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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002 — FINAL


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O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO
Por Jonathan Edwards
Lucas 22:44

E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.

APLICAÇÃO — FINAL

4. De que maneira os Cristãos devem prosseguir no trabalho que está diante deles? Cristo tinha uma grande obra diante dEle quando isso aconteceu, do que nós temos um relato no texto acima. Apesar de ter sido muito perto do fim de Sua vida, no entanto, Ele, nessa ocasião, quando Sua agonia começou, tinha a principal parte do trabalho que Ele veio fazer no mundo diante dEle. E isso, era ofertar o sacrifício que Ele ofereceu em Seus últimos sofrimentos, e nisso realizar o maior ato de Sua obediência a Deus. E assim os Cristãos têm um grande trabalho a fazer, um serviço que realizarão para Deus, que é efetuado com muita dificuldade. Eles têm estabelecida uma corrida diante deles a qual eles têm que correr, uma guerra que é indicada a eles. Cristo foi o sujeito de uma grande provação no momento de Sua agonia; assim Deus está acostumado a exercitar o Seu povo com grandes provações. Cristo encontrou-se com grande oposição naquela obra que Ele devia cumprir, assim os crentes, semelhantemente, encontraram grande oposição em correr a carreira que está posta diante deles. Cristo, como homem, tinha uma natureza frágil, que era, em si, muito insuficiente para sustentar um conflito, ou para suportar tal carga como a que estava vindo sobre Ele. Assim, os santos têm a mesma natureza humana fraca e, junto com isso, grandes fraquezas pecaminosas que Cristo não tinha, o que lhes colocam sob grandes desvantagens, e aumentam consideravelmente a dificuldade de Seu trabalho. Essas grandes tribulações e dificuldades que estavam diante de Cristo, foram o caminho pelo qual Ele devia entrar no reino dos céus; para que Seus seguidores pudessem esperar que “por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” — Atos dos Apóstolos 14:22. A cruz foi para Cristo o caminho para a coroa de glória, e assim ela é para os Seus discípulos. As circunstâncias de Cristo e de Seus seguidores nessas coisas são iguais, o Seu caso, portanto, é o mesmo; e, portanto, o comportamento de Cristo em tais circunstâncias foi um exemplo adequado para eles seguirem. Eles devem olhar para o Seu Capitão, e observar de que maneira Ele passou por Sua grande obra, e as grandes tribulações que Ele sofreu. Eles devem observar de que maneira Ele entrou no reino dos céus, e obteve a coroa de glória, e assim eles também devem participar da corrida que se coloca diante deles.

Hebreus 12:1

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta

Tudo isso se materializa das seguintes maneiras:

(1). Quando os outros estão dormindo eles devem estar acordados, como foi com Cristo. O tempo de agonia de Cristo foi de noite, o tempo em que as pessoas tinham o costume de estar dormindo; foi o tempo em que os discípulos que estavam perto de Cristo estava dormindo; mas Cristo, nessa ocasião, tinha outra coisa a fazer ao invés de dormir; Ele tinha um grande trabalho a fazer; Ele manteve-se acordado, com o coração envolvido neste trabalho. Assim deve ser com os crentes em Cristo; quando as almas de Seus vizinhos estão dormindo em Seus pecados, e sob o poder de uma insensibilidade e preguiça letárgicas, eles devem vigiar e orar, e manter vivo o senso da importância infinita de Suas preocupações espirituais.

1 Tessalonicenses 5:6

Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios.

(2). Eles devem seguir em Seu trabalho com intenso labor, como Cristo fez. O momento em que os outros estavam dormindo era um momento em que Cristo estava perto de Sua grande obra, e estava comprometido nisso com todas as Suas forças, agonizante nisso; conflitante e lutando em lágrimas e em sangue. Assim, os Cristãos devem, com o máximo de seriedade, remir o Seu tempo, com as almas comprometidas neste trabalho, passando por meio da oposição que eles encontram nisso, passando por todas as dificuldades e sofrimentos que existem no caminho, correndo com paciência a carreira posta diante deles, lutando contra os inimigos de Sua alma com todas as Suas forças; como aqueles que não lutam contra a carne e o sangue, mas contra os principados e potestades, e os príncipes das trevas deste mundo, e hostes espirituais da maldade nas regiões celestiais.

(3). Este labor e luta devem ser, para que Deus seja glorificado, e Sua própria felicidade eterna obtida em um caminho de fazer a vontade de Deus. Assim foi com Cristo; pelo que Ele tão intensamente se esforçou foi, que Ele pudesse fazer a vontade de Deus, para que Ele mantivesse o Seu mandamento, Seu difícil mandamento, sem falhar nele, e que desta forma, a vontade de Deus fosse feita, para glória de Seu Eterno Grande Nome, e para a Salvação de Seus eleitos, que Ele intencionou por meio de Seus sofrimentos. Aqui está um exemplo que os santos devem seguir nestas santas luta, e corrida, e guerra, que Deus lhes designou; eles devem se esforçar para fazer a vontade de Seu Pai celestial, para que eles possam, como o apóstolo o expressa em

Romanos 12:2:

Experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

e que neste caminho, eles possam glorificar a Deus, e possam vir, por fim, a ser para sempre felizes no gozo de Deus.

