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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA - SERMÃO 022 –- APOCALIPSE 3:1-6 - UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES — PARTE 004


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O objetivo dessa série é apresentar os três primeiros capítulos do Livro do Apocalipse. Neles vamos encontrar uma REVELAÇÃO muito especial da pessoa de Jesus Cristo. Cremos que é disso que a Igreja dos nossos Dias precisa: Um encontro pessoal e profundo com o Senhor que diz de si mesmo: Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso. No Final de cada estudo o leitor encontrará os links para os estudos seguintes:

LIVRO DO APOCALIPSE — INTRODUÇÃO E AS CARTAS ÀS SETE IGREJAS DA ÁSIA


Introdução.

A. Na mensagem anterior nós falamos acerca dos remédios que Cristo propôs para a Igreja e Sardes:
1. Cristo consolou a igreja anunciando que apesar de todos os pesares, ainda havia sobrevivido um remanescente fiel na Igreja em Sardes.   
2. Esse remanescente, apesar de pequeno, não devia se incomodar pelo fato de ser pequeno, porque o que agrada a Deus não são multidões de crentes infiéis e apóstatas, mas sim, pequenos rebanhos de crentes fiéis.
C. Hoje queremos continuar analisando essa carta na mesma linha que adotamos na mensagem anterior e continuar falando da nossa enorme necessidade de:

VOLTANDO PARA JESUS, O DEUS TODO PODEROSO

I. O Dom do Espírito Santo 
A. O Espírito Santo de Deus é o maior presente que qualquer ser humano poderia desejar receber e, de fato, recebe quando crê em Cristo. Esse presente é fruto da imensurável graça de Deus e do Senhor Jesus Cristo que derramam dons inefáveis sobre os seres humanos, dos quais o Espírito Santo é o maior, conforme lemos nos testemunhos dos apóstolos Pedro e Paulo. 
Atos 2:33 —  
Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. 
Efésios 1:8 
Que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência 
O Espírito Santo que habita em nós transforma nosso corpo no único e verdadeiro santuário do Espírito Santo: 
1 Coríntios 6:19 
Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? 
B. Desde os dias de Cristo e até o fim dos tempos, nunca houve nem jamais haverá qualquer templo construído pelo homem no qual Deus habita. Deus não habita em templo feitos por mãos humanas, mas Deus habita em templo constituídos de pessoas humanas. 
João 4:23 
Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. 
Atos 17:24 
O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. 
C. Deus habita, por meio do Espírito Santo, tanto no crente individualmente, como nos crentes coletivamente: 
1 Coríntios 3:16 
Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 
D. É nossa convicção que é ao Espírito Santo que Jesus tem em mente ao dizer o seguinte para a Igreja em Sardes, apesar do Espírito Santo, não ser, de fato, mencionado diretamente: Lembra-te, pois, do que tens recebido — Apocalipse 3:3.   

II. Os Sete Espíritos de Deus 
A. De fato não encontramos na epístola enviada para a Igreja em Sardes nenhuma menção direta ao Espírito Santo, mas temos essa curiosa afirmação bem no começo da carta: 
Apocalipse 3:1 
Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus.   
B. Mas quem é ou o que são os “Sete Espíritos de Deus”. Apesar de ser notavelmente ímpar, tal expressão não deve nos confundir, pois cremos que a mesma faz uma referência ao Espírito Santo de Deus ou a terceira pessoa da Santíssima Trindade. 
C. Essa expressão “Sete Espíritos” foi mencionada antes em Apocalipse 1:4—6 e os sete espíritos estão vinculados tanto a Deus Pai como ao Senhor Jesus e também ao desejo de Graça e Paz para todos os destinatários da revelação: 
Apocalipse 1:4—5 
4  João, às sete igrejas que se encontram na Ásia, graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono
5  e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados, 
6 e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.  
C. Se o Espírito Santo é um só e é até mesmo uma das três pessoas da divindade, porque é citado como sendo “sete”. Talvez uma boa resposta seja do arcebispo anglicano Trench, que disse o seguinte: O Espírito Santo não é tanto visto aqui em sua unidade pessoal e sim em suas numerosas capacidades. Essa ideia é, provavelmente, derivada do livro do profeta Isaías, onde lemos: 
Isaías 11:2 
Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. 
D. Portanto a Igreja em Sardes tinha recebido o Espírito Santo de Deus e todas as suas capacidades fenomenais: 
1. O Espírito do Senhor. 
2. O Espírito de Sabedoria. 
3. O Espírito de Entendimento. 
4. O Espírito de Conselho. 
5. O Espírito de Fortaleza. 
6. O Espírito de Conhecimento. 
7. O Espírito de Temor 
E. Que outra mensagem pode ser mais necessária para uma igreja em parte morta e em parte morrendo?
Conclusão:

