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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 021 — A RECUSA EM ACEITAR O SENHOR JESUS — PARTE 003


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NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.

C. DESCULPAS E MAIS DESCULPAS NA REJEIÇÃO DE JESUS E DO EVANGELHO DA SALVAÇÃO — CONTINUAÇÃO.

3. De fato não existe nenhum motivo pelo qual o Senhor deve ser odiado. Tudo o que o Senhor Jesus fez merece a estima e consideração das pessoas e nada do que Jesus fez merece o desprezo ou a desconsideração das pessoas —

João 15:25

Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo.

Davi, como um tipo[1] de Cristo manifestou esse sentimento, de ser odiado sem causa em dois momentos —

Salmos 35:19

Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.

Salmos 69:4.

São mais que os cabelos de minha cabeça os que, sem razão, me odeiam; são poderosos os meus destruidores, os que com falsos motivos são meus inimigos; por isso, tenho de restituir o que não furtei.

Assim temos que:

a. Em primeiro lugar aqueles que odeiam a Cristo o fazem sem uma causa justificável. Toda inimizade contra o Senhor Jesus é completamente não razoável. Entre os seres humanos nós temos a tendência de odiarmos aquelas pessoas que são arrogantes e cheias de si mesmas, mas Cristo é manso e humilde, compassivo e cheio de tenras misericórdias. Também odiamos aqueles que são cheios de malícia, invejosos ou vingativos, mas Jesus devotou sua vida a servir mesmo àqueles que se aproveitaram desse fato para abusar do Senhor.

O apóstolo Paulo disse:

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.

Como é possível odiar a alguém que nos trata dessa maneira? Jesus foi a maior bênção que poderia ter acontecido ao povo judeu naqueles dias. No entanto eles o odiaram. É fato que Jesus testificou que as obras dos indivíduos que eram Seus contemporâneos eram más. Mas odiá-lo por causa deste fato era realmente odiá-lo sem causa.

João 1:11

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

João 3:19

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

b. Em segundo lugar temos o fato de que as Escrituras encontram nessa situação o seu cumprimento, ou seja: o “tipo” do Antigo Testamento encontra o “antítipo” na pessoa de Jesus. Saul e seus seguidores odiavam a Davi sem uma causa justificada. Por que odiavam a Davi? Seria porque ele havia matado o arrogante gigante filisteu chamado Golias? Ou seria porque Davi acalmava a Saul tocando sua harpa? Absalão e seu grupo odiavam a Davi. Estes também o faziam sem motivo. Da mesma maneira Jesus foi perseguido e odiado das formas mais injustas. Todos aqueles que odiaram o Senhor Jesus não agiam visando fazer cumprir as Escrituras. Foi Deus quem permitiu que o tal ódio servisse ao propósito de fazer cumprir as Escrituras. Este fato serve para nós como mais uma confirmação acerca da verdade de que Jesus é de fato o Messias esperado, pois o ódio sem causa profetizado foi cumprido em Sua vida. Assim não devemos nos surpreender se o mundo também nos odeia sem causa ou motivo verdadeiro.

Breve comentário acerca de João 14:21 que diz:

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Em João 14:21 nos encontramos o verbo grego ἐμφανίσω — emfanízo — que pode ser traduzido por revelar, manifestar, tornar visível diante dos olhos. O uso desse verbo deixa claro que a manifestação à qual Jesus está se referindo é algo que será visível. No grego existe outro verbo δηλόῳ  — delóo — que denota um tipo de manifestação que é evidente somente à mente e não à vista. A manifestação a que Jesus está se referindo vai muito além de revelar uma presença encoberta — ‘αποκάλυτω — ‘apokálupto — ou a manifestação de alguém que está escondido — φανερόῳ — faneróo.

A manifestação a que o Senhor Jesus se referiu chamou a atenção não somente de membros da nossa comunidade, mas chamou também a atenção de um dos discípulos de Jesus que lhe pergunta:

João 14:22

Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-te a nós e não ao mundo?

E a resposta que Senhor dá em João 14:23 explica exatamente a que tipo de manifestação Jesus estava se referindo:

Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.

Benditas palavras!

Com esse tipo de manifestação não pode haver nenhum tipo de dúvida de que Jesus é o nosso Salvador!