(4). Em toda a grande obra que eles têm que fazer, a sua visão deve estar em Deus, para obter Sua ajuda, para que sejam capacitados a superar suas dificuldades. Assim fez o homem Cristo Jesus, Ele se esforçou em Seu trabalho, mesmo em tal agonia e suor sangrento. Mas como Ele se esforçou? Não foi em Sua própria força, mas Seus olhos estavam em Deus, Ele clamou por Ele por Seu auxílio e força para encorajá-Lo, para que Ele não falhasse; Ele vigiou e orou, como Ele desejou que os Seus discípulos fizessem; Ele lutou contra os Seus inimigos e com os Seus grandes sofrimentos, mas, ao mesmo tempo lutou com Deus para obter a Sua ajuda, para capacitá-Lo a fim de obter a vitória. Assim, os santos devem usar a Sua força em Sua trajetória Cristã ao máximo, mas não como dependendo de Sua própria força, mas clamando fortemente a Deus para que por Sua força os faça vencedores.

(5). Dessa forma, eles devem resistir até o fim, como Cristo fez. Cristo, desta forma foi bem sucedido, e obteve a vitória, e ganhou o prêmio; Ele triunfou, e está assentado com o Pai em Seu trono. Assim, os Cristãos devem perseverar e resistir em Sua grande obra até o fim; eles devem continuar a executar Sua corrida até que cheguem ao Seu fim; eles devem ser fiéis até a morte, como Cristo foi; e então, quando eles triunfarem, devem sentar-se com Ele em Seu trono.

Apocalipse 3:21

Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no Seu trono.

5. Por isso, pecadores sobrecarregados e angustiados, se algum tal está presente aqui, que possa ter abundante fundamento de encorajamento para vir a Cristo para salvação. Aqui há um grande incentivo para os pecadores, para que venham a este Sumo Sacerdote que ofereceu tão forte clamor e lágrimas, com o Seu sangue, pela eficácia de Seus sofrimentos na salvação dos pecadores. Pois,
Primeiro. Aqui há grande fundamento de segurança de que Cristo está pronto a aceitar dos pecadores, e conceder-lhes a salvação; pois aqueles Seus fortes clamores que Ele ofereceu na capacidade de nosso Sumo Sacerdote, demonstram quão intensamente desejoso Ele foi disso. Se Ele não estivesse disposto a que os pecadores fossem salvos, sendo eles sempre tão indignos disso, então, porque Ele lutaria assim com Deus por isso, em tal suor sangrento? Clamaria alguém tão fervorosamente a Deus com tais caros clamores, em tão grande esforço e fadiga da alma, por isso, se Ele não desejasse que Deus concedesse o que estava pedindo? Não, certamente! Mas isso mostra quão grandemente o Seu coração foi estabelecido no sucesso de Sua redenção; e, portanto, uma vez que Ele, por tais fervorosas orações, e por tal suor sangrento, obteve a salvação do Pai pelos pecadores, Ele certamente estará pronto para concedê-la a eles, se eles vierem a Ele por ela; caso contrário, Ele frustrará Seu próprio plano; e Aquele que tão intensamente clamou a Deus para que Seu propósito não fosse frustrado, não frustrará, afinal, a Si mesmo.

Segundo. Aqui está o mais forte motivo de segurança de que Deus está pronto para aceitar todos aqueles que vêm a Ele por misericórdia através de Cristo, pois, por isso é que Cristo orou naquelas fervorosas orações, essas orações sempre foram ouvidas, como Cristo diz em

João 11:4

Eu bem sei que sempre me ouves.

E, especialmente, que seus discípulos possam concluir, que ouviram o Seu Sumo Sacerdote naqueles fortes clamores que Ele ofereceu com o Seu sangue, e isto, especialmente na seguinte consideração.

(1). Elas foram as orações mais intensas que já foram feitas. Jacó foi muito intenso, quando Ele lutou com Deus; e muitos outros têm lutado com Deus, com muitas lágrimas; sim, sem dúvida, muitos dos santos têm lutado com Deus, com tal labor interior e lutas como a produzir efeitos poderosos sobre o corpo. Mas tão intenso foi Cristo, tão forte foi o esforço e fervor de Seu coração, que Ele clamou a Deus em um suor sangrento; de modo que se cada intensidade e importunação na oração sempre prevaleceram com Deus, podemos concluir que aquela prevaleceu.

