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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

JESUS E AS MULHERES - SERMÃO 008 – JESUS E A MULHER SAMARITANA — PARTE 5


Jesus e as mulheres é um tema importante dentro do contexto do Novo Testamento. As denominações históricas aos poucos vão se libertando de seus próprios preconceitos, ao passo que nas denominações evangélicas, em muitos casos, os homens abriram mão completamente de suas responsabilidades a favor das mulheres, o que tem proporcionado uma verdadeira inundação de bobagens sem fim. Nossa série de estudos procura entender o papel da mulher como visto e como foram tratadas pelo Senhor Jesus. Para isso convidamos todos os leitores a fazerem uma análise desapaixonada do material da mesma.

Texto: João 4:16—20
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos acerca da surpresa representada pela da “Bebida que Ultrapassa o Tempo 
B. Enquanto a mulher samaritana queria discutir prioridades e direitos acerca do poço — 
João 4:12 
És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 
C. Jesus foi logo direto na questão mais importante que era: 
João 4:13 
Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede. 
D. Além disso, Jesus fez uma oferta para a mulher. Uma oferta capaz de resolver o problema levantado por ela no verso 12: 
João 4:14
Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 
E. A mulher notou bem a primeira parte da frase de Jesus, mas não deu a mínima importância para a segunda parte: 
1. A primeira parte diz: 
Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. 
A mulher estava muito interessada nessa parte: 
João 14:15 
Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la. 
2. Já a segunda diz: 
Pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 
E Jesus estava bem mais interessado em que ela se tornasse numa ajudadora, do que apenas resolvesse seus problemas individuais, que é algo muito egoísta e que caracteriza não apenas essa mulher, mas a maioria de nós.   
F. Esse momento do diálogo nos prepara para as próximas duas grandes surpresas, que a mulher samaritana iria experimentar na conversa com o Senhor Jesus.  
G. Essas duas surpresas estão em João 4:16—20 e são:

A SURPRESA DE TORNAR-SE UMA FONTE PARA OUTRAS PESSOAS
E
A SURPRESA DE TENTAR FUGIR PARA DENTRO DUMA RELIGIÃO

I. A Surpresa de Tornar-se uma Fonte Para Outras Pessoas. 
A. Para ajudar a mulher a entender a importância de tornar-se uma bênção para as outras pessoas — uma fonte jorrando para matar a sede de outras pessoas — Jesus ordena três coisas para a mulher samaritana: 
João 14:16
Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá. VAI, CHAMA E VEM CÁ. 
B. Esses três mandamentos implicavam que ela, uma mulher, teria que tornar-se uma testemunha para um homem. Isso era possível no mundo daqueles dias onde as mulheres eram consideradas como uma verdadeira desgraça na vida dos homens? Não, e além do mais, o testemunho de mulheres não era aceito nas cortes. 
C. Mas Jesus não queria saber de nada da cultura da época. Ele acredita que a mulher pode ser isso — uma testemunha confiável — e por isso lhe dá esses três mandamentos. 
D. Em outra ocasião, Jesus disse para Maria Madalena: 
João 20:17—18 
Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus. Então, saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas. 
E. Se aquela mulher deveria se transformar numa fonte para outros, os primeiros a serem alcançados deveriam ser os de sua própria casa. Esse é o desafio de Jesus para ela. 
D. Naqueles dias o testemunho duma mulher não era aceito nas cortes, porque as mesmas eram consideradas muito mentirosas. Mas Jesus não quer ser saber das tradições. Ele está, literalmente, chutando o balde na beira do poço. 
E. Jesus está dando para essa mulher uma nova compreensão, um novo entendimento dela mesma e das circunstâncias ao redor. 
Mas a mulher ainda resiste. Ela nega ser casada: 
João 4:17a — Ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. 
Quando apanhada em pecado ela tenta sonegar informações. Ela não foi nem a primeira nem a última a tentar este tipo de estratagema com Deus. 
II. A Surpresa de Tentar Fugir Para Dentro duma Religião. 
A. A água da vida estava fluindo sobre aquela mulher e como resultado disso, suas raízes mais profundas estavam começando a ficar expostas. 
B. Tecnicamente ela estava falando a verdade, mas na realidade ela estava mentido. Jesus a confronta: 
João 417b—18 
Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade. 
C. Diante dessa surpreendente e incomoda revelação ela tenta descarrilar o trem da conversa, e passa a chamar o homem judeu — verso 9 — de “profeta”: 
João 4:19 
Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta. 
D. Já que estava diante de um profeta, a samaritana, subitamente, se torna numa teóloga, iniciando uma discussão teológica, logo com quem(?), imaginando que tal discussão mudaria o rumo da conversa. Ela diz: 
João 4:20 
Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 
E. A mulher tenta mudar de assunto, mas sua própria pergunta revela seus sentimentos de culpa. Sua afirmação registrada no verso 20 é como se ela estivesse dizendo: “muito bem, eu sou uma pecadora, onde posso encontrar misericórdia e perdão para os meus pecados? Em Jerusalém, ou pode ser aqui mesmo, ali no monte Gerizim?

