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quinta-feira, 28 de maio de 2015

EQUÍVOCOS DOS CRISTÃOS SOBRE OS MUÇULMANOS



O arquivo abaixo é de autoria de J. Grear e foi publicado no site Voltemos ao Evangelho.

Três equívocos dos cristãos sobre os muçulmanos

Em outro post, discuti três equívocos comuns que muçulmanos têm sobre cristãos. Hoje explorarei três equívocos que cristãos muitas vezes têm a respeito dos muçulmanos.

O post anterior poderá ser visto por meio desse link aqui:

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/05/equivocos-dos-muculmanos-sobre-os.html

Quando o ocidental em geral ouve “muçulmano”, várias imagens vêm à mente — a maior parte negativa. Mas a maioria dos muçulmanos ficariam tão horrorizados quanto nós com o que presumimos a respeito deles. Eis alguns dos equívocos mais comuns que ocidentais têm a respeito de muçulmanos:

Equívoco 1: A maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo

Cristãos normalmente não saem dizendo que pensam que todos os muçulmanos são terroristas. Mas muitos presumem que a maioria dos muçulmanos apoia o terrorismo, embora em silêncio. Muito tem sido escrito sobre como o islã foi fundado “pela espada”, ou como muçulmanos que se comprometem com atividades terroristas estão simplesmente obedecendo o que o Corão manda. Certamente é fácil encontrar muçulmanos usando o Corão para justificar a violência. Mesmo quando você dá ao Corão uma leitura indulgente, perguntar “O que Maomé faria?” levará a um lugar muito diferente do que “O que Jesus faria?”

Dito isso, a maioria dos muçulmanos que você encontra — quer seja em países ocidentais ou islâmicos — não são pessoas violentas. São pessoas gentis e pacíficas que, muitas vezes, se envergonham das ações dos muçulmanos ao redor do mundo. Embora haja uma boa chance de elas verem políticas internacionais de forma muito diferente do ocidental em geral, é mais provável que você as ache calorosas, hospitaleiras e gentis.
Sim, muçulmanos sinceros creem que o Islã um dia dominará o mundo, e podemos certamente nos queixar dos muçulmanos não falarem mais contra o terrorismo. Mas não iremos estender muito o diálogo quando presumimos coisas a respeito deles que não são verdades. Assim como nós odiamos ser caluniados, eles também odeiam.

Equívoco 2: Todas as mulheres muçulmanas se sentem oprimidas

Ocidentais muitas vezes pensam na mulher islâmica como gravemente oprimida. Eles têm um retrato mental de uma mulher curvada, caminhando dois metros atrás de seu marido, olhando obedientemente para baixo. Ela mal sabe ler, não sabe escrever e anseia por liberdade do domínio opressor do islã e de seu marido ditador.

Muitas vezes isso está muito longe da verdade. Eis três coisas para se ter em mente com relação às mulheres do islã:

A. Muitos homens e mulheres muçulmanos têm casamentos felizes.

Os casais que conheci quando vivi em um país muçulmano certamente não eram “românticos” como ocidentais estão acostumados. Mas as mulheres também não eram as escravas sexuais humilhadas que muitos ocidentais muitas vezes presumem.

Havia, é claro, algumas exceções. Tive amigos cujas esposas raramente eram permitidas sair dos fundos da casa, menos ainda fora de casa, e há certas culturas (no Afeganistão, por exemplo) nas quais a opressão parece mais a norma do que a exceção. Mas é um exagero dizer que todas as mulheres muçulmanas se veem como oprimidas.

B. Mulheres, muitas vezes, são as mais ardentes defensoras do islã.

É irônico, mas é verdade: apesar do histórico do islã de opressão, mulheres são, muitas vezes, as mais ardentes adeptas. Muitas mulheres islâmicas, especialmente no mundo ocidental, clamam por reforma em como as mulheres são tratadas na cultura islâmica, mas raramente por um fim do próprio islã.

C. Não há como negar, contudo, que o Corão e o Hádice falam de maneira depreciativa sobre as mulheres.

O Hádice diz que 80% das pessoas no inferno são mulheres. Ao explicar o motivo de o testemunho de uma mulher valer apenas metade do testemunho de um homem num tribunal, ele diz: “Por causa da deficiência em seus cérebros”. O Corão diz que as esposas muçulmanas “são como um campo a ser lavrado”, o que é muitas vezes usado para legitimar o patriarcado e o domínio masculino, e nada disso leva em conta práticas que, muitas vezes, excedem o Corão em brutalidade.

