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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS E O DEBATE COM OS JUDEUS — PARTE 003 — O SERVO DE DEUS É HOMEM DE DORES



O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 001

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 002 — O SERVO SOFREDOR É O PRÓPRIO DEUS

CONTINUAÇÃO... PARTE 003

53:1—3: A rejeição do Servo

Não existe unanimidade entre os comentaristas sobre a identificação do pronome “nós”, em Isaías 53:1. Seriam as “nações/reis” como representantes dos gentios (52:15)? Seria o profeta como representante da comunidade de Israel? Possivelmente o pronome seja uma referência à comunidade de Israel, no caso, o remanescente fiel que crê no Servo dO ETERNO.

1Quem creu naquilo que ouvimos? 24
E a quem foi revelado o braço de ETERNO?

2 Porque foi subindo como renovo25 perante ele26
e como raiz de uma terra seca;
não tinha aparência nem formosura,
e quando olhamos para ele, nenhuma beleza havia para que o desejássemos.

3 Era desprezado e rejeitado pelos homens;
homem de dores e que conhece27  o sofrimento28;
e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado29, e dele não fizemos caso.

No v.1, nota-se a forma verbal xemu‘atenu particípio qal “ouvimos”, “aquilo que foi ouvido de/por nós”30. O substantivo xemu‘ah significa “notícia”, “nova”. Mas essa mensagem seria recebida com incredulidade — ver

João 12:38

Para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?

Romanos 10:16

Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?

Na verdade, o que é rejeitado e considerado como inconcebível pelos incrédulos é a exaltação do Servo na primeira estrofe (52:13—15) quando comparada com seu sofrimento descrito nos versos seguintes.31

O “braço do ETERNO” expressa a ação salvífica de Deus para Israel. Considerando a total incapacidade de Israel para salvar-se a si mesmo, o ETERNO faria isso por meio de seu poderoso “braço” —

Isaías 40:10

Eis que o SENHOR Deus virá com poder, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa.

Isaías 48:14

Ajuntai-vos, todos vós, e ouvi! Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR amou a Ciro e executará a sua vontade contra a Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus.

Isaías 51:5

Perto está a minha justiça, aparece a minha salvação, e os meus braços dominarão os povos; as terras do mar me aguardam e no meu braço esperam.

Isaías 52:10. 

O SENHOR desnudou o seu santo braço à vista de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.

Mas essa ação poderosa de Deus só pode se “revelar” (hebraico galah “descobrir”, “remover”) mediante a humilhação do Servo. O poder de Deus se manifesta na fraqueza!

O v.2a refere-se às origens humildades do Servo. A palavra yoneq “renovo” significa “criança de peito” ou “árvore nova”. Este último sentido é mais plausível, pois aqui está relacionado com xorex “raiz” (de árvore).  O Servo está “subindo” (‘alah qal waw consecutivo perfeito “subir”, “ascender”), aparecendo a partir de um tronco fincado em “terra seca”.

O Servo “não tinha aparência nem formosura” (v.2b). Nada de atrativo. Claus Westermann comenta que no AT a boa aparência e a beleza física normalmente estão associadas à bênção do ETERNO, como se lê nas narrativas que apresentam José e Davi — Gênesis 39:6b; 1 Samuel 16:18); o Servo, porém, não tinha esses requisitos, o que poderia levar o seus observadores a dizerem que Ele não tinha a bênção de ETERNO.33

Será que Aquele nazareno, pobre carpinteiro, desprezado por seus familiares e por seu próprio povo, poderia mudar a história da humanidade? Seria Ele o Messias? Seria possível um profeta ser levantado da Galileia —

João 7:52

Responderam eles: Dar-se-á o caso de que também tu és da Galileia? Examina e verás que da Galileia não se levanta profeta.

Um homem crucificado. Que poder há nisso? Entretanto, essa é a imagem apresentada no v.2: um renovo que surge em meio à sequidão. É a vida surgindo na “terra seca”, onde reina morte.

