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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ROBSON RODOVALHO DA SARA NOSSA TERRA DECIDE APOIAR MARINA SILVA

Bispo Robson Rodovalho declara apoio a Marina Silva
Bispo Rodovalho afirmou que a decisão foi tomada após o recuo da candidata do PSB à Presidência em apoiar o casamento gay (Reprodução/Facebook)

O material abaixo foi publicado pelo site da Revista VEJA.

Líder da igreja Sara Nossa Terra anuncia apoio a Marina

Por Mariana Zylberkan

O bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, anunciou nesta terça-feira apoio à candidatura de Marina Silva (PSB) à Presidência. Ex-deputado pelo DEM, Rodovalho é uma das poucas lideranças evangélicas que ainda não haviam se posicionado nestas eleições.

O apoio foi definido após a candidata do PSB recuar e modificar o trecho de seu programa de governo que defendia o casamento gay. "Esse movimento da candidata Marina sinalizou sua firme decisão de dialogar. Com isso, entendemos que a discussão sobre essas questões será travada o mais democraticamente possível, no âmbito do Congresso Nacional. Não será fruto de uma determinação, uma decisão unilateral do Executivo", diz o bispo.

Fundada em 1992, a Sara Nossa Terra tem sede e presença forte no Distrito Federal, onde a candidata do PSB lidera as pesquisas de intenções de voto.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, chegou a participar de um evento da Sara Nossa Terra em 25 de julho, em São Paulo, em busca de apoio de Rodovalho. Na ocasião, o bispo e sua mulher, bispa Lúcia Rodovalho, fizeram uma oração para abençoar a campanha de Aécio.

O artigo original do site da VEJA poderá ser visto por meio desse link aqui:

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bispo-rodovalho-anuncia-apoio-a-marina-silva

NOSSO COMENTÁRIO

Após a trágica morte de Eduardo Campos e da indicação de Marina Silva como a candidata à presidência pelo PSB, houve um gigantesco esvaziamento da campanha do chamado Pastor Everaldo.

Rodovalho não é o único a decidir apoiar Marina. Silas Malafaia que gravou um vídeo pedindo votos para o Pastor Everaldo, já pulou fora do barco e agora apóia Marina, algo que se recusou a fazer em 2010, é bom lembrar. Malafaia decidiu apoiar Marina Silva por um simples fato: Marina Silva tem reais possibilidades de se eleger e Silas poderá assim se vingar do PT, partido que ele apóia no Rio de Janeiro, mas que deseja, a qualquer custo ver fora do palácio do planalto. Marina não servia em 2010, mas agora ela pode ser útil ao radicalismo evangélico tão desejado por essa liderança que diz representar os evangélicos. Haja hipocrisia.

Enquanto isso, o Pastor Everaldo vai aos poucos desmantelando sua estrutura de campanha provando que não tinha nem vocação política nem um chamado de Deus para se candidatar. Assim, nos livramos de alguém que se conseguisse um número mínimo de votos que fosse, poderia sentir-se fortalecido o suficiente para fazer exigências estapafúrdias, como as propostas pelo Silas Malafaia de que os candidatos eleitos terão que assinar documentos se comprometendo com a agenda dos chamados evangélicos. Mas é sempre bom que se diga que os evangélicos representam apenas ¼ de todos os votos. Algo que, apesar de não ser desprezível, também não os torna tão poderosos como gostariam.

Somente Deus sabe o resultado das próximas eleições, mas é possível que a massa de manobra evangélica surpreenda ou que seja duramente surpreendida pelo resultado final das urnas.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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domingo, 31 de agosto de 2014

MARINA RETIRA APOIO A CASAMENTO GAY DE SEU PROGRAMA DE GOVERNO


A notícia abaixo foi publicada pelo site G1 de Brasília.

Campanha de Marina tira do programa apoio a casamento gay

Partido diz que documento não retratou com 'fidelidade' posição sobre tema.

PSB afirma ter compromisso 'irrestrito' com defesa dos direitos LGBT.

Do G1, em Brasília

Trecho que trata do casamento gay que a campanha de Marina Silva decidiu suprimir do programa de governo (Foto: Reprodução)

Trecho que trata do casamento gay que a campanha de Marina Silva decidiu suprimir do programa de governo (Foto: Reprodução)

Um dia depois de divulgar o programa de governo da candidata, a campanha da presidenciável Marina Silva (PSB) decidiu retirar trecho que manifestava apoio a propostas para legalizar o casamento igualitário no Brasil, que permite a união entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, foi eliminada defesa de um projeto em tramitação no Congresso que criminaliza a homofobia.

