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sexta-feira, 31 de julho de 2015

EFÉSIOS - SERMÃO 018 – A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS - EFÉSIOS 3:1—7



Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da Epístola aos Efésios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para outros estudos dessa série.

EXPOSIÇÃO DA EPÍSTOLA DE PAULO AOS EFÉSIOS


Introdução.

A. Paulo inicia essa passagem dizendo que era prisioneiro de Jesus. Mas na realidade ele era prisioneiro do imperador Nero.

Cabeça do imperador romano Nero

B. Acerca de Nero: — O imperador Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus que era também conhecido como Nero Claudius Drusus Germanicus, nasceu em 15 de Dezembro do ano 37 d.C., em Antium na região de Latium — centro-oeste da Itália moderna — e veio a falecer aos 9 de Junho de 68 a.D. na cidade de Roma. Seu nome era, originalmente, Lucius Domitius Ahenobarbus, e ele foi o quinto imperador romano. Ele governou de 54 a 68 d.C. Nero era filho adotivo e tornou-se herdeiro do imperador Cláudio — Tiberius Claudius Caesar Augustus Germanicus. Nero tornou-se notório por sua vida devassa, extravagante e muito breve. Estudos recentes laçam profundas dúvidas sobre sua fama tanto como incendiário, como quanto perseguidor dos cristãos.

C. Como foi que Paulo tornou-se prisioneiro de Nero?

1. Após o apedrejamento de Estevão e de sua conversão no caminho para Damasco, Paulo tornou-se um audaz pregador da mensagem de salvação através de Jesus.

2. Sua mensagem, como vimos em Efésios 2, incluía a pregação da completa abolição da Lei Mosaica bem como do próprio Templo em Jerusalém.

3. A religião judaica como existia naqueles dias era fonte de riqueza para aqueles que administravam o Templo. O próprio Senhor Jesus derrubou as mesas dos cambistas e dos comerciantes, por duas vezes, tamanho era os escândalo que tudo aquilo Lhe causava — ver João 2:14—16 e Marcos 11:15—17.

4. Além disso Paulo havia se levantado contra velhas e poderosas tradições humanas, profundamente arraigadas nos corações dos líderes políticos e religiosos em Israel.

D. Como tal, Paulo passou a ser perseguido pelos judeus por todos os cantos por onde andava. Seu aborrecimento para com eles chegou a ser tão intenso que, escrevendo aos tessalonicenses, ele disse:

1 Tessalonicenses 2:14—16

Tanto é assim, irmãos, que vos tornastes imitadores das igrejas de Deus existentes na Judéia em Cristo Jesus; porque também padecestes, da parte dos vossos patrícios, as mesmas coisas que eles, por sua vez, sofreram dos judeus,  os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são adversários de todos os homens, a ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente.

E. Em uma de suas visitas a Jerusalém, Paulo acabou sendo preso – ver Atos 21:17—36. A partir daí a sequência dos fatos é como segue:

1. Paulo livra-se de ser açoitado fazendo o centurião saber que era cidadão romano — ver Atos 22:22—30.

2. Paulo comparece diante do Sinédrio e é preso novamente — Atos 23:1—10.

3. Os judeus tramam a morte de Paulo — Atos 23:12—15.


Esquema da antiga Cesareia Marítima

4. A trama é descoberta e o comandante da guarda ordena que Paulo seja escoltado por uma tropa considerável — mais de duzentos soldados sendo, setenta de cavalaria e duzentos lanceiros conforme Atos 23:23 — até a cidade de Cesareia Marítima que era a capital administrativa dos romanos para toda aquela região.

5. Paulo ficou preso em Cesareia até ser recebido em uma audiência pelo governador Félix — Atos 23:26 a 24:26. Paulo esteve preso por dois anos sob Félix, em Cesareia — Atos 24:27.

6. Félix foi substituído por Pórcio Festo e nova audiência foi concedida a Paulo o qual apelou para ser ouvido pelo próprio César, que era um direito que possuía por ser cidadão romano — Atos 25:1 a 26:32.