(2). Aquele que, nessa ocasião, orou era a Pessoa mais digna que alguma vez já elevou uma oração. Ele tinha mais merecimento do que quaisquer homens ou anjos tinham diante dos olhos de Deus, segundo o que Ele obteve mais excelente nome do que eles; pois Ele era o Filho unigênito de Deus, infinitamente amável em Sua visão, o Filho em quem Ele declarou uma e outra vez em quem Ele se agradava. Ele era infinitamente próximo e querido por Deus, e tinha dez mil vezes mais merecimento aos Seus olhos do que todos os homens e anjos juntos. E podemos supor que qualquer outra pessoa foi ouvida quando clamou a Deus com tanta intensidade? Será que Jacó, um pobre homem pecador, quando Ele lutou com Deus, obteve de Deus o nome de Israel, e tal elogio, que, como um príncipe, Ele havia lutado com Deus, e prevalecido? E Elias, que era um homem de paixões e sujeito a corrupções como nós, quando orava, intensamente, prevaleceu com Deus de forma a operar aquelas grandes maravilhas? E o Filho unigênito de Deus, quando lutando com Deus em lágrimas e sangue, não prevalecerá, e terá o Seu pedido concedido a Ele?

Certamente, não há espaço para supor tal coisa; e, portanto, não há espaço para duvidar de que Deus dará a salvação àqueles que creem nEle, em Sua solicitação.

(3). Cristo ofereceu estas orações fervorosas com o melhor apelo por uma resposta que já foi oferecido a Deus, a saber, o Seu próprio sangue; que era um equivalente para a coisa que Ele solicitava. Ele não apenas ofereceu fortes clamores, mas Ele os com um preço plenamente suficiente para comprar o benefício que Ele solicitava.

(4). Cristo ofereceu este preço e aqueles fortes clamores, os dois juntos; pois ao mesmo tempo em que Ele estava derramando estes pedidos sinceros pelo sucesso de Sua Redenção na Salvação dos pecadores, Ele também derramou o Seu sangue. Seu sangue caía no chão no mesmo instante em que Seus clamores subiam ao céu. Considerem estas coisas, sobrecarregados e angustiados, pecadores, que estão prontos para duvidar da eficácia da intercessão de Cristo por tais criaturas indignas como eles, e para colocar em questão a prontidão de Deus em aceitá-los por causa de Cristo. Vão para o jardim, onde o Filho de Deus estava em agonia, e onde Ele clamou a Deus tão intensamente, e onde o Seu suor tornou, por assim dizer, em grandes gotas de sangue, e depois vejam qual conclusão vocês extrairão de tal visão maravilhosa.

6. Os piedosos podem obter grande consolo no fato de que Cristo, como Seu Sumo Sacerdote, ofereceu tais fortes clamores a Deus. Vocês, que têm uma boa evidência de serem crentes em Cristo, e Seus verdadeiros seguidores e servos, podem ser consolados no fato de que Jesus Cristo é o Seu sumo sacerdote, que aquele sangue, que Cristo derramou em Sua agonia, caiu no chão por vocês, e que aqueles intensos clamores foram elevados a Deus por vocês, para o sucesso de Seus trabalhos e sofrimentos em todo aquele bem em que vocês permanecem diante das necessidades que têm neste mundo, e em Sua bem-aventurança eterna no mundo vindouro. Isto pode ser um consolo para vocês em todas as perdas, e sob todas as dificuldades, para que vocês possam encorajar a vossa fé, e fortalecer a vossa esperança, e fazer com que vocês grandemente se alegrem. Se vocês estivessem em dificuldades notáveis, seria um grande consolo para vocês terem as orações de um homem que vocês consideram um homem de eminente piedade, e alguém que tivesse um grande empenho junto ao Trono da Graça, e, especialmente, se soubessem que Ele era muito intenso e muito empenhado em oração por vocês. Porém, quanto mais vocês podem ser consolados nisso, que vocês têm um empenho nas orações e clamores do Unigênito e infinitamente digno Filho de Deus, e que Ele tão foi tão intenso em orações por vocês, como ouviram!

7. Disso podemos aprender quão intensos os Cristãos devem ser em Suas orações e esforços pela salvação dos outros. Cristãos são seguidores de Cristo, e eles deveriam segui-Lo nisto. Percebemos, a partir do que ouvimos, quão grande foi o esforço e fadiga da alma de Cristo pela salvação dos outros, e que intensos e fortes clamores por Deus acompanharam Seus trabalhos. Aqui Ele nos oferece o exemplo. Aqui Ele estabeleceu um exemplo para os ministros, que devem, como cooperadores de Cristo ter dores de parto com eles até que Cristo seja formado neles.

Gálatas 4:19

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós.

Eles devem estar dispostos a gastarem-se e serem gastos por eles. Eles devem não apenas se esforçar por eles, e orar fervorosamente por eles, mas devem, se necessário for, estar prontos para sofrer por eles, e para gastar não apenas a Sua força, mas o Seu sangue por eles.

2 Coríntios 12:15

Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.

Aqui está um exemplo para os pais, mostrando como eles deveriam operar e clamar a Deus pelo bem espiritual de Seus filhos. Você vê como Cristo se esforçou e lutou e clamou a Deus pela salvação de Seus filhos espirituais; e vocês não buscarão e clamarão intensamente por Seus filhos naturais?

