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terça-feira, 31 de março de 2015

SERMÃO DA RESSURREIÇÃO 2015 - A SINGULARIDADE DA RESSURREIÇÃO DE JESUS



Cristo Ressuscitou! Verdadeiramente Ressuscitou!

 A SINGULARIDADE DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

VÁRIOS TEXTOS

Introdução:

A. A ressurreição de Jesus pode ser vista sob diferentes aspectos. 

B. Todos os anos nesse domingo, milhões de pastores ao redor do mundo assumem seus púlpitos e apresentam algum desses muitos diferentes aspectos. 

C. Hoje queremos continuar explorando essa questão que envolve esse memorável evento. 

DDe todos os aspectos que poderíamos escolher para abordar a ressurreição de Jesus e desenvolver nossa mensagem hoje, eu escolhi um aspecto pouco mencionado que é:

A SINGULARIDADE DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

Em nossa mensagem de hoje nós queremos buscar entender a singularidade da ressurreição de Jesus com base em três aspectos fundamentais

I. A Ressurreição de Jesus é Singular Por Causa do Fato de Que Jesus é Deus

É impossível separarmos a ressurreição da pessoa que foi ressuscitada!

Naquela manhã de domingo não foi um ser humano qualquer que foi ressuscitado, Jesus era o próprio Filho Unigênito de Deus.

Durante seu ministério Jesus várias vezes reivindicou ser o Filho de Deus. Os judeus consideravam isso uma blasfêmia e por isso, pegaram em pedras para matá-lo — ver João 8:31—59. 

Além disso, foi exatamente essa afirmação diante do sumo sacerdote que levou o Sinédrio reunido, alta madrugada, a condenar Jesus à morte: 

Marcos 14:61—64

Tornou a interrogá-lo o sumo sacerdote e lhe disse: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? Jesus respondeu: Eu sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o julgaram réu de morte. 

Todavia, pessoas mais sensíveis, como o centurião responsável pela própria crucificação de Jesus admitiram o fato de que Jesus era o Filho de Deus: 

Marcos 15:39

O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.  

A ressurreição de Jesus é na opinião do Apóstolo Paulo a maior evidência de que Jesus era mesmo o Filho de Deus: 

Romanos 1:3—4

Com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor. 

O Apóstolo Pedro também reconheceu essa singularidade ao afirmar o seguinte: 

Atos 2:31—32

Prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.

II. A Ressurreição de Jesus é Singular Por Causa da Morte que a Antecedeu.

A morte de Cristo foi também um evento singular, onde um homem sem pecado morreu a favor de toda uma humanidade pecadora: 2 Coríntios 5:21 — Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. 

Existe muitas pessoas que não entendem a morte de Jesus e defendem ideias malucas como: 1) Jesus causou sua própria morte desafiando as autoridades judaicas; 2 Jesus era um maluco que pensava ser Deus e por isso, recebeu o que merecia: a morte. E outras bobagens e blasfêmias. 

Todavia, a maioria das pessoas não costuma ir tão longe, mas preferem entender a morte de Jesus como uma verdadeira tragédia, ou uma fatalidade. 

Mas a verdade é que a morte de Jesus foi algo planejado desde a eternidade. 

Jesus é chamado de “o Cordeiro de Deus” em 

João 1:29

No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! 

E João nos diz em o seguinte em -

Apocalipse 13:8

E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. 

A morte de Jesus durante a celebração da Páscoa pelos judeus, aboliu definitivamente tanto o festival quanto seu significado, pois Paulo nos diz: 

1 Coríntios 5:7

Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós

III. A Ressurreição de Cristo é Singular Porque é Algo Sem Precedente.

Jesus não foi apenas ressuscitado dentre os mortos. Outros passaram por essa experiência, como foi o caso de Lázaro, de Dorcas e muitos outros, mas todos esses voltaram a morrer depois. 

Jesus não! Jesus experimentou a ressurreição com o corpo glorificado. Isso significa duas coisas muito importantes para nós que temos a promessa de que um dia seremos como Ele é:

A primeira coisa está descrita por Paulo em 

Romanos 6:9

Sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele.

Jesus é considerado como o primeiro fruto desse tipo de ressurreição — a primícia — da qual muitos outros frutos virão conforme -

1 Coríntios 15:23

Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda.  

