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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

MARA MARAVILHA DESCOBRE QUE SER CRENTE NÃO COMBINA COM SER ARTISTA


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O artigo abaixo foi publicado pelo site Notícias Hoje em Dia

MARA MARAVILHA DESABAFA: ‘SER EVANGÉLICA NÃO É BOM PRA CARREIRA ARTÍSTICA’

Mara diz que ser crente não lhe garantiu o sucesso, e que pretende “limpar o estereótipo de evangélica”.

Mara Maravilha escandaliza os evangélicos afirmando que ser crente não lhe garantiu o sucesso. “Ser Evangélica não é bom pra carreira artística”, e continua dizendo que pretende “limpar o estereotipo de evangélica”.

Mais uma vez a cantora, (ou ex-cantora) Gospel, dá uma declaração polêmica e deixa público evangélico e artistas do meio Gospel escandalizados, ser crente não lhe garante sucesso.

Ela que fez uma passagem pelo reality A Fazenda, causando muitas controvérsias e colocando fogo na casa em atitudes não muito aprovadas pelos evangélicos, –a qual ela dizia ser convertida, já havia feito um comentário que colocou em xeque sua conversão, dizendo que agora era “somente cristã” em suas palavras: “Agora digo que sou ‘de Deus’,e Deus não é evangélico, católico, muçulmano, Deus é amor”.

No programa A Fazenda ela já havia falado sobre o assunto, e agora em uma entrevista ao programa Morning Show, pela radio Jovem Pan FM confirmou que pretende reformular sua imagem como artista e que quer se livrar desse “estereótipo de evangélica”.

A declaração feita chamou a atenção de seu publico evangélico que não aceita esse tipo de posicionamento perante a igreja e a doutrina, Mara disse: “Fiquei com o estereótipo de evangélica. É bom para o meu lado pessoal, mas como artista não é bom na essência […] Quero mais do que nunca mostrar que sou uma artista e que sei me comunicar com o público”, desabafa.

O artigo original poderá ser visto por meio do link abaixo:


Que Deus tenha misericórdia de todos.

Alexandros Meimaridis


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Desde já agradecemos a todos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

MARCHA PARA SATANÁS 2016 EM SÃO PAULO FOI UM FIASCO TOTAL

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Divulgação

O material abaixo foi publicado pelo site BRASIL AO MINUTO.

Marcha para Satanás leva 150 manifestantes para a Avenida Paulista

“Diante da invasão teocrática do Congresso Nacional, só nos resta recorrer à Lúcifer para iluminar o caminho.", dizia o evento no Facebook.

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Divulgação

Cerca de 150 pessoas foram para a Avenida Paulista para participar da Marcha para Satanás neste domingo (17), segundo o 'Meio Norte'. O evento pede o "fim da influência teocrática em todas as instâncias do Estado supostamente laico", conforme texto publicado no Facebook. “Diante da invasão teocrática do Congresso Nacional, só nos resta recorrer à Lúcifer para iluminar o caminho."

No início da tarde, um grupo católico se reuniu neste em frente à Catedral da Sé, no centro, para rezar o terço em desagravo pela Marcha para Satanás, de acordo com o jornal.

Manifestantes na Praça da Sé: ato contra a Marcha para Satanás (Crédito: Reprodução)
Divulgação


NOSSO COMENTÁRIO

Satanás é um inimigo dos seres humanos já completamente derrotado e destronado. Não é de se admirar que apenas alguns adoradores mais fervorosos do mesmo — cerca de 150 — tenham participado da patética Marcha no dia de ontem, 17 de Janeiro de 2016.

Que Deus tenha misericórdia de todos, enquanto há tempo.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 24 de outubro de 2015

PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS CONTINUA NA CHINA

Igreja controlada pelo Estado em Pequim, na China
Igreja controlada pelo Estado em Pequim, na China(Elizabeth Dalziel/AP/VEJA)

O artigo abaixo foi publicado pelo site da Revista VEJA.

Campanha chinesa contra igrejas cristãs continua.

Ao menos três igrejas tiveram suas cruzes removidas recentemente por uma campanha contra o crescimento do cristianismo no país

Pelo menos três igrejas cristãs tiveram suas cruzes removidas nos últimos dias, reporta o jornal Telegraph. A China tem sido muito criticada por causa da demolição de mais de 400 igrejas católicas e presbiterianas desde 2014 na província de Zhejiang, na costa leste do país.

