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sábado, 3 de janeiro de 2015

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA DE PAULO - PARTE 001



Reprodução de Paulo em uma de suas pregações

ESSA É UMA SÉRIE DE ESTUDOS QUE VISA ABORDAR DA MANEIRA COMO CONSIDERAMOS APROPRIADA A IMPORTANTE QUESTÃO RELATIVA À RESSURREIÇÃO DE CRISTO. TOMANDO COMO BASE AS OBRAS DE GEERHARDUS VOS E HERMAN RIDDERBOS NOSSA INTENÇÃO É MOSTRAR A CENTRALIDADE DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO NA TEOLOGIA PAULINA.

ATENÇÃO: O material contido nesses estudos foi, em grande parte, adaptado da notas de aula e da apostila fornecida pelo professor Dr. Richard B. Gaffin em sua aula de teologia que explorou a importância da ressurreição de Jesus para a Teologia Paulina. Todas as vezes que o material mostrou-se insuficiente devido os anos que já se passaram, os lapsos foram preenchidos pelo editor do Grande Diálogo. O Dr. Gaffin, além de professor tornou-se um amigo a quem tivemos a oportunidade de receber em nossa casa, acompanhado de sua esposa, quando morávamos na cidade da Filadélfia nos EUA.

INTRODUÇÃO

Ao contrário do que muitos imaginam e praticam, especialmente no meio chamado evangélico, e até mesmo no meio de muitas igreja históricas e inclusive reformadas, com pastores formados em instituições periféricas e em cursos de 1 ano ou 1 ano e meio de duração, com aulas somente aos sábados, ou aulas exclusivamente à distância, a interpretação das Sagradas Escrituras nunca acontece em uma espécie de vácuo. Existe de fato um conjunto de variáveis de todas as ordens que fazem sentir seu peso apropriado, todas as vezes que nos dedicamos com respeito ao trabalho da hermenêutica e exegese.

De tudo o que podemos mencionar, existem dois fatores fundamentais e muito importantes nesse processo todo.

1. A teologia Reformada sempre foi encarada como sendo distintivamente paulina em sua essência. Como isso, queremos dizer que, no que diz respeito à teologia Reformada e sua relação com os ensinamentos paulinos a mesma é sempre mais sensível ao que o apóstolo Paulo produziu do que outras tradições. Isso é espacialmente verdadeiro quando falamos da profundidade dos motivos e das tendências dos ensinamentos de Paulo bem como de uma maior consistência da expressão desses mesmos ensinamentos.

Um dos aspectos mais profundos do que estamos falando tem a ver com a teologia da ressurreição, cujas principais obras, até o dia de hoje foram e continuam sendo produzidas por indivíduos de fé solidamente reformada. Entre esses nomes podemos citar:  Herman Bavink, Rudolf Bultmann, Kurt Deissner,  N. Q.Hamilton, Johann Wilhelm Hermann, Charles Hodge, Werner Kramer, Abraham Kuyper, John Murray, Herman Ridderbos, Enrich Schäder, Albert Schweitzer, Geerhardus Vos e Benjamin  Warfield.

Talvez alguém se pergunte, por que no meio de tantos teólogos, de tantas denominações, tão pouco está escrito acerca da “Ressurreição de Cristo”? Um dos principais motivos é que a ressurreição de Cristo, quase sempre foi entendida como parte do todo do processo soteriológico — processo de salvação. Ou seja, como parte daquilo se aplica ao indivíduo para sua salvação pessoal. Aspectos forenses, especialmente a doutrina da justificação pela fé, têm sido considerados como centrais em todo o processo envolvendo a ressurreição de Jesus.

Por outro lado, o foco da Cristologia — o ensino acerca da vida e obra da pessoa do Senhor Jesus Cristo — foi sendo entendido, quase que exclusivamente, como fazendo apenas referências ao seu sofrimento e morte como expiação pelos nossos pecados. O interesse acerca da ressurreição de Jesus, em sua maior parte, só pode ser encontrado atrelado a idéias apologéticas — ensinamentos relativos à defesa da fé — e como um estímulo para a fé. Uma vez tendo recebido tão pouco interesse em si mesma, não foi difícil para a ressurreição de Jesus ser vista apenas como um selo que permite aplicar, com maior facilidade, a redenção produzida pela morte de Cristo.

