Mostrando postagens com marcador Tabernáculos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tabernáculos. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de dezembro de 2016

NATAL: CELEBRAR OU NÃO CELEBRAR


Resultado de imagem para shopping mall christmas

INTRODUÇÃO

A. Já faz muito tempo que a celebração do Natal de Cristo tornou-se motivo de não pequena desavença entre os cristãos.

B. Por motivos não bíblicos, muitos que se chamam cristãos têm não apenas desistido de celebrar o Natal, mas têm também se envolvido numa campanha contra a celebração do Natal de Jesus. Muitos desses, todavia, não se sentem constrangidos de celebrarem festas judaicas como a Páscoa e a festa dos Tabernáculos, apesar do Novo Testamento ensinar claramente contra tais práticas, conforme —

Romanos 10:4

Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.

C. As pessoas que são contra a celebração do Natal, geralmente, assumem um ar de pessoas superiores quando se comparam com aqueles que eles julgam como pessoas infelizes que celebram o mesmo. Então, muitas vezes, os que celebram o Natal reagem pensando que também são superiores a esses seres infelizes que não celebram o Natal. As duas atitudes estão erradas e devem ser reprovadas. A Bíblia não incentiva a arrogância, pelo contrário —

Filipenses 2:3—4

3  Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.

4  Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.

D. Essa condição de disputa entre cristão pede que a celebração do Natal seja esclarecida para o benefício de todos. É isso que vamos tentar fazer em nossa mensagem de hoje.

DEVEMOS OU NÃO CELEBRAR O NATAL DE CRISTO?

I. O Problema das Tradições

A. A Celebração do Natal — Nascimento de Jesus — é uma tradição da Igreja Cristã.

B. Tradições não são nem boas nem más em si mesmas, mas é fato que tradições podem degenerar. E certamente foi isso que aconteceu com a celebração do Natal.

C. Em 1647 o Parlamento Inglês controlado pelos puritanos, aboliu as celebrações natalinas em toda Inglaterra e tal proibição durou durante todo o período — 14 anos — que o puritano Oliver Cromwell governou o país.

D. Como celebrado nos dias de hoje a festa chamada “NATAL” — mesmo nome, mas motivações bem diferentes — está muito degenerada. Entre os elementos da degeneração, podemos citar dois, entre os mais importantes:

1. Materialismo: eis algumas máximas materialistas —

a. Você é o que você tem ou possui. Todavia, a Bíblia nos diz que:
Lucas 12:15
Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.
b. Mas, infelizmente, os bens materiais se tornam a fonte mais importante de satisfação nesta vida. Os bens materiais tendem a assumir personalidade de pessoas e as pessoas vão sendo cada vez mais coisificadas. É o que podemos chamar de personificação das coisas e a coisificação das pessoas.
2. Além disso, podemos notar excessivos sinais de: avareza, glutonaria, bebedeira, cobiça e inveja. Esses todos são pecados condenado há milênios —

Gálatas 5:19—21

19 Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia,

20 idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções,

21 invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.

II. A Celebração do Natal no Brasil no Século XXI.

A. Vivemos em Mundo Globalizado e Sofremos Muitas Influências.

1. Como os Estados Unidos da América são o país mais rico do mundo é apenas natural que o mundo todo seja influenciado por eles. Nos Estados Unidos a celebração do natal não guarda nenhuma relação com o nascimento de Jesus. É uma festa pagã luxuosa marcada por glutonaria, bebedeiras, libidinagens, e gastanças despropositadas. Essa influência pode ser percebida no Brasil.
2. Por exemplo, tal influência pode ser vista, na multiplicação das lojas de enfeites natalinos em nossa cidade, a iluminação natalina de casas e a decoração natalina espalhada pela cidade sob os auspícios da Prefeitura Municipal, a chamada Parada de Natal e etc. Cerca de R$ 250.000,00 do dinheiro público foi investido pela nossa Prefeitura para bancar essas festividades. É bom sempre enfatizar que nada disso guarda qualquer relação com o verdadeiro Natal do Senhor Jesus.
B. Outra grande influência, essa bem mais antiga, é a mercantilização do natal — Primeiros sinais surgiram nos Estados Unidos da América no século XIX. A moda se espalhou rapidamente pelo Hemisfério Norte até tornar-se uma tradição na maioria dos países.

