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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

ANDREW MURRAY - ESTUDO 015 - É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS ARRANQUE PARA FORA DESTE MUNDO



ESSA SÉRIE DE ARTIGOS ESTÁ BASEADA EM UM LIVRO ESCRITO POR ANDREW MURRAY CUJO TÍTULO ORIGINAL É: NOT MY WILL OU NÃO A MINHA VONTADE. ESPERAMOS E ORAMOS QUE TODOS POSSAM SER RICAMENTE ABENÇOADOS POR MEIO DESSAS MEDITAÇÕES

Gálatas 1:4

O qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai.

Em nosso estudo anterior, nós vimos como o mundo e a vontade de Deus se opõem um ao outro. Alguém que encontra-se conformado com o mundo precisa ser mudado pela renovação da sua mente, antes de ser capaz de conhecer a vontade de Deus. Hoje, nós iremos considerar esse mesmo problema, mas de um ângulo diferente — quando Cristo se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, ele assim procedeu para nos libertar do mundo, de acordo com a vontade de Deus. A vontade de Deus e o mundo são dois poderes dispostos um contra o outro, e em conflito. Os dois exercem sobre nossas mentes uma influencia da qual nem sempre estamos cientes, mas que é muito poderosa. É importante para o Cristão que deseja conhecer a vontade de Deus, estar alerta para essa realidade e que saiba como se conduzir diante do mundo. Ele precisa saber que é a vontade de Deus que ele seja completamente libertado do mundo de tal maneira que, apesar de ainda encontra-se no mundo, não mais pertence ao mesmo. Ele também precisa saber que Deus deseja que ele seja removido do mundo por meio de Cristo.

O mundo — essa palavra inclui todo tipo de relacionamento do homem caído com as coisas ao seu redor. Deus criou o mundo bom, mas quando o homem deu ouvidos à serpente e escolheu os prazeres do mundo visível em vez da obediência a Deus, ele e o mundo junto com ele caíram sob o poder de Satanás. E o mundo, que deveria servi-lo como um elemento que apontasse para Deus, tornou-se seu senhor e um enganador mantendo-o longe de Deus. Jesus veio como alguém que “não era desse mundo” e ele disse isso acerca dos seus discípulos:

João 17:16

Eles não são do mundo, como também eu não sou.

Ele veio para nos arrancar desse presente mundo perverso e o cristão jovem precisa entender que essa é a obra que Cristo deseja fazer — arrancá-lo para fora desse mundo perverso, porque essa é a vontade de Deus. Ele precisa entender que essa é a vontade de Deus e cooperar com a mesma de todo o seu coração.

Quando um cristão reconhece que essa é a vontade de Deus e consente com a mesma de todo o seu coração, ele precisa aprender como é a ação de Cristo em sua vida. Cristo trabalha dentro de nós, ele se entregou por nossos pecados para nos arrancar deste mundo. O pecado, por meio da lei, deu ao mundo e a Satanás um poder legal sobre nós. Mas Cristo se entregou pelo pecado, para trazer a reconciliação e vencer por completo o pecado. Ao nos garantir pleno perdão, Jesus nos resgata, completamente, do poder do pecado. E agora, aquele que vive e é vitorioso sobre o pecado é o mesmo que deseja nos tirar desse mundo e nos libertar de sua influencia.

De que maneira ele realiza isso? Feliz é aquele que conhece e entende a resposta. Ele realiza sua obra por meio de sua atração pessoal. A atração enganosa do mundo apela para nós, conquista nossos corações e nos leva para longe de Deus. Mas, a pessoa celestial e vitoriosa de Jesus conquista o amor dos nossos corações e nos leva para longe do mundo. No entanto, não devemos pensar que nosso relacionamento com Jesus é com alguém que se encontra acima e distante de nós. Não!, Cristo está em nossos corações habitando realmente neles, sendo abraçado e mantido próximo de nós por meio do amor. Tornando-se cada vez mais precioso para nós e satisfazendo nossas necessidades mais profundas. É dessa forma que ele nos conduz para longe do mundo. De que maneira posso experimentar essa maravilhosa graça? Certamente, não é por assumir uma posição entre Cristo e o mundo e pedindo ao Senhor que me conduza de volta todas as vezes que eu tiver me afastado demais. Não, Cristo e o mundo são opostos um ao outro. Eu preciso renunciar ao mundo por completo, apesar de ainda não me encontrar completamente livre de sua influência. Eu preciso escolher a Cristo sem nenhuma reserva, consentindo que Deus realize em mim toda a sua vontade, de acordo com seu plano de me libertar dessa perversa escravidão. Eu preciso fixar meu coração e toda minha afeição em Cristo. E ele, como um imã celestial, irá me atrair para longe de todas as distrações do mundo e espíritos mundanos.

Amado leitor, agora você pode perceber que fazer a vontade de Deus não consiste em seguir uma série de leis. É algo muito, além disso: mais profundo e mais elevado. Ela inclui o plano completo e maravilhoso de Deus para a nossa santificação e glorificação. Quanto melhor você enxergar isso, maior será a sua vontade de se render à vontade de Deus. É o próprio Cristo que vem realizar a vontade de Deus em nós, fazendo com que a mesma se concretize em nossas vidas de forma gloriosa:

Hebreus 10:7

Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade.

Existe um significado profundo nessas palavras de Jesus. Ele veio a este mundo exclusivamente para fazer a vontade de Deus. Ele também me ajuda a fazer a vontade de Deus à medida que o meu conhecimento e amor por ele aumentam. É Jesus quem me afasta do mundo quando mantenho um relacionamento correto com ele. Quanto mais ele se tornar “meu tudo”, mais a vontade de Deus se cumprirá em mim e maior será o meu afastamento do mundo e do que ele representa.

OUTROS ESTUDOS DA SÉRIE “NOT MY WILL” — NÃO A MINHA VONTADE

Estudo 001 – A VONTADE DE DEUS — A GLÓRIA DO CÉU

Estudo 002 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA CÉU

Estudo 003 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — NOSSA UNIDADE COM O SENHOR JESUS

Estudo 004 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — QUE OS PERDIDOS SEJAM SALVOS

Estudo 005 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O ALIMENTO CELESTIAL

Estudo 006 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — SACRIFICANDO MINHA PRÓPRIA VONTADE

Estudo 007 – FAZENDO A VONTADE DE DEUS — O CAMINHO PARA ILUMINAÇÃO ESPIRITUAL

Estudo 008 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A TUA VONTADE

Estudo 009 — A VONTADE DE DEUS — SENHOR QUE QUERES QUE EU FAÇA?