7. Paulo é enviado para a Itália — Atos 27.

8. Paulo chega a Roma onde permanece sob a custódia da guarda pretoriana — a guarda que fazia a segurança pessoal do imperador — Atos 28:16 e Filipenses 1:13.

F. E aqui está Paulo, em Roma, escrevendo aos Efésios para lhes falar acerca:

DA REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

I. Entendendo o significado da expressão grega μυστήριον – mistérion na Antiguidade.

A. No mundo grego antigo a expressão μυστήριον – mistérion significava:

1. Algo secreto, escondido e misterioso.

2. Como tal, dizia respeito a algo que não era do conhecimento geral, mas apenas de pessoas que podiam participar daquela informação.

B. Muitas das religiões da Antiguidade eram chamadas de “Religiões de Mistérios”. Isto era devido ao fato de:

1. As pessoas para participarem dessas religiões precisavam ser iniciadas nas mesmas.

2. Dentre os iniciados existiam níveis distintos com alguns sendo iniciados em “mistérios” mais profundos que outros.

C. Um exemplo moderno desse tipo de entendimento da palavra mistério pode ser observado na Maçonaria, onde para alguém poder participar de forma efetiva, torna-se necessário ser “iniciado” nos mistérios devidos.

D. Também como no mundo antigo, a Maçonaria mantém níveis distintos de iniciação, não sendo permitido aos iniciados inferiores participar nas reuniões dos iniciados superiores.

E. Mas, como iremos ver a seguir, o uso que o Novo Testamento faz da expressão μυστήριον – mistérion é completamente distinto.

II. Entendendo o significado da expressão grega μυστήριον – mistérion no Novo Testamento.

A. Para o apóstolo Paulo, nesse contexto, a expressão μυστήριον — mistérion — mistério, descreve verdades que outrora eram desconhecidas, e que não podiam ser descobertas de forma natural, via pesquisa, pelos seres humanos.

B. Verdades que pertencem à categoria de “mistério” precisam ser reveladas por Deus para se tornarem conhecidas.

C. Através da revelação bíblica, todavia, estas verdades ficam disponibilizadas para todos os crentes e não é necessário nenhum intérprete especial para explicá-las.

D. Quando qualquer aspecto da doutrina que é considerado “mistério” é descoberto ou revelado ele se torna, automaticamente, tão comum quanto qualquer outra porção existente.

III. Qual é o Grande Mistério?

A. Esse grande mistério que acaba de ser revelado, através dos santos profetas e apóstolos do Novo Testamento é uma verdade tripla. Paulo usa três palavras que ele mesmo inventou para se referir a esta tripla verdade. Estas palavras têm em comum o prefixo συν — sun — que significa “junto” ou em conjunto. Essas três palavras são:


1. συγκληρονόμα - sunkleronóma – co-herdeiros.

2. σύσσωμα - súnsoma – que pertence ao mesmo corpo.

3. συμμέτοχα - sunmétoha – co-participante.

B. É isto mesmo: todos aqueles que, independente da raça ou da nacionalidade, aceitam a Jesus, são feitos co-herdeiros, co-participantes e membros de um mesmo corpo.

C. O anúncio desta verdade nos diz o apóstolo Paulo, é fruto do fato dele ter sido

Efésios 3:7

Constituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim concedida segundo a força operante do seu poder.

Conclusão:

A. A Revelação de Deus é para todas as pessoas em geral e para todos os crentes em particular. Não é necessário ir muito longe para perceber as implicações dessas palavras.

1. A revelação de Deus não é escrava de nenhuma igreja nem de nenhum corpo de homens que pretensamente possui autoridade para determinar Seu significado.

2. A Palavra de Deus é soberana sobre o povo de Deus e está aberta e disponível para todos.

3. Qualquer tentativa de subjugar a palavra de Deus por parte de denominações cristãs ou grupos humanos representados em concílios precisa ser firmemente rejeitada por todos os cristãos.

