Mostrando postagens com marcador Abundância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Abundância. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de março de 2017

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 045 — JOSÉ SE MANIFESTA COMO MARAVILHOSO CONSELHEIRO


Imagem relacionada

Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

45. José Se Manifesta Como um Maravilhoso Conselheiro.

Depois de ter revelado o significado dos sonhos do Faraó do Egito, José assumiu a responsabilidade de orientar o monarca acerca do melhor curso a ser seguido, com o objetivo de enfrentar a calamidade que estava se aproximando e fazer provisões adequadas para o futuro.

De acordo com os sonhos, primeiro viriam sete anos de abundância os quais seriam, imediatamente, seguidos por sete anos de fome. Por esse motivo, José orientou o faraó a estocar a abundante produção dos próximos sete anos, como a única forma deles conseguirem sobreviver durante a terrível fome que se estenderia por outros sete anos. Por meio da graça de Deus em sua vida, José foi capaz de demonstrar uma sabedoria incomum e manifestar uma superioridade imensurável sobre os sábios do Egito.

Novamente, temos uma analogia perfeita entre José e Jesus. Quando Jesus teve sua vinda profetizada pelo profeta Isaías, o mesmo disse que o Messias seria chamado de:

Isaías 9:6

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.      
Jesus foi o Maravilhoso Conselheiro enviado pelo próprio Deus para a humanidade com a mensagem de como a mesma deveria se preparar para o futuro, e garantir o melhor de seus interesses futuros. Conforme podemos ler em colossenses 2:3 é em Jesus Cristo que nós podemos encontrar todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento:

Colossenses 2:3

Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

Jesus é aquela pessoa única, exclusiva, que todos precisamos conhecer, porque é nele, na sua pessoa, que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão “estocados”. A expressão sabedoria é σοφία sofía — e conhecimento é γνω̂σιςgnôsis. Unidas como se encontram em Colossenses 2:3 pelo artigo τη̂ς tês —, são consideradas, virtualmente como uma entidade única, como era comumente entendida na literatura judaica não bíblica.

É muito importante notarmos, todavia, que esses dois termos estão vinculados também em

Romanos 11:33

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

Note que nesse verso os dois termos estão, diretamente, associados com a noção da verdadeira riqueza πλου̂τοςploûtos — conforme também podemos ler em Colossenses 1:27 e 2:2; onde Paulo louva a Deus pela maneira como seu magnificente propósito para a raça humana tem sido colocado em prática, mediante o derramamento de sua graça — favor imerecido — sobre judeus e gentios. Assim, podemos repetir as palavras de Paulo e dizer: Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria!

A expressão υησαυρόςuesaurós — tesouro foi usada no Antigo Testamento para se referir não apenas a riquezas materiais — ver Josué 6:19, 24; Provérbios 10:2 — mas também para bens espirituais como podemos ler em:

Isaías 33:6

Haverá, ó Sião, estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do SENHOR será o teu tesouro.

Note como sabedoria, conhecimento e temor do SENHOR são chamados de tesouro!  

Paulo afirma em Colossenses 2:3, de forma relativamente pouco comum, que todos esses tesouros da sabedoria e do conhecimento — a expressão grega πάντεςpántes — todos, exclui qualquer exceção: são todos mesmo! — que existem estão ὰπόκρυφοιapócrifoi — ocultos em Cristo. Isso indica a maneira como essas coisas existem. Aqui devemos deixar claro que não existe nenhuma contradição entre Colossenses 2:3 e 1:26 onde Paulo afirma que o mistério, previamente, άποκεκρυμμένονapokekrimménon — escondido, νυ̂ν σέnûn sé  — foi agora, numa dramática mudança de eventos, revelado por Deus aos seus santos. Entretanto, os tesouros estão ὰπόκρυφοιapócrifoi — ocultos, não no sentido de que os mesmos estão “escondidos”, que é o sentido do particípio perfeito passivo de άποκεκρυμμένονapokekrimménon — e sim, que os mesmos εὶσιν eìsin estão, como acontecia com os mantimentos no Egito, “depositados” ou “armazenados” em Cristo — ver Tiago 1:5; 3:13—18. Buscar sabedoria e conhecimento verdadeiro fora da pessoa de Cristo é pura perda de tempo. É o mesmo que procurar alimento em qualquer outro lugar que não fosse o Egito administrado por José.

Vários autores cristãos têm indicado que nos escritos da literatura apocalíptica judaica encontramos, ocasionalmente, a imagem de “tesouros escondidos” como uma forma de desafio para homens e mulheres se empenharem mais na busca do verdadeiro conhecimento — Livro dos Segredos de Enoque 46:3: Ou se um homem se faz de bom a outro pelo ardil de sua língua, porém, com a maldade no coração, será que o outro não perceberá a maldade que vem do coração, desde que sua mentira ficou visível? Mas no nosso caso, Paulo está encorajando seus leitores a olharem para Cristo como o único “lugar” onde os tesouros da sabedoria e do conhecimento podem ser encontrados.

