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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Gênesis — Estudo 049 — A TORRE DE BABEL — PARTE 001


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Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 

O Livro do Gênesis

O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
            Eretz   ha  ve-et  Hashamaim  et      Elohim        Bará     Bereshit
            Terra  a      e        céus       os        Deus         criou   princípio No
                                                                                     Gênesis 1:1

XII — Gênesis 11 — “Deram com uma Planície na Terra de Sinear”.

A. Introdução Geral à Narrativa Acerca da Torre de Babel — Gênesis 11:1.

Do ponto de vista da cronologia bíblica e do tempo passado entre o desembarque da arca e o nascimento de Pelegue — nos dias de quem a Terra foi “repartida” — ver Gênesis 10:25 — se passaram somente 101 anos! Senão vejamos:

1. Sem, filho de Noé e que desembarcou da arca, gerou a Arfaxade dois anos depois do dilúvio — ver Gênesis 11:10. Adiciona 2 anos.

2. Arfaxade gerou Salá quando tinha 35 anos — ver Gênesis 11:12. Adiciona 35 anos. Temos 35 + 2 = 37 anos após o dilúvio.

3. Salá gerou a Héber quando tinha 30 anos — ver Gênesis 11:14. Adiciona 30 anos. Agora temos 37 + 30 = 67 anos depois do dilúvio.

4. Héber, por sua vez, gerou a Pelegue quando tinha 34 anos — ver Gênesis 11:16. Adiciona 34 anos. Temos então 67 + 34 = 101 anos após o dilúvio. 

Quando Pelegue nasceu, a “torre” já estava em construção na planície de Sinar — ver Gênesis 11:2.

O capítulo 11 de Gênesis deixa bem claro que havia somente uma raça humana. Esta unidade ou universalidade é reconhecida pelo fato de que os seres humanos tinham somente “uma linguagem e uma só maneira de falar” – ver Gênesis 11:1. E “eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem” – ver Gênesis 11:6. Esses versos indicam que os seres humanos tinham uma mesma origem comum e que:

1. Usavam os mesmos sons vocálicos e consonantais. Todas as palavras eram articuladas de uma mesma maneira. Não havia sons distintos como encontramos, por exemplo, entre o português falado por brasileiros e o português falado por portugueses.

2. Usavam o mesmo grupo de vocábulos para se comunicar.

Que idioma os seres humanos falavam naqueles dias? Não existe a menor possibilidade de sabermos. É melhor esperarmos chegar à eternidade para obtermos essa resposta. Muitos têm especulado que, devido o fato de os nomes contidos em Gênesis 10 serem, em sua maioria, de origem hebraica e aramaica, então um destes dois seria o idioma dos descendentes dos filhos de Noé. É óbvio que a preferência acaba por recair sobre o idioma hebraico. Isto se deve a três motivos principais:

1. Muitos acreditam que Deus falava em hebraico com Adão e que este seria o idioma de todos os seres humanos até a confrontação em Babel.

2. Outros acham que o fato de Deus ter escolhido o hebraico para revelar sua vontade e grafar o Antigo Testamento é prova mais que suficiente de que este era, uma vez, o idioma que todos os seres humanos falavam.

3. Um terceiro grupo, talvez o mais extremado de todos, acredita que o hebraico teria sido a própria língua usada por Deus quando ele proferiu as palavras que trouxeram à existência as coisas que aí estão — ver Hebreus 11:3. Ou seja, Deus verbalizou Sua vontade em Hebraico!

Mas esses argumentos nos parecem um tanto quanto fantasiosos demais para serem aceitos. As pessoas que acreditam nesses tipos de tolices se parecem com os mulçumanos quando insistem em dizer que o alcorão, como visto por Maomé nos céus, estava escrito em arábico!

B. Como Surgiram as Línguas Faladas pelos Humanos?

Como surgiram os mais diversos idiomas que falamos atualmente? Este é ainda um enorme mistério para a chamada ciência. Como a maioria dos cientistas não aceita que os seres humanos foram criados por Deus, eles precisam então começar explicando como foi que os seres humanos desenvolveram a capacidade de falar de forma articulada, antes de tentar explicar como chegamos a desenvolver os inúmeros idiomas existentes. A situação se complica todas as vezes que os cientistas nos dizem, visando evitar qualquer possibilidade de termos sido criados por Deus, que os órgãos que compõe o aparelho fonador dos seres humanos se parecem por demais com os de alguns animais. Então, porque nós sabemos falar e os animais não sabem? Outro fator complicador é que hoje sabemos que muitas das línguas da Antiguidade eram muito mais complexas do que as línguas modernas, o que caracteriza um bem documentado processo de involução. Se os seres humanos, conforme pretende a “Teoria da Evolução”, começaram a falar quando os “homens das cavernas” passaram a dar “nomes” aos objetos, então a lógica nos diz que os primeiros idiomas deveriam ser bastante simples. Mas a filologia[1], enquanto ciência, nos diz que quanto mais antiga uma língua mais complexa ela é. A ciência tem muito a explicar e enquanto isto nós estamos aqui aguardado.