Um bispo chinês afirmou no mês passado que o governo teria ordenado o fim da campanha que, segundo eles , é uma tentativa de combater "estruturas ilegais".

Em 2 de abril, autoridades retiraram a cruz de um edifício religioso em Cixi, localizada a aproximadamente 168 quilômetros de Xangai. Dois dias depois, em uma cidade vizinha palco de remoções anteriores, a cruz da igreja de Em Quan também foi recolhida. Uma terceira igreja foi alvo nesta segunda-feira, em Lishui, outra cidade de Zhejiang.

Segundo Zhang Mingxuan, chefe da Chinese House Church Alliance, uma organização que reúne dezenas de pastores de todo o país, o contínuo ataque às igrejas cristãs vem da crença de que "a religião pode ameaçar o regime". "Eu nunca acreditei naquela ordem [de suspensão da campanha]", afirmou.

O cristianismo é a religião que cresce mais rápido na China e alguns analistas preveem que em uma década o país asiático pode apresentar a maior congregação cristã do mundo. A maior parte das demolições e remoções de cruzes aconteceram em Wenzhou, uma cidade costeira conhecida como 'Jerusalém do leste', por sua grande população cristã. Funcionários chineses negam que estejam deliberadamente atacando igrejas, apesar de documentos oficiais apontarem que a campanha objetiva sufocar o progresso do cristianismo.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA PERSEGUIDA





















Que Deus abençoe a todos, especialmente o povo chinês.

Alexandros Meimaridis

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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

MARCO FELICIANO CONFUNDE AS COISAS E DIZ QUE SERÁ PASTOR DA CIDADE DE SÃO PAULO


O deputado vai disputar a prefeitura nas eleições de 2016 e diz que vai ser pastor da cidade.

O artigo abaixo foi publicado no site GospelPrime.

“Vou ser o pastor da cidade”, diz Marco Feliciano sobre São Paulo

por Leiliane Roberta Lopes

A candidatura de Marco Feliciano a prefeito da cidade de São Paulo pegou a muitos de surpresa. O deputado federal que está em seu segundo mandato irá disputar a prefeitura da principal cidade brasileira com nomes bem famosos como Marta Suplicy, o atual prefeito Fernando Haddad, e os apresentadores José Luiz Datena, Celso Russomanno e João Dória Júnior.

A decisão do PSC em indicá-lo como candidato pegou Feliciano de surpresa. “Achei que fosse brincadeira”, disse ele em entrevista à Veja. Mas logo o deputado aceitou a indicação. “A oportunidade de ser prefeito de uma das dez maiores metrópoles do mundo é única.”

Feliciano conhece os problemas da cidade e entende que o atual prefeito deixou muito a desejar. “Todos sabem dos problemas de eficiência administrativa da cidade. O prefeito deixou muito a desejar. É um poste, mas um poste sem luz. Foi eleito pelo presidente Lula, mas não conseguiu se aproximar do povo”, afirmou o parlamentar.

Apesar de nascer no interior do Estado, mais precisamente em Orlândia, Feliciano tem uma residência no bairro da Santa Cecília e afirma conhecer os problemas da periferia da cidade.
“Uma vez peguei aquela Avenida Sapopemba (na Zona Leste), imensa, e fui até o final dela. Vi um submundo. Vi um mundo que não parece ser São Paulo, um lugar abandonado, rejeitado. Isso não pode acontecer, tem algo errado”, declarou.

Como prefeito ele pretende cuidar exatamente dessas áreas afastadas que recebem pouca atenção dos governantes. “Quero abraçar São Paulo como um pastor e cuidar das mazelas da periferia. Um prefeito tem que acordar às 4h da manhã e ir para o metrô ouvir a população.”

O deputado também fala nessa entrevista sobre projetos polêmicos autorizados pelo prefeito Haddad como o programa Transcidadania que dá uma bolsa de R$ 840 e cursos de qualificação profissional a transexuais.

Feliciano também falou que não pretende acabar com a Parada Gay da cidade que é uma das maiores do mundo, se comprometendo a governar para todos. “Não vou governar para crentes, nem para católicos, nem para budistas, e sim para todos. Vou ser o pastor da cidade”.