III. Entra em Cena o Papai Noel.

A. Existem tradições cristãs muito antigas que fazem referência a este personagem moderno que chamamos de “Papai Noel”.

1. A mais antiga tradição cristã está atrelada a Nicolau que foi Bispo da cidade de Mira na região onde fica a Turquia Moderna.
2. Tendo herdado considerável fortuna de seus pais, esse bispo costumava no final de cada ano presentear as crianças mais desfavorecidas de sua diocese com presentes.
B. Surge o Papai Noel do século XX.

1. Na década de 1930 a “The Coca-Cola Company” encomendou ao pintor estadunidense Haddon Sundblom a criação de uma série de pinturas que pudessem ser utilizadas pela empresa para promover seus produtos durante os festejos de final de ano. Esse trabalho foi desenvolvido durante as décadas de 30, 40 e 50.

2. O artista produziu 26 pinturas à óleo. A vasta maioria mostrava uma versão piegas ou sentimental de “Papai Noel” saboreando uma Coca-Cola. Seguem exemplos —

Imagem relacionada




Resultado de imagem para paintings of santa claus drinking coca-cola


3. Esta é a imagem do “Papai Noel” que temos hoje em dia. Sua origem é bem conhecida. Não surge da tradição cristã e sim de uma campanha promocional da “Coca-Cola”.

IV. A Transmutação do “Papai Noel”.

A. A Imagem de Papai Noel cresce, ano a ano, na mesma proporção que o Senhor Jesus é diminuído ano a ano.

B. Tudo contribui para que este movimento seja bem sucedido: Filmes de Hollywood, seriados enlatados, novelas brasileiras e etc.

C. Jesus é visto cada vez menos e menos como aquele que reina sobre o mundo espiritual enquanto que Papai Noel é visto cada vez mais e mais como aquele que reina sobre o mundo material — que é o mundo que realmente importa para a maioria das pessoas.

D. De acordo com as condições que temos hoje, o Papai Noel:

1. Está presente em todos os lugares todo o tempo – é, portanto, onipresente.
2. Consegue ouvir todas as orações que lhe são dirigidas bem como ler todas as cartas que lhe são encaminhadas. É, portanto, onisciente.
3. Tem um saco de presentes que não tem fundo e consegue satisfazer a todos os desejos que as pessoas têm. É, portanto, onipotente.
4. Nas palavras de uma professora da Escola Pingo de Gente aqui em São João: Papai Noel é Deus!
E. Quanta blasfêmia, que vergonha, que horror.

V. Devemos ou Não Celebrar o Natal?

A. Muitos crentes não celebram o Natal, porque não conseguem fazê-lo de forma independente do que rola mundo afora. É mesmo uma pena.

B. Alguns adotam posturas realmente ridículas celebrando a Páscoa Judaica e a Festa dos Tabernáculos, mas não celebram o Natal de Jesus!

C. Somos livres em Cristo para adotar ou não adotar a celebração de qualquer tradição cristã.

D. Pecamos gravemente quando nos consideramos melhores que outros crentes quando não celebramos algo que eles estão celebrando.

E. Pecamos gravemente quando nos consideramos melhores que outros crentes quando celebramos algo que eles não estão celebrando. Ou vice versa.

VI. A Verdadeira Celebração do Natal.

A. Não tem nada a ver com uma data específica. Celebramos o evento do nascimento do Salvador e não guardamos uma data específica.

B. Não tem nada a ver com aspectos culturais como árvores, enfeites, toalhas de mesa e etc. Uma leitura da narrativa do Natal, especialmente a que encontramos em Lucas 2, deixa isso bem claro e evidente.

C. Definitivamente não tem nada a ver com esta imagem mítica que chamamos de “Papai Noel”. Imagens de “Papai Noel” são verdadeiras afrontas a Deus e devem ser removidas pelo que simbolizam: um ser todo-poderoso. Isto Deus realmente não tolera.

D. Mas o Natal, tem a ver sim com a atitude do nosso coração. De nos aproximarmos com reverente adoração deste menino chamado Jesus de quem conhecemos a graça, que, sendo rico, se fez pobre por amor de nós, para que, pela sua pobreza, nos tornássemos ricos —

2 Coríntios 8:9

Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.