Alguns estudiosos islâmicos dirão que estou lendo esses textos de maneira errada, mas o fato permanece: muitos dos piores casos de opressão acontecem em países muçulmanos. O islã carece do ensino robusto judaico-cristão que assevera a igualdade de homens e mulheres como ambos sendo feitos à imagem de Deus. Pode não ser universal, mas muitas mulheres islâmicas se sentem sim aprisionadas. Em contraste, mostrar às mulheres muçulmanas a sua dignidade em Cristo tem, em muitos lugares, provado ser uma estratégia de evangelismo imensamente eficaz.

Equívoco 3: Muçulmanos buscam conhecer um deus diferente do Deus cristão

Isso é controverso, mas deixe-me explicar. Muçulmanos afirmam adorar o Deus de Adão, de Abraão e de Moisés. Assim, muitos missionários acham útil começar a trabalhar os muçulmanos usando o termo árabe para Deus, “Alá” (que significa, literalmente, “a Deidade”) e, a partir daí, explicar que o Deus que os muçulmanos buscam adorar, o Deus dos Profetas, era o Deus presente em forma corpórea em Jesus Cristo, revelado mais plenamente por ele; e Aquele que é adorado pelos cristãos pelos últimos dois milênios. Isso não é o mesmo que dizer que se tornar um muçulmano é como um “primeiro passo para se tornar um cristão”, e certamente não significa que o islã é um caminho alternativo para chegar ao céu. Simplesmente significa que ambos estamos nos referindo a uma única Deidade quando dizemos “Deus”.

Podemos perguntar: “Mas o deus islâmico não é tão diferente do Deus cristão que eles não podem ser, apropriadamente, chamados pelo mesmo nome?” Talvez. A pergunta de se Alá se refere ao deus errado (ou a ideias erradas de Deus) é uma pergunta com muitas nuances, e não existe resposta fácil. Não há dúvidas de que os muçulmanos creem em coisas blasfemas a respeito de Deus, e suas crenças sobre Alá nasceram a partir de uma visão distorcida do cristianismo. O mesmo pode ser dito, embora em grau menor, da visão do deus dos saduceus do primeiro século, assim como o deus da mulher samaritana e, em um grau ainda menor, o deus dos hereges pelagianos do século 5 — sem mencionar vários dos estudiosos medievais.

A pergunta é se a presença dessas crenças heréticas (e qual grau de heresia nelas) exige que digamos:“Você está adorando um deus diferente”. Claramente, os apóstolos não disseram isso a respeito dos judeus do primeiro século que rejeitaram a Trindade (muito embora Jesus tenha dito que o pai deles era o diabo!). E Jesus também não disse à mulher samaritana em sua visão étnica, de justiça pelas obras e distorcida de Deus que ela estava adorando um deus diferente. Ao invés disso, ele insistiu que ela o estava adorando incorretamente e buscando salvação erroneamente. Nunca ouvi ninguém dizer que os hereges Pelagianos adoravam um deus diferente, ainda que eles tenham sido considerados (corretamente) como hereges.

Ao mesmo tempo, Paulo nunca disse: “O nome verdadeiro de Zeus é Jeová”, como se o gregos estivessem adorando o Deus verdadeiro erroneamente. Assim, a pergunta é: a visão muçulmana de Alá é mais como Zeus ou como a concepção herege da mulher samaritana de Deus? Essa é uma pergunta difícil, e uma pergunta que precisamos deixar o contexto determinar. Por exemplo, muitos cristãos acham que o uso de “Alá” gera mais confusão do que ajuda. Para eles, “Alá” cai na categoria de “Zeus”.

Por outro lado, contudo, estão muitos cristãos fiéis trabalhando entre muçulmanos que abordam a questão de Alá muito semelhante a como Jesus corrigiu a mulher samaritana. “Vocês buscam adorar o único Deus, mas têm uma visão errônea dele e de como buscam salvação dele. A salvação vem dos judeus”. No meu tempo com os muçulmanos ao longo dos anos, descobri ser esse um ponto inicial mais útil. Isso não vem de um desejo de ser mais politicamente correto, mas de um desejo de começar onde os muçulmanos estão e trazê-los à fé naquele que é o único Filho de Deus, Jesus.

