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quarta-feira, 6 de maio de 2015

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — ESTUDO 002




CONTINUAÇÃO...

A. O Papiro

A descrição mais antiga que temos de como o papiro era preparado como material de escrita é encontrada na História Natural escrita por Plínio. Segundo Plínio: “O papiro — como material de escrita — é produzido a partir da planta do papiro partindo-se a casca do caniço com uma agulha em finas tiras. O único cuidado necessário nesse processo é o de tentar fazer com que as tiras sejam as mais largas possíveis. O material de melhor qualidade vem do centro do caniço, com o material mais distante do centro tendo uma qualidade inferior. As tiras são então colocadas sobre uma mesa e umedecidas com água retirada do rio Nilo, que quando a mesma esta lamacenta serve como uma espécie de cola. As tiras são então colocadas perfiladas na vertical pelo comprimento das mesmas, sobre a mesa, e cortadas para que fiquem todas de um mesmo tamanho. Por sobre essa camada de tiras outra camada é colocada, dessa vez na horizontal. Essas também são aparadas para que fiquem todas do mesmo tamanho. Esse conjunto de tiras sofre então uma forte pressão e depois é colocada no sol para secar”.

Existe na afirmação acima uma parte questionável já que não temos nenhuma evidência de que a água do rio Nilo poderia ser usada da forma como foi descrita por Plínio, apesar de que certo material coletado do rio Nilo podia servir mesmo como uma espécie de cola. Independentemente disso, a descrição básica está correta. As tiras eram cortadas, colocadas lado a lado, e recebiam uma nova camada de tiras na direção oposta. As duas camadas recebiam algum tipo de cola, eram prensadas uma contra a outra e colocadas no sol para secar.
As “folhas” de papiro vinham em todo tipo de tamanhos. Tudo dependia do tamanho do caniço que podia ser aproveitado para e execução da tarefa. Os maiores papiros conhecidos medem cerca de 66 centímetros de largura, mas o tamanho mais comum é a metade disso, ou seja, 33 centímetro. Não é incomum encontrar-se pedaços pequenos de papiro, do tamanho de um cartão de crédito que resultavam de sobras ou da apara de alguma aresta.

O papiro de melhor qualidade era o que podia ser cortado numa camada, a mais fina possível, de tal maneira que, depois de ter a água retirada por vário métodos de pressão, o produto final era flexível e até mesmo translúcido, como se fosse uma folha moderna de papel de boa qualidade, apesar de não poder ser dobrado com a mesma facilidade.
A planta de papiro é uma espécie de cana, alta e com uma espécie de “penacho” no topo composto por folhas e pequenas flores. A mesma cresce dentro da água em regiões alagadiças. A altura que a cana pode atingir depende da espécie e das condições ambientais, mas geralmente as mesmas costumam ser bem altas.

Uma apresentação moderna em espanhol de como os papiros eram fabricados poderá ser vista por meio de um vídeo pelo link abaixo:


CONTINUA...
OUTROS ARTIGOS DE COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 001 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 002 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 003 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — O PAPIRO — FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 004 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — OS PERGAMINHOS

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 005 – MATERIAL DE ESCRITA ANTIGO — PAPEL E BARRO

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 006 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 007 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 008 – ARQUÉTIPOS E AUTÓGRAFOS — PARTE 003 – FINAL

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 009 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 001

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 010 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 002

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 011 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 003

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 012 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 004

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS – PARTE 013 – OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 005

COMO O NOVO TESTAMENTO CHEGOU ATÉ NÓS — PARTE 014 — OS ESCRIBAS E OS COPISTAS E OS MANUSCRITOS QUE ELES PRODUZIRAM — PARTE 006
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA — SERMÃO 008 -APOCALIPSE 2:12-17 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001



O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA  

Texto: Apocalipse 2:12—17  

Introdução.

