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quinta-feira, 9 de março de 2017

JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO — ESTUDOS 045 — JOSÉ SE MANIFESTA COMO MARAVILHOSO CONSELHEIRO


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Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, a vida de José como um Tipo do Senhor Jesus Cristo. No final de cada estudo você irá encontrar links para outros estudos. A Série tem o título Geral de: José como Tipo de Cristo.

45. José Se Manifesta Como um Maravilhoso Conselheiro.

Depois de ter revelado o significado dos sonhos do Faraó do Egito, José assumiu a responsabilidade de orientar o monarca acerca do melhor curso a ser seguido, com o objetivo de enfrentar a calamidade que estava se aproximando e fazer provisões adequadas para o futuro.

De acordo com os sonhos, primeiro viriam sete anos de abundância os quais seriam, imediatamente, seguidos por sete anos de fome. Por esse motivo, José orientou o faraó a estocar a abundante produção dos próximos sete anos, como a única forma deles conseguirem sobreviver durante a terrível fome que se estenderia por outros sete anos. Por meio da graça de Deus em sua vida, José foi capaz de demonstrar uma sabedoria incomum e manifestar uma superioridade imensurável sobre os sábios do Egito.

Novamente, temos uma analogia perfeita entre José e Jesus. Quando Jesus teve sua vinda profetizada pelo profeta Isaías, o mesmo disse que o Messias seria chamado de:

Isaías 9:6

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.      
Jesus foi o Maravilhoso Conselheiro enviado pelo próprio Deus para a humanidade com a mensagem de como a mesma deveria se preparar para o futuro, e garantir o melhor de seus interesses futuros. Conforme podemos ler em colossenses 2:3 é em Jesus Cristo que nós podemos encontrar todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento:

Colossenses 2:3

Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

Jesus é aquela pessoa única, exclusiva, que todos precisamos conhecer, porque é nele, na sua pessoa, que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão “estocados”. A expressão sabedoria é σοφία sofía — e conhecimento é γνω̂σιςgnôsis. Unidas como se encontram em Colossenses 2:3 pelo artigo τη̂ς tês —, são consideradas, virtualmente como uma entidade única, como era comumente entendida na literatura judaica não bíblica.

É muito importante notarmos, todavia, que esses dois termos estão vinculados também em

Romanos 11:33

Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!

Note que nesse verso os dois termos estão, diretamente, associados com a noção da verdadeira riqueza πλου̂τοςploûtos — conforme também podemos ler em Colossenses 1:27 e 2:2; onde Paulo louva a Deus pela maneira como seu magnificente propósito para a raça humana tem sido colocado em prática, mediante o derramamento de sua graça — favor imerecido — sobre judeus e gentios. Assim, podemos repetir as palavras de Paulo e dizer: Como são grandes as riquezas de Deus! Como são profundos o seu conhecimento e a sua sabedoria!

A expressão υησαυρόςuesaurós — tesouro foi usada no Antigo Testamento para se referir não apenas a riquezas materiais — ver Josué 6:19, 24; Provérbios 10:2 — mas também para bens espirituais como podemos ler em:

Isaías 33:6

Haverá, ó Sião, estabilidade nos teus tempos, abundância de salvação, sabedoria e conhecimento; o temor do SENHOR será o teu tesouro.

Note como sabedoria, conhecimento e temor do SENHOR são chamados de tesouro!  

Paulo afirma em Colossenses 2:3, de forma relativamente pouco comum, que todos esses tesouros da sabedoria e do conhecimento — a expressão grega πάντεςpántes — todos, exclui qualquer exceção: são todos mesmo! — que existem estão ὰπόκρυφοιapócrifoi — ocultos em Cristo. Isso indica a maneira como essas coisas existem. Aqui devemos deixar claro que não existe nenhuma contradição entre Colossenses 2:3 e 1:26 onde Paulo afirma que o mistério, previamente, άποκεκρυμμένονapokekrimménon — escondido, νυ̂ν σέnûn sé  — foi agora, numa dramática mudança de eventos, revelado por Deus aos seus santos. Entretanto, os tesouros estão ὰπόκρυφοιapócrifoi — ocultos, não no sentido de que os mesmos estão “escondidos”, que é o sentido do particípio perfeito passivo de άποκεκρυμμένονapokekrimménon — e sim, que os mesmos εὶσιν eìsin estão, como acontecia com os mantimentos no Egito, “depositados” ou “armazenados” em Cristo — ver Tiago 1:5; 3:13—18. Buscar sabedoria e conhecimento verdadeiro fora da pessoa de Cristo é pura perda de tempo. É o mesmo que procurar alimento em qualquer outro lugar que não fosse o Egito administrado por José.

