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quarta-feira, 15 de março de 2017

UMA TENTATIVA VERÍDICA DE ASSASSINAR HITLER EM 13 MINUTOS

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O artigo abaixo é da autoria de Ana Costa e foi originalmente publicado no site PSICANALISTAS PELA DEMOCRACIA. O mesmo apresenta uma análise do filme 13 Minutos que narra uma história verídica de um atentando para matar Hitler durante no início da II Guerra Mundial.

“Sobre atos que interpretam” Por Ana Costa

O filme 13 minutos, dirigido por Oliver Hirschbiegel, não tem a mesma força que seu ótimo A queda! As últimas horas de Hitler. No entanto, traz um elemento que me interessou particularmente e que tratarei aqui brevemente. O filme propõe-se a resgatar um episódio da vida de Georg Elser (Christian Friedel), que o guindou a personagem histórico, em que efetivou um atentado fracassado contra Adolf Hitler, em 1939. Um subtexto implícito do filme é: se Hitler não tivesse saído treze minutos antes do previsto – tempo que a bomba explodiu – Elser teria sozinho impedido os horrores que aconteceram depois, na segunda grande guerra.

Podemos reconhecer algo que se aproxima ao tema do herói, consistente com a história pessoal de Elser em que o filme se detém. Ele foi o filho chamado a intervir para limitar os excessos de seu pai alcoolista, que levou à perda da casa em que moravam, levando a família à ruína. Reproduziu, em sua paixão por Elsa (Katharina Schüttler), que era casada com outro alcoolista, os mesmos moldes de sua família de origem. Em flashbacks o filme transita pela vida de Elser, anterior à sua prisão. Não se adequava a nenhuma ordem, preferindo sempre as margens dos compromissos, como músico e namorador, passando por muitas mulheres sem ficar com nenhuma, até que encontra Elsa. Mesmo seu flerte com os comunistas, da Frente Vermelha de Lutadores, não era sustentado por convicções, mas por relações de amizade. A ressaltar-se a foto do anúncio do filme, em que o personagem aparece no meio do exército nazista: todos estão de uniforme, com seus topetes lisos penteados para o lado – como Hitler – e ele no meio, com o topete do cabelo rebelde e ondulado, penteado para o lado oposto. Lembra fotos que referem um homem a se destacar na multidão. Sem forçar demais, a ótica pela qual Elser é retratado no filme parece corresponder a análises freudianas sobre o tema do herói: aquele que não se submete a ordens instituídas, porque reconhece nelas o selo do gozo excessivo, traço do pai perverso. É aquele que subverte uma noção tão cara a nossa cultura, o tema do indivíduo.
A última afirmação precisa desdobramentos maiores dos que me proponho aqui, neste espaço de uma crônica. Farei uma breve aproximação, deixando para outro trabalho as fundamentações necessárias. Seria possível “enquadrar” Elser como indivíduo? Respondo negativamente, como já devo ter deixado implícito. Proponho uma outra categoria, a do envelope da carta roubada – tal como Lacan desenvolveu a partir do conto de Edgar Alan Poe. Afinal de contas, tratou-se de um embate entre as forças policiais/militares nazistas, buscando o que estaria escondido num texto que tudo mostrava – a narrativa de Elser foi de que teria feito tudo sozinho (o que se mostra do envelope da carta) – e um homem na sua singularidade. Que Elser não fosse um “dente” de uma grande maquinaria, a arquitetar um plano contra o onipotente Hitler, que ele tivesse feito tudo sozinho, revelava que um homem do povo, sem pretensões, poderia ser oponente suficiente para derrotar o condutor do Terceiro Reich. A polícia deveria descobrir o texto que supostamente o envelope esconderia. Hitler exigiu que fosse revelada uma trama arquitetada por oponentes de peso. Como tudo levava somente a Elser, seis anos depois, no apagar das luzes e semanas antes do final da guerra, o próprio militar que aprisionou Elser foi condenado e morto como sendo o cabeça responsável pelo atentado, numa trama forjada a fim de não deixar cair a máscara. A ironia de tal destino situa o sistema paranoico erguendo suas bases no ponto em que se revela sua impotência. Tal como um herói trágico, que despreza valores instituintes de um pai perverso, Elser não buscava algo para si e, nesse sentido, não temia perder, mesmo que de sua vida se tratasse. Achar que, sozinho, seria capaz de matar um líder “blindado” pela parafernália militar nazista, interpreta o que as encenações e propagandas buscavam velar: toda onipotência se ergue no lugar da impotência. Hitler era um fraco, assim como o pai de Elser, não despertando seu temor.