4. Ao odiar o Senhor Jesus o mundo está odiando também Deus, o Pai —

João 15:23

Quem me odeia, odeia também a meu Pai.

Esta conclusão é óbvia porque:

João 10:30

Eu e o Pai somos um.

João 5:36

Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou.

João 14:24

Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.

Assim sendo as palavras de Cristo fazem pleno sentido:

João 15:24

Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai.

Os Reformadores e seus seguidores, especialmente entre os da linha calvinista, definiram a condição humana após a queda como sendo de “depravação total”. Esta definição apesar de não ser encontrada nas páginas das escrituras não se trata de uma concepção teológica, i.e., inventada pelos teólogos. Na Bíblia nos encontramos uma ênfase crescente de que o ato pecaminoso não é um fato isolado em si mesmo, mas que o mesmo revela uma disposição perversa da parte daquele que o comete —

Gênesis 6:5

Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;

A Bíblia também ensina que os atos de pecado que afetam tão profundamente a vida de um indivíduo acabam por transmitir tendências perversas aos descendentes desse mesmo indivíduo pecaminoso —

Salmos 51:5

Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. 

Efésios 2:3

Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

De acordo com o relato que encontramos no Gênesis o pecado é um ato destrutivo de autoafirmação baseado em orgulho, falta de amor, rebeldia e falta de gratidão, primeiro contra Deus que deu ao homem sua realidade, mas simultaneamente, contra si mesmo e contra todas as outras formas de realidade criadas. Por meio desse ato inicial de pecado, Adão quebrou seu relacionamento com Deus e consigo mesmo, pois perdeu a segurança da intimidade com Deus e, consequentemente, a paz que gozava com Deus. Quebrou também seu relacionamento com Eva e com a natureza dos quais, em diferentes graus, dependiam tanto sua vida, como seu bem-estar. O pecado de Adão é uma declaração de autossuficiência. Era desejo de Adão seguir seu caminho sozinho. Por meio daquele primeiro pecado de Adão, chamado pelos teólogos de “pecado original”, tudo foi alienado. Adão e Eva se escondem um do outro por meio da tentativa de costurar roupas para si; Adão se esconde de Deus; Adão põe a culpa em Deus e em Eva, Eva culpa a serpente e o próprio ser se torna alienado de si mesmo — Gênesis 3:7—13.

Essa alienação de si mesmo produz uma depravação[2] correspondente que priva o homem de todas aquelas qualidades morais e espirituais que constituem seu autêntico “ser”. O homem perdeu a capacidade de autorrealização e tornou-se seu pior inimigo. O “ser” está completamente depravado, pois não existe nada pior, nem mais destrutivo que ele possa fazer contra Deus, contra seus semelhantes, seu mundo e contra si mesmo, do que pecar. Dessa maneira, a morte e o inferno não são nada mais do que consequências das exageradas qualidades de culpa do próprio pecado. O pecado original, e todos os outros pecados subsequentes, meramente enfatizam essa realidade, de que o homem está completamente alienado de si mesmo, de Deus, de seus semelhantes e da natureza. E mais, nesse estado de alienação o homem é incapaz de instaurar relações autênticas como existiam originalmente. O momento histórico que mostra de maneira mais contundente esta alienação é quando os seres humanos, na cruz do Calvário, matam Aquele em Quem toda a realidade divina e criada subsiste —

Atos 3:15

Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

Colossenses 1:15—16

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.


Dessa forma, o pecado original como aquele ato que quebra todos os relacionamentos criados por Deus não é meramente moral, intelectual ou afetivo, mas algo muito mais profundo do que tudo isto. O pecado é essencialmente religioso. Como Davi disse —

Salmos 51:4

Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos.

É esta referência divina que constitui a essência do pecado original e através desta mesma referência o pecado se torna pecado contra o próprio homem, contra seus semelhantes e contra a natureza. A natureza do pecado é completamente destruidora. O pecado introduz aquelas realidades que a Bíblia descreve como sendo “morte” e “ira de Deus” — ver Efésios 2:1; 5:1—12.