Mas os “homens” (v.3a) rejeitam as aparências humildes do Servo. Afinal, eles se atêm às aparências humanas, e desprezam o poder do ETERNO que seria manifesto a partir de um humilde troco de árvore fincado em terra seca. 

O v.3b apresenta duas descrições do Servo: “homem de dores e que sabe o que é padecer”. Na primeira, o Servo é ’ix mak’obot, “homem de dores”. A palavra mak’obot “dores” refere-se ao sofrimento físico e mental. Na segunda descrição, a forma verbal apresenta variantes textuais. O Texto Massorético apresenta widua‘ qal particípio passivo “e foi conhecido”. Seguimos a proposta da BHS/Biblia Hebraica Stuttgartensia: possivelmente trata-se de weyode‘a qal particípio ativo “e que sabe”, apresentado nos rolos de Qumran. De qualquer modo, a raiz verbal yada‘ “saber/conhecer” é utilizada com o sentido de “saber por experiência”. No caso, o Servo sabe por experiência o que é o “sofrimento. O substantivo hebraico holi normalmente é traduzido como “doença”, mas apresenta o sentido de “sofrimento”.34 Em alguns casos o significado da raiz hlh é de fragilidade decorrente de ferimentos físicos.35

Por fim, o v.3c descreve a rejeição do Servo. Ele não desperta nenhum interesse nos seus expectadores: “e dele não fizemos caso”.

O sentido geral do v.3 foi muito bem compreendido por Oswalt: “Ele [Servo] não é um dos vencedores; ele é um dos perdedores... Ele é um homem de dores e enfermidades; o que pode ele fazer pelo restante de nós?”.36

CONTINUA...

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O texto original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Luciano R. Peterlevitz

Bacharel em Teologia (FTBC e FATEO/UMESP); Mestre e Doutor em Ciências da Religião, na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico, pela Universidade Metodista de São Paulo. Coordenador Acadêmico da Faculdade Teológica Batista de Campinas, onde também leciona Hebraico, Antigo Testamento e Hermenêutica Bíblica nos cursos de Bacharelado em Teologia e Pós-graduação em Exposição Bíblica.


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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NOTAS

24 xemu‘atenu particípio qal “aquilo que foi ouvido de/por nós”. John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías,  p. 456.

25
yoneq “renovo”, “criança de peito”, “árvore nova”.  O termo “se refere a ‘um recém-nascido’, quer humano ou planta”. John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 457.

26 TM: lepanayw “diante dele”. BHS: provavelmente lipnenu “diante de nós”.

27 TM: widu‘a qal particípio passivo “e foi conhecido”. BHS: weyode‘a qal particípio ativo “e que conhece”, apresentado nos rolos de Qumran. Veja Gary V. Smith, Isaiah 40-66, p. 436. 

28 holi “doença, sofrimento”. Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, São Leopoldo/Petrópolis, Sinodal/Vozes, 16a edição, 2003, p. 69.

29 nibzeh nifal particípio de bazah “ser desprezado” . 1QIsa: wnbwzhw “o desprezamos”, escrito com o waw no final, provavelmente por influência do waw no verbo seguinte. BHS: wannibzehu “e foram desprezados”.

30 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 456.

31 Hans-Jürgen Hermisson, “The Fourth Servant Song in the Contexto of Second Isaiah”, p. 30.

32 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 465.

33 Claus Westermann, Isaiah 40-66: A Commentary, Londres, SCM Press, 1969, p. 261 (Old Testament Library). 

34 Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, p. 69.

35 R. Laird Harris; Gleason L. Archer Jr.; Bruce K. Waltke (organizadores), Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, p. 466. Pv 23.35: “Espancaram-me, e não me doeu (halah)...” (ARA) . 2Rs 1.2: E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, em Samaria, e adoeceu (halah)...” (ARA).  2Rs 8.29: “...e desceu Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver a Jorão, filho de Acabe, em Jezreel, porquanto estava doente (halah) (ARA).  Nesses textos, o sentido de halah é de debilidade física provada por ferimentos.

36 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 467.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

domingo, 21 de agosto de 2016

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS E O DEBATE COM OS JUDEUS — PARTE 002 — O SERVO SOFREDOR É O PRÓPRIO DEUS



CONTINUAÇÃO...