Tal perspectiva narrativa poderia ser criticada como simplista, ou mesmo subjetivista. No entanto, parece-me trazer um elemento de grande interesse, situado numa subversão possível ao que entendemos como indivíduo. Este último sustenta-se das tramas que instituem os valores fálicos, como imagens acabadas e uniformes, na busca de reconhecimento das bases de um poder. Nesse sentido, destaco a relevância de uma interpretação de Marilena Chauí, a respeito da realização máxima do nosso individualismo atual: o indivíduo que se crê empresa de si mesmo. Ele se crê livre por ter dispensado o Estado, erigindo-se em empresa de si (de sua formação, de seus “poderes” de negociação, de seu investimento privado em aposentadoria, etc.) para negociar com outras empresas, frente as quais será reconhecido e valorizado para um posto. O que as encenações e propagandas encobrem é a submissão a um sistema que produz uma crença de liberdade, sem que o sujeito reconheça que está submetido, pensando ter poderes ali onde é escravo.

Utilizei-me da expressão de Chauí – mesmo que abordando um contexto diferente da análise do filme – para situar o outro extremo a que o paroxismo da noção de indivíduo pode levar. Temos de um lado um Estado total (Alemanha nazista), que se confunde com a imagem do líder, e de outro um indivíduo total (o neoliberalismo), que acredita ter substituído o Estado. Verso e reverso, encontram-se num mesmo ponto, a busca impossível de uma totalidade sem perda. Por essa razão somente um outsider, que não se pautava pela crença na totalidade, que reconhecia impotência na submissão que o gozo carrega, poderia levantar a cortina e revelar a farsa.

Termino com um pequeno comentário de uma imagem recente, que me fez ligar situações aparentemente díspares. A imagem a que me refiro é de Raduan Nassar, sentado em silêncio olhando para algum ponto da plateia, depois de seu discurso crítico ao governo, na ocasião em que foi homenageado com o prêmio Camões de literatura. Nassar assim permaneceu enquanto o ministro da cultura, Roberto Freire, se perde numa fala vazia. Uma fala que se pauta em ofensas e desconhecimentos, representante de um governo ilegítimo, que tenta fazer cair a força da posição da fala que o precedeu. O silêncio de Nassar faz revelar a impotência do discurso de Freire, na medida em que não reconhece este como interlocutor. Nassar reiteradas vezes recusou ser representante de discursos instituintes de um valor de mercado, mesmo que das escolas literárias. Lavoura arcaica é uma obra que continua ímpar na literatura. Podemos reconhecer nela alguns elementos em causa no que antes destaquei sobre a história de Elser, da relação entre um filho e a lei/gozo do pai. O romance traz a força de uma narrativa, que não dispensa o sentido, mas que sabe fazer ato de linguagem poética, por meio da fala de um filho, que se faz equivaler à meia verdade do pai.

O artigo original poderá ser acessado por meio do link abaixo:


O trailer do filme poderá ser visto por meio do link abaixo:
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Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS E O DEBATE COM OS JUDEUS — PARTE 003 — O SERVO DE DEUS É HOMEM DE DORES



O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 001

O SERVO SOFREDOR DE ISAÍAS 52:13 — 53:12 — PARTE 002 — O SERVO SOFREDOR É O PRÓPRIO DEUS

CONTINUAÇÃO... PARTE 003

53:1—3: A rejeição do Servo

Não existe unanimidade entre os comentaristas sobre a identificação do pronome “nós”, em Isaías 53:1. Seriam as “nações/reis” como representantes dos gentios (52:15)? Seria o profeta como representante da comunidade de Israel? Possivelmente o pronome seja uma referência à comunidade de Israel, no caso, o remanescente fiel que crê no Servo dO ETERNO.

