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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

POKÉMON GO: O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSA NOVA MANIA



O artigo abaixo é de autoria do professor Wilson Roberto Vieira Ferreira e trata dessa nova e contagiante febre chamada de “Pokémon GO”.


Pokémon GO: bem vindo ao deserto do real!

O filme “Matrix” e o conto “Sobre o Rigor da Ciência” do argentino Jorge Luís Borges ajudam bastante a entender a atual febre em torno do jogo Pokémon GO. Não a compreender o jogo em si (de forma positiva ajuda a nos familiarizar com o ambiente urbano e nos tira do sedentarismo, a velha crítica contra os tradicionais games de computadores e consoles), mas a elucidar para qual futuro ele aponta. Realidade aumentada é a união da representação com a tecnologia, do mapa com o território, do virtual com o real. Mas se no conto de Borges pedaços do mapa ficaram grudados ao real, no mundo Matrix é o real que vira um deserto e se agarra na virtualidade. Por enquanto programas como Pokémon GO são metafóricos, anedóticos e, por isso, divertidos. Mas a tecnologia da realidade aumentada vai muito além do que ajudar a compreensão da realidade: pode desertificá-la. 

Já sei o que muitos leitores devem estar pensando: mais um intelectual querendo falar mal do Pokémon GO! Pelo menos prometo fazer uma análise imparcial desse game.

Não há como negar que o game é uma resposta a tantas críticas sobre a alienação dos jogos por computadores – isolamento, sedentarismo dos corpos estáticos com olhos grudados e as mão nervosas em um console, gente esquecendo das próprias necessidades fisiológicas como fome e sede, afundado em uma cadeira de uma Lan House etc.

Pelo contrário, agora as pessoas caminham pela cidade com cenas comoventes de pais jogando com seus filhos em parques, a dopamina à toda alimentando a caça aos Pokémon, a aleatoriedade ambiental que o jogo impõe aos jogadores, incentivando-os a explorar os arredores, sair pelas ruas etc.

Conheci o Pokémon GO através do meu filho mais velho. Acompanhando-o no jogo para entender a mecânica percebi que possui muitas nuances como Pokégyms, Pokébolas, Pokéstops... Aliás, um desses Pokéstops faria a alegria de teóricos da conspiração.

Esses pontos (para onde o jogador deve se dirigir para obter mais Pokébolas, ovos, incensos etc.) localizam-se em praças públicas e endereços culturais da cidade. Um deles ficava em frente a uma grande Estrela de David estilizada de uma marmoraria que fornece o material para um cemitério israelita em São Paulo – já imaginei paranoicos vendo mais uma conspiração judaico-iluminati da Nova Ordem Mundial...


Pokémons, mapas e desertos

Pokémon GO é um game que permite aos jogadores capturar uma variedade de criaturas digitais que se sobrepõem caprichosamente sobre paisagens reais familiares capturadas por uma câmera de smartphone. Locais do mundo real, vistos através da tela, tornam-se o habitat dessas criaturas.

É um jogo que explora a tecnologia de realidade aumentada – técnica para unir o mundo real com o virtual, inserindo objetos virtuais no mundo físico em tempo real usando a interface para manipular objetos reais e virtuais. Filosoficamente, a realidade aumentada é uma confluência entre representação e tecnologia.

Olhando a interface do jogo, mostrando um mapa dos arredores a partir da localização do usuário, fez-me imediatamente lembrar dum conto do escritor surrealista Jorge Luís Borges chamado Sobre o Rigor da Ciência que farei um breve resumo.

Era uma vez um reino obcecado por cartografia, cujos cidadãos queriam fazer um mapa perfeito do seu território. Insatisfeitos com a exatidão de suas tentativas, passaram a criar mapas atrás de mapas em escalas cada vez maiores e com detalhes mais exatos.

Finalmente, chegaram ao mapa perfeito em uma escala 1:1 – era tão minucioso que replicava a própria paisagem. Ficou do tamanho do império, como um cobertor que cobria toda a terra.

Logo os cartógrafos perceberam quão inútil era esse mapa e o abandonaram nos desertos ocidentais do reino. Ainda seria possível ver antigos pedaços desse mapa agarrando-se à realidade.


O mapa não é o território

Qual a lição que podemos tirar desse conto? De que a representação (o “signo”) nunca será a própria coisa. A representação é uma tecnologia que signaliza a realidade. Por isso, sempre houve uma desconfiança dos avanços tecnológicos pela ambivalência dos símbolos, imagens e toda uma gama de formas de representar a realidade: podem ser mentiras, simulações, dissimulações, simulacros ou idolatria – como bem nos mostrou a exploração política das imagens pela Igreja Católica desde o Barroco.

A palavra é a tecnologia de representação mais antiga – exige uma colaboração entre leitor e escritor para criar uma ficção da realidade. Ler a palavra (técnica) e imaginar o objeto representado – aquilo que chamamos de imaginário.

Já na antiguidade clássica Platão olhava com desconfiança atores, artistas e poetas de pretenderem fazer um fac-símile da realidade. Em A República Platão acusava-os de fazerem uma mera imitação da realidade, no mesmo estilo sugerido por Jorge Luís Borges e seus mapas.