Aqui está um exemplo para as pessoas próximas, um pelo outro, como eles devem procurar e clamar pelo bem da alma um do outro, pois este é o mandamento de Cristo: que eles devem amar-se uns aos outros como Cristo os amou (João 15:12). Aqui está um exemplo para nós, demonstrando como devemos intensamente buscar e orar pelo bem espiritual e eterno de nossos inimigos, pois Cristo fez tudo isso por Seus inimigos, e quando alguns daqueles inimigos estavam naquele mesmo instante tramando a Sua morte, e ocupados em maquinar saciar a Sua malícia e crueldade, em Seus mais extremos tormentos, e mais vergonhosa destruição.

Ó Jesus Cristo! a Tua Morte Agonizante nos deu vida com abundância, Ó Glorioso Deus!, oramos para que, pelo Teu Espírito Santo aplique o que de Ti há neste sermão aos nossos corações e nos corações daqueles que lerem estas linhas, por Cristo para a glória de Cristo.

Ore para que o Espírito Santo use estas palavras para trazer muitos ao Conhecimento Salvador de Jesus Cristo, pela Graça de Deus. Amém.

Sola Scriptura! Sola Gratia! Sola Fide! Solus Christus!

OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html


Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

ANDREW MURRAY - ESTUDO 015 - É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS ARRANQUE PARA FORA DESTE MUNDO



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Gálatas 1:4

O qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai.

Em nosso estudo anterior, nós vimos como o mundo e a vontade de Deus se opõem um ao outro. Alguém que encontra-se conformado com o mundo precisa ser mudado pela renovação da sua mente, antes de ser capaz de conhecer a vontade de Deus. Hoje, nós iremos considerar esse mesmo problema, mas de um ângulo diferente — quando Cristo se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, ele assim procedeu para nos libertar do mundo, de acordo com a vontade de Deus. A vontade de Deus e o mundo são dois poderes dispostos um contra o outro, e em conflito. Os dois exercem sobre nossas mentes uma influencia da qual nem sempre estamos cientes, mas que é muito poderosa. É importante para o Cristão que deseja conhecer a vontade de Deus, estar alerta para essa realidade e que saiba como se conduzir diante do mundo. Ele precisa saber que é a vontade de Deus que ele seja completamente libertado do mundo de tal maneira que, apesar de ainda encontra-se no mundo, não mais pertence ao mesmo. Ele também precisa saber que Deus deseja que ele seja removido do mundo por meio de Cristo.

O mundo — essa palavra inclui todo tipo de relacionamento do homem caído com as coisas ao seu redor. Deus criou o mundo bom, mas quando o homem deu ouvidos à serpente e escolheu os prazeres do mundo visível em vez da obediência a Deus, ele e o mundo junto com ele caíram sob o poder de Satanás. E o mundo, que deveria servi-lo como um elemento que apontasse para Deus, tornou-se seu senhor e um enganador mantendo-o longe de Deus. Jesus veio como alguém que “não era desse mundo” e ele disse isso acerca dos seus discípulos:

João 17:16

Eles não são do mundo, como também eu não sou.

Ele veio para nos arrancar desse presente mundo perverso e o cristão jovem precisa entender que essa é a obra que Cristo deseja fazer — arrancá-lo para fora desse mundo perverso, porque essa é a vontade de Deus. Ele precisa entender que essa é a vontade de Deus e cooperar com a mesma de todo o seu coração.

Quando um cristão reconhece que essa é a vontade de Deus e consente com a mesma de todo o seu coração, ele precisa aprender como é a ação de Cristo em sua vida. Cristo trabalha dentro de nós, ele se entregou por nossos pecados para nos arrancar deste mundo. O pecado, por meio da lei, deu ao mundo e a Satanás um poder legal sobre nós. Mas Cristo se entregou pelo pecado, para trazer a reconciliação e vencer por completo o pecado. Ao nos garantir pleno perdão, Jesus nos resgata, completamente, do poder do pecado. E agora, aquele que vive e é vitorioso sobre o pecado é o mesmo que deseja nos tirar desse mundo e nos libertar de sua influencia.

De que maneira ele realiza isso? Feliz é aquele que conhece e entende a resposta. Ele realiza sua obra por meio de sua atração pessoal. A atração enganosa do mundo apela para nós, conquista nossos corações e nos leva para longe de Deus. Mas, a pessoa celestial e vitoriosa de Jesus conquista o amor dos nossos corações e nos leva para longe do mundo. No entanto, não devemos pensar que nosso relacionamento com Jesus é com alguém que se encontra acima e distante de nós. Não!, Cristo está em nossos corações habitando realmente neles, sendo abraçado e mantido próximo de nós por meio do amor. Tornando-se cada vez mais precioso para nós e satisfazendo nossas necessidades mais profundas. É dessa forma que ele nos conduz para longe do mundo. De que maneira posso experimentar essa maravilhosa graça? Certamente, não é por assumir uma posição entre Cristo e o mundo e pedindo ao Senhor que me conduza de volta todas as vezes que eu tiver me afastado demais. Não, Cristo e o mundo são opostos um ao outro. Eu preciso renunciar ao mundo por completo, apesar de ainda não me encontrar completamente livre de sua influência. Eu preciso escolher a Cristo sem nenhuma reserva, consentindo que Deus realize em mim toda a sua vontade, de acordo com seu plano de me libertar dessa perversa escravidão. Eu preciso fixar meu coração e toda minha afeição em Cristo. E ele, como um imã celestial, irá me atrair para longe de todas as distrações do mundo e espíritos mundanos.