1Quem creu naquilo que ouvimos? 24
E a quem foi revelado o braço de ETERNO?

2 Porque foi subindo como renovo25 perante ele26
e como raiz de uma terra seca;
não tinha aparência nem formosura,
e quando olhamos para ele, nenhuma beleza havia para que o desejássemos.

3 Era desprezado e rejeitado pelos homens;
homem de dores e que conhece27  o sofrimento28;
e, como um de quem os homens escondem o rosto, era desprezado29, e dele não fizemos caso.

No v.1, nota-se a forma verbal xemu‘atenu particípio qal “ouvimos”, “aquilo que foi ouvido de/por nós”30. O substantivo xemu‘ah significa “notícia”, “nova”. Mas essa mensagem seria recebida com incredulidade — ver

João 12:38

Para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?

Romanos 10:16

Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?

Na verdade, o que é rejeitado e considerado como inconcebível pelos incrédulos é a exaltação do Servo na primeira estrofe (52:13—15) quando comparada com seu sofrimento descrito nos versos seguintes.31

O “braço do ETERNO” expressa a ação salvífica de Deus para Israel. Considerando a total incapacidade de Israel para salvar-se a si mesmo, o ETERNO faria isso por meio de seu poderoso “braço” —

Isaías 40:10

Eis que o SENHOR Deus virá com poder, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa.

Isaías 48:14

Ajuntai-vos, todos vós, e ouvi! Quem, dentre eles, tem anunciado estas coisas? O SENHOR amou a Ciro e executará a sua vontade contra a Babilônia, e o seu braço será contra os caldeus.

Isaías 51:5

Perto está a minha justiça, aparece a minha salvação, e os meus braços dominarão os povos; as terras do mar me aguardam e no meu braço esperam.

Isaías 52:10. 

O SENHOR desnudou o seu santo braço à vista de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação do nosso Deus.

Mas essa ação poderosa de Deus só pode se “revelar” (hebraico galah “descobrir”, “remover”) mediante a humilhação do Servo. O poder de Deus se manifesta na fraqueza!

O v.2a refere-se às origens humildades do Servo. A palavra yoneq “renovo” significa “criança de peito” ou “árvore nova”. Este último sentido é mais plausível, pois aqui está relacionado com xorex “raiz” (de árvore).  O Servo está “subindo” (‘alah qal waw consecutivo perfeito “subir”, “ascender”), aparecendo a partir de um tronco fincado em “terra seca”.

O Servo “não tinha aparência nem formosura” (v.2b). Nada de atrativo. Claus Westermann comenta que no AT a boa aparência e a beleza física normalmente estão associadas à bênção do ETERNO, como se lê nas narrativas que apresentam José e Davi — Gênesis 39:6b; 1 Samuel 16:18); o Servo, porém, não tinha esses requisitos, o que poderia levar o seus observadores a dizerem que Ele não tinha a bênção de ETERNO.33

Será que Aquele nazareno, pobre carpinteiro, desprezado por seus familiares e por seu próprio povo, poderia mudar a história da humanidade? Seria Ele o Messias? Seria possível um profeta ser levantado da Galileia —

João 7:52

Responderam eles: Dar-se-á o caso de que também tu és da Galileia? Examina e verás que da Galileia não se levanta profeta.

Um homem crucificado. Que poder há nisso? Entretanto, essa é a imagem apresentada no v.2: um renovo que surge em meio à sequidão. É a vida surgindo na “terra seca”, onde reina morte.

Mas os “homens” (v.3a) rejeitam as aparências humildes do Servo. Afinal, eles se atêm às aparências humanas, e desprezam o poder do ETERNO que seria manifesto a partir de um humilde troco de árvore fincado em terra seca. 