Estudo 010 — A VONTADE DE DEUS — CONHECENDO E FAZENDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 011 — A VONTADE DE DEUS — SENDO UMA PESSOA DE ACORDO COM O CORAÇÃO DE DEUS

Estudo 012 — A VONTADE DE DEUS — SEJA FEITA A VONTADE DE DEUS

Estudo 013 — A VONTADE DE DEUS — PRATICANDO A VONTADE DE DEUS

Estudo 014 — A VONTADE DE DEUS — A RENOVAÇÃO DA MENTE E A VONTADE DE DEUS

Estudo 015 — A VONTADE DE DEUS — É A VONTADE DE DEUS QUE CRISTO NOS LEVE PARA FORA DESSE MUNDO

Estudo 016 — A VONTADE DE DEUS — ORE PARA SER CHEIO COM O CONHECIMENTO DA VONTADE DE DEUS

Estudo 017 — A VONTADE DE DEUS — ENTENDENDO A VONTADE DE DEUS ESPIRITUALMENTE

Que Deus abençoe a todos

Alexandros Meimaridis.

Traduzido do original e adaptado por Alexandros Meimaridis

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 008


Concepção artística de Cristo orando no getsêmane

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo
Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”

– Lucas 22:44 –


CONTINUAÇÃO...

II. Que a alma de Cristo em Sua agonia no jardim esteve em uma grande e séria luta e conflito em Sua oração a Deus. O labor e esforço da alma de Cristo em oração era uma parte de Sua agonia, e foi, sem dúvida, uma parte indicada no texto, quando se diz que Cristo estava em agonia; pois, como já vimos, a palavra é usada especialmente nas Escrituras em outros lugares como esforço ou luta com Deus em oração. A partir deste fato, e a partir do evangelista mencionar o Seu ser posto em agonia, e Seu orar fervorosamente na mesma frase, bem podemos entender isso como menção ao o Seu esforço em oração, como parte de Sua agonia. As palavras do texto parecem expor como Cristo estava em agonia na oração: “E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão”. Esta linguagem parece implicar, assim, quanto o trabalho e a seriedade da alma de Cristo foram tão grandes em Sua luta com Deus em oração, que Ele estava em uma pura agonia, e todo em um suor de sangue.

O que eu proponho agora, nesta segunda proposição, é com a ajuda de Deus, explicar esta parte da agonia de Cristo, que consistiu na agonia e luta de Sua alma em oração; o que é o mais digno duma investigação particular, sendo que, provavelmente, é apenas pouco compreendida; embora, como aparece na sequência, o correto entendimento disto é de grande utilidade e consequência na Divindade. Não é como eu concebo comumente bem compreendido o que se entende quando se diz no texto que Cristo orava mais intensamente; ou o que foi a coisa pelo que Ele lutou com Deus, ou qual foi o assunto desta fervorosa oração, ou qual foi a razão dEle ter tão sério em oração neste momento. E, portanto, para definir toda esta questão de uma forma clara, eu particularmente investigo:

1. De que natureza era essa oração.

2. Qual foi o assunto desta fervorosa oração de Cristo ao Pai.

3. Em que capacidade Cristo ofereceu esta oração a Deus.

4. Por que Ele foi tão sério em Sua oração.

5. Qual foi o sucesso dessa Sua luta sincera com Deus em oração; e depois fazer algum avanço.

I. De que natureza foi esta oração de Cristo.

Orações que são feitas para Deus podem ser de vários tipos. Alguns são confissões por parte do indivíduo, ou expressões de seu senso de sua própria indignidade diante de Deus, e são, portanto, os pronunciamentos de penitência a Deus. Outros são doxologias ou orações destinadas a expressar o sentimento que a pessoa tem da grandeza e glória de Deus. Tais são muitos dos salmos de Davi. Outros são discursos de agradecimento ou expressões de gratidão e louvor pelas misericórdias recebidas. Outros são pronunciamentos submissos, ou expressões de submissão e resignação à vontade de Deus, no qual aquele que aborda a Majestade do Céu exprime a conformidade de sua vontade com a vontade soberana de Deus; dizendo: “Seja feita, Senhor, a Tua vontade” como Davi, em 2 Samuel 15:26: “Se, porém, disser assim: Não tenho prazer em ti; eis-me aqui, faça de mim como parecer bem aos Seus olhos”. Outras são petições ou súplicas; através da qual a pessoa que ora pede a Deus e clama a Ele por algum favor desejado por ele.

Disso resulta a pergunta é: de qual desses tipos foi a oração de Cristo, que lemos no texto.

Resposta. Foi principalmente de súplica. Não foi penitencial ou confessional; pois Cristo não tinha pecado ou indignidade para confessar. Nem era uma doxologia ou uma ação de graças ou simplesmente uma expressão de submissão; pois nenhum deles concorda com o que é dito no texto, ou seja, que orava mais intensamente. Quando alguém diz orar fervorosamente, implica um sincero pedido de algum benefício, ou favor desejado; e não apenas uma confissão, ou submissão, ou ação de graças. Então, o que diz o apóstolo desta oração, em Hebreus 5:7: “O qual, nos dias da Sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia”, mostra que era petição ou uma súplica sincera por algum benefício desejado. Não são confissões, ou doxologias, ou ações de graças ou resignações, que são chamadas de “súplicas” e “grande clamor”, mas petições por algum benefício desejado ardentemente. E, tendo, assim, resolvido a primeira questão, e mostrado que esta fervorosa oração de Cristo foi da natureza de uma súplica por algum benefício ou favor que Cristo ardentemente desejava, eu passo a investigar,

II. Qual foi o assunto desta súplica; ou que favor e benefício foi que Cristo tão ardentemente suplicou nesta oração da qual temos um relato no texto. Agora, as palavras do texto são expressam este assunto. Diz-se que Cristo, “posto em agonia, orava mais intensamente”, mas ainda assim, não é dito pelo que Ele orou tão fervorosamente. E aqui está a maior dificuldade em entender deste relato: o que foi aquilo pelo que Cristo tão ardentemente desejou, pelo que Ele tanto lutou com Deus naquele momento. E embora não seja expressamente dito no texto, as Escrituras não nos deixaram sem luz suficiente nesta questão. E quanto mais eficazmente para evitar erros, eu responderia,

