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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

MARCHA PARA SATANÁS 2016 EM SÃO PAULO FOI UM FIASCO TOTAL

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O material abaixo foi publicado pelo site BRASIL AO MINUTO.

Marcha para Satanás leva 150 manifestantes para a Avenida Paulista

“Diante da invasão teocrática do Congresso Nacional, só nos resta recorrer à Lúcifer para iluminar o caminho.", dizia o evento no Facebook.

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Cerca de 150 pessoas foram para a Avenida Paulista para participar da Marcha para Satanás neste domingo (17), segundo o 'Meio Norte'. O evento pede o "fim da influência teocrática em todas as instâncias do Estado supostamente laico", conforme texto publicado no Facebook. “Diante da invasão teocrática do Congresso Nacional, só nos resta recorrer à Lúcifer para iluminar o caminho."

No início da tarde, um grupo católico se reuniu neste em frente à Catedral da Sé, no centro, para rezar o terço em desagravo pela Marcha para Satanás, de acordo com o jornal.

Manifestantes na Praça da Sé: ato contra a Marcha para Satanás (Crédito: Reprodução)
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NOSSO COMENTÁRIO

Satanás é um inimigo dos seres humanos já completamente derrotado e destronado. Não é de se admirar que apenas alguns adoradores mais fervorosos do mesmo — cerca de 150 — tenham participado da patética Marcha no dia de ontem, 17 de Janeiro de 2016.

Que Deus tenha misericórdia de todos, enquanto há tempo.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CONGRESSO BRASILEIRO A SERVIÇO DAS MULTINACIONAIS DE GRÃOS

sementes
As Terminator são sementes modificadas geneticamente para ficarem estéreis a partir da 2ª geração

Como se não bastasse estarem nos envenenando com trigo, soja e milho geneticamente modificados, além de terem revogado a lei que exigia que os produtos fabricados a partir de matérias primas transgênicas fossem devidamente identificados em seus rótulos, agora o Congresso Nacional faz avançar, à toque de caixa, a aprovação das sementes chamadas “terminator” conforme denuncia abaixo publicada pelo site da revista Carta Capital. O artigo é da jornalista inglesa Sue Branford que foi editora para a América Latina da BBC e correspondente do Guardian em São Paulo.   

Brasil pode ser o primeiro País a liberar semente Terminator

Projeto de lei avança no Congresso e pode disseminar sementes propositalmente estéreis produzidas por multinacionais
por Sue Branford

Grupos de lobby costumam se aproveitar de governos enfraquecidos, e o Brasil não é exceção. Em meio à atual crise política, a bancada ruralista no Congresso se movimenta para aprovar um projeto de lei que modificaria a Lei de Biossegurança. Se aprovado, o PL 1117 fará do Brasil o primeiro país no mundo a legislar em favor do cultivo comercial de plantas propositalmente estéreis, afrouxando a proibição às chamadas sementes Terminator.

Ambientalistas acreditam que o PL, hoje avançando no Congresso com pouca discussão, representa uma das maiores ameaças de todos os tempos à biodiversidade brasileira.

A intenção da bancada ruralista não é nova. Desde a aprovação da Lei de Biossegurança em 2005 esses parlamentares tentam liberar o cultivo de plantas Terminator. A diferença desta terceira tentativa é que nunca as chances de aprovação foram tão grandes.

O filho da ministra de Agricultura, Kátia Abreu, Irajá Abreu (PSD-TO) apresentou o primeiro projeto de lei em 2005 e hoje comanda a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. É nesta comissão que Alceu Moreira (PMDB-RS) apresentou o novo texto.

Gerson Teixeira, especialista em desenvolvimento agrícola e crítico da iniciativa, vê poucas chances de obstruir a aprovação: “a bancada ruralista tem um céu de brigadeiro à sua frente”.

Muito parecido com os dois anteriores, o novo PL reduz a proibição das Tecnologias Genéticas de Restrições de Uso, as GURTs, comumente chamadas de Terminator. Tratam-se de sementes transgênicas modificadas para se tornarem estéreis a partir da segunda geração.

