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terça-feira, 20 de setembro de 2016

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO PESSOAS — PARTE 002


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O propósito dessa série é nos ajudar a entender a nós mesmos. Partindo de múltiplas perspectivas. A bíblia nos ordena a nos guardar a nós mesmos, a nos santificar, a nos examinar de forma permanente. Devemos manter uma atitude constante de abertura com relação a Deus para permitir que Ele nos encha com o seu Espírito Santo. Nossa intenção é que esse estudo possa cooperar para: 1) mantermos constante nossa vigilância e; 2) abrirmos nossos corações e mentes para que sejamos inundados pela graça santificadora do Espírito Santo.

Recomendamos que o leitor dedique tempo para ler as referências bíblicas de forma meditativa e que aprenda a orar misturando aquilo que a Bíblia diz com suas próprias palavras.

A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — CONTINUAÇÃO

II. A Posição Bíblica Explicada

A. Deus nos criou com pessoas

1. Deus nos trata como Pessoas

O fato de Deus ter nos criado como pessoas é o elemento fundamental que deve conduzir a perspectiva de como nos vemos a nós mesmos e todos os outros seres humanos. Eu preciso me aceitar e me tratar com uma pessoa e não aceitar nenhum tipo de imposição que tenha o objetivo de me diminuir daquilo que sou de verdade. Com criatura do próprio Deus eu tenho o direito e o privilégio de conhecer, de ser ouvido, de sentir, de ter minha própria opinião, de desenvolver meu potencial, de assumir responsabilidades, de realizar tarefas com significado e de desfrutar a vida. Eu não devo me tratar como se fosse uma coisa, nem como alguém não importante ou irresponsável.
Gênesis 1:26

26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

Gênesis 15:1

Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande.

Gênesis 16:8

Disse-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vens e para onde vais? Ela respondeu: Fujo da presença de Sarai, minha senhora.

1 Samuel 3:4

O SENHOR chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui!

Salmo 23

1 O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.

2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;

3 refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.

4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.

5 Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

6 Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.

Mateus 7:7—12

7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.

8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.

9 Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra?

10 Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra?

11 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?

12 Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.

Colossenses 1:9—11

9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;

10 a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;

11 sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria,

1 Timóteo 4:16

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.

2. Deus nos considera pessoas responsáveis.

Nossa responsabilidade primária é honrar e glorificar a Deus diante da perspectiva de termos sido criados por Ele mesmo. Deus também nos considera responsáveis pela maneira como tratamos a nós mesmos e outras pessoas. Essas obrigações pelas quais somos considerados responsáveis diante de Deus devem ser reconhecidas como evidências do amor de Deus. Ele nos trata como pessoas.

Gênesis 2:16—17

16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,

17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gênesis 4:9

Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?

Isaías 43:21—28

21 Ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor.

22 Contudo, não me tens invocado, ó Jacó, e de mim te cansaste, ó Israel.

23 Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honraste com os teus sacrifícios; não te dei trabalho com ofertas de manjares, nem te cansei com incenso.

24 Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me satisfizeste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas iniqüidades.

25 Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.

26 Desperta-me a memória; entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que possas justificar-te.

27 Teu primeiro pai pecou, e os teus guias prevaricaram contra mim.

28 Pelo que profanarei os príncipes do santuário; e entregarei Jacó à destruição e Israel, ao opróbrio.

Romanos 14:10—13

10 Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.

11 Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.

12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

13 Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.

3. É a vontade de Deus que sejamos seres humanos em toda plenitude.

A Bíblia é bem clara quando ensina que Deus nos fez de tal modo, que só podemos encontrar plena satisfação numa vida de relacionamento com o Criador com base no amor e na devoção. Esse é o significado das palavras da Bíblia que dizem: Ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor — Isaías 43:21. Muitas outras passagens das Escrituras que nos falam da alegria de Deus enfatizam essa mesma verdade. Quando entendemos esse fato, temos condições de desfrutar o melhor dessa vida. É um erro grosseiro abrir mão da esperança de sermos pessoas plenamente satisfeitas, porque optamos por buscar tal satisfação em bens materiais, outros seres humanos e até em nós mesmos.