Que o pecado torna o homem completamente depravado não pode ser observado exclusivamente pela história da humanidade. Apesar do fato de que a história da humanidade está repleta de atos pecaminosos, um reconhecimento verdadeiro do pecado, como algo distinto de erros humanos, ignorância, tolices ou fragilidade, não ocorre dentro do campo da observação, nem da experiência humana. Não existe uma estrada que nos conduza da experiência do pecado ao conhecimento daquilo que o pecado é. A dimensão religiosa do pecado como um ato primariamente contra Deus, só pode ser percebido pela revelação divina. O comportamento moral do homem é normalmente melhor do que a depravação total nos faz esperar. Esta ambiguidade, entre o esperado e o real, é fruto da ação permanente e graciosa de Deus sobre a humanidade caída, e isto constitui outra verdade que só pode ser reconhecida mediante revelação. Que cada e todo pecado cometido contra si mesmo, contra o próximo, contra o meio ambiente, é também um pecado contra Deus só pode ser entendido desta maneira se for revelado por Deus. Como consequência desta depravação total nós temos que:

i. Existem seres humanos que odeiam a Deus, independente da beleza da Sua natureza e da magnificência da Sua provisão. Estas pessoas odeiam a Deus por causa da Sua justiça, da mesma maneira que os demônios que creem e tremem por causa do conhecimento que possuem de Deus sentem-se envergonhados pela extensão do Seu domínio — de Deus. Muitos há que querem pretender que Deus não existe, mas sabem que Deus existe e o odeiam.

ii. O ódio a Jesus constitui ódio ao Pai, pois Jesus veio como representante e embaixador do Pai. Todos os inimigos da verdade representada em Jesus são, de fato, inimigos do Deus verdadeiro. Ao negar a Jesus os homens querem realmente se livrar de todas as obrigações da consciência e do temor de Deus. Mas que fique bem claro a todo incrédulo e maligno mundo que toda a inimizade para com Jesus e por extensão contra Seus discípulos, será vista no dia do Grande Juízo como inimizade contra o próprio Deus. Ao mesmo tempo todos os que sofrem por causa de Jesus e da justiça de Deus devem se sentir reconfortados —

Mateus 5:10—12

10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.

12 Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.


OUTROS ESTUDOS ACERCA DA IGREJA COMO CORPO DE CRISTO E NO PLANO ETERNO DE DEUS

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 001 — A Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 002 — A Unidade de Igreja

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 003 — Como a Unidade Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 004 — Como o Amor Funciona na Prática

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 005 — Unidade em Meio à Diversidade

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 006 — Unidade Com Variedade Mas com Harmonia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 007 — A Igreja Como o “Mistério” de Deus e Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 008 — Uma Introdução a Efésios 1:3—14

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 009 — A Bênção Espiritual — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 010 — As Regiões Celestiais — Efésios 1:3

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 011 — Nossa Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — Parte 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 012  A —Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 013 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 003

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 014 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 004

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 015 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 005

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 016 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 006

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 017 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 007 — O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 018 — A Escolha ou Eleição Divina — Efésios 1:4 — PARTE 008 — Por que O Mundo Nos Odeia

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 019 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 001

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html



A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 023 — Nossa Eleição e seu Relacionamento com nossa Predestinação

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 024 — Nossa Predestinação Divina

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:

http://www.facebook.com/pages/O-Grande-Diálogo/193483684110775

Desde já agradecemos a todos. 



[1] Uma das muitas e interessantes facetas da nossa Bíblia é a existência de personagens do Antigo Testamento que passaram por situações que foram depois repetidas na experiência humana do Senhor Jesus. Todas as vezes que uma destas situações acontece nos dizemos que o personagem do Antigo Testamento funcionou como um “tipo” de Cristo.

[2] Ato ou efeito de depravar(-se); perversão, corrupção.  Degeneração mórbida.  

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sábado, 3 de setembro de 2016

EDUCAÇÃO CRISTÃ - ESTUDO 015 - O QUE O NOVO TESTAMENTO ENSINA ACERCA DA IGREJA - PARTE 003


Resultado de imagem para CRISTO É NOSSO EXEMPLO

O propósito dessa série é introduzir o leitor na vasta gama de materiais relacionados à Educação Cristã. Nosso foco central estará sempre localizado nos chamados “Ministérios da Igreja” que refletem a vida prática ou o dia a dia do que deve estar acontecendo em todas as igrejas locais.