Propomos agora uma exegese em cada uma dessas estrofes.

52:13—15: A exaltação do Servo
Esta estrofe descreve a fala de Deus:

52:13 Eis que o meu Servo prosperará;11
será exaltado e elevado e será mui sublime.

14 Como pasmaram muitos à vista dele,12 pois uma desfiguração13  humana era o seu aspecto, e a sua forma, daquela dos filhos da humanidade,

15 assim espantará14  muitas nações,
por causa dele os reis fecharão a sua boca;
porque aquilo que não lhes foi anunciado verão,
e aquilo que não ouviram entenderão.

No v.13a, o verbo “prosperará” é a tradução de sakal hifil imperfeito “olhar para discernir”, “dar atenção a”, “ponderar”, “considerar”, “ser prudente”; “prosperar”, “ter sucesso”. Há uma questão que precisa ser respondida: este verbo, aqui, apresenta o sentido de “ser prudente” ou de “ter sucesso”? A forma verbal sakal nos textos sapienciais significa “agir com prudência”, mas, nos textos que não pertencem à literatura sapiencial — como Isaías 52—13 — 53:12 —, normalmente a raiz skl refere-se a uma pessoa de “sucesso”.15  No caso de Isaías 52:13, sakal refere-se à “prudência”, mas o enfoque do texto está no sucesso resultante da obediência a ETERNO. Esse mesmo sentido de sakal também é apresentado em Josué 1:7—8.

O v.13b apresenta três ações verbais: 1) “será exaltado”, qal imperfeito rum “ser elevado”, “ser exaltado”. Trata-se de uma exaltação depois da humilhação. 2) “elevado” é a tradução de nasa’ nifal waw consecutivo perfeito “ser levantado”, “ser exaltado”. Refere-se a uma exaltação contínua. 3) “e será mui sublime” provém da raiz verbal gabah qal waw consecutivo perfeito “ser sublime”, “ser alto”, seguido pelo particípio adverbial me’od “extremamente”, “muito”.  Essa expressão destaca a posição de honra, adquirida pelo Servo do ETERNO.

Em outros textos de Isaías, essas três formas verbais (rum, nasa’ e gabah) descrevem a glória de Deus:16

Isaías 5:16

Mas o Senhor dos Exércitos é sublime (gabah) em juízo; e Deus, o Santo, é santificado em justiça.

Isaías 6:1

....eu vi o Senhor assentado sobre um alto (rum) e sublime (nasa’ ) trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo.

Isaías 33:10

Agora, me levantarei, diz o Senhor; levantar-me-ei (nasa’) a mim mesmo; agora, serei exaltado (ramam )”.17

Isaías 57:15

Porque assim diz o Alto (rum), o Sublime (nasa’), que habita a eternidade (...).

A conclusão é óbvia: o Servo é equiparado ao ETERNO. Trata-se de um personagem divino. Portanto, não pode ser identificado com Isaías ou com outro profeta do AT. Ele não é somente homem. É Deus, também. Valhamos do comentário de Ridderbos, sobre Isaías 52:13: “Com boas razões, alguns intérpretes fazem com que estas palavras lembrem a ressurreição, ascensão, entronização de Cristo à mão direita do Pai”.18  Assim, o texto isaiano é uma antecipação de

Filipenses 2.5—11

5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,

6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;

7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,

8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.

9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,

10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,

11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.


No v.14, o profeta começa a descrever a humilhação do Servo. O verbo “pasmaram” é a tradução de shamem qal perfeito “estar desolado”, “estar aterrorizado”, “atordoar”, “estupefazer”. A raiz aponta para uma “desolação resultante de uma catástrofe, mas também pode significar “horror” e “estarrecimento”, que são “reações provocadas pela visão da desolação”19 (cf. Deuteronômio 28:37; 2 Reis 22:19. O pasmo é provocado nas pessoas que veem as atrocidades cometidas contra o Servo do ETERNO. “desfiguração (da face)” é uma “esfiguração humana” (hebraico mixhat me’ix). O Servo estava totalmente desfigurado. Não parecia mais homem. Isso causa espanto e pasmo naquelas pessoas que olham para Ele.