III. Conclusão.

1. A ressurreição de Jesus precisa ser bem entendida por todos nós porque é baseado na sua ressurreição que nós também seremos todos ressuscitados. Foi a próprio Jesus quem disse: 

João 14:19

Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis.

2. Essa gloriosa esperança deve encher todos nossos corações de alegria indescritível e de uma paz que excede todo o entendimento. Isso é muito confortador para nós, mas extremamente perturbador para aqueles que não conhecem ou não entendem essa verdade.

3. Nunca devemos aceitar que a morte e a ressurreição de Jesus sejam diminuídas por pessoas incrédulas e que não consideraram, de forma devida, todos os fatos.

5. Jesus é nossa Páscoa. Por esse motivo não celebramos a Páscoa judaica e sim a gloriosa RESSURREIÇÃO DE JESUS. De fato os crentes deveriam, inclusive abandonar o uso da expressão “PÁSCOA” para se referir ao DOMINGO DA RESSURREIÇÃO.

6.  A promessa que temos de Deus é também gloriosa. Vida eterna. Vida que não pode mais ser tocada pela morte. Vida de permanente refrigério na presença de Deus por toda a eternidade.

7. Jesus, o primeiro fruto, já desfruta de tudo o que nós também iremos desfrutar. Tenhamos fé e paciência enquanto passamos, como peregrinos, por esse mundo.

8. Nossa esperança não está nesse mundo e sim em Deus e no Seu Cristo Ressuscitado dentre os mortos!



Que Deus abençoe a todos.

Amém.

Alexandros Meimaridis


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Desde já agradecemos a todos.

terça-feira, 24 de março de 2015

UM ESTUDO SOBRE O PECADO — PARTE 013C — PECADO E CASTIGO — PARTE C




Essa é uma série cujo propósito é estudar, com profundidade, os ensinamentos da Bíblia acerca do pecado, com uma ênfase especial na questão do chamado “pecado para a morte”. Os demais estudos dessa série poderão ser acessados por meio dos links alistados no final desse estudo.  

13C. Pecado e Castigo — PARTE C

CONTINUAÇÃO...

Não existem palavras mais apropriadas para descrever como Jesus estava se sentindo naquele momento do que Suas próprias palavras quando disse:

Verso 34

E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.

Certamente os três discípulos, Pedro, Tiago e João, conheciam bem o Mestre e podiam perceber que ele estava apavorado e angustiado. Mas Jesus prefere não esperar que eles entendam apenas pelo que estão vendo e decide colocar em palavras o que estava sentindo. Jesus diz:

“A minha alma está profundamente triste. Profundamente, ou seja: avassalada, completamente coberta, completa e irremediavelmente tomada até à morte”. Nesse instante, mais do que em qualquer outro, Jesus, que foi amaldiçoado por causa dos nossos pecados percebe a extensão da maldição e se sente avassaladoramente tomado pela mesma —

Gálatas 3:13

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),

Esta conscientização não o deixará até que ele clame na cruz a(s) palavra(s) final da nossa redenção Τετέλεσται tetélestai — ESTÁ CONSUMADO — João 19:30.

Cristo sabia que estava entregando sua vida como resgate de muitos — ver Marcos 10:45. Sabia que Ele “aquele que não conheceu pecado” estava se tornando, Ele mesmo, pecado e recebendo vicariamente — como nosso substituto — a ira santa e justa de Deus de forma eterna e sem limites ver —
2 Coríntios 5:21

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

A dor e a morte são duas das mais terríveis experiências pelas quais o ser humano pode passar. Sansão se sentiu extremamente incomodado pela insistência de Dalila em saber o segredo da sua força, a ponto de sentir-se angustiado até a morte —

Juízes 16:16

Importunando-o ela todos os dias com as suas palavras e molestando-o, apoderou-se da alma dele uma impaciência de matar.

Mas Jesus experimenta essas angústias de uma maneira distinta daquela experimentada por Sansão. O que Jesus realmente queria dizer é: “eu estou tão triste, que poderia morrer agora mesmo”.

É nesse instante de tristeza absoluta, de tristeza tão profunda, que se um socorro não chegar imediatamente a única saída possível será a morte, que Jesus assume a plenitude do seu ofício sacerdotal. É neste momento que Ele inicia a oferta do seu próprio corpo, de seu ser, como oferta pelo pecado como havia mencionado na ceia pascal poucas horas antes —

Marcos 14:22

E, enquanto comiam, tomou Jesus um pão e, abençoando-o, o partiu e lhes deu, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo.

