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sexta-feira, 24 de março de 2017

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 022 — PARA O QUÊ DEUS NOS ESCOLHEU?


Resultado de imagem para imagens santos e irrepreensíveis


NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.
Efésios 1:4 - Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor.

Conforme falamos anteriormente, os versículos 3 a 14 de Efésios 1 são realmente uma explosão de louvor. Louvor a Deus que nos escolhe exclusivamente pela Sua graça — ver Efésios 1:4—5 e comparar com Romanos 11:5.

Na longa exposição — ver estudos desta série abaixo — feita no evangelho de João, acerca da doutrina da eleição, nós vimos que:

1. Não existe salvação fora da fé exclusivamente em Jesus Cristo por causa de Quem Ele era, i.e., Deus mesmo e por causa das obras que Ele fez “como nenhum outro fez”.

2. Somente aqueles que o Pai dá ao Senhor Jesus é que virão ao Senhor Jesus e serão salvos.

3. Os que rejeitam a graça salvadora de Deus são considerados por Deus mesmo como “indesculpáveis”.

A segunda parte de Efésios 1:4 deixa bem claro o propósito de Deus para nós ao nos salvar em Cristo. Muitos crentes e muitas igrejas têm reduzido o propósito de Deus para nossa salvação à uma apólice de seguro “contra incêndio”, como uma garantia de que iremos para o céu e não para o inferno. Mas o propósito de Deus na nossa salvação vai muito, além disso. Muitos crentes pensam que uma vez que estão de posse da “apólice de seguro” podem então viver como bem quiserem. Podem, inclusive, desfrutar do pecado. Entre esses encontramos alguns que chegam ao cúmulo de fazer apologia aberta a uma vida pecaminosa. Outros há, que se orgulham de terem sido eleitos por Deus, como se tivessem algum mérito neste processo. O fato é que essa doutrina de eleição é tão complexa e delicada que, quase sempre, vamos encontrar pessoas que abusam da mesma de uma maneira ou de outra. Antes de tudo temos que notar que não fomos escolhidos porque éramos santos ou melhores que outras pessoas. Portanto não existia nenhum mérito em nós que obrigasse Deus a nos escolher. Por outro lado temos que entender que usar a doutrina da eleição como desculpa ou permissão para viver no pecado demonstra, na realidade, um coração ainda irregenerado. Fomos eleitos pela graça de Deus e fomos escolhidos por Deus para sermos santos e irrepreensíveis diante de Deus.

Paulo usa dois termos para descrever o propósito de Deus para nós. Ele diz que Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis. As duas palavras significam, basicamente, a mesma coisa. A ênfase ou o aspecto focalizado é que é diferente. A palavra grega ἁγίους agíous  — santos, quer dizer algo muito santo ou um santo e se refere à condição interna da pessoa descrita, Isto é, descreve aquilo que a pessoas é no íntimo, lá dentro. Por sua vez a palavra grega ἀμώμους amómous — irrepreensíveis é usada para descrever algo sem defeito, como um animal sem mancha ou defeito; serve também, desse modo, para descrever alguém que é moralmente sem defeito, perfeito ou irrepreensível. O termo santidade descreve nossa condição de pureza interna ao passo que irrepreensível descreve nossa condição externa de pureza. Esses dois aspectos não podem ser nem ignorados nem desprezados, pois foi exatamente para alcançá-los na vida da Igreja que o Senhor Jesus entregou sua vida como um sacrifício na cruz do Calvário —

Efésios 5:25—27

25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,

27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

A verdadeira igreja do Senhor Jesus precisa ser irrepreensível, ou seja, sem culpa externamente e completamente santa ou pura, internamente. Quando olhamos para as igrejas nos dias de hoje vemos como é lamentável o quadro que se apresenta diante de nós. As denominações que pretendem representar a verdadeira igreja cristã estão longe de serem puras porque são completamente repreensíveis! O apóstolo Paulo entendia perfeitamente bem essa necessidade que a Igreja possui ao dizer as palavras que estão registradas em 2 Coríntios 11:23—28, com especial ênfase no verso 28!

23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes.

24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um;

25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar;

26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos;

27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.

28 Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.

Sermos santos e irrepreensíveis quer dizer que temos que experimentar, de modo prático, a reversão daquilo que experimentamos como resultado da queda de nossos primeiros pais. Por causa da desobediência de Adão no jardim do Éden todos nós, porque estávamos em Adão, i.e., porque descendemos de Adão, estamos sujeitos às consequências da queda —

Romanos 5:12

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.

Somos todos pecadores na prática. A queda foi obra do diabo. Mas Jesus veio para desfazer as obras do diabo que incluem a prática do pecado por parte dos seres humanos —

1 João 3:8

Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.