O projeto libera essas sementes nos casos de “plantas biorreatoras” ou plantas que possam ser “multiplicadas vegetativamente”. Plantas biorreatoras incluem qualquer planta modificada geneticamente para uso industrial -- por exemplo, para a indústria farmacêutica ou para a produção de biocombustíveis.

Plantas “multiplicadas vegetativamente” são aquelas que se reproduzem assexualmente. Essas exceções irão permitir o uso de espécies estéreis no cultivo de algumas das lavouras principais no Brasil, como cana-de-açúcar e eucalipto.

As sementes seriam também liberadas para o cultivo de plantas consideradas “benéficas para a biossegurança”. Essa linguagem vaga introduz outra brecha interessante aos produtores das sementes transgênicas. Caberia a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), onde a bancada ruralista goza de boa influência, a decisão sobre o que é “benéfico para a biossegurança”.

grãos
A nova semente pode trazer custos ao agricultor, que teria de comprar grãos para o plantio a cada safra

Ambientalistas preocupados

Os defensores dizem que essas sementes são seguras, porque as suas próprias características, sobretudo a sua esterilidade, impediriam a sua disseminação. Os ambientalistas não concordam.

Segundo Silvia Ribeiro, diretora para América Latina do ECT (Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração), uma organização internacional de estudos ambientais e socioeconômicos, “existem relatórios científicos indicando que as GURTs não funcionarão como prometido e implicam em novos riscos”.

A EcoNexus, instituição britânica que investiga esse tipo de sementes desde 1998, não está convencida de que as Terminators não causarão contaminação.

O fato de estas sementes terem passado por modificações genéticas para serem estéreis traz preocupação quanto às consequências de uma introdução no ecossistema. Em um cenário ruim, o gene Terminator poderia se espalhar de forma imprevisível pelo Brasil, ameaçando inclusive biomas como o da Amazônia

Teixeira é pessimista quando ao possível efeito: “essas sementes podem levar a um armagedom da agricultura brasileira”.

Mais gastos para agricultores

Se a esterilidade das plantas se generalizar, haverá ainda consequências econômicas para os agricultores brasileiros, particularmente os pequenos. No momento, os produtores guardam sementes de quase dois terços dos seus cultivos para plantar no ano seguinte, reduzindo consideravelmente os seus custos.
Com o uso de sementes estéreis, há a obrigação de se comprar novas sementes todo ano.

Citando o exemplo do milho, Teixeira calcula que os agricultores brasileiros teriam que pagar R$ 1,17 bilhões por ano na compra de novas sementes, comparado ao desembolso atual de R$ 162 milhões.

Quem ganha com esse extra é o mercado de sementes, hoje dominado por multinacionais. Segundo Darci Frigo, advogado da organização socioambiental Terra de Direitos, “as multinacionais compraram praticamente todas as pequenas e médias empresas de sementes. Elas dominam a cadeia alimentar desde a produção de sementes, fertilizantes e pesticidas até a logística, transporte e exportação. Os agricultores são totalmente subordinados a esses grupos.”

Os chamados “big six” – Monsanto, Dupont e Dow (EUA), Syngenta (Suíça) e as alemãs Basf e Bayer – introduziram todos os transgênicos autorizados para cultivo comercial no Brasil. A única empresa brasileira no setor é a estatal Embrapa.

Gerson Teixeira acredita que as multinacionais estão por trás do movimento em prol da aprovação do PL, uma vez que elas ganhariam uma espécie de “patente biológica” impedindo os agricultores de guardar as suas sementes – forçando as novas compras a cada ano.

COP 21

Em 2000, os 192 países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica – um tratado internacional que reconhece que a conservação da diversidade biológica é uma “preocupação comum da humanidade” – impuseram uma moratória sobre as Terminator. As empresas de biotecnologia se comprometeram a não comercializá-las.

A aprovação na Comissão de Agricultura é só o primeiro passo. O que pode dificultar o lobby da bancada ruralista é a Conferência do Clima em Paris em dezembro. O Brasil deve apresentar seu sucesso em reduzir o desmatamento na Amazônia. O prestígio internacional vindo com este avanço, no entanto, poderia ser ofuscado pela eventual censura internacional caso o País se torne o primeiro do mundo a dar o sinal verdade para as Terminator.

