Mostrando postagens com marcador Pentecostes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pentecostes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

SALMOS 130 - SERMÃO 001 – O CLAMOR DO SALMISTA


Resultado de imagem para clamar ao senhor

O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.

“DE PROFUNDIS”

Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130

Introdução

A. O Salmo 130 é um dos 15 Salmos — do Salmo 120 até 134 — que são conhecidos como “Cânticos de Romagem”.

B. Eram Salmos cantados pelo povo de Israel durante a viagem que tinham que fazer três vezes por ano, até o local apontado por Deus para adoração.

C. A autoria desses Salmos é como segue:

1. Davi escreveu os Salmos 122, 124, 131 e 133.

2. O Salmo 127 é de autoria de Salomão.

3. Os 10 Salmos restantes são anônimos.

D. De acordo com as instruções que o povo de Deus havia recebido de Moisés em Deuteronômio 16:1—17, todo israelita devia comparecer diante do SENHOR — primeiro no Tabernáculo e depois no Templo — três vezes por ano para celebrar as seguintes festas:

1. פֶּסַח PesachFesta da Páscoa — Libertação do Cativeiro Egípcio.

2. שָׁבֻעֹת Shabu`otFesta das Semanas ou Pentecostes, no início da colheita dos primeiros frutos.

3. סֻּכּוֹת SucotFesta dos Tabernáculos no final da colheita.

E. Como todos os judeus estavam obrigados a frequentar essas três festas, ninguém podia ficar para trás. Por esse motivo, Deus fez uma das mais poderosas e generosas promessas que podemos encontrar em toda Bíblia. A promessa garantia aos judeus, que eles poderiam ir tranquilos para as três festas, porque o próprio Deus guardaria todas as propriedades através do país:

Êxodo 34:24

Porque lançarei fora as nações de diante de ti e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra quando subires para comparecer na presença do SENHOR, teu Deus, três vezes no ano.

F. Com essa garantia os judeus, então, se juntavam em grupos e seguiam para celebrar as três grandes festas do Senhor. Enquanto viajavam, eles tinham por costume seguirem cantando os louvores do Senhor. Com o tempo, uma série de cânticos específicos foi criada, especialmente, com esse propósito. Esses são os 15 Salmos que mencionamos acima os quais recebem um sub título de “Cântico de Romagem” na ARA ou de “Canção de Peregrinos” na NTLH.

G. Depois que o templo já estava construído em Jerusalém, havia uma escadaria com 15 degraus do lado sul do mesmo, por onde os peregrinos entravam na área do templo através das chamadas “portas da profetisa Hulda”. Para alcançarem essas portas os peregrinos precisavam galgar os 15 degraus e costumavam cantar um dos salmos de romagem para cada degrau, à medida que ascendiam. Por esse motivo, esses salmos também são chamados de “Salmos dos degraus” ou “cânticos dos degraus”.

H. Nesse último sentido — o de subir — o Salmo 130 se eleva, rapidamente, do mais profundo abismo até as maiores alturas da certeza do cuidado permanente de Deus.

I. Durante a celebração das festas em Jerusalém era comum o povo entoar os Salmos 113 a 118 que são chamados de Salmos de Hilel.

J. O Salmo 130 forma um par perfeito com o Salmo 129.

1. O Salmo 129 fala das dificuldades que enfrentamos com outros seres humanos, que muitas vezes são ríspidos, ingratos e até mesmo cruéis.

2. Mas depois que vencemos nossos embates com outros seres humanos nós estamos melhor preparados para enfrentarmos as dificuldades que existem em nosso relacionamento com Deus, que é o tema central do Salmo 130.

K. Todos os que enfrentaram as dores causadas por outros seres humanos, estão treinados na paciência necessária para lidar com o Deus Santo e Todo Poderoso.