A. O tema principal da igreja em Pérgamo é: A VERDADE. 
B. Esse é um aspecto da fé cristã que tem sido deixado de lado pela vasta maioria das pessoas nesse mundo que se chamam de cristãs. É um problema antigo. Paulo diz o seguinte a esse respeito: 
2 Timóteo 4:3—4 
3  Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; 
4  e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. 
C. Nos dias da Reforma Protestante do século XVI, houve uma séria tentativa de se restabelecer o reino da VERDADE nos corações das pessoas. 
a. Lutero disse: A paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço. 
b. Calvino disse: Cabe a nós submeter o nosso juízo e entendimento à verdade de Deus conforme testemunhada pelo Espírito. 
c. Zwinglio disse: E, quanto à verdade, não podemos abandoná-la, mesmo que isso implique na perda de nossa vida, pois não vivemos para esta geração, nem para servir aos príncipes, mas para o Senhor. 
D. E assim poderíamos seguir citando um reformador após o outro acerca de quanto eles valorizavam a verdade. 
E. Mas da Reforma Protestante até os dias de hoje, a VERDADE foi, novamente, deixada de lado, e como o homem não muda, nós iremos ver que a situação dos dias de hoje é muito semelhante àquela vivida pela igreja em Pérgamo. 
F. Como aconteceu com as cartas dirigidas a Éfeso e a Esmirna, essa também começa com uma afirmação acerca do conhecimento de Jesus que diz: Conheço o lugar em que habitas — Apocalipse 2:12. Novamente temos grande consolação nessas palavras porque Jesus não apenas conhece nossas obras — como em Éfeso — Jesus conhece nossas dificuldades e tribulações — como em Esmirna — mas Jesus conhece também o lugar onde vivemos. 
G. Ele sabe que aqui onde vivemos nós estamos cercados por pessoas não cristãs, sabe que sofremos pressões por todos os lados, que existem muitas doutrinas estranhas sendo ensinadas e muitas seitas estrangeiras se espalhando pela cidade. 
H. Então vamos começar nosso estudo dessa importante carta e de seu tema tão crucial para todos nós: 
A CARTA ENVIADA À IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001 
I. Pérgamo 
A. A cidade de Pérgamo era muito conhecida na Antiguidade com um grande centro das religiões pagãs. A cidade existe até os dias de hoje e seu nome moderno é Bergama.


Cidade moderna de Bergama, antiga Pérgamo
B. Em Pérgamo estava ocorrendo uma grande batalha, não entre o bem e o mal, mas entre a VERDADE e a mentira! 
C. A cidade de Pérgamo estava localizada cerca de 90 quilômetros ao norte de Esmirna. A cidade não era, como as duas anteriores, uma cidade portuária. De fato estava a mais de 20 quilômetros da costa no vale do rio Caicus. 
D. Qualquer visitante de Pérgamo não poderia deixar de notar a grande quantidade de altares e templos que existiam espalhados por toda a cidade. A sensação em Pérgamo era a mesma experimentada pelo Apóstolo Paulo quando visitou Atenas, conforme lemos em —  
Atos 17:16  
Enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade. 

Entrada da Acrópole de Pérgamo

E. A acrópole de Pérgamo estava localizada numa colina íngreme com 300 metros de altura em relação ao vale do rio Caicus e, próximo do topo da colina, existia um gigantesco altar construído para honra o deus grego Zeus.

 
F. Outras divindades eram adoradas, especialmente os deuses gregos Dionísio — o deus do vinho — e Asclépio ou Esculápio — o “deus salvador” — ou deus da Cura. As ruínas de seu gigantesco templo ainda podem ser vistas até os dias de hoje. Apesar de ter se iniciado na cidade grega de Epidavros, o culto a Esculápio estava agora centrado em Pérgamo. 