Desde Platão, séculos se passaram e percebe-se que o avanço da tecnologia vai na direção de borrar as fronteiras entre a técnica (a representação) e o real, ou entre real e imaginário. O mapa não é o território, o virtual não é o real. Porém, cada desenvolvimento tecnológico faz com que seja mais difícil estabelecer essas distinções.

Aliás, um dos sintomas clínicos da esquizofrenia é tomar a representação como a própria coisa. Algo como entrar em um restaurante, pedir o cardápio e comê-lo achando que a foto do filé a parmegiana seja o próprio prato servido.

Se nas imagens tecnológicas clássicas como a fotografia e o cinema esse emaranhado representação/realidade já estava presente (como nas lendas de que a fotografia roubava nossa alma ou no susto da audiência com as imagens de um trem em movimento no primeiro cinema), agora com o ao vivo, on line, tempo real e tecnologias imersivas como 3D, 4D, realidade virtual e realidade aumentada as fronteiras tendem a desaparecer na percepção.


Realidade aumentada e hiper-realidade

Em si não há nada de perturbador sobre o Pokémon GO – a não ser as denúncias de coleta ilegal de dados pessoais e de que o Niantic Labs (desenvolvedor do game) é gerenciado  por John Hanke, homem responsável pelo maior escândalo de privacidade na Internet nos seus tempos de Google: os carros de rastreamento do Google Street View copiou secretamente tráficos de internet de redes domésticas, coletando senhas, e-mails, informações financeiras etc., segundo The Intercept – ver aqui:


Em termos de tecnologia, o jogo apenas arranha a superfície das possibilidades futuras da realidade aumentada. Essa talvez seja o principal ponto para ser discutido: assim como foi o velho ICQ nos anos 1990, que preparou toda uma nova geração para o uso massivo de programas de comunicação instantâneas no trabalho e lazer no século XXI.

A realidade aumentada promete ir muito além do rigor cartográfico daquele reino descrito por Jorge Luís Borges. Está muito mais próximo da metáfora do filme Matrix: o mapa superando o próprio território – se, como dizem as neurociências, a experiência da realidade nada mais é do que uma configuração de reações químicas e disparos de neurônios no cérebro, as imagens deixarão de ser apenas representações ou cartografias do território.

Superarão a realidade de tal forma que teremos apenas os farrapos do mundo real se agarrando ao mapa.

Como exemplifica o curta Hyper-Reality de Keiich Matsuda (analisado pelo Cinegnose, ver aqui:


onde o protagonista caminha pelas ruas de Medelin, Colombia, com um Google Glass no qual a cidade é coberta  por camadas e camadas de dados, interfaces, menus de opções, animações, pop ups, etc.

A realidade aumentada do data-glass amplifica ou hiper-realiza o real (as ruas e edifícios ficam melhores, mais coloridos, as pessoas mais interessantes, tudo fica divertido e interativo), enquanto lá fora, do outro lado das camadas de dados, está o deserto do real.

Vivemos uma época na qual a tecnologia tem produzido representações cada vez mais divorciadas da realidade.

Pokémon GO faz o jogador despender um esforço real e tempo para capturar os animaizinhos digitais. Faz até nos tornar mais familiarizados com os nossos ambientes urbanos, mas apenas dentro do contexto de interação do jogo.

Em toda a História, as representações da realidade nos tocaram, fizeram a gente pensar e enobreceu a espécie através das artes e das comunicações. Porém, Pokémon GO é um exemplar ainda muito incipiente (e, por isso, divertido) da futura desertificação do real – o momento em que as representações tornam-se apresentações, isto é, suplantam a própria realidade.

Por enquanto, programas como Pokémon GO são apenas metafóricos e anedóticos. Sua tecnologia não tende a melhorar a compreensão da realidade, mas desertificá-la.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos. 


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domingo, 3 de maio de 2015

O MISTÉRIO DA MORTE


Como o cérebro humano funciona no momento em que as pessoas vivenciam uma experiência de quase morte
Luz no fim do túnel: livro explica como o cérebro humano funciona no momento em que as pessoas vivenciam uma experiência de quase morte (Hemera Technologies/ Thinkstock/VEJA)

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista VEJA e é de autoria de Natalia Cuminale.

A neurociência da espiritualidade

O cientista americano Kevin Nelson explica ao site de VEJA o que acontece no cérebro de quem, na iminência da morte, relata ter antevisto o Além. E adianta: 'o mistério da espiritualidade continua'

Por Natalia Cuminale

Como o cérebro humano funciona no momento em que as pessoas vivenciam uma experiência de quase morte

"Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, o mistério da espiritualidade continuaria existindo"

"Ninguém tem todas as respostas. Essa é uma área que temos que pensar permanentemente. Nós precisamos continuar discutindo sobre como o cérebro realmente funciona"

No filme Além da Vida, dirigido por Clint Eastwood, a jornalista vivida por Cécile de France é tragada por um tsunami na Ásia e quase morre afogada. Na iminência da morte, a personagem enxerga vultos de pessoas vagamente familiares sob uma luz difusa. Ao 'voltar à vida', tem a impressão de que acaba de passar por uma experiência espiritual e conclui ter antevisto o 'outro lado'. Todo ano acontecem incontáveis casos assim: pessoas em risco de vida enxergam parentes e amigos envoltos em luzes ou têm a sensação de sair do próprio corpo.

