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domingo, 6 de novembro de 2016

JOÃO 15 - SERMÃO 001 - A VIDEIRA


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Esse artigo é parte da série onde expomos o Salmo 86 e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nesse Salmo, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para os outros estudos.
PERMANECENDO EM CRISTO

Uma Exposição Bíblica e Teológica de João 15



Introdução:

A. João capítulo 15 nos apresenta uma alegoria entre uma videira e seus ramos. Essa alegoria encontra-se bem na metade do longo período que Cristo passou com seus discípulos na última noite, antes de ser preso — ver João 13:1 — 16:31.

B. No Antigo Testamento o povo de Israel é representado como uma videira, de modo especial, em dois cânticos que encontramos no profeta Isaías:

1. Isaías 5:1—7.

2. Isaías 27:2—6.

C. Entretanto, o povo de Israel fracassou por completo em produzir os frutos esperados e essa falha culminou em um terrível juízo de Deus — ver Isaías 5.

D. Por contraste, Jesus que é a verdadeira videira, e seus discípulos, que são os ramos que permanecem no Senhor, produzem os frutos esperados — ver Isaías 26.

E. Esse capítulo começa com a sétima e a última afirmação de Cristo conhecidas como as afirmativas: “EU SOU”:

João 6:35

Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.

João 8:12

De novo, lhes falava Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida.

João 10:9

Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.


João 10:11

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.


João 11:25

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.


João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.


João 15:1

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.

F. Quando Jesus afirma ser a videira verdadeira, Ele reforça o tema recorrente no Evangelho de João de que, Ele, Jesus, é o Verdadeiro Israel. A referência a Seu Pai como o agricultor, nos remete de volta para Isaías capítulo 5 de Isaías, onde Deus aparece cuidando de uma vinha que só produz frutos ruins e imprestáveis. A fertilidade de Cristo e dos discípulos é contrastada com a infertilidade do povo de Israel.

G. Nesse capítulo Jesus usa duas imagens para descrever os crentes:

1. Ramos: que indica nossa necessidade de permanecer em Cristo e o grande privilégio que temos de compartilhar da vida do próprio Filho de Deus.

2. Amigos: que indica nosso privilégio em conhecê-lo e nossa responsabilidade em obedecer a Seus mandamentos.

H. Bem, vamos então começar a analisar o capítulo 15 de João observando, em primeiro lugar, a..

A VIDEIRA E SEUS RAMOS — Parte 1

I. A Videira.

A. Herodes, o Grande, investiu durante mais de quarenta anos no templo e na área ao redor do mesmo em Jerusalém, para deixá-lo o mais bonito possível.

B. Seu último presente havia sido um quadro com uma videira, em ouro maciço, em altorrelevo.

C. Todos os judeus entendiam a importância da videira tanto para a economia local quanto como um símbolo da Aliança entre Deus e o povo de Israel.

D. Portanto, Jesus não estava introduzindo nada novo ao fazer Sua afirmação, a não ser o aspecto de que Ele mesmo era a videira verdadeira e não o povo de Israel.

E. Existem três videiras mencionadas nas Escrituras como alegorias.

II. Israel, a Videira do Passado.

A. Existem várias passagens no Antigo Testamento que falam de Israel como uma videira. Algumas dessas passagens são:

1. Salmos 80:8—19.

2. Isaías 5:1—7.

Jeremias 2:21

Eu mesmo te plantei como vide excelente, da semente mais pura; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, como de vide brava?

3. Ezequiel 19 10—14.

Oséias 10:1

Israel é vide luxuriante, que dá o fruto; segundo a abundância do seu fruto, assim multiplicou os altares; quanto melhor a terra, tanto mais belas colunas fizeram.

F. Deus havia tomado o povo de Israel da terra do Egito e, como uma planta, os transplantou na Terra de Canaã onde lhes supriu todas as necessidades. Não é à toa, que o Senhor pergunta em

Isaías 5:4

Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?

G. Apesar de todas as benesses recebidas o povo de Israel nunca produziu os frutos esperados. Quais eram esses frutos? Uma resposta resumida pode ser encontrada em —

Jeremias 22:3

Assim diz o SENHOR: Executai o direito e a justiça e livrai o oprimido das mãos do opressor; não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.

H. O resultado final disso tudo foi: juízo severo e destruição! Como diz o apóstolo Paulo em —

Gálatas 6:7

Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.