Que Deus abençoe e todos. 

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.

Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

SALMOS 130 - SERMÃO 001 – O CLAMOR DO SALMISTA


Resultado de imagem para clamar ao senhor

O Salmo 130 é bem conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: De profundis ou Das profundezas. O salmo é um clamor profundo que brota do coração de um ser humano tomado pela mais intensa perturbação por causa da inquietude causada pelo pecado pessoal. Em meio à sua dor, o Salmista manifesta sua plena confiança em ser perdoado pelo Deus ETERNO.

“DE PROFUNDIS”

Uma Exposição Bíblica e Teológica do Salmo 130

Introdução

A. O Salmo 130 é um dos 15 Salmos — do Salmo 120 até 134 — que são conhecidos como “Cânticos de Romagem”.

B. Eram Salmos cantados pelo povo de Israel durante a viagem que tinham que fazer três vezes por ano, até o local apontado por Deus para adoração.

C. A autoria desses Salmos é como segue:

1. Davi escreveu os Salmos 122, 124, 131 e 133.

2. O Salmo 127 é de autoria de Salomão.

3. Os 10 Salmos restantes são anônimos.

D. De acordo com as instruções que o povo de Deus havia recebido de Moisés em Deuteronômio 16:1—17, todo israelita devia comparecer diante do SENHOR — primeiro no Tabernáculo e depois no Templo — três vezes por ano para celebrar as seguintes festas:

1. פֶּסַח PesachFesta da Páscoa — Libertação do Cativeiro Egípcio.

2. שָׁבֻעֹת Shabu`otFesta das Semanas ou Pentecostes, no início da colheita dos primeiros frutos.

3. סֻּכּוֹת SucotFesta dos Tabernáculos no final da colheita.

E. Como todos os judeus estavam obrigados a frequentar essas três festas, ninguém podia ficar para trás. Por esse motivo, Deus fez uma das mais poderosas e generosas promessas que podemos encontrar em toda Bíblia. A promessa garantia aos judeus, que eles poderiam ir tranquilos para as três festas, porque o próprio Deus guardaria todas as propriedades através do país:

Êxodo 34:24

Porque lançarei fora as nações de diante de ti e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra quando subires para comparecer na presença do SENHOR, teu Deus, três vezes no ano.

F. Com essa garantia os judeus, então, se juntavam em grupos e seguiam para celebrar as três grandes festas do Senhor. Enquanto viajavam, eles tinham por costume seguirem cantando os louvores do Senhor. Com o tempo, uma série de cânticos específicos foi criada, especialmente, com esse propósito. Esses são os 15 Salmos que mencionamos acima os quais recebem um sub título de “Cântico de Romagem” na ARA ou de “Canção de Peregrinos” na NTLH.

G. Depois que o templo já estava construído em Jerusalém, havia uma escadaria com 15 degraus do lado sul do mesmo, por onde os peregrinos entravam na área do templo através das chamadas “portas da profetisa Hulda”. Para alcançarem essas portas os peregrinos precisavam galgar os 15 degraus e costumavam cantar um dos salmos de romagem para cada degrau, à medida que ascendiam. Por esse motivo, esses salmos também são chamados de “Salmos dos degraus” ou “cânticos dos degraus”.

H. Nesse último sentido — o de subir — o Salmo 130 se eleva, rapidamente, do mais profundo abismo até as maiores alturas da certeza do cuidado permanente de Deus.

I. Durante a celebração das festas em Jerusalém era comum o povo entoar os Salmos 113 a 118 que são chamados de Salmos de Hilel.

J. O Salmo 130 forma um par perfeito com o Salmo 129.

1. O Salmo 129 fala das dificuldades que enfrentamos com outros seres humanos, que muitas vezes são ríspidos, ingratos e até mesmo cruéis.

2. Mas depois que vencemos nossos embates com outros seres humanos nós estamos melhor preparados para enfrentarmos as dificuldades que existem em nosso relacionamento com Deus, que é o tema central do Salmo 130.