A ciência define estas experiências de quase morte como resultado da diminuição do fluxo sanguíneo no cérebro, o que provoca alterações momentâneas na mente. "Em casos de quase morte, os estados de consciência podem se misturar, provocando reações como paralisia e alucinações", explica o neurocientista americano Kevin Nelson, autor do livro The Spiritual Doorway in the Brain — a Neurologist's Search for the God Experience (O Portal Espiritual no Cérebro — a Busca de um Neurologista pela Experiência Divina, sem previsão de lançamento no Brasil).

Na obra, Nelson explica a ciência por trás das experiências de quase morte, mas não descarta o papel da fé e da espiritualidade. "Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria." Em entrevista ao site de VEJA, Nelson revela como nosso cérebro cria essas visões e diz que, apesar de tudo, ainda espera que exista vida após a morte.

Mark Cornelison/ New Photo Tk
O autor do livro, o neurologista Kevin Nelson, é professor da Universidade de Kentucky(Mark Cornelison/ New Photo Tk/VEJA)

Por que os relatos de pacientes que passaram por situações de quase morte são tão parecidos?

Porque a causa é a mesma. A cada segundo, o cérebro regula a quantidade de sangue que circula dentro dele. Se o fluxo sanguíneo diminui, o cérebro encara isso como uma crise e aciona mecanismos que controlam a passagem entre os estados de consciência. Normalmente, nosso cérebro tem três estados de consciência: a vigília, quando estamos acordados, o sono leve e o sono profundo. O cérebro mantém esses estados bem separados. Mas o processo é diferente em pessoas que tiveram uma experiência de quase morte. Nesses casos, em vez de passar diretamente do sono para a vigília, o 'interruptor' pode misturar os estados de consciência. Ou seja, ela não está totalmente dormindo e nem acordada. Em um momento de crise, reações como paralisia e alucinações podem se manifestar.

Como o senhor explica a sensação de estar fora do corpo ou a luz no fim do túnel?

Durante a experiência de quase morte, o sistema que ativa o sono pode ser estimulado, desativando a região do cérebro ligada à percepção espacial e causando essas experiências extracorpóreas. No caso da luz do fim do túnel, quando o cérebro é privado de sangue — o que pode ocorrer no caso de um desmaio ou parada cardíaca —-, o fluxo sanguíneo também diminui nos olhos, o que pode dar a impressão de que há um túnel com luzes borradas.


Há alguma diferença entre voltar da morte e a experiência de quase morte?

Para um neurologista, não existe essa opção de voltar da morte. Se o seu cérebro está morto, você está morto. Quando o cérebro morre é porque os neurônios morrem, as células nervosas morrem. O que acontece é que o cérebro pode continuar a funcionar com sua capacidade limitada. É como que só houvesse uma goteira de fluxo sanguíneo no cérebro. Em alguns casos, podem pensar que o paciente morreu, mas não é o caso. O cérebro continua bem vivo.


A experiência de quase morte só ocorre em pessoas que passam por situações limite?

Isso é interessante porque, na maioria das vezes, a experiência de quase morte é causada por um desmaio. Sabemos que um desmaio pode provocar uma experiência parecida com a de quase morte. Nos Estados Unidos, um terço da população vai desmaiar alguma vez na vida, o que torna a experiência de quase morte ou a experiência espiritual uma situação comum. Ao observar os registros médicos das pessoas que tiveram uma experiência de quase morte, apenas metade delas estava em perigo médico real. Outra metade pensou estar em perigo, mas não estava em uma situação médica grave.

O senhor acha que ciência e religião estão se aproximando?

Eu não acho que, nesse caso, a ciência e a religião estão em conflito. Na verdade, estou interessado em saber como o cérebro funciona. A ciência pode dizer como o cérebro funciona, mas não pode dizer por que ele funciona desse jeito. Mesmo se nós soubéssemos o que faz cada molécula cerebral durante uma experiência de quase morte, ou qualquer outra experiência, o mistério da espiritualidade continuaria existindo. E sempre haverá um espaço para a fé de cada um.

Qual o futuro da neurociência da espiritualidade?

Será muito empolgante. Hoje nós temos equipamentos para analisar o cérebro com os quais nem poderíamos sonhar há vinte anos. Podemos ver de perto como são as atividades cerebrais. Acho que a neurociência da espiritualidade ainda está no início e que descobertas muito empolgantes estão no nosso horizonte.

Qual a importância de entender as funções neurológicas da espiritualidade?

 É muito importante. Ao entender como o cérebro funciona durante experiências significativas é que poderemos saber verdadeiramente o que significa ser humano, no sentido moderno.

O uso de drogas também pode provocar situações parecidas com a experiência de quase morte?