Jesus, o cordeiro de Deus apontado por João Batista — João 1:29 — iniciava agora este processo de remoção dos pecados pegando o preço requerido. Na opinião do bispo metodista Adam Clarke a principal parte do processo de redenção aconteceu no meio desta agonia indescritível e sem precedentes.

Apesar de não temer a morte, até porque Ele sabia que ao terceiro dia iria ressuscitar —

Mateus 12:40

Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.

mas sabemos que a morte em si era também responsável por este pavor e angústia. Mas, se ele não tinha medo da morte porque a angústia e porque o pavor? Aqui, temos que perguntar: Que tipo de morte Jesus iria experimentar? Morte física somente? Morte espiritual? Morte Eterna?

Com certeza, ele experimentou a morte física que é a separação entre a parte física — o corpo — e a parte não física — alma/espírito — que fazem nós sermos o que somos como seres humanos —

Marcos 15:37

Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.

Mas teria Jesus também experimentado a morte espiritual? Se definirmos a morte espiritual como “viver separado de Deus é estar morto”, nossa resposta precisa ser um enfático NÃO. Esta é a condição em que se encontra a raça humana caída — Efésios 2:1 — mas Jesus tendo sido gerado pelo Espírito Santo não estava contaminado pelo pecado como todos os descendentes de Adão. As passagens a seguir nos mostram claramente a verdade de que Jesus, por não ter nunca cometido um único pecado, não experimentou o que estamos chamando de morte espiritual:

João 8:46

Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes?

Atos 3:14

Vós, porém, negastes o Santo e o Justo e pedistes que vos concedessem um homicida.

2 Coríntios 5:21

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.

Hebreus 4:15

Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.

1 Pedro 2:22

O qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca.

1 João 3:5

Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado.

Mas, ao mesmo tempo em que Jesus NÃO experimentou a morte espiritual, e experimentou a morte física, Ele também experimentou a morte eterna. Mas o que queremos dizer por morte eterna? Se, ao atribuirmos a Jesus a morte eterna, estivermos querendo dizer que, durante toda sua vida na terra e especialmente no Getsêmani e na Cruz, Jesus sofreu a plena extensão do que seu próprio povo deveria sofrer, caso não houvesse um substituto para sofrer no lugar deles, então, sim, foi exatamente esta morte que Jesus experimentou. Em outras palavras, o inferno veio sobre Jesus no Getsêmani e no Gólgota e Jesus experimentou a plenitude dos seus terrores. Não admira os termos usados por Marcos de “angústia e pavor”.

Salmos 22:14 mostra de maneira absoluta o que estava se passando dentro de Jesus naqueles momentos —

Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez-se como cera, derreteu-se dentro de mim.

O Saltério da Igreja Cristã Reformada, na seção que trata da Santa Ceia diz: “Jesus suportou a ira de Deus, sob a qual nós deveríamos sofrer por toda a eternidade, do início da sua encanação até ao fim da sua vida na terra quando ele bradou “está consumado”. Jesus cumpriu, em nosso lugar, tudo o que a lei exigia em termos de obediência e justiça, especialmente quando a combinação do peso dos nossos pecados e da ira de Deus o espremeram a ponto de suar gotas de sangue, onde ele foi aprisionado para que nós pudéssemos ser postos em liberdade. Que ainda mais, Jesus sofreu tremendamente nas mãos de homens perversos, para que nós não fossemos confundidos, sendo Jesus humilhado ainda mais quando experimentou a angústia do inferno, tanto no seu corpo físico como na parte não física — alma/espírito — especialmente na Cruz do Gólgota — lugar da caveira, onde Ele clamou “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?” E isto tudo para que pudéssemos ser aceitos por Deus e nunca fossemos esquecidos...”

Jesus mesmo se refere a estes momentos com as seguintes palavras em —

Lucas 22:53

Diariamente, estando eu convosco no templo, não pusestes as mãos sobre mim. Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas.