Quando conversamos com muçulmanos sobre o evangelho, precisamos eliminar quaisquer distrações desnecessárias. As necessárias, afinal de contas, serão difíceis o suficiente. Devemos ver os muçulmanos com amor, nos recusando a estereotipá-los. Nós vivemos em um mundo de estereótipos, mas o amor pode conquistar o que o politicamente correto não pode. Ouvir alguém sem preconceito é o primeiro passo para amá-los. Em outras palavras: “Faça ao próximo” se aplica aqui também: vejamos o próximo como ele gostaria de ser visto.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 2 de maio de 2015

DESCOBERTOS MOSAICOS GRECO-ROMANOS DO SÉCULO I d..C.


Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Os arqueólogos turcos escavaram os surpreendentes mosaicos em casas da cidade antiga de Zeugma

O material abaixo foi publicado no site da Revista Casa Vogue e além de revelar uma série de belos mosaicos encontrados na moderna Turquia, também nos mostra com a idolatria naqueles dias era rampante, ao ponto das pessoas terem imagens de deuses da mitologia greco-romana enfeitando suas casas. Os mosaicos estão bem preservados e suas cores, apesar dos séculos continuam, vibrantes como poderá ser observado pela coleção de fotos abaixo. Isso vem comprovar a imensa luta que os primeiros cristãos tiveram que travar com a idolatria que não existia apenas nos muito e muitos templos, mas que também se encontrava dentro das próprias casas das pessoas mais abastadas.

Mosaicos romanos de 2 mil anos são encontrados

Obras de arte decoravam casas de luxo na antiga cidade de Zeugma, na Turquia

POR NILBBERTH SILVA; FOTOS ZEUGMA ARCHAEOLOGY PROJECT/DIVULGAÇÃO

Arqueólogos descobriram três novos mosaicos de vidro da época do Império Romano na cidade de Zeugma, no sul da atual Turquia. O anúncio foi feito no início do mês de novembro por Kutalmış Görkay, diretor do projeto de escavações e professor da Universidade de Ancara.

A descoberta é a oportunidade para ver arte de gregos e romanos escondida há cerca de 2 mil anos. Os mosaicos, que decoravam o piso das casas de luxo, conta com as imagens de deuses, musas e cenas da literatura. O plano dos arqueólogos é restaurar e conservar o trabalho de agora em diante.

O local da escavação quase foi destruído no ano 2000, quando o governo começou a construir uma represa nas proximidades. O resultado da busca é um apanhado de obras de arte extremamente bem preservadas. Veja fotos abaixo:

Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Personagens da mitologia grega decoravam pisos das casas luxuosas

Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
"Eles eram produtos da imaginação do dono da casa", contou o chefe das escavações Kutalmış Görkay ao site Archaelogy.org. "Não era como escolher a partir de um catálogo"

Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
“Eles pensavam em cenas específicas para causarem impressões específicas", conta o arqueólogo. "Por exemplo, se você estivesse no nível intelectual de discutir literatura, poderia selecionar uma cena com as Três Musas"

Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)  
Os arqueólogos passaram a pesquisar a cidade depois que ela foi ameaçada de destruição por uma enchente


 Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
A foto mostra uma das peças antes do salvamento


Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Oceanus e Thetys, duas divindades greco-romanas


Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Imagem do deus do mar Posseidom em sua carruagem marinha


Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Os gregos conquistaram a cidade no século 3 a.C.


Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Os romanos a conquistaram no ano 64 a.C. e mantiveram até 253 d.C., quando ela foi tomada pelo Império Sassânida

Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
O nome Zeugma significa "Ponte" ou "Cruzamento" em grego antigo


Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Imagem representa Thalia, a musa da poesia e comédia


Mosaicos de Zeugma (Foto: Zeugma Archaeology Project/Divul)
Essa imagem mostra um mosaico que estava debaixo d'água após o salvamento e restauro

O artigo original do site da Casa Vogue poderá ser visto por meio do link abaixo:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DE DESCONERTAS ARQUEOLÓGICAS





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Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA — SERMÃO 008 -APOCALIPSE 2:12-17 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001



O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA  

Texto: Apocalipse 2:12—17  

Introdução.