Salmos 1

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.

4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.

5 Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.

6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.

Salmos 119:24, 44, 77 e 174

24 Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros.

44 Assim, observarei de contínuo a tua lei, para todo o sempre.

77 Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer.

174 Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer.

Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Isaías 41:1—21

João 15:11

Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.

Gálatas 5:22—23

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

Continua...

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE ENTENDENDO A NÓS MESMOS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 001 — SOMOS CRIADOS POR DEUS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 002 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO PESSOAS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 003 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COM VONTADE E RESPONSABILIDADE MORAL



ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 004 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO SEUS REPRESENTANTES E PARA GLORIFICÁ-LO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 12:13—21 — A PARÁBOLA DO RICO TOLO — SERMÃO 028



Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

Sermão 028

A PARÁBOLA DO RICO TOLO

Lucas 12:13—21

13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança.

14 Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?

15 Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.

16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.

17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?

18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.

19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

Introdução

A. A Parábola do Rico Tolo quando retirada dos seus contextos imediatos acaba se tornando apenas uma lição de moral para ser usada contra pessoas ricas.

B. De fato esta palavra não fala tanto de pessoas ricas quanto fala da atitude basicamente humana de buscar e confiar em bens materiais para realização pessoal e segurança.


I. O Diálogo Inicial

13 Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança.

14 Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós?

A. Os judeus de modo geral esperavam que os rabinos fossem conhecedores da lei e que passassem julgamentos quando necessário.

B. Esse homem na multidão vem exigir seus direitos e quer que o rabino — Mestre — Jesus passe a sentença. Ele não quer uma mediação ele quer ver seu desejo atendido.

C. Esse homem ainda não havia aprendido o significado do

Salmo 133:1

Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!

Ou viverem em paz sobre o mesmo teto.

D. O pedido deste homem é para que a divisão que já existia entre ele e seu irmão fosse finalizada com a partilha do bem em questão. Isto separaria para sempre os dois irmãos.

E. Não temos certeza absoluta do que é o bem em questão, mas muito provavelmente trata-se de um pedaço de terra que era e continua sendo o mais sensível problema do Oriente Médio.

F. Este fato estava se passando entre o povo que era chamado de Povo de Deus. O Povo do Deus da Bíblia é aquele que exige que justiça seja feita, especialmente em benefício daqueles que são mais pobres e que, exatamente por este motivo, estão sujeitos a serem oprimidos.

G. Jesus enfrenta o pedido desse homem com a coragem que lhe era peculiar. Na resposta de Jesus existe a implicação clara de que aquele homem deveria olhar para si mesmo em primeiro lugar. O centro do problema não era o irmão dele e sim ele mesmo. Se Jesus não veio como partidor a implicação é óbvia: Jesus veio para reconciliar e unir! As palavras no grego são muito interessantes: partidor — meristes e reconciliador — mesites.  

H. Jesus não se esquiva de fazer a justiça solicitada. Ele quer, antes de tudo, mostrar que existem bens que podem ser ganhos, que são maiores que heranças e que também existem bens que podem ser perdidos que também são maiores do que heranças. A comunhão entre irmãos é um desses bens. A saúde é outro e certamente a salvação eterna é o maior.

II. A Primeira Expressão de Sabedoria

15 Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.

A. A primeira implicação desta frase de Jesus é que o homem que lhe fez o pedido não teria seu verdadeiro problema resolvido se seu irmão lhe concedesse o que desejava.

B. Vivemos em um mundo caído onde estamos permanentemente infectados pelo desejo insaciável de possuir bens materiais em número cada vez maior. O padrão de classes A, B, C. D, e E é determinado não somente pelo quanto se ganha, mas também pelos bens que as pessoas possuem incluído-se imóvel, quantos banheiros, quantos automóveis, rádios, televisores, máquinas de lavar, secar, fornos de micro ondas e vai por aí afora.

