristãos comessem do pão e bebessem do cálice na celebração da Santa Ceia – ver Mateus 26:26—30.

 Todavia existe uma Igreja gigantesca, que se diz cristã, mas que proíbe seus membros de participarem do cálice alegando que um biscoito feito de farinha e água quando manipulado magicamente pelo sacerdote torna-se no verdadeiro corpo, sangue e essência daquilo que o próprio Jesus é. Esse é o motivo porque quando o sacerdote dessa religião levanta o biscoito de farinha e diz “eis o cordeiro de Deus” a congregação se coloca de joelhos para adorar a hóstia. Quanta ignorância.

• Através da obediência a tais tradições as pessoas estão, na realidade, rejeitando os mandamentos de Deus e isso terá sérias consequências – ver Marcos 7:8—9, 13.

Conclusão

1. A primeira conclusão que precisamos tirar de tudo o que dissemos é que: NENHUMA DENOMINAÇÃO ATUALMENTE PODE SER IDENTIFICADA COM A VERDADEIRA IGREJA DE CRISTO. TODAS AS DENOMINAÇÕES CRISTÃS ESTÃO CONTAMINADAS E MUITAS ESTÃO COMPLETAMENTE PODRES.

2. Em segundo lugar temos que entender que existem muitas tradições que nos foram passadas pelo Senhor Jesus e pelos apóstolos, através da Palavra Escrita de Deus, e que são absolutamente necessárias para a nossa salvação.

3. Já as tradições humanas, como dissemos, podem nos conduzir:

• A uma adoração hipócrita.

• A uma adoração vazia e sem significado.

• A uma situação onde a palavra de Deus torna-se nula.

4. Tradições humanas são inócuas, mas tornam-se pecaminosas se:

• Forem ensinadas como verdades bíblicas e forem feitas equivalentes à palavra de Deus – ver Marcos 7:7.

• Anularem a verdade de Deus quando as observamos – ver Marcos 7:9, 13.

5. O Tradicionalismo está, hoje em dia, presente no Judaísmo, na Igreja Católica Romana, na Igreja Grego Ortodoxa, nas Igrejas Protestantes, nas Igreja Pentecostais de todos os matizes, etc.

6. Não devemos nos apegar a absolutamente nada que não seja ensinado na palavra de Deus. Devemos aprender a desfrutar a liberdade que o Espírito Santo nos concede.

7. Só podemos vencer o tradicionalismo se estivermos arraigados na Palavra de Deus. Assim podemos perguntar como Jesus: Isso vem de Deus ou trata-se de invenção humana – ver Mateus 21:25.

8. Muitas das diferenças que mantém as igrejas separadas não têm nada a ver com os ensinamentos da Palavra de Deus e sim com tradições humanas. Precisamos tomar cuidado para que nossas tradições não nos afastem dos irmãos da nossa igreja, e de outros irmãos com os quais poderíamos viver em paz e comunhão e ajudar uns aos outros como verdadeiros irmãos e cooperadores na seara do SENHOR.



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Que Deus abençoe a todos.


Alexandros Meimaridis 

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