Esta é a hora a que Ele havia se referido em João 12:31 acerca da expulsão do príncipe deste mundo e em João 14:30—31 acerca do momento que se aproximava do acerto de contas com o príncipe desse mundo. Muitos teólogos cristãos acreditam que foi durante estes momentos que aconteceu o que está escrito em Apocalipse 12 que descreve a batalha entre Miguel e os anjos celestiais e o Diabo e seus anjos:

Apocalipse 12:7—10

Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

Jesus pede que Sua pequena companhia fique ali e vigie com ele. Mesmo sabendo que seus discípulos falhariam miseravelmente na missão de confortá-lo, ainda assim Jesus nos mostra que Ele sentia necessidade de comunhão o que deve nos ensinar uma lição definitiva acerca da necessidade absoluta que temos uns dos outros. Existe um grande bem na comunhão cristã e Jesus reconhece e se sente abandonado pelos seus. É muito bom ter e, portanto somos exortados a buscar esse bem que é a assistência de nossos irmãos em tempos de angústia, pois “melhor e serem dois do que um – ver Eclesiastes 4:9”. O profeta Isaías descreve o fato de Jesus estar sozinho, sem que existisse um único companheiro para interceder por Ele como algo surpreendente, mas acrescenta que na falta deste apoio o próprio braço do Senhor causou a salvação —

Isaías 59:15—18

15 Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O SENHOR viu isso e desaprovou o não haver justiça.

16 Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve.

17 Vestiu-se de justiça, como de uma couraça, e pôs o capacete da salvação na cabeça; pôs sobre si a vestidura da vingança e se cobriu de zelo, como de um manto.

18 Segundo as obras deles, assim retribuirá; furor aos seus adversários e o devido aos seus inimigos; às terras do mar, dar-lhes-á a paga.

Agora, vamos voltar à passagem de Marcos 14:35—42.

CONTINUA...

OUTROS ESTUDOS SOBRE O PECADO

O PECADO — ESTUDO —001 — TERMOS GREGOS E HEBRAICOS E PALAVRAS INTRODUTÓRIAS

O PECADO — ESTUDO —002 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 1

O PECADO — ESTUDO —003 — A QUEDA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 2

O PECADO — ESTUDO —004 — A QUEDA PROPRIAMENTE DITA — UMA INTERPRETAÇÃO DE GÊNESIS 3 — PARTE 3 — FINAL

O PECADO — ESTUDO 005 — A VERDADEIRA LIBERDADE

O PECADO — ESTUDO 006 — PECADO E LIVRE ARBÍTRIO

O PECADO — ESTUDO 007 — A BÍBLIA E O PELAGIANISMO

O PECADO — ESTUDO 008 — O PECADO E A SOBERANIA DE DEUS

O PECADO — ESTUDO 009 — HISTÓRIA E QUEDA

O PECADO — ESTUDOS 010 E 011 — O PECADO ORGINAL E A DEPRAVAÇÃO TOTAL

O PECADO — ESTUDOS 012 — PECADO E A GRAÇA DE DEUS

O PECADO — ESTUDOS 013ª — PECADO E  O CASTIGO PARTE A

O PECADO — ESTUDOS 013B — PECADO E O CASTIGO PARTE B — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 001

O PECADO — ESTUDOS 013C — PECADO E O CASTIGO PARTE C — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 002

O PECADO — ESTUDOS 013D — PECADO E O CASTIGO PARTE D — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 003

O PECADO — ESTUDOS 013E — PECADO E O CASTIGO PARTE E — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 004

O PECADO — ESTUDOS 013F — PECADO E O CASTIGO PARTE F — JESUS NO GETSÊMANI — PARTE 005

O PECADO — ESTUDOS 014A — O PECADO PARA A MORTE — PARTE A — INTRODUÇÃO — QUESTÕES HERMENÊUTICAS

O PECADO — ESTUDOS 014B — O PECADO PARA A MORTE — PARTE B —DIFERENTES TIPOS DE PENAS E CASTIGOS PARA O PECADO IMPERDOÁVEL

O PECADO — ESTUDOS 014C — O PECADO PARA A MORTE — PARTE C —DIFERENTES TIPOS DE PESSOAS QUE PODEM COMETER O  PECADO IMPERDOÁVEL
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/um-estudo-sobre-o-pecado-parte-014_13.html

Grande Abraço e que Deus possa abençoar a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 20 de dezembro de 2014

NATAL 2014 - A VERDADE SOBRE O NATAL - SERMÃO 002 – O NATAL É PARA PESSOAS QUE TÊM A MENTE DE CRISTO


 
Ilustração do lava-pés

Texto: Filipenses 2:5—11
Introdução.

