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domingo, 16 de agosto de 2015

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO - SERMÃO 001 - MATEUS 6:9-13 - Uma Exposição Bíblica, Histórica Literária e Teológica — Introdução


Essa série tem por objetivo expor de maneira ampla, bíblica, literária, histórica e teologicamente, a oração que chamamos de “Oração do Pai Nosso”. Nosso desejo é enriquecer a vida de todos por meio desses esboços de mensagens que também estão disponíveis em áudio. Na parte final desse artigo o leitor encontrará os links para os outros esboços e para os áudios à medida que forem sendo publicados 

 Mateus 6:9—13

Introdução:


A. A chamada “Oração do Pai Nosso” é, juntamente com o Salmo 23 — o Salmo do Bom Pastor — e 1 Coríntios 13 — o capítulo do Amor — uma das três passagens mais conhecidas de toda a Bíblia. 


B. Todavia, devemos afirmar, sem medo de errar, que nenhuma dessas passagens é tão bem conhecida e recitada, como a chamada “Oração do Pai Nosso”. 


C. Como as outras duas passagens, a “Oração do Pai Nosso” é como um ponto radiante de luz. A mesma é apresentada em duas versões. Uma está em Mateus 6:9—13 e a outra em Lucas 11:2—4. As duas versões, longe de representarem qualquer tipo de contradição como desejam muitos críticos, as duas versões apenas indicam que Jesus costumava repetir seus ensinos em ocasiões diferentes. Nossa exposição estará baseada na versão mais longa, como apresentada no Evangelho de Mateus. 

D. Antes, porém, de começarmos nossa apreciação dessas preciosas palavras ensinadas pelo próprio Senhor, devemos olhar ao redor, para o contexto das mesmas, porque ali também Jesus nos ensinou várias verdades.


E. Bem, vamos então começar a analisar o contexto de Mateus 6:9—13 nessa nossa mensagem de...

INTRODUÇÃO À ORAÇÃO DO PAI NOSSO


I. A Quem Devemos dirigir Nossas Orações?


Nossas orações devem ser dirigidas exclusivamente a Deus — o Pai — conforme instruções do próprio Senhor Jesus em Mateus 6:6, 9. 

II. Frases Vazias


A. Antes de ensinar seus discípulos a oração do Pai Nosso, Jesus os advertiu com as seguintes palavras:


Mateus 6:7

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. 

B. Essas palavras de Jesus são, no mínimo, muito intrigantes: 

C. Primeiro porque as orações de Jesus registradas nos Evangelhos são todas muito breves. A própria Oração do Pai Nosso tem somente 62 palavras no original grego, 74 na versão Revista e Atualizada e 79 na versão da Nova Tradução na Linguagem de hoje. 

D. Por outro lado algumas passagens nos dizem que:

Marcos 1:35

Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava. 

Lucas 6:12

Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.

E. O que esses versículos realmente querem nos ensinar? Eu creio que os mesmos são indicativos que Jesus passava longos períodos cheio do Espírito de Deus em silenciosa comunhão com o Deus, comunhão essa que dispensava o uso de palavras.


F. Muitas vezes nós somos levados a acreditar numa mentira que diz que: “oração comprida é igual a uma oração boa e oração curta é prova de imaturidade na vida de oração”. Mas como dissemos essa afirmação não é verdadeira.


G. De fato o Evangelho contradiz tal afirmação, pois Jesus diz em —

Mateus 6:7—8

E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.


H. Isso era uma prática comum entre os pagãos que costumavam usar longas saudações às suas divindades. Eles queriam ter certeza que todos os títulos apropriados para a divindade para a qual estavam orando eram, de fato, pronunciados. Isso era mais verdadeiro ainda quando a “divindade” em questão era o imperador romano César.