Vários autores cristãos têm indicado que nos escritos da literatura apocalíptica judaica encontramos, ocasionalmente, a imagem de “tesouros escondidos” como uma forma de desafio para homens e mulheres se empenharem mais na busca do verdadeiro conhecimento — Livro dos Segredos de Enoque 46:3: Ou se um homem se faz de bom a outro pelo ardil de sua língua, porém, com a maldade no coração, será que o outro não perceberá a maldade que vem do coração, desde que sua mentira ficou visível? Mas no nosso caso, Paulo está encorajando seus leitores a olharem para Cristo como o único “lugar” onde os tesouros da sabedoria e do conhecimento podem ser encontrados.

Em Colossenses 1:15—20 nós estamos diante de um hino onde Cristo é identificado com a Sabedoria de Deus, e onde lhe são atribuídas atividades que são predicados da Sabedoria personificada do Antigo Testamento e do Judaísmo — ver Provérbios 8:1—9. Em Colossenses, Paulo ao afirmar que todo o “estoque” do conhecimento e da sabedoria de Deus estão “depositados” na pessoa de Cristo, está indicando, mais uma vez, de uma forma realmente avassaladora, que “Cristo Jesus, se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor — 1 Coríntios 1:30—31”. Porque Cristo ocupa essa posição exaltada, existem boas razões para incentivar esses crentes que habitavam o vale do Rio Lico a se voltarem para o Senhor Jesus, em quem podem encontrar toda a percepção, entendimento, sabedoria e conhecimento.

A questão importante para nós é determinarmos se o uso que Paulo faz dessa expressão do verso 3 — todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento — tem origem nos inimigos gnósticos que estavam perturbando a igreja ou se a mesma se origina do Antigo Testamento.

Muitos têm argumentado que o vocabulário é dos opositores gnósticos que existiam em Colossos. Dessa forma, o verso 3 é, algumas vezes, entendido como algo que dá apoio ao caráter gnóstico dos opositores. De acordo com o professor Lightfoot o termo ἀπόκρυφοιapócrifoi — era um termo favorito dos mestres gnósticos e Paulo teria usado o mesmo como uma forma de refutar uma doutrina favorita desses falsos mestres. Outros acreditam que Paulo emprestou esse termo dos ensinamentos do judaísmo tardio.[1]

Todavia, em tempos mais recentes, Friedrick Hauck, analisando a literatura gnóstica disponível, notou que a mesma se refere a “tesouros de luz” em vez de falar de tesouros da sabedoria e do conhecimento. Com isso sobrou pouca evidência direta para apoiar a ideia do caráter gnóstico da expressão como usada por Paulo.

Como mencionamos acima, existem outros estudiosos ainda que se voltaram tanto para o Antigo Testamento como para o meio social judaico, como a fonte mais provável das ideias de Paulo. Desse modo, Ralph Martin, considera que todo grupo de termos e motivos “sugerem uma dívida consciente à figura da sabedoria como encontrada em Provérbios 2:1—6. Paulo está fazendo um apelo as fonte judaicas, parcialmente, por causa dos falsos ensinamentos que existiam em Colossos, especialmente entre os judeus — era uma mistura de elementos judaicos com outros vindos do paganismo —, que insistia que Jesus Cristo era apenas um mediador e apenas uma das fontes da revelação entre muitas outras existentes” — ver 1 Timóteo 2:5.

