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terça-feira, 20 de setembro de 2016

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO PESSOAS — PARTE 002


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O propósito dessa série é nos ajudar a entender a nós mesmos. Partindo de múltiplas perspectivas. A bíblia nos ordena a nos guardar a nós mesmos, a nos santificar, a nos examinar de forma permanente. Devemos manter uma atitude constante de abertura com relação a Deus para permitir que Ele nos encha com o seu Espírito Santo. Nossa intenção é que esse estudo possa cooperar para: 1) mantermos constante nossa vigilância e; 2) abrirmos nossos corações e mentes para que sejamos inundados pela graça santificadora do Espírito Santo.

Recomendamos que o leitor dedique tempo para ler as referências bíblicas de forma meditativa e que aprenda a orar misturando aquilo que a Bíblia diz com suas próprias palavras.

A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — CONTINUAÇÃO

II. A Posição Bíblica Explicada

A. Deus nos criou com pessoas

1. Deus nos trata como Pessoas

O fato de Deus ter nos criado como pessoas é o elemento fundamental que deve conduzir a perspectiva de como nos vemos a nós mesmos e todos os outros seres humanos. Eu preciso me aceitar e me tratar com uma pessoa e não aceitar nenhum tipo de imposição que tenha o objetivo de me diminuir daquilo que sou de verdade. Com criatura do próprio Deus eu tenho o direito e o privilégio de conhecer, de ser ouvido, de sentir, de ter minha própria opinião, de desenvolver meu potencial, de assumir responsabilidades, de realizar tarefas com significado e de desfrutar a vida. Eu não devo me tratar como se fosse uma coisa, nem como alguém não importante ou irresponsável.
Gênesis 1:26

26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra.

Gênesis 15:1

Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande.

Gênesis 16:8

Disse-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vens e para onde vais? Ela respondeu: Fujo da presença de Sarai, minha senhora.

1 Samuel 3:4

O SENHOR chamou o menino: Samuel, Samuel! Este respondeu: Eis-me aqui!

Salmo 23

1 O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.

2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso;

3 refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.

4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.

5 Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.

6 Bondade e misericórdia certamente me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.

Mateus 7:7—12

7 Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.

8 Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.

9 Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra?

10 Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra?

11 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?

12 Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.

Colossenses 1:9—11

9 Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;

10 a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus;

11 sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria,

1 Timóteo 4:16

Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.

2. Deus nos considera pessoas responsáveis.

Nossa responsabilidade primária é honrar e glorificar a Deus diante da perspectiva de termos sido criados por Ele mesmo. Deus também nos considera responsáveis pela maneira como tratamos a nós mesmos e outras pessoas. Essas obrigações pelas quais somos considerados responsáveis diante de Deus devem ser reconhecidas como evidências do amor de Deus. Ele nos trata como pessoas.

Gênesis 2:16—17

16 E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente,

17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Gênesis 4:9

Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?

Isaías 43:21—28

21 Ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor.

22 Contudo, não me tens invocado, ó Jacó, e de mim te cansaste, ó Israel.

23 Não me trouxeste o gado miúdo dos teus holocaustos, nem me honraste com os teus sacrifícios; não te dei trabalho com ofertas de manjares, nem te cansei com incenso.

24 Não me compraste por dinheiro cana aromática, nem com a gordura dos teus sacrifícios me satisfizeste, mas me deste trabalho com os teus pecados e me cansaste com as tuas iniqüidades.

25 Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.

26 Desperta-me a memória; entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que possas justificar-te.

27 Teu primeiro pai pecou, e os teus guias prevaricaram contra mim.

28 Pelo que profanarei os príncipes do santuário; e entregarei Jacó à destruição e Israel, ao opróbrio.

Romanos 14:10—13

10 Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.

11 Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.

12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus.

13 Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão.

3. É a vontade de Deus que sejamos seres humanos em toda plenitude.

A Bíblia é bem clara quando ensina que Deus nos fez de tal modo, que só podemos encontrar plena satisfação numa vida de relacionamento com o Criador com base no amor e na devoção. Esse é o significado das palavras da Bíblia que dizem: Ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor — Isaías 43:21. Muitas outras passagens das Escrituras que nos falam da alegria de Deus enfatizam essa mesma verdade. Quando entendemos esse fato, temos condições de desfrutar o melhor dessa vida. É um erro grosseiro abrir mão da esperança de sermos pessoas plenamente satisfeitas, porque optamos por buscar tal satisfação em bens materiais, outros seres humanos e até em nós mesmos.