1. Negativamente, aquilo pelo que Cristo orou tão fervorosamente, neste momento, não foi para que aquele cálice amargo que Ele tinha que beber passasse dEle. Cristo, antes, havia orado por isso, como no versículo seguinte, apenas um antes do texto, dizendo: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. É depois disso que nós temos um relato que Cristo, posto em agonia, orava mais intensamente; mas não devemos entender que, orava mais intensamente do que Ele tinha feito antes, que o cálice passasse dEle. Que esta não foi a única coisa que Ele tanto orou fervorosamente nesta segunda oração, as seguintes coisas parecem comprovar:

[1] Esta segunda oração foi depois que o anjo havia aparecido para Ele do céu, fortalecendo-O, para mais alegremente tomar o cálice e beber. Os evangelistas nos informam que quando Cristo veio ao jardim, começou a entristecer-se, e muito sobrecarregado, e que Ele disse que Sua alma estava cheia de tristeza até a morte, e que, em seguida, Ele foi e orou a Deus, que, se fosse possível o cálice passasse dEle. Lucas diz nos versículos 41 e 42: “E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. E então, depois disso, é dito no versículo seguinte, que apareceu um anjo do céu que o fortalecia. Agora isso pode ser entendido não o contrário do que o anjo lhe apareceu, fortalecendo-O e incentivando-O a passar por Sua grande e difícil obra, tomar o cálice e bebê-lo. Assim devemos supor, que agora Cristo foi mais fortalecido e encorajado a continuar com Seus sofrimentos: e, portanto, não podemos supor que, depois disso, Ele oraria mais intensamente do que antes de ser liberto de Seus sofrimentos; e, claro, que era sobre outra coisa que Cristo mais intensamente orava, depois do fortalecimento do anjo, e não que o cálice passasse dEle. Ainda que Cristo pareça ter uma maior visão dos Seus sofrimentos dada a Ele após este fortalecimento do anjo do que antes, que causou a tal agonia, ainda assim, Ele foi mais fortalecido e capacitado a uma maior visão deles, Ele teve mais força e coragem para lidar com estas apreensões horríveis, do que antes. Sua força para suportar sofrimentos é aumentada com o senso dos Seus sofrimentos.

[2.] Cristo, antes de Sua segunda oração, teve uma intimação da parte do Pai, que não era a Sua vontade de que o cálice passasse dele. A vinda do anjo do céu para fortalecê-lo deve ser assim entendida. Cristo em primeiro lugar, ora para que, se fosse a vontade do Pai, o cálice pudesse passar; mas isso não foi a Sua vontade; e então Deus, imediatamente após isto, envia um anjo para fortalecê-lo e encorajá-Lo a tomar o cálice, o que era uma indicação clara para Cristo que era a vontade do Pai que Ele deveria tomá-lo, e que Ele não passasse dele. E assim Cristo o recebeu; como é evidenciado a partir do relato que Mateus oferece sobre esta segunda oração. Mateus 26:42: “E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”. Ele fala como quem agora tinha uma indicação, uma vez que Ele orou antes, que esta não era a vontade de Deus. E Lucas nos diz como, a saber, por ter Deus enviado um anjo. Mateus nos informa, como Lucas o faz, que em Sua primeira oração, Ele orou para que, se fosse possível o cálice passasse dEle; mas então Deus envia um anjo para significar que não era a Sua vontade, e para encorajá-Lo a tomá-lo. E então, Cristo tendo recebido esta indicação clara que não era a vontade de Deus que o cálice passasse dEle, rende-se à mensagem que recebeu, e diz: ó, Meu Pai, se é assim como Tu agora indicas, seja feita a Tua vontade. Portanto, podemos seguramente concluir que pelo que Cristo orava mais intensamente depois disso, não era para que o cálice passasse dEle, mas por outra coisa; pois Ele não iria orar mais fervorosamente, do que Ele fez antes, para que o cálice passasse dEle, depois de Deus ter sinalizado que não era Sua vontade que isso passasse dEle; supor isto seria uma blasfêmia. E então,

[3] A linguagem da segunda oração, tal como é referida por Mateus: “Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade”, mostra que Cristo não ora, então, para que o cálice passasse dEle. Isto certamente não é orar mais fervorosamente para que o cálice passasse, é sim uma entrega a esta questão, e uma interrupção de instá-la mais, e submissão a isso como algo determinado pela vontade de Deus, feita conhecida pelo anjo. E,

[4] A partir do relato do apóstolo sobre esta oração, no capítulo 5 de Hebreus, as palavras do apóstolo foram estas: “O qual, nos dias da Sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia”. O grande clamor e lágrimas de que o apóstolo fala, são, sem dúvida, o mesmo que Lucas fala no texto, quando Ele diz, “ele posto em agonia, orava mais intensamente”, pois esta foi a imagem mais nítida e séria do clamor de Cristo, o qual não temos qualquer relato em algum lugar. Mas, de acordo com o relato do apóstolo, aquilo que Cristo temia e pelo que clamou tão fortemente a Deus nesta oração, era algo que Ele foi ouvido, algo que Deus concedeu o Seu pedido, e, portanto, não era que o cálice passasse dEle. Tendo assim mostrado o que não foi pelo que Cristo orou nesta séria oração, eu prossigo para mostrar,


CONTINUA...




OUTRAS PARTES DESSE ESTUDO PODERÃO SER VISTAS POR MEIO DOS LINKS ABAIXO

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE 
ESTUDO PARTE 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 002

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE ESTUDO PARTE 003

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 004

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 005

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 006 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/08/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 007 —http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2015/10/jonathan-edwards-agonia-de-cristo-um.html

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 008 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 009 —

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 010 — APLICAÇÃO 001

JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — PARTE 011 — APLICAÇÃO 002

UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
http://ograndedialogo.blogspot.com.br/2016/08/jonathan-edwards-uma-breve-biografia.html

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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sábado, 15 de agosto de 2015

CIENTISTA FALA, FALA, MAS REALMENTE NÃO DIZ NADA


O astrofísico nova-iorquino Neil deGrasse Tyson 
O astrofísico nova-iorquino Neil deGrasse Tyson
(Mike Coppola/Getty Images)

É sempre algo muito curioso o interesse sem fim que a mídia em geral tem por abrir espaço para chamados cientista. Esses indivíduos gostam de posar como se fossem os verdadeiros e absolutos senhores de toda a verdade. Mas a VERDADE é que, na grande maioria dos casos, o que eles pensam hoje e falam hoje virá a ser provado como absolutamente falso amanhã.