K. Todos os que enfrentaram as dores causadas por outros seres humanos, estão treinados na paciência necessária para lidar com o Deus Santo e Todo Poderoso.

L. Por causa do início do Salmo 130 na tradução latina — Vulgata — o mesmo é conhecido mundialmente como “De Profundis”. E é dessas profundezas que nós, muitas vezes:

1. Clamamos a Deus.

2. Aguardamos em Deus.

3. Vigiamos esperando a ação de Deus

4. Esperamos, totalmente, em Deus.

M. É nesse Salmo que encontramos a pérola de grande valor que chamamos de REDENÇÃO — ver Salmos 130:7—8. Mas para que isso aconteça é necessário, muitas vezes, que o Senhor permita sermos arrastados para regiões abissais.

N. Segundo os especialistas, as melhores pérolas naturais se encontram nas maiores profundidades.

O. Com certeza podemos afirmar que o Salmista jamais teria descoberto tal pérola, não tivesse sido lançado em águas tão profundas.

P. O Salmo 130 pode então, ser dividido assim:

1. Versos 1—2 nos apresentam o intenso clamor e desejo do salmista.

2. Versos 3—4 nos falam de humildade, que acompanha um “profundo” arrependimento, e fé verdadeira no Senhor.

3. Versos 5—6 o Salmista decide firmemente aguardar e vigiar até ver o Senhor agir.

4. Versos 7—8 o Salmista manifesta uma alegre expectativa que é capaz de alegrar não apenas seu próprio coração, mas de todo o povo de Deus.  

Q. Feita essa introdução, estamos prontos para estudar com “profundidade” esse Salmo, começando pelo verso 1:

DAS PROFUNDEZAS OU DE PROFUNDIS

I. O Clamor Vindo das Profundezas.

A. A primeira afirmação do Salmista é realmente surpreendente. Mesmo se encontrando no estado de maior humilhação, ele jamais deixou de buscar o Senhor.

B. As profundezas têm essa característica: silenciar todas as vozes. Mas elas não foram capazes de fazer calar a voz do servo do Senhor. Pelo contrário, é das maiores profundezas que o Salmista levanta sua voz pedindo socorro a Deus!

C. Por baixo dos vagalhões dos tsunamis da vida, a oração de fé continuava viva e perseverante. Quantas lições podemos aprender aqui? Muitas!

1. Em primeiro lugar somos ensinados que pouca importa a situação que estamos enfrentando se podemos orar!

2. Não é verdade que nossa vida de oração se transforma por completo quando enfrentamos problemas, grandes problemas?

3. Note como quanto maior a profundidade em que nos encontramos maior é nossa devoção ao Senhor. A Intensidade da nossa devoção é motivada pela profundidade em que nos encontramos.

D. Quando oramos das profundezas nós produzimos a mais elevada — excelsa — glória de Deus.

II. O Clamor Vindo das Profundezas é Dirigido para Deus.

A. Mas toda nossa devoção e intensidade de oração só fazem sentido se forem dirigidas, exclusivamente, para o Deus Todo Poderoso.

B. Em nosso mais profundo desespero devemos buscar Deus, e Deus somente.

C. Nessas horas Deus deve ser o objeto central de toda nossa atenção como faz o Salmista aqui no verso 1. O Deus Único e Verdadeiro!

D. Como deve ser terrível olhar para trás, para os momentos terríveis de angústia e percebemos que fizemos de tudo, menos clamarmos a Deus de todo nosso coração, com todas as nossas forças, com todo nosso entendimento e com toda a força de nossas mentes!

E. Por outro lado, como deve ser animador se, ao olharmos para aquelas situações, nos lembrarmos de como buscamos o Senhor e de como Ele veio ao nosso socorro. Deus seja louvado. ALELUIA.

Conclusão

A. Muitas vezes em nossas vidas nós somos como o profeta Jonas, que precisou ser arrastado para as profundezas do mar, dentro do ventre de um grande peixe. Foi ali no ventre do peixe que Jonas reconheceu uma grande verdade que ele registrou com as seguintes palavras:

Jonas 2:9

Ao SENHOR pertence a salvação!

Você sabia que esse é o único versículo em toda a Bíblia que afirma essa verdade usando essas palavras?