Amado leitor, agora você pode perceber que fazer a vontade de Deus não consiste em seguir uma série de leis. É algo muito, além disso: mais profundo e mais elevado. Ela inclui o plano completo e maravilhoso de Deus para a nossa santificação e glorificação. Quanto melhor você enxergar isso, maior será a sua vontade de se render à vontade de Deus. É o próprio Cristo que vem realizar a vontade de Deus em nós, fazendo com que a mesma se concretize em nossas vidas de forma gloriosa:

Hebreus 10:7

Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade.

Existe um significado profundo nessas palavras de Jesus. Ele veio a este mundo exclusivamente para fazer a vontade de Deus. Ele também me ajuda a fazer a vontade de Deus à medida que o meu conhecimento e amor por ele aumentam. É Jesus quem me afasta do mundo quando mantenho um relacionamento correto com ele. Quanto mais ele se tornar “meu tudo”, mais a vontade de Deus se cumprirá em mim e maior será o meu afastamento do mundo e do que ele representa.

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 7 de junho de 2016

PECADOS QUE PODEM NOS DESTRUIR POR COMPLETO – PARTE 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

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Essa é uma série na qual pretendemos, dentro do possível, discutir alguns dos mais insidiosos pecados que ameaçam nossas almas. Trata-se de ações ou reações que caracterizam um coração perverso diante de Deus, algo com o que muitos personagens bíblicos tiveram que lutar, mas que pela graça de Deus conseguiram vencer. Nós também, como seres humanos iguais a eles estamos sujeitos a enfrentar esses mesmos pecados e temos que entender como essas situações funcionam, para poder lançar mão da graça de Deus e vencer as mesmas. A NONA questão que devemos analisar é:

9. Autoadulação

CONTINUAÇÃO...

Como vencer esse terrível pecado da autoadulação?

Graças a Deus, as Escrituras estão cheias tanto de promessas como de ameaças para nos ajudar a lutar contra a autoadulação, a vanglória, a pretensão e a hipocrisia que existem em nós. Todas essas coisas que acabamos de mencionar, não passam de manifestações da nossa incredulidade e como tal, trata-se de grave pecado contra Deus. Vejamos então, algumas dessas passagens —

Tiago 4:6

Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.

No início do capítulo 4 de sua epístola, Tiago fala duma cobiça sem medida. É contra essa cobiça que ele apresenta a ação surpreendente de Deus, contrastando-a com a ação do espírito humano, que se encontra completamente dominado por uma sabedoria terrena e demoníaca. Essa é a única passagem em toda a epístola de Tiago onde a expressão graça aparece. Tiago menciona a graça de Deus, porque na continuação do verso temos uma citação de Provérbios 3:34. Quando Tiago diz que Deus dá maior graça, ele deseja enfatizar a generosidade de Deus. Deus sempre nos oferece mais, especialmente nessa questão de sabedoria, conforme Tiago 1:5. Por outro lado, os seres humanos são possuídos de inveja e isso faz com que sempre desejem competir uns com os outros para provarem que são melhores. Ora, isso não passa da mais pura arrogância. Então, o contraste entre Deus e os seres humanos, fica ainda mais evidente. É por isso que Tiago afirma que Deus resiste aos soberbos. A arrogância humana é detestável e Deus sempre se opõe aos soberbos — Lucas 1:51; Romanos 1:30; 2 Timóteo 3:2

O contexto de Provérbios 3:34 encontra muitos ecos na epístola de Tiago. A sabedoria de Deus é única base para a verdade e a realidade — Tiago 3:17—18.

Provérbios 3:19

O SENHOR com sabedoria fundou a terra, com inteligência estabeleceu os céus.

Em consequência disso, a sabedoria é o único caminho para que uma pessoa possa receber a graça de Deus —

Provérbios 3:21—22

21 Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos; guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;

22 porque serão vida para a tua alma e adorno ao teu pescoço.

Isso significa que o servo de Deus deve andar em plena paz —

Provérbios 3:23

Então, andarás seguro no teu caminho, e não tropeçará o teu pé. 

E não evitar ajudar os pobres e necessitados nem adiar para outro dia, o socorro necessário hoje —

Provérbios 3:27—28

27 Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo.

28 Não digas ao teu próximo: Vai e volta amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo.

Ver Tiago 2:15—16.