O segundo aspecto tem a ver com o fato que nas últimas décadas a abordagem bíblico-teológica no meio dos círculos Reformados foi marcada por uma negação da validade da inspiração e da unidade das Escrituras. Isso também aconteceu com a teologia pentecostal, de modo geral, e assim criou-se o vácuo que mencionamos no início do artigo, mas que não passa apenas de uma grande ilusão. Um engano mortal e destruidor que aos poucos vai se revelando devastador tanto para a teologia pentecostal quanto para a teologia reformada.

São bem poucos os estudiosos ortodoxos que têm reconhecido que a revelação bíblica tem chagado até nós por meio de um processo de desenvolvimento orgânico, como verdadeira história em seus fatos e acompanhada da palavra de revelação de Deus que explica os fatos históricos. O êxodo dos judeus deixando o Egito, talvez seja um dos momentos mais emblemáticos do que estamos afirmando. Temos o evento histórico – o êxodo — e temos a revelação divina que explica o mesmo! Isso nos obriga a tratar tanto os autores bíblicos como o material escrito na Bíblia com a mais profunda reverência, totalmente isenta de afirmações absurdas — geralmente vindas do meio reformado — bem como do besteirol sem fim produzido pelo meio pentecostal e evangélico.

No meio Reformado nós só podemos encontrar dois livros que tratam a obra de Paulo de forma compreensiva. Por favor, não confunda a tradição Reformada com outras tradições que também produziram obras nessa mesma linha. Mas da perspectiva Reformada nós só podemos citar as seguintes obras:

1. The Pauline Eschatology – Twin Brooks Series. Geerhardus Vos, Baker Book House, Grand Rapids, 1979.

2. Paulus: Ontwerp van zinj theologie. Norman Ridderbos, J. H. Kok, Kampen, 1966.

Outras obras produzidas por outras tradições incluem:

1. The Theology of Paul. James d. Dunn, William B. Eerdmans Publishing Company. Grand Rapids, 1998.

2. Life and the Epistles of St. Paul. W. J. Conybeare e J. S. Howson,William B. Eerdmans Publishing Company. Grand Rapids, 1953.

3. Paul: Apostle of the Herat Set Free. F. F. Bruce, William B. Eerdmans Publishing Company. Grand Rapids, 1977.

4. Paulo: Vida e Pensamento. Udo Schnelle, PAULUS e Editora Academia Cristã, São Paulo e Santo André, 2010.

Voltando a Vos e Ridderbos, é importante notarmos que, de forma independente, os dois chegaram a uma mesma conclusão. É óbvio que Ridderbos tinha conhecimento da obra de Vos cuja primeira edição foi publicada em 1930, mas sua dependência do material produzido décadas antes é mínima. A conclusão que eles alcançaram marcou profundamente o entendimento Reformado desde então no que diz respeito ao todo da Teologia Paulina. De acordo com Vos e Ridderbos o centro da mensagem paulina não pode ser encontrado na doutrina da justificação pela fé, nem em qualquer outro aspecto soteriológico que envolva o ser humano. Pelo contrário: o interesse primário de Paulo revolve ao redor da realização escatológica da vida de Cristo, especialmente no que diz respeito à sua morte e, principalmente, à sua ressurreição.

Com Vos essa mudança não é tão evidente, apesar de sua obra chamar-se: Escatologia Paulina. Esse título pode enganar facilmente o leitor, especialmente no Brasil, que está muito acostumado a relacionar o termo “escatologia” com as inúmeras interpretações alucinadas acerca do fim dos tempos. Isso é uma prova de quão estreita é nossa visão acerca da dogmática, de modo geral. Nossa visão da escatologia se resume à segunda vinda de Cristo e todos os eventos que tal acontecimento irá desencadear. Mas para Vos, só podemos entender a “escatologia” de Paulo de entendermos o todo de seu pensamento teológico.

Ridderbos também mantém que é a história da redenção ou a orientação escatológica que dirige Paulo em seus pensamentos. Essa ideia é repetida inúmeras vezes em seu livro. De fato Ridderbos nos dá a impressão que está apresentando uma nova ênfase com respeito à tradição — Reformada — à qual pertence. Ele usa, de forma deliberada, a expressão heilshistorisch em uma variedade de contextos para sublinhar que o interesse do apóstolo Paulo está no processo de redenção histórica e não na salvação do indivíduo.