O teólogo francês J. Dupont em sua obra “La connaissance religieuse dans les épîtres de saint Paul[2] já tinha chamado a atenção de todos quanto ao aparecimento do uso, aqui em Colossenses, de termos usados pelo judaísmo com relação à Lei de Moisés — ver Isaías 33:5—6. Os judeus tinham plena confiança que, na Lei que possuíam, todos os tesouros da σοφία sofía — sabedoria, e associado com ela, também estava a ideia de γνω̂σις gnôsis — que teria sido adicionada à Lei por elementos judaizantes. De acordo com Dupont, Paulo une as duas expressões, substitui a Lei de Moisés por Cristo e, com isso, ele tem a intenção de mostrar que o único ἐπίγνωσιςepígnosis — conhecimento que um crente deve buscar é aquele que só pode ser encontrado no mistério de Cristo. É óbvio que para essa reconstrução feita por J. Dupont, o elemento judaico dos falsos ensinamentos existentes em Colossos são os responsáveis pela ação tão combativa de Paulo nesse contexto.

O professor Andrew Bandstra do Calvin Seminary em Grand Rapids ampliou as ideias de Dupont, à medida que novas porções de literatura pseudoepigráfica foram sendo descobertas e tornaram-se disponíveis para análise. Para ele também, as palavras de Paulo em Colossenses demonstram o caráter da oposição aos ensinamentos gnósticos desposados pelos judeus em Colossos. O professor Bandstra se baseou, principalmente, nos escritos pseudoepigráficos conhecidos como 2 Apocalipse de Baruque. Nesse livro, em uma passagem definitivamente escatológica, que faz referência ao “novo mundo”, “o mundo porvir”, e “ao tempo prometido”, o falso Baruque  sugere que a posse de tesouros de sabedoria e do conhecimento, destinados para aqueles que haverão de herdar o “tempo prometido”, poderão ser garantidos se os anciãos de Israel seguirem as recomendações do falso Baruque e instruírem os israelitas a permanecerem fiéis à Lei de Deus. Mas Paulo, não deixa nenhuma dúvida, que o lugar onde os tesouros da sabedoria e do conhecimento podem ser encontrados é apenas em Cristo e em nenhum outro. Isso é afirmado, previamente, por Paulo em Colossenses 2:18—19.    

A oposição em Colossos, basicamente um perigo vindo de fora, podia ter sua origem numa associação de místicos ascetas judeus que afirmavam que o conhecimento dos mistérios de Deus podia ser alcançado pelas pessoas, sem a necessidade de um mediador divino. Para eles, Cristo não era realmente necessário, para podermos conhecer os mistérios escatológicos e cósmicos de Deus.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE JOSÉ COMO TIPO DE CRISTO

Estudo 001 — José como Tipo De Cristo — Introdução

Estudo 002 — José como Tipo De Cristo — A Infância de José

Estudo 003 — José como Tipo De Cristo — Os Irmãos e Os Nomes de José

Estudo 004 — José como Tipo De Cristo — José Como Pastor dos Seus Irmãos

Estudo 005 — José com Tipo De Cristo — José Como o Filho Amado de Seu Pai

Estudo 006 — José com Tipo De Cristo — Jesus, o Filho e Deus Pai

Estudo 007 — José com Tipo De Cristo — José e a Túnica Talar de Distinção

Estudo 008 — José com Tipo De Cristo — O Ódio que os Irmãos de José Tinham Dele

Estudo 009 — José com Tipo De Cristo — José era Odiado por Causa de Suas Palavras

Estudo 010 — José com Tipo De Cristo — José Estava Destinado a Um Futuro Extraordinário

Estudo 011 — José com Tipo De Cristo — José Antecipa Sua Glória Futura

Estudos 012 e 013 — José como Tipo de Cristo — José Sofre nas Mãos de Seus Irmãos e Vai a Busca Deles a Pedido de Jacó

Estudos 014 e 015 — José como Tipo de Cristo — José Busca Fazer o Bem a Seus Irmãos, e É Enviado De Hebrom Para a Região de Siquém

Estudo 016 — José como Tipo de Cristo — José Vai Até a Região de Siquém

Estudos 017 e 018 — José como Tipo de Cristo — José se Torna um Viajante Errante Nos Campos e Campinas da Palestina