Sim. Por exemplo, a quetamina, que é um medicamento utilizado rotineiramente como anestésico, pode causar experiência extracorpórea. Mas não existe uma única droga capaz de produzir todo o fenômeno do que pensamos ser a experiência de quase morte. Muitas pessoas têm experiência de quase morte sem ter nenhum tipo de medicamento em seu sistema.

Podemos dizer que o processo de experiência de quase morte é parecido com um sonho?

A experiência de quase morte usa frequentemente alguns dos mecanismos utilizados nos sonhos. Mas não é correto comparar a experiência de quase morte com o sonho que temos toda noite. As alucinações do processo de quase morte podem parecer com sonhos lúcidos, que ocorrem enquanto as pessoas estão conscientes.

Capa do livro The Spiritual Doorway in the Brain(Divulgação/VEJA)

Como o senhor se interessou pelo tema?

Há trinta anos, quando ainda era um residente de medicina, um paciente me trouxe uma fotografia de uma cena que ele mesmo havia pintado após uma experiência de quase morte. Na imagem, ele estava deitado no quarto da UTI, e no pé da cama estava uma figura que representava o diabo. Entre ele e o diabo, havia um anjo guardião. O diabo estava disposto a levar sua alma. Jesus chegou e o salvou. Na ocasião, ele achou que toda essa situação foi responsável por sua recuperação. E sentiu-se mais poderoso por conta disso. Guardo esta foto até hoje.

Por que outros cientistas têm receio em abordar o assunto?

Infelizmente, neurologistas não tendem a se interessar por experiências subjetivas. Eles estão muito mais interessados em olhar para as células em um microscópio.

Seu trabalho pode ser considerado provocativo. E o senhor escreveu que pretende continuar provocando controvérsia. Por quê?

As pessoas têm várias perguntas. Ninguém tem todas as respostas. Essa é uma área que temos que pensar permanentemente. Nós precisamos continuar discutindo sobre como o cérebro realmente funciona.

O senhor acredita que existe vida após a morte?

Eu realmente espero que exista.

A entrevista do Dr. Kevin Nelson poderá ser vista no original por meio desse link aqui:



PARA PENSAR:

João 14:19

Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis.

1 Coríntios 15:14

E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;

1 Coríntios 15:17

E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

1 Coríntios 15:19

Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.

1 Coríntios 15:53—54

53 Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade.

54 E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória.

2 Timóteo 1:8—10

8 Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,

9 que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,

10 e manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 28 de março de 2015

SAM HARRIS MAIS UM QUERIDINHO ATEU DA MÍDIA MUNDIAL


O filósofo e pseudocientista Sam Harris

SAM HARRIS MAIS UM QUERIDINHO ATEU DA MÍDIA MUNDIAL

Sam Harris é doutor em neurociência. Trata-se mais de um nome “bonitinho” para uma pretensa ciência sobre a qual se sabe muito pouco ou quase nada. A maior parte dos conceitos são opiniões dos membros participantes da confraria. Não é difícil perceber que estamos lidando mais com um filósofo do que com um verdadeiro cientista.

Junto com o falecido Christopher Hitchens e o biólogo nigeriano Richard Dawkins, Sam Harris tornou-se um dos queridinhos da mídia na luta impossível de ser vencida, de promover ensinamentos antirreligiosos. Para não se parecer muito com os outros “ateus comuns”, Sam Harris junto com outros, inventou o que foi chamado de Novo Ateísmo. A novidade, como poderemos ver abaixo, é que você pode ser ateu, mas adotar uma série de práticas, tradicionalmente religiosas, remodeladas para os novos tempos onde ilusões tolas não para se serem inventadas.

Em resumo: as tolices de Sam Harris são muito parecidas e até idênticas às bobagens inventadas pelo budismo e pelo hinduísmo. Até os termos que ele usa são os mesmos. Não há nenhuma novidade no que ele fala, nem mesmo o uso de alucinógenos, como o ecstasy, para se alcançar algum estado de consciência alterada. Experiências com LSD foram feitas a partir da década de 1950 por outros ateus que buscavam e encontraram o mesmo vazio em que Sam Harris se encontra, apesar dele pretender que tem algo sólido para oferecer. Tudo o que ele tem para oferecer são suas idéias vazias e neuróticas.

O artigo e a entrevista abaixo foram publicados no site da revista VEJA

A espiritualidade sem Deus

Provocador: o filósofo e neurocientista Sam Harris defende uma ciência baseada na moral, sem a influência das religiões.

Para o filósofo americano Sam Harris é possível ter experiências espirituais sem passar pelo caminho da religião. Nesta entrevista ao site de VEJA, o autor explica como isso acontece, por que o ceticismo científico é essencial para alcançar esse estado de felicidade e amor sem limites e indica técnicas para chegar até ele

Por: Rita Loiola

Provocador: o filósofo e neurocientista Sam Harris defende uma ciência baseada na moral, sem a influência das religiões
Em seu novo livro, 'Waking Up' ('Acordando', em tradução livre), Sam Harris demonstra que a espiritualidade é a expansão da consciência, algo simples, natural e ordinário (Reprodução/VEJA)

Ao caminhar sobre a montanha onde Jesus proferiu seu sermão das bem-aventuranças, o filósofo americano Sam Harris foi invadido por uma profunda felicidade, que silenciou seus pensamentos. A sensação de estar conectado ao cosmos e sua verdade perseguiu o escritor durante aquele verão, enquanto refazia os passos da figura central do cristianismo. Se Harris não fosse o autor do livro A Morte da Fé, de 2004, e um dos principais defensores de uma corrente chamada Novo Ateísmo, ele provavelmente diria que vivenciou uma experiência de transcendência religiosa. Entretanto, para ele, aqueles dias não passaram de uma expansão da consciência, natural e ordinária. Uma vivência espiritual, mas não religiosa.