Jesus veio trazer nova vida. Uma vida caracterizada por uma pureza essencial que é representada por um estado saudável ou cheio de plenitude. Assim a Igreja precisa manifestar uma harmonia perfeita onde o exterior, que é visível, é o perfeito reflexo do interior invisível.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002
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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 024 — Nossa Predestinação Divina

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis


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quarta-feira, 20 de abril de 2016

VIDA, MORTE, ESTADO INTERMEDIÁRIO, ESTADO ETERNO - Estudo 010 - Termos Usados no Antigo Testamento – Parte 003


Quadro de René Magritte

Essa é uma série cujo propósito é estudar os conceitos bíblicos de vida, morte, estado intermediário e eternidade. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade.

Estudo 10

Metáforas emprestadas do corpo humano:

Os hebreus usaram diversos órgãos do corpo humano como metáforas da parte invisível ou imaterial do homem.

A. Coração — o texto do Antigo Testamento contem 5 palavras diferentes que são geralmente traduzidas como coração. A mais importante é לְבleb que tem os seguintes significados de acordo com o Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong, publicado pela Sociedade Bíblica do Brasil:

03820 לְב leb

1) ser interior, mente, vontade, coração, inteligência

1a) parte interior, meio

1a1) meio (das coisas)

1a2) coração (do homem)

1a3) alma, coração (do homem)

1a4) mente, conhecimento, razão, reflexão, memória

1a5) inclinação, resolução, determinação (da vontade)

1a6) consciência

1a7) coração (referindo-se ao caráter moral)

1a8) como lugar dos desejos

1a9) como lugar das emoções e paixões

1a10) como lugar da coragem

As palavras traduzidas como "coração", foram utilizadas para descrever a parte do ser humano que transcende a vida física. De acordo com os dicionários, alem de se referir ao órgão, a expressão לְבleb — coração era usada para se referir ao homem interior, a mente, a vontade, ou seja, ao “eu transcendente” em contraste com o homem exterior —
Salmos 73:26

Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.

Enquanto a expressão נֶפֶשׁ nepesh: sopro, vida, desejo, alma é utilizada, algumas vezes, para se referir ao principio físico da vida, לְבleb — coração nunca e usada neste sentido.

B. Entranhas —  a expressão קְרְב kereb é utilizada 24x no sentido metafórico para representar o eu transcendente do homem. A Palavra tem tradução variada conforme podemos ver em:

1. Intimo em Gênesis 18:12.

2. No meu peito em Salmos 39:3. 

3. Alma em 1 Reis 17:21—22.

4. Espíritoרוּחַruach — vento, hálito, mente e espírito — dentro dele em Zacarias 12:1. 

5. Pensamento intimo em Salmos 49:11.

6. Mente  em Jeremias 31:33.

C. Rins — A palavra כִליָהkilyah é usada 13x metaforicamente em paralelo com לְבleb — coração na literatura poética, como por exemplo: Salmos 7:9 — traduzida como mente — e Salmos 26:2 onde é traduzida como pensamentos.

D. Fígado — A palavra כַבֵד kabed é utilizada em Lamentações 2:11 onde é traduzida como alma.

E. Lombo — A palavra  הָלַצַיִם halatsaiym é utilizada para se referir a parte imaterial de Jó, em Jó  38:3 e 40:7.

F. Partes profundas do corpo — Em Provérbios 18:8, 20:27 e 26:22 a palavra חַדְרֵי haderey — é utilizada para se referir ao eu transcendente do homem.

G. Íntimo — A palavra טֻוחה — tuwchah — é usada em Salmos 51:6. Todavia, neste caso em particular, a lexicografia moderna admite que não se sabe exatamente a intenção do autor.

O Antigo Testamento, de forma consistente, apresenta o espírito  ou a alma ou a mente ou o coração etc.. como residindo no corpo. Em nenhum lugar no Antigo Testamento é dito que o homem é rins ou que o homem é espírito. O corpo é a "casa" onde o eu transcendente habita.

Todos os termos que estudamos são intercambiáveis e são todos sinônimos e se referem ao lado imaterial do homem. Não existe no Antigo Testamento referencia a alma e espírito como sendo entidades metafísicas separadas. E por este motivo que as mesmas devem ser vistas como funcionais e/ou relacionais e não descritoras de substância.

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Estudo 014 A — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 001

Estudo 014 B — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 002
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Estudo 014 C — Vida, Morte, Estado Intermediário e Eternidade — A Crença na Imortalidade como algo Universal — Parte 003.