Estudos 019 — José como Tipo de Cristo — A Conspiração contra José

Estudos 020 — José como Tipo de Cristo — As palavras de José são Desacreditadas

Estudos 021 e 022 — José como Tipo de Cristo — José é Insultado e Humilhado e José é Lançado num Poço

Estudos 023 e 024 — José como Tipo de Cristo — José é Retirado Vivo do Poço e Os Irmãos de José Misturam Ódio com Hipocrisia

Estudos 025 e 026A — José como Tipo de Cristo — José é Vendido por Seus Irmãos e o Sangue de José é Derramado

Estudos 026B — José como Tipo de Cristo — O Futuro de Israel Profetizado em Gênesis 38

Estudos 027 e 028 — José se Torna um Servo — Jose se Torna Próspero

Estudos 029 — O Senhor de José Estava Muito Feliz com Ele

Estudos 030 — José Como Servo Foi Uma Bênção Para os Outros

Estudos 031 — José Era Uma  Pessoa Consagrada aos Outros

Estudos 032 — José Foi Duramente Tentado, Mas Resistiu à Tentação

Estudos 033 — José Foi Acusado Falsamente

Estudos 034 — José Não Tentou Se Defender das Falsas Acusações

Estudos 035 — José Sofreu nas Mãos dos Gentios

Estudo 036 e 37 — José Ganha o Reconhecimento do Carcereiro e José Foi Numerado com outros Transgressores.

Estudo 038 — José Como Instrumento de Bênção e de Condenação.

Estudo 039 — José Dá Evidências De Seu Conhecimento Quanto Ao Futuro.

Estudo 040 — As Predições de Jose se Tornam Realidades.

Estudo 041A — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 041B — José Gostaria de Ser Lembrado

Estudo 042 — José Foi Libertado na Hora Certa

Estudo 043 — José Como Revelador dos Mistérios de Deus

Estudo 044 — José Faz Advertências Contra o Perigo Futuro

Estudo 045 — José Se Revela como Maravilhoso Conselheiro
Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.



[1] Kittel, Gerhard, Editor. Theological Dictionary of the New Testament, traduzido por Geoffrey W. Bromiley. WM. B.Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, Reimpressão de 1995.

[2] Dupont, J. Gnosis. O Conhecimento Religioso nas Epístolas do Apóstolo Paulo. Gabalda, Paris, 1949.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

O RELÓGIO MUNDIAL — NOVEMBRO DE 2016 – O RELÓGIO DA TERRA


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O Relógio Mundial é uma fermenta poderosa contendo informações importantes para todos os crentes verdadeiros que estão interessados e promover e defender a vida humana.

Um dos aspectos do Relógio Mundial tem a ver com ESTATÍSTICAS RELACIONADAS AO PLANETA TERRA

Alguns números coletados em 01 de Novembro de 2016, e referentes ao período de 1 de Janeiro até 01 de Novembro de 2016 às 11:30 horas no horário de Brasília.

POPULAÇÃO MUNDIAL TOTAL = 7.460.700.000

POPULAÇÃO TOTAL DO BRASIL = 210.146.000

O RELÓGIO DA TERRA

1. AUMENTO DA POPULAÇÃO EM 2016 = 64.410.000

2. INCIDÊNCIA DE MÁ NUTRIÇÃO = 45.116.000

3. INFECTADOS COM O VÍRUS HIV/AIDS = 3.595.000

4. INCIDÊNCIA DE CÂNCER = 11.790.000

5. TEMPERATURA GLOBAL = 14.6983556950

6. EMISSÃO SE CO2 EM TONELADAS = 26.800.450.000

7. ESPÉCIES EXTINTAS = 22.582

8. FLORESTAS DESTRUÍDAS EM HECTARES = 10.880.000

9. FLORESTAS REPLANTADAS EM HECTARES = 4.768.000

10. DESERTIFICAÇÃO EM HECTARES = 10.043.000

11. LIXO NUCLEAR EM METROS CÚBICOS = 175.753

12. RESERVAS ESTIMADAS DE PETRÓLEO EM BARRIS = 1.028.315.000.000

13. DIAS REMANESCENTES PARA ESGOTAR RESERVAS DE PETRÓLEO = 12.397 dias ou 33,960 anos

Veja números sempre atualizados sobre esse tema em:


Para eu, que escolhi a vida e procuro promover a vida e vida em abundância, as informações do relógio mundial são uma excelente ferramenta como pregador e escritor.