O servo do Senhor também não deve ter inveja dos ímpios —

Provérbios 3:31

Não tenhas inveja do homem violento, nem sigas nenhum de seus caminhos.

Porque os caminhos dos perversos são detestáveis aos olhos do Senhor —

Provérbios 3:32

Porque o SENHOR abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade.

A maldição de Deus encontra-se sobre as casas dos perversos —

Provérbios 3:33

A maldição do SENHOR habita na casa do perverso, porém a morada dos justos ele abençoa.

Então chegamos em Provérbios 3:34, que nos propiciou a oportunidade de fazermos a discussão acima.

Finalmente, o servo do Senhor herdará a honra —

Provérbios 3:35

Os sábios herdarão honra, mas os loucos tomam sobre si a ignomínia.

Comparar com Tiago 1:12.

Deus resiste aos soberbos, mas trata com compaixão os humildes e necessitados da Sua graça. Várias passagens da Bíblia confirmam isso —

Salmos 138:6

O SENHOR é excelso, contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe.

Provérbios 11:2

Em vindo a soberba, sobrevém a desonra, mas com os humildes está a sabedoria.

Provérbios 16:18

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.

Provérbios 29:13 na NTLH. Ver também Provérbios 29:23.

O pobre e aquele que o explora só têm uma coisa em comum: o SENHOR Deus lhes deu olhos para verem.

Isaías 2:11—12

11 Os olhos altivos dos homens serão abatidos, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia.

12 Porque o Dia do SENHOR dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido.

Isaías 57:15

Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos.

Quando Deus deseja que Seu povo seja humilde é para o próprio benefício do povo, uma vez que se tornam objeto especial da afeição de Deus —

Jeremias 13:15—17

15 Ouvi e atentai: não vos ensoberbeçais; porque o SENHOR falou.

16 Dai glória ao SENHOR, vosso Deus, antes que ele faça vir as trevas, e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós luz, ele a mude em sombra de morte e a reduza à escuridão.

17 Mas, se isto não ouvirdes, a minha alma chorará em segredo por causa da vossa soberba; chorarão os meus olhos amargamente e se desfarão em lágrimas, porquanto o rebanho do SENHOR foi levado cativo.

Nos versos acima temos um forte argumento porque devemos evitar a soberba, a pretensão, a autoadulação e etc. Deus deseja nossa humildade, de modo que possamos estar num lugar onde Ele possa ter a alegria de fazer as coisas que são boas para nosso benefício. Além disso, o contexto da passagem de Jeremias acima nos mostra como Deus tem um prazer maior em ser misericordioso, do que em aplicar punições.

Nessa mesma linha podemos ainda ver as seguintes referências —

Mateus 23:12

Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado.

As palavras acima não são originais de Jesus. As mesmas aparecem em outras passagens das Escrituras, inclusive nos lábios de Jesus em outros contextos, como, por exemplo, em —

Jó 22:29

Lucas 18:14

1 Pedro 5:5    

O que os versos acima nos ensinam é que toda ambição autocentrada e vaidade dos seres humanos será confrontada por Deus, como lemos em —

Provérbios 16:18

A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.

Não foi exatamente isso que alguns poderosos mencionados nas Escrituras experimentaram? Vejamos —

2 Crônicas 32:14, 21 — referência ao imperador assírio Senaqueribe.

Daniel 4:30—33 — referência ao imperador da Babilônia Nabucodonosor.

Atos 12:21—23 — referência ao rei Herodes Agripa I.

Acima mencionamos a passagem de Isaías 57:17 onde Deus promete habitar com o humilde de Espírito. Não é exatamente esse o caso dos personagens a seguir?

Mateus 8:8, 10, 13 — que faz referência a um centurião romano.

Mateus 15:27—28 — que faz referência a uma mulher cananeia muito humilde.

Lucas 18:13—14 — que faz referência a um publicano — coletor de impostos — penitente.

O próprio Senhor Jesus serve, em primeiro lugar, como a causa fundamental para a humildade dos Seus discípulos —

Filipenses 1:6

Filipenses 4:13, 19

Ainda em Filipenses 2:3, Paulo procura estimular aqueles crentes a se portarem de modo adequado no trato de uns para com os outros. Ele diz:

Filipenses 2:3 na NTLH

Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos.

Para terminar vejamos o que o apóstolo Pedro tem para acrescentar acerca desse assunto:

1 Pedro 5:5—6

5 Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.

6 Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte.

Que possamos lançar mão de todos os recursos da graça de Deus, para vencermos esse nojento pecado da autoadulação.