O artigo original poderá ser visto por meio do seguinte link:


NOSSO COMENTÁRIO

Falta apenas saber se, como dublê de pastor pentecostal o mesmo pretende levantar ofertas entre os cidadãos de São Paulo.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DE MARCO FELICIANO























Que Deus tenha ainda mais misericórdia da cidade de São Paulo.

Alexandros Meimaridis

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

CATÓLICOS TÊM SEUS NÚMEROS PERCENTUAIS REDUZIDOS EM PESQUISA de 2015



O artigo abaixo foi publicado pelo site Gnotícias e assinado por Tiago Chagas.

Pesquisa mostra que número de evangélicos continua crescendo, e católicos, diminuindo

Tiago Chagas

Uma nova pesquisa sobre religião realizada no Brasil reforça a tendência do Censo realizado cinco anos atrás pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o número de evangélicos no Brasil continua crescendo, e o de católicos, diminuindo.

No entanto, segundo relatório do instituto Hello Research, os católicos continuam sendo maioria no Brasil. Dentre as 1.000 pessoas ouvidas durante o levantamento, realizado em 70 cidades de todo o país, 57% declararam-se católicas, enquanto 25% afirmou ser evangélico.

A mudança social que o Brasil vem atravessando no quesito religião é inconteste. Em 1991, o Censo do IBGE constatou que 83% dos brasileiros eram católicos. Nesse mesmo ano o papa João Paulo II fez sua segunda visita ao país. No mesmo levantamento, o total de evangélicos somava 9%.

Nove anos depois, o Censo realizado mostrava que os católicos somavam 73,% dos brasileiros. Já em 2010, cinco anos atrás, os católicos já eram 64,6% da população, contra 22,2% de evangélicos. Nessa época, o IBGE destacou que o crescimento dos evangélicos havia sido superior a 66% em dez anos.

A pesquisa de mercado do instituto Hello Research identificou que outra tendência em crescimento é a de pessoas sem-religião. Atualmente, 12% dos brasileiros declaram não seguir nenhuma crença. A maioria dessas pessoas tem idade entre 16 e 24 anos, segundo informações da revista Época.

As demais religiões, dividias entre espiritismo (considerada uma vertente do cristianismo para fins estatísticos), religiões afro-brasileiras e outras crenças com menor representatividade somam 6% dos habitantes do país, que já passam de 200 milhões.

A predominância de cristãos na sociedade brasileira denota um paradoxo, pois as mazelas sociais, corrupção, criminalidade e desigualdade continuam sendo os principais dramas do país, o que contradiz a boa-nova do Evangelho com poder de transformação de caráter e mudança de vida pregada tanto por evangélicos, quanto por católicos.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


NOSSO COMENTÁRIO

Queremos parabenizar o autor do artigo acima, Tiago Chagas, pela sua capacidade de enxergar a triste realidade brasileira representada pelo massivo crescimento dos evangélicos nos últimos 25 anos: os evangélicos cresceram sim, mas isso não quer dizer que sejam crentes verdadeiramente transformados pelo poder do Senhor Jesus. Se os mais de 40 milhões dos chamados evangélicos fossem de fato, novas criaturas, isso então causaria um impacto de proporções gigantescas na moral e nos costumes de todo esse país chamado Brasil.

OUTROS ARTIGOS SOBRE ESTATÍSTICAS TRATANDO DE RELIGIÕES










Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

Pesquisa, Católicos, Evangélicos, Diminuição, Crescimento, IBGE, João Paulo II, Censo de 1991, Censo de 2000, Censo de 2010, Pesquisa de Mercado, Sem-Religião, Instituto Hello Research

sábado, 23 de maio de 2015

ANTROPÓLOGA DEBORA DINIZ ADVERTE CONTRA O PERIGO QUE A LIBERDADE RELIGIOSA CORRE NO BRASIL



A entrevista abaixo foi publicada no site da Revista ISTOÉ e apesar de não refletir, as posições defendidas pelo Blog o Grande Diálogo, ainda assim entendemos que a mesma contém verdades importantes para a discussão cada vez mais presente que envolve a laicidade do Estado brasileiro e os interesses dos representantes das religiões majoritárias do catolicismo e dos evangélicos.