III. A Videira do Futuro

A. Essa videira é o Planeta Terra.

B. Essa videira está descrita no Livro do Apocalipse. Não nos esqueçamos que trata-se de uma analogia.

Apocalipse 14:14—20

14 Olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro e na mão uma foice afiada.

15 Outro anjo saiu do santuário, gritando em grande voz para aquele que se achava sentado sobre a nuvem: Toma a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu!

16 E aquele que estava sentado sobre a nuvem passou a sua foice sobre a terra, e a terra foi ceifada.

17 Então, saiu do santuário, que se encontra no céu, outro anjo, tendo ele mesmo também uma foice afiada.

18 Saiu ainda do altar outro anjo, aquele que tem autoridade sobre o fogo, e falou em grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: Toma a tua foice afiada e ajunta os cachos da videira da terra, porquanto as suas uvas estão amadurecidas!

19 Então, o anjo passou a sua foice na terra, e vindimou a videira da terra, e lançou-a no grande lagar da cólera de Deus.

20 E o lagar foi pisado fora da cidade, e correu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, numa extensão de mil e seiscentos estádios.

C. Os crentes não pertencem a essa videira, mas todos os não crentes em Jesus se encontram nessa grande videira Terra. É dela que os incrédulos recebem seu sustento e todo tipo de satisfação para mantê-los longe do caminho estreito que conduz à vida eterna.

IV. A Videira do Tempo Presente: O Senhor Jesus.

A. Jesus é a Videira Verdadeira e nós, os crentes, somos os ramos dessa videira.

B. Como crentes verdadeiros, nós não vivemos de substitutos — religiões do mundo em geral — mas todo nosso sustento vem exclusivamente do Senhor Jesus Cristo.

C. O simbolismo da videira e das varas é idêntico ao do corpo, onde Cristo é a cabeça e nós somos os membros.

D. Os crentes verdadeiro mantêm um relacionamento vivo e diário com Jesus e pertencem ao Senhor e a mais ninguém.

V. Nossa União com Cristo como os Ramos de Uma Videira.

Nossa união com Cristo — como ramos de uma videira — pode ser descrita de três maneiras, a saber:

1. Nossa união com Cristo é uma união Viva o que nos faculta produzir frutos para o reino de Deus e para a eternidade.

2. Nossa união com Cristo é uma união Amorosa para que possamos desfrutar de todos os benefícios que Ele, em Sua graça, nos concede.

3. Nossa união com Cristo é uma união Eterna. Então não temos nada a temer acerca do que o futuro nos reserva.

Conclusão

A. Como vimos, Jesus é o único capaz de suprir todas as nossas necessidades mais profundas. Ele, e apenas Ele é:

1. O único Pão que sacia toda nossa fome e sede espirituais.

2. A única e verdadeira Luz do Mundo.

3. A única porta que nos garante acesso à vida eterna.

4. O único Bom Pastor que sabe como cuidar bem de todos nós.

5. A Ressurreição e a Vida que Ele nos oferece, como todo o resto, apenas por sua graça.

6. O único Caminho, a única Verdade e a única Vida. Se Jesus é único em todas essas coisa nós não podemos nos enganar pensando que talvez exista alguma alternativa.

7. Jesus é a única Videira Verdadeira.

B. Quando você pensa em Jesus como é seu relacionamento com ele?

Você mantém um relacionamento VIVO e diário com Ele? Amando o Senhor e obedecendo à Sua Palavra?

C. Note que existem pessoas que mantêm uma relação não viva com Jesus.

Pessoas que mantêm uma relação parasitária com o Senhor. Querem apenas se aproveitar de Jesus.

C. Qual é a tua videira? Ou seja: de onde você espera vir teu sustento?

1. Formação – Educação?

2. Conta bancária?

3. Emprego – negócio?

4. Amizades

5. QI – Quem Indicou?

D. Como ramos verdadeiros da videira verdadeira, nós precisamos receber todo nosso sustento, EXCLUSIVAMENTE, da videira verdadeira que é JESUS.