C. Esta infecção faz com que procuremos possuir cada vez mais coisas porque acreditamos que se conseguirmos um determinado número delas estas mesmas coisas irão nos garantir uma vida que seja realmente abundante.

D. Mas se isso fosse verdade o assim chamado primeiro mundo — Estados Unidos, Japão e a Europa — estariam plenamente satisfeitos. Mas a realidade é bem diferente:

1. Em primeiro lugar o que percebemos claramente é que este desejo de buscar a realização através da posse de bens materiais é insaciável. Nunca se satisfaz.

2. Em segundo lugar temos a certeza de que o sonho da vida abundante e segura nunca ira se concretizar se depender do acúmulo de bens materiais.

E. Com os suprimentos do planeta sendo rapidamente dilapidados —petróleo, por exemplo) precisamos realmente começar a repensar nossas escolhas, de como poderemos ser realmente felizes.

III – Jesus conta uma Parábola – Primeira Parte – Os Bens que são Dados por Deus

16 E lhes proferiu ainda uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produziu com abundância.

A. Como acontece com muitas outras parábolas contadas pelo Senhor essa também é, literariamente, dependente de textos anteriores. O pano de fundo dessa parábola é, sem sombra de dúvida, o Salmo 49 que discute a questão da riqueza e de que como ela nada significa diante da finitude humana. Outro texto bíblico que certamente estava nas mentes dos ouvintes de Jesus era o de Eclesiastes 2:1—11 onde Salomão narra sua desventura com a esperança de encontrar realização em bens materiais.

B. A parábola que Jesus começa a contar nos fala de bens que são recebidos como empréstimo da parte de Deus. São bens que Deus fez chegar até este homem. A pergunta que este homem precisava se fazer é: O que devo fazer com estes bens que ganhei de Deus? Bens pelos quais não me esforcei?

C. Da mesma maneira que a parábola se inicia com a revelação de que esse homem havia recebido, “como empréstimo”, abundantes bens da parte de Deus a parábola termina nos informando que a própria alma humana está no homem como um mero empréstimo da parte de Deus.

IV – Jesus conta uma Parábola – Segunda Parte – O Problema que Surge com os Bens não Esperados

17 E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?

A. Uma vez ricamente abençoado por Deus o homem, já rico da parábola, não se pergunta acerca do que deveria fazer com os bens recebidos. Pelo contrário ele se refere aos bens recebidos como sendo “os meus frutos” e se mostra preocupado em preservá-los exclusivamente para si.

B. O livro do Eclesiastes descreve bem este tipo de pessoa:

Eclesiastes 5:10

Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade.

C. Este texto diante de nós faz referência direta aos lucros excessivos da sociedade capitalista em que vivemos e ao conceito de “mais valia” como proposto por Karl Marx onde o esforço coletivo gera a riqueza de uns poucos que os exploram.

D. A Bíblia diz que os crentes devem trabalhar por dois motivos:

1. Em primeiro lugar devemos trabalhar para não sermos pesados aos irmãos —

2 Tessalonicenses 3:7—12

7 pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós,

8 nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós;

9 não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes.

10 Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.

11 Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia.

12 A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão.

2. Em segundo lugar devemos trabalhar para podermos ajudar àqueles que necessitam de ajuda —

Efésios 4:28

Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado.

3. Em nenhum lugar no Novo Testamento somos exortados a trabalhar para enriquecer ou para acumular bens materiais. Muito pelo contrário.

E. O homem na parábola de Jesus fala consigo mesmo. Ao contrário da mulher que acha a moeda perdida, do pastor que encontra a ovelha perdida e do pai na parábola do filho pródigo que convidam seus conhecidos, vizinhos e servos para se alegrarem com eles, esse homem está completamente só. Ele não tem ninguém com quem conversar.

F. Ao mencionar que o homem conversava consigo mesmo nós começamos a compreender a visão que Jesus tinha do tipo de prisão que a busca insaciável por bens materiais produz. A vida neste tipo de vazio costuma criar suas próprias realidades e dentro dessa realidade onde nos ouvimos este homem anunciar sua solução para o problema.