Salmos 1

1 Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

2 Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.

3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.

4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.

5 Por isso, os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores, na congregação dos justos.

6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.

Salmos 119:24, 44, 77 e 174

24 Com efeito, os teus testemunhos são o meu prazer, são os meus conselheiros.

44 Assim, observarei de contínuo a tua lei, para todo o sempre.

77 Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva; pois na tua lei está o meu prazer.

174 Suspiro, SENHOR, por tua salvação; a tua lei é todo o meu prazer.

Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Isaías 41:1—21

João 15:11

Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.

Gálatas 5:22—23

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

Continua...

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE ENTENDENDO A NÓS MESMOS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 001 — SOMOS CRIADOS POR DEUS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 002 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO PESSOAS

ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 003 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COM VONTADE E RESPONSABILIDADE MORAL



ENTENDENDO A NÓS MESMOS — ESTUDO 001 — A PERSPECTIVA DA CRIAÇÃO — PARTE 004 — SOMOS CRIADOS POR DEUS COMO SEUS REPRESENTANTES E PARA GLORIFICÁ-LO

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

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sábado, 27 de fevereiro de 2016

OS GRANDES EQUÍVOCOS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE


Deus te ama e tem um plano maravilhoso para a tua vida. 

O artigo abaixo é da autoria do irmão Augustus Nicodemus Lopes.

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade?

Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.

Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e "testemunhas de Jeová" sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

1. Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele.

2. Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.

3. Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.

4. Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.

5. Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.

6. Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demoníacos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.

7. Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade, mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo.

8. Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco.

9. Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais àqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.

10. Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem, mas a vontade soberana de Deus.

11. Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus.

12. Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde.

A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia...

Postado por Augustus Nicodemus Lopes

O artigo original poderá ser lido por meio do seguinte link:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

ISRAEL A CAMINHO DA AUTODESTRUIÇÃO


 Benjamin Netanyahu
Benjamin Netanyahu durante entrevista coletiva em 1º de dezembro: ele faz mais um aceno para os extremistas. Baz Ratner / AFP

ISRAEL A CAMINHO DA AUTODESTRUIÇÃO

As recentes decisões adotadas pelo liderança de direita e de extrema direita em Israel não devem surpreender a ninguém. Elas são parte de um gigantesco arsenal que os nazistas instalados no poder daquele PIS têm dentro de muitas gavetas, esperando apenas a hora e a motivação certa para serem implementadas. Essas últimas às quais nos referimos foram colocadas em prática logo depois do lamentável assassinato de alguns israelenses em uma sinagoga por um Palestino.

Para entender melhor o que tais mudanças significam estamos publicando abaixo o artigo escrito pelo jornalista Antônio Luis M. C. da Costa para a Revista Carta Capital.

Israel, rumo ao apartheid

Para agradar à ultradireita, projeto do governo coloca o judaísmo de Estado acima da democracia e dos direitos humanos
por Antonio Luiz M. C. Costa

Dizer que Israel é um “Estado Judeu” pode soar trivial, mas não é. A expressão consta da Declaração de Independência, mas sem uma definição clara. O conceito de “judeu” é problemático e seus primeiros líderes se queriam modernos e laicos, mesmo se não se importavam se isso soava às minorias tão ofensivo quanto seria os Estados Unidos se proclamarem “Estado Anglo-Saxão Protestante” ou o Brasil “Estado Eurodescendente Católico”.

Na prática, isso não impediu Tel-Aviv de tratar como cidadãos de segunda classe os não judeus, principalmente os árabes que não conseguiu expulsar em 1948. Os cidadãos são oficialmente classificados por “le’om”, “etnia”: “judeu” para os cidadãos de primeira classe, “russo”, “francês” e assim por diante para filhos de judeus laicos casados com não judias e não convertidos por rabinos ortodoxos, “árabe”, “druso” ou “beduíno” para os nativos, um quarto da população. Esse item deixou de ser exigido nas carteiras de identidade em 2005, mas permanece no registro civil e, para deixar clara a distinção, só os judeus têm na carteira a data de nascimento pelo calendário judaico. Não há casamento civil, o que torna impossível o casamento misto se um dos noivos não se converter. Vários direitos sociais exigem o cumprimento do serviço militar, permitido aos “drusos”, mas não aos “árabes” israelenses. Vale notar ainda a invenção em 2014 da etnia “arameu” para cristãos que não querem ser identificados como árabes e se dispõem a servir no Exército para desfrutar de mais direitos.