I. Um exemplo do que estamos dizendo pode ser visto na saudação de uma oração feita em homenagem ao imperador Galério — Gaius Galerius Valerius Maximianus que viveu entre 260—311 d.C., e governou de 305—311 d.C. Ela começa assim:


“O imperador César, Galerius, Valerius, Maaximanus, Invictus, Augustus, Pontifex Maximus, Germânico Maximus, Egypticus Maximus, Phoebicos Maximus, Sarmenticus Maximus —  repetida cinco vezes — Persecus Maximus — repetidas duas vezes — Carpicus Maximus — repetida seis vezes — Armenicus Maximus, Medicus Maximus, Abendicus Maximus, Detentor de Autoridade de Tribunop vela vigésima vez, emperador pelo décimo-nono ano, Consul pelo oitavo ano, Pater Patriae Pro Consul...” 

J. Entre os judeus também havia esse entendimento errado que quanto mais comprida a oração melhor era a mesma. 

K. Jesus nos afirma que Deus não precisa nem deseja nada que seja parecido com isso. 

L. Já no Antigo Testamento, o autor do livro do Eclesiastes advertiu seus leitores dizendo:

Eclesiastes 5:2

Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras.


III Nossa Situação Presente


A. Hoje vivemos uma explosão de palavras. Estamos, literalmente, sendo afogados pelas mesmas. Todos os dias somos bombardeados por milhares de outdoors, propagandas, cartas, revistas, jornais, comerciais em todas as formas conhecidas de meios de comunicação, rádio, televisão, spams, catálogos, correspondências que vão direto para o lixo — junk mail — chamadas telefônicas, mensagens de texto ou torpedos, faxes, whatsapp e e-mails sem fim. 

B. Jesus nos convida para um lugar onde as palavras são poucas, mas poderosas. 

C. Para terminarmos essa breve introdução quero chamar sua atenção para a linguagem e o estilo da oração, como Jesus deseja que oremos.


IV. O Estilo e a Linguagem da Oração 

A. Os judeus sabiam como orar e, judeus piedosos como o profeta Daniel, oravam três vezes por dias:

Daniel 6:10

Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.

B. As orações de Daniel eram feitas pela manhã — ao nascer do sol — às três horas da tarde e a última junto com o pôr do sol.


C. Agora note que apesar dessa prática ser comum nos dias de Jesus, em nenhum momento o Senhor nos ensina que existe hora certa para orar. Não existe! Nós podemos nos aproximar de Deus em oração a qualquer instante e não em horas pré-determinadas. 

D. A ausência de tal ensinamento da parte de Jesus é a primeira grande mudança que devemos notar no padrão de oração ensinado pelo Senhor. 

V. Como os Judeus Costumavam Orar nos Dias de Jesus.

A. As orações diárias dos judeus tinham e têm início com a recitação do שְׁמַע — shemá` — de

Deuteronômio 4:6

Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. 

Além desse versos outros podem ser adicionados de 

Deuteronômio 6:5—9

5 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.

6 Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração;

7 tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te.

8 Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos.

9 E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.


Deuteronômio 11:13—21

21 Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a vossos pais, e sejam tão numerosos como os dias do céu acima da terra.

22 Porque, se diligentemente guardardes todos estes mandamentos que vos ordeno para os guardardes, amando o SENHOR, vosso Deus, andando em todos os seus caminhos, e a ele vos achegardes,

23 o SENHOR desapossará todas estas nações, e possuireis nações maiores e mais poderosas do que vós.

24 Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, desde o deserto, desde o Líbano, desde o rio, o rio Eufrates, até ao mar ocidental, será vosso.

25 Ninguém vos poderá resistir; o SENHOR, vosso Deus, porá sobre toda terra que pisardes o vosso terror e o vosso temor, como já vos tem dito.

26 Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição:

27 a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que hoje vos ordeno;

28 a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes.

29 Quando, porém, o SENHOR, teu Deus, te introduzir na terra a que vais para possuí-la, então, pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim e a maldição sobre o monte Ebal.