O v.15 descreve a atitude das “nações” e dos “reis” diante do Servo. O verbo “espantará” é o hebraico nazah hifil imperfeito “fazer saltar”, “assustar”, e poderia ser traduzido como “causará admiração”. De acordo com Oswalt, trata-se de nazah II “espanto”.20  Há duas interpretações possíveis para esse verbo. Primeira: as nações e os reis estão espantados por causa da exaltação do Servo. Não entendem como alguém que apresenta uma face inumana (“desfiguração humana”, v.14), agora é exaltado à categoria de monarca. Por isso, as nações estão surpresas e admiram o Servo. Os reis fecham a boca, em sinal de temor — Jó 29:9—10, 21—23 —, pois “aquilo que lhes foi anunciado verão”; “isto é, o que agora eles veem com seus olhos ultrapassa qualquer coisa que já ouviram”.21 Uma segunda interpretação defende que o v.15 está totalmente voltado para a humilhação do Servo. É justamente essa humilhação que causa espanto nas nações e nos reis. “As perseguições que o Servo sofrerá com grande paciência (53:7) são um escândalo para os espectadores (52:14—15; 53:2—3, 7—9)...”.22  “Nesta redação, os gentios acharão chocante a humilhação do Libertador, visto que jamais ouviram antes que é por meio da perda de todas as coisas que o Salvador conquistará todas as coisas.”23

Na verdade as duas interpretações podem ser relacionadas. De acordo com o v.13, o Servo é equiparado a ETERNO. É exaltado. Mas no v.14, ele está desfigurado por causa do seu sofrimento. Então, o que causa espanto nas nações e nos reis é o fato do Servo exaltado ser humilhado. Trata-se de um monarca humilhado. Qualquer rei, diante dessa cena, ficaria estupefato. Pois o Servo, que é Deus, apresenta a face desfigurada por causa do sofrimento. Isto é inconcebível aos olhos humanos, principalmente aos olhos dos reis. Por isso, o profeta levanta uma questão em 53:1: “Quem creu naquilo que ouvimos?”. O personagem apresentado aqui se encaixa perfeitamente na figura do Cristo crucificado. A mensagem da cruz foi rejeitada pelos judaizantes do primeiro século, que esperavam um Messias que se apresentaria como Rei poderoso, um guerreiro herói, que libertaria Israel do jugo do império romano. A mensagem do Evangelho, que apresentava o Messias crucificado e humilhado, era inaceitável para eles (Is 53:1; veja Romanos 10:16; João 12:38;). A mensagem da cruz é loucura para os que se perdem —

1 Coríntios 1:18

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.

CONTINUA...

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O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 006 —  O SERVO DE DEUS, O JUSTO, JUSTIFICARÁ A MUITOS


O texto original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Luciano R. Peterlevitz

Bacharel em Teologia (FTBC e FATEO/UMESP); Mestre e Doutor em Ciências da Religião, na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico, pela Universidade Metodista de São Paulo. Coordenador Acadêmico da Faculdade Teológica Batista de Campinas, onde também leciona Hebraico, Antigo Testamento e Hermenêutica Bíblica nos cursos de Bacharelado em Teologia e Pós-graduação em Exposição Bíblica. 

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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NOTAS:

11 sakal hifil imperfeito “olhar para discernir”, “dar atenção a”, “ponderar”, “considerar”, “ser prudente”; “prosperar”, “ter sucesso”.

12 Peshita e Targum: ‘alayw “diante dele”. TM (Texto Massorético) e alguns manuscritos (inclusive 1QIs1ª e 1QIsb): ‘aleyk “diante de ti”. 

13 TM: mixhat “desconfiguramento da face”. 1QIsa: mxhty. Tradição babilônica: muxhat. Peshitta: mhbl. Targum: maxhat “arruinado”.  Veja a Vulgata.