Em Colossenses 1:15—20 nós estamos diante de um hino onde Cristo é identificado com a Sabedoria de Deus, e onde lhe são atribuídas atividades que são predicados da Sabedoria personificada do Antigo Testamento e do Judaísmo — ver Provérbios 8:1—9. Em Colossenses, Paulo ao afirmar que todo o “estoque” do conhecimento e da sabedoria de Deus estão “depositados” na pessoa de Cristo, está indicando, mais uma vez, de uma forma realmente avassaladora, que “Cristo Jesus, se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor — 1 Coríntios 1:30—31”. Porque Cristo ocupa essa posição exaltada, existem boas razões para incentivar esses crentes que habitavam o vale do Rio Lico a se voltarem para o Senhor Jesus, em quem podem encontrar toda a percepção, entendimento, sabedoria e conhecimento.

A questão importante para nós é determinarmos se o uso que Paulo faz dessa expressão do verso 3 — todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento — tem origem nos inimigos gnósticos que estavam perturbando a igreja ou se a mesma se origina do Antigo Testamento.

Muitos têm argumentado que o vocabulário é dos opositores gnósticos que existiam em Colossos. Dessa forma, o verso 3 é, algumas vezes, entendido como algo que dá apoio ao caráter gnóstico dos opositores. De acordo com o professor Lightfoot o termo ἀπόκρυφοιapócrifoi — era um termo favorito dos mestres gnósticos e Paulo teria usado o mesmo como uma forma de refutar uma doutrina favorita desses falsos mestres. Outros acreditam que Paulo emprestou esse termo dos ensinamentos do judaísmo tardio.[1]

Todavia, em tempos mais recentes, Friedrick Hauck, analisando a literatura gnóstica disponível, notou que a mesma se refere a “tesouros de luz” em vez de falar de tesouros da sabedoria e do conhecimento. Com isso sobrou pouca evidência direta para apoiar a ideia do caráter gnóstico da expressão como usada por Paulo.

Como mencionamos acima, existem outros estudiosos ainda que se voltaram tanto para o Antigo Testamento como para o meio social judaico, como a fonte mais provável das ideias de Paulo. Desse modo, Ralph Martin, considera que todo grupo de termos e motivos “sugerem uma dívida consciente à figura da sabedoria como encontrada em Provérbios 2:1—6. Paulo está fazendo um apelo as fonte judaicas, parcialmente, por causa dos falsos ensinamentos que existiam em Colossos, especialmente entre os judeus — era uma mistura de elementos judaicos com outros vindos do paganismo —, que insistia que Jesus Cristo era apenas um mediador e apenas uma das fontes da revelação entre muitas outras existentes” — ver 1 Timóteo 2:5.

O teólogo francês J. Dupont em sua obra “La connaissance religieuse dans les épîtres de saint Paul[2] já tinha chamado a atenção de todos quanto ao aparecimento do uso, aqui em Colossenses, de termos usados pelo judaísmo com relação à Lei de Moisés — ver Isaías 33:5—6. Os judeus tinham plena confiança que, na Lei que possuíam, todos os tesouros da σοφία sofía — sabedoria, e associado com ela, também estava a ideia de γνω̂σις gnôsis — que teria sido adicionada à Lei por elementos judaizantes. De acordo com Dupont, Paulo une as duas expressões, substitui a Lei de Moisés por Cristo e, com isso, ele tem a intenção de mostrar que o único ἐπίγνωσιςepígnosis — conhecimento que um crente deve buscar é aquele que só pode ser encontrado no mistério de Cristo. É óbvio que para essa reconstrução feita por J. Dupont, o elemento judaico dos falsos ensinamentos existentes em Colossos são os responsáveis pela ação tão combativa de Paulo nesse contexto.

O professor Andrew Bandstra do Calvin Seminary em Grand Rapids ampliou as ideias de Dupont, à medida que novas porções de literatura pseudoepigráfica foram sendo descobertas e tornaram-se disponíveis para análise. Para ele também, as palavras de Paulo em Colossenses demonstram o caráter da oposição aos ensinamentos gnósticos desposados pelos judeus em Colossos. O professor Bandstra se baseou, principalmente, nos escritos pseudoepigráficos conhecidos como 2 Apocalipse de Baruque. Nesse livro, em uma passagem definitivamente escatológica, que faz referência ao “novo mundo”, “o mundo porvir”, e “ao tempo prometido”, o falso Baruque  sugere que a posse de tesouros de sabedoria e do conhecimento, destinados para aqueles que haverão de herdar o “tempo prometido”, poderão ser garantidos se os anciãos de Israel seguirem as recomendações do falso Baruque e instruírem os israelitas a permanecerem fiéis à Lei de Deus. Mas Paulo, não deixa nenhuma dúvida, que o lugar onde os tesouros da sabedoria e do conhecimento podem ser encontrados é apenas em Cristo e em nenhum outro. Isso é afirmado, previamente, por Paulo em Colossenses 2:18—19.    