L. Por causa do início do Salmo 130 na tradução latina — Vulgata — o mesmo é conhecido mundialmente como “De Profundis”. E é dessas profundezas que nós, muitas vezes:

1. Clamamos a Deus.

2. Aguardamos em Deus.

3. Vigiamos esperando a ação de Deus

4. Esperamos, totalmente, em Deus.

M. É nesse Salmo que encontramos a pérola de grande valor que chamamos de REDENÇÃO — ver Salmos 130:7—8. Mas para que isso aconteça é necessário, muitas vezes, que o Senhor permita sermos arrastados para regiões abissais.

N. Segundo os especialistas, as melhores pérolas naturais se encontram nas maiores profundidades.

O. Com certeza podemos afirmar que o Salmista jamais teria descoberto tal pérola, não tivesse sido lançado em águas tão profundas.

P. O Salmo 130 pode então, ser dividido assim:

1. Versos 1—2 nos apresentam o intenso clamor e desejo do salmista.

2. Versos 3—4 nos falam de humildade, que acompanha um “profundo” arrependimento, e fé verdadeira no Senhor.

3. Versos 5—6 o Salmista decide firmemente aguardar e vigiar até ver o Senhor agir.

4. Versos 7—8 o Salmista manifesta uma alegre expectativa que é capaz de alegrar não apenas seu próprio coração, mas de todo o povo de Deus.  

Q. Feita essa introdução, estamos prontos para estudar com “profundidade” esse Salmo, começando pelo verso 1:

DAS PROFUNDEZAS OU DE PROFUNDIS

I. O Clamor Vindo das Profundezas.

A. A primeira afirmação do Salmista é realmente surpreendente. Mesmo se encontrando no estado de maior humilhação, ele jamais deixou de buscar o Senhor.

B. As profundezas têm essa característica: silenciar todas as vozes. Mas elas não foram capazes de fazer calar a voz do servo do Senhor. Pelo contrário, é das maiores profundezas que o Salmista levanta sua voz pedindo socorro a Deus!

C. Por baixo dos vagalhões dos tsunamis da vida, a oração de fé continuava viva e perseverante. Quantas lições podemos aprender aqui? Muitas!

1. Em primeiro lugar somos ensinados que pouca importa a situação que estamos enfrentando se podemos orar!

2. Não é verdade que nossa vida de oração se transforma por completo quando enfrentamos problemas, grandes problemas?

3. Note como quanto maior a profundidade em que nos encontramos maior é nossa devoção ao Senhor. A Intensidade da nossa devoção é motivada pela profundidade em que nos encontramos.

D. Quando oramos das profundezas nós produzimos a mais elevada — excelsa — glória de Deus.

II. O Clamor Vindo das Profundezas é Dirigido para Deus.

A. Mas toda nossa devoção e intensidade de oração só fazem sentido se forem dirigidas, exclusivamente, para o Deus Todo Poderoso.

B. Em nosso mais profundo desespero devemos buscar Deus, e Deus somente.

C. Nessas horas Deus deve ser o objeto central de toda nossa atenção como faz o Salmista aqui no verso 1. O Deus Único e Verdadeiro!

D. Como deve ser terrível olhar para trás, para os momentos terríveis de angústia e percebemos que fizemos de tudo, menos clamarmos a Deus de todo nosso coração, com todas as nossas forças, com todo nosso entendimento e com toda a força de nossas mentes!

E. Por outro lado, como deve ser animador se, ao olharmos para aquelas situações, nos lembrarmos de como buscamos o Senhor e de como Ele veio ao nosso socorro. Deus seja louvado. ALELUIA.

Conclusão

A. Muitas vezes em nossas vidas nós somos como o profeta Jonas, que precisou ser arrastado para as profundezas do mar, dentro do ventre de um grande peixe. Foi ali no ventre do peixe que Jonas reconheceu uma grande verdade que ele registrou com as seguintes palavras:

Jonas 2:9

Ao SENHOR pertence a salvação!

Você sabia que esse é o único versículo em toda a Bíblia que afirma essa verdade usando essas palavras?

B. Jesus mesmo nos disse que temos o “dever de orar sempre e nunca esmorecer”. Para ilustrar o que ele queria dizer, ele contou uma parábola para os seus discípulos —

Lucas 18:1

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer.