Os dois pontos estavam num capítulo sobre os direitos da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais) e foram substituídos pela seguinte redação: "Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".

Em nota divulgada neste sábado (30), a assessoria da campanha informou que o texto inicialmente divulgado, "infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo" e diz que uma "falha processual na editoração" da versão do programa divulgada na internet e em exemplares impressos permitiu a veiculação de uma redação "que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT".

No documento divulgado na internet e distribuído à imprensa, constava o seguinte trecho: "Apoiar propostas em defesa do casamento civil igualitário, com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil".

Também havia a defesa do PLC 122/2006, que equipara a discriminação contra gays aos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. A proposta, feita em 2006 e atualmente em tramitação no Senado, sofre forte resistência da comunidade evangélica.

Segundo informou ao G1 a assessoria da campanha, serão substituídas as páginas e 215 e 216 do programa, que abordam os direitos LGBT e tratam do casamento gay.

Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle externo das atividades do Judiciário, obriga os cartórios a cumprirem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de maio de 2011, de realizar a união estável de casais do mesmo sexo. Além disso, obrigou a conversão da união em casamento e também a realização direta de casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Porém, não há nenhuma lei no país que regulamente o assunto.

De acordo com a nota divulgada neste sábado pela campanha, "a sociedade tem muita dificuldade em lidar com as diferentes visões de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas pelas pessoas". A nova versão do programa de governo de Marina Silva diz ainda que os grupos LGBT estão entre as minorias que têm direitos civis que precisam ser respeitados.

“Apesar desse contratempo indesejável [no programa de governo], tanto no texto com alguns equívocos como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos", afirma a nota.

Nesta sexta-feira (29), durante o lançamento do programa de governo em São Paulo, Marina Silva foi questionada sobre o apoio a projetos de lei que garantam o direito de casamento entre pessoas do mesmo sexo, Ela disse respeitar e defender o Estado laico e afirmou que, como presidente, terá o compromisso de assegurar direitos civis para "todas as pessoas".

“O nosso compromisso é que os direitos civis das pessoas sejam respeitadas. Queremos o respeito através do Estado laico tanto para os que creem quanto os que não creem. As pessoas têm sua liberdade individual e essa liberdade individual deve ser respeitada", disse.

Em 2010, ano em que disputou pela primeira vez a Presidência, Marina afirmou que, na opinião dela, o casamento é um "sacramento" e que aceitar a união entre pessoas do mesmo sexo iria contra suas convicções religiosas. Apesar disso, na ocasião, se disse a favor da “união de bens” entre homossexuais.

Ainda nesta sexta, horas após a divulgação do programa, a campanha de Marina também corrigiu outro trecho que mencionava a energia nuclear como um dos pontos que merecem atenção para o aperfeiçoamento da matriz energética do país.

Nota

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada neste sábado pela campanha de Marina Silva.

NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE O CAPÍTULO "LGBT", DO PROGRAMA DE GOVERNO DA COLIGAÇÃO UNIDOS PELO BRASIL

O texto do capítulo "LGBT", do eixo "Cidadania e Identidades", do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).

Em razão de falha processual na editoração, a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT.

Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejável, tanto no texto com alguns equívocos como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.

Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site marinasilva.org.br ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.

O documento que expressa as reais propostas da chapa para o capítulo "LGBT" também pode ser lido abaixo:

LGBT

Ainda que tenhamos dificuldade para admitir, vivemos em uma sociedade que tem muita dificuldade de lidar com as diferenças de visão de mundo, de forma de viver e de escolhas feitas em cada área da vida. Essa dificuldade chega a assumir formas agressivas e sem amparo em qualquer princípio que remeta a relações pacíficas, democráticas e fraternas entre as pessoas.

Nossa cultura tem traços que refletem interesses de grupos que acumularam poder enquanto os que são considerados minoria não encontram espaços de expressão de seus interesses. A democracia só avança se superar a forma tradicional de supremacia da maioria sobre a minoria e passar a buscar que todos tenham formas dignas de se expressar e ter atendidos seus interesses. Os grupos LGBT estão entre essas minorias que têm direitos civis que precisam ser respeitados, defendidos e reconhecidos, pois a Constituição Federal diz que todos são iguais perante a lei, independentemente de idade, sexo, raça, classe social. Assim como em relação às mulheres, aos idosos e às crianças, algumas políticas públicas precisam ser desenvolvidas para atender a especificidade das populações LGBT.