"A liberdade religiosa está ameaçada no país"

Antropóloga Debora Diniz afirma que o Estado está sendo questionado na Justiça por tentar privilegiar o ensino católico nas escolas públicas e que livros didáticos associam os ateus aos nazistas

Por Solange Azevedo

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ESPECIALISTA: Debora desenvolve pesquisas sobre laicidade e direitos humanos

O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Debora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atuação como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Debora é autora de oito livros. O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Debora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”

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"O acordo Brasil-Vaticano prevê que o ensino religioso seja, necessariamente, católico e confessional"

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"A criminalização da homofobia incomoda comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão"

ISTOÉ -

O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?

DEBORA DINIZ -

Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.

ISTOÉ –

O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?

DEBORA DINIZ -

Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.

ISTOÉ -

As escolas viraram igrejas?

DEBORA DINIZ -

As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das religiões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.

ISTOÉ -

É possível haver ensino religioso sem ser proselitista?

DEBORA DINIZ -

É. A resposta de São Paulo foi defini-lo como a história, a filosofia e a sociologia das religiões.

ISTOÉ -

São Paulo seria o melhor exemplo de ensino religioso no País?

DEBORA DINIZ -

No que diz respeito ao decreto estadual, segundo o qual o ensino não deve ser confessional, sim. Mas se é o melhor exemplo na sala de aula, não temos pesquisas no Brasil para afirmar isso. A LDB diz que a matrícula é facultativa. Então, também devemos perguntar: o que a criança faz quando não está na aula de religião?

ISTOÉ -

O ensino religioso, da forma como está configurado, é uma ameaça à liberdade religiosa?

DEBORA DINIZ -

É. Quanto mais confessional for a regulamentação dos Estados, quanto mais os concursos públicos forem como o do Rio – em que o indivíduo tem de apresentar um atestado da comunidade religiosa a que pertence e, caso mude de religião, perde o concurso –, maior é a ameaça. A liberdade religiosa está ameaçada no País e a justiça religiosa também.

ISTOÉ -

Há uma tentativa de privilegiar uma ou outra religião?

DEBORA DINIZ -

Quase todos os Estados se apropriam do que aconteceu no Rio, nominando as religiões dos professores. No Ceará, por exemplo, o professor tem de ter formação em escolas teológicas. Mas religiões afro-brasileiras não têm a composição de uma teologia formal. Essa exigência privilegia os católicos e os protestantes.

ISTOÉ -

Por que o MEC não define o conteúdo do ensino religioso?

DEBORA DINIZ -

Há uma falsa compreensão de que o fenômeno religioso é um saber para iniciados, e não para especialistas laicos. Também há um equívoco sobre o que define o pacto político num Estado laico. O fenômeno religioso não é anterior ao fato político. Religião não pode ter um status que não se subordine ao acordo constitucional e legislativo. Isso é verdade em algumas coisas, tanto que o discurso do ódio não é autorizado. O debate sobre a criminalização da homofobia causa tanto incômodo às comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão. Não se poderá dizer que ser gay é grave perversão, como algumas fazem atualmente.

ISTOÉ -

Os livros didáticos dizem...

DEBORA DINIZ -

Dizem porque há essa lacuna de regulação e de fiscalização. Há uma subordinação do nosso pacto político ao fato religioso. O que é um equívoco. Também há uma falsa presunção de que o saber religioso não possa ser revisado. O MEC tem um painel em que todas as controvérsias científicas são avaliadas por uma equipe que diz o que pode e o que não pode entrar nos livros didáticos. A despeito de pequenas comunidades no campo da biologia dizerem que criacionismo é uma teoria legítima sobre a origem do mundo, o filtro do MEC diz que criacionismo não é ciência. Por que, então, o MEC não define o que pode entrar nos livros de ensino religioso e os parâmetros curriculares?

ISTOÉ -

O que os livros didáticos de religião pregam?

DEBORA DINIZ -

Avaliamos 25 livros didáticos de editoras religiosas e das que têm os maiores números de obras aprovadas pelo MEC para outras disciplinas. Expressões e valores cristãos estão presentes em 65% deles. Expressões da diversidade cultural e religiosa brasileira, como religiões indígenas ou afro-brasileiras, não alcançam 5%. Muitas tratam questões como a homofobia e a discriminação contra crianças deficientes de uma maneira que, se fossem submetidas ao crivo do MEC, seriam reprovadas. A retórica sobre os deficientes é a pior possível. A representação simbólica é de quem é curado, alguém que é objeto da piedade, que deixa de ser leproso e de ser cego. É a do cadeirante dizendo obrigado, num lugar de subalternidade.