O v.3b apresenta duas descrições do Servo: “homem de dores e que sabe o que é padecer”. Na primeira, o Servo é ’ix mak’obot, “homem de dores”. A palavra mak’obot “dores” refere-se ao sofrimento físico e mental. Na segunda descrição, a forma verbal apresenta variantes textuais. O Texto Massorético apresenta widua‘ qal particípio passivo “e foi conhecido”. Seguimos a proposta da BHS/Biblia Hebraica Stuttgartensia: possivelmente trata-se de weyode‘a qal particípio ativo “e que sabe”, apresentado nos rolos de Qumran. De qualquer modo, a raiz verbal yada‘ “saber/conhecer” é utilizada com o sentido de “saber por experiência”. No caso, o Servo sabe por experiência o que é o “sofrimento. O substantivo hebraico holi normalmente é traduzido como “doença”, mas apresenta o sentido de “sofrimento”.34 Em alguns casos o significado da raiz hlh é de fragilidade decorrente de ferimentos físicos.35

Por fim, o v.3c descreve a rejeição do Servo. Ele não desperta nenhum interesse nos seus expectadores: “e dele não fizemos caso”.

O sentido geral do v.3 foi muito bem compreendido por Oswalt: “Ele [Servo] não é um dos vencedores; ele é um dos perdedores... Ele é um homem de dores e enfermidades; o que pode ele fazer pelo restante de nós?”.36

CONTINUA...

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O texto original poderá ser acessado por meio desse link aqui:


Luciano R. Peterlevitz

Bacharel em Teologia (FTBC e FATEO/UMESP); Mestre e Doutor em Ciências da Religião, na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico, pela Universidade Metodista de São Paulo. Coordenador Acadêmico da Faculdade Teológica Batista de Campinas, onde também leciona Hebraico, Antigo Testamento e Hermenêutica Bíblica nos cursos de Bacharelado em Teologia e Pós-graduação em Exposição Bíblica.


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Alexandros Meimaridis

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NOTAS

24 xemu‘atenu particípio qal “aquilo que foi ouvido de/por nós”. John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías,  p. 456.

25
yoneq “renovo”, “criança de peito”, “árvore nova”.  O termo “se refere a ‘um recém-nascido’, quer humano ou planta”. John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 457.

26 TM: lepanayw “diante dele”. BHS: provavelmente lipnenu “diante de nós”.

27 TM: widu‘a qal particípio passivo “e foi conhecido”. BHS: weyode‘a qal particípio ativo “e que conhece”, apresentado nos rolos de Qumran. Veja Gary V. Smith, Isaiah 40-66, p. 436. 

28 holi “doença, sofrimento”. Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, São Leopoldo/Petrópolis, Sinodal/Vozes, 16a edição, 2003, p. 69.

29 nibzeh nifal particípio de bazah “ser desprezado” . 1QIsa: wnbwzhw “o desprezamos”, escrito com o waw no final, provavelmente por influência do waw no verbo seguinte. BHS: wannibzehu “e foram desprezados”.

30 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 456.

31 Hans-Jürgen Hermisson, “The Fourth Servant Song in the Contexto of Second Isaiah”, p. 30.

32 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 465.

33 Claus Westermann, Isaiah 40-66: A Commentary, Londres, SCM Press, 1969, p. 261 (Old Testament Library). 

34 Nelson Kirst et. al., Dicionário hebraico-português e aramaico-português, p. 69.

35 R. Laird Harris; Gleason L. Archer Jr.; Bruce K. Waltke (organizadores), Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, p. 466. Pv 23.35: “Espancaram-me, e não me doeu (halah)...” (ARA) . 2Rs 1.2: E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, em Samaria, e adoeceu (halah)...” (ARA).  2Rs 8.29: “...e desceu Acazias, filho de Jeorão, rei de Judá, para ver a Jorão, filho de Acabe, em Jezreel, porquanto estava doente (halah) (ARA).  Nesses textos, o sentido de halah é de debilidade física provada por ferimentos.

36 John N. Oswalt, Comentário do Antigo Testamento: Isaías, p. 467.

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

TRABALHOS COM MULHERES: VALE MESMO À PENA?



O artigo abaixo foi publicado pelo site da editora fiel.

Reflexões Sobre Discipulado de Mulheres


Muitas de nós têm fome de relacionamentos cristãos significativos. Frequentamos a igreja em busca de amizade e comunidade, mas, com frequência, saímos desapontadas.

Ser parte do corpo de Cristo significa crescer numa comunhão mais profunda do que podemos obter numa manhã de domingo. E Jesus nos diz, por suas palavras e exemplo, como alcançar isso. Jesus disse:

Mateus 28:19—20

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.