A violência que chega ao assassinato, vitima muitos dos membros dos grupos LGBT. Dados oficiais indicam que, entre 2011 e 2012, os crimes contra esse grupo aumentaram em 11% em nosso país. Outros sofrem tanto preconceito que abandonam a escola e abrem mão de toda a oportunidade que a educação pode dar, o que também, de certa forma, corresponde a uma expressão simbólica de morte.

É preciso desenvolver ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.

Para assegurar direitos e combater a discriminação:

1. Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo.

2. Aprovado no Congresso Nacional o Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira – conhecida como a Lei João W. Nery – que regulamenta o direito ao reconhecimento da identidade de gênero das “pessoas trans”, com base no modo como se sentem e veem, dispensar a morosa autorização judicial, os laudos médicos e psicológicos, as cirurgias e as hormonioterapias.

3. Como nos processos de adoção interessa o bem-estar da criança que será adotada, dar tratamento igual aos casais adotantes, com todas as exigências e cuidados iguais para ambas as modalidades de união, homo ou heterossexual.

4. Normatizar e especificar o conceito de homofobia no âmbito da administração pública e criar mecanismos para aferir os crimes de natureza homofóbica.

5. Incluir o combate ao bullying, à homofobia e ao preconceito no Plano Nacional de Educação.

6. Garantir e ampliar a oferta de tratamentos e serviços de saúde para que atendam as necessidades especiais da população LGBT no SUS.

7. Assegurar que os cursos e oportunidades de educação e capacitação formal considerem os anseios de formação da população LGBT para garantir ingresso no mercado de trabalho.

8. Considerar as proposições do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT na elaboração de políticas públicas específicas para populações LGBT.

O artigo original do site do G1 de Brasília poderá ser visto por meio do seguinte link:


Nosso comentário:

Acreditamos que uma sociedade democrática e não uma teocracia, deve ser regida pela vontade manifesta da maioria, envidando todos os esforços para proteger os direitos — não privilégios — das minorias.

As pessoas são livres para escolher seus caminhos, mas terão que responder por suas decisões tanto no tempo como na eternidade.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

PORQUE OS CHAMADOS EVANGÉLICOS NÃO TÊM FUTURO


"Pastor" Daniel Vieira Desejou a Morte da Presidente Dilma Rousseff

Para falar a verdade é muito difícil discordar de vários amigos que deixaram suas igrejas sob a alegação, que os chamados evangélicos não passam de um grande bando de idiotas.

O motivo principal para a manifestação dessa caracterização é fruto direto das lideranças evangélicas, especialmente as midiáticas, entre outras.

O besteirol é gigantesco e já temos demonstrado isso em vários posts do nosso blog.

A trágica morte do candidato a presidente Eduardo Campos possibilitou inúmeras oportunidades para comentários infelizes, inclusive por parte de pastores do meio evangélico.

Esse é exatamente o caso desse cidadão que atende pelo nome de Pr. Daniel Viera. É isso mesmo: a expressão “Pr.” é parte do seu nome próprio. Esse cidadão se define como: Pregador dos Gideões e Apaixonado por ISRAEL. Ou seja, a perfeita combinação de duas metades, completamente sem nenhum significado.

Pois muito bem, esse senhor, que se diz “pastor” teve o desplante de publicar a seguinte frase em seu Twitter após tomar conhecimento da morte de Eduardo Campos:

“Morre Eduardo Campos, candidato a presidente. Hoje são 13, número do PT. A morte bateu na porta errada, deveria ter levado a DILMA!!”.

 Para aqueles sempre duvidosos que um “ungido” poderia chegar a fazer tal afirmação grotesca, deselegante e imoral, para dizer o mínimo, reproduzimos abaixo a publicação original de seu Twitter, que mesmo que venha a ser apagada, ficará registrada aqui e em vários outros sites como um testemunho perene da calosidade e da falta de compaixão de uma homem, cujo o coração continua sendo de pedra!

 
Fotos capturadas do Tweeter de Daniel Viera.