ISTOÉ -

A submissão ao sagrado é estimulada?

DEBORA DINIZ -

É uma submissão ao sagrado, à confessionalidade. Mas a confessionalidade não se confunde com o sagrado. O sentido do sagrado pode ser explicado. No caso do “Alcorão”, é possível explicar que a escrita tem relação com a história do islamismo. Não precisamos de livros que violem o sagrado, que digam que Maria não era virgem. Mas eles não precisam se submeter à confessionalidade, dizer que há só uma verdade.

ISTOÉ -

Há um estímulo ao preconceito e à intolerância nos livros?

DEBORA DINIZ -

Sem dúvida. Há a expressão da intolerância à diversidade – das pessoas com deficiência, da diversidade sexual e religiosa, das minorias étnicas. Há, também, uma certa ironia com as religiões neopentecostais.

ISTOÉ -

A ideia da supremacia moral dos que têm religião é defendida?

DEBORA DINIZ -

É. Há equívocos históricos e filosóficos, como a associação de Nietzsche ao nazismo. As pessoas sem Deus são representadas como uma ameaça à própria ideia do humanismo. É muito grave a representação dos ateus. Isso pode gerar desconforto entre as crianças cujas famílias não professem nenhuma religião. Já que, nos livros, elas estão representadas como aquelas que mataram Deus e associadas simbolicamente a coisas terríveis, como o nazismo.

ISTOÉ -

As aulas facultativas podem se tornar uma armadilha?

DEBORA DINIZ -

Sem dúvida. A criança terá de explicar suas crenças, o que deveria ser matéria de ética privada. Pior: ao sair da aula com um livro como esse, as crianças talvez tenham de explicar por que não têm Deus.

ISTOÉ -

Não há reflexões históricas sobre o significado das religiões?

DEBORA DINIZ -

Nenhuma. Há uma enorme dificuldade de nominar as comunidades indígenas como possível religião. Elas possuem tradições e práticas religiosas ou magia. No caso das afro-brasileiras, também se fala em tradição.

ISTOÉ -

O que levou o Estado a proteger o ensino religioso na Constituição?

DEBORA DINIZ -

Foi uma concessão a comunidades religiosas numa disputa sobre o lugar de Deus e da religiosidade na Constituição. A religião foi mantida no que caracterizaria a vida boa e a formação da cidadania. Isso é um equívoco. A religião pode ser protegida pelo Estado, mas não no espaço de promoção da cidadania que é a escola.

ISTOÉ -

O ensino religioso está ganhando ou perdendo espaço no mundo?

DEBORA DINIZ -

Essa é uma controvérsia permanente. Nos Estados Unidos, um país bastante religioso, não está na escola pública. Na França, o país mais laico do mundo, também não. Exceto na região da Alsácia-Mosele. Na Bélgica e no Reino Unido está. Esses países hoje enfrentam com muita delicadeza a islamização de suas sociedades. Na Alemanha, grupos islâmicos já começaram a exigir o ensino de sua religião nas escolas públicas.

ISTOÉ -

Mas na França também há o outro lado, de proibirem vestimentas...

DEBORA DINIZ -

Esse é o paradoxo que a França enfrenta neste momento, sobre como respeitar o modelo da neutralidade. A lei do país proíbe símbolos religiosos ostensivos nas escolas públicas – cruz grande, solidéu, véu. O que o outro lado vai dizer? Que isso viola um princípio fundamental, que é a expressão das crenças individuais esta no próprio corpo.

ISTOÉ -

Quais são os desafios do ensino religioso no Brasil?

DEBORA DINIZ -

São gigantescos e podem ser divididos em três esferas. Uma é a esfera legal. O ensino religioso está sob contestação nos foros formais do Estado: no Supremo, no MEC e no Ministério Público Federal. Além de a lei do Rio de Janeiro estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008.

ISTOÉ -

E do que trata esta ação?