Dessa forma, tanto Vos quanto Ridderbos nos oferecem uma apresentação aprofundada da Ressurreição de Cristo como o objeto central da teologia Paulina. Para Ridderbos a ressurreição de Cristo não é apenas o evento central na teologia paulina, mas é o evento central de toda a história da redenção. Sem a ressurreição de Cristo nada que ficou para trás teria qualquer valor, assim como não teríamos nenhuma esperança para o futuro. Esse é o motivo porque Paulo transforma a ressurreição de Cristo no elemento central de sua pregação — ver como ilustração típica sua pregação em Atenas em Atos 17. Para Vos, o todo da teologia de Paulo está sublinhado pela idéia da ressurreição do Senhor.

Diante desses fatos nós só iremos falar de coisas importantes, tais como: a natureza da ressurreição do corpo, o túmulo vazio e do debate acerca do alegado desenvolvimento de seus — Paulo — ensinamentos acerca da ressurreição, apenas na medida em que essas questões tiverem alguma importância para o nosso tema central.

Como afirmamos desde o início nosso interesse estará focado na interpretação Reformada da ressurreição, mas atenção também será dada a outras tradições à medida do possível. Mas como já mencionamos a literatura acerca desse assunto continua escassa. Uma única exceção, que gostaríamos de destacar é o longo estudo escrito pelo estudioso católico romano D. M. Stanley e publicado na revista “Anacleta Bíblica # 13” em Roma pelo Instituto Bíblico Pontifício.
Em nosso próximo estudo daremos início à discussão de como devemos abordar esse assunto que é tão importante para nós.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-ressurreicao-de-cristo-dentre-os.html

OUTROS ARTIGOS ACERCA DA SOTERIOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 001 — INTRODUÇÃO À HERMENÊUTICA.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 002 — PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS — PARTE 001.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 003 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 002 — A RELAÇÃO ENTRE OS ATOS REDENTORES DE DEUS E A REVELAÇÃO DAS ESCRITURAS SAGRADAS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 004 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 003 — A RELAÇÃO ENTRE PAULO E SEUS INTÉRPRETES MODERNOS

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 005 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 004 — PAULO, NÓS E A HISTÓRIA DA REDENÇÃO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 006 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 005 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 01

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 007 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 006 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 008 — QUESTÕES METODOLÓGICAS — PARTE 007 — PAULO E SEUS INTÉRPRETES — PARTE 003 — FINAL

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 009 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 001 — CRISTO, AS PRIMÍCIAS — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 010 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 002 — CRISTO É AS PRIMÍCIAS E OS CRENTES SÃO A COLHEITA PLENA — PARTE 002

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 011 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 003 — CRISTO É O PRIMOGÊNITO DENTRE OS MORTOS — PARTE 003

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 012 — O TEMA CENTRAL E SUA ESTRUTURA BÁSICA — PARTE 004 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO DOS CRENTES SÃO EPISÓDIOS DE UM ÚNICO EVENTO

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 013 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 001

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO – PARTE 014 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 002



A RESSURREIÇÃO DE CRISTO DENTRE OS MORTOS NA TEOLOGIA DE PAULO — PARTE 015 — A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E A RESSURREIÇÃO PASSADA DOS CRENTES — PARTE 003

Que Deus Abençoe a Todos.

Alexandros Meimaridis

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Desde já agradecemos a todos.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

NOSSA RIQUEZA EM CRISTO — 025 — GÁLATAS 2:16 - JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ EM CRISTO




Esse artigo é parte da série "Em Cristo" e é muito recomendável que o leitor procure conhecer todos os aspectos das verdades contidas nessa série, com aplicações para os nossos dias. No final do artigo você encontrará um link para o estudo posterior


25 – Gálatas 2:16 - Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.

Sabendo – Quem estava sabendo? O verso 15 nos esclarece acerca de quem o apóstolo Paulo estava se referindo. Ele estava se referindo a judeus como ele. E o que é que eles sabiam?

