sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus – ESTUDO 021 — A RECUSA EM ACEITAR O SENHOR JESUS — PARTE 003


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NESSA SÉRIE NÓS ESTAMOS TRATANDO DE DOIS ASPECTOS IMPORTANTES ACERCA DA VERDADEIRA IGREJA: 1) A IGREJA COMO CORPO DE CRISTO; E 2) A IGREJA NO PLANO ETERNO DE DEUS. CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS LEITORES A ACOMPANHAREM ESSA SÉRIE E COMPARTILHAREM A MESMA COM TODOS OS SEUS CONHECIDOS, AMIGOS E IRMÃOS. OUTROS ESTUDOS DESSA SÉRIE PODERÃO SER ENCONTRADOS POR MEIO DE LINKS NO FIM DE CADA ESTUDO.

C. DESCULPAS E MAIS DESCULPAS NA REJEIÇÃO DE JESUS E DO EVANGELHO DA SALVAÇÃO — CONTINUAÇÃO.

3. De fato não existe nenhum motivo pelo qual o Senhor deve ser odiado. Tudo o que o Senhor Jesus fez merece a estima e consideração das pessoas e nada do que Jesus fez merece o desprezo ou a desconsideração das pessoas —

João 15:25

Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo.

Davi, como um tipo[1] de Cristo manifestou esse sentimento, de ser odiado sem causa em dois momentos —

Salmos 35:19

Não se alegrem de mim os meus inimigos gratuitos; não pisquem os olhos os que sem causa me odeiam.

Salmos 69:4.

São mais que os cabelos de minha cabeça os que, sem razão, me odeiam; são poderosos os meus destruidores, os que com falsos motivos são meus inimigos; por isso, tenho de restituir o que não furtei.

Assim temos que:

a. Em primeiro lugar aqueles que odeiam a Cristo o fazem sem uma causa justificável. Toda inimizade contra o Senhor Jesus é completamente não razoável. Entre os seres humanos nós temos a tendência de odiarmos aquelas pessoas que são arrogantes e cheias de si mesmas, mas Cristo é manso e humilde, compassivo e cheio de tenras misericórdias. Também odiamos aqueles que são cheios de malícia, invejosos ou vingativos, mas Jesus devotou sua vida a servir mesmo àqueles que se aproveitaram desse fato para abusar do Senhor.

O apóstolo Paulo disse:

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.

Como é possível odiar a alguém que nos trata dessa maneira? Jesus foi a maior bênção que poderia ter acontecido ao povo judeu naqueles dias. No entanto eles o odiaram. É fato que Jesus testificou que as obras dos indivíduos que eram Seus contemporâneos eram más. Mas odiá-lo por causa deste fato era realmente odiá-lo sem causa.

João 1:11

Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

João 3:19

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

b. Em segundo lugar temos o fato de que as Escrituras encontram nessa situação o seu cumprimento, ou seja: o “tipo” do Antigo Testamento encontra o “antítipo” na pessoa de Jesus. Saul e seus seguidores odiavam a Davi sem uma causa justificada. Por que odiavam a Davi? Seria porque ele havia matado o arrogante gigante filisteu chamado Golias? Ou seria porque Davi acalmava a Saul tocando sua harpa? Absalão e seu grupo odiavam a Davi. Estes também o faziam sem motivo. Da mesma maneira Jesus foi perseguido e odiado das formas mais injustas. Todos aqueles que odiaram o Senhor Jesus não agiam visando fazer cumprir as Escrituras. Foi Deus quem permitiu que o tal ódio servisse ao propósito de fazer cumprir as Escrituras. Este fato serve para nós como mais uma confirmação acerca da verdade de que Jesus é de fato o Messias esperado, pois o ódio sem causa profetizado foi cumprido em Sua vida. Assim não devemos nos surpreender se o mundo também nos odeia sem causa ou motivo verdadeiro.

Breve comentário acerca de João 14:21 que diz:

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.