V – Jesus conta uma Parábola – Terceira Parte – O Plano do Homem para Resolver o Problema.

18 E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens.

A. Note a centralização de suas idéias. Tudo era seu. Não havia gratidão em seu coração, nem a intenção de repartir o que era seu com ninguém. Os dons de Deus, como que num passe de mágica se tornaram:

1. Meus frutos

2. Meus celeiros

3. Meu produto
4. Meus bens

VI – Jesus conta uma Parábola – Quarta Parte – O Futuro na Perspectiva do Homem

19 Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.

A. Este diálogo entre homem e si mesmo não é apenas triste. Ele é miserável!

B. Aqui estamos diante de um homem autoconfiante que realmente acha que chegou lá! Ele é o que podemos chamar de o verdadeiro “Rei da Cocada Branca e Preta”.

C. Mas apesar de todo este sucesso ele só pode se referir à sua própria alma.

D. O diálogo mantido entre o homem e sua ALMA indica que esse homem acreditava que a totalidade das necessidades da pessoa total poderiam ser satisfeitas pelo excesso de bens materiais, os quais deveriam ser bem preservados para o uso exclusivo do proprietário.

VII – Jesus conta uma Parábola – Quinta Parte – Os Bens tão Queridos são Abandonados.

20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

A. A língua grega usada por Lucas tinha 4 palavras diferentes para caracterizar um tolo:


1. Anoétos — negligente

2. Ásofos — sem sabedoria

3. Móros — tolo

4. Áfron — estúpido, tolo.

B. Lucas escolhe a palavra Áfron – estúpido, tolo para caracterizar o homem descrito na parábola.

C. Quando olhamos o texto em grego percebemos o intricado jogo de palavras: O homem descrito na parábola pensa que o excesso de bens materiais — euforéuo — irá produzir a vida abundante — eufrón —, mas pensando assim ele não passa de um tolo — áfron.

D. Ele é um tolo porque o verbo “pedirão” indica claramente que lhe será pedido de volta algo que está somente emprestado: sua própria alma!

E. Da mesma maneira que os bens mencionados no início da parábola lhe haviam sido dados por empréstimo, assim também sua própria alma era emprestada.

F. Como já vimos, apesar de todos os seus bens ele era um solitário. No meio dessa solidão a voz de Deus ressoa vigorosa: Olhe para você mesmo. Veja o que você fez consigo mesmo. Você planejou tudo sozinho, construiu tudo sozinho, indulgiu em tudo sozinho e agora você vai morrer sozinho.

G. A pergunta de Deus, “e o que tens preparado, para quem será?”, é pertinente porque aquele que morre nunca pode ter certeza do que irá acontecer com seus bens.

VIII – Segunda Palavra de Sabedoria

21 Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

A. Essas palavras ecoam as palavras de Jesus encontradas no Sermão da Montanha que dizem:

Mateus 6:19—21

Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

B. Jesus nos coloca diante de um desafio. O que faremos com nossas vidas? Iremos entesourar para nós mesmos ou seremos ricos para com Deus?

Lucas 9:23—25

Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?

Conclusão: os ouvintes originais desse diálogo são desafiados a considerar as seguintes verdades:

A. Nenhum clamor de justiça que não esteja revestido de autocriticismo será ouvido por Jesus.

B: Jesus se recusa terminantemente a contribuir com qualquer tipo de juízo que irá causar o rompimento final entre irmãos.  Jesus não veio para dividir e sim para reconciliar.

C. Quando clamamos por justiça muitas vezes estamos precisando de socorro. Nós estamos enfermos e precisando de ajuda.

D. Bens materiais são dons de Deus. A própria alma humana é emprestada!

E. A pessoa que acha que a vida abundante e a segurança estão em bens materiais é um tolo e um estúpido.

F. A vida abundante é fruto de sermos ricos para com Deus.

OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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