Outras teorias, diversas da Teoria da Evolução, têm tentado explicar a origem da linguagem entre os seres humanos dizendo que devemos nossa capacidade de falar a seres extraterrestres que habitaram nosso planeta Terra em eras imemoriais. Outros ainda a atribuem a seres angelicais que, visitando nosso planeta, aproveitaram para ensinar os seres humanos a falar. 

Para muitos que creem, a capacidade humana de articular fonemas é uma prova indireta de que Deus existe e é o criador dos seres humanos. O aparelho fonador humano[2] é capaz de reproduzir não apenas alguns tipos de sons, como podemos observar entre os animais, mas milhões de sons. A Bíblia assume, desde o princípio, o fato de que Deus falou com Adão — ver Gênesis 2:16 — e com Adão e Eva — Gênesis 1:28. Que nossos primeiros pais sabiam falar é evidente pelo fato de Adão ter dado nomes aos animais — ver Gênesis 2:19—20. Quanto à capacidade de falar de Eva é suficiente lembrarmos seu diálogo com a serpente como registrado em Gênesis 3:1—3. Por esses motivos, não aceitamos a teoria que circula entre certos grupos cristãos, que visa acomodar a revelação bíblica ao atual estágio do conhecimento científico, dizendo que a origem da linguagem é um grande mistério e que simplesmente não podemos saber como a mesma começou. Como alguém que diz acreditar na revelação bíblica pode aceitar esta última possibilidade é que se constitui, para este autor, em um verdadeiro mistério!

 Mas naqueles dias após o dilúvio, todo o potencial do aparelho fonador humano não estava sendo utilizado, pois os homens possuíam somente uma maneira de falar. Somente quando o “Senhor confundiu a linguagem de toda a terra” — ver Gênesis 11:9 – é que este sofisticado aparelho pode demonstrar toda a sua capacidade. 

Em seu próprio tempo, nós temos o registro de que na Antiguidade idiomas tais como o sumério, o babilônico, o aramaico e o grego serviram como línguas francas. O mesmo ocorre nos dias de hoje com o inglês que funciona como uma verdadeira língua auxiliar para todos os povos. Como iremos ver em seguida, a existência de uma “língua franca” permitiu aos seres humanos se aventurarem em atividades que iam contra a vontade revelada de Deus. Um exemplo disso é a desobediência implícita ao mandamento dado a Adão e Eva e que dizia: “multiplicai-vos, enchei a terra” — ver Gênesis 1:28. Aqueles homens decidiram, naquele momento, ignorar a ordem de Deus para que se “espalhassem” e enchessem a terra e optaram por ficar “concentrados” em uma área. Anos depois o autor do livro de Eclesiastes deixou registradas estas palavras que descrevem, da melhor maneira possível a condição humana, e que dizem: “Eis o que tão-somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas חִשְּׁבֹנוֹת hishebonotastúcias ou invencionices — Eclesiastes 7:29

A narrativa acerca da torre de Babel usa uma simetria muito evidente: ela começa e termina com uma referência ao florescimento de uma linguagem universal que foi destruída por intervenção direta de Deus — ver Gênesis 11:1 e 9.

A mesma simetria pode ser vista também entre os versos 2, onde a ênfase recai sobre a ideia de uma habitação permanente — habitaram ali — e o verso 8, onde podemos ler: “o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra”.

C. O Oriente e a Terra de Sinear – Gênesis 11:2.

Os onze primeiros capítulos do Gênesis colocam muita ênfase na localização geográfica que chamamos de Leste ou de Oriente. Esse é o lado em que o sol nasce. Note as seguintes passagens que indicam um movimento consistente em direção leste à medida que o tempo foi passando:

Gênesis 2:8

E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado.

Gênesis 3:24

E, expulso o homem, colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida.

Gênesis 4:16

Retirou-se Caim da presença do SENHOR e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.