4. Está mais do que provado que denominações erram e que concílios fracassam miseravelmente quando querem se impor sobre a Palavra de Deus. Este foi o sábio motivo e a santa motivação da Reforma Protestante: Sola Scriptura revelada por Deus. Verdade essa que foi logo descartada pelos orgulhosos seres humanos.


B. O Cristianismo é a manifestação da Verdade personificada em Jesus e como tal:

1. Nenhuma parte da verdade revelada por Deus pode ser mantida escondida das pessoas. Todos os crentes participavam e participam de toda verdade revelada. A Palavra de Deus em forma impressa, que seguramos em nossas mãos nos dias de hoje, representa uma adesão moderna a esse princípio: toda a Palavra de Deus, a todas as pessoas, indistintamente.

2. O Cristianismo não possui verdades escondidas ou ocultas que estão disponíveis somente para um seleto grupo de pessoas.

3. O Cristianismo não possui “doutrinas secretas ou reservadas”.

4. O Cristianismo não possui nenhuma verdade que esteja consagrada ao uso exclusivo de uma casta sacerdotal.

5. As doutrinas cristãs devem ser publicadas e feitas disponíveis para todas as pessoas. Todo seguidor do Senhor Jesus deve ser feito participantes de todas as verdades que nos foram trazidas pelo Senhor Jesus que era a personificação da própria verdade —

João 14:6 
Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

6. Por todos esses motivos, o apóstolo Paulo faz questão de destacar que a oferta de salvação completa e gratuita deixou de ser um segredo ou mistério e tornou-se algo notoriamente sabido por todas as pessoas. Dessa maneira, Paulo tinha plena consciência de que ele possuía uma mensagem de valor incalculável para toda a humanidade e, por esse motivo, ele desejava ardentemente proclamá-la a todo o mundo.

C. Este é nosso imenso privilégio: Somos todos, indistintamente:

1. Membros de um mesmo corpo.

2. Co-herdeiros.

3. Co-participantes em todas as coisas que são pertinentes ao Senhor Jesus.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE NA EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

ALGUNS ASPECTOS DAS INSONDÁVEIS RIQUEZAS DE CRISTO COMO APRESENTADAS EM EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:1—2 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 1:3—14 — SERMÃO 002 — TODA SORTE DE BÊNÇÃO ESPIRITUAL

EFÉSIOS 1:4—6 — SERMÃO 003 —A BÊNÇÃO DA NOSSA ELEIÇÃO POR DEUS

EFÉSIOS 1:7—8 — SERMÃO 004 —A BÊNÇÃO DA NOSSA REDENÇÃO

EFÉSIOS 1:9—10 — SERMÃO 005 —A BÊNÇÃO DA UNIFICAÇÃO DE TODAS AS COISAS EM CRISTO

EFÉSIOS 1:11—14 — SERMÃO 006 — A BÊNÇÃO DE DEUS EM PERSPECTIVA

EFÉSIOS 1:15—16— SERMÃO OO7 — A IMPORTÂNCIA DA FÉ E DO AMOR

EFÉSIOS 1:16—17 — SERMÃO OO8 — A IMPORTÂNCIA DO ESPÍRITO SANTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO OO9 — A ESPERANÇA DO SEU CHAMAMENTO EM NOSSAS VIDAS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O10 — A RIQUEZA DA GLÓRIA DA SUA HERANÇA NOS SANTOS

EFÉSIOS 1:18—21 — SERMÃO O11 — A SUPREMA RIQUEZA DO SEU PODER

EFÉSIOS 1:22—23 — SERMÃO O12 — A IGREJA E CRISTO COMO PLENITUDE

EFÉSIOS 2:1—3 — SERMÃO O13 — A CONDIÇÃO DO SER HUMANO SEM DEUS

EFÉSIOS 2:4—10 — SERMÃO 014 — A CONDIÇÃO HUMANA  PELA GRAÇA DE DEUS

O QUE DEUS FEZ POR NÓS — SALVAÇÃO

PARA O QUE DEUS NOS SALVOU?