A oposição em Colossos, basicamente um perigo vindo de fora, podia ter sua origem numa associação de místicos ascetas judeus que afirmavam que o conhecimento dos mistérios de Deus podia ser alcançado pelas pessoas, sem a necessidade de um mediador divino. Para eles, Cristo não era realmente necessário, para podermos conhecer os mistérios escatológicos e cósmicos de Deus.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Estudo 044 — José Faz Advertências Contra o Perigo Futuro

Estudo 045 — José Se Revela como Maravilhoso Conselheiro
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.



[1] Kittel, Gerhard, Editor. Theological Dictionary of the New Testament, traduzido por Geoffrey W. Bromiley. WM. B.Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Reimpressão de 1995.

[2] Dupont, J. Gnosis. O Conhecimento Religioso nas Epístolas do Apóstolo Paulo. Gabalda, Paris, 1949.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 008 — A APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

 
Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A OITAVA questão que devemos analisar é:
8. A Apatia e o Desânimo

CONTINUAÇÃO

Junto das águas de descanso

A. A Importância da Água para as Ovelhas. 
1. A água determina a vitalidade, a força e o vigor da ovelha. 
2. Dessa maneira, a mesma é essencial ao bem estar e à saúde da ovelha. 
3. Como acontece com os seres humanos, todas as vezes que o suprimento de água diminui dentro do animal, tem início o processo que chamamos de: desidratação. 
4. Como consequência da desidratação, o animal fica fraco e debilitado. 
5. Como nós também, as ovelhas sabem que estão precisando de água, através do mecanismo da sede. 
6. Mas não é qualquer água que serve. Ovelhas precisam ser conduzidas a fontes de águas limpas. 
a. Quando os pastos estão próximos a ribeiros ou outras fontes naturais e limpas o serviço do pastor fica mais fácil. 
b. Na ausência destes, é necessário o próprio pastor cavar um poço. De qualquer maneira, é responsabilidade do pastor garantir o acesso à água potável. 
7. Se não tiverem acesso à água potável, os animais sedentos acabarão por beber qualquer água empoçada e estarão sujeitas a contrair nematódeos — lombrigas ou ancilóstomos — ou a fascíola hepática — conhecida como a barata do fígado — e outros germes causadores de doenças. 
8. Mas, como nem sempre é possível encontrar fontes naturais e nem todo poço produz água em quantidade ou até mesmo potável, Deus providenciou uma maneira alternativa de suprir a necessidade que os animais têm de água. Esta provisão chama-se: orvalho. 
9. Ovelhas têm o costume de despertar cedo, antes de o sol nascer, e logo começam a pastar. Em noites claras costumam pastar também durante a noite. Nestas ocasiões, costumam absorver as gotas de orvalho ou até mesmo de chuvas que tenha caído durante a noite. Este consumo é suficiente para satisfazer a necessidade da ovelha por muitos dias, se o tempo não estiver muito quente. 
10. Mas nada substitui a água fresca de uma fonte natural. 

B. Nossa Ansiedade Pela Verdadeira Água. 
1. Davi expressou, certa vez, algo que é verdadeiro acerca de todos nós. Ele disse: 
Salmos 42:2 
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? 
Salmos 63:1 
Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. 
2. Mesmo não reconhecida como tal, essa mesma necessidade existe em todos os seres humanos. 
3. A prova de que isso que estamos afirmando é verdade deve ser autoevidente: 
a. Os seres humanos, desde tempos imemoriais, desenvolveram centenas de milhares de religiões em busca de satisfazer essa sede. 
b. A filosofia humana, até o surgimento do iluminismo — de meados do século XVII até quase o fim do século XVIII — se ocupava, principalmente, com a ideia de Deus. 
4. Essa sede espiritual foi assim definida por Agostinho de Hipona — chamado de Santo Agostinho: Ó Deus, tu nos criastes para ti; nossa alma sempre estará inquieta e ansiosa, enquanto não encontrar descanso em ti. 
5. No século XX e no início do século XXI a busca humana se diversificou: 
1. A literatura, a música e as artes em geral são oferecidas como fontes de satisfação. 
2. As atividades físicas e os esportes são outra alternativa. Veja a importância que se dá a eventos como a Copa do Mundo de Futebol e às Olimpíadas. Isso para não falar na avalanche de esportes estadunidenses que estão nos empurrados garganta abaixo: MLB, NBA, NHL, NFL e etc. 
3. Mas, no final das contas, depois de terem experimentado tudo, encontram-se diante da mesma sede atordoante, do mesmo vazio e da mesma insatisfação interior. 
4. Por trás dos sorrisos da vitória, dos gritos de triunfo, das luzes reluzentes dos flashes e da ribalta, do glamour e das aparências maquiadas, tudo o que encontramos é: vidas destruídas, esperanças partidas, almas estéreis, secas e crestadas, cobertas pela poeira do desespero. 
C. Jesus — Nosso Bom Pastor e Fonte de Toda satisfação 
1. Jesus veio a este mundo e no mesmo capítulo — João 10 — em que ele se apresentou como o Bom Pastor, ele também disse:
João 10:10
O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
2. E como é que Jesus propôs nos dar essa vida abundante? Sua oferta vai mais do que apenas nos conduzir para junto das águas de descanso.
3. Jesus nos oferece o Espírito Santo, acerca do qual afirma:
João 4:14
Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.
4. O Espírito Santo veio para nos guiar em toda verdade —
João 16:13
Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.
E a verdade está apenas em Jesus e na Bíblia.
5. Jesus também disse:
João 6:35
Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.
Refrigera-me a Alma