Gênesis 10:30
E habitaram desde Messa, indo para Sefar, montanha do Oriente.

De acordo com o professor Jaques Ellul, a expressão קִדְמַה quidmah — leste ou Oriente, possui um significado muito preciso nas páginas das Escrituras. Ela é utilizada para representar tanto o caminho fútil traçado pelo homem em sua tentativa inútil de alcançar a eternidade por si mesmo, bem como o caminho que os seres humanos tomam quando decidem obedecer ao chamado do próprio Deus. O Oriente representa sempre um início. Pode ser o inicio de uma viagem frustrada para aqueles que não querem reconhecer a Deus ou pode ser o início de uma viagem muito bem sucedida para aqueles que desejam obedecer ao Senhor. Esses dois caminhos são paralelos e expressam de modo perfeito as diferentes atitudes da raça humana para com o Deus Criador. Note que tanto os construtores da cidade e da Torre de Babel, quanto Abrão iniciaram suas viagens vindos do leste.[3]

Agora, em Gênesis 11:2, nós somos informados que um grupo, não muito bem identificado, partiu do Oriente — provavelmente uma referência ao local onde a arca pousou após o dilúvio — e alcançou uma planície na terra de שִׁנְעָר Shine`ar — que literalmente significa “país de dois rios”. Este nome em hebraico é supostamente derivado da expressão utilizada pelos sumérios para designar o todo daquilo que viemos, mais tarde, chamar de Babilônia. Não existe consenso entre os estudiosos acerca do significado da expressão “Sinear” como encontrada neste versículo. Se a planície mencionada neste versículo é mesmo a vasta e fértil planície que existe no vale do rio Eufrates, então não é difícil perceber os motivos da decisão que estes homens tomaram de se fixarem, de modo permanente, naquele local.  

D. A Decisão de Construir a Torre — Os Aspectos Físicos — Gênesis 11:3.

Os versos de Gênesis 11:3—4 descrevem os atos praticados pelos homens ao passo que os versos de 6—9 descrevem os atos de Deus. Em ambos os casos as intenções de cada um desses protagonistas são declaradas antes de serem colocadas efetivamente em prática.

Ao decidir habitar na terra de Sinear aquele grupo experimentou uma dificuldade concreta — sem intenção de fazer nenhum tipo de trocadilho. A planície da Babilônia não possui pedreiras próximas e não existem espalhadas pedras em abundância que possam ser utilizadas em construções. Este é o primeiro e maior motivo porque o grupo que se estabeleceu naquela planície tomou uma decisão prática, visando resolver o problema causado pela escassez de pedras, de fazer tijolos. A fabricação de tijolos é uma invenção antiquíssima da raça humana e uma das poucas que não sofreu muita variação com a passagem dos milênios. No princípio os tijolos eram postos para secar ou endurecer ao sol, mas logo percebeu-se que o calor provocado pelo fogo agia de maneira mais poderosa no “endurecimento” do tijolos e fornos foram adaptados para esse propósito. Mais tarde, por volta do século XV antes de Cristo, os egípcios levaram esta tecnologia um passo mais adiante inventando a vitrificação dos tijolos pela fusão da argila. Mesmo nos dias de hoje as chamadas olarias ainda usam a mesma e velha fórmula de “assar” os tijolos visando aumentar a durabilidade dos mesmos. 
  
Resolvido o primeiro problema causado pela ausência de pedras, ainda assim restava um segundo que tinha a ver com o material que poderia ser usado para fazer os tijolos “grudarem” uns nos outros. A engenhosa solução brotou literalmente do chão na forma borbulhante do betume[4].

Escavações realizadas na região que outrora foi conhecida como Babilônia têm revelado a existência e a utilização de tijolos de argila de altíssima qualidade e dureza bem como o uso do betume ali existente e ainda muito abundante, como elemento utilizado para a confecção da massa usada como cimento. Um destes poços produz um betume sulfurado cujo odor fez com que invasores posteriores — árabes – viessem a chamá-lo de “boca do inferno”. O autor teve a oportunidade de permanecer por alguns minutos sobre um dos muitos dutos de respiração do vulcão Kilauea — o vulcão mais ativo no mundo — na grande ilha do Havaí. Ali ele pode experimentar ouvir os mecanismos de “respiração” do vulcão abrindo e fechando; pode sentir o intenso ar quente, originado das profundezas vulcânicas, sendo soprado para cima e atestar o nojento cheiro de enxofre que impregnava o ar. Foi uma experiência marcante e todos falavam que o vulcão exalava o cheiro do próprio inferno!