B. Jesus mesmo nos disse que temos o “dever de orar sempre e nunca esmorecer”. Para ilustrar o que ele queria dizer, ele contou uma parábola para os seus discípulos —

Lucas 18:1

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer.

A parábola poderá ser encontrada em Lucas 18:2—8 e nela temos essa promessa poderosa de Deus acompanhada de uma grave advertência do Senhor Jesus:

Lucas 18:7—8

Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?

C. Sabe por que muitas vezes sua vida te dá a impressão de que você está direto nas profundezas? É porque, na maioria das vezes, essa é a única linguagem que entendemos para nos fazer depender, o tempo todo de Deus. Quando Deus facilita nossas vidas, nós rapidamente nos esquecemos do Senhor, da importância da leitura da Bíblia, da oração perseverante e da comunhão com os irmãos. Então o Senhor, em sua bondade nos humilha nos mantendo nas profundezas. Ele faz isso por que Ele nos ama de verdade.

D. Aquele que clama a Deus das profundezas, logo estará cantando nas maiores alturas.

OUTRAS MENSAGENS DA SÉRIE DO SALMO 130

SERMÃO 001 — O CLAMOR DO SALMISTA

SERMÃO 002 — OS OUVIDOS DE DEUS ESTÃO ATENTOS AO NOSSO CLAMOR

SERMÃO 003 — NOSSA DESESPERADA CONDIÇÃO




Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.


Os comentários não representam a opinião do Blog O Grande Diálogo; a responsabilidade é do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ATOS DOS APÓSTOLOS — SERMÃO 007 - Atos 2:1—4 — O DIA DO PENTECOSTES — PARTE 001


Esse material é parte de uma série de mensagens pregadas no Livro dos Atos dos Apóstolos. As mensagens cobrem todos os 28 capítulos do Livro de Atos e no final de cada mensagem, você poderá encontrar links para outras mensagens.

ATOS DOS APÓSTOLOS

Introdução.

A. Não existem, no Antigo Testamento, muitas referências ao Espírito Santo. Juntando todas as formas — Espírito, Espírito de Deus, Espírito do Senhor, Espírito Santo (2 vezes apenas — percebemos que temos cerca de 80 referências à terceira pessoa da Trindade. 
B. Uma das últimas menções encontra-se na profecia do profeta Joel, onde Deus promete derramar, de forma abundante, seu Espírito sobre todas as pessoas — 
Joel 2:28—32 
28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; 
29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. 
30 Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. 
31 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR. 
32 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o SENHOR prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o SENHOR chamar. 
C. No Antigo Testamento, todavia, esse derramamento prometido nunca esteve relacionado a algum tipo de batismo. 
D. Depois de Malaquias, o último profeta do Antigo Testamento, aconteceu um silêncio profético de aproximadamente 400 anos. Esse silêncio foi quebrado pelo aparecimento de João Batista pregando um batismo de arrependimento no deserto da Judéia — 
Lucas 3:3 
Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.  
E. João reconhecia que seu batismo, com água, não era para ser comparado com o batismo que seria administrado por outro, que viria depois dele. Esse, dizia João, vos batizará com o Espírito Santo e com fogo — 
Lucas 3:15—16 
15 Estando o povo na expectativa, e discorrendo todos no seu íntimo a respeito de João, se não seria ele, porventura, o próprio Cristo, 
16 disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 
F. Foi Jesus quem apresentou a verdade completa acerca do Espírito Santo, ensinando que o mesmo viria para substituí-lo — 
João 14:16—18 
16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, 
17 o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. 
18 Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. 
João 16:12—15 
12 Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; 
13 quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. 
14 Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. 
15 Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. 
G. Mas, como acabamos de ver, o Espírito Santo só viria depois que Jesus retornasse para o Pai. 
H. Jesus prometeu enviar o Espírito Santo sobre seus discípulos e, por esse motivo, era necessário que os mesmos esperassem em Jerusalém o cumprimento da promessa — 
Lucas 24:49 
Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder. 
Atos 1:5 
Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 
I. Como um ato simbólico de que sua promessa seria cumprida, Jesus soprou sobre os discípulos o Espírito Santo — 
João 20:22 
E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 
A graça soberana de Deus, escolheu, para cumprir a promessa...