V. O Ensinamento do Novo Testamento Acerca da Igreja — Parte 003


E. Entendendo Melhor o Que é a Igreja


2 – A Igreja é o “Corpo de Cristo”

A expressão mais comum nos escritos do Apóstolo Paulo para descrever a Igreja é: σώματος τοῦ Χριστοῦ — sómatos toû Christoû — Corpo de Cristo. Esta expressão nos dá, em linhas gerais, uma explicação complementar acerca do significado da Igreja como povo de Deus. Mas de forma mais específica, a expressão σώματος τοῦ Χριστοῦ — sómatos toû Christoû — Corpo de Cristo descreve o modelo existencial da Igreja centrado na pessoa de Cristo — Modelo Cristológico. Essa expressão nos revela a união toda especial que existe entre Cristo e a Igreja como povo de Deus e o novo Israel.

a. Corpo e Corpo de Cristo em Romanos e 1 Coríntios.

Em Romanos 12:3—8 os cristãos são exortados a conhecerem qual é seu próprio lugar na Igreja como um todo.

Romanos 12:3—8

3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,

5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros,

6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé;

7 se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo;

8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.

E para elucidar esse ensino, Paulo usa a figura do corpo humano, no qual existem muitos membros, mas os membros não têm todos uma mesma função. Dessa mesma forma cada cristão deve se conscientizar que nós, mesmo sendo muitos, somos um só corpo, em Cristo. E individualmente, somos membros uns dos outros.

Em 1 Coríntios 12:14—27 o mesmo tema é desenvolvido de uma forma mais extensa. Nessa passagem a verdadeira natureza do “corpo de Cristo”, é demonstrada na sua unidade e diversidade, com aplicações indiretas contínuas à Igreja — ver versos 15—27. É importante frisarmos que o conceito de corpo vai muito além da mútua unidade e diversidade que existe entre os cristãos. De fato o autor crê que o conceito do corpo de Cristo antecede ao conceito elucidativo oferecido pelo apóstolo Paulo acerca do corpo humano. Note, cuidadosamente, a argumentação de Paulo nessa passagem. Paulo não argumenta partindo da premissa do relacionamento dos cristãos dentro da Igreja — como um corpo —  passando então para o relacionamento da Igreja para com Cristo. Pelo contrário, seus argumentos são exatamente o oposto: porque a Igreja é o corpo de Cristo é que ela deve se comportar como um “corpo” humano.

Assim temos o seguinte: em Romanos 12 nos é dito que da mesma forma que em um corpo nós temos muitos membros, mas os membros não têm todos uma mesma função, assim também nós, mesmo sendo muitos, somos um só corpo em Cristo, e ao mesmo tempo somos,  individualmente, membros uns dos outros. Que a Igreja é um corpo e deve se conduzir como tal está estabelecido pelo fato que “os muitos” são um corpo “em Cristo”.

Em 1 Coríntios 12 nos é dito que: da mesma forma que o corpo é um e tem muitos membros assim também com Cristo. Ou seja: a Igreja não é o corpo por sua própria existência como comunidade. Ela é o corpo por causa da união que experimenta com Cristo. Como disse o Apóstolo Paulo:

1 Coríntios 12:27

Ora, vós sois corpo de Cristo.

Qual é então o significado que Paulo queria dar para a expressão σώματος τοῦ Χριστοῦ — sómatos toû Christoû — Corpo de Cristo? O sentido mais alinhado com o pensamento do Apóstolo Paulo, como um todo, parece ser que “os muitos”, em virtude da união deles com Cristo, têm “em Cristo” uma nova união de uns para com os outros. As implicações desta união são tremendas, especialmente no que diz respeito à consideração e dedicação ao serviço que devemos ter uns para com os outros. Os cristãos não constituem um corpo porque são membros uns dos outros e sim porque estão em Cristo e, desse modo formam em Cristo um só corpo —

Romanos 12:5

Assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros. 

1 Coríntios 6:15

Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?

b. Corpo e Cabeça em Efésios e Colossenses.