Que o homem não é justificado por obras da lei — Por que não é possível ao homem ser justificado por obras da lei? Pelo simples fato de que a lei exige completa e perfeita obediência não somente em um momento ou outro, mas o tempo todo. Aquele que transgride contra um só mandamento torna-se culpado de todos — ver

Tiago 2:10

Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos.

A lei está pronta para nos condenar à morte pelo menor deslize que possamos cometer, seja no que diz respeito às nossas obrigações para com a lei, seja na maneira como cumprimos nossas obrigações.

Quando o apóstolo Paulo usa a expressão “obras da lei” ele não está se referindo somente a necessidade que temos de cumprir a lei cerimonial, mas e, inclusive, a obrigação que temos de guardar a lei moral de Deus. A impossibilidade de sermos justificados mediante uma estrita, completa e perfeita obediência à lei tanto no que diz respeito às normas quanto ao que diz respeito à forma de como a lei deve ser obedecidas, deve ser óbvia. É por este motivo que precisamos, no sentido mais amplo que nos for possível, rejeitar toda e qualquer “obra da lei”, seja de que tipo for como meio de sermos justificados na presença de Deus.

E sim mediante a fé em Cristo Jesus — Se a justificação é mediante a fé em Cristo segue-se que a forma alternativa, que o homem pode se salvar a si mesmo pela prática de “obras da lei” está completamente descartada.

Aqui precisamos falar dessa grande doutrina da fé cristã que é a doutrina da justificação pela fé em Cristo[1].

A. A expressão justificação é um termo jurídico, mas que também é usada em conversas coloquiais. Uma simples ilustração pode nos ajudar a compreender seu sentido. Vamos imaginar que um homem seja acusado de invadir a propriedade de um dos seus vizinhos. Diante da acusação existem somente duas maneiras que este homem pode justificar a si mesmo pelo ato praticado. Quando dizemos “justificar” estamos querendo dizer que este homem tem duas possibilidades de ser considerado e tratado como um homem inocente. Ele pode:

1. Negar que cometeu o ato pelo qual está sendo acusado e for impossível produzir provas que ele cometeu tal ato.

2. Admitir que cometeu o ato pelo qual está sendo acusado e estabelecer uma linha de defesa baseada no fato de que ele tinha o direito de fazer o que fez.

Em qualquer uma das duas situações citadas acima, uma vez estabelecidos os fatos verdadeiros, o mesmo será considerado inocente perante a lei. A lei não terá absolutamente nada contra ele. Ele será considerado e tratado como um homem inocente; como alguém que conseguiu se justificar com relação à acusação levantada contra ele. Agora vejamos uma situação semelhante entre o ser humano e Deus.

3. Uma acusação extremamente grave é levantada contra o ser humano pelo seu Criador. Ele é acusado de violar a lei de Deus, que inclui a gravíssima transgressão de não amar seu Criador da maneira devida; além disso, é também acusado de possuir um coração corrupto, orgulhoso e imoral; a isto some-se que ele está completamente alienado do seu Criador pela prática de obras iníquas. Ou seja, estamos tratando de alguém que pode ser facilmente rotulado como sendo um “depravado — devasso, corrompido, pervertido, perverso, malvado — total”. Este é o tipo de acusação que pesa sobre todos os seres humanos individualmente. A gravidade da acusação é auto-evidente. Esta acusação afeta de maneira profunda o caráter humano e sua condição diante do seu Criador. Esta é a acusação que encontramos na Bíblia e como prova Deus nos oferece a história da humanidade, a consciência de todos os indivíduos e a vida de qualquer das pessoas que já passaram ou estão passando por esta vida. A vantagem de Deus é indiscutível já que ele conhece os pensamentos e consegue pesar nossas intenções!