A. Na mensagem anterior nós começamos a falar da grande majestade que envolve o nascimento do próprio Deus entre os seres humanos. 

B. Essa primeira mensagem poderá ser vista por meio desse link aqui: 

C. Naquela mensagem nos falamos como Jesus precisou abrir mão tanto de sua soberania como Deus de todo o Universo, quanto de sua glória como o Deus Criador e sustentador de todas as coisas, para se tornar um mero ser humano como nós para habitar esse pequenino planeta. 

D. Para isso Jesus precisou se esvaziar por completo de Seu glorioso SER para poder ser reconhecido como um de nós – ver Filipenses 2:7! 

E. Hoje queremos prosseguir com nossa exposição de Filipenses 2:6—11 que nos fala da “Teologia do Natal”.

f. Por esse motivo vamos manter o mesmo título, acrescentando apenas “Parte 002”.

O SIGNIFICADO VERDADEIRO DO NATAL – PARTE 002

Quero pedir a todos que abram e deixem suas Bíblias abertas em Filipenses capítulo 2.


I. Jesus Aceitou Assumir a Forma de um Servo – Verso 7 

A. Quando Jesus se esvaziou, nós vimos que ele se esvaziou por completo da sua glória.

B.Isso lhe permitiu assumir a forma de um δοῦλος doûlos — cujo significado é de escravo, servo ou homem de condição servil. Foi assim que Jesus se esvaziou por amor a mim e a você.

C. Isso tudo, todavia, já estava anunciado desde os dias do Antigo Testamento. Existe toda uma seção no Livro de Isaías — dos capítulos 40 a 56 especialmente — que descrevem a humilhação desse “Servo do Senhor”

Isaías 42:1

Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios.

D. Pedro, que testemunhou os acontecimentos relacionados à transfiguração de Jesus no monte Tabor, deu esse testemunho anos mais tarde:

2 Pedro 1:17

Pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

E. Como servo, Jesus veio para fazer isso mesmo: SERVIR.

Lucas 22:27

Pois qual é maior: quem está à mesa ou quem serve? Porventura, não é quem está à mesa? Pois, no meio de vós, eu sou como quem serve.


F. Jesus tornou-se servo de Deus para poder nos servir nas nossas maiores necessidades. Agora pense uma pouco nisso e compare com essa bagunça que estamos vivendo e chamando de “natal”.

Ilustração de Jesus comendo com publicanos e pecadores

II. Jesus aceitou se associar com Pessoas Pecadoras com Eu e Você

A. Sua atitude foi reconhecida e criticada pelos hipócritas religiosos dos seus dias. Eles perguntavam:

Marcos 2:16

Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores? 

B. Ao saber de tal questionamento, Jesus assumiu que não apenas fazia isso, mas que tinha vindo, exatamente para isso: PARA CUIDAR DE PESSOAS PERDIDAS, PESSOAS MACHUCADAS, ALQUEBRADAS, PESSOAS CUJAS VIDAS NÃO REFLETIAM A REALIDADE DE QUE SOMOS SERES CRIADOS À IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS. 

C. Estamos todos muito, mas muito enfermos, de fato, Paulo diz que estamos como mortos em nossos delitos e pecados: 

Efésios 2:1 

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, 

D. Mas Jesus veio para cuidar desse problema e resolver nossos dilemas quando afirmou: 

Marcos 2:17 

Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.  

E. A nossa necessidade era tão grande, que não somos capazes de mensurar o estrago que o pecado fez em nossas vidas, e que havia somente uma pessoa capaz de nos ajudar: O PRÓPRIO DEUS! DEUS SEJA GLORIFICADO E JESUS SEJA ENGRANDECIDO POR SUA GRACIOSA SALVAÇÃO! 

F. Jesus era plenamente humano: 

1. Ele nasceu como um humano. 

2. Teve irmãos e irmãs como têm os humanos. 

3. Trabalhou com as próprias mãos para ajudar a se sustentar e a sua família. 

4. Jesus sentia fome, sede, cansaço, tinha necessidade de lavar seus pés e mãos sempre e tomar banhos conforme os costumes da época. 

5. Jesus se aborrecia com a incredulidade das pessoas e se entristecia de ver tanta falta de compaixão entre os seres humanos. 