Esse é o caso da entrevista que reproduzimos abaixo que está publicada no site da revista VEJA com o astrofísico estadunidense Neil Degrasse Tyson.

Antes de ler o que Neil Degrasse  Tyson tem a dizer é bom deixarmos bem claro que em termos de astrofísica existem apenas duas coisas óbvias:

1. Quando falam de astrofísica, em geral eles não têm a menor ideia do que estão dizendo e são incapazes de provar a maioria de suas afirmações.

2. Quando se metem a falar de Deus, especialmente o Deus da Bíblia, eles demonstram que a ignorância deles não se limita apenas à área da astrofísica, mas a mesma fica ainda mais evidente quando se metem a falar acerca de Deus.

Bem, vejamos o que o famoso doutor diz em sua entrevista:

Não vejo evidências que corroborem a existência de Deus.
O astrofísico americano Neil Degrasse Tyson é o mais ativo divulgador da ciência depois de Carl Sagan. Em entrevista a VEJA, ele diz que aceitar afirmações sem exigir provas é burrice e alerta contra as polícias do pensamento
Por: Filipe Vilicic

O astrofísico nova-iorquino Neil deGrasse Tyson é um dos rostos mais conhecidos da ciência por saber traduzir, com graça e elegância, o intrincado linguajar de estudiosos. Em suas palavras, "mostra as reais maravilhas do conhecimento". Ele faz isso por meio de livros best-sel­lers, a exemplo do mais famoso deles, Origens, lançado em 2004 nos Estados Unidos, mas que só na semana passada chegou ao Brasil. Dr. Tyson - como é chamado - se assume como herdeiro de Carl Sagan, astrofísico que popularizou a exploração espacial com o programa televisivo Cosmos, dos anos 80. Não por acaso, é dele a reedição da série, que apresenta na Fox. Tyson é defensor ferrenho do método científico como a melhor forma de explicar a origem de tudo o que existe.

Seu livro busca compreender a origem de tudo, seja a vida, seja o universo. Por que esse tema é tão recorrente na ciência?
Se queremos analisar uma laranja, por exemplo, podemos verificar que ela é redonda, tem gosto cítrico. Se na experiência de laboratório destruímos a fruta, basta buscar outro exemplar e o trabalho prossegue. Essa lógica, de estudar a existência, vale para tudo, de organismos a estrelas. Mas e se decidirmos compreender a origem da laranja? Aí a situação se complica. Primeiro, é simples notar que ela vem de uma árvore. E de onde veio a árvore? De uma semente. E a semente? Mais complicação. Quando se pergunta sobre a origem de qualquer coisa, os questionamentos não param. Em dado momento, é inevitável chegarmos a essa indagação filosófica clássica: "Qual é a origem da vida?". Para responder a essa questão, é preciso elaborar argumentos cuidadosos, factíveis, mas extraordinariamente imaginativos. Por isso, tantas das mentes brilhantes da humanidade se dedicaram ao desafio.

Diante da dificuldade de chegarmos à origem de tudo o que está aí, uma busca infindável, aparentemente eterna, não seria o caso de aceitar com mais naturalidade e compreensão as interpretações religiosas?
A religião de cada um tira conclusões precipitadas sobre o funcionamento do universo. A ciência, no entanto, realiza medições capazes de mostrar que essas impressões são falsas. Até hoje as pessoas dizem "God bless you" (Deus te abençoe, em inglês) quando alguém espirra. Por quê? No passado, acreditava-se, para valer, que, quando isso ocorria, a alma saía do corpo e deixava a pessoa vulnerável a demônios. Um religioso pode ver o mundo dessa maneira. A ciência verifica que há bactérias que causaram o espirro, e ponto. Um religioso pode aceitar as descobertas e passar a usar passagens de suas escrituras, a exemplo da Bíblia, como metáfora, fonte de inspiração. Ou entrar em conflito conosco. Há muitos, contudo, que souberam separar os tópicos, ver a religião como motivação moral, e a ciência como a forma de realmente explicar a natureza. Exemplo contemporâneo é o geneticista Francis Collins, cristão e um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Ele tira sua base moral da Bíblia, mas jamais responderá a uma pergunta sobre a origem do universo dizendo: "Bem, vamos verificar no Gênesis".

Os religiosos veem a aparente ordem do universo, regida pelas leis da física, como prova de que há uma lógica superior organizando tudo...
Sim, a natureza se repete, e por isso definimos regras, como a lei da gravidade. Mas é preciso tomar cuidado com essa abordagem. O.k., Deus então fez as leis da física, como já definia o filósofo Baruch Espinosa no século XVII. Só que isso quer dizer que Ele ouve suas preces? Ou que ajuda religiosos a vencer guerras contra outros religiosos? Ou que Ele tem barba? Foi esse Deus que falou com Moisés? Se tudo isso for tomado como verdade, então podemos dizer que Deus deixa pessoas inocentes ser atropeladas na rua. Ele permite, portanto, que uma criança morra de leucemia. Ou ainda faz vista grossa diante de furacões e vulcões que matam milhões, incluindo jovens e humanitários. Para acreditar em Deus, é preciso levar tudo em conta. Se Ele está por trás de tudo, é muito bom em matanças. Afinal, mais de 99,9% das espécies de seres vivos que passaram pela Terra foram extintas. Isso é o acaso da natureza? Ou é Deus? Seja qual for a resposta escolhida, é preciso assumi-la tanto para o lado belo como para o terrível.

O senhor acredita em Deus?

Dediquei tempo para pesquisar listas de deuses na internet. Demora muitos minutos só para passar com o mouse, sem ler, por um compilado de divindades nas quais a humanidade acredita. São milhares! Quer dizer que a escolha de um desses deuses pressupõe, sem escapatória, a ilegitimidade de todos os outros? Esse conflito de ideias não é tranquilo, levou a muitas guerras. Indo além, debrucei-­me sobre o Deus mais popular do Ocidente, o judaico-cristão. Quais são suas propriedades celebradas? A bondade, o poder absoluto e a onisciência. Visto quanto a natureza mata, quer dizer que Ele é assassino? Se sim, não é bondoso. Se não, Ele não é onisciente, ou todo-­poderoso. Para mim, essas escolhas parecem randômicas. Não vejo evidências que corroborem a existência de Deus. Se há um terremoto, não é fúria divina. Geólogos avisaram que a área era vulnerável. Não adiantava rezar pelo Haiti. O terremoto que abalou o país recentemente ocorreria de qualquer jeito. Não me importo se acreditam em deuses. Só acho que quem segue essa linha cega não pode distribuir culpas por aí.