F. É por isso, que insistimos tanto com os irmãos para que:

1. Leiam suas Bíblias diariamente.

2. Orem diariamente e participem da Reunião de Oração.

3. Participem das reuniões de estudos bíblicos — quartas feiras, sábados, e da Escola Dominical aos domingos.

4. Participem do culto de adoração público aos Domingos à noite.

5. Participem e promovam as atividades da igreja entre seus parentes e amigos.

G. Procurem uns aos outros para comunhão e edificação mútua.

Que Deus abençoe a todos.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE PERMANECENDO EM CRISTO

SERMÃO 001 — A VIDEIRA VERDADEIRA — João 15:1
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/11/joao-15-sermao-001-videira.html

SERMÃO 002 — O AGRICULTOR — João 15:1

SERMÃO 003 — OS RAMOS – João 15:2—3


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

OS DOIS CAMINHOS


O material abaixo foi escrito pelo irmão Edward Reis Costa Filho e é um comentário acerca do tradicional quadro conhecido como “Os Dois Caminhos”

Esse quadro, tradicional e um tanto bucólico, conquanto curioso, interessante, atraente e, talvez, até bonito, apresenta séria distorção da realidade de


Mateus 7:13—14

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),

14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

Distorção indutiva a uma falsa liberdade de salvação — algo perigoso a quem pretende ser ou se julga já salvo. Mesmo assim, no demais, o considero valioso e útil, pelos princípios bíblicos inerentes na bela montagem da ilustração que pretende comunicar. Teria uma cópia do mesmo em casa, se pudesse adquirir um, sem omitir de fazer a um amigo as observações que entendo devidas.

De início, convém perguntar: Onde está o arrependimento? Onde está a fé nesse quadro? Onde está o perdão de Deus? Você consegue posicioná-los ali? Em favor do esforço do autor da obra, dá para conceber que estejam no perímetro de ação do pregador, posicionado junto a porta menor, enquanto se vê o Evangelho do Senhor Jesus Cristo sendo proclamado aos transeuntes. Então...

A tela fornece a visão de uma área livre — com pessoas —, como átrio a frente dos dois caminhos, dando esses a ideia de bifurcação. Toda bifurcação é derivada de um pátio ou de uma via — intermediária —, que conduz a ela. Porém, na situação registrada pelo texto bíblico não ocorre esse pátio ou essa via. Na vida, ou estamos na senda da esquerda ou na vereda da direita. Entre a perdição e a salvação inexiste uma área de estar, de circulação, de passeio, de lazer ou uma terceira via; nem para se aproximar, nem para se afastar; nem para chegar, nem para ficar, nem para sair.

Por isso, confrontando o quadro com a Bíblia, convém notar:

A. Não se trata de situação de neutralidade, como de um observador diante de dois caminhos, o qual, santo, puro, justo e perfeito; independente, imparcial e isento, analisa tranquilo quando e qual deles, enfim, tomar.

Não nascemos — e não vivemos — numa posição de neutralidade. Viemos ao mundo antecipadamente pertencendo à porta larga e ao caminho espaçoso, habitação plena do pecado que nos comprou para a morte

Romanos 7:14

Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.

De lá não há saída voluntária; de lá jamais alguém sai por si mesmo, seja pelo querer, seja pelo poder fazer  —

Lucas 1:78—79

78 Graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas,

79 Para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.

2) Não se trata da escolha do mais preferível, pois ao homem natural falta virtude para escolher definitivamente a santidade da salvação em vez da perversão que tenazmente o assedia e o conquista —

Hebreus 12:1

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta

Porque o pecador não faz o bem que prefere, mas o mal que não quer, esse faz —

Romanos 7:19

Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.

O homem natural não está unido ao pecado por escolha, mas pela força. E do pecado não se liberta jamais por escolha ou decisão, senão pelo conhecimento da verdade —

João 8:32)

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

em Jesus Cristo

João 14:6

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.

E nunca chegará a tal conhecimento se do Pai não lhe for revelado —

Mateus 11:27

Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Gálatas 1:15—16

15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve

16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue.

independentemente de qualquer escolha ou decisão que faça.

Todos — repete-se — somos nascidos dentro da porta larga, já de frente ao caminho espaçoso, e não podemos partir sozinhos para a porta estreita e o caminho apertado, porque nada do ambiente original nos leva para lá ou nos muda de lugar, e assim as nossas escolhas serão sempre, irremediavelmente, prejudicadas e miseráveis, como trapos de imundície —

Isaías 64:6

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam.