EFÉSIOS 2:11—12 — SERMÃO 015 — NOSSA PRECÁRIA CONDIÇÃO ANTES DE CRISTO VIR AO MUNDO

A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO E O VERDADEIRO BATISMO

EFÉSIOS 2:13—18 — SERMÃO 016 — NOSSA NOVA CONDIÇÃO “EM CRISTO”

EFÉSIOS 2:19—22 — SERMÃO 017 — A IGREJA COMO CIDADÃOS, FAMÍLIA E TEMPLO

EFÉSIOS 3:1—7 — SERMÃO 018 — A REVELAÇÃO DO MISTÉRIO DE DEUS

EFÉSIOS 3:8—13 — SERMÃO 019 — PAULO COMO INSTRUMENTO DE DEUS

EFÉSIOS 3:1—13 — SERMÃO 020 — A RELEVÂNCIA DA IGREJA

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 021 — A PATERNIDADE DE DEUS AO QUAL ORAMOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 022 — A ORAÇÃO DE PAULO A FAVOR DOS EFÉSIOS

EFÉSIOS 3:14—21 — SERMÃO 023 — A GLÓRIA DEVIDA A DEUS
EFÉSIOS 4:1—3 — SERMÃO 024 — A UNIDADE DA IGREJA

EFÉSIOS 4:4—6 — SERMÃO 025 — A IGREJA É UNA PORQUE DEUS É UM

EFÉSIOS 4:7—10 — SERMÃO 026 — UNIDADE EM MEIO A DIVERSIDADE

EFÉSIOS 4:11 — SERMÃO 027 — OS DONS DE EDIFICAÇÃO DA IGREJA
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/efesios-sermao-027-os-dons-de-ensino-e_26.html

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.       

domingo, 31 de maio de 2015

A HIPOCRISIA DOS QUE SE CONSIDERAM DONOS DO MUNDO


Cyril-Smith
Margaret Thatcher condecorou Cyril Smith, embora suspeito de pedofilia

Há poucos dias estourou um escândalo de grandes proporções envolvendo a alta cúpula da FIFA, com vários dirigentes de federações e confederações, de diversos, países, inclusive do Brasil, sendo detidos pela justiça suíça, a pedido do FBI estadunidense, quando se encontravam em Zurique para a eleição do presidente da entidade, que reconduziu Joseph Blatter para um novo mandato de quatro anos à frente da organização que controla o futebol ao redor do mundo.

David Cameron: PM do Reino Unido.

Nesse meio tempo o primeiro ministro da Inglaterra, David Cameron, em uma visita à Alemanha pediu, de forma reiterada, a renúncia de Joseph Blatter, contra quem não pesa nenhuma acusação. As histórias escabrosas envolvendo os esportes em geral, tanto os subordinados à FIFA como ao COI não são surpresa para ninguém. Desde o início dos anos 1990 gravíssimas denúncias feitas contra o Comitê Olímpico Internacional — o COI — surgiram por meio do livro “O Senhores dos Aneis – Poder, dinheiro e drogas nas olimpíadas modernas” dos jornalistas Vyv Simson e Andrew Jennings que foi publicado no Brasil pela editora Best Seller em 1992. Nada aconteceu. Agora, esses que pretendem ser os donos do mundo — Estados Unidos da América e Inglaterra — pretendem “moralizar” o futebol internacional, ao mesmo tempo em que não tomam nenhuma providência contra as mazelas gritantes que existem em seus próprios países.

 

Recentemente um candidato a candidato à presidência da república — Rand Paul — nas próximas eleições nos EUA disparou contra seu próprio partido — o Partido Republicano — acusando muitos de seus companheiros de serem os responsáveis pelo surgimento do movimento revolucionário conhecido com Estado Islâmico. Apenas esse fato é mais importante dos que toda a corrupção da FIFA e deveria ocupar as autoridades estadunidenses, em fez de ficarem se exibindo como polícia do mundo.

O mesmo é verdadeiro acerca do primeiro ministro David Cameron, que em vez de ficar pedindo a renúncia de Blatter, deveria cuidar de um problema bem mais sério em seu próprio país, conforme a reportagem publicada no site da Revista Carta Capital e que reproduzimos abaixo. O texto é de autoria de Giani Carta.