Uma grande linhagem de discípulos

Jesus deseja que você seja parte de uma grande linhagem de discípulos seus. Ele ordena isso como um modo de vida, de maneira que a plenitude de sua vida em Cristo seja transmitida a outras, as quais, por sua vez, podem transmiti-la a outras até “a consumação do século”.

Pense em sua vida daqui a trinta anos. Quão velha você será? Eu terei 92 anos. As minhas duas avós viveram bem até os seus noventa e poucos, e minha mãe está celebrando seus noventa este ano. É bem possível que eu tenha mais trinta felizes anos de serviço a Cristo diante de mim! Ainda assim, eu não quero ser o final da linhagem. Eu quero deixar para trás uma trilha de mulheres que amem a Cristo de todo o seu coração.

O Salmo 78:1—7 desafia uma geração a anunciar “à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez”. Desse modo, nós trazemos Cristo também às gerações distantes, “a fim de que a nova geração [o conheça], filhos que ainda hão de nascer se [levantem] e por sua vez os [refiram] aos seus descendentes; para que [ponham] em Deus a sua confiança”.

Essa é uma mordomia geracional que nos foi dada por Deus. Ao discipularmos mulheres, os seus filhos e netos e bisnetos permanecem recebendo as bênçãos do nosso esforço. As nossas vidas importam e importarão por muito tempo. Uma geleira parece significar pouca coisa no momento, mas ela deixa para trás um Grand Canyon. Esteja pronta a ser parte de uma geleira. Nós desejamos deixar para trás gerações de mulheres que “põem em Deus a sua confiança”.

Como começar

O primeiro passo no discipulado é ser você mesma uma discípula. “Discipular” é um verbo que vem de um substantivo. Você é, antes de tudo, uma discípula de Jesus. Discipulado envolve mais “seja como eu sou” do que “faça o que eu digo”. Quem você é causará impacto.

Eu sou profundamente devedora a duas mulheres que fizeram um alto investimento em mim. Muito do que tenho transmitido às mulheres hoje é o que aprendi delas. Em que mulher você vê vitalidade espiritual e a beleza radiante de Jesus Cristo abundando nos mais diferentes aspectos de sua vida? Quem você deseja imitar (1 Coríntios 11.1; Filipenses 3.17)? Convide-a para um chá e conte-lhe o desejo do seu coração. Veja se ela está disposta. A primeira mulher a quem pedi disse-me que simplesmente não podia fazer aquilo. Tudo bem com isso – continue tentando. Discipulado envolve assumir riscos relacionais.

Quem você é em Cristo? Se você deseja crescer mais profundamente nele, isso é perfeito! Leve outras consigo. Se você se sente fraca e necessitada, é aí que o poder de Deus se aperfeiçoa. Mesmo nas suas fraquezas você pode ajudar outras mulheres a aprenderem o que significa confiar em Deus nas próprias fraquezas delas.

Você conhece Jesus? Você o ama? Ele é digno de que você lhe entregue toda a sua vida? Alguém precisa ouvir isso, estar próximo a isso, ver você abraçar isso. Alguém precisa ver de perto como você vive essas convicções na prática e, para isso, é preciso mais do que uma manhã de domingo.

Discipulado não é sobre cristãos profissionais transmitindo suas melhores práticas a cristãos amadores. Ser uma discípula e aprender a discipular outras significa olhar para Jesus com tal intensidade e deleite que você, de fato, começa a refletir a beleza de Cristo na vida diária. Enquanto você cresce na graça, Jesus se torna mais precioso, mais satisfatório, mais empolgante do que tudo o mais. E, enquanto você contempla a Cristo, outras desejarão juntar-se a você e vocês podem começar a olhar para ele juntas. A maneira mais importante de discipular outras é desfrutando você mesma de Cristo de um modo tão irresistível que o seu desfrute se torne contagiante.

Convidando outros para o caminho da vida

Todo indivíduo está seguindo um caminho para um de dois lugares – vida ou morte.

Provérbios 12:18
“Na vereda da justiça, está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte.”