A parábola poderá ser encontrada em Lucas 18:2—8 e nela temos essa promessa poderosa de Deus acompanhada de uma grave advertência do Senhor Jesus:

Lucas 18:7—8

Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?

C. Sabe por que muitas vezes sua vida te dá a impressão de que você está direto nas profundezas? É porque, na maioria das vezes, essa é a única linguagem que entendemos para nos fazer depender, o tempo todo de Deus. Quando Deus facilita nossas vidas, nós rapidamente nos esquecemos do Senhor, da importância da leitura da Bíblia, da oração perseverante e da comunhão com os irmãos. Então o Senhor, em sua bondade nos humilha nos mantendo nas profundezas. Ele faz isso por que Ele nos ama de verdade.

D. Aquele que clama a Deus das profundezas, logo estará cantando nas maiores alturas.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO




Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sábado, 19 de março de 2016

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 009 – JESUS E A MULHER SAMARITANA — PARTE 6

O chamado Templo de Salomão no Brás em São Paulo

Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: João 4:21—25
Introdução.

A. Na anterior nós terminamos nosso sermão notando a tentativa da mulher samaritana em se refugiar dentro duma religião. Ver aqui: 
B. Sim porque a religião é o perfeito refúgio para todos os que desejam acalmar, pelo menos momentaneamente, suas consciências, mas não querem, de jeito nenhum, assumir um compromisso sério com Deus. 
C. Esse é o verdadeiro motivo porque existem tantas religiões no mundo. Só de religiões sob o título geral de “CRISTANDADE” existem, hoje em dia, mais de 40 mil!! 
D. Mas é importante entendermos que a vinda de Jesus representa o fim de todas as religiões. Como disse o teólogo suíço-alemão Karl Barth, depois que o sol nasce, todas as demais luzes se tornam desnecessárias. E Jesus é esse SOL, conforme podemos ver em 
Malaquias 4:2 
Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria.
E. Esse tipo de inversão de valores fez: 
1. Com que Deus no Antigo Testamento chama-se o povo de Israel de “prostitutas”. Sim, eles eram um povo muito religioso, mas eles traíam o verdadeiro Deus adorando falsos ídolos.
2. Com que Jesus, no Novo Testamento, chama-se os religiosos de seus dias de guias cegos, guiando outros cegos. Jesus foi bastante duro quando disse: 
Mateus 15:14 
Deixai-os; são cegos, guias de cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco.
F. Religião, como disse o poeta contemporâneo Jeff Bethke em seu poema “Porque Amo Jesus, Mas Odeio Religião” é: como derramar perfume sobre um defunto dentro do caixão. Ver nesse link aqui: 
G. Mas hoje nós queremos falar da maneira como Jesus destruiu, definitivamente com a religião judaica e com todas as outras religiões que não passam de invencionices humanas. Nosso tema de hoje é