A Organização para a Libertação da Palestina reconheceu Israel em 1993, porém desde 2006 Tel-Aviv faz de seu não reconhecimento como “Estado Judeu” um novo pretexto para não avançar nas negociações de paz. O significado disso não era claro, mas a Palestina resistiu por entender que aceitar a exigência implicava a renúncia incondicional ao direito dos seus compatriotas expulsos em 1948 de retornar ou serem adequadamente indenizados.

Agora, Benjamin Netanyahu aprovou e submeterá ao Parlamento uma proposta explícita de proclamar um “Estado Judeu”. Foi rejeitada por 6 dos 20 ministros, inclusive a titular da Justiça, Tzipi Livni, e o da Fazenda, Yair Lapid, líderes dos respectivos partidos, e criticada pelo presidente Reuven Rivlin, do mesmo partido Likud do primeiro-ministro. Este, mesmo assim, exige o reconhecimento do país nesses termos como base para negociar a paz. Para ele, trata-se de galvanizar a direita radical em torno de seu projeto e convocar novas eleições que lhe permitam dispensar os centristas.

Segundo as três propostas da bancada governista a serem unificadas por Netanyahu, “o direito à autodeterminação no Estado de Israel pertence apenas ao povo judeu” e o país é definido como “fundado de acordo com a visão dos profetas de Israel”. O Estado deve impor o ensino da história, cultura e costumes judeus nas escolas judias, estabelecer o Sabbath como dia de repouso, fortalecer os laços com a Diáspora judia e “proteger e resgatar” judeus em perigo por todo o mundo. Deve ainda “manter os direitos individuais de todos os cidadãos de acordo com a lei”, mas o país não tem uma Constituição para garantir a igualdade dos direitos individuais, muito menos dos coletivos. A proposta autoriza os não judeus a preservar sua religião e cultura em caráter pessoal, embora sem nenhum apoio oficial.

Duas das propostas acrescentam que “a lei judia deve guiar os legisladores e juízes”, uma contrapartida exata da exigência dos movimentos fundamentalistas islâmicos de impor a sharia como lei civil em seus países. Uma delas abole explicitamente o uso oficial do árabe e explicita que o Estado pode criar cidades e bairros reservados a judeus.

O objetivo explícito da lei é enquadrar o Judiciário, que tem dado prioridade aos direitos humanos ao obrigar o Estado a respeitar a unificação de famílias e dar cidadania a palestinos casados com árabes israelenses, recentemente exigiu o fim do campo de concentração para imigrantes africanos sem documentos, ordem desacatada pelo Executivo, e cobrou do governo que providencie sinalização bilíngue em cidades de população mista e ajude a manter instituições muçulmanas. Menos explicitamente, está na mira da lei a possibilidade de cassar a cidadania de não judeus acusados de “deslealdade” (por protestar, por exemplo) e banir os partidos árabes e seus deputados. Paralelamente, foi apresentado um projeto que permite cassar os mandatos daqueles que apoiarem a “resistência armada”.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, criticou: “Israel é um Estado judeu e democrático e todos os seus cidadãos devem gozar direitos iguais. Esperamos que Israel se apegue a seus princípios democráticos”. Ze’ev Elkin, deputado do Likud, líder da bancada governista e autor da versão mais radical do projeto, bravateou: “Podemos manter as fundações da democracia mesmo sem ajuda do parceiro do outro lado do oceano”. O ministro da Economia, Naftali Bennett, do partido Lar Judeu, respondeu nos mesmos termos: “Digo aos americanos que nós mesmos administramos os assuntos do Estado de Israel”. Segundo ele, os direitos individuais foram, até agora, indevidamente sobrepostos ao caráter judeu do Estado.