Templo de Esculápio em Pérgamo

II. O Culto Imperial 
A. A adoração aos imperadores romanos teve início em Pérgamo no ano 29 a.C., quando a cidade foi autorizada a edificar um templo para o imperador romano César Augusto. Como acontecia com o culto a Esculápio, o culto ao imperador romano tinha seu centro na cidade de Pérgamo. 
B. Não é difícil notarmos que em Pérgamo o anticristo era muito mais importante que o próprio Cristo. O que Jesus tinha para dizer para sua igreja que se encontrava oprimida no meio de tanta falsidade? 
III. A Preocupação Número um de Cristo era com a Verdade 
A. O Cristo ressuscitado dentre os mortos e exaltado à destra de Deus, está profundamente preocupado com a VERDADE. Tanto com a preservação, quanto com a difusão da mesma. Esse é o tema central dessa carta. 
B. Jesus elogia a Igreja em Pérgamo ao dizer: conservas o meu nome e não negaste a minha fé — Apocalipse 2:13. 
C. Mas junto com o elogio, vem uma repreensão, porque apesar de se manterem fiéis ao Senhor, eles também toleravam a existência de certos falsos profetas na Igreja. 
D. A acusação de Cristo é bem clara: Tenho, todavia, contra ti algumas coisas, pois que tens aí os que sustentam a doutrina de Balaão — Apocalipse 2:14. 
E. Essa tolerância permitia a mistura da VERDADE do Evangelho com diversas falsas doutrinas que não podiam ser aceitas nem toleradas, pois as mesmas acabam por destruir a verdadeira fé das pessoas. 
F. Jesus deseja que nos apeguemos com todas as nossas forças à VERDADE. 
IV. Temos que Ter Amor Pela VERDADE 
A. Temos que notar que para Jesus, o AMOR e a VERDADE estão no mesmo nível. 
B. Não é incomum encontrando pessoas argumentando que o Amor deve estar acima de tudo, até mesmo da VERDADE. Mas essas pessoas não entendem que a VERDADE é tão importante quanto o AMOR, porque Jesus é a própria personificação tanto do AMOR quanto da VERDADE. Portanto, não podemos e nem devemos priorizar o primeiro sobre a segunda, mas aceitar o que a Bíblia nos ensina acerca dessas coisas. 
C. Deve ser evidente para todos nós que Jesus não compartilha com a falta de preocupação de certas pessoas com respeito à VERDADE. 
D. Além de chamar a si mesmo de a VERDADE, Jesus também disse o seguinte: 
João 8:12 
De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. 
E. Jesus detesta tanto o desvio de alguns quanto a indiferença dos outros pelos ensinamentos errados — ver Apocalipse 2:14 —15. 
F. É por esse motivo que Cristo demanda que a Igreja em Pérgamo se arrependa: Portanto, arrepende-te — Apocalipse 2:16. 
V. A Verdade Realmente Importa? 
A. Será que a situação em Pérgamo era mesmo tão séria como Cristo parece indicar? 
B. O que Cristo quer nos ensinar é que existem realidades com respeito às quais não podemos abrir mão da manutenção das mesmas a qualquer custo, mas isso não envolve todas as situações da vida cristã. Algumas coisas são de fato importantes e cruciais e outras nem tanto. 
C. Rupert ou Pedro Meldenius no século XVII disse o seguinte: Nós devemos preservar a unidade nas coisas essenciais, a liberdade nas não essenciais e o amor em todas as coisas. 
D. O que seriam verdades essenciais para os crentes em Pérgamo? E essas verdades valem também para nós hoje? 
F. Falaremos mais acerca disso na próxima mensagem. 
Conclusão:

A. No dia em que Jesus compareceu diante de Pilatos, esse lhe fez a seguinte pergunta:

João 18:38

Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? Tendo dito isto, voltou aos judeus e lhes disse: Eu não acho nele crime algum.

B. É óbvio que Pilatos não esperou pela resposta de Jesus. Mas a resposta é a seguinte: Existem dois aspectos acerca do que é VERDADE.

1. Primeiro nós temos o fato de que a VERDADE é a própria Palavra do Deus Vivo, como revelada na Bíblia, segundo as Palavras do próprio Cristo:

João 17:17

Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.

2. Essa é a Palavra Escrita de Deus.

3. Porém mais importante ainda que a Palavra Escrita de Deus é a Palavra Viva de Deus, que é o próprio Senhor Jesus Cristo. Jesus disse isso acerca de si mesmo:

João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

C. O amor sem a verdade não passa de sentimentalismo. E a verdade sem amor não passa de uma cruel opressão. Precisamos tanto do Jesus que é AMOR, quanto do Jesus que é a VERDADE.