CONTINUA...

Outros artigos acerca dO LIVRO DE GÊNESIS
001 — Introdução e Esboço
002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação
003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza
004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra
005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida
006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR
007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA
008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1
009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2
010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia
011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia
012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia
013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1
013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2
014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas
015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A
016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B
017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A
018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B
019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C
020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19
021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20
022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21
023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22
024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23
025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24
026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25
027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26
028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A
029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B
030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.
031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.
032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.
033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.
034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?
035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água
036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001
037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002
038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001
039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002
040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003
041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ
042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?
044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE
045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
046 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 002 — OS DESCENDENTES DE CAM: NEGROS, AMARELOS E VERMELHOS
047 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 003 — OS DESCENDENTES DE SEM E A ORIGEM DOS HEBREUS
048 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 004 — A TÁBUA DAS NAÇÕES É UM DOCUMENTO ÚNICO NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE
049 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 001
050 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 002
051 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 003
052 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 004
053 — Estudo de Gênesis — A TORRE DE BABEL — PARTE 005
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/08/genesis-estudo-053-torre-de-babel-parte.html
054 — Estudo de Gênesis — A GENEALOGIA DOS SEMITAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/11/genesis-estudo-054-genealogia-dos.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.



[1]  Filologia = Estudo da língua em toda a sua amplitude, e dos documentos escritos que servem para documentá-la.

[2] Aparelho fonador: O conjunto dos órgãos da fala, constituído das seguintes partes: a) pulmões, brônquios e traqueia, órgãos respiratórios que fornecem a corrente de ar para a fonação; b) laringe, onde se localizam as cordas vocais, que produzem a energia sonora utilizada na fonação; c) cavidades supralaríngeas — faringe, boca e fossas nasais — que funcionam como caixas de ressonância. A cavidade bucal varia de forma e volume, em função dos movimentos de órgãos ativos, sobretudo a língua.

[3] Ellul, Jacques. The Meaning of the City. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1977.

[4] Betume asfáltico. Química. Betume, natural ou artificial, que contém hidrocarbonetos pouco voláteis e grande proporção de seus derivados oxigenados e/ou sulfurados, em geral viscoso e sempre solúvel em sulfeto de carbono. Os betumes oxigenados possuem, normalmente odor agradável, ao passo que os sulfurados possuem o que as pessoas costumam chamar de “cheiro do inferno”, deste os tempos mais antigos. 

domingo, 31 de agosto de 2014

ATOS DOS APÓSTOLOS — SERMÃO 008 - ATOS 2:5-15 - O DIA DO PENTECOSTES — PARTE 002 — O DOM DE FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS


Ao fundo a palavra hebraica "SHAVUOT" cujo significado é pentecostes

Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

Texto: Atos 2:5—15
Introdução.

A. Durante a introdução do livro de Atos — ver sermão 001 por meio dos links mais abaixo — nós falamos que iríamos enfrentar uma dificuldade muito grande, do ponto de vista da interpretação desse livro, pelo mesmo ser, em sua maior parte, uma narrativa de fatos e não um tratado teológico propriamente dito. 
B. Naquela ocasião nós levantamos as seguintes perguntas? 
1. Seria o Livro dos Atos dos Apóstolos uma descrição “ipsis literis” daquilo que vida cristã deve ser? 
2. E essa descrição, pertinente aos primeiros cristãos, serve como “o modelo” para todos os cristãos de todas as eras e de todos os tempos? 
3. Devemos, de fato, como é desejo de muitos, ansiar por uma volta às práticas cristãs primitivas como descritas nesse livro? 
4. Com respeito a essa última pergunta, nós precisamos ainda definir o seguinte: se vamos adotar as práticas descritas no livro de Atos, quais delas devemos adotar? Todas ou apenas aquelas que são do nosso interesse e nos agradam? 
C. Precisamos relembrar essas perguntas agora, porque o tema que vamos tratar hoje é muito importante, porque tem causado controvérsias e divisões no seio da igreja cristã desde o final do primeiro século da era cristã até aos dias de hoje. 