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Gênesis Estudo 035 — Gênesis 8 — DEUS FAZ UMA PROMESSA A NOÉ E TODOS OS SEUS DESCENDENTES


Este estudo é parte de uma Análise do Livro do Gênesis. Nosso interesse é ajudar todos os leitores a apreciarem a rica herança que temos nas páginas da História Primeva da Humanidade. No final de cada estudo o leitor encontrará direções para outras partes desse estudo. 
O Livro do Gênesis
O Princípio de Todas as Coisas

בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלֹהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ        
        Eretz ha  ve-et  Hashamaim  et  Elohim     Bará     Bereshit
        Terra  a    e     céus      os    Deus      criou   princípio No                                                                                          Gênesis 1:1
IX. A História de Noé — Continuação.


3. A Promessa – Gênesis 8:20 – 22.

A primeira coisa que Noé fez, ao pisar novamente na terra, foi oferecer sacrifícios a Deus. O tipo de sacrifício oferecido por Noé é chamado, pela primeira vez na Bíblia de עֹלֹת olot — holocausto, sacrifício completamente queimado ao Senhor —

Gênesis 8:20

Levantou Noé um altar ao SENHOR e, tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar.

Este tipo de sacrifício era, certamente, uma manifestação tanto da fé, que Noé possuía, como da gratidão que ele experimentava pela tão grande salvação proporcionada por Deus — a salvação oferecida gratuitamente através de Jesus é referida como sendo “grande salvação”, com gravíssimas consequências contra aqueles que recusam aceitá-la —

Hebreus 2:1—4

1 Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos.

2 Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo,

3 como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;

4 dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.

Em resposta ao ato de Noé, Deus faz uma promessa solene que é exatamente o reverso da promessa anterior e que havia culminado com as águas do Dilúvio:

Gênesis 6:13

Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra.

Gênesis 8:21—22

E o SENHOR aspirou o suave cheiro e disse consigo mesmo: Não tornarei a amaldiçoar a terra por causa do homem, porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade; nem tornarei a ferir todo vivente, como fiz. Enquanto durar a terra, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite.

Estas foram decisões tomadas por Deus sem consultar absolutamente ninguém. É assim que age o Deus que é único Senhor Soberano; que domina sobre todos os seres humanos. E, da mesma maneira, que Deus cumpriu completamente sua primeira resolução, nós sabemos que o SENHOR também cumprirá sua segunda resolução, pois como diz o salmista:

Salmos 145:13

O teu reino é o de todos os séculos, e o teu domínio subsiste por todas as gerações. O SENHOR é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras.

Todos nós, uma vez ou outra, já nos perguntamos se nossa própria geração não se tem tornado tão ou mais digna de sofrer um castigo igual, ou mesmo pior do que aqueles que pereceram no dilúvio. Porque será que Deus não executa o mesmo tipo de juízo hoje? Porque Ele permite que continuemos afrontando Sua santidade, enquanto nos afundamos cada vez mais e mais neste tremedal de lama?


Nos versículos acima, de Gênesis 8:21—22, nós encontramos o verdadeiro motivo porque Deus não mais julga, da maneira como julgou aquelas pessoas que pereceram no dilúvio. Nesses versos nós podemos ler acerca da decisão de Deus de não mais destruir os seres humanos como fez quando trouxe o dilúvio. Mas, porque teria Deus tomado esta decisão?


É bem evidente que Deus não estava arrependido por ter trazido o juízo que trouxe sobre a humanidade, pois como já vimos, Deus apenas passou a sentença sobre aquilo que já estava completamente falido e apodrecendo. A frase “porque é mau o desígnio íntimo do homem desde a sua mocidade” nos indica que, mesmo após o dilúvio, o problema da maldade humana persistia. Desta maneira, o resultado obtido com o dilúvio, era apenas temporário e não permanente. O problema do ser humano não tem a ver com a criação e sim com o pecado. Não tem a ver com os homens e sim com o homem, no singular. Dar cabo de todos os seres humanos e começar novamente com uns poucos era uma solução transitória. O que tudo isto nos ensina é que nós precisamos ser recriados, ser novas criaturas, se pretendemos ter a esperança de viver, por toda a eternidade, na presença de Deus.


O apóstolo Paulo nos diz que o mundo caído, incluindo-se ai, tanto os seres humanos como a natureza, está sujeito à vaidade – é algo vão, ilusório, instável ou pouco duradouro – mas aguarda ser plenamente libertado —

Romanos 8:20—22

20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou,

21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora.

O dilúvio trouxe um alívio apenas temporário às complicações causadas pelo pecado. Por este motivo, Deus decide tratar com o pecado de uma maneira definitiva na vinda daquele que foi prometido aos nossos primeiros pais —

Gênesis 3:15

Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.