Em Efésios e Colossenses, Cristo é chamado repetidamente de Χριστὸς κεφαλὴ τῆς ἐκκλησίας — Christòs kefalè tîs ekklissías — Cristo cabeça da Igreja — ver Efésios 5:23 e κεφαλὴ τοῦ σώματος — kefalè toû sómatos — cabeça do corpo — ver Colossenses 1:18. Nas passagens de Efésios e Colossenses a Igreja é chamada repetidas vezes de σώματος τοῦ Χριστοῦ — sómatos toû Christoû — Corpo de Cristo — ver referências acima —, e os cristãos de membros do corpo de Cristo — ver Efésios 5:30. Mas nessas epístolas a expressão “corpo” é utilizada em um sentido absoluto para se referir ao corpo de Cristo, sendo ou não acompanhada pelas palavras “sua igreja” — ver Colossenses 1:18, 24; 2:19; 3:15; Efésios 4:4. Esse uso, em sentido absoluto, pode ser claramente visto em Efésios 3:6 onde se diz que “os gentios são co-herdeiros, co-participantes da promessa e membros do mesmo corpo — σύσσωμα - sússoma — mesmo corpo.

Efésios 3:6

A saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho;

Os dois — judeus e gentios — se tornaram uma unidade em Cristo. Isto aconteceu quando Cristo, na sua carne, i.e. na sua existência humana, sofreu e morreu por ambos na cruz. Cristo recriou os dois em si mesmo como um novo homem —

Gálatas 3:28

Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.

e essa descrição é equivalente à expressão “um corpo em Cristo”.  Essa nova criação não visa somente uma comunhão espiritual entre judeus e gentios. Cristo já havia unido os dois em si mesmo na cruz, como uma nova humanidade da qual Ele é o representante maior. É por esse ato que a Igreja pode ser chamada de “Seu corpo” ou “um corpo em Cristo”. Ao sofrer e morrer na cruz, Cristo era o representante de todas “as partes” da Igreja e, naqueles momentos, Ele uniu todas as partes em si mesmo criando, então, uma nova unidade e uma nova humanidade.

Um novo elemento que precisa ser introduzido neste momento é a ação do Espírito Santo neste processo. Em Efésios 4:3—16 e Colossenses 3:15—17, o apóstolo Paulo está tratando da paz que deve reinar entre os irmãos. Ele insiste na existência desta paz exatamente porque, afinal de contas, estamos todos unidos em um corpo, o de Cristo. A sequencia é extremamente lógica. Pelo fato do corpo ser um, fala-se então de um só Espírito. E a Igreja é chamada a manter a unidade no Espírito. A unidade já existe, e nós não precisamos criá-la. Infelizmente temos fracassado vergonhosamente neste quesito. Agora note que a intenção do nosso Senhor Jesus Cristo é encher todos os que perfazem um corpo n’Ele, com os dons desse único Espírito.

Os aspectos espirituais do σώματος τοῦ Χριστοῦ — sómatos toû Christoû — Corpo de Cristo emergem, com grande nitidez, nas epístolas de Efésios e Colossenses. Cristo é aquele que, tendo sido revestido por Deus com todo o poder e, tendo sido feito “cabeça de todas as coisas”, foi dado à Igreja a qual é Seu corpo —

Efésios 1:20—23

20 O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais,

21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro.

22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja,

23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.

Como tal, Cristo tem à sua disposição todo tipo de dom espiritual — ver Efésios 4:8 em diante. A Igreja como Seu corpo tem comunhão com Cristo, como cabeça de todas as coisas. E é nessa comunhão com Cristo, como “a cabeça da Igreja”, que a Igreja experimenta a maior profundidade na comunhão com o Senhor —

Colossenses 1:18

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,

Colossenses 2:10 e 19

10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

19 E não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.

Efésios 4:15—24.

15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

16 de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

17 Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos,

18 obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração,

19 os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza.

20 Mas não foi assim que aprendestes a Cristo,

21 se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus,

22 no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano,

23 e vos renoveis no espírito do vosso entendimento,

24 e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.

É nessa comunhão espiritual, que a Igreja, cheia do Espírito de Cristo — ver Efésios 1:23; Colossenses 2:9—10 — deve “efetuar o seu próprio aumento para a edificação de si mesma”. O alvo dessa edificação é conduzir cada cristão individualmente “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo — Efésios 4:13.  A Igreja consegue atingir esse alvo, à medida que “todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” — Efésios 4:16.