A SURPRESA DE ENTENDER QUE AS TRADIÇÕES RELIGIOSAS ESTÃO LIQUIDADAS PARA SEMPRE

I. A MAIS SURPREENDENTE REVELAÇÃO ACERCA DE ADORAÇÃO DE TODO O NOVO TESTAMENTO 
A. Jesus, apesar de rejeitar a tentativa da mulher de se refugiar para dentro duma religião, pois ela poderia estar até mesmo considerando se converter ao judaísmo, continua tratando a mulher samaritana com toda consideração e respeito. Fazendo isso, ele eleva não apenas aquela mulher para um novo patamar de relacionamento com Deus, mas faz o mesmo com todas as mulheres.   
B. A afirmação da mulher samaritana em — 
João 4:20 
Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 
abriu para Jesus a porta para que ele fizesse um afirmação muito, mas muito surpreendente mesmo — 
João 4:21 
Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
C. Ao fazer essa afirmação Jesus deixou bem claro que tanto o monte Gerizim em Samaria, como o próprio monte Sião em Jerusalém haviam ficado obsoletos — vencidos pelo tempo. Jesus destrói por completo todas as tradições humanas acerca do monte Sião e escolhe essa mulher samaritana, para fazer tão majestosa revelação.
A Nova Hora Que Está Por Vir.   
A. Jesus menciona uma nova hora. Essa nova hora está centrada em três grandes verdades:
1. Na cruz sobre a qual Jesus seria sacrificado.
Na ressurreição de Jesus, por meio da qual ele voltaria a viver com um corpo glorificado que não pode mais morrer — 
Romanos 6:9 
Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. 
2. No derramamento do Espírito Santo no dia do Pentecostes. 
B. Essas obras maravilhosas de Jesus permitem que pessoas vindas de qualquer raça, tribo, língua ou nação se unam num só corpo para oferecer verdadeira adoração ao Deus único e verdadeiro. 
C. Ao contrário do que ensina o hinduísmo e outras religiões Deus não é uma essência — composta de luz, calor e unidade, ou seja, um chama de fogo — e sim um ser que age! Seu próprio ser é ação. E sua ação é buscar pessoas — judeus, samaritanos e todos os outros — que o adorem em espírito e verdade — 
João 4:23
Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.
A Salvação Não tem Muitas Fontes
A. A salvação tem uma fonte só: ela procede de alguém dentre o povo Judeu.
João 4:22
Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.
B. Deus agiu de forma direta na história humana para trazer perfeita salvação e, completamente de graça, por meio de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.

II. A Separação Definitiva Entre o Sistema Religioso do Judaísmo e a Fé Cristã

A. De acordo com um dos meus autores preferidos, o Dr. James Dunn, os elementos que causaram o rompimento definitivo entre o sistema religioso judaico — a religião que chamamos judaísmo — e a fé cristão podem ser agrupados sob quatro temas principais:
1. Cristologia: Jesus é o dom de Deus, O Messias, o Salvador da Humanidade.
2. Gentios. Uma mulher samaritana, fruto duma mistura de raças e seu vilarejo são bem-vindos como membros da Igreja de Cristo.
3. Tanto o templo em Jerusalém como o monte Gerezim são declarados obsoletos.
4. A lei de Moisés é abolida em Cristo conforme — 
Romanos 10:4 
Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê. 
Jesus não condena aquela mulher que havia se transformado em uma prostituta, nem exige que a mesma seja apedrejada até à morte. Jesus a perdoa e liberta daquela vida de escravidão.

III. A Verdadeira Adoração 
A. Jesus disse — 
João 4:24 
Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.
B. William Temple, que foi arcebispo da Cantuária na Inglaterra, disse o seguinte acerca dessas palavras de Jesus:
A adoração é a submissão de toda nossa natureza a Deus.
É o despertar da nossa consciência para o fato de que Deus é Santo.
É o ato de alimentar nossas mentes com a pura e verdadeira Palavra de Deus.
É a purificação dos nossos pensamentos pela contemplação da sua beleza.
É a abertura dos nossos corações para receber o Seu amor.
É a entrega da nossa vontade para fazer a vontade de Deus.
E tudo isso envolto numa adoração profunda e absolutamente livre de tudo!
C. Diante disso, a resposta da mulher soa como um suspiro profundo, cheio de esperança, que um dia o Messias virá e esclarecerá definitivamente todas essas coisas. Ela diz — 
João 4:25 
Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas.
D. Note que a mulher que havia iniciado sua conversa com Jesus tratando-o como um mero judeu e que depois passou a reconhecê-lo como um profeta, agora, está pronta para aceitá-lo como o Messias esperado!
Mas disso falaremos na próxima mensagem.
Conclusão:

A. As religiões não oferecem nenhuma solução para os problemas que realmente nos afligem. Elas apenas mascaram o problema. Elas são como a prática do Antigo Egito: vestiam seus mortos com as mais finas roupas e jóias, apenas para esconde a dramática realidade de que, por baixo de tudo aquilo, havia apenas um corpo morto e apodrecendo.