DEBORA DINIZ -

Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso na escola pública seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional. Estamos falando da estrutura da democracia. Segundo o ministro Celso de Mello, em toda a história do Supremo, só tínhamos tido uma ação que tocava na questão da laicidade do Estado. Isso foi nos anos 40. Agora, temos pelo menos duas. A segunda esfera é como o ensino religioso pode ou não pode ser implementado. O MEC precisa definir quem serão os professores, como serão habilitados e quais conteúdos serão ensinados. A terceira esfera é a sala de aula, a garantia de que vai ser um ensino facultativo e de que o proselitismo religioso será proibido.

A entrevista original poderá ser vista por meio desse link aqui:


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 4 de outubro de 2014

TEMPLO DE SALOMÃO JÁ VIROU ATRAÇÃO TURÍSTICA EM SÃO PAULO



O texto abaixo é de Thiago Chagas e foi publicado no site Gnotícias.

Em dois meses, Templo de Salomão já atraiu mais de 1 milhão de visitantes, diz Igreja Universal

O plano da Igreja Universal do Reino de Deus de transformar o Templo de Salomão em um ponto turístico na capital paulista vem se concretizando, visto que em menos de dois meses de sua inauguração, mais de 1 milhão de visitantes já compareceram às reuniões da denominação no local.

De acordo com a TV Record, os visitantes vêm de diversas partes do país e do mundo, e não são apenas evangélicos que demonstram interesse em conhecer o megatemplo que tem capacidade para 10 mil pessoas sentadas.

Entre os que visitam a réplica do Templo de Salomão, existem pessoas sem religião e católicos, além de fiéis evangélicos que pertencem a outras denominações.

“Acho a arquitetura muito fantástica. Isso me chama muito a atenção”, diz um senhor chamado Pedro, entrevistado pela reportagem da Record e que afirma ter viajado o mundo e visitado templos de diversas religiões.

O guia turístico dentro do megatemplo é feito por pastores da denominação que se vestem como os antigos sacerdotes do templo original, erguido por Salomão, a partir da planta que Deus deu a seu pai, o rei Davi.

 “O que a gente está ensinando aqui não é religião, então todas as pessoas – até pessoas que não são de religiões – vêm aqui. Elas podem vir, [o Templo de Salomão] está de portas abertas pra elas”, diz o pastor Daniel Lopes, um dos guias turísticos que explicam os detalhes da construção e da tradição judaica.

O tour especial pelo megatemplo é acompanhado por pelo menos, 400 pessoas por dia, diz a Igreja Universal. Nessa visita, de aproximadamente 1 hora, os visitantes conhecem um memorial e uma réplica em tamanho real do Tabernáculo, que foi erguido pelo povo judeu para guardar a Arca da Aliança, que era o depósito das tábuas da lei dadas por Deus a Moisés.

O material original do site Gnotícias poderá ser visto por meio do link a  seguir:


NOSSO COMENTÁRIO

A continuar nesse ritmo em menos de dois anos o Bispo Edir Macedo terá reposto o dinheiro desembolsado para a construção da Iurdilândia no bairro do Brás.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Padre Fábio de Melo: Pedido Seu Afastamento

Direção da Emissora Canção Nova em Cachoeira Paulista: Afastamento do Padre Fábio de Melo do Programa Direção Espiritual
O padre Fábio de Melo está sendo acusado de cometer heresia e um grupo de católicos está pedindo seu afastamento do programa Direção Espiritual da Rede Canção Nova.

A acusação está baseada em certas afirmações do padre Fábio que tivemos a oportunidade de ver e comentar em um de nossos artigos, o qual poderá ser visto por meio desse link aqui:


Segue a carta publicada no site da AVAAZ.org

Direção da Emissora Canção Nova em Cachoeira Paulista: Afastamento do Padre Fábio de Melo do Programa Direção Espiritual

Por que isto é importante

Tendo em vista grandes heresias ditas pelo padre Fabio de Melo, cremos que ele, não obstante tenha um curriculum acadêmico brilhante, não tenha qualificação para dar direção espiritual.

Fundamentando o pedido:

Padre Fábio de Melo nega a natureza divina da Igreja, dizendo que Cristo queria implantar o Reino de Deus na Terra. Isso é Teologia da LIbertação já condenada pela Sé Apostólica, com a nuança de que a Igreja foi criação de homens e não de Cristo, Literalmente o padre disse:

"Jesus não queria a Igreja, queria o Reino de Deus, mas a Igreja foi o que conseguimos dar a Ele".