Qual é o significado de Cristo ser o cabeça da Igreja enquanto corpo de Cristo? Ser cabeça, do ponto de vista bíblico, implica em liderança e autoridade. Mas esta posição de liderança e autoridade não é algo que se sustenta por si mesma. Ela surge como algo exclusivamente pertinente à natureza do próprio relacionamento. No caso de Cristo, ele é o cabeça porque ele mesmo é o salvador ou preservador do corpo inteiro. A Igreja encontra suas origens em Cristo e, por esse motivo, é dependente d’Ele. Foi Cristo quem preparou o caminho para a existência da Igreja e, por esse motivo, a Igreja deve a Cristo sua — da igreja — própria existência. Mas note que, para trazer a Igreja à existência Cristo a amou a ponto de entregar sua própria vida em benefício dela. A liderança e autoridade são, portanto, frutos de um relacionamento de origem e nada tem a ver com superioridade ou mando. Os atos de Cristo que estabeleceram este relacionamento com a Igreja estão grafados de forma indelével nas passagens abaixo:

Marcos 10:43—45

43 Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva;

44 e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos.

45 Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Filipenses 2:4—8

4 Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;

7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,

8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

Cristo nunca pensou em se utilizar da sua função ou posição para tirar proveito próprio. Antes usou toda sua capacidade para beneficiar aqueles pelos quais ele tinha vindo, i.e., por nós os pecadores! Cristo nos deixou o exemplo de que se quisermos ser grandes no reino de Deus devemos então nos dispor sermos servos dos outros.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS ACERCA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ
001 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 001
ttp://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/04/a-excelencia-da-vida-pessoal-daqueles.html
002 — A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2013/04/a-excelencia-da-vida-pessoal-daqueles_5.html
003 —A EXCELÊNCIA DA VIDA PESSOAL DAQUELES QUE DESEJAM ENSINAR — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com/2013/04/a-excelencia-da-vida-pessoal-daqueles_6.html
006 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 001 — INTRODUÇÃO — OS COLONIZADORES VÊM EM NOME DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/06/educacao-crista-igreja-crista-no-brasil.html
007 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 002 — NOSSAS ESCOLAS TEOLÓGICAS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/07/a-igreja-crista-no-brasil-no-seculo-xxi.html
008 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 003 — IGREJAS CORPORATIVISTAS E INSTITUCIONALIZADAS E EDUCAÇÃO CRISTÃ PADRONIZADA
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/educacao-crista-igreja-crista-no-brasil.html
009 — A IGREJA NO PRINCÍPIO DO SÉCULO XXI – PARTE 004 — CONSUMISMO E CELEBRITISMO
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/educacao-crista-igreja-crista-no-brasil.html
012 — A EXPRESSÃO GREGA “EM CRISTO” — ἐν Χριστῷ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/03/educacao-crista-estudo-012-nossa.html
014 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/educacao-crista-estudo-014-o-que-novo.html
015 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/09/educacao-crista-estudo-015-o-que-o-novo.html
016 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 004 — A IGREJA COMO PLENITUDE
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/12/educacao-crista-estudo-016-o-que-o-novo.html
017 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 005 — A UNIDADE DA IGREJA CRISTÃ
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-017-o-que-o-novo.html
018 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 006 — HUMILDADE E AMOR EM MEIO À DIVERSIDADE DE DONS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/educacao-crista-estudo-018-o-que-o-novo.html
019 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 007 — A IGREJA COMO MISTÉRIO DE DEUS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/02/educacao-crista-estudo-019-o-que-o-novo.html
020 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — Parte 008 — COMO A IGREJA É FORMADA OU CRIADA?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-020-o-que-o-novo.html
021 — O ENSINO DO NOVO TESTAMENTO ACERCA DA IGREJA — PARTE 009 — QUANDO A IGREJA COMEÇOU?
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/educacao-crista-estudo-021-o-que-o-novo.html
022 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 001
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/educacao-crista-estudo-022-os.html
023 — OS MINISTÉRIOS DO ESPÍRITO SANTO — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/06/functionisogramigoogleanalyticsobjectri.htm

024 — A DISCIPLINA DA IGREJA — PARTE 001 — O DISCIPULADO

Que deus abençoe a todos. 
Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos.


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