O RELÓGIO MUNDIAL pode ser acessado através desse link:


Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

FANATISMO RELIGIOSO LEVA JOVEM À MORTE NA ÍNDIA


Aradhana Samdariya
Aradhana SamdariyaImage copyright UMA SUDHIR

O artigo abaixo foi publicado pelo site da BBC Brasil.

Morte de menina após jejum religioso de 68 dias provoca polêmica na Índia
Morte de Aradhana Samdariya reacendeu discussão sobre jejuns religiosos

A morte de uma garota de 13 anos que passou 68 dias sem comer reacendeu a discussão sobre a prática do jejum religioso na Índia.

Aradhana Samdariya ficou quase dois meses e meio ingerindo apenas água quente, seguindo uma tradição do Jainismo, uma das religiões mais antigas da Índia.

Ela morreu dois dias depois de terminar o jejum.

A polícia do país passou a investigar o caso após uma denúncia de uma organização que defende os direitos das crianças - eles afirmam que os pais de Aradhana teriam forçado a garota a fazer o jejum.

"Os pais dela, Laxmi Chand e Manshi Samdariya, estão sendo acusados de homicídio culposo (causar morte por negligência) e crueldade contra menores", afirmou um porta-voz das autoridades indianas.

Os pais de Aradhana são joalheiros ricos de Hyderabad, uma das maiores cidade da Índia, e negam terem forçado a filha a fazer o jejum.

"Ela pediu permissão para jejuar. Falamos para ela parar depois de 51 dias, mas ela não queria desistir. Foi voluntário, ninguém a forçou", disse o pai da jovem.

Mas ativistas argumentam que os pais queriam que a menina jejuasse porque "o guru da família disse a eles que, se a filha ficasse 68 dias sem comer, os negócios deles iriam prosperar".

"O país inteiro deveria se envergonhar de que uma prática como essa ainda exista. A garota foi forçada a beber só água o dia todo. Ela não podia pôr nem um sal ou um limão ou qualquer outra coisa na água", disse à BBC o ativista Achyut Rao.

Postagem no Twitter criticando a prática
Postagem no Twitter criticando a prática Image copyright Reprodução Image caption

Muitas pessoas usaram redes sociais para criticar jejum que levou a jovem à morte

Rao também criticou a família por ter feito uma procissão "para santificar" a menina durante o funeral.

"A coisa mais chocante é que a família está feliz (porque acredita) que ela foi uma das raras pessoas a serem levadas por Deus", afirmou.

Prática comum

Jejuar é uma prática comum nas religiões na Índia e especialmente entre os praticantes do Jainismo.

Outro costume da crença, também bastante criticado por ativistas, é o que eles chamam de santhara - quando uma pessoa deixa de comer e até de beber água com o objetivo de se preparar para a morte.

Especialistas dizem que o corpo humano consegue sobreviver sem comida por até dois meses.

O jejum, porém, não é exclusividade dessas religiões - muçulmanos, cristãos, hinduístas e judeus também adotam a prática em algumas datas. Mas nenhuma dessas doutrinas aprova jejuar até a inanição e morte.

Líderes jainistas continuam, porém, a defender que seus seguidores fiquem longos períodos sem comida.

"Mulheres grávidas ou aqueles que não estão bem não devem jejuar. Mas não há nada que impeça que uma criança jejue. O quanto elas devem ficar sem comida, porém, depende de sua capacidade individual", afirmou o monge Maharasa Ravinder Muniji ao site Firstpost.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO: Como já temos falado diversas vezes, RELIGIÃO É ESCRAVIDÃO. E como tal, é também, muitas vezes, assassina.