30 Porventura, não estão eles além do Jordão, na direção do pôr-do-sol, na terra dos cananeus, que habitam na Arabá, defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré?

31 Pois ides passar o Jordão para entrardes e possuirdes a terra que vos dá o SENHOR, vosso Deus; possuí-la-eis e nela habitareis.


Números 15:37—41

37 Disse o SENHOR a Moisés:

38 Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que nos cantos das suas vestes façam borlas pelas suas gerações; e as borlas em cada canto, presas por um cordão azul.

39 E as borlas estarão ali para que, vendo-as, vos lembreis de todos os mandamentos do SENHOR e os cumprais; não seguireis os desejos do vosso coração, nem os dos vossos olhos, após os quais andais adulterando,

40 para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os cumprais, e santos sereis a vosso Deus.

41 Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por Deus. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.


B. Em seguida vem uma série de 18 orações chamadas de “Amidah” — em pé — porque as mesmas devem ser proferidas pelo judeu em pé. Essas orações são também chamadas, de forma simples, de “tefillah” — orações — e algumas estavam em uso nos dias de Jesus. As mesmas permanecem em uso nas sinagogas modernas. Alguns autores se referem a essas orações como sendo as “18 Bênçãos”.
  
C. Nos dias do Novo Testamento o número dessas orações ou bênçãos foi aumentado pelo acréscimo de uma “oração contra os hereges” que recebeu o número 11. Todavia, para que o número total de 18 não fosse alterado as bênçãos ou orações de números 14 e 15 foram unidas em uma só.  

D. Existem pontos de convergência e de diferenças entre essas orações judaicas e a Oração do Pai Nosso. 

1. O pedido pelo sustento diário. 

2. Algumas das frases introdutórias também são semelhantes. 

3. Elas fazem menção ao tempo presente. 

4. Também mencionam a expectativa do surgimento do Reino de Deus. 

5. A Doxologia é idêntica nas duas orações — é uma citação de — 

1 Crônicas 29:11

Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. 

6. Todas são voltadas para serem usadas tanto por indivíduos quanto pela comunidade. 

E. Falaremos das diferenças à medida que avançarmos em nossa exposição. São elas que irão nos ensinar quão distinto era o padrão de oração de Jesus quando comparado ao padrão adotado pelos judeus. 

Conclusão

A. A primeira coisa que Jesus deseja nos ensinar nessa oração é que não apenas essa, mas todas as nossas orações devem ser dirigidas ao nosso Pai – ver Mateus 6:6, 9. 

B. Existe uma hora certa para orar? Não, nós podemos orar sempre que assim desejarmos fazer. Existe um lugar apropriado para orarmos? Não, nós podemos e devemos orar em qualquer e todo lugar. Quando oramos, precisamos nos voltar para alguma direção pré-determinada? Não! Deus é Espírito e está em todos os lugares! 

C. Como devem ser nossas orações? 

1. Breves e objetivas. 

2. Simples e sinceras. 

3. Sem repetições desnecessárias, mas devemos confessar nossos pecados. 

4. Reverentes e submissas. 

5. Com intensidade e com integridade 

D. Devemos sempre manter uma atitude de dependência a Deus em oração, todo o tempo, através da comunhão que o Espírito Santo no concede com o Pai e com o Filho. 

E. Como podemos aprender a orar? Aprendemos a orar orando com gente que sabe orar. Gente que sabe orar, porque aprendeu a orar no relacionamento íntimo com o Pai e com os ensinamentos da Palavra viva — Jesus — e escrita — a Bíblia — de Deus. 

F. Devemos sempre nos lembrar que antes de falarmos com Deus, Deus falou conosco através de Jesus Cristo e isso muda tudo na nossa abordagem de oração. 

G. Jesus mudou o padrão de oração estabelecido e nós como seu povo devemos aproveitar essa mudança e orar sempre quando acharmos apropriado. Não precisamos fazer longas orações, mas orações simples e objetivas. Orações como as muitas que encontramos no Salmo 119: 

Salmos 119:5

Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos.