D. Jesus nos prometeu o seguinte:

João 8:31—32

31 Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;

32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

E. Um dos maiores problemas da igreja moderna é que desobedecemos de forma aberta aos ensinamentos claros das Escrituras, enquanto estamos prontos para brigar por coisas que não são essenciais. Quando iremos aprender?

Que Deus abençoe a todos.



OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTORDUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006 — FINAL

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 001

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

2 Coríntios 12:1—10 - Sermão # 16 – A GRAÇA DE DEUS


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Esse esboço de sermão é parte da série "Exposição da 2 Epístola de Paulo aos Coríntios" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa exposição, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para outros estudos dessa série.

Sermões na Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios

Deixando as Dificuldades e Através da Descoberta, Chegando na Doxologia

Introdução.

A. A passagem que temos diante de nós é uma das mais entesouradas por crentes de todas as épocas. 
B. Todos aqueles que sabem alguma coisa acerca de dificuldades em suas vidas e que desejam encontrar a resposta de Deus, em Cristo, para estas mesmas dificuldades, já ponderaram nestas palavras. 
C. Essa exposição de hoje é semelhante à visita a um belo jardim com o qual podemos estar familiarizados, mas mesmo assim, sempre podemos encontrar algo novo e surpreendente. Algo que pode encher nossos corações com as atitudes certas de louvor e de ações de graças. 
D. Nesta passagem Paulo abre seu coração e no revela, de maneira íntima, uma hora de grande crise espiritual. Que seu aprendizado e suas atitudes, diante das dificuldades, nos sirvam de inspiração para nossas próprias vidas em Cristo. Vejamos como Paulo conseguiu...
Deixando as Dificuldades e Através da Descoberta, Chegando na Doxologia