14 nazah II hifil imperfeito “causar um espanto”. John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, vol. 02, São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2011, p. 456. TM: yazzeh “aspergirá”, hifil imperfeito de nazah I “borrifar”, “salpicar”. LXX: “causará admiração”. BHS: provavelmente qal imperfeito yizzeh ou yizzu; outros propõem yirggezu qal imperfeito de ragaz “tremer”,  ou yibzuhu qal imperfeito de bazah “desprezar” . Siríaca: “purificará”.

15 Gary V. Smith, Isaiah 40-66, Nashville, Broadman & Holman Publishers, 2009, p. 435 (The New American Commentary).

16 Gary V. Smith, Isaiah 40-66, p. 436.

17 ramam I é uma variação de rum.

18 J. Ridderbos, Isaías: introdução e comentário, São Paulo, Vida Nova, p. 424 (Série cultura bíblica).

19 R. Laird Harris; Gleason L. Archer Jr.; Bruce K. Waltke (organizadores), Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, São Paulo, Vida Nova, 1998, p. 1583.

20 Veja John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 456.

21 J. Ridderbos, Isaías, p. 425.

22 A Bíblia de Jerusalém – Nova Edição, revista e ampliada, 5a edição, São Paulo, Sociedade Bíblica Internacional/Edições Paulus, 2002, p.1449.

23 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 463.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sábado, 20 de agosto de 2016

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS E O DEBATE COM OS JUDEUS — PARTE 001


jesus em isaias

Aos poucos temos notado o aparecimento de inúmeros sites, artigos e, especialmente vídeos, na Internet defendendo a ideia canhestra que a compreensão dos evangélicos acerca do texto de Isaías 52:13 — 53:12 é fruto da ignorância do texto hebraico e também duma exegese superficial.

Entre os motivos alegados recebe destaque o perene argumento que nossas traduções, bem como toda e qualquer tradução, não refletem com precisão o texto original em hebraico. Mas isso é apenas mais uma grande tolice. Prova disso, é que queremos iniciar esse debate aqui no Blog O Grande Diálogo apresentando um artigo de autoria do Professor Doutor Luciano R. Peterlevitz que é, inclusive, professor do idioma hebraico.

Vamos ao texto do professor Peterlevitz.

O servo sofredor em Isaías 52:13 — 53:12

O servo sofredor em Isaías 52:13 — 53:12

Introdução

Um estudioso alemão chamado Bernhard Duhm, em seu comentário do livro de Isaías publicado em 18921 identificou quatro cânticos em Isaías 40—55, que similarmente apresentam um personagem conhecido como “o Servo do Senhor”:

1º cântico: 42:1—7

2º cântico: 49:1—9

3º cântico: 50:4—9

4º cântico: 52:13 — 53:12.

Certamente o quarto cântico — Isaías 52:13 — 53:12 é o mais conhecido para os cristãos. Isso porque este texto isaiano descreve o sofrimento, a morte e a exaltação do Servo do ETERNO, e o NT reconhecidamente identifica esse Servo com o Messias prometido pelos profetas do Antigo Testamento —

Atos 8:32—33

32 Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo perante o seu tosquiador, assim ele não abriu a boca.

33 Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem lhe poderá descrever a geração? Porque da terra a sua vida é tirada.

Mateus 8:17

Para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.

Lucas 22:37

Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: Ele foi contado com os malfeitores. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido.

1 Pedro 2:24

Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.

Não é sem razão, pois, que o personagem apresentado no quarto cântico é comumente chamado de “Servo Sofredor”.

Porém, a questão da identificação do Servo de ETERNO tem sido bastante disputada entre os comentaristas de Isaías. Por essa razão, o presente artigo primeiramente apresentará as várias opiniões sobre a identidade do Servo, para depois analisar exegeticamente o quarto cântico do Servo. O objetivo deste artigo é mostrar que a leitura cristã não é fruto de uma exegese descuidada do texto isaiano. Na verdade, uma análise das palavras hebraicas desse quarto cântico revela que o texto de Isaías realmente apontava para o Gólgota e para o túmulo vazio.