A. O tema principal da igreja em Pérgamo é: A VERDADE. 
B. Esse é um aspecto da fé cristã que tem sido deixado de lado pela vasta maioria das pessoas nesse mundo que se chamam de cristãs. É um problema antigo. Paulo diz o seguinte a esse respeito: 
2 Timóteo 4:3—4 
3  Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; 
4  e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. 
C. Nos dias da Reforma Protestante do século XVI, houve uma séria tentativa de se restabelecer o reino da VERDADE nos corações das pessoas. 
a. Lutero disse: A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço. 
b. Calvino disse: Cabe a nós submeter o nosso juízo e entendimento à verdade de Deus conforme testemunhada pelo Espírito. 
c. Zwinglio disse: E, quanto à verdade, não podemos abandoná-la, mesmo que isso implique na perda de nossa vida, pois não vivemos para esta geração, nem para servir aos príncipes, mas para o Senhor. 
D. E assim poderíamos seguir citando um reformador após o outro acerca de quanto eles valorizavam a verdade. 
E. Mas da Reforma Protestante até os dias de hoje, a VERDADE foi, novamente, deixada de lado, e como o homem não muda, nós iremos ver que a situação dos dias de hoje é muito semelhante àquela vivida pela igreja em Pérgamo. 
F. Como aconteceu com as cartas dirigidas a Éfeso e a Esmirna, essa também começa com uma afirmação acerca do conhecimento de Jesus que diz: Conheço o lugar em que habitas — Apocalipse 2:12. Novamente temos grande consolação nessas palavras porque Jesus não apenas conhece nossas obras — como em Éfeso — Jesus conhece nossas dificuldades e tribulações — como em Esmirna — mas Jesus conhece também o lugar onde vivemos. 
G. Ele sabe que aqui onde vivemos nós estamos cercados por pessoas não cristãs, sabe que sofremos pressões por todos os lados, que existem muitas doutrinas estranhas sendo ensinadas e muitas seitas estrangeiras se espalhando pela cidade. 
H. Então vamos começar nosso estudo dessa importante carta e de seu tema tão crucial para todos nós: 
A CARTA ENVIADA À IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001 
I. Pérgamo 
A. A cidade de Pérgamo era muito conhecida na Antiguidade com um grande centro das religiões pagãs. A cidade existe até os dias de hoje e seu nome moderno é Bergama.


Cidade moderna de Bergama, antiga Pérgamo
B. Em Pérgamo estava ocorrendo uma grande batalha, não entre o bem e o mal, mas entre a VERDADE e a mentira! 
C. A cidade de Pérgamo estava localizada cerca de 90 quilômetros ao norte de Esmirna. A cidade não era, como as duas anteriores, uma cidade portuária. De fato estava a mais de 20 quilômetros da costa no vale do rio Caicus. 
D. Qualquer visitante de Pérgamo não poderia deixar de notar a grande quantidade de altares e templos que existiam espalhados por toda a cidade. A sensação em Pérgamo era a mesma experimentada pelo Apóstolo Paulo quando visitou Atenas, conforme lemos em —  
Atos 17:16  
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. 

Entrada da Acrópole de Pérgamo

E. A acrópole de Pérgamo estava localizada numa colina íngreme com 300 metros de altura em relação ao vale do rio Caicus e, próximo do topo da colina, existia um gigantesco altar construído para honra o deus grego Zeus.

 
F. Outras divindades eram adoradas, especialmente os deuses gregos Dionísio — o deus do vinho — e Asclépio ou Esculápio — o “deus salvador” — ou deus da Cura. As ruínas de seu gigantesco templo ainda podem ser vistas até os dias de hoje. Apesar de ter se iniciado na cidade grega de Epidavros, o culto a Esculápio estava agora centrado em Pérgamo. 