Juntamente com a vinda de Jesus, Deus providencia que mediante a fé, que ele mesmo nos concede como um presente —

Efésios 2:8

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.


que nós sejamos transformados espiritualmente em novas criaturas ou em uma nova criação —

2 Coríntios 5:17

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.


Gálatas 6:15

Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura.


Depois de resolver o problema de pecado do homem, através de Jesus, Deus, de maneira semelhante, nos tem prometido — novos céus e uma nova terra – ver 2 Pedro 3:13.


OUTROS ARTIGOS ACERCA DO LIVRO DE GÊNESIS

001 — Introdução e Esboço

002 — Introdução ao Gênesis — Parte 2 — Teorias Acerca da Criação

003 — Introdução ao Gênesis — Parte 3 — A História Primeva e Sua Natureza

004 — Introdução ao Gênesis — Parte 4 — A Preparação para a Vida Na Terra

005 — Introdução ao Gênesis — Parte 5 — A Criação da Vida

006 — Introdução ao Gênesis — Parte 6 — O DEUS CRIADOR

007 — Introdução ao Gênesis — Parte 7 — OS NOMES DO DEUS CRIADOR, OS CÉUS E A TERRA

008 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 1 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 1

009 – Gênesis — A Criação de Deus - Parte 8A – A Criação de Deus Dia a Dia – O Primeiro Dia — Parte 2

010 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus - Parte 9 – A Criação de Deus Dia a Dia – O Segundo e o Terceiro Dia

011 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 10 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quarto Dia

012 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 11 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Quinto Dia

013 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12 — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 1

013A — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 12A — A Criação de Deus Dia a Dia — O Sexto Dia — Parte 2

014 — Estudo de Gênesis — A Criação de Deus — Parte 13 — Teorias Evolutivas

015 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 14 — GÊNESIS 2A

016 — Estudo de Gênesis — Gênesis 2 — Parte 15 — GÊNESIS 2B

017 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 16 — GÊNESIS 3A

018 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 17 — GÊNESIS 3B

019 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — Parte 18 — GÊNESIS 3C

020 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Livre Arbítrio — Parte 19

021 — Estudo de Gênesis — Gênesis 3 — O Dois Adãos — Parte 20

022 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Era Pré-Patriarcal e a Mulher de Caim — Parte 21

023 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, O Primeiro Construtor de Uma Cidade — Parte 22

024 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Assassino e Fugitivo da Presença de Deus — Parte 23

025 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — Caim, Como Primeiro Construtor de uma Cidade e Pseudo-Salvador da Humanidade — Parte 24

026 — Estudo de Gênesis — Gênesis 4 — A Conclusão Acerca de Caim — Parte 25

027 — Estudo de Gênesis — Gênesis 5 — Sete e outros Patriarcas Antediluvianos — Parte 26

028 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Perversidade Humana, Os Filhos de Deus e as Filhas dos Homens— Parte 27A

029 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — OS Nefilim e os Guiborim — Os Gigantes e os Valentes — Parte 27B

030 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Maldade do Coração Humano— Parte 27C.

031 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — A Corrupção Humana Sobre a Face da Terra e Deus Pode se Arrepender? — Parte 27D.

032 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28A.

033 — Estudo de Gênesis — Gênesis 6 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 28B.

034 — Estudo de Gênesis — Gênesis 7 — Noé e a arca que ele construiu orientado por Deus — Parte 29 — O Dilúvio Foi Global Ou Local?

035 — Estudo de Gênesis — Gênesis 8 — A promessa que Deus Fez a Noé e seus descendentes — Parte 30 — Nunca Mais Destruirei a Terra Pela Água

036 — Estudo de Gênesis —  O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 001

037 — Estudo de Gênesis — O Valor Perene do Dilúvio para todas as Gerações — PARTE 002

038 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 001

039 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 002

040 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 003

041 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 004 — A NATUREZA DA ALIANÇA ENTRE DEUS E NOÉ

042 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 005 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 001

043 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 006 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 002 — OS NEGROS SÃO AMALDIÇOADOS?

044 — Estudo de Gênesis — A Aliança de Deus com Noé — PARTE 007 — OS FILHOS DE NOÉ — PARTE 003 — A CONTRIBUIÇÃO DOS FILHOS DE NOÉ PARA A HUMANIDADE

045 — Estudo de Gênesis — A TÁBUA DAS NAÇÕES — PARTE 001 — OS DESCENDENTES DE JAFÉ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/genesis-estudo-045-tabua-das-nacoes.html
Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis

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