O senhor utiliza frequentemente o termo "polícia do pensamento". É uma forma de definir a postura religiosa que ignora solenemente o pensamento científico?

Quando emprego essa definição, é para falar das pessoas que tentam ter e exercer poder pela força de seus pensamentos. Ou seja, impondo o que todos podem, ou devem, acreditar. Essa é a "polícia". Na ciência, não fazemos isso. A ciência é inimiga da "polícia do pensamento".

O artigo original poderá ser visto por meio desse link aqui:


ARTIGOS ACERCA DE RICHARD DAWKINS, CHARLES DARWIN E OUTROS EVOLUCIONISTAS E ATEUS























NOSSOS COMENTÁRIOS:

1. O Dr. Tyson fala de “argumentos factíveis” para explicara a origem da vida, mas não consegue oferecer nenhum argumento sequer.

2. Ele fala de religiões, mas não entende que a fé cristã não é uma religião e sim uma questão de relacionamentos, como Jesus ensinou:

João 17:3

E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

3. Em sua tentativa de denegrir as religiões o Dr. Tyson usa ilustrações, no mínimo estúpidas, como a do espirro. Quem acredita numa tolice dessa? Isso é fato histórico ou é apenas uma pequena bobagem mentirosa que o bom Dr. inventou?

4. O Dr. Tyson deseja criar um conflito entre a pseudociência e as pseudorreligiões. Mas o fato, é que não existe nenhum conflito final ou definitivo entre a verdadeira ciência e a Bíblia.

5. As implicações que o Dr. Tyson deriva das religiões, dificilmente se aplicam ao conteúdo da Escrituras Sagradas que temos na Bíblia.

6. O Dr. Tyson não entende nada acerca de quem é, realmente o ser humano caído, inclusive ele próprio. Não entende que o ser humano é um ser caído no pecado e, por isso, procura colocar a culpa de tudo em Deus. Nesse caso nosso doutor não passa de um perfeito idiota.

7. Quando o Dr. Tyson pretende falar do Deus da Bíblia demonstra toda a ignorância que lhe é própria acerca desse tema.

8. Quanto à chamada “polícia do pensamento” o Dr. Tyson não faz, exatamente, a favor de sua pseudociência,  aquilo que ele acusa as pseudorreligiões de estarem fazendo?

9. Por fim, o Dr. Tyson e livre para crer no que quiser, mas isso não muda nenhum fato verdadeiro.

Que Deus abençoe a todos.

Alexandros Meimaridis

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terça-feira, 16 de junho de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 005


Concepção artística de Cristo suando gotas de sangue.

O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

Issuu.com/oEstandarteDeCristo

A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”
– Lucas 22:44 –

Agonia de Cristo

Jonathan Edwards

CONTINUAÇÃO...

II. Que o conflito que a alma de Cristo então suportou foi ocasionado por aquelas visões e apreensões. A tristeza e angústia que a Sua alma sofreu nesta ocasião, surgiu a partir daquela visão plena e vigorosa, e imediata que Ele teve, assim, oferecida a Ele sobre aquele cálice de ira; pelo que Deus o Pai fez como que colocar o cálice diante dEle, para que Ele o tomasse e bebesse. Alguns têm perguntado o que ocasionou aquela angústia e agonia, e muitas especulações têm existido sobre isso, mas o relato que a própria Escritura nos dá é suficientemente completo nesta matéria, e não deixa espaço para a especulação ou dúvida. A única coisa pela qual a mente de Cristo estava tão cheia naquela época era, sem dúvida, o mesmo com que a Sua boca estava tão cheia; era o receio que Sua fraca natureza humana tinha daquele cálice terrível, que era muito mais terrível do que a fornalha ardente de Nabucodonosor. Ele teve, então, uma visão próxima da fornalha de ira, na qual Ele devia ser lançado; Ele foi levado para a boca da fornalha para que Ele pudesse olhar para ela, e permanecer e ver as chamas furiosas, e ver as brasas de Seu calor, a fim de que Ele pudesse conhecer para onde estava indo e o que Ele estava prestes a sofrer. Isso foi o que encheu a Sua alma de tristeza e escuridão, esta visão terrível como que o dominou. Pois, o que era a natureza humana de Cristo diante de tão poderosa ira como esta? Esse era, em si mesmo, sem os auxílios de Deus, apenas um fraco verme de pó, uma coisa que foi esmagada pela traça, nenhum dos filhos de Deus já teve tal cálice colocado diante de si, como sendo este o primeiro que qualquer criatura já teve. Mas, para não insistir por mais tempo sobre isso, apresso-me a mostrar,

III. Que o conflito na alma de Cristo, nessa visão de Seus últimos sofrimentos, era terrível, além de toda expressão ou concepção. Isso será evidenciado:

1. A partir do que é dito de Seu horror, pela história. Por um evangelista nos é dito, (Mateus 26:37): “começou a entristecer-se e a angustiar-se muito”. E por outro, (Marcos 14:33): “E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se”. Estas expressões expõem a intensa e avassaladora angústia em que estava Sua alma. As expressões de Lucas de Seu ser estar em agonia, conforme o significado da palavra no original, implica não em um nível comum de sofrimento, mas tal angústia extrema que Sua natureza teve um violentíssimo conflito com isso, como um homem que luta com todas as suas forças com um homem forte, que labuta e emprega a sua força máxima para conquistar uma vitória sobre ela.

2. A partir do que o próprio Cristo diz sobre isso, que não era acostumado a ampliar as coisas para além da verdade. Ele diz: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo” (Mateus 26:38). Que linguagem poderia expressar mais fortemente o mais extremo grau de tristeza? Sua alma não estava apenas “triste”, mas “cheia de tristeza”; e não somente isso, mas porque isso não expressa plenamente o nível de Sua tristeza, Ele acrescenta, “até a morte”; o que parece sugerir que as próprias dores e sofrimentos infernais, da morte eterna, haviam se apossado dEle. Os Hebreus estavam acostumados a expressar o maior nível de tristeza que qualquer criatura pudesse ser passível pela frase: a sombra da morte. Cristo tinha agora, por assim dizer, a sombra da morte trazida sobre a Sua alma pela visão próxima que Ele tinha do cálice amargo, que agora estava posto diante dEle.