B. Os séculos se passaram e as práticas egípcias foram substituídas, nos dias de hoje, pela construção de túmulos suntuosos. Quanto maior, ou mais sofisticado é o túmulo, maior é o grito de desespero dos vivos que dizem: “O nosso morto é melhor que o seu morto”. Será mesmo? Ou um morto é um morto que é um morto!

C. Jesus nos deixou um mandamento bastante claro quanto à nossa responsabilidade de chamar todas as pessoas para virem e adorar o Deus verdadeiro. Ele disse em —

Mateus 28:19—20

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

D. Se a graça de Deus é, como Jesus disse semelhante à água, então a Igreja deveria ser um oceano. Mas não, as igrejas são como museus para mortos-vivos e não hospitais para pessoas enfermas, muito enfermas em seus corações e mentes.  

E. Jesus chamou os religiosos do seu tempo de tolos. Por que? Porque a fé verdadeira é um relacionamento diário e dinâmico com Deus, mas aquelas pessoas preferiam seguir na prática rotineira de certas regras. E muitos hoje fazem o mesmo. Quanta cegueira. Por isso, temos que levar o verdadeiro evangelho adiante. O evangelho que sara, que liberta, que reconcilia, que unifica, que traz paz e alegria, que transborda para os lados alcançando a todos com seu poder e graça!

F. Que possamos nos dispor a seguir Jesus e não uma religião morta, e compartilhar o Cristo vivo com todas as pessoas em vez de apenas convidá-las para participarem de nossas rotinas religiosas.    

Que Deus abençoe a todos.



Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

ATOS DOS APÓSTOLOS - SERMÃO 011 - ATOS 2:37-42 – O PRIMEIRO SERMÃO - PARTE 002



Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

ATOS DOS APÓSTOLOS


Introdução.

A. Na mensagem anterior nós tivemos a oportunidade de falar acerca de como Deus prometeu, através do profeta Joel — ver Joel 2:28—32 — derramar do seu Espírito Santo sobre todo o seu povo, sem nenhuma espécie de distinção.

B. Tempos depois, Jesus também prometeu a vinda do Espírito Santo. Jesus caracterizou o ministério do Espírito Santo de duas maneiras bem definidas: ver João 16:12—14

1. Em primeiro lugar, como o Espírito Santo é chamado de Espírito da verdade, ele viria para conduzir os discípulos a toda verdade.

2. Em segundo lugar o Espírito Santo viria para glorificar ou engrandecer a Jesus Cristo.

C. Os acontecimentos narrados em Atos 2:1—4:

1. O som como de um vento impetuoso.

2. Línguas como de fogo distribuídas sobre as cabeças dos discípulos.

3. O enchimento dos discípulos com o Espírito Santo.

4. A capacidade de falar das grandezas de Deus em outras línguas

Foi tudo interpretado pelo apóstolo Pedro como sendo o cumprimento da profecia de Joel. Nenhuma palavra é dita acerca do Batismo com o Espírito Santo conforme tinha sido falado pelo Senhor Jesus apenas 10 dias antes — ver Atos 1:5.

D. E, na citação que Pedro faz da profecia de Joel em Atos 2:17—18 uma realidade está destacada, por uma repetição que tem o propósito de enfatizar, que trata do fato de que todo o povo de Deus, ao receber o Espírito Santo iria profetizar.     

E. No sermão anterior nós falamos que o termo profetizar, no Novo Testamento apresenta dois significados principais:

1. O primeiro é convocar o povo de Deus ao arrependimento e anunciar o que Deus pretende fazer no futuro.

2. O segundo é capacitar as pessoas a proclamarem ou anunciarem o Evangelho.

F. Quando Pedro afirma que os acontecimentos narrados em Atos 2 eram o cumprimento da profecia de Joel e ele afirma que o Espírito Santo estava sendo derramado sobre todo o povo de Deus sem nenhum tipo de distinção, ele também diz que todo o povo iria “profetizar”, nós precisamos nos perguntar: o que, exatamente ele estava querendo dizer com isso?

