sábado, 7 de setembro de 2013

A COMPLETA ABOLIÇÃO DO DÍZMO NOS DIAS DA NOVA ALIANÇA


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ATENÇÃO: Para entender melhor o assunto abaixo é muito recomendável que o leitor se familiarize com o artigo anterior que pode ser acessado pelo link abaixo:


O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE O DÍZIMO?

I. Malaquias foi o último profeta do cânon do Antigo Testamento. Ele profetizou para os judeus que haviam retornado do exílio babilônico, provavelmente entre os anos 432—425 a.C.

II. A profecia era, portanto dirigida para os judeus dos seus dias, acima de tudo. Naqueles dias, as pessoas ainda estavam vivendo sob os regulamentos da Antiga Aliança que requeria o pagamento dos dízimos em mantimentos do campo e em animais do pasto conforme podemos ver na seguinte passagem:

A. Levítico 27:30—32

30 Também todas as dízimas da terra, tanto dos cereais do campo como dos frutos das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR.

31 Se alguém, das suas dízimas, quiser resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela.

32 No tocante às dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo do bordão do pastor, o dízimo será santo ao SENHOR.

Esses versos nos ensinam que, durante os dias da Antiga Aliança, todo judeu estava obrigado:

1. Trazer o dízimo da produção do campo e das árvores frutíferas para apresentar diante do Senhor.

2. No verso 31 existe uma verdade muito importante, mas rigorosamente ignorada pelos lobos gulosos e pessoas que pregam contra o dízimo. Essa verdade é a seguinte: se qualquer judeu não quisesse se dar ao trabalho de levar seus dízimos de cereais, frutas e animais até o local determinado pelo Senhor, ele poderia trocar as mercadorias por dinheiro, mas ao fazer isso, ele precisava acrescentar uma espécie de multa no valor de 20% da avaliação do dízimo devido.

3. Quanto aos animais, o judeu deveria contar seus animais e retirar 1 a cada 10 contados. Se o indivíduo tivesse 10 ovelhas o dízimo era de uma ovelha. Se ele tivesse 19 ovelhas o dízimo também era de uma ovelha e assim sucessivamente. Preste bastante atenção nesse fato.

Levitas

B. Números 18:24

Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao SENHOR em oferta, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel, nenhuma herança tereis.

De acordo com esse verso os dízimos deveriam ser pagos, exclusivamente aos levitas e a ninguém mais. O mesmo servia para sustentar aqueles que trabalhavam, primeiro no tabernáculo e depois no templo. Por esse motivo o profeta Malaquias fala em “mantimento em minha casa”. É óbvio que o mantimento não era para as edificações em si mesmas e sim para aqueles que nelas trabalhavam. Malaquias faz uso de uma figura de linguagem que chamamos de metonímia onde os levitas podem ser substituídos pela expressão “minha casa”.

C. Levítico 16:26—28

26 Também falarás aos levitas e lhes dirás: Quando receberdes os dízimos da parte dos filhos de Israel, que vos dei por vossa herança, deles apresentareis uma oferta ao SENHOR: o dízimo dos dízimos.

27 Atribuir-se-vos-á a vossa oferta como se fosse cereal da eira e plenitude do lagar.

28 Assim, também apresentareis ao SENHOR uma oferta de todos os vossos dízimos que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta do SENHOR a Arão, o sacerdote.


Sacerdote

Os levitas, por sua vez, conforme os versos acima estavam obrigados a retirar um dízimo dos dízimos recebidos e ofertá-lo para o sustento dos sacerdotes.

D. Deuteronômio 14:28—29

28 Ao fim de cada três anos, tirarás todos os dízimos do fruto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade.

29 Então, virão o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o SENHOR, teu Deus, te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem.

Note que essa é outra passagem também é ignorada pelos lobos gulosos. Por quê?

1. Porque uma vez a cada três anos os dízimos não deveriam ser levados para os levitas, mas armazenados na própria cidade onde foram produzidos.

2. Isso devia ser feito para alimentar os levitas do local, o estrangeiro, o órfão e a viúva.

3. Se teu pastor insiste na obrigatoriedade do pagamento do dízimo, deixe claro que você tem todo o direito, garantido pela própria Bíblia, de ficar 1 em cada 3 anos sem contribuir com a igreja!!
Cremos que essas informações são suficientes para se provar que a prática dos dízimos adotada pela maioria das igrejas chamadas evangélicas está completamente equivocada.

III. Mas, alguém poderia perguntar: e as palavras de Jesus em Mateus 23:23, não provam que precisamos pagar os dízimos? Primeiro vejamos o que o texto diz:

A. Mateus 23:23

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!

Novamente temos que analisar esse verso em seu contexto e dar especial atenção quanto ao TEMPO em que essas palavras foram proferidas.

1. Quando Jesus proferiu essas palavras ainda estava em vigor a Antiga Aliança, como seus regulamentos conforme mostramos acima. Mas em poucos dias Jesus faria uma Nova Aliança com a nação de Israel e que se estenderia a todos os povos, conforme podemos ler em:

B. Jeremias 31:31—32

31 Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá.

32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR.

Note que a necessidade maior de se firmar uma Nova Aliança era o fato de que a Antiga Aliança foi anulada pelo comportamento reprovável do povo de Israel.

C. Mateus 26:26—28

26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.

27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;

28 porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.