4. É absolutamente impossível para o homem se vindicar — reclamar ou exigir, em juízo, a restituição de; reivindicar, reclamar, exigir em nome da lei — dessa acusação. Ele não pode nem mostrar que os atos pelos quais está sendo acusado não foram cometidos e muito menos de que ele estava no seu direito ao cometê-los. Ele não pode provar que Deus não está certo em todas as acusações feitas na palavra de Deus nem provar de que estava certo ao fazer o que fez. As acusações contra ele são fatos inegáveis e estes fatos não podem ser vindicados. Assim temos que se ele não pode fazer nenhuma das duas coisas alistadas acima ele não pode ser justificado pela lei. A lei não irá declará-lo inocente. Pelo contrário irá condená-lo. Nenhum argumento que ele possa usar ira provar que ele está certo e que Deus está errado. Nenhum tipo de “boa obra” poderá servir como compensação para o mal que ele já fez. Negar a existência dos fatos não irá alterar as consequências dos mesmos. Ele terá que permanecer absolutamente condenado pela lei de Deus. No sentido estritamente legal do termo ele não pode ser justificado; e se a possibilidade de ser justificado existir, ela terá que ser executada de um modo completamente distinto, do modo de operação regular da lei, ou seja, de um modo não previsto na lei pois nenhuma lei provê nenhum tipo de perdão para aqueles que a transgridem.

5. É exatamente este outro sistema de justificação que é revelado no evangelho da graça. Antes de prosseguir devemos deixar bem claro que a “justificação” como entidade jurídica é:

B. Um ato, e não deve ser confundido com a santificação que é uma obra contínua e progressiva.

C. Um ato da graça de Deus para com o pecador já que esse mesmo pecador — o nome já diz tudo — merece ser completa e absolutamente condenado no momento em que Deus o justifica.

D. Quanto à natureza do ato, ele:

1. Não é um ato eficaz nem um ato de poder. Não produz nenhuma mudança subjetiva na pessoa justificada. Não efetua nenhuma mudança de caráter, fazendo bons os que eram maus, nem santos os que eram ímpios. Estas mudanças ocorrem na regeneração e na santificação.

2. Não é um mero ato executivo, como quando um soberano perdoa um criminoso e restaura, juntamente com o perdão, todos os direitos civis do transgressor bem como a sua posição anterior na comunidade.

3. É um ato legal ou judicial, o ato de um juiz e não de um soberano. Ou seja, no caso do pecador, ou in foro Dei, trata-se de um ato de Deus, não em Seu caráter de soberano, mas em seu caráter de juiz. É um ato declarativo no qual Deus pronuncia justo ou reto o pecador, ou seja, declara que as exigências da justiça são satisfeitas até onde ela lhe diz respeito, de modo que ele não pode ser justamente condenado, senão que, em justiça, tem direito à recompensa prometida ou devida à perfeita justiça[2].

Sendo um ato da graça de Deus conforme descrito acima o mesmo não pode ser considerado como:

E. Um sistema ou um plano onde o Senhor Jesus toma o lugar do pecador contra a lei de Deus ou contra Deus. Jesus não veio para demonstrar que o pecador estava certo e Deus errado. A vida de Jesus foi uma demonstração constante do fato de que Deus estava certo — na sua acusação e condenação dos seres humanos — e que os pecadores estavam completamente errados. Nesta mesma linha de pensamento não existe nenhuma passagem na vida de Cristo que nos mostre que Ele tomou a parte do pecador contra Deus de uma maneira tal que tivesse tentado demonstrar que o pecador não fez as coisas acerca das quais estava sendo acusado ou que tivesse, o pecador, o direito de fazê-las.

F. Uma declaração de que somos inocentes como se Deus colocasse um par de óculos cor de rosa e não enxergasse mais nossos pecados. Nós não somos inocentes, nunca fomos inocentes e nunca seremos inocentes! Deus justifica somente um tipo de pessoa: o Ímpio — ἀσεβῆ asebê em grego. Esta palavra é usada de propósito para colocar a gratuidade da salvação sob a luz mais intensa possível[3]

Romanos 4:5

Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.

Em nenhum momento em todo o processo da justificação existe qualquer tentativa de dizer que nós merecemos qualquer outra coisa que não seja a morte. Sempre será verdadeiro que o pecador justificado por Deus não possui nenhuma prerrogativa para reivindicar nem a misericórdia nem favor algum de Deus.

G. Se não merecêssemos individualmente o castigo ao qual estamos condenados. Todos os que são justificados pela fé, e por causa desta justificação vão para o céu, onde Deus os receberá, chegarão lá admitindo que o que eles realmente mereciam era a morte eterna e que somente alcançaram a vida eterna completamente como um favor e não como algo que merecessem.