Eufemismos à parte, anuncia-se o fim de Israel como Estado democrático e humanista e sua transformação em Estado confessional, racial ou ambos. Não é novidade na região, nem implica a perda do apoio de Washington, haja vista a Arábia Saudita, mas fortalece as campanhas de boicote e desinvestimento no Ocidente, bem como o fundamentalismo islâmico. Ante um Estado Judeu explícito, fica mais difícil argumentar contra o Estado Islâmico.

O artigo original da Carta Capital poderá ser visto por meio desse link aqui:


À TEMPO

Diante da oposição recebido ao projeto o primeiro Ministro Netanyahu demitiu do seu gabinete os conservadores Yair Lapid and Tzipi Livni. Netanyahu também está convocando eleições gerais na tentativa de formar um novo governo que apoie as decisçoes racistas recentemente adotadas. De acordo com Tzipi Livni as eleições deverão indicar se o Israel será apenas um país sionista, ou seja, racista ou se será um estado extremista. Os leitores poderão ler essa notícia completa por meio desse link aqui:


OUTROS ARTIGOS SOBRE ISRAEL









































Que Deus tenha muita misericórdia de todos naquele pequeno país.

Alexandros Meimaridis.

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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

NOSSA RIQUEZA EM CRISTO — 027 — GÁLATAS 3:27 - REVESTIDOS DE CRISTO



Esse artigo é parte da série "Em Cristo" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior

27 – Gálatas 3:27 - Porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes.

Este versículo além de apresentar, como já dissemos, a grande verdade de que o batismo cristão é o substituto efetivo da circuncisão judaica traz algumas implicações adicionais. Infelizmente o batismo cristão tem se tornado, em muitos sentidos, algo estéril e despojado de verdadeiro significado. E isto é verdadeiro tanto para as denominações que batizam infantes quanto para aquelas que fazem questão de batizar professos somente. O aspecto que tem contribuído para a esterilidade mencionada acima é a falta de compreensão do que o compromisso ou compromissos assumidos no batismo cristão implicam.  O apóstolo Paulo diz que “porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes”. Em outras palavras ele está querendo dizer que ao sermos batizados nós professamos que somos discípulos — alunos, aprendizes, imitadores — de Jesus Cristo. Se somos discípulos professos então, nós estamos obrigados a nos comportar como servos fiéis. As implicações do que acabamos de dizer não podem ser subestimadas —

1 Coríntios 4:1—2

1 Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus.

2 Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel.

Quando Paulo diz que fomos batizados em Cristo ele está fazendo uma referência direta ao fato de que fomos batizados, i.e, identificados completamente com Cristo na Sua morte —

Romanos 6:3

Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?

Ora, as implicações desta verdade, como já dissemos, não podem ser subestimadas e muito menos ignoradas, sob as graves consequências que advém de tal ignorância ou má avaliação da nossa parte. O fato de que fomos batizados em Cristo e que fomos identificados com Cristo na Sua morte e ainda mais, o fato de que fomos revestidos de Cristo implica que: como Cristo ressuscitou para viver uma nova vida, assim também nós devemos nos considerar mortos para o pecado e vivermos em novidade de vida —

Romanos 6:4

Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.

Se não vivermos esta novidade de vida o batismo cristão não tem nenhum significado que vá além do fato de que o batizando — aquele que recebe o batismo — entrou seco e saiu molhado do ato de batismo! Deus em sua misericórdia nos concede o privilégio cristão do batismo para nos lembrar, periodicamente, da nossa responsabilidade de andarmos em novidade de vida. A cada batismo que presenciamos, somos graciosamente relembrados por Deus, de que estamos comprometidos a andar em novidade de vida.