O DIA DO PENTECOSTES

 I. O Dia do Pentecostes 
A palavra grega πεντηκοστῆς pentekostês — pentecostes, que dizer, literalmente: quinquagésimo dia. 
B. Esse dia marcava a segunda da três grandes festas anuais judaicas – Páscoa, Das Semanas ou Pentecostes e Tabernáculos — 
Deuteronômio 16:16 
Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o SENHOR. 
C. A mesma era celebrada no primeiro dia, depois de terem se completado 7 semanas da celebração da Páscoa. Como coincidia com a época do final da colheita dos grãos era chamada de Festa da Sega — ver Êxodo 23:16. Tinhas dois significados: 
1. Da perspectiva da agricultura, a mesma marcava a colheita das plantações de grãos, colheita essa que se iniciava após a celebração da páscoa. Essa colheita durava 7 semanas. No quinquagésimo dia era celebrada uma festa de gratidão pela colheita, também chamada de Festa das Semanas, por causa da 7 semanas envolvidas na colheita.    
2. Mas a festa tinha também um significado histórico. Perto do final do período de 400 anos de silêncio que mencionamos acima, muitos judeus começaram a acreditar que a data também marcava o dia em que Deus concedeu as tábuas da Lei a Moisés. Segundo essas pessoas, isso teria acontecido, exatamente, cinquenta dias depois do Êxodo. 
3. Alguns intérpretes cristãos chegam a ver nas manifestações sobrenaturais de Atos 2:1—4 algumas semelhanças com as ocorridas no Sinai, conforme 
Hebreus 12:18—19 
18 Ora, não tendes chegado ao fogo palpável e ardente, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 
19 e ao clangor da trombeta, e ao som de palavras tais, que quantos o ouviram suplicaram que não se lhes falasse mais,

II. Os Fenômenos Sobrenaturais Notados 
O Texto de Atos 2:2—4 menciona três fenômenos distintos. São todos “como” algo que conhecemos, mas na realidade eram manifestações sobrenaturais tanto na origem quanto no caráter. 
A. O Som COMO de vento 
Note que em nenhum momento o texto diz que algum tipo de vento soprou. Estamos diante de um som que se parecia como o som de um vento impetuoso. 
B. As Línguas — Primeira Parte. 
Note que em nenhum momento o texto diz que as línguas eram de fogo. Diz apenas que pareciam como línguas de fogo 
C. As Línguas — Segunda Parte. 
As línguas faladas eram verdadeiras línguas humanas, mas mesmo assim são apresentadas como sendo “outras”.

III. Entendendo o Que Aconteceu Dentro do Contexto Maior 
A. A promessa de João Batista — Ele vos batizará com o Espírito Santo e com Fogo — parece estar se cumprindo com uma precisão que vai muito além do esperado. De fato, o que está narrado nesses versos, confirma o que Jesus prometeu em 
Atos 1:8 
Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. 
B. O som como de um vento impetuoso é excelente emblema do Espírito Santo que viria revesti-los de poder para poderem cumprir a missão conforme proposta em Atos 1:8 – RECEBEREIS PODER. 
C. As línguas, como de fogo, nos fazem lembrar da brasa que foi retirada do altar e com a qual o anjo tocou os lábios do profeta Isaías, simbolizando sua purificação e capacitação para falar a palavra de Deus ao povo de Israel — 
Isaías 6:6—7 
6  Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 
7  com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado. 
Assim também os discípulos estavam sendo purificados e capacitados para servirem, como Isaías, de testemunhas a favor da verdade — ver Atos 1:8 – SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS  
D. Ato contínuo nós temos a manifestação dessas outras línguas, que comprovam a universalidade tanto da mensagem, como do reino de Deus, conforme Atos 1:8 – ATÉ OS CONFINS DA TERRA.   
Conclusão:

A. Sem a vinda do Espírito Santo, a vida cristã e o discipulado cristão seriam impraticáveis e até mesmo impossíveis.

B. Como poderíamos...

1. Ter vida verdadeira sem a presença do único doador da vida? —

2 Pedro 1:2—3

2 Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor.