1. Será que ele estava dizendo que todo o povo de Deus iria profetizar acerca do futuro.

2. Ou será que ele estava dizendo que todo o povo de Deus iria poder proclamar e anunciar as boas novas?

G. Que proveito existiria para nós, vivermos numa comunidade onde todos os membros profetizassem acerca do futuro. Seria, provavelmente, uma confusão danada.

H. Mas teríamos muito o que aproveitar se cada uma de nós assumisse a responsabilidade de proclamar ou anunciar as Boas Novas do Evangelho acerca de Jesus.

I. Cremos que é nessa última capacidade que Deus derramou seu Espírito Santo sobre todo o seu povo: todos os cristãos podem e devem “profetizar” acerca das Boas Novas.

J. Então, se o Espírito Santo viria para engrandecer a Jesus e ao ser derramado ele capacitaria todo o povo de Deus a anunciar as Boas Novas do Evangelho, advinha o que aconteceu, assim que o Espírito Santo foi derramado? Ele imediatamente inspirou Pedro a... 

ENGRANDECER A JESUS E A PROCLAMAR AS BOAS NOVAS

I. O Anúncio das Boas Novas

A melhor maneira de entendermos o pentecostes não é através das profecias do Antigo testamento e sim como essas profecias foram cumpridas em Jesus.

A. A Vida e o Ministério de Jesus – verso 22  

1. Jesus foi um homem de verdade, mas sua vida foi aprovada por Deus mediante três coisas

a. Milagres — grego δυνάμεσι dinámesi — atos que demonstram o poder de Deus.

b. Prodígios — grego τέρασι térasi — atos que deixavam as pessoas atônitas.

c. Sinais — grego σημείοις semeíois — atos que tinham o propósito de enfatizar verdades espirituais, especialmente o fato de que Jesus vinha da parte de Deus.

2. Note as ênfases de Pedro com respeito à vida e ao ministério de Jesus:

a. Diante de vós.

b. Entre vós.

c. Vós mesmos sabeis.

B. A Morte de Jesus – verso 23 

1. A morte de Jesus foi um evento que transcende o tempo e o espaço e é caracterizada por Pedro da seguinte maneira:

a. Em parte cumpriu o desígnio de Deus.

b. Em parte manifestou a maldade arraigada nos corações humanos provando que precisamos de libertação do poder do pecado que nos controla —

1 Coríntios 2:7—8

7  Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória;

8  sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória.

c. Mas foi, exatamente através da morte de Jesus, pelas mãos de homens iníquos que o desígnio e presciência de Deus se cumpriram para nossa salvação.

C. A Ressurreição de Jesus – versos 24—32 

1. A ressurreição de uma pessoa pode ser qualquer coisa, menos um evento corriqueiro que possa passar despercebido.

2. Pedro começa essa passagem — verso 24 — e termina a mesma — verso 32 — afirmando uma mesma verdade: Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos.

3. Pedro afirma que as Escrituras do Antigo Testamento testemunham acerca da morte, ressurreição e ministério mundial do Messias, pois depois da ressurreição de Jesus, eles entenderam que muito daquilo que estava prometido a um dos descendentes de Davi, havia se cumprido, literalmente na vida de Jesus — nesse caso a citação vem do Salmo 16.

4. Dessa maneira, o Espírito Santo faz convergir tanto a revelação do Antigo Testamento quanto o testemunho dos apóstolos para uma e mesma verdade: Jesus ressuscitou dentre os mortos.

D. A Exaltação de Jesus — versos 33—36

1. Da mesma maneira como Pedro aplicou o Salmo 16 à ressurreição de Jesus, agora ele aplica o Salmo 110 à exaltação de Jesus à destra de Deus.

2. É dessa posição exaltada que Jesus derrama o Espírito Santo — em várias capacidades, como iremos ver mais adiante — sobre todo Seu povo.

3. Jesus é agora o Senhor a quem a profecia de Joel se referia. Por esse motivo a frase do profeta, repetida por Pedro, de que: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será Salvo, diz respeito, à partir de agora ao nome do Senhor Jesus! Foi isso que o Espírito Santo veio fazer: engrandecer o Senhor Jesus.
  