São atitudes odiosas como essas que colocam, cada vez mais, o chamado povo evangélico, numa rota de colisão com a vasta maioria do povo brasileiro. Esse blog não recomenda o voto na presidente Dilma, mas daí desejar que ela venha morrer num acidente vai muito além do mínimo de decência que esperamos, especialmente de homens e mulheres que adoram títulos como “pastor”, “bispo”, “apóstolo”, “reverendo” e outros semelhantes a esses. Recomendamos que o Ministério Público Federal abra o processo devido para alguém que desejou abertamente a morte da Sra. Presidenta da República Dilma Rousseff. Podemos não gostar de suas políticas, nem de suas ideias e etc., mas daí desejar a morte dela, ou de quem quer que seja, de forma pública, como fez esse sr. é algo que deveria ser tratado da única forma possível: como crime!

Ninguém merece morrer apenas porque não nos agrada ou porque discordamos de alguém no que quer que seja. A isso chamamos de “fundamentalismo” e lamentamos que o “fundamentalismo” do povo chamado evangélico esteja arraigado na mais profunda hipocrisia — disfarçado de amor cristão — como representada pelo cidadão mencionado acima.

Se não mudarmos rapidamente de atitude, o confronto entre os chamados evangélicos e a sociedade brasileira em geral será inevitável e as consequências são imprevisíveis.

Sim, é necessário continuar lutando contra o aborto, contra a homossexualidade, contra as injustiças em geral e etc. Mas tudo isso deve ser feito no campo das ideias e sem ofensas idióticas com a que lemos acima. Se tiver que existir violência que parta daqueles que nos odeiam ou que odeiam a verdade de Deus. Mas que nós nunca possamos servir de pedra de tropeço para ninguém.

Um desafio: escrevam para o sr Daniel Vieira e deixem o mesmo saber quão desagradável, nojento e abominável foi seu infeliz e imoral comentário. Ele poderá ser acessado pelo seguinte Twitter: @prdanielvieira

Que Deus abençoe a todos.

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A MORTE DE EDUARDO CAMPOS


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O material abaixo foi escrito por Leonardo Sakamoto e publicado o site do UOL notícias. O mesmo reflete com exatidão nossos próprios sentimentos.

Morte de Campos: a tentativa ignóbil de transformar a tragédia em piada

Por Leonardo Sakamoto

Nem bem a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos em um acidente aéreo, nesta quarta (13/08/2014), foi confirmada e surgiram comentários com afirmações de mau gosto ou inferências políticas bizarras nas redes sociais.

Pessoas pedindo para que, no lugar de Campos, naquele jatinho, estivesse Aécio ou Dilma. Ou colocando a culpa em um ou em outro pelo acidente.

Não, isso não é piada. Muito menos revolta contra a política.

Há outro nome para esse tipo de ignomínia, para essa incapacidade crônica de sentir empatia com os passageiros de um avião que cai e com as pessoas que estavam em solo. Talvez essa impossibilidade de se reconhecer no outro e demonstrar algum apreço pela vida humana seja alguma forma de psicopatia grave.

O que não surpreende, pois tem o mesmo DNA das discussões estéreis e violentas levadas a cabo na internet, sob anonimato ou não. Mas não deixa de chocar.

Da mesma forma que choca alguns colegas jornalistas que no afã de prever o que vai acontecer com as eleições, analisam de forma desrespeitosa a situação, com ironias e sarcasmos que não cabem neste momento, desumanizando a cobertura da tragédia em busca de audiência.

É para isso que a gente desenvolveu tantas ferramentas tecnológicas com a justificativa de aproximar as pessoas e facilitar a comunicação? Para podermos mostrar como somos idiotas em tempo real? Se for assim, estávamos melhor com os tambores.

À família e aos amigos de Campos e de sua equipe e aos feridos entre os moradores de Santos, minha solidariedade. Aos que fazem disso uma brincadeira ou uma chance para vender mais, o meu eterno desprezo.

O artigo original de Leonardo Sakamoto poderá ser visto por meio do seguinte link:

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/08/13/morte-de-campos-a-tentativa-ignobil-de-transformar-a-tragedia-em-piada/


Leonardo Sakamoto é jornalista e doutor em Ciência Política. Cobriu conflitos armados e o desrespeito aos direitos humanos em Timor Leste, Angola e no Paquistão. Professor de Jornalismo na PUC-SP, é coordenador da ONG Repórter Brasil e conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão.

Para pensar:

Mateus 16:24—27

24 Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.

25 Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á.

26 Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?

27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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