D. Entre os muitos movimentos que se abateram sobre a igreja, sob a alegação de que desejavam conduzir a mesma à pureza das práticas descritas no livro dos Atos nós vamos encontrar os seguintes:
1. Os gnósticos, com suas revelações particulares e secretas. Eles nos legaram o chamado Evangelho de Tomé onde Jesus afirma a Pedro que iria transformar todas as mulheres em homens, para que elas pudessem herdar a vida eterna. 
2. Os montanistas — c. 156 a.D. — que se tornou na fonte inspiradora de todos os movimentos entusiastas ou pneumáticos da história da Igreja. 
3. Os espiritualistas medievais que sonhavam com uma igreja diferente da igreja romana antes da Reforma Protestante. Uma igreja onde todo mundo tivesse uma comunhão mística com o Espírito Santo. Entre esses nós podemos citar: 1) Catarina de Siena; 2) Bernardo de Claraval; 3) Boaventura de Bagnoregio; 4) Hildegard von Bingen. 
4. Os movimentos chamados radicais durante a reforma, entre os quais podemos citar os anabatistas e os Schwarmer. 
5. Os chamados Shakers ou Quacres depois da reforma, que foram acompanhados pelos movimentos chamados pietistas. 
6. O movimento Wesleyano – Metodismo – e os revivalistas dos séculos XVII e XVIII na Alemanha, Inglaterra e nos Estados Unidos. 
7. O surgimento de Edward Irving na Inglaterra e de Charles Finney nos Estados Unidos na primeira metade do século XIX. 
8. Os movimentos de santidade surgidos nos Estados Unidos na segunda metade do século XIX. 
9. Esses movimentos de santidade produziram, no início do século XX, o chamado movimento pentecostal com seus desdobramentos posteriores – o movimento carismático, e o neopentecostalismo com todas as suas “ondas”. 
E. Todos esses movimentos têm em comum a manifestação de carismas pneumáticos e podem ser caracterizados pelos seguintes pontos comuns: 
1. Alegam que com o início do seu movimento, também teve início o último período de revelação. Isso quer dizer que se consideram pessoas muito especiais porque irão auxiliar na manifestação do reino de Deus na terra e ter participação ativa na vinda de Jesus. Alguns já estão mortos há mais de um século! 
2. São, geralmente, ortodoxos na doutrina, com exceção de erros, muitas vezes grosseiros, quanto à pessoa e obra do Espírito Santo. 
3. A proximidade do fim do mundo é fortemente enfatizada. Sempre virando a esquina, mas, na verdade, não! 
4. Padrão de conduta estabelecido é, normalmente, muito severo. 
5. Como o movimento presente é o pentecostalismo com seus desdobramentos carismático e o neopentecostalismo, iremos fazer referências aos mesmos.  
6. Tais comentários se fazem necessários por dois motivos: 
a. Em primeiro lugar pela alegação feita por esse movimento de que eles estão certos quanto ao que afirmam com relação ao batismo com o Espírito Santo e a necessária manifestação do falar em línguas estranhas — não em outras línguas, mas em línguas estranhas. Sem esse batismo e essa manifestação o indivíduo é, na realidade, cidadão de segunda classe do reino de Deus. 
b. Em segundo lugar temos a questão pertinente à verdade. Somos chamados a amar os irmãos aqui na nossa comunidade, a amar os irmãos de outras comunidades e a amar até mesmo os ímpios e aqueles que nos perseguem. Mas, acima de tudo somos chamados a amar a verdade. Não podemos nos esquecer que a verdade não é um conjunto doutrinário de alguma sorte, e sim, que a mesma se encontra na própria pessoa do Senhor Jesus e na Palavra de Deus, a Bíblia — 
João 14:6 
Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. 
João 17:17. 
Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 
c. Temos que amar a verdade mais do que amamos as outras coisas ou pessoas se queremos, de fato seguir a Jesus. Caso contrário, estamos apenas nos enganando a nós mesmos. 
7. Diante dessa perspectiva, nós podemos expor a verdade, com todas suas implicações, acerca do... 
DOM DE FALAR EM OUTRAS LÍNGUAS