II. As Boas Novas Aplicadas na Vida dos Ouvintes — versos 37—41

Aquilo que a Palavra de Deus diz, precisa ser levado muito à sério porque as questões acerca das quais ela trata são verdadeiras questão de vida ou morte... eternas.

A. Compromisso com a Verdade – versos 37—39

1. Ao ouvirem aquelas palavras o Espírito Santo trouxe profunda convicção sobre aqueles ouvintes —

João 16:8—11

8 Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:

9 do pecado, porque não crêem em mim;

10 da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais;

11 do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.

2. A salvação em Cristo é realmente muito simples, apesar do preço que foi pago ter sido absurdamente alto: a própria vida do Filho de Deus.

3. O que é necessário para receber a salvação oferecida por Deus em Cristo? Antes de mais nada temos que reafirmar que essa salvação é oferecida gratuitamente a todas as pessoas deste mundo, sem nenhum tipo de distinção ou preconceito. Eis o que é necessário:

a. Arrependimento, que inclui sincero pesar pelos pecados cometidos, especialmente a recusa em aceitar a Jesus Cristo e as implicações que existem atreladas a essa tomada de decisão: negar-se a si mesmo e tomar a própria cruz, dia a dia —

Lucas 9:23—25

23 Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.

24 Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.

25 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?

b. Receber o batismo como testemunho público do arrependimento e de mudança de vida.

4. Uma vez tomadas essas decisões, a promessa de Deus é:

a. O perdão dos pecados —– todos os pecados: passados, presentes e até mesmo os futuros.

b. O recebimento do dom do Espírito Santo o qual vem habitar no crente.

B. Compromisso com a Comunidade Cristã – versos 40—41

1. Além de assumir um compromisso com o Senhor Jesus e receber o Espírito Santo, o cristão assume também um compromisso com a comunidade Cristã.

2. Compromisso com Cristo é compromisso com a comunidade messiânica.

3. A salvação em Cristo nos transfere de uma geração perversa e perdida para uma geração de pessoas salvas – ver Atos 2:40 e comparar com o verso 47.  

Conclusão:
A. O Resumo da mensagem de Pedro naquele dia é como segue:
1. Jesus era verdadeiro homem, mas foi aprovado por Deus mediante a realização de grandes portentos.
2. Jesus foi morto por mão de homens iníquos, mas que cumpriram propósitos eternos de Deus.
3. Jesus ressuscitou dentre os mortos como os profetas haviam falado e como os apóstolos haviam testemunhado.
4. Jesus foi exaltado à destra de Deus e de lá derramou o Espírito Santo sobre todo o povo de Deus de todas as épocas.
5. Jesus oferece perdão dos pecados e o Espírito Santo a todos que com fé se arrependem e recebem o batismo.
6. Dessa maneira os que assim procedem além dos benefícios mencionados acima, são também incorporados à nova comunidade messiânica.
B. Nosso desafio, como profetas de Deus, que somos todos nós, é:
1. Sermos fiéis a essa mensagem conforme nos é ensinada nas páginas da Bíblia.
2. Apresentar as Boas Novas do Evangelho de modo que o mesmo faça sentido para os homens e mulheres dos nossos dias.
C. Nosso foco precisa estar centrado em Cristo que é o Autor e o Consumador da nossa fé —
Hebreus 12:2
Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus.
D. Nós não temos a liberdade de pregar a Jesus de nenhuma outra forma como muitas fantasias que existem por aí. Não temos também o direito de basear nossa pregação em nossas próprias experiências, porque não fomos testemunhas nem da vida nem da ressurreição de Jesus.
E. O que temos em mão é o seguinte: dois eventos — a morte e a ressurreição de Jesus; duas testemunhas — os profetas do Antigo Testamento e os apóstolos do Novo testamento; duas promessas — perdão dos pecados e outorga do Espírito Santo; duas condições: arrependimento e batismo com fé.   
Que Deus abençoe a todos.

OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook 
através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.