Nos subterrâneos da pedofilia

Por Gianni Carta

Uma investigação ainda em andamento revela 1.432 praticantes

 Os resultados iniciais de uma investigação sobre a pedofilia no Reino Unido revelam a atividade de uma nebulosa rede, da qual, segundo dados ainda sujeitos a confirmação definitiva, participariam 1.432 cidadãos, entre eles, 76 políticos, 43 empresários ou executivos da indústria musical, e 175 oriundos da televisão, cinema e rádio. Iniciada no ano passado, a Operação Hydrant, dirigida por Simon Bailey, já colocou atrás das grades algumas personalidades como, por exemplo, o famoso publicista Max Clifford. Segundo Bailey, há centenas de milhares de vítimas. Somente neste ano, o número de denúncias de agressões sexuais aumentou em 71%, em relação a 2012.

Entre as 116 mil denúncias previstas para 2015, 52.446 remontam aos anos 1970, 1980 e 1990. Como disse ao The Guardian o deputado trabalhista Tom Watson: “Por gerações fechamos os olhos para o escândalo de abuso infantil na Grã-Bretanha”. Em 2012, Watson foi o primeiro a delatar a rede pedófila “ligada ao Parlamento de Westminster, e ao número 10 de Downing Street, o endereço de premier”.

De fato, em março deste ano, veio à tona outra bomba para macular a imagem da nação. Em entrevista ao Mail on Sunday, um deputado trabalhista contou que Margaret Thatcher condecorou o deputado liberal Cyril Smith, isso embora corressem rumores de que ele abusava de menores. Por coincidência, as investigações sobre o condecorado cessaram. Ele morreu tranquilo, em 2010. Como, aliás, a estrela midiática da BBC, Jimmy Savile, durante décadas um “predador sexual” de crianças, inclusive daquelas incapacitadas nos hospitais por ele bondosamente financiados. Savile morreu enquanto dormia, em outubro de 2011.

Sentada a uma mesa do elegante bar do Hipódromo de Longchamp, em Paris, a britânica Victoria Haigh avalia: “Nada vai mudar em relação aos pedófilos no Reino Unido”. Jóquei campeã e treinadora de cavalos, Victoria, de 43 anos, é vítima da rede de pedofilia britânica. Perdeu a custódia da primeira filha, agora com 11 anos, para o então marido, David Tune. Motivo: acusou-o de abusar da menina, então com 4 anos. Ao tentar se aproximar da filha em um estacionamento, foi condenada a três anos de prisão, em dezembro de 2011. Ficou presa por nove meses. Voltou à cadeia quando convidou a filha para o batismo da irmã, filha de outro casamento, Sapphire.

Victoria mudou-se para Paris. Antes de tudo, diz entre goles de San Pellegrino: “Queria protegê-la, embora eu tenha feito questão que Sapphire viesse ao mundo na República da Irlanda”. A filha de 4 anos, ruiva de olhos azuis, desenha ao nosso lado. Victoria diz sentir-se uma “refugiada”. Contratou uma advogada francesa para defendê-la na Corte Europeia. Objetivo: exigir o direito de se manifestar no Reino Unido. “A Justiça Britânica tratou o meu caso como se fosse aquele de um divórcio no qual se disputava a custódia de nossa filha.” No entanto, a filha mais velha, conta Victoria, “me falava que estava sendo abusada pelo pai”. Á época, Victoria contestou o sistema jurídico britânico. Grave ofensa à Justiça do UK, que cuidou de se precaver. Resultado: foi considerada “mentalmente instável” e, assim, a filha mais velha voltou ao pai. As acusações de Victoria nem sequer foram investigadas.