Provérbios 14.12; cf. 16.25
“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.”

No discipulado, nós convidamos outras a caminharem conosco pelo caminho da vida. Devemos desafiá-las e exortá-las ao longo do caminho? Sim, mas como companheiras de peregrinação, não como alguém que já cruzou a linha de chegada (Filipenses 3.14-15). Devemos ajudá-las a reconhecer, admirar, estimar, responder e desfrutar de Cristo, cujo jugo é suave e cujo fardo é leve (Mateus 11.30).

Ame aqueles que você está discipulando como Jesus ama você (Romanos 15.7). Lembre-se: não é a nossa missão mostrar às outras quão pecadoras elas são, mas quão belo é Jesus! Então, deem-se as mãos enquanto caminham juntas em sua comum necessidade de Jesus.

O discipulado nem sempre precisa ser estruturado. Algumas pessoas não funcionam dessa maneira. Mas você também descobrirá ser útil construir sistemas de intimidade e prestação de contas. Aqui estão algumas sugestões dos meus próprios grupos de discipulado.

  • Nós nos comprometemos em nos encontrar por um período específico e com uma frequência específica.
  • Nós temos momentos para compartilhar nossa “bolsa da biografia”, cheia de símbolos significativos da nossa vida até aqui.
  • Nós dedicamos tempo para adorar a Deus juntas.
  • Nós estudamos diferentes passagens bíblicas.
  • Nós compartilhamos pedidos de oração e oramos umas pelas outras, mantendo os pedidos confidenciais.
  • Nós aprendemos um cântico ou hino e o cantamos juntas.
  • Nós lemos e discutimos um livro.
  • Nós memorizamos passagens da Escritura.
  • Nós servimos juntas.
  • Nós tentamos conhecer as famílias umas das outras.
Obviamente, isso toma tempo. Essas dicas servirão para você? Use-as como se fossem suas.

Nossa sagrada confiança

Precisamos cultivar em nossa esfera de influência – nossos lares, igrejas, bairros, locais de trabalho – filhas espirituais que, por sua vez, possam levar adiante a Verdade. As mulheres mais jovens entre nós são o tesouro sagrado confiado a nós pelo nosso Pai celeste. Fazer discípulos não é apenas uma ideia interessante inventada por alguém – e um mandato bíblico.

Nesse belo relacionamento de discipulado, todo mundo ganha. Pense naquilo que ganhamos – uma nova amiga, uma guerreira de oração, uma nova perspectiva da vida, um entendimento mais profundo de uma geração diferente. Quando nos doamos, somos preenchidas, abençoadas, encorajadas, amadas. Deus não é bondoso ao recompensar a obediência com tamanhas alegrias?

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


Autor: Jani Ortlund é ex-professora e possui mestrado em educação. É autora de dois livros

Tradução de Vinícius Silva Pimentel

Revisão: Vinícius Musselman Pimentel

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

A GLÓRIA DE DEUS - ESTUDO 004 - A PROVISÃO DIVINA RELACIONADA COM A GLÓRIA DE DEUS — PARTE 002



Essa é uma série de estudos baseada no tema geral da: “GLÓRIA DE DEUS”. É um estudo bastante aprofundado do tema em si e de todas as suas implicações. É bastante conveniente que o leitor prossiga nesses estudos até o final para poder usufruir melhor do conteúdo dos mesmos. No final de cada estudo o leitor encontrará links para os outros estudos.


II. A provisão feita na Providência Divina – Efésios 1:11—12.

Efésios 1:11—12

Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade, a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo.

A. O Relacionamento Estabelecido por essa Provisão.

Nele... – Efésios 1:11.

Comentário:

O crente foi trazido para um relacionamento vivo e pessoal com Deus. Um dos aspectos mais importantes desse relacionamento é o da providência Divina. Deus tem prometido cuidar de nós, nos proteger, dirigir nossas vidas, fazer com que todas as coisas cooperem para o nosso bem, suprir nossas necessidades, mas acima de tudo, Deus tem prometido estar constantemente conosco. Dessa maneira, nós devemos entender, que tudo o que foi mencionado acima foi implementado por Deus visando  nosso bem e nossa plena satisfação de tal maneira que possamos refletir  e demonstrar a glória da sempre abundante bondade de Deus. Nosso relacionamento com Deus está baseado na providência Divina.