A. Como vimos, nós somos o verdadeiro templo de Deus:

Atos 7:48—49

48 Entretanto, não habita o Altíssimo em casas feitas por mãos humanas; como diz o profeta:

49 O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?

B. O Espírito Santo de Deus é o único ser que pode revitalizar uma igreja moribunda.

C. Ele pode restaurar à plena vida uma comunidade, tornando-a útil para a comunidade ao redor.

D. Se deixarmos o Espírito Santo nos encher, então nossa adoração — quando estamos reunidos — e nosso testemunho a favor de Jesus — quando estamos espalhados — serão completamente transformados.

E. A palavra de Deus nos diz que:

1. Devemos orar no Espírito —

Judas 20

Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo.

2. Devemos pregar no Espírito —

1 Tessalonicenses 1:5

Porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós.

3. Devemos adorar no Espírito —

João 4:24

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

4. Devemos Andar no Espírito —

Gálatas 5:16

Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.

5. Devemos viver no Espírito —

Gálatas 5:23

Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.


OUTRAS MENSAGENS ACERCA DO APOCALIPSE: INTRODUÇÃO E CARTAS ÀS SETE IGREJAS

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DO APOCALIPSE

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 002 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 001

APOCALIPSE 1:1—20 — SERMÃO 003 — UMA VISÃO DE JESUS CRISTO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 004 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:1—7 — SERMÃO 005 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ÉFESO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 006 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:8—11 — SERMÃO 007 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM ESMIRNA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 008 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 001

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 009 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 002

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 010 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 003

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 011 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 004

APOCALIPSE 2:12—17 — SERMÃO 012 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM PÉRGAMO — PARTE 005 FINAL

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 013 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 001

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 014 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 002

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 015 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 003

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 016 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 004

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 017 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 005

APOCALIPSE 2:18—29 — SERMÃO 018A/B — UMA CARTA PARA A IGREJA EM TIATIRA — PARTE 006A/B

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 019 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 001

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 020 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 002

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 021 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 003

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 022 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 004

APOCALIPSE 3:1—6 — SERMÃO 023 — UMA CARTA PARA A IGREJA EM SARDES— PARTE 005 — FINAL

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 024 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 001

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 025 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 026 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 027 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 004
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/04/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html

APOCALIPSE 3:7—13 — SERMÃO 028 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM FILADÉLFIA — PARTE 005
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/05/functionisogramigoogleanalyticsobjectri.html

Apocalipse 3:14—22 — SERMÃO 029 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/apocalipse-introducao-e-as-cartas-as.html



APOCALIPSE 3:14—22 — SERMÃO 030 – UMA CARTA PARA A IGREJA EM LAODICEIA — PARTE 002

Que Deus abençoe a todos.  

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


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Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.   

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE — PARTE 001


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ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS. NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DO CRENTE

Os versículos que vimos na parte anterior enfatizavam a conexão orgânica entre a ressurreição de Jesus e a ressurreição futura, corporal, dos crentes. Mas concluir que o significado salvífico se resume à ressurreição futura dos crentes, é apreciar apenas parte da verdade ensinada pelo Novo Testamento. Para resolver isso, é necessário apreciarmos as referências, nas quais o apóstolo Paulo menciona o fato que os crentes já foram ressuscitados com Cristo. Essa verdade é apresentada de forma mais incisiva nas seguintes passagens:

Efésios 2:5—6

5  E estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos,

6  e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus.

O problema que temos diante de nós diz respeito à referência temporal do verbo συνηγείρω — sunegeíro — cujo significado é ressuscitar com. Também teremos que prestar bastante atenção em outros verbos, especialmente, na forma grega chamada de aoristo.  De modo específico, nossa missão será determinar se o uso desses verbos está restrito à experiência histórica de Jesus, ou se os mesmos se aplicam ao que tem acontecido, de fato, na experiência dos crentes individualmente. Ao lançar mão desses verbos, não estaria Paulo fazendo uma referência direta a fatos específicos que são parte da verdadeira experiência dos crentes?