Em João 14:21 nos encontramos o verbo grego ἐμφανίσω emfanízo — que pode ser traduzido por revelar, manifestar, tornar visível diante dos olhos. O uso desse verbo deixa claro que a manifestação à qual Jesus está se referindo é algo que será visível. No grego existe outro verbo δηλόῳ  delóo — que denota um tipo de manifestação que é evidente somente à mente e não à vista. A manifestação a que Jesus está se referindo vai muito além de revelar uma presença encoberta — αποκάλυτω ‘apokálupto — ou a manifestação de alguém que está escondido — φανερόῳ faneróo.

A manifestação a que o Senhor Jesus se referiu chamou a atenção não somente de membros da nossa comunidade, mas chamou também a atenção de um dos discípulos de Jesus que lhe pergunta:

João 14:22

Disse-lhe Judas, não o Iscariotes: Donde procede, Senhor, que estás para manifestar-te a nós e não ao mundo?

E a resposta que Senhor dá em João 14:23 explica exatamente a que tipo de manifestação Jesus estava se referindo:

Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.

Benditas palavras!

Com esse tipo de manifestação não pode haver nenhum tipo de dúvida de que Jesus é o nosso Salvador!

4. Ao odiar o Senhor Jesus o mundo está odiando também Deus, o Pai —

João 15:23

Quem me odeia, odeia também a meu Pai.

Esta conclusão é óbvia porque:

João 10:30

Eu e o Pai somos um.

João 5:36

Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou.

João 14:24

Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.

Assim sendo as palavras de Cristo fazem pleno sentido:

João 15:24

Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai.

Os Reformadores e seus seguidores, especialmente entre os da linha calvinista, definiram a condição humana após a queda como sendo de “depravação total”. Esta definição apesar de não ser encontrada nas páginas das escrituras não se trata de uma concepção teológica, i.e., inventada pelos teólogos. Na Bíblia nos encontramos uma ênfase crescente de que o ato pecaminoso não é um fato isolado em si mesmo, mas que o mesmo revela uma disposição perversa da parte daquele que o comete —

Gênesis 6:5

Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração;

A Bíblia também ensina que os atos de pecado que afetam tão profundamente a vida de um indivíduo acabam por transmitir tendências perversas aos descendentes desse mesmo indivíduo pecaminoso —

Salmos 51:5

Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe. 

Efésios 2:3

Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.

De acordo com o relato que encontramos no Gênesis o pecado é um ato destrutivo de autoafirmação baseado em orgulho, falta de amor, rebeldia e falta de gratidão, primeiro contra Deus que deu ao homem sua realidade, mas simultaneamente, contra si mesmo e contra todas as outras formas de realidade criadas. Por meio desse ato inicial de pecado, Adão quebrou seu relacionamento com Deus e consigo mesmo, pois perdeu a segurança da intimidade com Deus e, consequentemente, a paz que gozava com Deus. Quebrou também seu relacionamento com Eva e com a natureza dos quais, em diferentes graus, dependiam tanto sua vida, como seu bem-estar. O pecado de Adão é uma declaração de autossuficiência. Era desejo de Adão seguir seu caminho sozinho. Por meio daquele primeiro pecado de Adão, chamado pelos teólogos de “pecado original”, tudo foi alienado. Adão e Eva se escondem um do outro por meio da tentativa de costurar roupas para si; Adão se esconde de Deus; Adão põe a culpa em Deus e em Eva, Eva culpa a serpente e o próprio ser se torna alienado de si mesmo — Gênesis 3:7—13.

Essa alienação de si mesmo produz uma depravação[2] correspondente que priva o homem de todas aquelas qualidades morais e espirituais que constituem seu autêntico “ser”. O homem perdeu a capacidade de autorrealização e tornou-se seu pior inimigo. O “ser” está completamente depravado, pois não existe nada pior, nem mais destrutivo que ele possa fazer contra Deus, contra seus semelhantes, seu mundo e contra si mesmo, do que pecar. Dessa maneira, a morte e o inferno não são nada mais do que consequências das exageradas qualidades de culpa do próprio pecado. O pecado original, e todos os outros pecados subsequentes, meramente enfatizam essa realidade, de que o homem está completamente alienado de si mesmo, de Deus, de seus semelhantes e da natureza. E mais, nesse estado de alienação o homem é incapaz de instaurar relações autênticas como existiam originalmente. O momento histórico que mostra de maneira mais contundente esta alienação é quando os seres humanos, na cruz do Calvário, matam Aquele em Quem toda a realidade divina e criada subsiste —

Atos 3:15

Dessarte, matastes o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

Colossenses 1:15—16

15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;

16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.