3) Não se trata de escolha do certo e acerto pelo resultado, como se fosse um jogo bem sucedido para o autor do lance, que então resolveu ir pela porta estreita.

A salvação não é o prêmio do arbítrio; antes, é a segurança de quem nada merece —

Romanos 11:6

E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça.
e nunca procurou por ela

João 15:16

Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.

4) Não se trata de "2 caminhos e 1 escolha", como se dois gêmeos estivessem numa encruzilhada e um deles, fazendo o bem, escolhesse ir para a porta estreita e outro, fazendo o mal, decidisse ir para o portão largo —

Romanos 9:11

E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama).

Porque o do pecado nunca deixa de ser escolhido, quando a decisão é por escolha ou a escolha é por decisão —

Gênesis 25:32—33

32 Ele respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de primogenitura?

33 Então, disse Jacó: Jura-me primeiro. Ele jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó.

Não começamos a viver entre dois caminhos, como se nossas escolhas ou decisões nos pudessem posicionar nesse ou naquele bom ou mau caminho, conforme algum arbítrio, porque o arbítrio é do coração e só é totalmente livre e folgadamente frouxo no pecado, eis que sempre contrário a abandoná-lo e reincidente em praticá-lo, até o fim —

Jeremias 17:9

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?

Quando o Evangelho é pregado, sua voz é dirigida para dentro da avenida ampla e ouvida por pessoas em estado de maldição. O arrependimento, a fé e o perdão de Deus ocorrem onde todos somos encontrados, dentro do território de perdição —

Mateus 18:11

Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido.

não fora, nalguma ala apartada e reservada na qual o homem possa livremente exercer seu arbítrio.

Para aqueles que escolhessem ou decidissem e conseguissem ir à porta estreita e ao caminho apertado não haveria necessidade da cruz de Cristo; afinal, eles teriam chegado a alguma perfeição pela liberdade de optar. Assim, estariam no caminho da salvação por sua própria boa escolha ou ótima decisão. E aqui há um obstáculo: a porta. Exatamente, a porta do caminho estreito é Jesus —

João 10:9

Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem.

Por esta porta, intrusos da escolha livre e estranhos da decisão autônoma não entram, só beneficiários do arrependimento e da fé, ambos soberanamente concedidos por Deus —

Romanos 2:4

Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?

aqueles que foram lavados no sangue da cruz, limpos inclusive da presunção de irem como querem, quando querem e, se querem.

Você pode perguntar: Eu pensei que havia feito uma escolha, tomado uma "decisão" por Jesus Cristo..., como fico? A Bíblia responde: O Pai fez a escolha, antes da fundação do mundo, antes de você existir, elegendo-o soberanamente — Efésios 1:4 — para receber o arrependimento — Romanos 2:4—, a fé — Efésios 2:8— o perdão — Colossenses 1:13—14—, a salvação. Não aguardou sua boa decisão e excelente escolha — pensando com isso ter dado a Deus uma razão para amá-lo e salvá-lo. E Jesus tomou a única decisão de ser tomada com relação à sua salvação: de ir à cruz por você. A mim, a você, a qualquer um cabe apenas negarmo-nos a nós mesmos, renunciar, morrer dia a dia, assumir nossa nova vida gerada em Jesus pelo Espírito Santo, tomar a nossa cruz e segui-lo — Mateus 16:24. Isso é tudo o que podemos fazer por nossa salvação, e ainda assim não sozinhos, pois sem Cristo nada podemos fazer — João 15:5. E aqueles que julgam estar no caminho estreito porque uma vez em Cristo, em Cristo para sempre, a certeza que podem ter é mediante a prova visível: frutos vivos, apreciáveis e não sazonais da salvação, dignos de arrependimento, como a respeito deles bradou João Batista

Mateus 3:8

Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento.

para só então sentirem-se fora da ninhada das víboras. Do contrário, estarão no lugar comum dos infortunados, de onde só resta de última hora suplicar — Lucas 18:11 —, clamar — Mateus 20:30, Lucas 19:40 — ou invocar o nome do Senhor — Joel 2:32.

Que Deus abençoe a todos,

Alexandros Meimaridis
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

PARÁBOLAS DE JESUS - LUCAS 13:6—9 — A PARÁBOLA DA FIGUEIRA ESTÉRIL — SERMÃO 031




Esse artigo é parte da série "Parábolas de Jesus" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará links para os outros artigos dessa série.