H. Uma declaração da parte de Deus de que nós conseguimos nos salvar a nós mesmos ou de que temos qualquer reivindicação a fazer concernente à obra feita pelo Senhor Jesus. Tal declaração não seria verdadeira e, portanto jamais poderia ser feita.

I. A transferência da justiça do Senhor Jesus para Seu povo. Caráter moral não pode ser transferido. O caráter moral pertence ao agente moral tanto quanto os raios de luz pertencem àquele que os emite. Não é verdade que nós morremos pelos pecados como se a nossa morte pudesse satisfazer a justiça de Deus. Não é verdade que nós possuímos qualquer mérito ou que podemos fazer qualquer tipo de reivindicação diante de Deus. Tudo aquilo que Deus nos imputa — atribuir, conferir, dar — é de acordo com a verdade, e Deus irá sempre nos considerar pecadores e não merecedores de absolutamente nada que não seja o justo castigo pelos nossos pecados e transgressões. Isto será sempre assim a menos que Deus decida agir de outra maneira, o que para nossa felicidade, Ele sempre pode fazer.

Mas se a justificação não é nenhuma destas coisas então o que queremos dizer quando usamos esta palavra? O que é a justificação? A justificação é o propósito declarado de Deus de considerar e tratar todos os pecadores que acreditam em Seu filho Jesus Cristo, como se eles nunca tivessem cometido nenhum pecado. Mas este tratamento só é possível por causa dos méritos do Salvador. Não existe absolutamente nada que os pecadores possam alegar ou reivindicar. Todo o mérito, 100% do mérito pertence ao Senhor Jesus. A justificação não significa meramente que somos perdoados. A diferença entre o perdão e a justificação diz respeito a como o pecador é visto por Deus concernente à sua conduta passada e como Deus irá tratá-lo no futuro. O perdão é a abolição gratuita dos pecados do passado. O perdão faz referência ao fato de que Deus apaga — destrói, aniquila, extingue — todos os nossos pecados. O perdão tem a ver com a remissão — perdão de ônus ou dívida — dos nossos pecados da parte de Deus. A justificação diz respeito à Lei de Deus e à maneira como Deus irá tratar o pecador no futuro. É um ato de Deus mediante o qual Deus determina que doravante irá tratar o pecador como alguém justo i.e., como alguém que nunca cometeu pecado. O motivo e a razão porque Deus pode fazer isto está baseado nos méritos do Senhor Jesus Cristo. È por meio dos méritos de Cristo que Deus, agora sim, nos permite reivindicar como se os mesmos fossem nossos. O raciocínio por trás desta ação de Deus é que o que foi alcançado pela morte de Cristo, concernente à Lei e ao governo de Deus, é a satisfação que seria alcançada pela morte do próprio pecador —

Romanos 6:23

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Mas em vez do pecador morrer e sofrer as conseqüências de seus pecados, Jesus toma o nosso lugar e morre em nosso lugar. Ao tomar nosso lugar Jesus recebe em si mesmo o justo castigo que nossos pecados merecem e impede que este castigo desabe sobre nossas cabeças. Por causa da ação de Jesus a justiça de Deus está plenamente satisfeita com relação a nós sendo salvos, como estaria satisfeita com nossa condenação e perdição eterna.

Jesus satisfez às exigências da Lei plenamente. Ou seja, Jesus satisfez a todas as exigências da Lei de Deus o tempo inteiro! E esse mérito de Jesus pode ser apropriado por nós. Ao nos colocarmos nesta posição nós reconhecemos que a Lei é justa e que só podemos satisfazê-la se a satisfizermos na íntegra e 100% do tempo. Nós só podemos honrar a Lei de Deus respeitando todos os mandamentos o tempo todo. Graças a Deus foi exatamente isto que Jesus fez e Deus nos oferece os méritos de Cristo graciosamente. O apóstolo Paulo nos diz que a Lei de Deus é santa e o mandamento do Senhor é santo, justo e bom —

Romanos 7:12

Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.