Salmos 119:12

Bendito és tu, SENHOR; ensina-me os teus preceitos.


Salmos 119:18

Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO PAI NOSSO

001 — INTRODUÇÃO A MATEUS 6:9—15

002 — O PAI NOSSO — PARTE 001 — MATEUS 6:9

003 — O PAI NOSSO — PARTE 002 — MATEUS 6:9

004 — O PAI NOSSO — PARTE 003 — MATEUS 6:9

005 — O PAI NOSSO — PARTE 004 — MATEUS 6:9a — PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS

006 — O PAI NOSSO — PARTE 005 — INTRODUÇÃO À ESTRUTURA DO PAI NOSSO —
Mateus 6:9—13

007 — O PAI NOSSO — PARTE 006 — SANTIFICADO SEJA TEU NOME — Mateus 6:9

008 — O PAI NOSSO — PARTE 007 — A RELAÇÃO DA SANTIDADE DE DEUS COM
A JUSTIÇA E O AMOR — Mateus 6:9

009 — O PAI NOSSO — PARTE 008 — O REINO DE DEUS — PARTE 001 — Mateus 6:10

010 — O PAI NOSSO — PARTE 009 — O REINO DE DEUS — PARTE 002 — Mateus 6:10
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2017/01/a-oracao-do-pai-nosso-sermao-010-o.html
011 — O PAI NOSSO — PARTE 010 — A VONTADE DE DEUS




Alexandros Meimaridis
Que Deus abençoe a todos 

Alexandros Meimaridis 

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

95 TESES PARA A IGREJA DE HOJE — PARTE 002



Por José Barbosa Junior (redator e organizador)

35 - A participação de cristãos e pastores em entidades e sociedades secretas é perniciosa e degradante para a simplicidade e pureza do evangelho. Não entendemos como líderes que dizem servir ao Deus vivo sujeitam-se à juramentos que vão de encontro à Palavra de Deus, colocando-se em comunhão espiritual com não cristãos declarando-se irmãos, aceitando outros deuses como verdadeiros. (Lv 5.4-6,10; Ef 5.11-12; 2 Co 6.14)

36 - Rejeitamos a idéia do messianismo político, que afirma que o Brasil só será transformado quando um "justo" (que na linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica) dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade, pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O Reino de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. (Jo 18.36)

37 - Que os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre o rebanho. (Gl 1.10)

38 - Que as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e liberdade do Evangelho. (Ez 13.19)

39 - Que os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes. Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua liderança. (Gl 2.11)

40 - Negamos, veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação com qualquer partido político ou organização que se passe por nossos representantes. (Mt 22.21)

41 - O versículo bíblico "Feliz a nação cujo Deus é o Senhor" não deve ser interpretado sob olhares políticos como "Feliz a nação cujo presidente é evangélico" e nem utilizado para favorecer candidatos que se arroguem como cristãos. (Sl 144.15)

42 - Repugnamos veementemente os chamados "showmícios" com artistas evangélicos. Entendemos ser uma afronta ao verdadeiro sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de "louvor a Deus" para angariarem votos para seus candidatos. (Ex 20.7)

43 - Cremos que o Reino também se manifesta na Igreja, mas é maior que ela. Deus não está preso às paredes de uma religião. O Espírito de Deus tem total liberdade para se manifestar onde quiser, independente de nossas vontades. (At 7.48-49)

44 - Nenhum pastor, bispo ou apóstolo (ou qualquer denominação que se dê ao líder da igreja local) é inquestionável. Tudo deve ser conferido conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a "patente" de Deus para as suas próprias palavras. Portanto, estamos livres para, com base nas Escrituras, questionarmos qualquer palavra que não esteja de acordo com as mesmas. (At 17.11)

45 - Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)