F. Jesus agora está pronto para levar a conversa para um nível bem mais elevado e bem mais profundo. Mas iremos ver isso na próxima mensagem.
Conclusão:

A. O profeta Isaías passou por uma situação semelhante a da mulher samaritana, no sentido de que teve que entender toda uma nova realidade. Isaías era um profeta, era membro da realeza e era um diplomata do reino de Judá. Mas quando ele entendeu o que Deus é, ele mudou por completo. Ele diz:

Isaías 6:5

Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos!

B. E porque ele mudou de opinião? Porque ele entendeu que estava diante de um Deus que era SANTO, SANTO, SANTO! —

Isaías 6:3

E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.

C. A samaritana não reagiu como Isaías. Ela reagiu como Caim:

Gênesis 4:9

Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?  

D. Todas as pessoas que experimentam a verdadeira água que satisfaz nossas necessidades mais profundas são chamadas para compartilhar a mesma com outras pessoas. Se você experimentou, e sabe do que estou falando, então você também tem esse chamado.

5. Pode parecer incrível, mas a religião é o meio mais utilizado por todos que querem, realmente, fugir de Deus. Nossos estilos de vida são autodestruidores. Nada melhor do que nos refugiar por trás de uma capa de religiosidade.

6. Em Gálatas 5:19—21a nós temos uma lista de pecados autodestruidores e não existe lugar melhor, nem mais seguro para nos esconder do que frequentar uma religião, qualquer uma, pois elas servem de excelente cobertura para essas práticas:

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas.

7. Que possamos abrir nossos corações a Jesus e deixarmos que ele nos encha com a água viva.     

Que Deus abençoe a todos.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis


PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.   

quinta-feira, 28 de maio de 2015

EQUÍVOCOS DOS CRISTÃOS SOBRE OS MUÇULMANOS



O arquivo abaixo é de autoria de J. Grear e foi publicado no site Voltemos ao Evangelho.

Três equívocos dos cristãos sobre os muçulmanos

Em outro post, discuti três equívocos comuns que muçulmanos têm sobre cristãos. Hoje explorarei três equívocos que cristãos muitas vezes têm a respeito dos muçulmanos.

O post anterior poderá ser visto por meio desse link aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/equivocos-dos-muculmanos-sobre-os.html

Quando o ocidental em geral ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — a maior parte negativa. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados quanto nós com o que presumimos a respeito deles. Eis alguns dos equívocos mais comuns que ocidentais têm a respeito de muçulmanos:

Equívoco 1: A maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo

Cristãos normalmente não saem dizendo que pensam que todos os muçulmanos são terroristas. Mas muitos presumem que a maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo, embora em silêncio. Muito tem sido escrito sobre como o islã foi fundado “pela espada”, ou como muçulmanos que se comprometem com atividades terroristas estão simplesmente obedecendo o que o Corão manda. Certamente é fácil encontrar muçulmanos usando o Corão para justificar a violência. Mesmo quando você dá ao Corão uma leitura indulgente, perguntar “O que Maomé faria?” levará a um lugar muito diferente do que “O que Jesus faria?”