Quando analisamos as opiniões de exegetas reformado acerca desse tema, podemos perceber que as mesma estão aglutinadas de acordo com a localização geográfica dos mesmos. Os exegetas holandeses enfatizam a presença do aspecto histórico-redentivo excluindo qualquer consideração à experiência dos indivíduos. Herman Ridderboss, por exemplo, faz o seguinte comentário acerca dos versos de Efésios acima: “Pela úkltima palavra, parece que Paulo está fazendo referência à cristologia e a aspectos histótico-redentivos e não a aspectos antropológicos”[1]. Por outro lado, intérpretes britânicos e estadunidenses, ao mesmo tempo em que reconhecem uma alusão à solidariedade entre a obre histórica de Cristo e os crentes, mantêm que o interesse distinto de Paulo nesses versos é a transformação dos indivíduos[2].

Enquanto a linguagem empregada pelo apóstolo Paulo reflete sua perspectiva histórico-redentiva, a conclusão de que ele está também descrevendo o que aconteceu na vida dos crentes, da perspectiva existência, não pode ser nem ignorada nem desprezada. A ressurreição mencionada faz uma referência direta à morte mencionada no verso 5. Deve ser óbvio que a expressão estando nós mortos não se refere ao nosso envolvimento solidário com o Senhor Jesus Cristo, em sua morte, pois nós estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Paulo está falando, com clareza, da morte existencial, tanto dele como dos seus leitores. Os versos precedentes confirma esse entendimento: Os versos 4 e 5 apresentam um resumo do que foi iniciado com o verso 1 de Efésios 2. Já os versos 2 e 3 funcionam como uma parênteses que expande o conceito de pecado e transgressões mencionado no verso 1, e não podem ser dissociados do verso 5. Os versos anteriores — Efésios 2:1—4 — nos apresentam uma descrição estendida da depravação moral de Paulo e dos seus leitores. Entre outras coisa, eles estavam acostumando a andar de acordo com os padrões estabelecidos pelo príncipe das trevas; com o espírito da desobediência. Andavam segundo os desejos da carne, fazendo a vontade da mesma. Essa linguagem exige que a morte mencionada no verso 5, não apenas envolve, mas se refere, acima de tudo, à depravação moral do indivíduo. Por conseguinte, a ressurreição mencionada nos versos 5 e 6 inclui a experiência inicial de transformação e renovação ética.

Além disso, no verso 10 de Efésios 2 a ressurreição com Cristo mencionada no verso 5 é descrita dessa maneira:

Efésios 2:10

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.

Isso se alinha, perfeitamente, com as palavras de Paulo em —

2 Coríntios 5:17

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

O propósito expresso de sermos novas criaturas é para que possamos realizar as boas obras que Deus já preparou para que andemos nelas. O verbo  andar, nesse contexto, é elemento fundamental na integração de todo o texto de Efésios 2:1—10. Tendo iniciado o texto mencionando que andávamos em delitos e pecados, Paulo finaliza o mesmo agora, mencionando a contrapartida que é, andando nas boas obras que Deus preparou de antemão para nós. E qual é o elemento que torna possível essa transformação? A resposta deve ser óbvia: o fato de termos sido ressuscitados por Deus em Cristo Jesus.

Conclusão: Em Efésios 2:6 a ressurreição com Cristo se refere à transição experimentada nessa vida pelos crentes, por meio da qual eles deixam de ser objetos da ira de Deus — verso 3 – para se tornarem recipientes da misericórdia e do amor de Deus — verso 4.



OUTROS ARTIGOS ACERCA DA SOTERIOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Ridderbos, Herman. Paul: Na Outlina of His Theology. William B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1975.

[2] Ver, poo exemplo: 1) Hendriksen, William. New testamente Commentary – Exposition of Ephesians. Banner of Truth Trust, Edimburgh, 1972; 2) Hodge, Charles. A Commentary on the Epistle of Ephesians. CCEL.ORG consultada em 06 de outubro de 2016 às 10:00 horas BSB.; 3) Eadie. J. A Commentary on the Greek Text of the Epistle of Paul to the Ephesians. Forgotten Book, Londres, 2015.


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segunda-feira, 2 de maio de 2016

EDUCAÇÃO CRISTÃ - ESTUDO 013 - O QUE O NOVO TESTAMENTO ENSINA ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA - PARTE 001



O propósito dessa série é introduzir o leitor na vasta gama de materiais relacionados à Educação Cristã. Nosso foco central estará sempre localizado nos chamados “Ministérios da Igreja” que refletem a vida prática ou o dia a dia do que deve estar acontecendo em todas as igrejas locais.