Para Harris, que também é doutor em neurociência pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, desligar a espiritualidade das religiões é o grande passo que faltava às doutrinas seculares. Em seu novo livro, Waking Up (Despertando), recém-lançado nos Estados Unidos, o filósofo mostra que é possível chegar à transcendência e atingir a mais plena felicidade sem se aproximar da essência divina. Mais que isso, indica técnicas, como meditação, respiração e até o uso de alucinógenos, que facilitam o percurso até a espiritualidade dos ateus.

"A espiritualidade deve ser distinta da religião. Pessoas de todos os credos e aquelas que não têm fé alguma têm os mesmos tipos de experiências espirituais. Um princípio mais profundo deve estar em funcionamento", afirma Harris.

É esse "diamante escondido" que o filósofo pretende arrancar das religiões, usando para isso os últimos achados científicos sobre o cérebro e, principalmente, seu ceticismo ferrenho. Harris acredita apenas no que pode ser provado por experimentos científicos e, portanto, alma, Deus ou revelações da essência superior não entram na espiritualidade que defende em seu livro. Nesta entrevista, concedida ao site de VEJA, Harris explica o que é essa nova espiritualidade e mostra como a ciência é o caminho fundamental para nos alçar a esse estado de felicidade.

Outros títulos:

O ESPÍRITO DO ATEÍSMO

Em 2006, o filósofo francês André Comte-Sponville, ex-professor da Sorbonne e autor de uma dezena de livros traduzidos em 24 línguas, escreve esse livro para mostrar como aqueles que não acreditam em Deus podem vivenciar a espiritualidade. De acordo com o autor, esse é um atributo que nos difere dos demais animais e possibilita a contemplação da arte ou da natureza. Em suas páginas, Sponville explica como essa comunhão com o absoluto, inexplicável, condiz com o materialismo, o racionalismo e o naturalismo.

GOD ON YOUR OWN

Também em 2006, o ex-monge Joseph Dispenza ensinou em seu livro God on Your Own (Deus do seu jeito, em tradução livre) como alcançar a espiritualidade fora das religiões. Seu objetivo é mostrar o caminho até a fonte direta da transcendência, sem dogmas, regras ou doutrinas.

LIVING WITHOUT GOD

Outro "novo ateísta" que publicou um livro sobre como chegar ao absoluto sem Deus foi Ronald Aronson, professor de história das ideias na Universidade Estadual de Wayne, nos Estados Unidos. Em seu livro Living Without God (Vivendo sem Deus, em tradução livre), lançado em 2008, o americano substitui a espiritualidade pela moral e responsabilidade que temos pelo planeta, pelo bem-estar alheio e pela política.

Por que um ateu resolveu escrever sobre espiritualidade?

Porque transcendência e amor incondicional são algumas das experiências mais importantes que as pessoas têm em suas vidas. Mas a maioria delas interpreta esses episódios pela lente da religião. Isso não faz sentido, porque cristãos, muçulmanos, judeus, budistas e ateus têm o mesmo tipo de experiências. Então sabemos que nenhuma dessas doutrinas religiosas incompatíveis pode ser a melhor explicação para seu significado.

Como funciona essa base escondida nas religiões?

A ciência não consegue localizar no cérebro uma região específica onde o eu se localiza, como fazemos com a memória ou a raiva. A ideia de que há um espaço no cérebro onde o eu, ou nossa consciência, está escondida não faz nenhum sentido anatômico ou científico. Assim, se a consciência não é um espaço delimitado, ela pode ser alterada ou expandida. A espiritualidade é essa transcendência do eu.

Se a fé revelou a espiritualidade, por que desligar essa experiência da alma ou de Deus?

Em sua origem, espírito vem do latim spiritus, que significa respiração ou sopro. Por volta do século XIII, essa palavra foi confundida à crença de almas e fantasmas. No entanto, não há qualquer evidência que alma ou espíritos existam — mas podemos estar certos de que a consciência existe. Qualquer que seja sua relação com o mundo físico, a consciência é a base de tudo o que experimentamos. Não importa se estamos tomando um café ou tendo uma visão de Jesus, estar consciente é a condição prévia para qualquer experiência do presente. Na minha visão, espiritualidade é um processo de descoberta de algumas coisas sobre a natureza da consciência por meio da introspecção.