Interpretações

A identificação do Servo do Senhor tem sido objeto de muito debate na pesquisa bíblica. Três interpretações podem ser destacadas2:

1ª — A interpretação coletiva. O servo seria Israel, como povo ou comunidade que sofrera o exílio babilônico — cf. 41:8—9; 49:3. Muitos intérpretes que aderem a essa perspectiva creem que, nesse quarto cântico, o sofrimento do Servo-Israel é vigário; Israel teria se oferecido como sacrifício de expiação pelos pecados das nações. A identificação do Servo com Israel fundamenta-se principalmente em Isaías 49:3: “Tu és meu servo, és Israel.” O problema para esta interpretação é muito simples: em 49:5, o Servo nitidamente distinguiu-se de Israel. Por isso, 49:3 não alude ao “Israel nacional, posto que no versículo 5 o Servo tem uma missão destinada a Israel. O Servo Messiânico é o Israel ideal através de quem o Senhor será glorificado3.”  Além disto, de acordo com teologia dos profetas clássicos, os exílios sofridos por Israel — tribos do Norte — e Judá — Sul — foram resultado dos seus pecados contra a palavra de ETERNO — ver Oséias 8:13—14; Isaías 1:21—31; etc. Dificilmente algum profeta diria que “Israel” apresentava a perfeição necessária e requerida à vítima do sacrifício expiatório. “Israel” não tinha condições para expiar a culpa das nações, porque ele mesmo era culpado e o seu pecado precisa ser expiado.

2ª — A interpretação individual. Essa interpretação subdivide-se em pelo menos três ramificações: a) O servo seria um personagem escatológico-messiânico; b) O servo representaria algum personagem importante — Moisés, Joaquim, Jeremias ou Zorobabel; c) o servo seria o próprio profeta, o “Deutero-Isaías” — cf. 43:10; 44:26; 50:10; 59:21).

3ª — A interpretação complexiva que une a interpretação coletiva e a individual. Segundo essa interpretação, houve uma evolução conceitual no Deutero-Isaías: teria passado da interpretação do Servo como Israel para a transferência do sofrimento e da morte vigária de um indivíduo (H. H. Rowley). Para outros intérpretes, o profeta teria associado as dores do Servo aos sofrimentos dos exilados na Babilônia. Entretanto, mesmo fazendo essa associação, o quarto cântico anuncia que um personagem futuro reviveria a história trágica dos exilados; tratar-se-ia de uma figura escatológica a ser revelada no futuro do profeta4.

Atualmente a interpretação individual é a mais aceita entre os estudiosos. Citemos algumas evidências que apoiam-na:

1ª — No segundo e no terceiro cânticos o discurso está na primeira pessoa do singular. O Servo fala de suas dúvidas e crises interiores, tal qual Jeremias — Isaías 49:1-6; 50:4-9.

2ª — Em Isaías 42:1—7, o Servo refere-se a sua responsabilidade de pregador, e expõe a sua autocompreensão de profeta. Nessa linha de pensamento, muitos intérpretes identificam o Servo com o profeta Isaías5.  Richard E. Averbeck admite que, em dois dos cânticos, o profeta Isaías se identifica com o Servo — Isaías 49:1—6; 50:4—6 —, no entanto, no quarto cântico, o Servo distingue-se do profeta, e, no contexto de Isaías 40-66 — texto que o profeta Isaías, no século 8 a.C., visionariamente propõe restauração para os judeus exilados na Babilônia no século 6 a.C. —, ele apresenta-se como Aquele que trará Israel à terra prometida6.

Para muitos estudiosos, o Servo seria uma alusão a Ciro, um tipo do Messias escatológico — cf. Isaías 42:5—7; 44:28; 45:1—7, 12—13. Em Isaías 44:28, Ciro é chamado de “ungido”, literalmente “messias”. No entanto, uma observação de Isaltino Gomes parece-nos pertinente: “A função do Servo extrapolaria a de recondução dos exilados. Teria uma dimensão soteriológica, isto é, com um significado de salvação. Ver o cumprimento desta dimensão em Ciro é, sem dúvida, fora de sentido. É restringir o texto no tempo, no espaço e na pessoa7.”