3. A partir disso temos o efeito que isto teve sobre Seu corpo, causando aquele suor de sangue que lemos no texto. Em nossa tradução diz-se, que “o Seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão”. A palavra traduzida como “grandes gotas” é no original θρόμβοι — thómboi —, que significa propriamente caroços ou coágulos; pois podemos supor que o sangue que foi pressionado para fora através dos poros de Sua pele pela violência daquela luta interna e conflito, de forma que quando chegou a ser exposto ao ar fresco da noite, congelou e endureceu, como é a natureza do sangue, e por isso caiu dEle não em gotas, mas em coágulos. Se o sofrimento de Cristo houvesse ocasionado apenas um suor violento, isto teria mostrado que Ele estava em grande agonia; pois deve ser um sofrimento extraordinário e exercício da mente que faz com que o corpo esteja todo suado e exposto ao ar livre, em uma noite fria, como aquela era, como é evidente em João18:18: “Ora, estavam ali os servos e os servidores, que tinham feito brasas, e se aquentavam, porque fazia frio; e com eles estava Pedro, aquentando-se também”. Esta era a noite em que Cristo teve a Sua agonia no jardim. Mas a angústia e tristeza interior de Cristo não foram meramente as causas que o levaram a um suor violento e universal, mas, o que o fez suar sangue. A aflição e a angústia de Seu espírito eram tão indescritivelmente extremas como para forçar o sangue através dos poros de Sua pele, e isto tão abundantemente como a cair em grandes coágulos ou gotas de Seu corpo ao chão. Venho agora mostrar,

IV. O que se pode supor ser a finalidade especial de Deus em dar a Cristo de antemão essas visões terríveis de Seus últimos sofrimentos; em outras palavras, por que foi necessário que Ele deveria ter uma visão mais completa e extraordinária do cálice que devia beber, um pouco antes que Ele bebesse, como Ele jamais havia tido antes; ou por que Ele devia ter uma tal antecipação da Ira de Deus a ser suportada na Cruz, antes que o tempo viesse em que ele, de fato, a suportaria?

Resposta. Isto foi necessário, a fim de que Ele pudesse tomar o cálice e bebê-lo, sabendo o que Ele faria. A menos que a natureza humana de Cristo tivesse uma extraordinária visão dada a Ele de antemão do que Ele devia sofrer, Ele não poderia, como homem, conhecer totalmente, de antemão, o que Ele estava a sofrer, e, portanto, não poderia, como homem, saber o que Ele faria quando Ele tomasse o cálice para bebê-lo, porque Ele não conheceria plenamente o que era o cálice – sendo este um cálice que Ele nunca bebeu antes. Se Cristo houvesse mergulhado a Si mesmo nesses sofrimentos terríveis, sem estar de antemão totalmente sensível de sua amargura e horror, Ele teria feito, o que Ele não sabia. Como homem, Ele teria mergulhado a Si mesmo em sofrimentos de quantidade que Ele era ignorante, e assim teria agido de olhos vendados; e, claro, Sua apreensão sobre esses sofrimentos não poderia ter sido tão plenamente Seu próprio ato. Cristo, como Deus, perfeitamente sabia o que eram aqueles sofrimentos; porém foi mais necessário também que Ele conhecesse como homem; pois Ele devia sofrer como homem, e o ato de Cristo em tomar esse cálice foi o ato de Cristo como Deus homem.

Mas o homem Cristo Jesus, até então, nunca havia tido a experiência de tais sofrimentos como Ele deveria agora suportar na cruz; e, portanto, Ele não poderia conhecer plenamente o que eram antes, senão por ter uma visão extraordinária deles estabelecida diante dele, e um extraordinário sentido deles impresso em Sua mente. Temos ouvido falar de torturas que os outros sofreram, mas nós não sabemos completamente o que eram, porque nunca experimentamos; e é impossível que devamos conhecer plenamente o que eram, senão em uma dessas duas maneiras, seja por vivenciá-las, ou por ter sido oferecida uma visão delas, ou um sentido delas impressas de uma forma extraordinária em nós. Tal sentido foi impresso na mente do homem Cristo Jesus, no jardim do Getsêmani, sobre Seus últimos sofrimentos, e isso causou a Sua agonia. Quando Ele teve uma plena visão dada a Ele daquela Ira de Deus que Ele devia sofrer, a visão foi esmagadora para Ele; o que fez a Sua alma cheia de tristeza até a morte. Cristo estava para ser lançado em uma fornalha terrível da ira, e não era apropriado que Ele mergulhasse nela de olhos vendados, como não conhecendo quão terrível era a fornalha. Portanto, para que Ele não o fizesse, Deus em primeiro lugar, o trouxe e o colocou na boca da fornalha, para que Ele pudesse olhar para dentro, e permanecer e ver as ardentes e furiosas chamas, e pudesse ver para onde estava indo, e pudesse entrar voluntariamente nela e suportá-la pelos pecadores, como sabendo o que era.

Esta visão Cristo teve em Sua agonia. Em seguida, Deus trouxe o cálice que Ele devia beber, e o colocou diante dEle, para que Ele tivesse uma visão completa do mesmo, e contemplar o que era, antes que Ele tomasse e bebesse. Se Cristo não tivesse totalmente conhecido o que o horror daqueles sofrimentos eram, antes que Ele os levasse sobre Si, Seu tomá-los sobre Ele não poderia ter sido totalmente Seu ato próprio como homem; não poderia ter havido nenhum ato explícito de Sua vontade sobre o que Ele era ignorante; não poderia ter havido nenhum julgamento adequado, se Ele estaria disposto a submeter-se a tais sofrimentos terríveis ou não, a menos que Ele soubesse de antemão quão terrível eles eram; mas quando viu que eles eram, por ter oferecido a Ele uma visão extraordinária deles, e, em seguida, aceitou suportá-los; então, Ele agiu como conhecendo o que Ele fez; assim tomando esse cálice, e tendo tais sofrimentos terríveis, foi corretamente Seu próprio ato de uma escolha explícita; e assim o Seu amor para com os pecadores, esta escolha dEle foi maravilhosa, como também a Sua obediência a Deus nela. E era necessário que essa visão extraordinária que Cristo teve do cálice que devia beber fosse dada neste momento, pouco antes de ser preso. Este foi o momento mais adequado para isso, pouco antes que Ele tomasse o cálice, e enquanto Ele ainda tinha a oportunidade de recusar o cálice; pois antes que Ele tivesse sido detido pela companhia liderada por Judas, Ele teve a oportunidade de fazer a Sua fuga à vontade de Deus. Pois o lugar onde Ele estava, era fora da cidade, onde, absolutamente, Ele não estava confinado, e era um lugar deserto e solitário; e era o período da noite; de modo que Ele poderia ter fugido daquele lugar par aonde ele quisesse, e Seus inimigos não teriam sabido onde o encontrar. Essa visão que Ele teve do cálice amargo foi-lhe dada enquanto Ele ainda estava totalmente em liberdade, antes de ser entregue nas mãos de Seus inimigos. O entregar-se de Cristo nas mãos de Seus inimigos, como Ele o fez quando Judas veio, o que foi logo após a Sua agonia, foi propriamente Seu ato de tomar o cálice, a fim de bebê-lo; pois Cristo conhecia que a questão do que seria a Sua crucificação no dia seguinte. Essas coisas podem nos mostrar a finalidade da agonia de Cristo, e a necessidade que havia de tal agonia antes de Seus últimos sofrimentos:

CONTINUA...



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JONATHAN EDWARDS — A AGONIA DE CRISTO — ALGUMAS CITAÇÕES DESSE
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UMA BREVE BIOGRAFIA DE JONATHAN EDWARDS
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quinta-feira, 21 de maio de 2015

JONATHAN EDWARDS: A AGONIA DE CRISTO — UM ESTUDO — PARTE 004



O material abaixo é parte de um livro escrito por Jonathan Edwards que foi publicado em forma de e-book por:

Fonte: CCEL.org │ Título Original: “Christ’s Agony”

As citações bíblicas desta tradução são da versão ACRF (Almeida Corrigida 
Revisada Fiel).

Tradução por Camila Almeida │ Revisão William Teixeira

facebook.com/oEstandarteDeCristo

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A AGONIA DE CRISTO

Por Jonathan Edwards

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão.”
– Lucas 22:44 –

“E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão” (Lucas 22:44)

Nosso Senhor Jesus Cristo, em Sua natureza original, estava infinitamente acima de todo o sofrimento, pois Ele era “Deus sobre todos, bendito eternamente”; mas, quando Ele se tornou homem, Ele não foi somente capaz de sofrer, mas participou dessa natureza que é extremamente débil e exposta ao sofrimento. A natureza humana, por causa de Sua fraqueza, é nas Escrituras comparada com a erva do campo, que facilmente murcha e se deteriora. Assim, é comparada com uma folha; e ao restolho seco; e uma rajada de vento, e da natureza do homem fraco é dito ser pó e cinza, por ter o Seu fundamento em pó, e por ser esmagada pela traça. Foi esta natureza, com toda a Sua fraqueza e exposição aos sofrimentos, que Cristo, que é o Senhor Deus onipotente, tomou sobre si. Ele não tomou a natureza humana para Ele em Seu primeiro, mais perfeito e vigoroso estado, mas nesse estado desesperadamente fraco em que Ele está desde a queda; e, assim, Cristo é chamado de “renovo”, e “a raiz de uma terra seca”, Isaías 53:2: Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Desta forma, como a principal missão de Cristo no mundo foi sofrer, assim, ele cumpriu de forma consagrada a sua incumbência, Ele veio com tal natureza e, em tais circunstâncias feitas para abrir caminho para o Seu sofrimento; por isso, toda a Sua vida foi repleta de sofrimento, Ele começou a sofrer em Sua infância, mas Seu sofrimento aumentou à medida que Ele se aproximava do fim de Sua vida. Seu sofrimento após o início de Seu ministério público era provavelmente muito maior do que antes; e a última parte do tempo de Seu ministério público parece ter sido distinguido pelo sofrimento. Quanto mais Cristo viveu no mundo, quanto mais os homens viram e ouviram dEle, mais eles O odiavam. Seus inimigos estavam cada vez mais enfurecidos pela continuação da oposição que Ele fez às suas concupiscências; e o Diabo tendo sido muitas vezes confundido por ele, cresceu mais e mais em fúria, e cada vez mais reforçou a batalha contra Ele, de modo que a nuvem sobre a cabeça de Cristo crescia mais e mais escura, enquanto Ele vivia no mundo, até que estivesse em Sua maior escuridão, quando Ele foi pendurado na cruz e clamou: Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste! Antes disso, estava extremamente escuro, no momento de Sua agonia no jardim; do que temos um relato nas palavras agora lidas; as quais proponho-me a fazer o tema do discurso presente. A palavra agonia significa propriamente um conflito sério, como é testificado em batalhar, correr ou lutar. E, portanto, em Lucas 13:24. Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. A palavra no original, traduzida como porfiai é Ἀγωνίζεσθε. “Agonize, para entrar pela porta estreita”. A palavra é usada especialmente para esse tipo de luta, que na época era exibida nos jogos Olímpicos, em que os homens se esforçavam pela maestria na corrida, luta, e outros tipos tais de exercícios; e um prêmio era estabelecido, o qual era concedido ao vencedor. Aqueles que, assim, sustentaram, foram, na linguagem então usada, referidos com agonizantes. Assim, o apóstolo em Sua epístola aos Cristãos de Corinto, uma cidade da Grécia, onde tais jogos eram exibidos anualmente, diz em alusão aos esforços dos combatentes: “E todo aquele que luta”, no original, todo aquele que agoniza, “de tudo se abstém”. O local onde foram realizados os jogos foi chamado Ἀγων, ou o lugar da agonia; e a palavra é particularmente usada nas Escrituras para aquele esforço em fervorosa oração onde as pessoas lutam com Deus; elas dão ditas agonizarem, ou estarem em agonia, em oração. Assim, a palavra é usada em Romanos 15:30: E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus; no original, συναγωνίσασθαί, que vós agonizeis comigo. Assim em Colossenses 4:12: [...]combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus”. No original ἀγωνιζόμενος, agonizando por vós. De modo que quando é dito no texto que Cristo estava em agonia, o significado é, que a Sua alma estava em uma grande e séria luta e conflito. Isto foi assim em dois aspectos:

1. À medida que Sua alma estava em um grande e doloroso conflito com aquelas terríveis e incríveis visões e apreensões, as quais Ele tinha naquela ocasião.

2. À medida que Ele estava, ao mesmo tempo, em grande labor e séria luta com Deus em oração.