I. O Que Aconteceu no Dia de Pentecostes. 
Já tivemos a oportunidade de falar na mensagem anterior que aquele dia foi caracterizado pelos seguintes eventos: 
A. Ouviu-se um som com de um vento impetuoso — não havia vento nenhum, apenas o som. 
B. Surgiram línguas como de fogo. Não havia nenhum fogo propriamente dito. Apenas uma aparência do mesmo.   
C. Os apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo — em nenhum momento se diz que eles foram batizados com o Espírito Santo, nem aqui nem em parte alguma do capítulo 2 de Atos que descreve tudo que se passou naquele dia. 
D. Cheios do Espírito Santo, os apóstolos passaram a falar em outras línguas. Em nenhum momento se faz qualquer menção de qualquer língua estranha. 
II. Os Visitantes Que Estavam em Jerusalém para Celebrar o Pentecostes – Atos 2:5, 9—11a. 
A. A Festa do Pentecostes, acerca da qual falamos no sermão anterior, era um dos três festivais anuais mais importantes entre o judaísmo daqueles dias. As outras duas eram: a Páscoa e a Festa dos Tabernáculos. 
B. Por esse motivo, milhares e milhares de peregrinos judeus e prosélitos — gentios convertidos ao judaísmo — vinham de todos os cantos adorar a Deus em Jerusalém e participar das festividades — ver Atos 2:5. 
C. Lucas nos apresenta uma lista, relativamente extensa, das nacionalidades desses visitantes: partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios – Atos 2:9—11a.     
III. O Uso que Foi Feito das Outras Línguas – Atos 2:5—12. 
A. Só para não esquecer: eles falaram em outras línguas, não porque foram batizados com o Espírito Santo e sim porque foram cheios com o Espírito Santo — Atos 2:4. 
B. Cheios do Espírito Santo, os apóstolos, apesar de serem reconhecidos como galileus — provavelmente pelo comprimento do cabelo — começaram a falar em outras línguas que não conheciam — não em línguas estranhas — ver Atos 2:7. Não se tratava de nenhum blá, blá, blá estéril. 
C. Eram todas línguas conhecidas! 
1. Verso 6: Cada um os ouvia falar na sua própria língua. 
2. Verso 8: E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 
3. Verso 11b: Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas? 
D. E o que é que eles estavam falando: 
1. Verso 11c: Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 
E. Como podemos ver, sem sombra de dúvida, o Espírito Santo, ao encher os apóstolos lhes concedeu a capacidade de falar em outras línguas inteligíveis e, através disso, proclamar as grandezas do que Deus tinha feito através de Jesus Cristo. 
IV. A Reação dos Ouvintes. 
A. A reação inicial das pessoas que ouviram as Boas Novas acerca de Jesus em suas próprias línguas foi de perplexidade: espanto, admiração. Ficaram atônitos — ver Atos 2:6 e 12. 
B. Eles se perguntavam: Que quer isto dizer? Ou seja: Qual é o significado disso? 
C. Alguns, como sempre, assumiram uma atitude zombeteira — 
Atos 2:13 
Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados! 
V. A Reação de Pedro. 
A. Pedro, o covarde de algumas semanas atrás — negou a Cristo três vezes — 
Marcos 14:30 
Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que duas vezes cante o galo, tu me negarás três vezes. 
e por isso, precisou reafirmar seu amor ao Senhor esse mesmo número de vezes — 
João 21:15—17 
15 Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. 
16 Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas.
17 Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas. 
agora cheio do Espírito Santo, Pedro se levanta para advertir aquelas pessoas. Quanta Coragem! — ver Atos 1:14. 
B. Suas primeiras palavras enfatizam o fato de que aqueles homens não estavam embriagados. Como poderiam? Eram nove horas da manhã apenas. 
C. A continuação das palavras de Pedro iremos estudar a partir da próxima mensagem. 
Conclusão:

A. Essa mensagem de hoje, possui graves implicações sobre o movimento moderno de línguas. Não é meu interesse julgar nem a sinceridade, nem o coração das pessoas envolvidas nos movimentos pentecostais, carismáticos ou neopentecostais. Meu único interesse é confrontar o que esses movimentos ensinam com o que a Palavra de Deus ensina.

B. Aqui está um pequeno mapa do tempo do início do movimento Pentecostal até os dias de hoje:

1. Só podemos entender o movimento pentecostal se entendermos, por um lado, John Wesley — final do século XIX — e o metodismo e, por outro lado, os movimentos de santidade que existiram nos Estados Unidos durante o século XIX.

2. John Wesley, no final da sua vida, começou a ensinar uma nova doutrina, de que era possível passar por uma segunda experiência com o Espírito Santo — diferente da conversão que seria a primeira experiência — e experimentar um nível de santificação onde a pessoa não peca mais. Ou seja, Wesley começou a advogar uma segunda experiência santificadora onde a pessoa não pecava mais. Mas, o que diz a Bíblia?

1 João 1:8, 10

8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós.

10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

Essa idéia ou ensinamento devia ter morrido ali, como apenas uma alucinação de uma mente doente, ainda que desejasse sinceramente honrar o Senhor.