6. Jesus chorou quando seu querido amigo Lázaro morreu. 

7. Etc. 

G. Quando Jesus iniciou seu ministério, apenas João Batista sabia quem ele era de fato: João viu a Jesus e disse para seus discípulos: 


João 1:29 

No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! 

H. Dias depois a mesma verdade foi repetida por João. Mas fora João ninguém sabia quem Jesus era.

João 1:36 

E, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus 

I. Os discípulos só se convenceram definitivamente, quem Jesus era de fato — DEUS — depois que ele ressuscitou e passou quarenta dias convivendo com eles e ensinando-os acerca do Reino de Deus: 

1. Note a reação deles na Galileia quando viram Jesus ressuscitado pela primeira vez: 

Mateus 28:16—17 

16 Seguiram os onze discípulos para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara.

17 E, quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 

H. Agora note como eles se integraram com Jesus sabendo quem ele era de fato: 

Atos 1:3 

A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus. 


Ilustração da morte de Jesus na cruz

III. Jesus Tornou-se Obediente a Ponto de Morrer na Cruz — verso 8 

A. Jesus sabia desde o início que teria que passar por aquela provação representada pela cruz, quando teria que carregar todos os nossos pecados e receber a totalidade do castigo e da ira divina que nossos pecados mereciam. 

B. Esse é outro momento na vida de Jesus que devemos nos aproximar com a mais profunda reverência e meditação. Pense nessas palavras: 

Marcos 14:33—34 

33 E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia. 

34 E lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.

Ilustração da angústia de Jesus no Getsêmane

C. Tal pavor e tal angústia fizeram com que Jesus chegasse, até mesmo suar gostas de sangue: 

Lucas 22:44 

E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra. 

D. Mas Jesus não queria se desviar do rumo traçado. Ele queria fazer a vontade do seu Pai, independentemente do custo evolvido, e o custo final era ser completamente abandonado pelo Pai, quando aquele que não conheceu pecado fosse feito na própria essência e totalidade do pecado por nossa causa. 

2 Coríntios 5:21 

Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. 

Ilustração da ascensão de Jesus

IV. Cristo Subiu, de Volta ao Mais alto Céu 

A. Enganam-se os que imaginam que Jesus subiu apenas até o céu. A Bíblia diz o seguinte: 

Hebreus 4:14 

Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 

B. A expressão penetrou não faz justiça ao que Cristo de fato fez quando retornou para o céu. Ele não penetrou apenas no céu como alguém entra em algum ambiente. De fato o temo grego usado pelo autor é διεληλυθότα dieleluthóta — que literalmente quer dizer: ir através de ou atravessar.    

C. Sim, foi isso mesmo que Jesus fez, ele atravessou todo o céu até chegar ao topo do mesmo, onde o próprio Deus é o único habitante permanente! 

Hebreus 1:3 

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas. 

D. Com isso, podemos então terminar essa mensagem lendo Filipenses 2:9—11!
Conclusão:

A. O Jesus que uma vez de humilhou e se despojou de sua glória voltará para essa mesma terra como o Rei do reis e o Senhor dos senhores.


Apocalipse 19:16

Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

B. Como você se sente como pessoa? Você sente que é bonzinho? Que é bom? Que é bonzão? Então deixe eu te falar com toda sinceridade: se você vê qualquer coisa de boa em você, lamento, mas não foi por você que Jesus veio,

C. Agora se você se sente apertado pelo pecado, envergonhado muitas vezes por não fazer o que é certo, por não fazer o bem que sabe deve fazer, então aqui estão as boas novas: Jesus veio a esse mundo por pessoas como você!

D. Por causa de tudo que Jesus fez, basta reler o texto de Filipenses 2:5—8, Deus então o elevou às maiores alturas e lhe concedeu um nome — JESUS — um nome humano, mas que reapresenta a Soberania do Filho de Deus, Jesus, sobre todo o Universo.

E. Além disso, Jesus e chamado de Senhor, indicando que ele resgatou de volta toda a glória que sempre lhe pertenceu por direito.

F. Diante de todas essas verdades, que tenhamos uma postura de recato e reverência tanto na humilhação representada pelo dia do natal, quanto pela atual exaltação de Jesus, que é: SENHOR E DEUS BENDITO SOBRE TUDO E TODOS!

Que Deus abençoe a todos e nos dê a humildade que precisamos para entender essas realidades que estão muito além da nossa capacidade normal. 

Alexandros Meimaridis

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