Da mesma maneira que ser filhos de Deus é privilégio estendido a todos os cristãos com ninguém sendo “mais ou menos filho de Deus”, o mesmo é verdadeiro com o fato de termos todos sido batizados em Cristo e de termos, todos, nos revestido de Cristo! É importante enfatizarmos este fato porque a Lei fazia uma distinção bastante clara entre os judeus e os não judeus dando aos judeus, em muitos sentidos, certa pré-eminência. A lei também fazia distinção entre uma pessoa livre e outra escrava, entre senhores e servos e entre os machos e as fêmeas, já que somente os machos, como já vimos, eram circuncidados. Mas agora “em Cristo” todas estas distinções foram completamente abolidas. Não existe nenhuma, absolutamente nenhuma distinção posicional entre os filhos de Deus, entre todos aqueles que foram batizados em Cristo, entre aqueles que foram revestidos de Cristo. A posição de todos os filhos de Deus é uma só: estamos em Cristo! Por este motivo devemos sempre estranhar e rejeitar firmemente qualquer tentativa da parte de qualquer irmão ou irmãos de se considerarem superiores. Tal tentativa de superioridade é normalmente derivada de cargos que são assumidos no seio da igreja como se fossem cargos em uma organização. Não bastassem os assim chamados “pastores ou reverendos” agora temos que aturar os “bispos e missionários” e por último a moda dos auto denominados “apóstolos e apóstolas”. Ora a igreja é o corpo do Senhor. Por este motivo a igreja é um organismo vivo e nunca pode ser nem confundida, e nem tratada como se fosse uma organização ou uma empresa. Vejam quão distantes nós estamos dos ideais do Novo Testamento! 

Torna-se urgente que nos arrependamos, confessemos nosso pecado e que emendemos nossos caminhos. Graças sejam dadas a Deus pelo Senhor Jesus Cristo. Em Jesus pouco importa a tua origem — se judeu ou gentio — tua formação educacional — doutor ou analfabeto, — teu sexo — exclusivamente macho ou fêmea — tua condição social — pobre ou rico. Somente por estarmos “em Cristo”, nós temos todos os mesmos direitos e prerrogativas. Estamos todos, rigorosamente, na mesma posição. É “em Cristo” que Deus nos aceita de forma completa e nos recebe como filhos adotados. Precisamos resgatar, na prática, esta preciosa verdade.

LISTA DE OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “EM CRISTO”:

O estudo introdutório dessa série, número 000, pode ser encontrado aqui:

O estudo número 001 dessa série — Justificação Gratuita — pode ser encontrado aqui:

O estudo 002 dessa série — Nossa Identidade com Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 003 dessa séria — Mortos para o Pecado, Mas Vivos para Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 004 dessa série — O Salário do Pecado X o Dom Gratuito de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 005 dessa série — Nenhuma Condenação em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 006 dessa série — Nada Pode nos Separar do Amor de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 007 — Somos Membros uns dos Outros em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 008 — Santificados em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 009 — A Graça de Deus em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 010 — Somos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 011 — Somos Espirituais em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 012 — Somos Loucos, Fracos e Desprezíveis Porque Estamos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 013 — Somos Gerados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 014 — Nossa Esperança em Cristo Não se Limita a Essa Vida Apenas — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 015 — Todos Serão Vivificados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 016 — Todos São Amados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 17 — Somos Todos Ungidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 18 — Não Mercadejamos a Palavra de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 19 — O Véu é Removido em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 20 — Somos Novas Criaturas em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 21 — Deus Estava em Cristo Reconciliando Consigo o Mundo — poderá ser encontrado aqui:

Os estudos 22 e 23 — Sendo Conhecido em Cristo — poderão ser encontrados aqui:

O estudo 24 — Nossa Liberdade em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 25 — Justificação Pela fé em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 26 — Filhos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 27 — Revestidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28A — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 001 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28B — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 002 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 029 — Somente a Fé Que Atua Pelo Amor Tem Valor em Cristo

O estudo 030A — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 001

O estudo 030B — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 002

O estudo 030C — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 003 — E a Chamada Visão de Hermes

O estudo 030D — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 004 — O Ensinamento Bíblico Acerca do Céu

O estudo 031 — Desvendando-nos o Mistério da Sua Vontade Em Cristo

O estudo 032 — Para o Louvor da Glória de Deus em Cristo

O estudo 033 — Ressuscitados em Cristo e Assentados nos Lugares Celestiais

O estudo 034 — Mostra a Suprema Riqueza da Sua Graça em Bondade para conosco em Cristo.

O estudo 035 — Mostra como somos salvos em Cristo para a prática de boas obras manifestadas por meio de uma vida de santidade.

O Estudo 036 — Nos Fala de Como Somos Aproximados de Deus Porque Estamos em Cristo.

O Estudo 037 — Nos Fala de Como Somos Co-herdeiros, Co-participantes e Membros dum mesmo Corpo

O Estudo 038A — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 001 — Cristo o Mistério Revelado de Deus

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.