Templo de Esculápio em Pérgamo

II. O Culto Imperial 
A. A adoração aos imperadores romanos teve início em Pérgamo no ano 29 a.C., quando a cidade foi autorizada a edificar um templo para o imperador romano César Augusto. Como acontecia com o culto a Esculápio, o culto ao imperador romano tinha seu centro na cidade de Pérgamo. 
B. Não é difícil notarmos que em Pérgamo o anticristo era muito mais importante que o próprio Cristo. O que Jesus tinha para dizer para sua igreja que se encontrava oprimida no meio de tanta falsidade? 
III. A Preocupação Número um de Cristo era com a Verdade 
A. O Cristo ressuscitado dentre os mortos e exaltado à destra de Deus, está profundamente preocupado com a VERDADE. Tanto com a preservação, quanto com a difusão da mesma. Esse é o tema central dessa carta. 
B. Jesus elogia a Igreja em Pérgamo ao dizer: conservas o meu nome e não negaste a minha fé — Apocalipse 2:13. 
C. Mas junto com o elogio, vem uma repreensão, porque apesar de se manterem fiéis ao Senhor, eles também toleravam a existência de certos falsos profetas na Igreja. 
D. A acusação de Cristo é bem clara: Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão — Apocalipse 2:14. 
E. Essa tolerância permitia a mistura da VERDADE do Evangelho com diversas falsas doutrinas que não podiam ser aceitas nem toleradas, pois as mesmas acabam por destruir a verdadeira fé das pessoas. 
F. Jesus deseja que nos apeguemos com todas as nossas forças à VERDADE. 
IV. Temos que Ter Amor Pela VERDADE 
A. Temos que notar que para Jesus, o AMOR e a VERDADE estão no mesmo nível. 
B. Não é incomum encontrando pessoas argumentando que o Amor deve estar acima de tudo, até mesmo da VERDADE. Mas essas pessoas não entendem que a VERDADE é tão importante quanto o AMOR, porque Jesus é a própria personificação tanto do AMOR quanto da VERDADE. Portanto, não podemos e nem devemos priorizar o primeiro sobre a segunda, mas aceitar o que a Bíblia nos ensina acerca dessas coisas. 
C. Deve ser evidente para todos nós que Jesus não compartilha com a falta de preocupação de certas pessoas com respeito à VERDADE. 
D. Além de chamar a si mesmo de a VERDADE, Jesus também disse o seguinte: 
João 8:12 
De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. 
E. Jesus detesta tanto o desvio de alguns quanto a indiferença dos outros pelos ensinamentos errados — ver Apocalipse 2:14 —15. 
F. É por esse motivo que Cristo demanda que a Igreja em Pérgamo se arrependa: Portanto, arrepende-te — Apocalipse 2:16. 
V. A Verdade Realmente Importa? 
A. Será que a situação em Pérgamo era mesmo tão séria como Cristo parece indicar? 
B. O que Cristo quer nos ensinar é que existem realidades com respeito às quais não podemos abrir mão da manutenção das mesmas a qualquer custo, mas isso não envolve todas as situações da vida cristã. Algumas coisas são de fato importantes e cruciais e outras nem tanto. 
C. Rupert ou Pedro Meldenius no século XVII disse o seguinte: Nós devemos preservar a unidade nas coisas essenciais, a liberdade nas não essenciais e o amor em todas as coisas. 
D. O que seriam verdades essenciais para os crentes em Pérgamo? E essas verdades valem também para nós hoje? 
F. Falaremos mais acerca disso na próxima mensagem. 
Conclusão:

A. No dia em que Jesus compareceu diante de Pilatos, esse lhe fez a seguinte pergunta:

João 18:38

Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? Tendo dito isto, voltou aos judeus e lhes disse: Eu não acho nele crime algum.

B. É óbvio que Pilatos não esperou pela resposta de Jesus. Mas a resposta é a seguinte: Existem dois aspectos acerca do que é VERDADE.

1. Primeiro nós temos o fato de que a VERDADE é a própria Palavra do Deus Vivo, como revelada na Bíblia, segundo as Palavras do próprio Cristo:

João 17:17

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

2. Essa é a Palavra Escrita de Deus.

3. Porém mais importante ainda que a Palavra Escrita de Deus é a Palavra Viva de Deus, que é o próprio Senhor Jesus Cristo. Jesus disse isso acerca de si mesmo:

João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

C. O amor sem a verdade não passa de sentimentalismo. E a verdade sem amor não passa de uma cruel opressão. Precisamos tanto do Jesus que é AMOR, quanto do Jesus que é a VERDADE.

D. Jesus nos prometeu o seguinte:

João 8:31—32

31 Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;

32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

E. Um dos maiores problemas da igreja moderna é que desobedecemos de forma aberta aos ensinamentos claros das Escrituras, enquanto estamos prontos para brigar por coisas que não são essenciais. Quando iremos aprender?

Que Deus abençoe a todos.



OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTORDUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006 — FINAL

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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