46 - Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico "não toqueis no meu ungido", retirando-o do contexto, para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)

47 - Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de "perder a salvação" por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)

48 - Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos "palácios" para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)

49 - Que nenhum movimento, modelo, ou "pacote" eclesiástico seja aceito como o ÚNICO vindo de Deus, e nem recebido como a "solução" para o crescimento da igreja. Cremos que é Deus quem dá o crescimento natural a uma igreja que se coloca sob Sua Palavra e autoridade. (At 2.47; 1 Co 3.6)

50 - Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu "mover". Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)

51 - Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a "tietagem" evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)

52 - Reafirmamos que o véu, que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)

53 - Que os pastores, bispos e apóstolos arrependam-se de utilizarem-se de argumentos fúteis para justificarem suas vidas regaladas. Carro importado do ano, casa nova e prosperidade financeira não devem servir de parâmetros para saber se um ministério é ou não abençoado. Que todos nós aprendamos mais da simplicidade de Cristo. (Mt 8.20)

54 - Não reconhecemos a autoridade de bispos, apóstolos e líderes que profetizam a respeito de datas para a volta de Cristo. Ninguém tem autoridade para falar, em nome de Deus, sobre este assunto. (Mc 13.32)

55 - "O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus." Que sejamos sábios para não misturar as coisas. E as profecias, ainda que não devam ser desprezadas, devem ser julgadas, retendo o que é bom e descartando toda forma de mal. (Jr 23.28; 1 Ts 5.20-22)

56 - Que o ministério pastoral seja reconhecidamente um dom, e não um título a ser perseguido. Que aqueles que exercem o ministério, sejam homens ou mulheres, o exerçam segundo suas forças, com todo o seu coração e entendimento, buscando sempre servir a Deus e aos homens, sendo realmente ministros de Deus. (1 Tm 3.1; Rm 12.7)

57 - Que os cânticos e hinos sejam mais centralizados na pessoa de Deus no que na primeira pessoa do singular (EU). (Jo 3.30)

58 - Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar..., mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)

59 - Que as nossas crianças vivam como crianças e não sejam obrigadas a se tornarem como nós, adultos, violentando a sua infância e fazendo com que se tornem "estrelas" do evangelho ou mesmo "produtos" a serem utilizados por aduladores e pastores que visam, antes de tudo, lotarem seus templos com "atrações" curiosas, como "a menor pregadora do mundo", etc... (Lc 18.16; 1 Tm 3.6)

60 - Que as "Marchas para Jesus" sejam realmente para Jesus, e não para promover igrejas que estão sob suspeita e líderes questionáveis. Muito menos para promover políticos e aproveitadores desses mega-eventos evangélicos. (1 Co 10.31)

Continua...

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

NATAL 2013 - O NATAL DE JESUS: CELEBRAR OU NÃO CELEBRAR? PARTE 2


Suposta gruta que teria abrigado o estábulo onde Jesus nasceu

Essa mensagem é parte de uma série que pretendemos disponibilizar durante o mês de dezembro de 2013 e que esperamos possam ajudar a todos.

SERMÃO 002 – A MENSAGEM DO NATAL É SIMPLES EM SEU CONTEÚDO

Texto: Lucas 2:8—20
Introdução.

1. Hoje vamos continuar a falar acerca do nascimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

2. Nosso propósito é resgatar o verdadeiro sentido do Natal bíblico no meio de tantas vozes tão absurdas e discordantes que temos ouvido nesses dias.