A Parábola da Figueira Estéril — Lucas 13:6—9.

6 Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou.

7 Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra?

8 Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume.

9 Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la.

Introdução

A. Estamos expondo as Parábolas proferidas por Jesus e as últimas parábolas que estudamos aparecem, exclusivamente, no Evangelho de Lucas. Além disso as mesmas estão concentradas em uma porção do Evangelho de Lucas que descreve a última viagem de Jesus para Jerusalém.

B. Na parábola anterior nós aprendemos que não existe uma relação na base de um por um entre o mal praticado e sofrimento incorrido.

C. Vimos também que o mal que está dentro de nós, se deixado sem confrontação, acabará nos destruindo. O discurso parabólico foi dirigido a todo o povo de Deus sem exceção.

D. O convite para arrependimento é feito por Jesus baseado no fato de que Deus, o nosso Deus é rico em perdoar.

E. A Parábola da Figueira Estéril trabalha nas mesmas linhas de julgamento e misericórdia.

I. A Figueira Estéril

A. A parábola que estamos vendo hoje começa com uma árvore que foi plantada e termina com a ameaça dessa mesma árvore ser arrancada do solo.

B. O motivo para tal ameaça é o fato dessa árvore não estar produzindo os frutos esperados.

C. Mas a favor da árvore ouvimos a voz da misericórdia solicitando graça adicional.

II. Verso 6

A. Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha. Isto era algo comum naqueles dias. Tanto a videira como a figueira foram usadas pelos profetas com símbolos da paz —

Miquéias 4:4

Mas assentar-se-á cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os espante, porque a boca do SENHOR dos Exércitos o disse.

B. O fato do dono da vinha não encontrar fruto na figueira é marcante porque as figueiras na palestina produzem frutos durante 10 meses do ano!

C. Da mesma maneira que a primeira parte deste discurso — versos 1 a  —) se referia a todo o povo de Deus cremos que essa segunda parte se refere diretamente à liderança do povo de Deus.

D. Essa é uma das características mais tristes da história do povo de Deus: as lideranças canhestras que se arvoram a dirigir o povo de Deus.

III. Verso 7

A. O dono da vinha e o viticultor haviam cooperado no plantio da figueira e agora conversavam acerca de como resolver o problema.

B. Ao contrário do que podemos pensar muitos anos haviam se passado desde o plantio da figueira.

C. Em nossos dias nós esperamos que uma árvore comece a produzir no seu segundo ou terceiro ano depois de plantada, mas naqueles dias os ouvinte de Jesus sabiam que a situação era diferente.

D. Temos uma lei no livro de Levítico que diz o seguinte —

Levítico 19:23—25

23 Quando entrardes na terra e plantardes toda sorte de árvore de comer, ser-vos-á vedado o seu fruto; três anos vos será vedado; dele não se comerá.

24 Porém, no quarto ano, todo o seu fruto será santo, será oferta de louvores ao SENHOR.

25 No quinto ano, comereis fruto dela para que vos faça aumentar a sua produção. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.

Qualquer fruto produzido pela árvore nos três primeiros anos não podia ser consumido. Toda a produção do quarto ano era consagrada a Deus e somente a partir do quinto ano é que os frutos da árvore podiam ser consumidos.

E. Aqui encontramos o dono da vinha procurando fruto na sua árvore no quinto, sexto e sétimo ano!

F. Ordena então que a mesma seja cortada. “Cortada” neste contexto se refere literalmente a ser cortada pela raiz já que não produz os frutos esperados.

G. Como estamos relacionando essa parábola à liderança do povo de Israel, precisamos perguntar: Que frutos eram esperados da liderança? Frutos dignos de corações arrependidos. Frutos que demonstrassem claramente a misericórdia de Deus. Frutos que pudessem servir de exemplo ao povo de Deus.

IV. Verso 8

A. O viticultor intercede a favor da figueira. Ele representa a voz da misericórdia contra a voz do juízo.

B. Ele propõe não somente um tempo adicional, mas propõe medidas adicionais visando resolver o problema.

C. Todo este cuidado demonstra o interesse de Deus para com Seu povo sujeito, muitas vezes, a lideranças canhestras.

D. O uso da palavra grega κόπριαkópria — estrume — único uso em todo o Novo Testamento — visa transmitir um pouco de humor aos ouvintes.