B. A Descrição da Provisão.

... no qual fomos também feitos herança... – Efésios 1:11.

Comentário:

A palavra grega ἐκληρώθημεν ekleróthemen, traduzida por “herança” no verso 11, refere-se, primeiramente, a tudo aquilo que nós recebemos como crentes. O contexto indica o propósito soberano de Deus em trazer bênçãos ilimitadas para as vidas do Seu povo e para que, através dessas mesmas bênçãos, Ele seja exaltado e glorificado. Isto deve nos fazer lembrar, novamente, aquelas coisas que são realmente importantes: a Graça de Deus, a Vontade de Deus e o Propósito de Deus!


C. A Instrução acerca da Provisão.

... predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade... — Efésios 1:11

Comentário:

Novamente nós podemos ver a ênfase ser colocada na escolha de Deus. É Deus que vem ao nosso encontro. Ele nos incluiu em Seu programa divino desde antes que houvesse o mundo! Ele não é somente nosso Senhor, mas é SENHOR de todo o universo e “faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade”. Tudo isto deve nos fazer lembrar que não pertencemos a nós mesmos – nós pertencemos a Deus. Viveremos vidas verdadeiramente felizes, todas as vezes que escolhermos seguir o plano e os propósitos de Deus. A Bíblia está cheia de ilustrações do conforto e de como é prática essa grande verdade.

1. JOSÉ:

Gênesis 39:20—21

E o senhor de José o tomou e o lançou no cárcere, no lugar onde os presos do rei estavam encarcerados; ali ficou ele na prisão. O SENHOR, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro.

2. PEDRO:

Lucas 22:31—32

Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.

3. TODOS NÓS:

1 Coríntios 10:13

Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.

4. PAULO:

2 Coríntios 4:6—9

Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, Ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos.

PAULO II:

2 Coríntios 11:24—30

Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.   Quem enfraquece, que também eu não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me inflame? Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.

2 Coríntios 12:9—10

Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.


D. O Propósito desta Provisão.

... a fim de sermos para louvor da Sua glória... – Efésios 1:12

1. Nós podemos, agora, compreender o soberano propósito de Deus. Deus quer nos inundar de bênçãos “a fim de sermos para louvor da Sua glória”. Isso faz com que cada aspecto, mesmo os mais insignificantes, da vida cristã, tenham valor e propósito. Essa é a única e correta perspectiva pela qual podemos avaliar nossas aflições, dificuldades, problemas e tentações. Nós precisamos nos lembrar, de forma constante, que existe um propósito maior e um plano que vai muito além daquilo que a vista alcança. Com grande frequência, nós expressamos uma limitação muito grande com relação a como avaliamos nossa vida. Nós precisamos aprender a como colaborar com Deus de forma mais abrangente.

III. A Provisão na Pessoa e na Obra do Espírito Santo – Efésios 1:13—14.

Efésios 1:13—14

Em Quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o Qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.

A. Base da Provisão.

Em Quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido...

Comentário:

Neste ponto somos lembrados de exato momento quando a provisão Divina nos alcançou, de forma prática e concreta. Foi quando nós, pela graça de Deus, começamos a responder ao chamado de Deus e de Sua Palavra, o Evangelho — Boas Novas. Tudo começou com o novo nascimento. Nós fomos conduzidos a Deus para depositarmos nossa confiança nEle — como pessoa — baseados em Sua santa Palavra.

B. A Evidência desta Provisão.

... tendo nele também crido... – Efésios 1:13.

Comentário:

Muitas vezes, nós nos questionamos se estamos ou não mantendo um relacionamento correto com Deus, no que diz respeito à capacitação da pessoa e obra do Espírito Santo em nossas vidas. O teste e a resposta, a esse questionamento, pode ser encontrado na expressão grega πιστεύσαντες pisteúsantes, que é traduzida por “crido” no verso 13. Se nós fomos escolhidos para responder ao chamado de Deus, para o arrependimento, para crer no evangelho e para receber o Senhor Jesus como Salvador e Senhor, então nós somos, sem sombra de dúvida, recipientes de toda a capacitação provida pela pessoa e obra do Espírito Santo. É possível que não tenhamos aprendido a praticar e a experimentar a graça de Deus, mas ela nos pertence legalmente. Nossa atitude de termos crido é a evidência maior de que Deus está trabalhando em nós. A fé, como sabemos, está atrelada à graça de Deus:

Efésios 2:8—9

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.