É preciso reconhecer que, no livro de Isaías, o termo hebraico ‘ebed, “servo”, é aplicado a vários personagens8: aos “servos do rei” (Is 37:5, 24); àqueles que adoram o ETERNO (Is 22:20; 56:6; 63:17); aos profetas como porta-vozes de Deus (44:26); a Isaías (20:3); a Davi (37:35). Além disto, Israel também é apresentado como um servo através do qual o plano redentor do ETERNO é executado (Is 41:8—9; 43:10; 44:1, 2, 21; 45:4). Nos quatro cânticos do Servo (especialmente no quarto, que é objeto de análise do presente artigo), por sua vez, o termo ‘ebed não pode ser aplicado nem para algum personagem do Antigo Testamento nem para Israel9.  Na verdade, como o presente artigo demonstrará nas páginas subsequentes, o quarto cântico (Is 52:13 — 53:12) descreve o “Servo do Senhor” realizando uma obra que nenhum outro personagem do Antigo Testamento realizou.

É oportuno notar que a comunidade de Qumram relacionava o Servo a um personagem que futuramente seria levantado pelo ETERNO. Os qumranitas aguardavam um Messias que não somente sofreria e seria humilhado, mas também seria exaltado e glorificado. É o que se lê em um hino que está entre os rolos descobertos no Mar Morto:

[Quem] foi desprezado como [eu? E quem] foi rejeitado [pelos homens] como eu? Quem, como eu, suportou todas as aflições? Quem se compara a mim na resistência do mal? [...] Quem foi considerado desprezível como eu e, no entanto, quem é igual a mim em minha glória10?

Ao que parece, quando os autores do Novo Testamento aplicaram o texto isaiano a Cristo, eles demonstraram que as expectativas que os qumranitas alimentavam em relação ao Messias começaram a se cumprir na Pessoa de Jesus de Nazaré.

Mas será que Isaías 52:13 — 53:12 realmente apresenta a expectativa de que o Servo do ETERNO seria um personagem messiânico, que futuramente seria levantado pelo ETERNO para resgatar o seu povo dos seus pecados? Será que os autores do Novo Testamento, ao aplicarem o quarto cântico a Cristo, não estariam promovendo uma reinterpretação cristã desconectada do sentido original do texto de Isaías? Propomos então uma análise do texto isaiano para averiguar essas questões.

Análise exegética

Os capítulos de Isaías 40—55 apresentam uma palavra de consolo e esperança para o povo de Deus. Essa parte do livro de Isaías pode ser resumida em

Isaías 40:1

Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.

Do ponto de vista teológico, Deus apresenta-se como Salvador e Resgatador de Israel — Isaías 43:1, 14; 52:3,9. Em Isaías 51:1 a 52:12, texto que precede o quarto cântico (52:13 — 53:12), lemos palavras de consolo para a Sião que foi assolada por nações ímpias. Contudo, em 52:13 — 53:12, Deus não esmaga essas nações que destruíram Judá, mas esmaga o seu próprio Servo, para através Dele propor salvação para todos os transgressores. Portanto, Isaías 52:13 — 53:12 descreve como Deus iria efetuar a salvação prometida não somente em Isaías 51:1 a 52:12, mas em todos os capítulos de Isaías 40—55. 

Quanto à estrutura, Isaías 52:13 — 53:12 é composto por três estrofes, cada qual enfocando um tema relacionado ao Servo:

1ª — 52:13—15: a exaltação do Servo

2ª — 53:1—3: a rejeição do Servo

3ª — 53:4—6: a morte vigária do Servo

4ª — 53:7—9: a submissão do Servo

5ª — 53:10—12: o triunfo do Servo

CONTINUA...


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O texto original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Luciano R. Peterlevitz

Bacharel em Teologia (FTBC e FATEO/UMESP); Mestre e Doutor em Ciências da Religião, na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico, pela Universidade Metodista de São Paulo. Coordenador Acadêmico da Faculdade Teológica Batista de Campinas, onde também leciona Hebraico, Antigo Testamento e Hermenêutica Bíblica nos cursos de Bacharelado em Teologia e Pós-graduação em Exposição Bíblica.