Como apurou uma reportagem de Carta Capital em novembro de 2014, além de políticos e celebridades, estão envolvidos também juízes, advogados, psiquiatras e assistentes sociais. Os subterrâneos da rede pedófila britânica são sinuosos. E, como diz Victoria, “as pessoas dispostas a jogar luz sobre eles são silenciadas”.  No caso de Victoria, fonte também da matéria de 2014, a única opção era fugir do Reino Unido. Foi Ian Josephs, empresário de 83 anos formado em direito, quem a ajudou a ir para a República da Irlanda. Baseado no Sul da França, Josephs criou uma campanha por ele alcunhada Adoção Forçada. Objetivo: oferecer ajuda financeira a mães grávidas para sair do UK.

Josephs disse a CartaCapital: “Mais de 25 mil crianças anualmente são retiradas do poder de pais britânicos, a maioria dos quais não cometeu crimes”.  Acrescentou Josephs: “O sistema vale mais de 2 bilhões de libras por ano”. Essa soma, arrecadada graças às audiências em cortes secretas no Reino Unido, é repartida entre juízes, psiquiatras “domesticados” e assistentes sociais.

Eis a questão: como definir o pedófilo? Normalmente, o adulto a abusar sexualmente de alguém com menos de 16 anos. Essa definição seria validada pelo fato de em vários estados dos EUA adolescentes poderem casar aos 16. Segundo o professor Michael Seto, psicólogo forense citado por Andrew Gilligan, do Daily Telegraph, pedófilo seria aquele com interesses sexuais por crianças pré-púberes, isto é, com menos de 12 anos. Atua em escolas, estabelecimentos de ajuda a crianças, centros religiosos etc. Essa escala etária parece um pouco rígida, visto que o amadurecimento das crianças varia. Em 1960, Josephs trabalhou no caso de uma mãe que perdeu o filho para a assistência social. O menino, de 12 anos, com QI de 150, elevadíssimo, estava recluso em uma escola quatro vezes mais cara que Eton, a escola privada de maior prestígio. Josephs indagou ao menino se o ensino era bom. “Péssimo.” Há algo de bom? “Sim, ganho dinheiro, e bastante, dormindo com os professores.”

Apologistas da pedofilia não escasseavam no mundo acadêmico em 2014. Seminários em Cambridge questionavam se a pedofilia não seria algo “normal”. Gilligan cita o professor da Universidade de Essex, Ken Plummer, o qual escreveu, em 1981: “Dizem aos pedófilos que não passam de sedutores e estupradores de crianças... Dizem a eles que crianças são puras e inocentes, desprovidas de sexualidade...” Em 2012, Plummer escreveu: devido ao fato de a homossexualidade provocar menos “pânico”, “agora o novo pária é o pedófilo, o mais recente diabo popular...” Plummer ainda é apresentado no site da universidade como professor emérito.

O artigo original publicado pelo site da Carta Capital, poderá ser lido por meio desse link aqui:


Que Deus tenha muita misericórdia dessa raça humana totalmente perdida.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

DILMA, DEUS E O DIABO


Dilma em reunião na Assembleia de Deus em São Paulo

O material abaixo foi escrito pelo jornalista Reinaldo de Azevedo e publicado em seu Blog no site da Revista VEJA.

DILMA, OS EVANGÉLICOS, OS POLÍTICOS, DEUS E O CAPETA

Pode haver outros, mas creio que poucos jornalistas combatem com tanta firmeza o preconceito que há no Brasil, nas camadas ditas mais cultas — no geral, são apenas pessoas orgulhosas do pouco que sabem e do muito que não sabem — contra os evangélicos. Na verdade, existe um preconceito muito forte contra os cristãos. Os católicos também são alvos constantes de desconfiança. Mas não vou tratar disso agora. O que me incomoda profundamente em período eleitoral é a busca desesperada dos políticos pelos votos dos crentes.  Muitos chegam a afirmar até uma convicção que não têm só para conquistar o eleitor.

Nesta sexta, por exemplo, a presidente Dilma esteve na Assembleia de Deus do Brás, em São Paulo – um braço da Congregação de Madureira. Foi convidada a discursar no Congresso Nacional de Mulheres da Assembleia de Deus Madureira, que reuniu fiéis de todo o país. Lembrou que o Brasil é um país laico, mas citou o Salmo 33, de Davi: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. Então tá bom. Eu preciso lembrar aqui algumas coisas.