3. É evidente que os irmãos metodistas que eram sãos em suas consciências, se recusaram a propagar esse ensinamento. Mas muitos, por serem mais leais a Wesley do que à Palavra de Deus, deixaram o metodismo e se tornaram pregadores independentes dessa esquisita e antibíblica doutrina de santificação absoluta nessa vida. Quem não gostaria disso? Viver essa vida e não cometer nenhum pecado nunca mais! Muitos queriam ouvir esse tipo de mensagem e os movimentos de santidade se multiplicaram atraindo pessoas de todas as denominações: presbiterianos, batistas, metodistas, episcopais etc.

4. Em 1897 um grupo de homens brancos e negros fundou a The Church of God in Christ — A Igreja de Deus em Cristo . Era uma denominação pautada nas idéias dos grupos de santidade e que mais tarde viria a adotar também as idéias pentecostais de batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas.

5. Nesse cenário surge um pregador itinerante e diretor de uma escola cristã em Topeka, no estado do Kansas, chamado Charles Parham.

6. Esse homem era apaixonado por essa ideia de uma segunda experiência com o Espírito Santo, mas sem essa de santificação absoluta. O que lhe interessava era a possibilidade de passar por uma segunda experiência com o Espírito Santo. Suas pregações chamaram a atenção de outro pregador itinerante, William Joseph Seymour, que frequentou a escola em Topeka por alguns meses. Como Seymour era negro, ele então era obrigado a assistir as aulas através de uma janela sentado do lado de fora da sala de aula. Eu acho maravilhoso esse amor dessas pessoas que alegam serem batizadas com o Espírito Santo.

7. Parham saiu de viagem para uma série de pregações e deixou seus alunos encarregados de lerem o livro de Atos e descobrirem o segredo do poder que existia na Igreja do primeiro século.

8. Ao retornar, seus alunos lhe apresentaram um curioso relatório que dizia que: o segredo do poder da igreja primitiva residia numa realidade que eles chamaram de “Batismo com o Espírito Santo”, grandemente inspirada pela narrativa de Atos 2. Parham concordou com essa abordagem e passou a pregar a necessidade dos cristãos de serem batizados com o Espírito Santo. É óbvio que isso não é ensino das Escrituras. Fazer esse tipo de afirmação é achincalhar com o Espírito Santo, que teria deixado a Igreja nas trevas por dezenove séculos até que esta verdade fosse “descoberta” popr um bando de estudantes da Bíblia, muito mal orientados.

9. Ele e seus alunos começaram então a orar e buscar esse batismo com o Espírito Santo. Não demorou muito e, no primeiro dia de Janeiro do ano 1900, uma de suas alunas, Agnes Ozman, foi a primeira pessoa a receber esse batismo na era moderna e a confirmação do mesmo veio através da manifestação de uma capacidade de falar em línguas estranhas.

10. Parham mudou-se para o Texas — Houston — onde começou a promover essa nova doutrina, de uma segunda experiência com o Espírito Santo — chamada de segunda bênção — agora acompanhada pela manifestação obrigatória do falar em línguas estranhas.

11. William Seymour cruzou caminhos outra vez com Charles Parham no Texas, mas não recebeu o batismo com o Espírito Santo, nem falou em línguas estranhas. Depois de algum tempo, Seymour partiu para a Califórnia.

12. Em Los Angeles Seymour assumiu o pastorado de uma pequena congregação que funcionava em um bangalô de madeira no número 214 da North Brae Avenue.

13. O público de Seymour era composto por um grupo de empregados domésticos de cor negra, além de outros que trabalhavam em serviços variados de limpeza em prédios públicos. Seymour dizia a seus ouvintes que: se eles orassem com firmeza e desejassem de todo o coração, Deus iria enviar um novo pentecostes sobre eles.

14. No dia 9 de Abril de 1906, algo inusitado aconteceu naquele local. Pessoas começaram a falar em línguas estranhas e danças frenéticas tiveram lugar. A palavra acerca daquele acontecimento se espalhou rapidamente. Em poucos dias as multidões eram grandes demais para aquele pequeno salão.

15. Seymour e os líderes daquela comunidade alugaram uma pequena igreja abandonada localizada no número 312 da Azuza Street, próxima do local original. Isso se deu no dia 14 de Abril de 1906. O púlpito da nova igreja era uma pilha de caixa de sapatos.