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Alexandros Meimaridis

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1 Bernhard Duhm, Das Buch Jesaja, Göttingen, Vandenhoeck & Ruprecht, 1892, 458 p.

2 Richard E. Averbeck, “Christian Interpretations of Isaiah 53”. In: Darrell L. Bock; Mitch Glaser, The Gospel According to Isaiah 53: Encountering the Suffering Servant in Jewish and Christian Theology, Grand Rapids, Kregel Publications, 2012, p. 41-45; Werner H. Schmidt, Introdução ao Antigo Testamento, São Leopoldo, Sinodal, 1994. p. 252-254; E. Sellin; G. Fohrer, Introdução ao Antigo Testamento, São Paulo, Editora Academia Cristã/Paulus, 2012, p. 534-538.

3 Nota de rodapé da New Internacional Version. 

4 J. Steinmann, O livro da consolação de Israel e os profetas da volta do exílio, São Paulo, Edições Paulinas, p. 193-194.

5 E. Sellin; G. Fohrer, Introdução ao Antigo Testamento, p. 536; Hans-Jürgen Hermisson, “The Fourth Servant Song in the Contexto of Second Isaiah”. In: Bernd Janowski; Peter Stuhlmacher (ed.), The Suffering Servant: Isaiah 53 in Jewish and Christian Sources, Grand Rapids, Eerdmans Publishing, 2004, p. 45-47. 

6 Richard E. Averbeck, “Christian Interpretations of Isaiah 53”, p. 33-60.

7 Isaltino Gomes Coelho Filho, Isaías: o Evangelho do Antigo Testamento, Rio de Janeiro, JUERP, 2001, p. 151.

8 Gerard van Groningen, Revelação messiânica no Antigo Testamento: a origem divina do conceito messiânico e o seu desdobramento progressivo, 2ª edição, São Paulo, Editora Cultura Cristã, 2003, p. 556-557. 

9 Gerard van Groningen, Revelação messiânica no Antigo Testamento, p. 557-589.


10 Israel Knohl, O Messias antes de Jesus, Rio de Janeiro, Ed. Imago, 2001, p. 28, 31.

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE E A INDULGÊNCIA PLENÁRIA



De acordo com uma nota publicada no site G1, a Igreja Católica Apostólica Romana promete conceder uma indulgência plenária — perdão de todas as penas temporais — exigidas como satisfação pelos pecados cometidos.


A nota da G1 original pode ser vista por meio desse link aqui:


Segue o texto original da G!

Vaticano concede remissão dos pecados a peregrinos da JMJ

'Indulgência plenária' foi dada a quem participar com devoção dos rituais. Concessão é uma antiga tradição da Igreja Católica.


 

Da France Presse

O Vaticano concedeu "indulgência plenária" - remissão dos pecados - aos fiéis "que participem com devoção nos rituais sagrados e exercícios piedosos que acontecerão no Rio de Janeiro" durante a XXVIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no fim de julho, afirma um decreto da Santa Sé.

A JMJ católica no Rio de Janeiro acontecerá de 22 a 29 de julho.

Esta é uma antiga tradição da Igreja Católica, que concede as indulgências a cada JMJ.

O Papa Francisco condicionou as indulgências ao cumprimento de dois sacramentos: o sacramento da penitência (confissão), geralmente descuidado no mundo ocidental católico, ou totalmente ignorado no caso dos jovens, que deverá ser seguido pela comunhão eucarística.

Sentimos uma pena imensa de todos que em vez de depender da obra de Cristo para serem perdoados, dependem de invencionices humanas que servem apenas para enganar:

Considere os seguintes versos:

Isaías 53:5

Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

Romanos 5:1—2

1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;

2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.

1 Coríntios 15:3

Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras.

Gálatas 1:4

O qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai.

1 Pedro 2:24

Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.

1 João 1:9

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

1 João 2:2

E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.

1 João 4:10

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.

Apocalipse 1:5

E da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados.

ARTIGOS ACERCA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA
























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Alexandros Meimaridis

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