Quando ministra do governo Lula, Dilma concedeu mais de uma entrevista dizendo-se favorável à legalização do aborto. Está tudo documentado. Eu lido com fatos, não com impressões. Notem, leitores: um candidato tem o direito de pensar o que quiser. Não pode, ou não deve, é fingir o que não pensa. A então ministra chegou a comparar a eliminação de um feto com a extração de um dente. Houve uma forte reação dos cristãos — e percebam que, aqui, eu não estou me posicionando sobre o aborto, mas sobre a hipocrisia política. E se inventou uma Dilma que seria contrária ao aborto.

A então candidata foi a um programa de TV e se disse católica — chegando a chamar Nossa Senhora de “deusa”. O cristianismo é monoteísta, vale dizer: crê num único Deus. Nossa Senhora, como se sabe, é uma santa. Chegou a ir a Aparecida e foi filmada persignando-se — de maneira errada, diga-se. Eleita presidente, nomeou para o Ministério das Mulheres Eleonora Menicucci, uma defensora fanática do aborto, que já havia confessado tê-lo feito, em outras mulheres, com as próprias mãos. Fatos. Eu só lido com fatos.

Os cristãos, com mais ênfase os evangélicos, fazem um intenso trabalho de convencimento contra a descriminação das drogas, por exemplo. O governo desta Dilma que vai a um templo evangélico citar um Salmo de Davi pôs em prática uma política pública escancaradamente favorável à descriminação, ainda que o faça de maneira um tanto oblíqua. Em maio de 2013, vários entes federais promoveram um seminário em Brasília, patrocinado com dinheiro público, em favor da descriminação e da legalização das drogas. Não se convidou para o evento um único representante que se opusesse a essas teses. Fatos. O governo Dilma, por intermédio do Ministério da Saúde — especialmente na atual gestão, de Arthur Chioro, combate com unhas e dentes as chamadas comunidades terapêuticas, que atuam com dependentes químicos — algumas são ligadas a igrejas evangélicas. Fatos.

No dia 27 de janeiro de 2012, no Fórum Social de Porto Alegre, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, afirmou que os petistas deveriam se preparar para travar com os evangélicos uma luta ideológica para disputar a chamada “classe C”. Entenderam? Para ele, seu partido e os cristãos dessas denominações têm interesses contraditórios.

Também não demonizo posições. Cada um pense o que quiser e dispute o coração do eleitor. O que estou cobrando é honestidade intelectual. Dilma tem o direito de defender a descriminação do aborto ou sua política simpática à descriminação das drogas. O que me desagrada, e isto vale para qualquer partido, é essa mania de alguns políticos de achar que Deus tem prazo de validade: geralmente, vai de julho a outubro dos anos pares, que são os eleitorais. Depois, quem costuma dar as cartas na política é mesmo o capeta do vale-tudo.

Por Reinaldo Azevedo

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Deve ser evidente que em muitas questões o autor prefere ficar em cima do muro.

Por outro lado, concordamos e, como já dissemos aqui mesmo nesse blog, a presidenta Dilma não merece sequer ser considerada como candidata pelo chamado povo evangélico, por causa de suas posições camaleônicas acerca do aborto, para ficarmos apenas nesse caso.

Também temos que ter consciência de que votar no candidato do PT ao governo do Estado do Rio, porque esse é o candidato do sr. Silas Malafaia, é um contra senso, por mais que o Silas alegue que vota em candidatos e não em partidos, como se fosse possível separar as duas coisas.

E ainda temos o tal do Pastor Everaldo Pereira, candidato à presidência da república, e defensor da família, mas que está sendo processado por sua ex-esposa por agressões física praticadas contra a mesma.

Portanto, povo evangélico, pensem bem em que irão votar e não aceitem serem conduzidos pelo cabresto dos pastores que possuem interesses inconfessáveis nessas questões.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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