Proponho, portanto, ao discursar sobre o tema da agonia de Cristo, distintamente desdobrá-lo nestas duas proposições,

I. Que a alma de Cristo em Sua agonia no jardim tinha com aquelas terríveis e incríveis visões e apreensões, das quais Ele era então sujeito.

II. Que a alma de Cristo em Sua agonia no jardim tinha um grande e sério labor e luta com Deus em oração.

I. A alma de Cristo em Sua agonia no jardim tinha um doloroso conflito com aquelas terríveis, incríveis visões e apreensões surpreendentes, das quais Ele era então sujeito.
Ao ilustrar essa proposição me esforçarei para mostrar:

1. O que eram aquelas visões e apreensões.

2. Que o conflito ou a agonia da alma de Cristo foi ocasionado por aquelas visões e apreensões.

3 Que esse conflito era peculiarmente grandioso e angustiante; e,

4. O que podemos supor ser o plano especial de Deus em dar a Cristo aquelas terríveis visões e apreensões, e levá-Lo a sofrer esse conflito terrível, antes de ser crucificado.
Proponho mostrar,

I. Quais eram aquelas terríveis e incríveis visões e apreensões que Cristo tinha em Sua agonia. Isto pode ser explicado considerando:

1 A causa daquelas visões e apreensões; e,

2. A maneira pela qual elas foram então experimentadas.

1. A causa daquelas visões e apreensões, que Cristo teve em Sua agonia no jardim, foi o cálice amargo que Ele deveria em breve beber, posteriormente, na Cruz. Os sofrimentos aos quais Cristo se submeteu em Sua agonia no jardim, não foram Seus maiores sofrimentos; embora fossem mui grandes. Mas Seus últimos sofrimentos sobre a Cruz foram os Seus principais sofrimentos; e, portanto, eles são chamados de “o cálice que Ele tinha de beber”. Os sofrimentos da cruz, sob a qual Ele foi morto, estão sempre nas Escrituras representados como os principais sofrimentos de Cristo; especialmente aqueles em que “Ele levou os nossos pecados em Seu próprio corpo”, e fez expiação pelo pecado. Seu suportar a cruz, Seu humilhar-se e tornar-se obediente até à morte e morte de cruz, é dito como a principal coisa pela qual os Seus sofrimentos evidenciaram-se. Este é o cálice que Cristo havia colocado diante de Si em Sua agonia. É manifesto que Cristo tinha isso em vista, neste momento, a partir das orações que Ele então ofereceu. De acordo com Mateus, Cristo fez três orações naquela noite enquanto no jardim do Getsêmani, e todas sobre este assunto, o cálice amargo que Ele devia beber. Da primeira, temos um relato em Mateus 26:39: E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o Seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres; sobre a segunda no versículo 42: E, indo segunda vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade; e da terceira no versículo 44: E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. A partir disso, parece claramente que se tratava de que Cristo tinha tais visões e apreensões terríveis naquele momento. O que Ele insistiu, portanto, em Suas orações, mostra no que Sua mente tão profundamente se concentrava. Foi Seu sofrimento na cruz, que devia ser suportado no dia seguinte, quando haveria trevas sobre toda a terra, e ao mesmo tempo uma escuridão mais profunda sobre a alma de Cristo, do que Ele tinha agora tais vigorosas visões e apreensões angustiantes.

2. A maneira pela qual este cálice amargo foi agora definido na visão de Cristo.
(1). Ele tinha uma apreensão vigorosa disso impressa em Sua mente, naquele momento. Antes, Ele teve uma apreensão do cálice que devia beber. Sua principal missão no mundo era beber esse cálice, e, portanto, Ele nunca deixou de pensar sobre isso, mas sempre o carregou em Sua mente, e muitas vezes falou disso aos Seus discípulos. Assim, em Mateus 16:21: Desde então começou Jesus a mostrar aos Seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. Novamente em Mateus 20:17-19: E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os Seus doze discípulos, e no caminho disse-lhes: Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. E o entregarão aos gentios para que dEle escarneçam, e o açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará. O mesmo foi o tema da conversa no monte com Moisés e Elias, quando Ele foi transfigurado. Assim, Ele fala de Seu batismo de sangue, Lucas 12:50: Importa, porém, que seja batizado com um certo batismo; e como me angustio até que venha a cumprir-se! Ele fala disso novamente para filhos de Zebedeu em Mateus:20:22: Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. Ele falou dEle sendo levantado, João 8:28: Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas isto falo como meu Pai me ensinou. João 12:34: Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei, que o Cristo permanece para sempre; e como dizes tu que convém que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem? Assim, Ele falou sobre a destruição do templo de Seu corpo, João 2:19: Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. E Ele falou muito sobre isso um pouco antes de Sua agonia, em Seus conselhos agonizantes aos Seus discípulos nos capítulos 12 e 13 de João. Desta forma, esta não foi a primeira vez que Cristo tinha este cálice amargo em Sua visão. Pelo contrário, Ele parece sempre ter tido ele em vista. Mas parece que neste momento Deus lhe deu uma percepção extraordinária sobre ele. Um senso da Ira que devia ser derramada sobre Ele, e dos incríveis sofrimentos aos quais Ele devia se submeter, foi fortemente imprimido em Sua mente pelo poder imediato de Deus, de modo que Ele teve apreensões muito mais plenas e vigorosas da amargura do cálice que Ele devia beber do que Ele já houvera tido antes, e essas apreensões eram tão terríveis, que a Sua fraca natureza humana afundou com a visão, e esteve prestes a sucumbir.

2. O cálice de amargura foi representado neste momento como exatamente à mão. Ele tinha não somente uma visão mais clara e viva disso do que antes; mas isso foi agora estabelecido diretamente à Sua frente, para que Ele pudesse, sem demora, tomá-lo e bebê-lo; pois, em seguida, dentro dessa mesma hora, Judas estava por vir com o Seu bando de homens, e Ele devia, então, entregar a si mesmo em Suas mãos a fim de que Ele pudesse beber o cálice no dia seguinte; a não ser que, de fato, Ele se recusasse a tomá-lo, e assim fizesse a Sua fuga daquele lugar para onde Judas viria; o que Ele teve oportunidade suficiente para fazer se Ele estivesse assim disposto. Tendo, então, demonstrado que essas terríveis visões e apreensões foram as que Cristo teve no momento de Sua agonia; tentarei demonstrar...

CONTINUA...



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