E. As vezes para ajudar a liderança a funcionar como deve Deus precisa colocar um pouco de estrume no caminho deles, ao redor deles. Lideranças cheias de si mesmas e vazias de obras dignas de arrependimento precisam receber de Deus algum estrume que os ajude a cair na real.

F. Ignorar a julgamento de Deus é algo extremamente sério, mas ignorar a misericórdia de Deus é algo mais sério ainda.

G. O profeta Oséias diz:

Oséias 11:8 – 9

Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? Como te faria como a Admá? Como fazer-te um Zeboim? Meu coração está comovido dentro de mim, as minhas compaixões, à uma, se acendem. Não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira.

V. Verso 9

A. Note que não se fala em tempo para a execução do juízo. Nosso Deus, apesar de justo não tem pressa em executar o juízo.

2 Pedro 3:9

Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.

B. É assim Deus nos trata. Sempre nos dá tempo suficiente para nos arrependermos. Se não nos voltamos para Deus aproveitando o tempo que ele nos concede para o arrependimento nada mais resta senão o juízo.

Conclusão:

A. O amor de Deus pela Sua comunidade o leva a advertir a liderança, a ajudar a liderança e a conceder tempo para que esta mesma liderança responda à ação de Deus.

B. A liderança plantada entre o povo de Deus deve produzir os frutos esperados por Deus e não usar o povo de Deus para proveito próprio.

C. Da mesma maneira que a árvore inútil sugava a terra sem nada produzir a liderança canhestra impede o povo de Deus de produzir os frutos que Deus espera.

D. Somente a graça de Deus oferecendo perdão e reforma de vida que pode reverter essa situação. A liderança não pode se renovar por si mesma.



OUTRAS PARÁBOLAS DE JESUS PODEM SER ENCONTRADAS NOS LINKS ABAIXO:

001 – O Sal

002 – Os Dois Fundamentos

003 – O Semeador

004 – O Joio e o Trigo =

005 – O Credor Incompassivo

006 — O Grão de Mostarda e o Fermento

007 — Os Meninos Brincando na Praça

008 — A Semente Germinando Secretamente

009 e 010 — O Tesouro Escondido e a Pérola de Grande Valor

011 — A Eterna Fornalha de Fogo

012 — A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

013 — A Parábola dos Dois Irmãos

014 — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 1

014A — A Parábola dos Lavradores Maus — Parte 2

015 — A Parábola das Bodas —

016 — A Parábola da Figueira

017 — A Parábola do Servo Vigilante

018 — A Parábola do Ladrão

019 — A Parábola do Servo Fiel e Prudente

020 — A Parábola das Dez Virgens

021 — A Parábola dos Talentos

022 — A Parábola das Ovelhas e dos Cabritos

023 — A Parábola dos Dois Devedores

024 — A Parábola dos Pássaros e da Raposa

025 — A Parábola do Discípulo que Desejava Sepultar Seu Pai

026 — A Parábola da Mão no Arado

027 — A Parábola do Bom Samaritano — Completo

027A — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 1

027B — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 2 — Os Ladrões e o Sacerdote

027C — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 3 — O Levita

027D — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 4 — O Samaritano

027E — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 5 — O Socorro

027F — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 6 — O transporte até a hospedaria

027G — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 7 — O pagamento final

027H — A Parábola do Bom Samaritano — Parte 8 — O diálogo final entre Jesus e o doutor da Lei

028 — A Parábola do Rico Tolo —

029 — A Parábola do Amigo Importuno —

030 — A Parábola Acerca de Pilatos e da Torre de Siloé

031 — A Parábola da Figueira Estéril

032 — A Parábola Acerca dos Primeiros Lugares

033 — A Parábola do Grande Banquete

034 — A Parábola do Construtor da Torre e do Grande Guerreiro

035 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 001

036 — Introdução a Lucas 15 — Parábolas Acerca da Condição Perdida da Raça Humana — Parte 002

037A — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 001

037B — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 002

037C — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 003

037D — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 004 — A Influência do Antigo Testamento

037E — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 005 — Características Cristológicas da Parábola da Ovelha Perdida

037F — Parábolas de Jesus — Mateus 18:12—14 e Lucas 15:4—7 — A Parábola da Ovelha Perdida — Parte 006 — A importância das pessoas perdidas.
Que Deus Abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.