Dito isso, a maioria dos muçulmanos que você encontra — quer seja em países ocidentais ou islâmicos — não são pessoas violentas. São pessoas gentis e pacíficas que, muitas vezes, se envergonham das ações dos muçulmanos ao redor do mundo. Embora haja uma boa chance de elas verem políticas internacionais de forma muito diferente do ocidental em geral, é mais provável que você as ache calorosas, hospitaleiras e gentis.
Sim, muçulmanos sinceros creem que o Islã um dia dominará o mundo, e podemos certamente nos queixar dos muçulmanos não falarem mais contra o terrorismo. Mas não iremos estender muito o diálogo quando presumimos coisas a respeito deles que não são verdades. Assim como nós odiamos ser caluniados, eles também odeiam.

Equívoco 2: Todas as mulheres muçulmanas se sentem oprimidas

Ocidentais muitas vezes pensam na mulher islâmica como gravemente oprimida. Eles têm um retrato mental de uma mulher curvada, caminhando dois metros atrás de seu marido, olhando obedientemente para baixo. Ela mal sabe ler, não sabe escrever e anseia por liberdade do domínio opressor do islã e de seu marido ditador.

Muitas vezes isso está muito longe da verdade. Eis três coisas para se ter em mente com relação às mulheres do islã:

A. Muitos homens e mulheres muçulmanos têm casamentos felizes.

Os casais que conheci quando vivi em um país muçulmano certamente não eram “românticos” como ocidentais estão acostumados. Mas as mulheres também não eram as escravas sexuais humilhadas que muitos ocidentais muitas vezes presumem.

Havia, é claro, algumas exceções. Tive amigos cujas esposas raramente eram permitidas sair dos fundos da casa, menos ainda fora de casa, e há certas culturas (no Afeganistão, por exemplo) nas quais a opressão parece mais a norma do que a exceção. Mas é um exagero dizer que todas as mulheres muçulmanas se veem como oprimidas.

B. Mulheres, muitas vezes, são as mais ardentes defensoras do islã.

É irônico, mas é verdade: apesar do histórico do islã de opressão, mulheres são, muitas vezes, as mais ardentes adeptas. Muitas mulheres islâmicas, especialmente no mundo ocidental, clamam por reforma em como as mulheres são tratadas na cultura islâmica, mas raramente por um fim do próprio islã.

C. Não há como negar, contudo, que o Corão e o Hádice falam de maneira depreciativa sobre as mulheres.

O Hádice diz que 80% das pessoas no inferno são mulheres. Ao explicar o motivo de o testemunho de uma mulher valer apenas metade do testemunho de um homem num tribunal, ele diz: “Por causa da deficiência em seus cérebros”. O Corão diz que as esposas muçulmanas “são como um campo a ser lavrado”, o que é muitas vezes usado para legitimar o patriarcado e o domínio masculino, e nada disso leva em conta práticas que, muitas vezes, excedem o Corão em brutalidade.

Alguns estudiosos islâmicos dirão que estou lendo esses textos de maneira errada, mas o fato permanece: muitos dos piores casos de opressão acontecem em países muçulmanos. O islã carece do ensino robusto judaico-cristão que assevera a igualdade de homens e mulheres como ambos sendo feitos à imagem de Deus. Pode não ser universal, mas muitas mulheres islâmicas se sentem sim aprisionadas. Em contraste, mostrar às mulheres muçulmanas a sua dignidade em Cristo tem, em muitos lugares, provado ser uma estratégia de evangelismo imensamente eficaz.