Ou seja, é uma experiência mental. Ela também nos levará a responder as questões fundamentais da existência, como 'de onde viemos' ou 'qual o sentido da vida'? Quando falo de espiritualidade, estou me referindo à figura da primeira pessoa da consciência e a possibilidade de superar alguns tipos de sofrimento psicológico, como aqueles vindos da necessidade da satisfação constante dos desejos ou da percepção de que, mesmo tendo uma família amorosa, dinheiro, saúde e comida, algo ainda está faltando. Esses são fatos empíricos sobre a mente humana, testados pela ciência. As religiões tendem a fazer especulações sobre a origem do cosmo, a existência de mundos e seres invisíveis e sobre a origem divina de alguns livros. Mais que isso, fazem essas afirmações com base em montanhas de evidências contraditórias. Há uma enorme diferença entre falar que, se alguém usar sua atenção de certa forma, como durante a meditação, vai perceber algo muito interessante sobre sua mente e dizer que um carpinteiro do século I nasceu de uma virgem e estará voltando dos mortos. A espiritualidade não é importante apenas para ter uma boa vida. Ela é importante para entender a mente humana.

Quais são as pesquisas científicas nos ajudam a compreender a subjetividade humana?

Sabemos que a mente humana é produto do cérebro humano. No entanto, a consciência não pode ser definida de acordo com critérios externos. Um famoso trabalho de Roger Sperry, que ganhou o Nobel de Medicina em 1981, mostrou, com o auxílio de pacientes que sofreram acidentes cerebrais, que os dois hemisférios do cérebro têm habilidades distintas e podem funcionar de maneira independente. E há razões científicas para acreditar que eles são também independentemente conscientes. As habilidades cognitivas que nos fazem humanos, como a reflexão ou a capacidade de julgamento, estão no hemisfério direito, no entanto, apenas o hemisfério esquerdo possui a habilidade da linguagem. Isso indica que é problemático falar que cada um de nós tem um único eu, uma consciência indivisível, ou uma alma responsável por nossa individualidade.

Como assim?

A ideia de alma surge da sensação de que nossa subjetividade tem uma unidade, simplicidade e integridade que deve transcender as engrenagens bioquímicas do corpo. Mas a ciência mostra que nossa subjetividade pode ser dividida em, pelo menos, duas. Pesquisas feitas na última década também mostram que há partes do nosso cérebro trabalhando sob o consciente que afetam nossa vida cotidiana. Isso significa que a consciência pode ser expandida em novas direções para termos uma percepção mais clara da realidade, sem a necessidade de que isso seja reflexo de uma entidade superior operando. Se olharmos de perto para essa sensação de que somos um eu indivisível, ela desaparece. E esse é um experimento que pode ser feito no laboratório de sua própria mente.

Há técnicas que podemos usar para isso?

Ao contrário de muitos ateus, passei longos anos da minha vida buscando experiências como as que deram origem às religiões do mundo. Estudei com monges, lamas, iogues e com pessoas que passaram grande parte de suas vidas em reclusão meditando. Ao todo, passei dois anos em retiros de silêncio, em períodos de uma semana a três meses, praticando técnicas variadas de meditação de doze a dezoito horas por dia. Posso afirmar que quem passa tanto tempo aperfeiçoando técnicas de respiração, meditação e pensamento dirigido tem experiências normalmente inacessíveis a quem não tem acesso a essas práticas. Acredito que esses estados mentais dizem muito sobre a natureza da consciência e as possibilidades de bem-estar humano.

O início de Waking Up traz sua experiência com o MDMA (metilenodioximetanfetamina, mais conhecida como a droga ecstasy). Foi ela quem abriu as portas da espiritualidade em sua vida?

Sim. O MDMA provou para mim que era possível ter uma percepção radicalmente diversa de mim mesmo, do mundo e de minhas conexões éticas com os outros. É claro que não recomendo que todos usem a droga, porque isso traz consequências à saúde e é ilegal. Mas preciso ser honesto sobre o papel que ela desempenhou em meu próprio desenvolvimento espiritual.

Como o senhor vivencia sua espiritualidade?

Faz muitos anos que usei drogas psicodélicas e minha abstinência está relacionada aos riscos para a saúde de seu uso. Tenho momentos espirituais todos os dias, em lugares santos, em meu escritório ou enquanto escovo os dentes. Isso não é um acidente, é o resultado de anos da prática de meditação com o propósito de acabar com a ilusão do eu. A espiritualidade continua sendo o grande vazio das doutrinas seculares, do humanismo, do racionalismo, do ateísmo e de todas as outras posturas defensivas que homens e mulheres assumem diante da presença da fé irracional. Pessoas dos dois lados se dividem imaginando que experiências transcendentes não têm lugar na ciência, a não ser em um hospital psiquiátrico. Mas há um caminho do meio entre fazer da espiritualidade uma experiência religiosa e não ter espiritualidade alguma. Não precisamos de mais dados científicos para dizer que a transcendência é possível. Está em nossa capacidade mental acordar do sonho de um ser único e indivisível e, assim, nos tornarmos melhores em contribuir para o bem-estar dos outros.