OUTROS ARTIGOS DE PECADOS QUE PODEM DESTRUIR NOSSAS ALMAS
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Estudo 002 — A ANSIEDADE

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Estudo 004 — A AMBIÇÃO

Estudo 005 — A AMARGURA

Estudo 006 — A INVEJA E O CIÚME

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 001

Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 002

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Estudo 007 — A IMPACIÊNCIA — PARTE 004 – FINAL

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 001

Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 002

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Estudo 008 — APATIA E DESÂNIMO — PARTE 004

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 001

Estudo 009 — A AUTOADULAÇÃO — PARTE 002

Estudo 010 — DESEJOS INDULGENTES OU PECAMINOSOS
Que Deus nos abençoe a todos.  
Alexandros Meimaridis 

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

ESTUDOS NO LIVRO DE PROVÉRBIOS — ESTUDO 007 - NOSSA NECESSIDADE PELA SABEDORIA VERDADEIRA



Nesse estudo iremos abordar o Livro de Provérbios, mas iremos fazer isso de maneira diferente do que apenas apresentar uma exposição, versículo por versículo. Nossa intenção é apresentar os grandes temas que encontramos no livro e dar andamento no mesmo a partir daí.

ESTUDO 007

CONTINUAÇÃO

Em duas passagens de Provérbios somos informados que o verdadeiro conhecimento de Deus é:

1. Dado através da revelação:

Provérbios 2:6

Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.

2. É alimentado por aquilo que pode ser chamado a prática da presença de Deus, conforme se recomenda em

Provérbios 3:6
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

Isso nos faz lembrar o alvo da própria Nova Aliança — Todos me conhecerão, conforme

Hebreus 8:11 —

E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.

E em Provérbios lemos —

Provérbios 3:32

Porque o SENHOR abomina o perverso, mas aos retos trata com intimidade.

Isso quer dizer que os retos fazem parte do círculo íntimo do próprio Deus. Essa comunhão “em todos os teus caminhos” dá a entender, além da reverência e da obediência, a confiança; e é digno de nota que Provérbios, apesar de sua ênfase no bom senso, exalta a fé acima da sagacidade —

Provérbios 3:5—7

5 Confia no SENHOR de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.

6 Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

7 Não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.

Por outro lado, o planejamento, por mais apropriado que seja, está sujeito aos ditames da própria soberania de Deus:

Provérbios 19:21

Muitos propósitos há no coração do homem, mas o desígnio do SENHOR permanecerá.

B. Deus e o Homem

Uma verdade que temos que aprender é que a vitória não depende nem das nossas forças e nem da nossa esperteza. A vitória depende do Senhor:

Provérbios 21:31

O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do SENHOR.

Por outro lado a cautela excessiva pode nos ser fatal, mas os que confiam no Senhor podem sempre descansar seguros:

Provérbios 29:25

Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no SENHOR está seguro.

Nos dias do profeta Isaías os reis de Judá em vez de confiarem no Senhor estavam procurando fazer acordos militares com os assírios e os egípcios contra os babilônios. Desse modo um dos sábios que ajudaram a escrever o Livro dos Provérbios diz que seu propósito é fortalecer a fé e não a autoconfiança —

Provérbios 22:19

Para que a tua confiança esteja no SENHOR, quero dar-te hoje a instrução, a ti mesmo.

Mas a fé a qual nos referimos não deve ser confundida como mero assentimento mental como acontece, por exemplo, com os demônios —

Tiago 2:19

Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem.

Os demônios creem no sentido de assentimento intelectual. Tal crença não se manifesta em forma da fé verdadeira que é capaz de transformar nossas vidas. Em provérbios a fé mencionada está sempre baseada em um sólido relacionamento estabelecido com Deus, exatamente como o relacionamento mencionado na aliança feita entre Deus e o povo de Israel no passado.

A aliança com Deus no passado é mencionada uma única vez no Livro de Provérbios e, mesmo assim, no contexto muito peculiar que envolve a mulher adúltera —

Provérbios 2:16—17

16 Para te livrar da mulher adúltera, da estrangeira, que lisonjeia com palavras,

17 a qual deixa o amigo da sua mocidade e se esquece da aliança do seu Deus. 

Não está claro se a Aliança mencionada aqui se refere à Aliança de Deus com o povo de Israel. Parece mais uma referência à aliança que a mulher citada nos versículos, teria feito algum dia, diante do seu deus — talvez numa cerimônia de casamento. Independentemente de qual aliança está sendo referida aqui, a menção da mesma apenas torna o pecado dela ainda mais nojento e abominável.

Esse tipo de vínculo pessoal com Deus é destacado também nas palavras do rei Agur que encontramos em —

Provérbios 30:7—9

7  Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra:

8  afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;

9  para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.

Ver Também

Deuteronômio 8:11—20

11 Guarda-te não te esqueças do SENHOR, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno;

12 para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas;

13 depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens,

14 se eleve o teu coração, e te esqueças do SENHOR, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão,

15 que te conduziu por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que não havia água; e te fez sair água da pederneira;

16 que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheciam; para te humilhar, e para te provar, e, afinal, te fazer bem.

17 Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.

18 Antes, te lembrarás do SENHOR, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê.

19 Se te esqueceres do SENHOR, teu Deus, e andares após outros deuses, e os servires, e os adorares, protesto, hoje, contra vós outros que perecereis.