C. A Descrição desta Provisão.

... fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o Qual é o penhor... – Efésios 1:13

Comentário:

1. A obra graciosa do Espírito Santo em nossas vidas é apresentada de forma resumida na expressão acima. Paulo usa duas palavras principais para fazer esse resumo. A primeira e a expressão grega ἐσφραγίσθητε esfragísthete, traduzida por “fostes selados” e a segunda pela expressão grega ἀρραβὼν arrabòn, traduzida por “penhor”. A primeira expressão “fostes selados” indica três grandes verdades. Ao ser selado, o crente é: (1) considerado como sendo genuíno; (2) marcado como sendo de propriedade de Deus; (3) considerado como seguro nas mãos daquele que o selou. A presença do Espírito Santo e toda Sua obra graciosa é chamada de “penhor” ou garantia de que tudo que está prometido aos crentes será cumprido. Todas as outras facetas da obra do Espírito Santo em nossas vidas, são derivadas, do relacionamento existente ensinado pelas duas expressões acima.

a. Ele nos concede Seus dons para Seu serviço:

1 Coríntios 12:7—11

7 E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.

8 Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim.

9 Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.

10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.

11 Tenho-me tornado insensato; a isto me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós; porquanto em nada fui inferior a esses tais apóstolos, ainda que nada sou.
b. Ele nos capacita a orar:

Romanos 8:26

Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.

c. Ele nos capacita a desfrutar de forma agradável os bens espirituais:

Gálatas 5:22—23

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. 

d. Ele promete nos guiar:

João 16:13

Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.

e. Ele nos conduz à uma vida de comunhão e santidade cada vez mais profundas:

Romanos 8:13—14

13 Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.

14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

f. Ele nos conduz à segurança:

Romanos 8:15—16

15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.

16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

g. Ele nos capacita a entender:

1 Coríntios 2:12

Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.

D. O Propósito desta Provisão.

... louvor da sua glória – Efésios 1:14.

Comentário:

Os atributos de Deus são manifestados em nossas vidas diárias através do ministério do Espírito Santo. Lembre-se, Deus quer que manifestemos Suas qualidades! Deus é nosso próprio exemplo — o Pai e o Filho — em muitas das coisas que Ele requer de nós. E nós só podemos manifestar essas qualidades pela força dada a nós pelo Espírito Santo. O poder da graça de Deus penetrou em nossas vidas e por causa desta mesma graça nos somos diferentes. Nós temos uma autoridade diferente, uma motivação diferente e alvos completamente diferentes para nossas vidas. Porque o Espírito Santo habita em nós, todas estas verdades se tornarão mais e mais claras. O Espírito Santo é a capacitação de Deus para colocarmos em prática e experimentarmos estas verdades.

Conclusão:

A. Se tudo o que vimos neste estudo é a vontade e propósito de Deus para nossas vidas — como é mesmo — então nós precisamos aprender a viver de acordo com Sua vontade como revelada pela Sua palavra. Foi Deus mesmo quem nos escolheu e fez todas as provisões necessárias para vivermos vidas completas de satisfação!

B. Esses versos também nos apresentam a perspectiva da eternidade. Nós não podemos permitir que as circunstâncias diárias e os problemas do dia a dia nublem o propósito central de nossas vidas. Tudo, mas tudo mesmo, precisa ser pesado à luz do plano e propósito de Deus, que é exaltar o Senhor Jesus Cristo.

OUTROS ESTUDOS ACERCA DA GLÓRIA DE DEUS

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Estudo 010 — A Glória de Deus — As Advertências Bíblicas Acerca da Glória de Deus — Parte 2
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/07/a-gloria-de-deus-estudo-010-as.html

Que Deus abençoe a todos. 

Alexandros Meimaridis 

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