Dessa forma, o pecado original como aquele ato que quebra todos os relacionamentos criados por Deus não é meramente moral, intelectual ou afetivo, mas algo muito mais profundo do que tudo isto. O pecado é essencialmente religioso. Como Davi disse —

Salmos 51:4

Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos.

É esta referência divina que constitui a essência do pecado original e através desta mesma referência o pecado se torna pecado contra o próprio homem, contra seus semelhantes e contra a natureza. A natureza do pecado é completamente destruidora. O pecado introduz aquelas realidades que a Bíblia descreve como sendo “morte” e “ira de Deus” — ver Efésios 2:1; 5:1—12.

Que o pecado torna o homem completamente depravado não pode ser observado exclusivamente pela história da humanidade. Apesar do fato de que a história da humanidade está repleta de atos pecaminosos, um reconhecimento verdadeiro do pecado, como algo distinto de erros humanos, ignorância, tolices ou fragilidade, não ocorre dentro do campo da observação, nem da experiência humana. Não existe uma estrada que nos conduza da experiência do pecado ao conhecimento daquilo que o pecado é. A dimensão religiosa do pecado como um ato primariamente contra Deus, só pode ser percebido pela revelação divina. O comportamento moral do homem é normalmente melhor do que a depravação total nos faz esperar. Esta ambiguidade, entre o esperado e o real, é fruto da ação permanente e graciosa de Deus sobre a humanidade caída, e isto constitui outra verdade que só pode ser reconhecida mediante revelação. Que cada e todo pecado cometido contra si mesmo, contra o próximo, contra o meio ambiente, é também um pecado contra Deus só pode ser entendido desta maneira se for revelado por Deus. Como consequência desta depravação total nós temos que:

i. Existem seres humanos que odeiam a Deus, independente da beleza da Sua natureza e da magnificência da Sua provisão. Estas pessoas odeiam a Deus por causa da Sua justiça, da mesma maneira que os demônios que creem e tremem por causa do conhecimento que possuem de Deus sentem-se envergonhados pela extensão do Seu domínio — de Deus. Muitos há que querem pretender que Deus não existe, mas sabem que Deus existe e o odeiam.

ii. O ódio a Jesus constitui ódio ao Pai, pois Jesus veio como representante e embaixador do Pai. Todos os inimigos da verdade representada em Jesus são, de fato, inimigos do Deus verdadeiro. Ao negar a Jesus os homens querem realmente se livrar de todas as obrigações da consciência e do temor de Deus. Mas que fique bem claro a todo incrédulo e maligno mundo que toda a inimizade para com Jesus e por extensão contra Seus discípulos, será vista no dia do Grande Juízo como inimizade contra o próprio Deus. Ao mesmo tempo todos os que sofrem por causa de Jesus e da justiça de Deus devem se sentir reconfortados —

Mateus 5:10—12

10 Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.

11 Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.

12 Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.


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A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 020 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 002

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 021 — As Desculpas para Rejeitar a Jesus e o Evangelho da Graça — PARTE 003
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no_6.html

A Igreja Como Corpo de Cristo e No Plano Eterno de Deus — ESTUDO 022 — O Propósito de Deus em Nossa Eleição: Nos Fazer Santos e Irrepreensíveis
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/03/a-igreja-como-corpo-de-cristo-e-no.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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Desde já agradecemos a todos. 



[1] Uma das muitas e interessantes facetas da nossa Bíblia é a existência de personagens do Antigo Testamento que passaram por situações que foram depois repetidas na experiência humana do Senhor Jesus. Todas as vezes que uma destas situações acontece nos dizemos que o personagem do Antigo Testamento funcionou como um “tipo” de Cristo.

[2] Ato ou efeito de depravar(-se); perversão, corrupção.  Degeneração mórbida.  

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