3 Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,

2. Ter entendimento sem a presença do Espírito da verdade que veio para nos conduzir a toda verdade?

3. Ter comunhão verdadeira sem a presença do Espírito Santo que cria a unidade entre nós? Nós não temos que criar a unidade, temos que nos esforçar por preservá-la —

Efésios 4:3

Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos.

4. Demonstrar um caráter semelhante ao de Jesus Cristo sem a manifestação do fruto do Espírito Santo? —

Gálatas 5:22—23

22 Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,

23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.

5. Testemunhar de forma efetiva sem o poder do Espírito Santo? — ver Atos 1:8.
C. Sem o Espírito Santo a igreja é como um defunto. O corpo está ali, mas não existe nada de vida.

D. Aquele que veio ao mundo assumindo nossa humanidade, que viveu uma vida de perfeita santidade, que morreu por causa dos nossos pecados e que ressuscitou e ascendeu ao céu, sim, esse mesmo Jesus enviou, no dia do Pentecostes, o seu Espírito Santo.

E. O dia do Pentecostes marca então, o ato final do ministério salvador de Jesus representando pelo cumprimento da promessa de enviar o Espírito Santo, o outro Consolador. A nossa salvação está completada. Ela ainda não está realizada, mas é tudo uma questão de tempo apenas, para que assim seja. Mas ela está completa e perfeitamente acabada.

F. O acontecimento registrado no dia do Pentecostes marca o início desse novo momento na vida do povo de Deus. Marca o momento da presença permanente do Espírito Santo no meio e dentro do povo de Deus daquele dia em diante e até nossa redenção final.

Que o Deus compassivo e Todo Poderoso nos ajude a compreender a grandeza do que aconteceu naquele dia de Pentecostes. E que, como aqueles primeiros irmãos, possamos nós também ser cheios do Espírito Santo.


OUTRAS MENSAGENS DO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS

SERMÃO 001 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 002 — INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS ATOS DOS APÓSTOLOS — PARTE 2 — Lucas 1:1—4 e Atos 1:1—2

SERMÃO 003 — A TRANSIÇÃO DO VOLUME ANTERIOR — Atos 1:1—5

SERMÃO 004 — A NOVA DIREÇÃO EXPLICADA — Atos 1:6—8

SERMÃO 005 — A ASCENSÃO DE JESUS — Atos 1:9—11

SERMÃO 006 — PERSEVERANDO UNÂNIMES — Atos 1:12—26

SERMÃO 007 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 001 — Atos 2:1—4

SERMÃO 008 — O DIA DO PENTECOSTES – PARTE 002 — Atos 2:5—15

SERMÃO 009 — A PROFECIA DE JOEL — Atos 2:14—21

SERMÃO 010 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 001 — Atos 2:22—36

SERMÃO 011 — O PRIMEIRO SERMÃO — PARTE 002 — Atos 2:37—41

SERMÃO 012 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47

SERMÃO 013 — A VIDA DOS PRIMEIROS CRISTÃOS — Atos 2:42—47 — PARTE 002

SERMÃO 014 — A CURA DE UM PARALÍTICO DE NASCENÇA — Atos 3:1—10

SERMÃO 015 — A EXALTAÇÃO DE JESUS E A CONDENAÇÃO DOS HOMENS — Atos 3:11—21

SERMÃO 016 — SALVAÇÃO E REFRIGÉRIO: BÊNÇÃOS DAS DUAS VINDAS DE JESUS— Atos 3:17—21

SERMÃO 017 — JESUS CUMPRE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO — Atos 3:22—26

SERMÃO 018 — INÍCIO DAS PERSEGUIÇÕES — Atos 4:1—22

SERMÃO 019 — A IGREJA ORA EM COMUNHÃO — Atos 4:23—31

SERMÃO 020 — A IGREJA VIVE EM COMUNHÃO — Atos 4:32—37

SERMÃO 021 — ANANIAS E SAFIRA — Atos 5:1—11

SERMÃO 022 — A COMUNIDADE DOS CRENTES — Atos 5:12—16
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/11/atos-512-16-sermao-021-comunidade-dos.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

PS. Pedimos a todos os nossos leitores que puderem que “curtam” nossa página no Facebook através do seguinte link:


Desde já agradecemos a todos.