I. A Vida Cristã Não é Uma Vida Sem Dificuldades. 

A. Um dos maiores equívocos que podem existir com relação à vida cristã é pensarmos que pode existir algum tipo de “super-crente” que está imune a toda e qualquer tipo de dificuldades. O triunfalismo dos pregadores e dos movimentos neopentecostais é realmente patético!
B. De fato, nos dias de hoje, nós temos inúmeras igrejas pretendendo que podem ensinar as pessoas a usarem sua fé para conseguirem tudo o que desejam: amor, saúde, prosperidade e etc. 
C. Os rádios e as TVs estão cheios de “testemunhos” de pessoas que alcançaram plena libertação de todos os seus problemas. Como pode ser facilmente percebido, essas pessoas alcançaram um nível de espiritualidade que deixa o próprio apóstolo Paulo parecendo um verdadeiro amador. 
D. Esta passagem serve bem para nos mostrar quão errado e destruidores estes ensinamentos são. 
E. Aqui podemos perceber nitidamente que na vida do próprio apóstolo Paulo existia um problema que parecia desafiar a todo tipo de solução, uma pressão que, para o apóstolo, parecia insuportável. 
F. Vamos considerar a dificuldade ou problema pelo qual Paulo estava passando 
1. Era uma dificuldade ou problema que parecia ser completamente inútil. 
a. Paulo chama sua dificuldade ou problema de “espinho na carne e de mensageiro de Satanás para me esbofetear”. 
b. Os comentaristas diferem grandemente acerca do que poderia ser este “espinho na carne”. Seria algum problema físico? Ou seria alguma dificuldade espiritual? As opiniões são como “nariz”. Todo mundo tem um! Eu mesmo não estou convencido do quê exatamente estamos tratando aqui. 
c. Em vez de ficarmos especulando acerca daquilo que Paulo não diz vamos concentrar nossa atenção naquilo que ele diz. E Paulo nos informa que: 
i. A origem do problema parece ser satânica, pois o apóstolo diz que o mesmo era um “mensageiro de Satanás”. Ao que parece este problema consistia de uma limitação na vida e no ministério de Paulo. 
ii. Paulo diz que o problema era “mensageiro de Satanás para me esbofetear”. A palavra usada por Paulo é κολαφίζω kolafízo. Esta palavra é bastante pesada, pois significa: bater com punho fechado, dar um soco em alguém com o punho fechado e maltratar, tratar com violência e ofensa. 
iii. Aqui estamos diante de algo extremamente frustrante. Algo que deixava o apóstolo Paulo abatido e machucado. 
iv. Paulo se sentia pressionado por este problema e também frustrado. 
v. O resultado prático desse problema na vida de Paulo parece ser que o mesmo tornava Paulo consciente da sua velha natureza. Esse problema despertava e levantava a velha natureza de Paulo de modo extremamente doloroso. Quando isto acontecia havia a tendência de fazer aflorar o que de pior poderia existir no apóstolo. Alguém aqui já experimentou este tipo de coisa ou de situação? 
vi. Todos nós temos plena consciência de que nossas vidas seriam bem melhores sem nosso temperamento explosivo, sem nosso orgulho, sem nossa cobiça, sem desejarmos fazer nossa própria vontade prevalecer etc. 
vii. Mas, o problema ou dificuldade que parecia completamente inútil não era tudo. A situação era agravada porque... 
G. Havia uma oração para a qual não havia resposta — 
2 Coríntios 10:8 
Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 
H. Note que Paulo não havia apenas orado acerca do problema, mas havia orado com intenção específica. 
I. O problema causava certos impedimentos em sua vida em seu ministério. Paulo tinha plena convicção de que ele estaria bem melhor sem aquela dificuldade. Mas à medida que Paulo orava tinha a nítida impressão que Deus não o estava ouvindo. 
J. Fico imaginando se Deus interrompeu Paulo no meio de uma destas orações. Fico imaginando se Deus nos interrompe também. 
K. A Bíblia diz que: “então Ele me disse – 2 Coríntios 10:9”. Quantas vezes Deus precisa nos lembrar que precisamos estar mais dispostos a ouvir do a que a pedir? O que Deus diria a você? O que ele continua dizendo para mim? 
M. Se existem dificuldades e problemas, então... 
II. Existe a possibilidade de fazermos preciosas descobertas. 
A. À medida que Paulo parou de falar ele pode ouvir Deus falando. E o que é que Deus lhe disse? 
1. Havia um propósito naquilo tudo —2 Coríntios 12:7 
E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. 
2. Paulo diz que o propósito era para que “não me ensoberbecesse e para que não me exalte. A palavra grega é a mesma ὑπεραίρωμα uperaíroma e Paulo a repete duas vezes para dar ênfase. 
3. Teria Paulo motivos para se exaltar? – 
2 Coríntios 12:1 – 4 
1 Se é necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às visões e revelações do Senhor. 
2 Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) 
3 e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) 
4 foi arrebatado ao paraíso e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir. 
4. Deus sabia que no momento em que Paulo se tornasse orgulhoso, exaltado e arrogante seria o exato momento em que ele teria se tornado inútil para fazer a obra de Deus. 
5. O propósito de Deus em manter esta dificuldade na vida de Paulo era somente um: manter Paulo humilde e dependente e, por consequência, útil ao Senhor. 
6. Paulo precisava descobrir também.... 
B. A irrestrita plenitude da graça de Deus — 
2 Coríntios 12:9 
Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 
1. O que foi que Deus disse a Paulo? “A minha graça te basta”. Esta não é uma promessa. É uma afirmação feita no tempo presente. 
2. Paulo, disse o Senhor, a minha graça te basta ou é suficiente, portanto, não existe nenhum motivo para você querer fugir ou escapar do problema ou da dificuldade ou da pressão em que se encontra. 
3. Paulo gostaria que o problema, a dificuldade e a pressão fossem embora, mas Deus lhe mostrou que isto era não recomendável. De fato Deus lhe mostrou que aquilo que Paulo desejava era desnecessário! 
4. Não temos necessidade de escapar aos problemas, às dificuldades, às pressões quando entendemos que a graça de Deus é suficiente para nos sustentar em meio a estas situações. Nós realmente não temos nenhuma desculpa, quando somos confrontados com a verdade de que a graça de Deus nos basta! 
III. Alcançando o nível da doxologia. 
A. Neste momento nós podemos perceber como a dor do espinho na carne pode se tornar na motivação para um hino triunfal. 
B. Notemos como Paulo alcançou o nível da doxologia. 
1. Como a atitude de Paulo foi modificada — 
2 Coríntios 10:9—10 
9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 
10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte. 
2. Note que Paulo diz: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo”.
3. Será que nós nos atreveríamos a imitá-lo? 
4. Note como Paulo mudou. Primeiro ele orou para que o problema, a dificuldade e a pressão fossem removidos. Agora ele diz que prefere que eles permaneçam! 
C. A aceitação de Paulo é completa. 
1. No verso 7 Paulo diz que “me foi posto um espinho na carne”. Agora Paulo entendia que este espinho era realmente um dom de Deus para ele. Não era um incômodo. Era uma bênção! 
2. Não é suficiente nos submetermos a estas situações. É necessário que possamos aceitá-las com vindas das mãos de Deus. E que Deus pode ter um plano eterno que nós não podemos divisar no presente momento. 
3. Paulo aceita estas situações como dons de Deus porque entende perfeitamente que as mesmas são oportunidades que abrem as portas para se experimentar a graça de Deus de uma maneira singular. Sem passar por essas experiências é impossível aprofundar o conhecimento de quão poderosa a graça de Deus é. 
4. Paulo diz: De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo — 2 Coríntios 10:9. E... 
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte — 2 Coríntios 10:10. 
Conclusão. 
1. Às vezes eu me pergunto se há algum crente aqui em nossa comunidade que está experimentando pressões e frustrações. Tem alguém? Outras vezes me pergunto: Quantas vezes vocês e eu temos orado acerca dos nossos problemas e dificuldades e parece tudo inútil? Precisamos aprender a falar menos e deixar Deus falar mais! 
2. Quantas vezes nós usamos as dificuldades, os problemas e as pressões como desculpas para rebaixar nossos padrões de comportamento. Quantas vezes nos metemos em encrencas sérias porque dizemos para nós mesmos que temos sérios problemas e estamos sob muita pressão e precisamos extravasar. Temos que aprender o significado de: a minha graça te basta!  
3. Eu não sei que tipo de pressão existe em sua vida que parece tão desesperadora que você deseja se ver livre dela. Que tipo de “pepino” existe que realmente precisa ser removido? Mas será que você e eu somos capazes de olhar para o problema e dizer honestamente a Deus, que: porque nós entendemos que o Senhor pode ter um propósito eterno através deste problema, preferimos que o mesmo seja mantido em vez de removido? Será que podemos dizer francamente: Eu não quero meus problemas resolvidos, eu não quero as situações solucionadas, eu não quero me ver livre de dificuldades de saúde e etc. EU QUERO A GRAÇA DE DEUS EM MINHA VIDA! 
4. Para refletir: você aceita as dificuldades, as situações, as pressões da vida como presentes de Deus, que te possibilitam experimentar a graça de Deus de maneira nunca antes experimentada ou você ainda continua “orando pela mudanças nas condições da tua vida”? 
OUTRAS MENSAGENS EM 2 CORÍNTIOS PODEM SER ACESSSADAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