Cinco passos para atingir a espiritualidade sem Deus, segundo Sam Harris

Meditação


Meditação


De acordo com Harris, o tipo de meditação mais indicado para iniciantes é a vipassana, técnica de um ramo antigo do Budismo. Esse é um meio eficaz para viver a realidade do momento presente e começar a expandir a consciência. O objetivo dessa meditação é apenas manter o foco na respiração. Para isso, basta sentar ereto, fechar os olhos, respirar fundo e sentir o corpo na cadeira. Mantenha o foco na respiração, sem controlá-la e não deixe os pensamentos interferirem na respiração. Mantenha-se dessa maneira até que seja possível apenas testemunhar os sons, sensações e emoções que passam pela mente.

Interromper as emoções negativas

Interromper as emoções negativas


Ninguém está a salvo das emoções negativas, mas o ideal fazer com que elas não persistam na mente. Da mesma maneira que ocorre quando estamos irritados no trânsito e recebemos uma ligação de um amigo que nos faz rir, é possível treinar o pensamentos para interromper o fluxo da raiva ou da tristeza. A melhor técnica para expandir a mente na presença dos sentimentos negativos é percebê-los, sem resistência. “O que é a raiva? Como você se sente? Fazendo essa investigação, com a consciência plena, você descobrirá que a negatividade desaparece”, diz Harris.

Técnica do homem sem cabeça

Técnica do homem sem cabeça


Ao olhar o mundo ao redor, foque a atenção onde você sabe que está sua cabeça e perceba o que acontece. Por instantes, você poderá ter a sensação de ter eliminado a racionalidade e de fazer parte de todo o ambiente. Outro método para chegar a esse estado é imaginar que está sem cabeça. Simplesmente repita o exercício, de maneira relaxada, em vários momentos do seu dia. O instante deve aparecer antes da intervenção de seus pensamentos.

Contato visual

Contato visual


O desconforto que sentimos ao encontrar o olhar direto de outra pessoa tem a ver com a crença de que somos um eu separado do mundo. Por isso, há uma técnica de meditação em dupla poderosa para suprimir essa ilusão. Sente-se de frente para outra pessoa e encare seus olhos, sem falar nada. Ignore as sensações de desconforto e segure o olhar. Essa técnica pode ser unida às anteriores para mostrar como é possível se unir a outra consciência.

Superar a barreira entre a consciência e o mundo

Superar a barreira entre a consciência e o mundo


Por meio da meditação e da interrupção dos pensamentos negativos, o objetivo é examinar a consciência e perceber sua extensão. Esse estado mental mostrará que os pensamentos são como reflexos em um espelho, ou seja, eles vão e vêm enquanto a consciência se mantém livre. Em estados de meditação profunda, em que apenas testemunhamos o mundo, é possível perceber que não há barreiras entre a consciência e o mundo, entre sujeitos e objetos. Essa é a essência da espiritualidade.
O artigo original do site da VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:


BREVES COMENTÁRIOS ACERCA DO BESTEIROL DO DR. HARRIS


1. Para Sam Harris a ciência pode se basear em seres humanos caídos e corrompidos para se alcançar verdadeira felicidade. Sendo um homem ignorante quanto ao que a Bíblia ensina acerca da raça humana, o Dr. Harris é ingênuo — ou seria estúpido — para ainda acreditar que existe alguma coisa boa nos seres humanos.

O ser humano é irremediavelmente pecador e totalmente depravado porque o ato de pecar — qualquer pecado — é a pior coisa que ele pode fazer contra Deus, contra o próximo, contra o meio em que vive e contra si mesmo. Assim a Bíblia nos ensina que para tais pessoas não resta nenhuma alternativa, a menos que aceitem a oferta de Deus em Jesus, do que ser lançado no lago de fogo, conforme Apocalipse 20:10-15, juntamente com o Diabo e seus anjos. Para dirimir quaisquer dívidas e sentimentos piegas que possam existir, segue uma breve lista de como os seres humanos são de verdade. Como eles, realmente se parecem diante de Deus:

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem. Cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Injustos, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos, há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Desviados, perdidos, fracos, ímpios, extraviados, inúteis e pecadores; incapazes de fazer o bem, mortos em delitos e pecados, transgressores, homens naturais incapazes de aceitar e de entender a revelação de Deus. Iníquos, vivendo em trevas, filhos do Maligno, incrédulos. Escravos da prostituição, da impureza, da lascívia, da idolatria, das feitiçarias. Ativamente envolvidos em inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas. Cheios de amargura, cólera, ira, gritaria, blasfêmias, desejo maligno e a avareza, que é idolatria. Cheios também de obras infrutíferas e bem assim de toda malícia, de ira, de indignação, de maldade, de maledicência, de linguagem obscena do falar. Egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Infiéis, mentirosos, néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-se uns aos outros. Incrédulos, abomináveis, impuros, e feiticeiros.” Bem, a lista é longa, mas não é exaustiva[1]!

Não se iluda. A lista acima fala de mim e de você. A única escapatória que existe para nós é nos voltarmos para o Deus verdadeiro e aceitarmos a salvação que nos oferece de graça. Fora de Jesus não há salvação eterna, porque...

Atos 4:11-12

11 Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular.