Equívoco 3: Muçulmanos buscam conhecer um deus diferente do Deus cristão

Isso é controverso, mas deixe-me explicar. Muçulmanos afirmam adorar o Deus de Adão, de Abraão e de Moisés. Assim, muitos missionários acham útil começar a trabalhar os muçulmanos usando o termo árabe para Deus, “Alá” (que significa, literalmente, “a Deidade”) e, a partir daí, explicar que o Deus que os muçulmanos buscam adorar, o Deus dos Profetas, era o Deus presente em forma corpórea em Jesus Cristo, revelado mais plenamente por ele; e Aquele que é adorado pelos cristãos pelos últimos dois milênios. Isso não é o mesmo que dizer que se tornar um muçulmano é como um “primeiro passo para se tornar um cristão”, e certamente não significa que o islã é um caminho alternativo para chegar ao céu. Simplesmente significa que ambos estamos nos referindo a uma única Deidade quando dizemos “Deus”.

Podemos perguntar: “Mas o deus islâmico não é tão diferente do Deus cristão que eles não podem ser, apropriadamente, chamados pelo mesmo nome?” Talvez. A pergunta de se Alá se refere ao deus errado (ou a ideias erradas de Deus) é uma pergunta com muitas nuances, e não existe resposta fácil. Não há dúvidas de que os muçulmanos creem em coisas blasfemas a respeito de Deus, e suas crenças sobre Alá nasceram a partir de uma visão distorcida do cristianismo. O mesmo pode ser dito, embora em grau menor, da visão do deus dos saduceus do primeiro século, assim como o deus da mulher samaritana e, em um grau ainda menor, o deus dos hereges pelagianos do século 5 — sem mencionar vários dos estudiosos medievais.

A pergunta é se a presença dessas crenças heréticas (e qual grau de heresia nelas) exige que digamos:“Você está adorando um deus diferente”. Claramente, os apóstolos não disseram isso a respeito dos judeus do primeiro século que rejeitaram a Trindade (muito embora Jesus tenha dito que o pai deles era o diabo!). E Jesus também não disse à mulher samaritana em sua visão étnica, de justiça pelas obras e distorcida de Deus que ela estava adorando um deus diferente. Ao invés disso, ele insistiu que ela o estava adorando incorretamente e buscando salvação erroneamente. Nunca ouvi ninguém dizer que os hereges Pelagianos adoravam um deus diferente, ainda que eles tenham sido considerados (corretamente) como hereges.

Ao mesmo tempo, Paulo nunca disse: “O nome verdadeiro de Zeus é Jeová”, como se o gregos estivessem adorando o Deus verdadeiro erroneamente. Assim, a pergunta é: a visão muçulmana de Alá é mais como Zeus ou como a concepção herege da mulher samaritana de Deus? Essa é uma pergunta difícil, e uma pergunta que precisamos deixar o contexto determinar. Por exemplo, muitos cristãos acham que o uso de “Alá” gera mais confusão do que ajuda. Para eles, “Alá” cai na categoria de “Zeus”.

Por outro lado, contudo, estão muitos cristãos fiéis trabalhando entre muçulmanos que abordam a questão de Alá muito semelhante a como Jesus corrigiu a mulher samaritana. “Vocês buscam adorar o único Deus, mas têm uma visão errônea dele e de como buscam salvação dele. A salvação vem dos judeus”. No meu tempo com os muçulmanos ao longo dos anos, descobri ser esse um ponto inicial mais útil. Isso não vem de um desejo de ser mais politicamente correto, mas de um desejo de começar onde os muçulmanos estão e trazê-los à fé naquele que é o único Filho de Deus, Jesus.

Quando conversamos com muçulmanos sobre o evangelho, precisamos eliminar quaisquer distrações desnecessárias. As necessárias, afinal de contas, serão difíceis o suficiente. Devemos ver os muçulmanos com amor, nos recusando a estereotipá-los. Nós vivemos em um mundo de estereótipos, mas o amor pode conquistar o que o politicamente correto não pode. Ouvir alguém sem preconceito é o primeiro passo para amá-los. Em outras palavras: “Faça ao próximo” se aplica aqui também: vejamos o próximo como ele gostaria de ser visto.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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