Ele também relativiza a presença real de Cristo na Eucaristia, dizendo que:

"O que é a presença real?[ ...] O pão e o vinho somente? Não.”

A presença real de Cristo é apenas na Eucaristia, sem embargo à onipresença de Cristo, no entanto, corpo, alma e divindade de Cristo estão presentes apenas na Eucaristia.

O Código de Direito Canônico condena essa relativização com pena máxima:

884. Cân. 2. Se alguém disser que no sacrossanto sacramento da Eucaristia fica a substância do pão e do vinho juntamente com o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo; e negar aquela admirável e singular conversão de toda a substância de pão no corpo, e de toda a substância do vinho no sangue, ficando apenas as espécies de pão e de vinho, que a Igreja com suma propriedade (aptissime) chama de transubstanciação — seja excomungado [cfr. n° 877].

Também faz apologia ao Socialismo, como na entrevista ao Instituto Humanitas Unisino:

“A proposta de Jesus é socialista, né? O socialismo tem sido mal interpretado. Bem aplicada, sem os exageros da antiga União Soviética, a proposta socialista só edifica.”

Ocorre que desde Pio X, passando por Leão XII, PIo XII, Paulo VI, João XXIII, dentre outros, o comunismo e Socialismo sempre foram doutrinas condenadas, de modo que João XXIII disse que ao católico não é admitido "nem o socialismo moderado".

Outro ponto que merece ser observado é a falta de zelo pelo sacerdócio, de modo que, tanto em apresentações, quanto no dia-a-dia, quanto em programas de TV, o sacerdote não usa vestes clericais. Ocorre que é norma disciplinar que obriga o sacerdote a se vestir de forma diferente da dos leigos, utilizando a batina, ou camisa com colarinho romano, sendo utilizado o clergyman em qualquer situação. Não é norma facultativa, mas obrigatória a utilização de roupa distinta da que os leigos utilizam. Isso não é observado e é pregado abertamente que "o hábito não faz o monge", mas a falta de clergyman, com certeza, faz um sacerdote desobediente.

Enfim, por todos os danos causados à Igreja, pregando abertamente a Teologia da LIbertação, necessário que seja afastado do programa Direção Espiritual, bem como cesse de pregar o que a Igreja não ensina, permitir o que a Igreja proíbe, voltando à plena comunhão com o Papa, com os bispos do mundo inteiro, fazendo aquilo que a Igreja do mundo todo faz.

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Nosso ponto de vista.

1. Pelo que pudemos notar a carta enviada via a organização Avaaz para direção da canção nova se apega a picuinhas e e prováveis, mal entendidos, e deixa de lado as pesadas e poderosas palavras de padre Melo que podem ser vista no link na parte superior do nosso artigo.

No vídeo o padre Melo: se diz com medo de o cristianismo ser “nivelado por baixo” no país e “a devoção Mariana fora do seu lugar, tomando o lugar o Cristo”. Ele fez um apelo para a mudança de mentalidade, asseverando: “É Jesus que nos salva. É Jesus que nos resgata. É Cristo que nos liberta”.

Nenhuma palavra à sua clara condenação ao fato de Maria estar cada vez, mais e mais ocupando o lugar que pertencer exclusivamente a Cristo é mencionada, porque os missivistas sabem que é, exatamente aí que mora o maior problema dessa falsa religião centrada em Maria.

Pobre Igreja Católica Apostólica Romana:

1. Depois de abandonar as Escrituras Sagradas;

2. De inventar um monte de tolices, inclusive sobre Maria que se tornou, praticamente, na quarta pessoa da “Trindade”;

3. Se vê agora metida em um cipoal que para muitos é inaceitável e temos plena certeza que o padre Melo é apenas mais um no meio de uma multidão silenciosa, mas que pensa da mesma forma. Essas são pessoas que, como o padre Melo, amam sua religião e sua igreja, mas precisamos orar para que se libertem dos grilhões que os têm escravizados por longos séculos.

PARA MEDITAR:

João 8:36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2014/02/padre-fabio-de-melo-pedido-seu.html






































Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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