12 E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos –.

2. O Dr. Harris encontra respostas para suas em atividades religiosos e práticas hinduístas e budistas como a medição transcendental, respiração e que a realidade que vivemos não passa de ilusão. Ora tudo isso já foi exaustivamente analisado e provado como sem valor, isso quando não envolve forças verdadeiras malignas.

3. O Dr. Harris afirma o seguinte: “A espiritualidade deve ser distinta da religião. Pessoas de todos os credos e aquelas que não têm fé alguma têm os mesmos tipos de experiências espirituais. Um princípio mais profundo deve estar em funcionamento”. Mas que mentira descarada. Como é possível alguém que não conhece nem se relaciona com o Senhor Jesus Cristo ter qualquer tipo de experiência que cheque pelo menos perto da realidade de andar dia a dia negando-se a si mesmo, tomando sua cruz e seguindo a Jesus. Basta isso para provar que nosso doutor é um grande Pinóquio e que o uso de ecstasy no passado causou mais danos ao seu pobre cérebro do que ele imagina. Ainda bem, para ele, que vê como algo positivo ser internado num hospício. Esse certamente será seu destino final.

4. O Dr. Harris fala de uma nova ciência como a solução que precisamos. Qual ciência? Aquela que produz medicamentos baseados em falsos estudos os quais são impostos sobre as pessoas como as estatinas, por exemplo? Isso não ciência, isso é um atentado à saúde pública. Ou talvez ele se refira à ciência que não para de produzir armas de destruição em massa — ADM. Ou talvez à ciência que polui e está destruindo a terra. Mas haverá um acerto de contas para tudo isso, conforme —

Apocalipse 11:18

Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.

5. O Dr. Harris acredita na capacidade humana de expandir seu cérebro e assim evoluir para melhor. Mas ele afirma esse tipo de bobagem, porque ele não entende nada de REVELAÇÃO DIVINA. Revelação essa tão evidente, seja na Criação, seja na Palavra de Deus — a Bíblia — ou na Revelação Pessoal por meio da Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

6. Em outro parágrafo o Dr. Harris faz as mais estapafúrdias afirmações:

Quando falo de espiritualidade, estou me referindo à figura da primeira pessoa da consciência e a possibilidade de superar alguns tipos de sofrimento psicológico, como aqueles vindos da necessidade da satisfação constante dos desejos ou da percepção de que, mesmo tendo uma família amorosa, dinheiro, saúde e comida, algo ainda está faltando. Esses são fatos empíricos sobre a mente humana, testados pela ciência. As religiões tendem a fazer especulações sobre a origem do cosmo, a existência de mundos e seres invisíveis e sobre a origem divina de alguns livros. Mais que isso, fazem essas afirmações com base em montanhas de evidências contraditórias

Como pode ser visto o Dr. Harris admite que “mesmo tendo uma família amorosa, dinheiro, saúde e comida, algo ainda está faltando”. Essa é uma verdade milenar ensinada pela Bíblia. A única coisa que pode matar a fome e a sede espirituais dos seres humanos é a água da vida e o pão da vida, ou seja: O SENHOR JESUS CRISTO.

Não queremos insistir na ignorância do Dr. Harris quanto as Sagradas Escrituras e a revelação de Deus em Jesus para não nos tornarmos repetitivos.

7. O Dr. Harris também admite o seguinte: “A espiritualidade continua sendo o grande vazio das doutrinas seculares, do humanismo, do racionalismo, do ateísmo e de todas as outras posturas defensivas que homens e mulheres assumem diante da presença da fé irracional”. Como podemos ver, sem ter opção para sua enrascada, o Dr. Harris prefere, então atacar as religiões de modo mais vil possível. E ele deseja que confiemos em pessoas como ele para vivermos vidas felizes – risos!

8. Segundo o artigo: "Provocador: o filósofo e neurocientista Sam Harris defende uma ciência baseada na moral, sem a influência das religiões.". Mas vejam o que ele disse acerca do ESTUPRO:


Tradução: I sou Sam Harris e eu adoro ESTUPRO: "Eu não hesitaria em me livrar da religião... Não existe nada mais natural que o estupro. Seres humanos estupram, chipanzés estupram, orangotangos estupram, o estupro é, claramente, parte duma estratégia evolucionária para levar teus genes para a próxima geração, se você for um macho" - Citação verdadeira e não editada pelo falso cientista e Ateu Dr. Sam Harris 

9. Por fim o Dr. Harris admite mesmo que em vez de consultar a Bíblia ele consultou monges, lamas e iogues. Com esse tipo de orientação não podemos esperar nada diferente mesmo: um ateísmo hinduísta e budista! PATÉTICO.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


[1] Listas contendo as coisas terríveis que os seres humanos são capazes de fazer podem ser encontradas, por exemplo, em: Marcos 7:21—23; Romanos 1:28—32; Romanos 3:10—18; 1 Coríntios 2:14; 1 Coríntios 6:9—10; 2 Coríntios 6:14—18; Gálatas 5:19—21; Efésios 4:31; Efésios 5:5—16; Colossenses 3:5—9; e 2 Timóteo 3:1—6; Tito 3:3; Apocalipse 21:8. E isto para ficarmos no Novo Testamento somente.