Este é o motivo porque a Lei precisa ser obedecida integralmente e 100% do tempo tanto pelo Filho — Jesus Cristo — do Soberano Deus quanto pelos Seus súditos — nós. Por outro lado a desobediência à Lei de Deus mostra toda sua perversa e maldita face ao exigir a morte do Senhor Jesus na Cruz do Calvário. Quando o Senhor Jesus morreu naquela cruz foi como se os próprios pecadores estivessem morrendo ali. Como é grande o amor com que Deus nos amou!

Como falamos acima Deus podia tomar a decisão de nos tratar de forma diferente daquela que merecemos de maneira absoluta. Mas para fazer isto, nos tratar de forma diferente daquela que merecemos, Deus tinha um alto preço a pagar —

1 Coríntios 6:20

Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.

1 Coríntios 7:23

Por preço fostes comprados; não vos torneis escravos de homens.

que era o sacrifício voluntário de Seu filho —

João 10:17—18

17 Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir.

18 Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.

Graças a Deus que juntamente com Seu Filho Jesus tomou a decisão de fazer tudo o que era necessário ser feito para a nossa salvação. Este é o motivo porque o apóstolo Pedro diz:

Atos 4:12

E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.

Por modo semelhante, o apóstolo Paulo nos diz:

1 Timóteo 2:5

Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.

Não há salvação em nenhum outro, há somente um Mediador entre Deus e os homens, não existe nenhum outro nome dado abaixo dos céus pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus, Jesus, Jesus, somente Jesus. Que este nome seja sempre doce em nossos lábios.

Jesus sofreu na Cruz do Calvário a mais intensa agonia que seria possível a um pecador sofrer. E a dignidade da pessoa que sofreu, que era o próprio Deus encarnado, é mais que equivalente a todo o castigo que a Lei de Deus demandava fosse sofrido no inferno. Quando o Senhor estava pendurado na Cruz o sol se escondeu —

Lucas 23.44

Já era quase a hora sexta, e, escurecendo-se o sol, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona.

Quando Jesus bradou suas últimas palavras: “está consumado”, o véu que separava o lugar Santo do lugar Santíssimo dentro do Templo em Jerusalém se rasgou de cima em baixo —

Marcos 15:37—38

37 Mas Jesus, dando um grande brado, expirou.

38 E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo.

Quando Jesus entregou o espírito houve um tremor e vários sepulcros se abriram e varias pessoas tornaram a viver —

Mateus 27:51—52

51 Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas;

52 abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram.

Estamos dizendo todas estas coisas para reforçar nossa definição de justificação. Através dos méritos de Jesus Cristo, o Filho de Deus, o pecador pode ser tratado como se nunca tivesse cometido nem um pecado sequer. Deus o recebe de maneira favorável como se ele, o pecador, tivesse obedecido todos os mandamentos da Lei divina o tempo todo. Deus pode declarar o pecador justificado única e exclusivamente pela imputação, ao pecador, dos méritos de Cristo.  Neste ato vemos o caráter de Deus ser revelado. Deus é um Deus de amor e de misericórdia. É um Deus perdoador e compassivo. Mas é também um Deus absolutamente Santo que mantém de forma determinada a santidade da Sua Lei contra todos que transgridem contra a mesma. Nessas características do caráter de Deus podemos ver a extensão da Sua benevolência.

E sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.

Somos então justificados pela fé em Cristo. E temos que enfatizar que somos justificados pela fé em Cristo exclusivamente sem a ajuda de nenhum outro elemento. No Novo Testamento a justificação é um ato declaratório de Deus por meio do qual, baseado na toda suficiência do sacrifício vicário — substitutivo — do Senhor Jesus Cristo, Ele pronuncia que os crentes em Jesus cumpriram todas as obrigações pertinentes a eles. A justificação é um ato judicial — forense — mediante o qual Deus — o Juiz de toda a terra — ver Gênesis 18:25 — imputa a justiça de Cristo ao crente. A justificação corresponde exatamente à sentença passada por um juiz em um tribunal declarando um acusado como sendo inocente da acusação.

Este ato declaratório de Deus é muito bem ilustrado por Paulo em

Romanos 8:33—34

Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará?.