V. O Ensinamento do Novo Testamento Acerca da Igreja

A Igreja

I. A Igreja — ἡ ἐκκλησία — ekklissía — Igreja.  

A. Introdução – “... à igreja, a qual é o seu corpo”- Efésios 1:22—23.

1. Nosso conceito mental da igreja: prédio, edifício, local de reuniões, instituição, denominação etc...

2. Problemas causados pelas traduções.

a. Nossa Bíblia não foi escrita em português.

b. O Antigo Testamento foi escrito em hebraico com umas pequenas porções escritas em aramaico.

c. O Novo Testamento foi inteiramente escrito em grego e contém citações do Antigo Testamento retiradas da Septuaginta — LXX[1].

d. A palavra grega usada pelos autores do Novo Testamento para se referir à igreja foi ἐκκλησία — ekklissía — lê-se eclissía.

e. Nossa tradução de Almeida Revista e Atualizada em português traduz a expressão grega ἐκκλησία — ekklissía da seguinte maneira: a palavra ocorre 114 vezes no texto grego editado por Westcott e Hort, Tischendorf e os revisores ingleses.

i. Igreja

ii. Igrejas

iii. Assembleia

iv. Congregação

3. Por causa da tradução e dos conceitos mentais dominantes a grande maioria das pessoas em nossos dias têm a tendência de pensar que a palavra igreja se refere a um prédio na rua tal ou a uma instituição decadente e à beira da morte.

B. Definições do Termo

1. O Dicionário Aurélio 2000 define a palavra igreja da seguinte maneira:

a. Do grego ekklesía, 'assembleia de cidadãos', 'assembleia de fiéis', pelo latim ecclesia.

b. Substantivo feminino.

i. Templo cristão.

ii. Autoridade eclesiástica.

iii. A comunidade dos cristãos.

iv. O conjunto dos fiéis ligados pela mesma fé e sujeitos a uma mesma liderança.

2. O Dicionário de grego clássico de Liddell-Scott define assim:

a. Assembleia devidamente convocada, menos geral que — súllogos — pronuncia-se sílogos.

b. Na Septuaginta a definição corresponde a: congregação dos filhos de Israel e traduz o termo hebraico קְהַל  —  qehal.

c. No Novo Testamento: igreja como corpo de cristãos.

3. Os dicionários do Novo Testamento, geralmente, definem como:

a. Igreja como comunidade universal.

b. Congregação como comunidade particular, i.e., de um determinado local, bem como uma comunidade familiar.

Conclusão: a palavra que usamos irá, inevitavelmente, afetar a maneira como pensamos e nosso conceito de igreja será influenciado de forma concomitante.

C. O Significado da palavra grega ἐκκλησία — ekklissía.

A expressão grega ἐκκλησία — ekklissía — é comumente traduzida pelo termo “igreja” no Novo Testamento em português.

1. A expressão grega ἐκκλησίαν τοῦ θεοῦ — ekklissían toû Theoû — Igreja de Deus, foi usada pelos primeiros cristãos para identificar a “sociedade” a que pertenciam como uma associação que era comum — familiar — a todas as pessoas. Não havia nada de extraordinário no uso deste termo. A reunião dos cristãos era apenas mais uma, no meio de uma multidão de associações não oficiais.

2. O que diferenciava a associação dos cristãos das outras associações tão comuns dos seus dias era o fato de que essa associação ou assembleia havia sido convocada pelo próprio Deus! Foi Deus quem os convocou. Da mesma maneira é Deus quem nos convoca nos dias de hoje.

3. A relação que existe entre ἐκκλησία — ekklissía — Igreja, e o chamado a viver a vida cristã acaba se perdendo completamente quando traduzimos a palavra grega ἐκκλησία pela expressão igreja. Vejamos como Paulo relacionou estes dois conceitos em Efésios 3:21 e 4:1:

A ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. “A ele — Deus — seja a glória, na igreja — ἐκκλησία — ekklissía é derivada do verbo καλέω — kaléo — chamar — e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados. Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da κλήσεως — klésseos — vocação a que fostes ἐκλήθητε  — ekléthete — chamados.

4. Assim temos que Deus deve ser glorificado na vida da igreja. Como? Pelos cristãos andando de um modo que seja digno do chamado que receberam.

5. O chamado que recebemos de Deus implica no seguinte:

a. Somos chamados para fora do mundo e para dentro da igreja de Deus = libertação.

b. Somos chamados para manter um relacionamento com Deus através do estabelecimento de uma aliança com Ele —

1 Coríntios 1:9

Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

b. Somos chamados para herdarmos uma herança futura. O que para Israel era a terra de Canaã, para nós será o céu —

Filipenses 3:14

Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.