20 Como as nações que o SENHOR destruiu de diante de vós, assim perecereis; porquanto não quisestes obedecer à voz do SENHOR, vosso Deus.

A essência da aliança, como manifestada pelo rei Agur está no relacionamento íntimo com Deus. E o relacionamento desponta de modo todo especial, na forma como o pai se relaciona com o filho em —

Provérbios 3:12

Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.

Então que possamos aprender bem essa lição: Deus nos ama, independentemente de qualquer outra coisa que possa ser levada em conta.

Por fim, queremos tratar de uma questão muito importante: É possível que o próprio rei Salomão e os outros compiladores do Livro dos Provérbios tivessem a intenção de não vincular os mesmos diretamente com a Aliança feita entre Deus e o povo de Israel, porque desejavam criar uma espécie de livro que pudesse ser válido para todas as pessoas e não apenas para os chamados “filhos da aliança”? De fato não é difícil perceber que o “homem” mencionado em Provérbios não é visto, preferencialmente como um israelita, como podemos notar que é a tendência clara em outras partes das Escrituras do Antigo Testamento. É óbvio que em muitos versículos nós podemos encontrar referências às instituições do Israel Antigo. Entre essas referências podemos citar a oração e os sacrifícios. Mesmo assim a ênfase desses últimos — os sacrifícios — é a mesma que encontramos nos profetas, —

Provérbios 21:3

Exercitar justiça e juízo é mais aceitável ao SENHOR do que sacrifício.

Ver essa verdade ilustrada em

Isaías 1:10—17

10 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra.

11 De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? —diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.

12 Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios?

13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene.

14 As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.

15 Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.

16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.

17 Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.

Por outro lado, temos também a colocação de que somente aqueles que amam a perversidade podem desprezar a Lei —

Provérbios 28:4

Os que desamparam a lei louvam o perverso, mas os que guardam a lei se indignam contra ele.

E ainda, temos a descrição do que acontece com um povo que não tem a Lei para servir de direção em —

Provérbios 29:18

Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.

Assim, o Livro de Provérbios, do meio de uma grande quantidade de ditados, nos apresenta a religião apenas como algo implícito nos mesmos. Isso nos impede de vestir o Livro dos Provérbios com uma estola sacerdotal ou, até mesmo, com o manto de um profeta, cuja intenção é conduzir qualquer pessoa que seja para, digamos, uma igreja.

Por outro lado, é sua figura centrada na sabedoria que nos chama a todos para nos falar de modo franco, de algum aspecto da nossa vida diária, inclusive da nossa vida no lar. A função do Livro de Provérbios é vestir a vida piedosa com as roupas do trabalho cotidiano. Por isso, o mesmo menciona o comércio e a sociedade como ambientes nos quais devemos nos comportar, de modo tal que o nome de Deus seja glorificado e não blasfemado, como acontece em nossos dias.

Romanos 2:24

Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa.

Se nós pudéssemos analisar quais influências edificam o caráter de uma pessoa, até que ela atinja a maturidade, logo perceberíamos que, as que chamamos de naturais superam, em muito, o número daquelas que podemos chamar de sobrenaturais. Mas mesmo que isso seja verdadeiro, o Livro de Provérbios nos garante que isso não diminui a eficácia da graça de Deus, porque as duras realidades que temos que enfrentar diariamente são o método estabelecido pelo próprio Deus, para moldar e formar nosso caráter. Nesse sentido então, não existe nenhuma alternativa para a graça soberana de Deus em nossas vidas. Nós temos que passar por tudo aquilo que o Senhor, na sua graça, tem preparado como forma de moldar nosso caráter. Em Provérbios, tudo procede da graça de Deus —

Provérbios 20:12

O ouvido que ouve e o olho que vê, o SENHOR os fez, tanto um como o outro. 

Ainda assim, apesar de todas as pessoas estarem de uma forma ou de outra — alguns como crentes e outros como incrédulos — matriculados na escola de Deus, são poucos os que aprendem ali a verdadeira sabedoria, uma vez que o conhecimento que Deus deseja transmitir é o conhecimento dEle mesmo e os incrédulos não têm, nenhum interesse nisso, de nenhuma forma que seja. O conhecimento íntimo de Deus é o prêmio final de nossas vidas.

Somente através da mais completa submissão à autoridade e majestade de Deus e de Sua Palavra — o que o Livro dos Provérbios chama de: Temor do Senhor — é que podemos começar e continuar nossa tão necessária educação de verdade.

É através de uma busca diligente pela sabedoria, como alguém que procura por tesouros ocultos que encontraremos nosso prêmio final, que é uma intimidade mais profunda e intensa com o próprio Deus, na pessoa de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo. O próprio Senhor é o princípio como o fim de todo o processo que estamos chamando de “adquirir a sabedoria”. O alvo de todo ser humano deve ser —

Provérbios 2:5

Então entenderás o temor do SENHOR, e acharás o conhecimento
de Deus.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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