As expressões “acusação”, “condenará” e “justifica” são paralelas nesta passagem. Se a acusação e a condenação são atos forenses então a justificação também o é. Da mesma maneira que a acusação não transmite falha moral ao caráter do acusado a justificação não transmite santidade ao caráter moral daquele que é declarado justo. Estudiosos, como Gottlob Schrenk, observam: No Novo Testamento é quase impossível não se perceber a relação legal ou forense do uso da expressão “justificado”. Certamente a LXX com sua ênfase legal foi quem mais influenciou o uso deste termo no Novo Testamento[4].

LISTA DE OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “EM CRISTO”:

O estudo introdutório dessa série, número 000, pode ser encontrado aqui:

O estudo número 001 dessa série — Justificação Gratuita — pode ser encontrado aqui:

O estudo 002 dessa série — Nossa Identidade com Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 003 dessa séria — Mortos para o Pecado, Mas Vivos para Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 004 dessa série — O Salário do Pecado X o Dom Gratuito de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 005 dessa série — Nenhuma Condenação em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 006 dessa série — Nada Pode nos Separar do Amor de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 007 — Somos Membros uns dos Outros em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 008 — Santificados em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 009 — A Graça de Deus em Cristo Jesus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 010 — Somos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 011 — Somos Espirituais em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 012 — Somos Loucos, Fracos e Desprezíveis Porque Estamos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 013 — Somos Gerados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 014 — Nossa Esperança em Cristo Não se Limita a Essa Vida Apenas — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 015 — Todos Serão Vivificados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 016 — Todos São Amados em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 17 — Somos Todos Ungidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 18 — Não Mercadejamos a Palavra de Deus — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 19 — O Véu é Removido em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 20 — Somos Novas Criaturas em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 21 — Deus Estava em Cristo Reconciliando Consigo o Mundo — poderá ser encontrado aqui:

Os estudos 22 e 23 — Sendo Conhecido em Cristo — poderão ser encontrados aqui:

O estudo 24 — Nossa Liberdade em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 25 — Justificação Pela fé em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 26 — Filhos de Deus em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 27 — Revestidos em Cristo — poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28A — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 001 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 28B — Nossa Unidade em Cristo — PARTE 002 poderá ser encontrado aqui:

O estudo 029 — Somente a Fé Que Atua Pelo Amor Tem Valor em Cristo

O estudo 030A — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 001

O estudo 030B — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 002

O estudo 030C — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 003 — E a Chamada Visão de Hermes

O estudo 030D — A Bênção com Que Somos Abençoados em Cristo – Parte 004 — O Ensinamento Bíblico Acerca do Céu

O estudo 031 — Desvendando-nos o Mistério da Sua Vontade Em Cristo

O estudo 032 — Para o Louvor da Glória de Deus em Cristo

O estudo 033 — Ressuscitados em Cristo e Assentados nos Lugares Celestiais

O estudo 034 — Mostra a Suprema Riqueza da Sua Graça em Bondade para conosco em Cristo.

O estudo 035 — Mostra como somos salvos em Cristo para a prática de boas obras manifestadas por meio de uma vida de santidade.

O Estudo 036 — Nos Fala de Como Somos Aproximados de Deus Porque Estamos em Cristo.

O Estudo 037 — Nos Fala de Como Somos Co-herdeiros, Co-participantes e Membros dum mesmo Corpo

O Estudo 038A — Nos Fala das Insondáveis Riquezas de Cristo — Parte 001 — Cristo o Mistério Revelado de Deus

Que Deus abençoe a todos.
Alexandros Meimaridis
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[1] O autor deseja expressar sua gratidão ao Hediene Zara, bacharel em direito, que analisou a correção das afirmativas feitas pertinentes à lei, de tal maneira que pudesse evitar qualquer informação equivocada.

[2] Hodge, Charles. Systematic Theology. WM. B. Eerdmans Publishing Company, Grand Rapids, 1980.

[3] Lightfoot, J. B. Notes on the Epistles of St. Paul (I & II Thessalonians, I Corinthians 1- 7, Romans 1 – 7, Ephesians 1:1 -14). Zondervan Publishing House, Grand Rapids, 1957.

[4] Schrenk, Gottlob. The Theological Dictionary of the New Testament, editores Gerhard Kittel e Gerhard Friedrich, traduzido para o Inglês por Geofrrey W. Bromiley, 10 volumes — Grand Rapids: W. B. Eerdmans, 1964 – 1976 — volume II, página 214.