a. De um lado nós temos, por exemplo, um bando de evangélicos, especialmente pastores evangélicos, os quais confundem o mercantilismo e todas as atividades correlatas desses dias com o verdadeiro natal, e então, não querendo se “contaminar” decidem não celebrar o mesmo inventando um monte de besteiras, que também não têm nada a ver com o verdadeiro natal. Mas curiosamente, esses são os mesmos indivíduos que incentivados e movidos pela ganância organizam grupos em suas igrejas, para festejar as festas judaicas da páscoa, do pentecostes e dos tabernáculos lá em Israel. Quanta falta de bom sendo e de conhecimento Bíblico

b. Por outro lado, infelizmente, nós temos os “crentes” que sucumbem ao chamado “espírito natalino” — um verdadeiro espírito demoníaco — caracterizado pelo consumismo, pela glutonaria e bebedice e pela entronização do chamado papai noel, como o verdadeiro deus todo poderoso. Para mostrar como esse natal não tem nada a ver com verdadeiro natal de Jesus Cristo vejam como a secretaria de Turismo da nossa cidade resolveu chamar os eventos que aconteceram, estão acontecendo e que irão acontecer ainda nesse mês de Dezembro: Natal Encantado na Terra de Papai Noel.

3. Essas duas posições extremas devem ser rejeitadas por todos nós, que devemos nos concentrar na verdade bíblica e celebrar o Natal com alegria e com toda a simplicidade como Deus mesmo deseja.

4. A primeira verdade que vimos acerca do Natal é que o NATAL É PARA PESSOAS SIMPLES.

5. As primeiras pessoas para as quais as Boas Novas do nascimento de Jesus foram anunciadas foram os pastores, pessoas simples e absolutamente desprovidas de tudo, do ponto de vista material.

6.Esses pastores eram tão pobres que não tinha nem onde passar a noite. Eles estavam passando a noite no campo aberto, ao relento, junto dos seus rebanhos.

7. Mas note que foi, exatamente a essas pessoas simples e desprovidas de tudo, que a mensagem do Natal de Jesus foi primeiro anunciada. Como eles, o Filho de Deus também nasceu de forma pobre e humilde em um estábulo que funcionava dentro de uma caverna na cidade de Belém da Judéia.

8. Hoje queremos continuar falando da simplicidade do Evangelho, enfatizando que:

A MENSAGEM CRISTÃ É UMA MENSAGEM SIMPLES EM SEU CONTEÚDO

I. Mensagem Simples, Porém Sublime.  

A. Sim trata-se de uma mensagem sublime , porque ela é acima de tudo, uma mensagem de salvação de pecadores e de perdão dos nossos pecados.

B. Quem poderia jamais imaginar que o nascimento do próprio Filho de Deus seria de modo tão simples. O próprio profeta Isaías já havia feito menção a essa realidade em seus dias com as seguintes palavras: Isaías 53:1—2 — O povo diz: “Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir? Quem diria que o SENHOR estava agindo? Pois o SENHOR quis que o seu servo aparecesse como uma plantinha que brota e vai crescendo em terra seca. Ele não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse — NTHL.  

C. Se dependesse da perspectiva humana o Filho de Deus viria a essa terra já como um homem adulto e bem sucedido. Ela estaria dirigindo uma Ferrari e estaria segurando, em uma de suas mãos, um charuto e na outra, uma taça de champagne — Tim, Tim! Mas nós sabemos que não foi assim.

D. Conforme a narrativa Bíblia — ver Lucas : 2:12 — muitas pessoas dos nossos dias criariam objeções a tal tipo de nascimento, especialmente quanto ao local: um estábulo!

E. Ao contrário do que nós imaginamos, Maria experimentou as dores do parto. Ela deve ter gritado e sangrado, como toda mulher que passa por um parto normal. O menino Jesus chorou sim, ao nascer e o mau cheiro era abundante dentro da estrebaria. A verdadeira cena do natal não tem nada a ver com os presépios sanitizados dos dias modernos onde tudo está em perfeita ordem e, claro, tudo muito limpinho.

F. Não havia nenhum jornalista do Jerusalem Post: nenhuma uma equipe de TV transmitindo ao vivo; nenhum dignitário do templo nem por parte das autoridades romanas. Apenas um casal simples, vindos de uma pequenina cidade das montanhas, e alguns animais.