001 — A Escola do Sofrimento – 2 Coríntios 2:1—11

002 — Os Críticos do Apóstolo Paulo — 2 Coríntios 1:12 — 2:11

003 — Como Paulo Entendia o Ministério Cristão — 2 Coríntios 2:12 — 3:3

004 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 3:4—18 — Parte 1

005 — A Confiança que Paulo Tinha em Sua Mensagem— 2 Coríntios 4:1—6 — parte 2

006 — Batalhas e Bênçãos — 2 Coríntios 4:7—15

007 — Crescendo Apesar de Estar Envelhecendo — 2 Coríntios 4:16—5:9

008 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 1 — 2 Coríntios 5:9—14

009 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 2 — 2 Coríntios 5:14—6:4

010 — As Pressões da Responsabilidade — Parte 3 — 2 Coríntios 6:3—10

011 — Os Princípios e a Prática da Separação Bíblica — 2 Coríntios 6:11—7:3

012 — Tudo Vai Bem, Quando Termina Bem — 2 Coríntios 7:4—16

013 — A Prática Cristã de Contribuir — 2 Coríntios 8—9

014 — No Fim o Que Conta é Como Deus nos Vê — 2 Coríntios 10

015 — Paulo Responde a Seus Detratores — 2 Coríntios 11

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.