A. Ovelhas também enfrentam Problemas e Dificuldades.

1. Entre todas as dificuldades que uma ovelha pode enfrentar em sua vida e precisar da intervenção direta do pastor, as mais comuns são:

a. Ataques de predadores. Aqui é suficiente dizer que ovelhas não conseguem proteger a si mesmas contra ataques de lobos, urubus etc.

b. O risco de “virar”. Ovelhas, por serem animais de corpos grandes e roliços e pernas, relativamente curtas, quando viram de barriga para cima e ficam com as pernas no ar, não conseguem se desvirar a menos que sejam ajudadas.

c. O Desconforto causado pelo excesso de pelos — lã — que precisa, necessariamente, para o bem estar da própria ovelha, ser tosado de tempos em tempos

d. O risco de se extraviar e se perder.

2. Em cada uma destas circunstâncias, o pastor precisa intervir e tal intervenção faz toda diferença se a ovelha vai viver ou morrer.

B. Porque e Como Deus Refrigera Nossas Almas

1. A vida de Davi foi marcada por atos estúpidos, por perseguições, traições, dor e sofrimento. Mas foi em meio a todo esse cipoal de dificuldades que ele aprendeu muitas lições preciosas. Por exemplo:

Salmos 42:11
Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.

Salmos 56:13 
Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida.

2. Se não tivesse passado pelas dificuldades que passou, não teria a oportunidade de aprender as lições que aprendeu. 

3. Tribulações e provações são parte do propósito integral de Deus em nossas vidas:

Romanos 5:3—5 
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

Tiago 1:2—4 
Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.

4. Sem dificuldades, representadas por tribulações e provações não existe crescimento na vida cristã, especialmente, o crescimento que nos faz semelhantes ao Senhor Jesus, o qual foi aperfeiçoado — tornou-se perfeito modelo — por meio do sofrimento.

5. Sofrer por Cristo é parte do nosso chamado para seguir a Jesus: 
Filipenses 1:29 
Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele. 
6. Mas, mesmo no meio de todas essas dificuldade, nós, a exemplo de Davi, não somos deixados sozinhos.

7. Deus está sempre próximo, para refrigerar nossas almas. 

C. Jesus — Nosso Bom Pastor e Aquele Que Refrigera Nossas Almas.

1. Começando com a parábola da ovelha perdida — ver Lucas 15:4—7 — Jesus é aquele que veio buscar e salvar o que estava perdido — ver Lucas 19:10.
2. Estávamos perdidos, extraviados. Alguns de nós, talvez, além de perdidos estávamos “virados” com as patas para o ar. Frustrados e desalentados. Foi assim que o Senhor nos encontrou, quando ouvimos o convite do Bom Pastor que diz:
Mateus 11:28
Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.
3. Muitos acreditam que quando um filho de Deus tropeça e peca, quando se sente frustrado e desamparado, quando está enfrentando um sério problema, de qualquer natureza, o SENHOR está desgostoso com ele. Alguns acham que Deus fica, até mesmo, furioso. Nada disso é verdade. Deus tem compaixão de nós. Tudo o que precisamos fazer é nos voltar para Deus e arrependidos, caso tenhamos pecado, dizer: Bom Pastor refrigera minha alma.
4. Outros acham que o sucesso material é medida de saúde espiritual. Não é! Que a parábola do homem rico e tolo — ver Lucas 12:16—21 — nos ajude a manter a sobriedade. A enxergar a realidade do nosso coração cobiçoso, por trás da nossa pretensa devoção ao Senhor.
CONTINUA...

OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 003

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 
PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link: 
http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775 
Desde já agradecemos a todos.