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis

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sábado, 16 de julho de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS

Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A DÈCIMA questão que devemos analisar é: 

10. Desejos Indulgentes


Este é um estudo dedicado a todos os desigrejados.

Quando o assunto são desejos indulgentes ou os desejos pecaminosos que temos de satisfazer a vontade da nossa carne, as palavras do apóstolo Paulo nos servem de excelente advertência —


Romanos 6:12—13

12 Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões;

13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. 

O contexto de Romanos 6 nos fala da grande realidade como o poder derivado da ressurreição de Jesus é suficiente para capacitar os pecadores — nós — a fim de obedecerem à ordem divina que nos manda aborrecer o mal e nos apegar e amar o bem. Esse poder para obediência é a manifestação da graça divina em nossas vidas. A maravilhosa graça de Deus que perdoa, anula e oblitera por completo nossos pecados diante da presença de Deus, e isso, por toda a eternidade. A graça de Deus, desse modo, se levanta contra todas as possibilidades, recursos e meios que a criatura humana pode imaginar possuir, ou mesmo aquelas que pode criar e desenvolver, para se aproximar e ser aceito por Deus, e assim, ganhar a vida eterna.

Assim é a graça de Deus: perturbadora para os arrogantes, incompreensível para os enfatuados, inaceitável para os orgulhosos, inadmissível para os pretensiosos, mas gloriosa para aqueles a quem Deus concede a fé! 

A graça transcende a tudo quanto os homens possam criar ou produzir porque ela procede de Deus. Todas as vezes que tentamos enquadrar o Evangelho da graça em normas e preceitos criados por nós mesmos e condicionando a sua aceitação a critérios denominacionais ou eclesiásticos, então estaremos, na realidade, traindo a Cristo. 

É apenas pela graça que o ser humano pode compreender sua própria origem divina — somos criaturas de Deus —  algo que, por sua vez,  o capacita a aceitar a oferta graciosa de Deus representada pelo sacrifício expiatório do Senhor Jesus a nosso favor. É pelo poder que nos é outorgado pela ressurreição de Cristo, que temos as forças necessárias para nos colocar integralmente à disposição de Deus, e de Deus somente. 

Por outro lado, quando cedemos a qualquer desejo pecaminoso nossa confiança em Jesus fraqueja e negamos a promessa de Jesus, que encontramos em — 

João 6:35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. 

Deve ficar claro que, quando confiamos no Senhor todas as nossas necessidades, mesmo as mais profundas, encontram plena satisfação. Por outro lado, quando nos esquecemos do Senhor e das Suas promessas, nós impedimos que Ele nos mostre o caminho da vida que nos permite experimentar a alegria eterna desfrutada pelo próprio Deus —


Salmos 16:8, 11

8 O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.

11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.


Quando acreditamos e conformamos nosso andar diário a promessas como essa acima, então um sentimento de profunda alegria brota dos nossos corações. E Deus irá nos revelar qual deverá ser nosso próximo passo. Somente assim poderemos entender o verdadeiro significado das palavras de Jesus, quando disse —

João 4:34

Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 

Quando a alegria em fazer a vontade de Deus for maior que a necessidade que temos pelo alimento, por exemplo, então iremos experimentar a mais doce e profunda comunhão com nosso Criador, Senhor e Salvador.


Todas as vezes que optarmos por fazer a vontade do Senhor e nos conformamos com a mesma, Ele nos promete desfrutar duma alegria indizível e nos ajuda a substituir a satisfação impura e fugaz que os maus desejos podem nos proporcionar. 

Todas as passagens citadas até aqui nessa lista de Dez Pecados que Podem Destruir Nossas Vidas por Completo são representativas daquilo que a Bíblia chama de Espada do Espírito em —

Efésios 6:17

Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.


Quando lutamos contra nossa incredulidade e começamos a acreditar nas promessas do Senhor como um instrumento eficaz contra esses terríveis pecados, logo descobrimos essa verdade acerca da Palavra de Deus —
  
Hebreus 4:12

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. 

Somente Deus tem o poder necessário para nos ajudar a subjugar aquilo que o apóstolo Paulo chamou de a lei do pecado e da morte 

Romanos 7:23—25 na NTLH

23 Mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Ela me torna prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo.