NOSSO COMENTÁRIO

 Aos Poucos estamos todos sendo envenenados por todas essas modificações genéticas que são uma verdadeira afronta ao Deus Criador. Queremos que todos os leitores procurem se conscientizar do imenso risco que corre nossa saúde e que não se esqueçam de averiguar quem são os candidatos da bancada ruralista em seus estados e evitem votar neles, que, como fica evidente pela reportagem, não estão a serviço do povo brasileiro e sim de interesses, inconfessáveis, das multinacionais produtoras de grãos.

É muito curioso notar também o silêncio criminoso da chamada bancada evangélica e dos líderes evangélicos, tão vocais nas causas envolvendo  a homossexualidade, mas caladinhos nessas verdadeiras questões de vida ou morte para todos nós.

Que Deus Abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ROBSON RODOVALHO DA SARA NOSSA TERRA DECIDE APOIAR MARINA SILVA

Bispo Robson Rodovalho declara apoio a Marina Silva
Bispo Rodovalho afirmou que a decisão foi tomada após o recuo da candidata do PSB à Presidência em apoiar o casamento gay (Reprodução/Facebook)

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista VEJA.

Líder da igreja Sara Nossa Terra anuncia apoio a Marina

Por Mariana Zylberkan

O bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, anunciou nesta terça-feira apoio à candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência. Ex-deputado pelo DEM, Rodovalho é uma das poucas lideranças evangélicas que ainda não haviam se posicionado nestas eleições.

O apoio foi definido após a candidata do PSB recuar e modificar o trecho de seu programa de governo que defendia o casamento gay. "Esse movimento da candidata Marina sinalizou sua firme decisão de dialogar. Com isso, entendemos que a discussão sobre essas questões será travada o mais democraticamente possível, no âmbito do Congresso Nacional. Não será fruto de uma determinação, uma decisão unilateral do Executivo", diz o bispo.

Fundada em 1992, a Sara Nossa Terra tem sede e presença forte no Distrito Federal, onde a candidata do PSB lidera as pesquisas de intenções de voto.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, chegou a participar de um evento da Sara Nossa Terra em 25 de julho, em São Paulo, em busca de apoio de Rodovalho. Na ocasião, o bispo e sua mulher, bispa Lúcia Rodovalho, fizeram uma oração para abençoar a campanha de Aécio.

O artigo original do site da VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bispo-rodovalho-anuncia-apoio-a-marina-silva

NOSSO COMENTÁRIO

Após a trágica morte de Eduardo Campos e da indicação de Marina Silva como a candidata à presidência pelo PSB, houve um gigantesco esvaziamento da campanha do chamado Pastor Everaldo.

Rodovalho não é o único a decidir apoiar Marina. Silas Malafaia que gravou um vídeo pedindo votos para o Pastor Everaldo, já pulou fora do barco e agora apóia Marina, algo que se recusou a fazer em 2010, é bom lembrar. Malafaia decidiu apoiar Marina Silva por um simples fato: Marina Silva tem reais possibilidades de se eleger e Silas poderá assim se vingar do PT, partido que ele apóia no Rio de Janeiro, mas que deseja, a qualquer custo ver fora do palácio do planalto. Marina não servia em 2010, mas agora ela pode ser útil ao radicalismo evangélico tão desejado por essa liderança que diz representar os evangélicos. Haja hipocrisia.

Enquanto isso, o Pastor Everaldo vai aos poucos desmantelando sua estrutura de campanha provando que não tinha nem vocação política nem um chamado de Deus para se candidatar. Assim, nos livramos de alguém que se conseguisse um número mínimo de votos que fosse, poderia sentir-se fortalecido o suficiente para fazer exigências estapafúrdias, como as propostas pelo Silas Malafaia de que os candidatos eleitos terão que assinar documentos se comprometendo com a agenda dos chamados evangélicos. Mas é sempre bom que se diga que os evangélicos representam apenas ¼ de todos os votos. Algo que, apesar de não ser desprezível, também não os torna tão poderosos como gostariam.

Somente Deus sabe o resultado das próximas eleições, mas é possível que a massa de manobra evangélica surpreenda ou que seja duramente surpreendida pelo resultado final das urnas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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