1 Timóteo 6:12
Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas.

Hebreus 3:1

Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus.

c. Somos chamados para formar um povo especial que pertence ao único e verdadeiro Deus —

Deuteronômio 7:6

Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra.

1 Pedro 2:9—10

9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;

10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.


D. Uma Definição mais abrangente da palavra grega ἐκκλησία — ekklissía — Igreja.

1. O termo grego ἐκκλησία — ekklissía — Igreja, como usado no Novo Testamento, representa a totalidade — universalidade ou catolicidade — daqueles que pertencem à comunidade dos redimidos. Nessa condição a comunidade dos redimidos forma a igreja como “corpo de Cristo”.  Como redimidos que formam o corpo de Cristo, os indivíduos dessa comunidade estão íntima e completamente ligados e dependentes uns aos outros e todos, sem exceção, estão ligados, de modo absoluto, ao Senhor Jesus Cristo. Esses redimidos estão ainda em íntima ligação com a comunidade representada por todo o povo de Israel do Antigo Testamento, já que o mesmo é também designado ἐκκλησία — ekklissía — Igreja ou Congregação na Septuaginta — LXX. No Novo Testamento o termo é também usado para fazer referências a uma comunidade local de redimidos — igreja local. O termo nunca é usado para referir-se a uma construção nem a uma instituição. Tais conceitos não existiam nos dias da igreja primitiva — até o ano 100 d.C. — nem nos dias dos Pais da Igreja — até o ano 200 d.C. Mas, acima de tudo somos um povo chamado por Deus. Ver tabela abaixo com as referências bíblicas:


Igreja como corpo de Cristo e Cristo como cabeça da igreja
Efésios 1:22—23
Colossenses 1:18, 24; 2:18—19
Os redimidos como membros Corpo de Cristo.
1 Coríntios 12:27 Efésios 4:4; 5:30 e Colossenses 3:15
Os redimidos como membros uns dos outros.
Romanos 12:5 1 Coríntios 12:13; 24—26

Pergunta para reflexão:

Porque os tradutores da Septuaginta — não inspirados — e os autores do Novo Testamento — inspirados — não utilizaram outro termo cultural qualquer, para referirem-se à comunidade dos redimidos, em vez de utilizarem um termo inteiramente profano como ἐκκλησία — ekklissía — igreja?

Assim temos que:

2. O verdadeiro caráter da Igreja é determinado pelo fato de ser Deus mesmo aquele que a convoca para se reunir. A igreja não é um prédio ou uma construção de qualquer tipo, e sim um ajuntamento de crentes convocados por Deus mesmo.

3. No Novo Testamento encontramos poucas evidências de que existisse algum tipo de organização que fosse muito além da igreja local — comunidade de cristãos localizada em uma determinada cidade ou em um lar, etc.

4. De acordo com o irmão Edwin Hatch[2]: “Apesar de ser indisputável que o Senhor fundou a Igreja ἐκκλησία — ekklissía — assumimos de forma improvável que a igreja seja uma agregação de sociedades organizadas. Cada comunidade cristã era uma comunidade completa em si mesma”. Com o passar do tempo esse formato foi alterado. Tal alteração não pode ser definida, a priori, como algo bom ou mau para a Igreja.

5. Nós precisamos começar a entender que cada comunidade local possui certa primazia real entre os vários tipos de unidade que poderiam existir.

6. Infelizmente, nos dias de hoje, a igreja institucional tem se tornado tão desfigurada e as pessoas, de um modo geral, estão muito desencantadas com ela. Hoje em dia as igrejas, independentemente da denominação a que pertençam, são algo muito difícil de reconhecermos como uma comunidade, na qual exista qualquer relação entre o que aí está e o ensino das Sagradas Escrituras —

Efésios 2:19—22

19 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus,

20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular;

21 no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor,

22 no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.

Efésios 5:25—27

25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,

26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra,

27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.

7. A igreja não é uma denominação, nem uma convenção, nem uma associação e sim um corpo espiritual.

8. A igreja não é uma organização e sim uma comunhão, ou como diz o Novo Testamento, uma κοινωνίᾳ — koinonía — Comunhão.


OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ

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013 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA

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020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html


021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
Que deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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[1] Septuaginta, comumente identificada pelo símbolo LXX, é a tradução das escrituras hebraicas para o grego realizada no Egito sob o patrocínio de Ptolomeu II Filadelfo - 285–246 a.C.
[2] Hatch, Edwin. The Organization of the Early Christian Churches: Eight Lectures Delivered Before the University of Oxford, in the Year 1880. Wipf & Stock Pub, Eugene, 1999.