16. O avivamento iniciado ali – conhecido como Azuza Street Revival – continuou 24 horas por dia durante os próximos 3 anos de modo ininterrupto. Pessoas do mundo inteiro vieram e foram “batizados” com o Espírito Santo manifestando o falar em línguas estranhas e outras coisas. Muito dos que passaram por essa experiência retornaram às suas cidades e países levando essa novidade.

17. Muito pregadores dos círculos do movimento de santidade e da The Church of God in Christ, eram frequentes no púlpito da congregação de Seymour. Charles Parham, apesar de convidado muitas vezes, apareceu apenas uma vez para pregar ali.

18. De longe, Charles Parham, remoia sua inveja contra William Seymour. O sucesso de Seymour era agravado pelo fato dele ser um homem negro! Parham não conseguia aceitar que um negro tivesse lhe “roubado a idéia” e feito tamanho sucesso com ela. O sonho de Parham era começar uma nova denominação, um movimento que pudesse alcançar o mundo inteiro. Mas ele não conseguia enxergar essa denominação sendo liderada por um homem negro. Nessa ocasião a The Church of God in Christ estava consolidada nas mãos de Charles Hanson Mason, que era também um homem negro.

19. Em 1907 a The Church of God in Christ adotou o pentecostalismo formalmente com o batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas. Como essas coisas haviam sido iniciadas por Charles Parham, muitos pregadores brancos achavam inaceitável que esse “belo” movimento do Espírito estivesse rigorosamente sob o controle de homens negros, como Seymour e Mason. Então, um grupo de pregadores brancos abandonou a The Church of God in Christ e fundaram uma denominação controlada por brancos com as mesmas ênfases: batismo com o Espírito Santo e falar em línguas estranhas. Essa nova denominação recebeu o nome de Assemblies of God ou Assembleias de Deus.

20. Seymour foi abandonado pelos pregadores brancos do círculo de santidade. Sentindo-se traído ele se entregou ao desânimo e a frequência nas reuniões da rua Azuza começou a declinar até restarem poucas pessoas.

21. Seymour, recantou suas próprias convicções acerca do batismo com o Espírito Santo e o falar em línguas estranhas dizendo que o verdadeiro batismo com o Espírito Santo era aquele que nos unia todos — brancos, negros, amarelos e vermelhos — em um só corpo em Cristo Jesus, sem nenhuma manifestação de falar em línguas estranhas. Pena. O ensinamento errado já estava consolidado e continuava avançando por todos os lugares.

22. Hoje o racismo está consolidado dentro do pentecostalismo estadunidense com a The Church of God in Christ servindo preferencialmente a negros e as Assemblies of God aos brancos.        

C. Agora nós precisamos perguntar:

1. É possível ensinar um Batismo com o Espírito Santo baseado em Atos 2? O que é que o texto diz — até onde lemos que foi o verso 15 — ? Os apóstolos foram cheios com o Espírito Santo. Não existe menção do batismo com o Espírito Santo.

D. É possível ensinar a manifestação de línguas estranhas quando o texto é bem claro que os apóstolos falaram em “outras línguas” inteligíveis? Aliás, diga-se de passagem, a expressão “línguas estranhas” não existe na Bíblia. A referência é sempre a outras línguas, i.e. a línguas inteligíveis. 

E. Não temos o direito de atropelar o que a Bíblia diz para seguir nossas próprias idéias. Temos que amar a verdade acima de tudo.

F. Seriam o racismo e inveja, motivos justificáveis para iniciar uma nova denominação?

G. Esse pessoal tem muito que explicar.

H. Quanto a nós, faremos bem se continuarmos fiéis à verdade como apresentada em Jesus e na Palavra de Deus.

I. Minha oração é que deixemos de lado toda e qualquer pretensão de querermos ser mais justos que Deus e, tratemos o erro com a firmeza com que o mesmo precisa ser tratado.

J. A fraqueza doutrinária tem sido uma verdadeira praga no meio do movimento pentecostal desde seu início e tem resultado em todos esses absurdos que vemos no meio dos chamados evangélicos pentecostais, carismáticos e neopentecostais.

K. Esses grupos costumam usar o crescimento que têm experimentado nesses últimos 110 anos como justificativa de que se encontram debaixo da bênção de Deus. Se isso fosse verdade, deveríamos todos nos bandear para a igreja romana, de longe a maior de todas.

L. Mas o critério não é o número de membros nem os índices de crescimento e sim, se o que se ensina está de acordo com as Escrituras Sagradas. A verdade deve ser nosso último e definitivo parâmetro.    

Que Deus abençoe a todos.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/atos-512-16-sermao-021-comunidade-dos.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.