24 Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte?

25 Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: no meu pensamento eu sirvo à lei de Deus, mas na prática sirvo à lei do pecado. 

Todavia, Deus irá conceder essa libertação somente para aqueles que decidirem, claramente em suas mentes, lutar contra o pecado que tenazmente nos assedia. Tal libertação é para todos aqueles que não amam a si mesmos mais do que amam ao Senhor. Para os que se empenharem em buscar o Senhor, viver para Ele e colocá-Lo em primeiro lugar em suas vidas. Para aqueles que se mantêm vigilantes contra todas as formas de incredulidade que se levantam para nos tentar a deixar de confiar em Deus. Existe outra referência pertinente a toda essa situação —

Romanos 11:19—22

19 Dirás, pois: Alguns ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado.

20 Bem! Pela sua incredulidade, foram quebrados; tu, porém, mediante a fé, estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme.

21 Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará.

22 Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado. 

Mas esses versos não devem nos conduzir a pensar, de forma equivocada, que o empenho ao qual acabamos de nos referir, seja fruto de nossa própria vontade e determinação. Pois as Escrituras são claras quando afirmam que é o próprio Deus quem opera em nós, para nos ajudar tanto a querer, quanto a realizar Sua perfeita vontade —

Filipenses 2:13

Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. 

É o Senhor quem nos motiva positivamente, sempre com bênçãos que vão muito além do que podemos imaginar —

Efésios 3:20—21

20 Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós,

21 a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém! 

O cuidado de Deus é mesmo maravilhoso. Por outro lado, não podemos deixar de mencionar sua severidade sobre os incrédulos, conforme — 

Romanos 11:22a

Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus. 

Sempre que valorizamos as promessas de Deus e tememos suas ameaças, nós trabalhamos de modo diligente a favor da nossa salvação, procurando desenvolver a mesma de acordo com a instrução que encontramos em — 

Filipenses 2:12

Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor. 

Certamente, às vezes, nossos corações ficam indiferentes no que diz respeito tanto as promessas, quanto às ameaças de Deus, mas sempre podemos mudar nossas atitudes com a graça de Deus. Se nos dedicarmos a orar para que estejamos atentos tanto à bondade de Deus, manifestada em Suas promessas, como a severidade de Deus, manifestada em Suas ameaças, então, nosso desejo de comunhão obediente com Ele se tornará mais forte. 

A existência dum grupo, mesmo pequeno de crentes, que se reúne para falar da nossa luta permanente contra o pecado e, para nos instruir mutuamente, é certamente semelhante aos muitos grupos que existiam nos dias da igreja primitiva, durante os três primeiro séculos, aos quais o autor da epístola aos Hebreus dirigiu estas palavras — 

Hebreus 3:12—13

12 Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;

13 pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado.    


Quando nos afastamos de Deus somos culpados tanto de deserção quanto de traição. O único remédio para evitar esse caminho é o da exortação mútua. Os cristãos são como brasas numa fogueira. Quando estão juntos o fogo e calor comum os mantêm acesos, mas quando se afastam uns dos outros esfriam, arrefecem e definham em seu calor. 

Hoje em dia, infelizmente, a correria da vida moderna e todos os recursos que ela nos proporciona, acabaram por nos afastar uns dos outros e a maioria dos cristãos se contenta com aparecer em apenas uma reunião semanal e, mesmo nisso, sem serem muito frequentes. Com isso, estou dizendo que: se desejamos ser obedientes a Deus, de acordo com os versos de Hebreus acima — ver também 

Hebreus 10:24—25

24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras.

25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima. 

e manter um grupo de comunhão e estudos bíblicos onde possamos nos estimular à obediência à Palavra de Deus e às boas obras, então, nós precisamos nos empenhar nesse sentido e nos reunir com regularidade.

OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
Estudo 001 — A FALSA CULPA

Estudo 002 — A ANSIEDADE

Estudo 003 — O REMORSO

Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 003

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 003

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos.   

Alexandros Meimaridis 

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