Poucas horas depois dessas palavras serem proferidas a morte de Cristo sobre a cruz no Monte Calvário, concretizou a Nova Aliança, que foi colocada em pleno vigor por meio da ressurreição do Senhor, Sua ascensão ao céu e o consequente derramamento do Espírito Santo no Dia do Pentecostes, que criou a igreja, o corpo de Cristo. Corpo esse do qual o próprio cristo é a cabeça.

2. O dízimo era tanto uma instituição do Antigo Testamento ou da Antiga Aliança que a expressões “dízimo” só ocorre no Novo Testamento nos Evangelhos — maior parte ainda atrelada à Antiga Aliança — e na Epístola aos Hebreus, em contextos que estão claramente descrevendo as condições que existiam sob a Antiga Aliança. Com a palavra “dízimos” a coisa fica ainda mais complicada, pois a mesma não ocorre nenhuma vez no Novo Testamento com exceção de 3 vezes, todas na Epístola aos hebreus e nas mesmas condições da expressão no singular.

O dízimo foi tão abolido, mas tão abolido pela obra de Jesus que o mesmo não é citado no livro de Atos, em nenhuma epístola de Paulo, não é mencionado nem por Tiago, Pedro, João e Judas em suas epístolas. E, definitivamente, o mesmo não aparece nem no singular nem no plural no livro do Apocalipse.

IV. Isso se deve, basicamente, aos seguintes fatos:

A. João 4:19—26

19 Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que tu és profeta.

20 Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém 
é o lugar onde se deve adorar.

21 Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.

22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.

23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.

24 Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

25 Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas.

26 Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo.

Note as seguintes verdades:

1. O templo seria abolido e, consequentemente, todo serviço nele prestado e não haveria mais lugar de serviços para os levitas. Portanto, o dízimo também estaria abolido. Isso tudo se realizou, de modo definitivo, quando o General Tito destruiu a cidade de Jerusalém e o seu templo no ano 70 d. C. A partir daí a religião judaica deixou de ser uma religião sacerdotal para tornar-se uma religião rabínica.

2. Templos não são mais necessários, pois o povo de Deus pode se reunir em qualquer lugar, pois Deus está procurando adoradores e não lugares de adoração.

3. Os adoradores podem ser apenas 2 ou 3 o que não justifica arrancar o couro das ovelhas para se construir igrejas cada vez maiores sob a alegação que:

i. A glória da segunda casa será maior do que da primeira e outras bobagens.

ii. Construímos esse templo magnífico para a honra e glória de Deus. Esqueça. Deus está interessado em pessoas e não em prédios.

B. Romanos 10:4

Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

A questão toda é: você crê? A maioria não crê e por isso, continua escravizadas a esquemas vencidos e abolidos.

C. Hebreus 7:12

Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei.

1. O sacerdócio, com a vinda de Cristo foi mudado. Deixou de ser segundo a ordem de Levi e passou a ser segundo a ordem de Melquisedeque.

2. Com a mudança de sacerdócio tornou-se obrigatória a mudança da Lei da Antiga Aliança que foi substituída pelos mandamentos da Nova Aliança.

Todavia, é importante deixarmos bem claro, que apesar da Lei da Antiga Aliança ter sido abolida e, junto com ela, a obrigatoriedade do dízimo, nós como cristãos recebemos do Senhor uma nova forma e novos critérios para sustentar a obra de Deus. Tais ensinamentos se encontram em 2 Coríntios capítulos 8 e 9. Mas falaremos disso no próximo artigo.

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

6 comentários:

  1. Muito esclarecedor. Deus ti abençoe, irmão!

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    1. Cara Brenda,

      Obrigado por tomar do teu tempo para ler e por tuas generosas palavras.

      Que o Senhor possa continuar abençoando tua vida.

      Irmão Alex.

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  2. Olá Irmão Alex!

    Seu blog tem estudos muito esclarecedores, obrigada por compartilhá-los conosco!
    Ainda essa semana eu estava me propondo a iniciar um estudo sobre o dízimo, pois muitos questionamentos se levantam em meio ao aos absurdos que vêm sendo pregados em muitas igrejas...
    Coincidentemente vi a atualização desse estudo no facebook, fiquei bastante feliz. Obrigada!

    Abraço,
    Manoella


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    1. Cara Manoela,

      Deus sabe nossas necessidades e ele usa tudo de forma soberana para suprir o que precisamos. É maravilhoso ler teu testemunho de como Deus usou o blog para te ajudar.

      Obrigado por compartilhar e que Deus te abençoe.

      Abraço,

      irmão Alex

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  3. estudo muito coerente e incisivo.
    eu creio que o dizimo é válido ainda nos dias de hj e sempre será.
    porém,como é sabido de nós outros, em cristo nós temos liberdade,somos livres
    e é ai que entra minha crença: sou dizimista voluntário,nao por obrigaçao ou mandamento,mas por amor a obra de Deus. pois o dia em que me disserem que se eu nao der o dizimo o devorador vai entrar...ai eu paro imediatamente de dizimar.

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    1. Caro Fhabio,

      Eu creio que se trata apenas de uma questão de nomenclatura. Podemos chamar a contribuição no Novo Testamento como quisermos. A única coisa que não podemos fazer é tratá-la como se a mesma continuasse tendo que seguir o esquema do dízimo do Antigo Testamento, pois essa, como deixei provado, foi mesmo abolida.

      Abraço,

      Irmão Alex

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