II. Mas Quem Era Esse Menino que os Pastores Encontraram Naquele Ambiente tão Simples:

A. Os Anjos nos dão a resposta em Lucas 2:11.
Belém Moderna 
B. Isso estava tudo de conformidade com as antigas profecias, como a que encontramos em Miquéias 5:2 — E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.

C. Essa profecia de Miquéias foi feita cerca de 700 anos antes do nascimento de Jesus e foi cumprida com precisão milimétrica. Note como Deus controla a história. 1) José e Maria moravam na cidade de Nazaré. O óbvio seria que o menino nascesse naquela cidade. 2) Mas algum tempo antes, a Bíblia nos diz o seguinte: Lucas 2:1 — E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. Então note como Deus controla a história.

D. José e Maria que eram ambos descendentes do rei Davi, precisavam ir para a cidade de Davi, que era Belém para fazer o devido registro.

III. A Principal Verdade Acerca daquele Menino era que: ELE ERA O SALVADOR, O CRISTO OU MESSIAS ENVIADO POR DEUS.

A. Jesus veio para ser o Salvador. Não um Juiz e sim um Salvador.  Lucas 19:10 —  Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido.

B Quando o anjo se refere a Jesus como o Senhor é o equivalente a dizer que Jesus era o próprio Deus! Sim, o Deus eterno tomou a forma dum ser humano na pessoa de Jesus.

C. Nenhuma mensagem poderia ser mais simples, direta e objetiva do que essa. Também nenhuma verdade poderia ser mais profunda quanto ao que Deus fez para salvar a raça humana caída em Adão. Assumir nossa forma, viver nossa vida, morrer nossa morte e ressuscitar dos mortos para garantir nossa própria ressurreição — 1 Coríntios 15:21 — Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.

D. Jesus veio sem pecado, mas tornou-se pecado por causa de nós de tal maneira que a justiça de Deus pudesse ser satisfeita plenamente e assim, Deus torna-se o que temos afirmado em Romanos 3:25—26 — Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que, pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio de as pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele. Deus quis mostrar com isso que ele é justo. No passado ele foi paciente e não castigou as pessoas por causa dos seus pecados; mas agora, pelo sacrifício de Cristo, Deus mostra que é justo. Assim ele é justo e aceita os que creem em Jesus.

E. Agora me responda com toda sinceridade: quão difícil é essa mensagem de ser entendida. Até mesmo uma criança é capaz de entender a mesma e explicá-la de volta.
Conclusão:
1. O natal dá início a todo o processo terrestre da salvação. Digo terrestre, porque nossa salvação foi planejada por Deus antes mesmo da criação do mundo. Mas a parte funcional da mesma teve início com o Natal.

2. Dessa maneira, a mensagem do Natal e do Evangelho é uma mensagem para pessoas simples e não para pessoas sofisticadas.

3. Além da profecia de Miquéias, Jesus cumpriu 11 outras profecias relacionadas ao nascimento do Messias. Qual era a possibilidade real de um ser humano, aleatoriamente, cumprir todas essas profecias? Espero que você esteja bem sentado, porque a chance é de 1X10157. 1X100000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000

4. O glorioso natal de Deus abriu as porta para a vinda do Salvador da humanidade. Para Jesus, o único que é capaz de perdoar cada um e todos os nossos pecados.

5. Mas o natal nos garante mais do que perdão diante de Deus. Foi por causa do Natal que Jesus também teve a possibilidade de ressuscitar dentre os mortos e com isso Ele garante nossa própria ressurreição ao dizer: João 14:19 — Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis.

Que Deus abençoe a todos.

Outras mensagens para o natal 2013

SERMÃO 001 – A MENSAGEM DO NATAL É PARA PESSOAS SIMPLES

SERMÃO 002 – A MENSAGEM DO NATAL É SIMPLES EM SEU CONTEÚDO

Alexandros Meimaridis

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